xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 22/12/2008 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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22 dezembro 2008

A Vida é bela, quando se tem amizades Verdadeiras !


Família Blog do Crato
Duas noites Inesquecíveis !

Tudo começou com a generosidade e o convite de um grande Ser Humano: Antonio Morais:

Entre histórias e estórias, nos deliciamos parte da noite e outra parte nos deliciamos com um saboroso jantar:


Mas como uma coisa puxa a outra, Magali e Carlos Esmeraldo fizeram um convite de retribuição para um novo encontro:


Ao que todos concordaram...


Marcamos a nova data: Desta feita, com mais entusiasmo ainda, em lugar agradabilíssimo sob uma frondosa árvore:

Estórias, piadas, gente agradável...


Gente nova no pedaço, extremamente agradável:

E um jantar delicioso coroando a noite:

O que mais podemos pedir a Deus de bom nessa vida senão a companhia desses belos amigos, que já nos trazem saudades ?


Mas sei que em breve estaremos todos juntos mais uma vez.

FELIZ NATAL.
Feliz Ano Novo!

Fotos: Dihelson Mendonça


Crônica da Cidade Imóvel

Agora, com esse nevoeiro próprio do período chuvoso, é possível o viajante vislumbrar, em descendo a Chapada do Araripe, a cidade do Crato flutuando em meio às nuvens, com uma imensa âncora pendendo de uma das suas extremidades. Para o viajante mais atento, é possível perceber, acima daquela cidade que flutua, um reflexo difuso, como em negativo, de outra cidade, como se ali existisse um espelho côncavo permanente. Agora aquele viajante que realmente descer a serra e adentrar no âmago da “Princesa do Cariri”, descobrirá que no solo, prenunciando o obscuro, existe outra cidade do Crato.

O Crato é uma cidade prima-irmã da cidade de Laudômia, trazida a lume pela mente brilhante de Ítalo Calvino, no livro “As Cidades Invisíveis”. Assim como o Crato, Laudômia são três cidades em uma, uma dos não-nascidos, uma dos mortos e outra dos vivos. Assim como em Laudômia, no Crato, as três cidades são interligadas, elas interagem de forma que existe uma permanente ilusão de que não existe em hipótese nenhuma a possibilidade desse intercâmbio existencial. Essa ilusão é tão poderosa que cria a estranha sensação de uma cidade única, poderosa, gloriosa, onipresente, completamente alheia à intensa convivência com a cidade dos mortos e a cidade dos não-nascidos. Convivência essa que se dá simultaneamente.

A cidade dos vivos, no Crato, se desprendeu da sua essência transbordada de primazia, no solo, e agora flutua bela e transcendental, por sobre uma arquitetura cinza, inebriada pelo marrom paralisante do conforme e da linhagem. O Crato essencial é uma cidade deveras ocupada, que trabalha incessantemente na manutenção e expansão do material ferroso que dá peso e significância à imensa âncora atrelada a uma das extremidades do Crato, a cidade dos vivos, que flutua, pairando indelével sempre na estranha possibilidade do seria.

A usinagem dessa âncora é feita ostensiva e orgulhosamente. Na cidade dos mortos, a essência da tradição, da família e da propriedade tem a seu dispor residências, repartições públicas, entidades privadas, fundações sócio-culturais, confrarias inusitadas e uma série de outras segregações mantenedoras da ordem, que fornecem material necessário para a usinagem desse inconsciente coletivo, logo transformado em material de largo poder de imobilização, devido ao seu peso irrefutável.

Nessa cidade mórbida existe uma eterna veneração pelo passado, existe uma entronização do tradicionalismo de forma que todo o formol produzido no mundo parece sair dessa cidade. As moedas de troca na convivência social do Crato essencial é a linhagem genética, são os títulos de propriedade e de formatura, bem como as senhas distribuídas na partilha do poder, em que só a alguns é dado a abrangência de compra da mercadoria mais barata que existe nessa cidade, o voto. Essa cidade tem a redoma opaca da religiosidade, legitimada pela presença suprema do bispado, para encobrir os escândalos políticos, econômicos, históricos, privados, públicos e notórios dos seus orgulhosos habitantes, nobres faladores da vida alheia.

A cultura dessa necrópole está fincada nos rincões do Parnasianismo, onde reinam solenes Olavo Bilac e Rui Barbosa, com suas formas fixas patéticas e suas retóricas de bodega nobre. Sua concepção de cultura ativa é a concepção arcaica e achatada dos museus-velórios. Seus atos heróicos foram embalsamados no sorumbático período imperial. Suas referências de dinamismo estão enquadradas em pergaminhos cartográficos, da época do descobrimento. Seus livros são empoeirados e suas músicas foram preservadas em pianolas francesas, com todo o respeito à Inglaterra, para que não se crie aqui um pastelão melodramático, com a corte portuguesa como anfitriã bufona. Mas todos são de boas famílias, com tradição e credo confirmados.

