
Segundo a doutrina católica, casamento seria: "O pacto matrimonial, pelo qual um homem e uma mulher constituem entre si uma íntima comunidade de vida e de amor, fundado e dotado de suas leis próprias pelo Criador. Por sua natureza, é ordenado ao bem dos cônjuges, como também à geração e educação dos filhos. Entre batizados, foi elevado, por Cristo Senhor, à dignidade de sacramento”.(Catecismo da Igreja Católica, n. 1660).
Já para os protestantes, casamento seria uma fundamental instutuição divina, onde se estabelece uma aliança entre o homem a mulher e Deus, aliança essa de grande responsabilidade, bem como indissolúvel, conforme Jesus nos ensinou , conforme insculpido no livro de Mateus: ". . .o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Ainda na escritura sagrada, agora em I corintios, 7:39: "A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor."
Já atinente ao uso das alianças, teriam sido os hindus os primeiros a usar alianças de casamento. Tendo sido trazida essa tradição para o ocidente por gregos e romanos. Entendiam ainda, que a aliança seria como um “contrato de compra” da mulher (noiva) e também uma espécie de aviso aos menos atentos, pretendendo dizer “ela já não estava mais disponível”. Após o século IX, a Igreja Cristã a adotou como símbolo de fidelidade. Ainda segundo o tema aliança, os gregos e romanos diziam que o quarto dedo da mão esquerda, o que usamos a aliança, seria o mais correto para tal finalidade, pois, acreditavam que por ele passava uma veia que seguia diretamente para o coração.
Pois bem, depois de feito essas breves considerações, vamos ao cerne da questão: porque o matrimônio esta em desuso? Para analisar essa mudança comportamental da sociedade vamos fazê-la, ou ao menos tentar, sob prisma social. Deixando claro que a abordagem do assunto tem-se, único e exclusivamente trazer a baila, de forma simplista, um tema de extrema importância, conclamando aos ilustres colegas e leitores que participem do debate, trazendo outros dados e opiniões que julgarem importantes.
Um dos aspectos no campo social, ao nosso entendimento, deu-se a partir da emancipação feminina, resultado de um processo natural e necessário, pois ao longo dos anos a mulher foi deixada em segundo plano, era excluída de todo tipo de decisão, não lhe era permitido opinar em nenhum tipo de assunto que não fosse cuidar dos filhos, do lar e ser totalmente submissa ao seu senhor, o marido. Com o decorrer dos anos, a mulher foi apercebendo que sua contribuição no meio em que vivia poderia ser muito mais eficiente que ficar em casa administrando o lar. O que de fato aconteceu, e hoje temos a participação maciça, trazendo beleza, charme e competência em tudo que faz.
Todavia, essa mesma ruptura com os moldes repressivo de outrora, serviram como alavanca para chegar à conclusão que o destino de sua vida, estava somente em suas mãos, não dependiam mais de ninguém, e como tal, o comando era único e exclusivamente seu. A partir desse momento, a tolerância com o comportamento do esposo diminuiu, já não era mais possível aturar o marido chegando tarde em casa, e cheirando a álcool, nem pensar; as observações feitas antes, quando consideradas ofensivas, passaram a ser rebatida de pronto, não esperando outra oportunidade. Ai começaram os problemas.....
Atentaram as mulheres que as mãos que balançavam o berço, era a mesma que, se necessário, conduziriam um bi-trem; perceberam que aquela voz frágil e delicada assumiria um tom grave que calaria uma sala de aula repleta de marmanjos; sentiram que a falta de força física para trocar um pneu, era psicológica, e se inevitável, ergueria um veiculo para tirar sua cria de baixo; notaram que administrar um lar era muito importante, todavia, se tivesse que conduzir uma empresa faria com a mesma competência; perceberam que a vida era muito importante, e hoje, recuperam muitas; brigavam por justiça na família, nos dias atuais fazem-na para todos que necessitam.
Na contra mão dessa evolução, nós, homens, (boa parte), deixamos a barriga alongar-se; esquecemos de dizer eu te amo; “traímos” nossas mulheres com o trabalho, dando a esse mais atenção; alguns se contentaram e acostumaram a ficar em casa “administrando o lar”; não mais nos olhamos no espelho, não nos vemos mais, perdemos o reflexo. As afirmações que se faz são corroboradas com o grande numero de separações e/ou divórcio registrado no País. Outro dado: vejam nossos pais, avós, bisavós, etc., quanto tempo permaneceram juntos. Os mais jovens é provável que não entendam isso, entretanto, os mais experientes sabem que o casamento de ontem, já não é mais o mesmo. Não se tolera mais nada, não se suportam, não se agüentam.
O resultado desse processo é mais do que lógico, a instituição “casamento” transformou-se em uma relação instável, com prazo determinado, com filhos divididos entre dois lares, e com a clara e nítida sensação que ambos perderam muito tempo, que saem da relação com graves sequelas, com magoas imensas e a certeza que nunca mais assumirão o compromisso de viverem até que a morte os separem.
