15 abril 2009

Deuses da chuva - Por Claude Bloc

Chove! ... e os deuses da chuva , do céu estão distantes. Na Terra, confrontam-se os heróis nessa alegoria profética do tempo. A figura do inverno desfila personificada nas enchentes, nos aluviões, materializada na avidez das águas, nas obsessões da estação...

Então, chove! Fora e dentro de mim. A chuva é poesia nesta hora. Mescla gêneros e experiência na prosa, mas não pode viver confinada ao limite das estações nem ao domínio das palavras.

A chuva é fiel. Ao tempo em que discorre pela vida a sua passagem. Ao tempo em que deixa escorrer seu pranto e seu agravo...

A chuva é a tradução deste poema. Celebra o universo! ... e leva, no verso de seu dorso, as linhas do seu estro.

Por Claude Bloc

Um comentário:

  1. Chuva fria, temporal, açoitando minha pele, imaginando o que seria buscar refúgio no seu peito, esquecido de que a chuva ficou lá fora, e aqui dentro, me aqueço no calor do seu amor.
    Lindo, Ms. Claude, sua celebração ao universo.

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