Subindo pela âncora imensa em sua capacidade de estagnação, não como ratos excluídos desse esquematismo, fadado às bordas, mas sim como um rebelde em progressão invasora, o viajante se depara com o Crato que flutua, vivo, mas dormente em sua dolência induzida. Aqui a cultura é plural, embora imberbe, pois existe uma força provinda da manutenção, que impede vôos mais altos, apenas flutuações. Aqui a economia é furtiva, aos poucos a manutenção está perdendo as forças e está sendo implodida, mas o comércio, em alguns pontos, ainda fecha para o almoço e o que vem de fora tem mais valor, pois é assim desde o princípio, a cidade mórbida nunca produziu nada, uma vez que a renda é pública e o vilipêndio é um ato de esperteza. O Crato que flutua é universitário, mas não é pesquisador e nem cientista, é professor, que é chamado de tio, mesmo sendo doutor. É advogado, que é chamado de doutor, mesmo sem encontrar respaldo legal para isso. É médico, que é chamado de doutor, mesmo sem ter nem mestrado.

O Crato que flutua vive no cartão de crédito e no cheque especial, mesmo sendo tido como abastado. Mas é nessa cidade que existem aqueles sem tradição, sem propriedade e sem família, mas que vivem honestamente, que trabalham, que estudam, que pensam em mudar o futuro, que quer em deixar as suas marcas, mesmo sendo confundidos com ladrões, com descuidistas, com estelionatários. São grandes homens e grandes mulheres apequenadas pelo peso aniquilador da tradição, que não reconhece seus filhos bastardos. O Crato que flutua tem grandes escritores que não são lidos, tem grandes compositores que não vendem discos, tem grandes atores e diretores que não são assistidos, tem grandes artistas que não são reconhecidos. É esse Crato que é famoso no mundo inteiro pela sua cultura popular e pela riqueza natural de suas encostas.

Ou seja, o Crato que se vê, com uma grande âncora pendurada no pescoço, vive de aparências, pois o Crato essencial suga todas as forças, para poder manter viva a tradição. Já o Crato dos não-nascidos, aquela que vive de reflexos, é uma grande piada. Ela é a projeção das frustrações incontidas do Crato essencial, que imagina ser uma cidade poderosa, incólume, impávida, heróica, vitoriosa, nobre e diletante. É a utopia filosófica do que é sem jamais ter sido. É um grande jardim em que os pavões jogam xadrez e as ninfas bufam essências delicadas. O viajante que desce a serra e vislumbra a cidade que flutua, jamais reconhece de imediato os seus desdobramentos. Só se beber da sua água misteriosa.

Turnê de Madonna bate recordes e arrecada US$ 280 milhões


Com a turnê "Sticky and Sweet", encerrada neste domingo (21) em São Paulo, Madonna bateu o recorde de arrecadação de shows de um artista solo, faturando com US$ 280 milhões. A cantora superou seu próprio recorde, que era de US$ 260 milhões com a turnê "Confessions" em 2006. Na ocasião, ela já havia alcançado o posto de artista feminina de mais sucesso ao vivo.

Foto: Madonna no palco do estádio do Morumbi, no segundo dos três shows em SP (20/12/2008)

Da Redação
Com Agência EFE

General responde Mirian Leitão


.:.
À Senhora Jornalista Miriam Leitão:

Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar
credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.

Texto completo
No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.

Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores, criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.

Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.

Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio – o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.

O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus célebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.

O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.

Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem. Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.

A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas ficam sem rumo. Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.

Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem, mas sim pelos políticos de esquerda; e as ‘vivandeiras’ tentando colocar o Exército na luta política.

Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis) incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.

Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968". Não há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.

Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "luga r de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.

Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia... Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso. Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.

Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.

Atenciosa e respeitosamente,

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO

(Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que pugnam pela Lei e a Ordem).

