07 abril 2009

REPARTINDO O BOLO! - Por: Dimas de Castro e Silva Neto


O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (31), a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 30 itens de material de construção, deixando o preço de 5% a 8% mais barato para o consumidor final. Com a medida que começa a valer a partir de 1º de abril (não desanime por que o dia é “da mentira”) o Governo parece querer, como se costuma dizer por aqui, “matar dois coelhos com uma cajadada só!”: defender o emprego do profissional da indústria da construção civil e estimular o cidadão comum a redirecionar suas aplicações (poupança) para a casa própria.

As construtoras, investidores e indústria do material de construção se beneficiam com a renuncia fiscal, mesmo que momentânea, tendo com isso uma margem maior que deve ser utilizada como desconto na venda dos imóveis e materiais. O reflexo esperado é a recuperação nas vendas de um mercado que, até então, assistia seu maior crescimento de todos os tempos. Com isso, espera-se evitar as demissões na cadeia produtiva, o que traria enormes prejuízos ao erário da União e a economia do Brasil.
Como disse Cláudio Conz, Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção: ”O Brasil é construído pelos milhões de brasileiros que contratam um arquiteto e um engenheiro e gerenciam sua própria obra”. Do material de construção consumido no Brasil, 77% é comprado pelo cidadão comum, que reforma, amplia e constrói a própria casa. A redução no IPI deve reduzir o custo final da obra em até 8%. Construir agora só não é tão bom negócio para quem pensa em recorrer a empréstimo. Os juros podem eliminar, ou até superar, os descontos. A exemplo da compra de carros-novos, quem planeja construir (ou comprar imóvel pronto) e está com o dinheiro guardado, esperando pra ver quais seriam os efeitos da crise mundial, a hora é de aproveitar os descontos de ocasião!

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção pela University of Birmingham e
Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri


7 comentários:

  1. Ilustre Dimas,
    Temos aí a tal da renúncia fiscal por parte do Governo, objetivando a manutenção do emprego e da renda, com o consequente aquecimento da cadeia produtiva e da própria economia.
    Em contrapartida, haverá a diminuição na arrecadação das transferências para Estados e Municípios (e a grita da começou).
    Sem dúvida, a ciência econômica é um tanto quanto complexa: se agrada e ajuda alguns, desagrada e prejudica outros.

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  2. É fato carissimo!
    O q vai pra uns, falta pra outros(mesmos), pois o "bolo" é um só!
    Obrigado e abraços.

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  3. Os louros da vitória são colhidos pela União,quem morre no campo de batalha são os peões.Vitória Pirrônica a custa da imolação dos municípios.É muito fácil prestar cortesia com chapéu alheio.
    JTeixeira

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  4. Caríssimo, Difícil mesmo deve ser agradar à todos! Obrigado e abraços

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  5. Prezado Dimas,
    Porque o governo federal não faz a renúncia fiscal com a arrecadação das contribuições, pois é tributo não compartilhado? Não podemos concordar que os estados e municípios renuncie receitas em favor da manutenção de empregos para operários da indústria de automóveis localizada no maior estado da federação.

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  6. Prezado Dimas,
    Porque o governo federal não faz a renúncia fiscal com a arrecadação das contribuições, pois é tributo não compartilhado? Não podemos concordar que os estados e municípios renuncie receitas em favor da manutenção de empregos para operários da indústria de automóveis localizada no maior estado da federação.

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  7. Prezado Dimas,
    Não posso concordar que o governo federal conceda renúncia fiscal tão-somente com tributo compartilhado com os estados e municípios. O tributo certo seria as contribuições, onde não existe repartição da receita. O absurdo de tudo é que a justificativa para essa renúncia é a manutenção de empregos na indústria automobilística paulista.

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