Por Luiz Cláudio Brito de Lima

Já para os protestantes, casamento seria uma fundamental instutuição divina, onde se estabelece uma aliança entre o homem a mulher e Deus, aliança essa de grande responsabilidade, bem como indissolúvel, conforme Jesus nos ensinou , conforme insculpido no livro de Mateus: ". . .o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6). Ainda na escritura sagrada, agora em I corintios, 7:39: "A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor."
Já atinente ao uso das alianças, teriam sido os hindus os primeiros a usar alianças de casamento. Tendo sido trazida essa tradição para o ocidente por gregos e romanos. Entendiam ainda, que a aliança seria como um “contrato de compra” da mulher (noiva) e também uma espécie de aviso aos menos atentos, pretendendo dizer “ela já não estava mais disponível”. Após o século IX, a Igreja Cristã a adotou como símbolo de fidelidade. Ainda segundo o tema aliança, os gregos e romanos diziam que o quarto dedo da mão esquerda, o que usamos a aliança, seria o mais correto para tal finalidade, pois, acreditavam que por ele passava uma veia que seguia diretamente para o coração.
Pois bem, depois de feito essas breves considerações, vamos ao cerne da questão: porque o matrimônio esta em desuso? Para analisar essa mudança comportamental da sociedade vamos fazê-la, ou ao menos tentar, sob prisma social. Deixando claro que a abordagem do assunto tem-se, único e exclusivamente trazer a baila, de forma simplista, um tema de extrema importância, conclamando aos ilustres colegas e leitores que participem do debate, trazendo outros dados e opiniões que julgarem importantes.
Um dos aspectos no campo social, ao nosso entendimento, deu-se a partir da emancipação feminina, resultado de um processo natural e necessário, pois ao longo dos anos a mulher foi deixada em segundo plano, era excluída de todo tipo de decisão, não lhe era permitido opinar em nenhum tipo de assunto que não fosse cuidar dos filhos, do lar e ser totalmente submissa ao seu senhor, o marido. Com o decorrer dos anos, a mulher foi apercebendo que sua contribuição no meio em que vivia poderia ser muito mais eficiente que ficar em casa administrando o lar. O que de fato aconteceu, e hoje temos a participação maciça, trazendo beleza, charme e competência em tudo que faz.
Todavia, essa mesma ruptura com os moldes repressivo de outrora, serviram como alavanca para chegar à conclusão que o destino de sua vida, estava somente em suas mãos, não dependiam mais de ninguém, e como tal, o comando era único e exclusivamente seu. A partir desse momento, a tolerância com o comportamento do esposo diminuiu, já não era mais possível aturar o marido chegando tarde em casa, e cheirando a álcool, nem pensar; as observações feitas antes, quando consideradas ofensivas, passaram a ser rebatida de pronto, não esperando outra oportunidade. Ai começaram os problemas.....
Atentaram as mulheres que as mãos que balançavam o berço, era a mesma que, se necessário, conduziriam um bi-trem; perceberam que aquela voz frágil e delicada assumiria um tom grave que calaria uma sala de aula repleta de marmanjos; sentiram que a falta de força física para trocar um pneu, era psicológica, e se inevitável, ergueria um veiculo para tirar sua cria de baixo; notaram que administrar um lar era muito importante, todavia, se tivesse que conduzir uma empresa faria com a mesma competência; perceberam que a vida era muito importante, e hoje, recuperam muitas; brigavam por justiça na família, nos dias atuais fazem-na para todos que necessitam.
Na contra mão dessa evolução, nós, homens, (boa parte), deixamos a barriga alongar-se; esquecemos de dizer eu te amo; “traímos” nossas mulheres com o trabalho, dando a esse mais atenção; alguns se contentaram e acostumaram a ficar em casa “administrando o lar”; não mais nos olhamos no espelho, não nos vemos mais, perdemos o reflexo. As afirmações que se faz são corroboradas com o grande numero de separações e/ou divórcio registrado no País. Outro dado: vejam nossos pais, avós, bisavós, etc., quanto tempo permaneceram juntos. Os mais jovens é provável que não entendam isso, entretanto, os mais experientes sabem que o casamento de ontem, já não é mais o mesmo. Não se tolera mais nada, não se suportam, não se agüentam.
O resultado desse processo é mais do que lógico, a instituição “casamento” transformou-se em uma relação instável, com prazo determinado, com filhos divididos entre dois lares, e com a clara e nítida sensação que ambos perderam muito tempo, que saem da relação com graves sequelas, com magoas imensas e a certeza que nunca mais assumirão o compromisso de viverem até que a morte os separem.