FHC E DANIEL DANTAS JUNTOS: O PULO DO GATO - AS PRIVATIZAÇÕES

Colegas vejam essa matéria sensacional escrita pelo Jornalista da VEJA, Diogo Mainardi, onde ele deixa claro a relação entre FHC e Daniel ! Não turma vocês tem razão eu estou só brincando a matéria é de Anselmo Massad e Glauco Faria, dois grandes jornalistas da Revista Forum. Vocês acham que o Diogo Mainardi teria coragem de escrever algo sobre os seus patrões, principalmente quando se trata de um funcionário inábil.
Leiam e se revoltem um pouco, não por eles, mas em saber que existe gente que os defendem!
Na elaboração do Plano Real, lançado em 1993, estavam pessoas próximas a Dantas. A mesma Eliana Cardoso do Consenso de Washington estava lá, assim como Pérsio Arida. Este foi diretor do Banco Central no governo Sarney e, no governo Itamar, ocupou a presidência do BNDES até 1995, quando se tornou o primeiro presidente do BC na era FHC.
Sua esposa, Elena Landau, foi diretora de Desestatização do BNDES, posto assumido ainda no governo Itamar. Em entrevista ao site Bolsa Mulher realizada em janeiro de 2001, em que fala do seu gosto por casamentos, sobre como manter a forma e cuidar dos filhos na “loucura do dia-a-dia”, Landau arranja um espacinho para falar das privatizações: “Foi uma fase interessante porque precisávamos dar um empurrão. O negócio tinha que pegar e pegou. Aí eu fico muito satisfeita”, conta. “Tinha uma certa dúvida se o Itamar Franco ia dar continuidade. A gente começou a pensar em serviços públicos, começou a discutir a questão das agências reguladoras. Então, teve uma parte conceitual muito interessante de trabalhar e uma parte mesmo do dia-a-dia. É um desespero o dia-a-dia da privatização. Ela era uma coisa assim. Ao mesmo tempo que você tinha que vender uma empresa, você tinha que entender de avião e, do outro lado, você tem que entender de ferrovia. Você tinha que aprender um pouco de tudo. Era legal porque era uma época em que tinha uma confiança na questão da privatização.”
A saída do casal do governo (primeiro Arida, depois Landau) mostra como no Brasil a relação entre o público e o privado é algo sombrio. Arida, dez meses após deixar a presidência do Banco Central, passou a ser sócio de Dantas no Opportunity e a ocupar uma cadeira no Conselho da Vale do Rio Doce como representante do grupo. Já Landau ocupou uma vaga como representante da Southern Electric Participações do Brasil, consórcio formado pela Southern, AES e o grupo Opportunity, no conselho da Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig) em 1997.
Mas Landau tinha razão quanto à popularidade da privatização à época do primeiro mandato de FHC. As estatais vendidas anteriormente eram tidas como modelo, já que seus balanços apresentavam números excelentes. Claro que não se incluía na discussão outros dados, como o investimento feito antes da venda e nem as condições pra lá de favoráveis proporcionadas aos compradores. Mas a opinião pública não tinha a aversão de hoje, que fez até o candidato tucano Geraldo Alckmin contradizer, nas eleições de 2006, o passado privatista de seu partido no poder.
Com a estabilidade econômica, FHC estava à vontade para aprovar no Congresso as mudanças necessárias para incrementar o programa instituído por Collor. Mas os mecanismos precisavam ser aperfeiçoados e, para isso, o governo conta com a colaboração do próprio Daniel Dantas, de acordo com relato dele próprio na CPI conjunta dos Correios/Mensalão, em 21 de setembro de 2005. O banqueiro contou que foi procurado em 1996 pelo Citibank, que estaria interessado em formar um fundo para investir no Brasil. “Foi-nos então dito que, para que essa iniciativa pudesse se concretizar, era necessário captar recursos institucionais, outros adicionais aos recursos que seriam investidos pelo Citibank. O volume de investimentos que eles fariam era expressivo e catalisaria e fomentaria outros investidores que nos acompanhariam nessas iniciativas. Havia uma perspectiva, que foi concretizada, de que pudéssemos trazer para o Brasil algo em torno de US$ 3 bilhões”, explicou Dantas à comissão. “Eu, em conjunto com os representantes do Citibank, fomos ao governo brasileiro, inicialmente ao presidente Fernando Henrique Cardoso, e pedimos e sugerimos que, se fosse possível, criar uma linha e uma estrutura que pudesse apoiar esse tipo de iniciativa. Fizemos uma primeira explanação do que se tratava esse tipo de fundo, que, em inglês, chama-se um fundo de private equity, mas como acho melhor usar o termo em português, se pudesse arriscar uma tradução, um fundo de participações privadas.” Sugestão aceita, Dantas pôde viabilizar investimentos e consolidar seus negócios participando de boa parte das privatizações feitas no governo FHC. O que deveria ser gestão de recursos se tornou controle absoluto de empresas a partir de uma minoria acionária e um emaranhado de confecções de estruturas societárias. Mas contando também com a providencial ajuda dos fundos de pensão, uma relação que se explicitou a partir do chamado “escândalo dos grampos”.
Um diálogo gravado ilegalmente mostrava a disposição do governo em resolver os “problemas” decorrentes da negociação envolvendo a venda das empresas da área de telefonia.
– Está tudo acertado – dizia o então ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros – Mas o Opportunity está com um problema de fiança. Não dá para o Banco do Brasil dar?
– Acabei de dar – assegurava Ricardo Sérgio de Oliveira, diretor de relações internacionais do Banco do Brasil e com extrema influência na atuação do fundo de pensão do banco, a Previ. – Não é para a Embratel, é para a Telemar.
– Dei para a Embratel e 874 milhões para a Telemar. Nós estamos no limite da nossa irresponsabilidade. São três dias de fiança para ele – responde Ricardo Sérgio.
No caso da Telemar, a manobra não foi bem sucedida, mas Dantas conseguiu, com o apoio da Previ – fundo previdenciário dos funcionários do Banco do Brasil, o maior do país – e de outros fundos de estatais, arrematar o controle, até 1998, do porto de Santos, da Brasil Telecom, do Metrô do Rio, da Sanepar e da Cemig.
Mas a relação não seria um mar de rosas. Muitos conheceram a voracidade de Dantas no episódio da compra da Tele Centro-Sul, em que os fundos entraram com o dinheiro necessário para comprar ações preferenciais (sem direito a voto), a R$ 1 mil cada, enquanto uma empresa controlada “virtualmente” pelo advogado Luiz Raymundo Tourinho Dantas, pai do banqueiro, pagava R$ 1 por ação ordinária (com direito a voto), abocanhando 62% delas e o controle da companhia. Os fundos não gostaram do passa-moleque.
Em 2000, as relações iriam azedar ainda mais, em especial com a Previ. O fundo de pensão do Banco do Brasil viu assumir, pela primeira vez em sua história, os primeiros diretores eleitos entre os participantes – para administrar passivos, enquanto os negócios futuros se mantêm nas mãos dos indicados pelo governo até hoje. Essa possibilidade levou diretores ligados à oposição ao governo federal da época para cargos como a diretoria de Participações e de Administração.
Tal movimento foi responsável pelo início da briga para tirar do Opportunity o controle das empresas, efetivado mesmo na condição de sócio minoritário. As tentativas judiciais avançaram até junho de 2002. Um mês depois de uma reunião entre Dantas e o presidente da República Fernando Henrique Cardoso, foi divulgada a decisão de dissolver a diretoria da Previ. Entre os destituídos estavam três diretores eleitos, Sérgio Rosa, Arlindo Oliveira e Henrique Pizzolato, que depois seria diretor de marketing do Banco do Brasil e acusado de receber R$ 300 mil do valerioduto em 2005.
Depois da mudança de governo, Rosa assumiu a presidência do fundo e novas investidas foram feitas. Ainda em 2003, os fundos conseguem tirar Dantas do controle do CVC/Nacional e romper o “acordo guarda-chuva” que mantinha todos os votos de acionistas alinhados e exigia 90% dos votos para modificar a estrutura. No caso da Brasil Telecom, apesar de os fundos terem 49% das ações, não tinham sequer direito a voto no conselho de administração.


