29 abril 2009

O Desenvolvimento do Crato

Que o Crato pense em desenvolvimento visando a qualidade de vida de uma cidade da Europa:

Londres_para_Turistas

Não o tipo de "crescimento" desordenado das PIORES cidades do Brasil, sem qualidade de vida, nem moradia, visando apenas o lucro das empresas:


É preciso pensar em desenvolvimento Regional, investir na região do cariri como um todo. Trazer coisas que só poderiam acontecer nas megalópolis e não numa cidade buteco, isolada e bairrista que o Crato já foi um dia...

Dihelson Mendonça

5 comentários:

  1. Ilustre Dihelson,

    Respeitosamente, e com a cautela que se faz necessária, queremos lembrar-lhe que não se trata de bairrismo ou de provincianismo.
    Assim, ó cara, não se torna necessário que você se dê ao trabalho de repetir 10.000 vezes uma mesma versão, objetivando nos convencer de possíveis equívocos em nossos posicionamentos.
    Basta, apenas e tão-somente, que você, ou alguém da administração cratense, conteste - PELO MENOS UM - dos números abaixo (oficiais, cruéis, desmistificadores e indesmentíveis):

    01)PRODUTO INTERNO BRUTO -PIB (Ipece, 2005)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 930.343.000,00
    b) Crato – R$ 459.764.000,00
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 102,35%

    02) TRANSFERENCIAS DO FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS-FPM (IBGE, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 48.288.002,92
    b) Crato – R$ 20.544.702,27
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 135,04%

    03) ICMS (Ipece, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 14.721.788,82
    b) Crato – R$ 9.137.815,58
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 61,10%

    04) TRANSFERENCIAS DO FUNDEF (Ministério da Educação, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 33.004.128,13
    b) Crato – R$ 13.441.422,28
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 145,54%

    05) BENEFÍCIOS PAGOS PELA PREVIDENCIA SOCIAL (MPS, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 153.895.403,40
    b) Crato – R$ 92.681.789,99
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 66,04%

    06) RECEITAS TRIBUTÁRIAS (Ipece, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 8.699.008,98
    b) Crato – R$ 3.185.012,34
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 173,12%

    07) DESPESAS DE INVESTIMENTOS (Ipece, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 16.185.609,73
    b) Crato – R$ 3.613.342,89
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 347,94%

    08) TRANSFERENCIAS DO BOLSA FAMILIA (MDS, 2007)
    a) Juazeiro do Norte – R$ 17.476.524,00
    b) Crato – R$ 9.585.436,00
    VARIAÇÃO PERCENTUAL A/B: 82,32%

    Portanto, ao invés de nos apegarmos e nos contentarmos com uma certa romântica "conurbação" (improdutiva e que não tem nada a ver com o fator econômico), a pergunta a ser feita seria: como ter ou ofertar “qualidade de vida” (como apregoam os políticos) se a tal equação econômica não é levada em conta, se não existe renda, se não há condição de se desfrutar das benesses ofertadas por um capitalismo cada vez mais cruel???
    Ou, ainda: o que fazer para gerar emprego "do lado de cá da ponte" (que separa as duas cidades), ao invés de ficarmos indo na conversa mole de juazeirenses espertos que, à luz do dia insuflam o nosso ego, tratando de difundir conceitos estapafúrdios sobre um só povo, uma só nação Cariri, enquanto na surdina e na calada da noite, tramam como nos tirar tudo ??? Lembram da UFC, que ia para o Crato e, repentinamente, se instalou em Juazeiro, por decisão de um reitor cooptado ???
    Como se almejar um padrão de vida europeu, se dia-a-dia ficamos mais pobres, se no nosso entorno prolifera a miséria (conseqüência da falta de emprego, da falta de poder aquisitivo da população), enquanto que ao nosso lado todo dia o poder público recebe novos incentivos, novos projetos, diversos empreendimentos ???
    Na verdade, a tal “qualidade de vida”, apregoada pelos políticos, contempla alguns nichos da população cratense.
    É pura enganação.

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  2. Dihelson.

