07 janeiro 2009

Reescrevendo a História – por José Nilton Mariano Saraiva

Evidentemente que em termos históricos torna-se impossível compará-los. A única e real semelhança é que serviram, ao seu modo, aos governos de então. E, no entanto, apesar de distanciados por um hiato de quase 200 anos, paradoxalmente algo os une e irmana de forma inexorável, umbilical, definitiva: a descoberta da assustadora e terrível "face oculta", de ambos.
Primeiramente, foi o jornalista Luis Nassif que, após responsável e exaustiva pesquisa em documentos da época, corajosamente nos mostrou o lado desconhecido, não muito digno e, convenientemente omitido pelos nobres historiadores brasileiros, da personalidade de uma das mais queridas e badaladas figuras brasileiras, o “austero” (?) Rui Barbosa.
E que transamazônica decepção para todos nós, constatarmos que o nosso herói da infância, aquele que em teoria transbordava lições de moral, civismo e decência por todos os poros, na prática não passava de um homem vil, um tremendo mau-caráter, corrupto de marca maior, falso, traidor, mercenário e que, comprovadamente, ficou rico às custas do erário público.
Agora, através do depoimento contundente do cratense Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes, funcionário do Banco Central, o que o credencia para tal assertivas, tomamos conhecimento que o economista Roberto Campos era, na verdade, “... um homem dos grandes negócios, para não dizer negociatas”.
Tal qual Rui Barbosa, Roberto Campos também fundou um banco “...o Banco União Comercial, criado, presidido e quebrado por ele em 1974, que causou enorme prejuízo ao Brasil, pois o governo assumiu milhões de dólares contraídos por ele no exterior; o Banco Central ficou com a dívida junto aos credores internos e o Banco Itaú ficou com os ativos cobráveis, tornando-se um dos maiores do país”.
Destaca também o conterrâneo Joaquim Pinheiro que o senhor Roberto Campos “...foi seminarista e do seminário saiu não por falta de vocação, como difundem alguns, mas, sim, porque os superiores detectaram ausência de virtudes necessárias a um sacerdote” .
Mas, o mais incrível e que nos deixa estupefatos é constatar que referida figura “...tentou ingressar no serviço público, mas não obteve aprovação nos três concursos públicos a que se submeteu” e que “...graças ao domínio de idiomas que aprendeu no seminário, ingressou no serviço diplomático, sem concurso, indo prestar serviços nos Estados Unidos, onde tentou o título de Doutor em Economia, sem conseguir aprovação para sua tese”.
Além do mais, destaca Joaquim Pinheiro, existem episódios obscuros que jamais fariam parte da biografia de um cidadão exemplar. Um deles “... a briga com uma garota de programa enganada por ele, que terminou lhe desferindo facadas”.
Particularmente, entendemos ser gratificante que as pessoas com conhecimentos não acessíveis a nós outros, mortais comuns, aos poucos se disponham, de forma corajosa e patriótica, a passar o Brasil a limpo.
Antes tarde do que nunca, não ???
Reescrevamos nossa história !!!
José Nilton Mariano Saraiva

4 comentários:

  1. Meu caro Jose Nilton.

    Outro dia exaltei sua coragem e patriotismo ao registrar em livro denuncias graves contra politicos poderosos que mandam e ainda insistem em continuar mandando. O Rui e o Roberto Campos já passaram pra outra. Como sugestão gostaria de ver a publicação no Blog de algumas dessas denuncias para que os leitores tomem conhecimento porque daqui a uns dois anos tem gente pior do que o Rui e o Roberto pedindo voto e sendo votado. Fazer conhecimento ao povo é o serviço de grande validade e poderá evitar a continuidade das mazelas que voce tão bem mostra no seu valioso livro.
    Um forte abraço.

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  2. Meu caro Jose Nilton

    E o que dizer dos trezentos e tantos picaretas que o nosso lula dizia ixistir no congresso brasileiro. Outro dia a revista Veja comentou da enorme fortuna do senador Jose Sarnei politico carreirista.
    abraços
    Jair Rolim

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  3. Prezado Morais,

    1) O nosso jogo é aberto, transparente, limpo.
    Com relação à política, por exemplo, publicamente testemunhamos, aqui e agora, que nunca votamos, e jamais o faremos, no trio Tasso Jereissati, Ciro Gomes e Patrícia Sabóia (ex-Gomes); por convicção, por acharmos que estão na política para dela se beneficiarem ( voce já pensou se fosse possível fazer uma auditoria sobre a evolução patrimonial do Tasso Jereissati, desde que ele entrou na política );
    2) As pesquisas/dados sobre o Rui Barbosa e o Roberto Campos não são da nossa autoria; apenas as achamos merecedoras de divulgação e questionamentos;
    3) Com relação à sua sugestão e se o amigo achar conveniente, sinta-se à vontade ( tem nossa autorização,sim ) para transcrever qualquer item do livro que ache de interesse.
    Não o fazemos porque aí teríamos que "copiar" todo o livro e disponibilizá-lo aqui, o que o Dihelson não iria aceitar.
    Receba o nosso abraço.

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  4. Meu caro Jose Nilton.

    Fui coordenador politico da SEGOV no Governo Lucio Alcantara. A ultima reunião que coordenei foi no Hotel Verde Vale em Juazeiro do Norte com a presença de 26 prefeitos da região. Estavam presentes o Senador Tasso e o candidato a presidente da republica Geraldo Alkimin. A reunião foi aberta pelo senador que a presentou a candidato e disse: O Brasil está nestesiado, nunca se viu tanto roubo, tanta corrupção e tanta cara de pau de um presidente, os escandalos estão dentro de casa com os proprios filhos e seguiu falando abrobrinhas.
    Quando fui falar disse: a situação não é bem essa, não tem ninguem cego, eu não consigo o voto da minha filha de 17 anos. Quando falo que depositaram 15 milhões na conta do filho de Lula ela me pergunta: quem depositou? E quem depositou quantou levou? Fui demitido no mesmo dia. Tinha consciencia que seria, mas fui coerente com o meu pensamento.

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