Na noite de Natal


Emerson Monteiro

Às vésperas do Natal, me vem ao pensamento uma história que li certa vez, de autoria do escritor russo Leon Tolstoi, a qual pretendo narrar em seguida.
Próximo de estrada deserta, em região russa com poucos habitantes, morava um solitário casal de anciãos. Era a época natalina. Nesse ano o inverno chegara com intensidade poucas vezes presenciada, de frio excessivo e neve acumulada, isolando ainda mais os moradores daquela área.
Determinada noite, o velhinho sonhou com Jesus a chegar em sua residência e lhe dizer que viria comemorar junto deles o seu aniversário. Podiam aguardar que, de certeza, chegaria para cearem na noite de Natal.
Ao despertar, o homem contou o sonho à mulher, que ficou feliz pela notícia recebida. Nessa hora, trataram de planejar a festa incomparável que se prenunciava. Organizariam as coisas de modo a transformar o pouco de que dispunham num laudo banquete, acrescentado de zelo e amor para com Deus.
Desse jeito se organizaram até que chegou a data prevista. Nesse dia, trabalharam um tanto mais. Casa limpa, tudo brilhando de asseio, lareira esperta e mesa pronta. Transcorreram manhã, tarde, início de noite. Os dois não se cabiam de alegres, vista oportunidade rara com a qual se deparariam.
O tempo lhes aproximava do grande momento, quando ouviram batidas na porta. Rápidos movimentos. Fustigado pela nevasca que cobria a noite de escuridão, humilde viajante, abatido de longa jornada, vinha ali pedir arrancho. Caminhara muito sob difíceis condições. As suas forças exauridas reclamavam urgente repouso.
Os dois velhinhos acolheram de bom grado o visitante. Das mínimas reservas que possuíam ofereceram ao necessitado, servindo, sem outra alternativa, o próprio alimento que haviam preparado à espera do Mestre Divino, motivo principal daquela data.
Nisso as horas se passaram e ninguém mais chegou. Tarde da noite, comeram juntos do que sobrara, indo depois se recolher. No entanto, sensação de surda interrogação permaneceu entre eles: Qual a razão do sonho auspicioso? Deus nunca falta, mas prometera lhes visitar... Ainda assim, deixaram de falar no assunto e seguiram a rotina dos dias.
Menos de uma semana depois, o ancião volta a sonhar. No sonho, de novo se avista com Jesus, vislumbrando boa ocasião de perguntar o que se verificara para não cumprir a promessa do de Natal, ouvindo dele essas afirmações inesquecíveis:
- Lembra do viajante a quem receberam na noite de Natal? - indagou o Mestre, e acrescentou: - Pois sou eu aquela pessoa tão bem recebida pelo carinho dos seus corações. Desse jeito, quando qualquer um fizer o que fizer ao menor dos pequeninos deste mundo, a mim o faz. Saiba disso quem quer crescer no caminho da Eterna Felicidade.