Por Luiz Cláudio Brito de Lima







5 comentários:
Prezado Luís Cláudio,
Parabéns pelo seu texto. Analisou muito bem todas as mudanças do mundo, que levam as pessoas ao divórcio. O casamento "É uma aliança de companheirismo que o homem e a mulher fazem entre si, simbolizando a aliança de amor que Deus faz com toda a humanidade”. (cf. Rafael L. Cifuentes, em Noivado e Casamento.) Cristo dignificou o casamento que foi transformado num Sacramento. É indissolúvel para nós cristãos, católicos e evangélicos. Os jovens hoje quando vão casar, já vão pensando em se separar, se não der certo. Outro fator que causa as separações é também como você colocou no seu texto, as pessoas não se aceitam com seus defeitos e qualidades. Mas com todas essas dificuldades os jovens ainda querem casar.
Abraços
Magali
Magali, muito obrigado pelo comentário, voce sempre muito cordial.Sabe, as vezes fico muito triste com algumas questões que aflingem a humanidade, uma delas é o rompimento da sociedade conjugal,muito bem registrado por voce, quando afirma a elevação dessa união, por JESUS nosso senhor,ao nivel de sacramento.As vezes atendo no escritório, casais querendo a separação, e depois de uma conversa percebemos que muitos fatores levaram aquela decisão prematura, e uma delas é justamente a falta de "doação" um ao outro, ou seja, perdoar-se, aceitar as imperfeições de cada um, compreenderem-se,e tenho conseguido reverter muitos casos,costumos brincar: perdi um cliente, porém, ajudei a manter uma familia.Sinto muitas saudades do meu avô Luiz Bezerra de Brito, que viveu com a minha querida avó, Maria Moraes de Brito, durante mais de 50 anos, tendo acabado a relação somente com a morte dele, e até hoje minha vó, graças a DEUS viva, diz: "... que falta eu sinto de meu Luiz...".Muito obrigado meu avô pelos ensinamentos...Luiz Cláudio Brito de Lima
Prezado Luiz,
Muito bem posta a sua colocação, parabéns.
Mas, aqui prá nós, o que você acha da perniciosa influência da televisão na veiculação de tanta depravação e libertinagem em pleno horário nobre ??? Tem ou não o poder de influenciar nossos jovens adolescentes no tocante a "desnecessidade" do casamento ???
Prá que casar e ter que "suportar" ou se manter fiel a um único parceiro(a), se a televisão mostra que o "normal", o "correto", o "bom mesmo" é o "troca-troca" diuturno ???
Onde vamos parar, meu caro Luiz ???
Estimado Jose Nilton, infelizmente com o advento dos meios de comunicações em massa, especificamente a telivisão, passamos a adotar posturas outrora ditas como "reprováveis" , todavia, se analisarmos por este ângulo, todos os grande males do século ter-se-i-a origem nesse meio.A televisão, como sabiamente observado pelo amigo, é sem dúvida espeque de orientação e desorientação.Vejamos, por exemplo, o papel dos meios de comunicação em informar a população acerca de cuidados com a proliferação de certas endemias; ou ainda divulgação de prazos para pleiteamos algum direito na justiça(planos econimicos)age dessa forma positivamente.Entretanto, da mesma forma que essas informações auxiliam à todos nós, permite, aos menos avisados, condutas não tão apropriadas, foi nesse momento que começamos, infelizmente, com a vulgarização da mulher, da exposição de jovens, querendo alcançar a "fama" ,submentendo-se a todo tipo de aparição.Querem um exemplo nefasto da exposição desenfreada da mulher na mídia, esse tal de Big Brother, esse programa televisivo que é o mais perverso, desumano, patético, e outros adjetivos que prefiro não nomina-los, pois senhoras e menores acessam esse blog.Por fim amigo Jose Nilton, voce esta repleto de razão quanto ao poder negativo da televisão,contudo, ele é, ao nosso vê, uma especíe do genero, intolerância e incapacidade humana.Obrigado pelo comentário.Abraços.Luiz Cláudio Brito de Lima.
Luiz,
Sem dúvida, a TV é uma perigosa via de mão dupla: assim como orienta, lembra, esclarece, também tem o assustador poder de desorientar, confundir, induzir à depravação.
Imagine uma nossa filha adolescente, com a mente ainda em processo de formação por conta dos valores morais recebidos dos pais, de repente defrontar-se na telinha com adolescentes iguais a ela a participar de cenas contemplando os famosos beijos "técnicos", de lingua com língua, veiculados em closes que oferecem detalhes até então desconhecidos por ela. Ou o troca-troca de casais tão presentes em nossas novelas, onde filho transa com a própria mãe (Mandala), irmão com irmã (novela mais recente), pai com filha e por aí vai.
Sem se falar que praticamente todas as estrelas globais (homem ou mulher) são adeptos e divulgadores da famosa "produção independente".
Casamento ??? Que diabo é isso ??? É assim que encaram e o transmitem; é vero, podes crer.
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