    Na verdade não há o que contestar. Há o que observar. Os repasses de cada municipio são proporcionais as receitas que cada um arrecada. Quem vive na região sabe que já somos uma só coisa. A visão de Crato, Juazeiro e Barbalha isolados foi superada. Outro dia estava conversando com um amigo do ramo de vendas de combustiveis e ele me disse: O meu posto da Batateira, um dos mais antigos do Crato, vendo 30 mil litros mes de combustiveis, o de Juazeiro situado proximo ao Arco do Salesiano vende 280 mil litros mes. O mercado é quem orienta as decisões de investimento. Assim sendo para ser um "amante incondicional" do Crato o comerciante precisa fechar o posto de Juazeiro e ficar apenas com o do Crato. Não podemos desconhecer que na Rua Dr. João Pessoa em Crato existem varias lojas cujos proprietarios são de Juazeiro, cuja matriz é de Juazeiro, e estão fortalecendo nosso comercio e gerando emprego e pagando impostos.
    A culpa é de quem expulsou o grande empreendedor Cicero Rumão Batista. Ha quase um seculo.

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  3. Na minha visão, que poderá ser enquadrada dentro do "ser bairrista", acredito que a culpa em primeiro lugar é dos políticos do Crato e em seguida dos próprios eleitores que não sabem escolher nossos representantes nas câmaras federal e estadual, prefeirndo votar em candidatos de fora, que nada fizeram, fazem ou farão pelo Crato.
    Acredito que uma cidade que possui boa qualidade de vida é aquela onde seus filhos nela crescem, se formam e aí permanecem. E o Crato, infelizmente, está muito longe disso. Os números aqui apresnetados por José Nilton Mariano bem atestam o que afirmo. Dos meus colegas do antigo Colégio Diocesano, poucos ou quase nenhum moram no Crato, a não ser aqueles que já estão aposentados, como o Armando Rafael.
    O Crato tinha como sede todos os órgãos da Secretaria da Agricultura,Codagro, Epace, Ematerce, etc.. com toda estrutura edificada ali pelas imediações do Parque de Exposição. De repente todos esses órgão foram transferidos para a cidade pólo da futura Região Metropolitana. Quer dizer, o esvaziamento continua e deste modo a qualidade de vida fica algo mais distante. É muito fácil falar em bairrismo quando não se tem o nome ligado ao Crato por mais de duzentos anos.

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  4. Pois é, até que enfim uma argumentação racional, essa de Morais, porque dentro da realidade do dia-a-dia: "os repasses de cada municipio são proporcionais às receitas que cada um arrecada".
    E, por qual razão não temos arrecadação ??? Porque nos faltam fontes geradoras, ou seja, comércio, indústria, agricultura, serviços, infra-estrutura.
    Por outro lado, há uma certa incoerência do mesmo Morais, quando observa que "já somos uma só coisa". Como assim, se os benefícios contemplam e se centralizam em um só pólo ??? Como falar em uma certa "nação Cariri" se o progresso e o desenvolvimento
    têem destino único e em uma só via, exatamente "do outro lado da ponte" ???
    Portanto, peca por inconsistência a afirmativa da existência de uma tal "visão superada" por parte dos que não rezam e comungam por uma determinada cartilha. Por conta desse comodismo, dessa alienação, desse alheamento e dessa acomodação é que chegamos onde chegamos: ao fundo do poço, à dependência de migalhas, de sobras, de refugos.
    Respondam, honestamente: por qual um empreendimento do porte do campus da UFC, com o condão de pujantemente movimentar os agentes econômicos da área onde se implanta, nos foi vergonhosa e humilhantemente subtraído e, meses após, o responsável por tal decisão, ex-reitor e agora Secretário de Estado (um tal se senhor Barreira), foi recebido no Crato com tapete vermelho, flores e mimos mil ??? Será que foi porque comprovadamente sacaneou conosco, com o Crato, ao desprezar o componente técnico e priorizar acordos políticos espúrios ??? Cadê a nossa auto-estima ???
    Não teria sido mais correto o legislativo municipal ter-lhe concedido o título de "persona non grata" ???
    Acorda, pessoal !!!

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  5. Vamos às velhas correções:
    no nosso comentário aí acima, leia-se: "...por qual RAZÃO um empreendimento..." e, mais à frente "...um tal senhor Barreira...." e não como ali consta.

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