Rebelião em Vila Real

Pedro Esmeraldo

Numa tarde sombria no início de agosto de 1962, uma população curiosa se acotovelava na Praça Campossérie aguardando o desfecho do Diretório Municipal da UDN, onde seriam escolhidos candidatos a cargos eletivos.
A princípio, houve um rebu medonho, pois havia revolta no seio da população incontrolada, já que alguns membros praticaram a deslealdade no processo de escolha de seus candidatos, visto que entre eles havia um senhor de bem, de comportamento sereno, que aspirava a cargo de chefe de Poder Executivo municipal.
Após várias horas de reunião sem chegar a bom termo, não obstante, a escolha caiu num cidadão sem respaldo político, que causaria revolta na camada popular.
Com atitude irrepreensível, o povo se aglomerava na frente do prédio onde, pois, havia a reunião do diretório. A camada insatisfeita gritava palavras jocosas que estremeciam os ouvidos de muita gente: - Dessa vez o coronel Montelle vai saber com quantos paus se faz uma cangalha. dizia um gaiato na praça. Outros diziam: - Um, dois, três, quatro, cinco, seis, desta vez a UDN não passará dos dezesseis, correspondendo aos anos que os políticos estiveram no poder.
A atuação dos membros do diretório udenista causou náuseas, porquanto havia muitas curvaturas nas palavras da decisão. Houve fraudes entre os homens que se diziam dignos, causando prejuízo moral aos senhores de bem.
Lá pelas 20h se encerrou a reunião, com alguns deles desavergonhados rindo à toa, com faces radiantes, dizendo expressões desconexas, desculpando-se, sem convencer, forjando mentiras, pensando eles que a sociedade acreditaria nas facetas duvidosas deles.
Os verdadeiros líderes da UDN, aqueles que agiam de boa fé, permaneciam na tristeza, vaticinando que seria derrota antecipada, proveniente dos desacertos.
A princípio, o candidato natural do partido foi concordado por esse grupo que se dizia amigo, no entanto, empurram-no para a perda de ânimo, desvalorizando pessoas dignas e de grande capacidade de trabalho.
Antes da reunião, dizíamos, o povo tinha uma vaga esperança que o senhor Zeiraldo seria o candidato natural do partido, já que esse cidadão bastante conhecido pela sua capacidade de trabalho, soube conduzir seus préstimos em benefício da comunidade.
Esse candidato, considerado pessoa de influência, elencando espírito de trabalho sério e honesto, seria a vez de Vila Real crescer e igualar-se às demais comunas interioranas, usufruindo progresso equilibrado e firme. Infelizmente houve essa traição por um bloco do partido, que almejava beneficiar a outrem sem vocação política. Pois esse mesmo bloco traiçoeiramente preferiu colocar um dentista vereador.
O senhor Zeiraldo não se conformou com a traição, saiu do grupo, de cabeça erguida, sem dizer palavra alguma, com o pensamento de abandonar o partido. Fortalecido, ouviu a família e os amigos, desligou-se da UDN e filiou-se ao PRP, tendo como objetivo derrotar o Dr. Delveixe.
Nas praças, a galera gritava alegremente palavras alegres: - Ah! Ah! Ah! Agora a UDN perde a eleição, aí nós nela, gritava um terceiro. Agora o professor Filipedro vai assumir a Prefeitura; não estou com medo, mas estou com Pedro; o coronel Montelle entregará a chave da Prefeitura na marra.
No dia seguinte, os udenistas desesperados organizaram-se entre si e foram à casa do senhor Zeiraldo com a finalidade de pedir desculpas e não desanimar, mas o senhor Zeiraldo, irredutível, não se deixou levar pelas conversas dos asseclas udenistas.
Os udenistas emudeceram, “botaram o rabo entre as pernas” e saíram de mansinho, cantando amor febril, navegando em barco furado.
A resposta do senhor Zeiraldo foi importante. Deu exemplo a todos aqueles que desejavam fazer os outros de tolos. Isto foi um grande exemplo para essas pessoas maldosas que pensam que o mundo é deles.
O município de Vila Real era rico, constituído de terras férteis, tendo como produção principal a cana-de-açúcar em primeiro lugar e em seguida a cultura do algodão. Era grande produtor de arroz e possuía criação de gado. Por essa razão, o cargo de prefeito estaria sendo cobiçado por pessoas inescrupulosas que só observavam o interesse de si mesmo.
Ressaltando bem, observava-se que havia muitos aventureiros por trás desses políticos maldosos a fim de angariar meios que lhe satisfizessem os seus objetivos, com o intuito de se locupletar facilmente com os bens adquiridos através do erário publico.
Por trás de todo esse tipo de artimanhas havia um cidadão de bem que almejava sobressair-se, procurando elevar-se com trabalho sincero e honesto. Era um senhor diligente e de fácil controle emocional, professor, filósofo, que sabia conduzir as atividades políticas, que tinha como respeito preservar as tradições sócio-políticas da região, enfrentando com zelo e controle emocional todo o processo inerente à comunidade.
Observando-se no meio do bloco udenista, havia deles que eram pecaminosos e que tramavam as urdiduras, conduzindo o partido para o caminho do mal.
A cidade de Vila Real, situada no sopé da Serra do Arari, verdejante, possui fontes d’água que deslumbravam as pessoas que vêm de outras localidades, impressionadas com o farfalhar das águas cristalinas que jorram das encostas. É cidade antiga, que foi fundada no terceiro quartel do século XVIII, permitindo respeito e admiração por todas as pessoas que aqui constituem moradia.
Sua população é ordeira. Não é arrojada, permanece quieta, queixa-se com facilidade das injustiças provenientes da capital do estado. Com ascensão ao poder municipal do professor Filipedro, houve grande esperança que ressurgisse no mapa geográfico do País.
O povo animado começou a trabalhar com mais afinco e então essa cidade começaria a evoluir-se com determinação e trabalho.
Confirmamos, porém, que houve um desenvolvimento desequilibrado quando surgiu uma sequência de prefeitos apáticos e desanimados já que não pensavam em colaborar com o progresso da cidade. Posteriormente, a cidade caiu no arrefecimento. Com a queda dos seus principais produtos como a cana de açúcar e o algodão e o povo partiu para o afrouxamento desenvolvimentista. É preciso contornar essa situação com trabalho, comungando de boas relações e amor à cidade outrora estopim do progresso da região do Arari.

Apoio: Firenze Cosméticos

OBS.: Postagem por solicitação do autor, com autorização dos responsáveis pelo "blog".

O LOBISTA DE DANIEL DANTAS

“Na longa noite de São Bartolomeu, tudo foi permitido à direção da revista VEJA. Poucas vezes de assistiu na imprensa brasileira a tal festival de violência gratuita, de deslumbramento, de demonstração de força, de ataques generalizados contra a honra de terceiros, atropelando normas básicas de jornalismo.
Dentre todos os assomos de antijornalismo, quando todos os detalhes forem conhecidos, a herança que terá desdobramentos será os motivos que levaram a direção da revista VEJA a permitir que o colunista Diogo Mainardi praticasse o mais escancarado lobby empresarial que a grande imprensa brasileira tida por séria já produziu. E em defesa do mais polêmico empresário brasileiro, Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal sob a acusação de formação de quadrilha. O episódio é relevante para se aprofundar sobre o papel da mídia nesse jogo, dos jornalistas que, sob a batuta de Dantas, manipularam informações com o claro intuito de influenciar o Judiciário.
É o caso de Diogo Mainardi.
Desde a morte de Paulo Francis se apresentaram vários candidatos à sua sucessão. No Estadão, Daniel Piza; na Folha e no sistema Globo, Arnaldo Jabor, que acabou levando o cetro por seu conhecimento, talento e histrionismo. E uma malandragem tipicamente franciana.
Mainardi foi a aposta de VEJA, forçada em quem não dominava princípios básicos de política, economia, de história e tinha evidente dificuldade em diversificar temas para suprir uma coluna apenas semanal. Copiava Jabor. Mas sem sua cultura e talento, a diferenciação se dava na grosseria e na certeza de contar com as costas largas da Abril – garantindo advogados e pagamentos das condenações pecuniárias.
Rompidos os limites jornalísticos, o que se seguiu foi mera conseqüência.”

Luis Nassif

A pergunta que se impõe: um “traste” desse, merece alguma credibilidade ou sequer ter seu nome citado ???

SAÚDE NO INTERIOR - Tomografia é o mais realizado

Por: Elizângela Santos

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Aparelho de ressonância magnética: há um ano a única clínica destina 64 exames (Foto: Elizângela Santos)

Juazeiro do Norte. Os exames de alta complexidade na região do Cariri estão conseguindo atender parte da demanda, principalmente em cidades como Juazeiro do Norte. O trabalho coordenado por meio da Central de Regulação para a Macrorregional de Saúde está direcionado a quase 50 municípios. Segundo o órgão, os exames de tomografia de crânio são os que mais atingem o teto. Um dos motivos é o elevado número de acidentes motociclísticos na região.

Os atendimentos na área de neurocirurgia são realizados em Barbalha, no Hospital Santo Antônio, considerado referência para os municípios. Os casos de alta complexidade repassados para o hospital estão na ordem do dia. Os leitos de UTI normalmente estão lotados, além da capacidade de lotação do próprio hospital. As cirurgias de urgência são encaminhadas enquanto casos menos graves, que podem esperar, permanecem na fila.

Já o Hospital São Vicente de Paulo, referência para municípios num raio de 300 quilômetros, está com um trabalho de alta complexidade mais voltado aos pacientes com câncer. O problema, segundo o secretário executivo do hospital, Antônio Ernani, diz respeito à necessidade de ampliação da capacidade de atendimento. São 50 pacientes aguardando tratamento na fila. Todos casos que ele considera de urgência, já que pacientes com câncer não podem esperar.

Um projeto foi aprovado para o Hospital junto ao Ministério da Saúde, no sentido de ampliar a parte física e garantir mais recursos para a construção de leitos, atualmente com 27, incluindo a parte adulta e infantil. Outro fator importante e preocupante para a coordenação do hospital é a manutenção desses serviços e dos equipamentos, que requerem um custo considerável. Para isso, são novos projetos a serem desenvolvidos e aprovados para dar segmento ao trabalho.

Desde 2001 que o centro de Oncologia de Barbalha foi inaugurado na região. Os atendimentos na área de tratamento de câncer vão desde a quimioterapia, radioterapia e cirurgias de alta complexidade. O município de Barbalha também conta com Hospital do Coração, onde são desenvolvidos tratamentos de alta complexidade na área.

Segundo a enfermeira de Central de Regulação, Adriane Couto, existe uma boa disponibilidade de equipamentos na região. Não há tanta necessidade, hoje, de encaminhamentos de exames para a Capital do Estado, já que cerca de 90% dos problemas de saúde, conforme ela, são resolvidos na região. Os exames de ressonância magnética chegam a custar em torno de R$ 700. Há cerca de um ano, por meio de um acordo entre a Secretaria da Fazenda e a Secretaria de Saúde do Estado, são repassados recursos para a única clínica de Juazeiro do Norte que possui o equipamento na região, o que garante 64 exames gratuitos.

No caso de mamografias, tomografias, eletrocardiogramas, dentre outros exames, a demanda não é elevada.

Para Adriane Couto, no caso das mamografias, está excedendo as cotas destinadas aos atendimentos. São realizadas cerca de 156 mamografias bilaterais. Nos de maior requisição, como as tomografias de crânio, mais solicitadas, são criadas cotas extras. Normalmente, as clínicas particulares estão suprindo essa necessidade.

DEMANDA

Carência de exames é recorrente

Juazeiro do Norte. No Hospital São Vicente, em Barbalha, o teto destinado aos exames poderia aumentar, conforme o diretor da instituição, Antônio Ernani, por existir condições de atendimento. “Há aparelhos em que podem ser feitos até mil exames, enquanto realizamos 300 a cada mês, dentro do teto determinado”, ressalta. São aparelhos voltados para exames na área oncológica, dessintometria óssea, entre outros, que auxiliam no tratamento de câncer. Grande parte dos equipamentos ainda não atingiu a capacidade de operação.

O secretário de Saúde de Juazeiro do Norte, Micaelce Santana, destaca a falta de recursos financeiros para atendimentos de alta complexidade. Ele diz que casos de neurocirurgia poderiam ser atendidos no Hospital Santo Inácio, caso fossem destinadas mais verbas. “Para isso, seria necessária uma nova pactuação da saúde e os serviços a serem oferecidos”. Os casos de urgência e emergência em Juazeiro do Norte têm sido um dos problemas mais preocupantes. As dificuldades de manutenção acabam prejudicando ainda mais os serviços. Os exames de mamografia já chegaram a mais de mil, sendo que muitos deles foram liberados pelo município para serem realizados em clínicas particulares.

A coordenadora de Atendimento Secundário da Secretaria de Saúde do Crato, Saionara de Oliveira, afirma que quanto ao trabalho desenvolvido em conjunto com a Central de Regulação e os exames maios complexos realizados em Crato não têm tido dificuldades de demanda de pacientes.

Elizângela Santos
Repórter

Mais informações:

Central de Regulação Cariri
Juazeiro do Norte
Rua das Flores, S/N
Santa Teresa
(88) 3102.1163 / 3102.1172

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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O Natal de um Poeta Louco - Por: Dihelson Mendonça


[ Dedicado a Wilson Bernardo ]

Pediram-me para dizer algumas palavras belas sobre o natal...
Que posso eu dizer de belo diante de tantos milagres literários traçados por meus compatriotas?
Posso eu acrescentar algo de novo que alguém muito mais genial já não o tenha dito de forma infinitamente e inescrupulosamente superior ? Que fábula poderia eu ainda inventar para tentar mascarar a profunda dor que esses dias finais de ano me trazem ?
Serei assim tão máquina a ponto de não saber desejar um mísero Feliz Natal a alguém ?

Não serão pinheiros natalinos cheios de bolinhas vermelhas, nem a visão de um velho maluco vestido de rubro ( e que nunca nos traz presentes ), que irão aquecer este velho coração desencorajado por tantas incertezas!

Mas pediram-me para ser alegre no discurso!
Pediram-me para falar de esperanças. De dias melhores, de um mundo melhor.

Penso em quantos sonhos malfadados ainda terão que ser massacrados pela dor da realidade e por homens tão mesquinhos. Projetos que salvariam vidas, que curariam doenças, que trariam a verdadeira paz para a humanidade, que mudariam incrivelmente a paisagem do planeta. Meu sorriso de canto de boca já começava a se abrir, e logo penso nas criancinhas que deus esqueceu lá na África, sem presentes e sem comida. E Penso na possibilidade de um deus que necessita ser constantemente adorado e louvado pelos séculos dos séculos sem nunca saciar a sua própria fome de adoração.

Mas pediram-me para ser alegre!

Daí penso nas infinitas possibilidades daqueles que tendo a crença mais profunda, jazem hoje em largas covas a poluir os cemitérios. Nada há que ressucite o homem que não o próprio homem. E nem que prive o ser pensante de uma morte inexorável e sobretudo, lenta. Falam-me de justiça. Esta me é falha em todos os sentidos. Olho para a rua e vejo crianças a apedrejarem um gato até a morte. Reflexos de uma infância feliz e memorável de ensinamentos. Justiça divina: E vejo homens bons sendo torturados por atrozes catástrofes, e os maus cavalgando na sua leviandade. Reverenciam um suposto homem que supostamente teria sido um suposto deus que supostamente se materializou em forma humana para redimir toda a raça humana de supostos crimes supostamente considerados divinos e que supostamente ressucitou e os salvou.

Acreditam em um pai torturador que estabelece 10 coisas que se você não as fizer, ele te joga em um poço de fogo e enxofre onde haverá choro e ranger de dentes, para os séculos dos séculos, para ser torturado, queimado, destruído eternamente se não se dobrar aos seus joelhos...MAS ELE TE AMA! Ele te ama e precisa do teu dinheiro: homens nomearam-se para recolher os tesouros de deus com cartão de crédito, data do vencimento e contas bancárias para o reino dos céus! Mas é Natal - tempo de Dar e Receber !

Pediram-me para ser alegre!

Pediram-me também para falar das coisas belas da vida.
E eu falo do fim de ano, fim de existência, fim dos tempos.
Fim de tudo, tempo de ser hipócrita como nunca fui durante todo o ano, apertando a mão de quem não conheço, desejando feliz ano novo aos meus inimigos, e fingindo alegria nos olhos, quando meu coração chora convulsivamente durante as explosões de ano novo.

Menos um ano de vida!
Menos caminhos, menos horas deleitosas. Estraguei minha juventude e consumi a velhice em lágrimas de arrependimento. Sou mais mortal a cada ano que passa. Quem dera fosse um "João Grilo" ? Mas nesse ano morri também de todas as formas possíveis. E cada vez mais, ainda que involuntariamente, desejo ser o que sempre fui: O espectro do que sempre pensei ser. Pensando que sou quem não desejo ser, me consumo em um sonho que alimentou minha alma. Já nem sei quais são meus pensamentos diante de tantos outros que afloram à minha cabeça. Serão meus de fato ? Quantas cópias de mim tingem a minha consciência para aterrorizar-me neste canto de noite, neste canto de quarto minguante ? Antes fosse a mera imaginação a criar monstros de pedra. Mas agora, eles são todos meus e reais! Mas é Natal, posso pelo menos pedir que dinossauros não me atormentem...

Todo fim é triste, e o homem tem apenas o fim, nunca o comêço!
Vejo tantos quantos a dançar a dança das virtudes sobre uma tábua a 8000 metros acima do solo sem saber do abismo que os circunda. Loucura ? talvez não. A vida jaz nesses pequenos arroubos de loucura, para aqueles que são mentalmente sadios. Vivamos pois, na loucura de um sonho que nos embala, antes que acordemos. Antes que nos demos conta de que nossa viagem de carrossel chegou ao fim, já que muitos de nós não estarão a girar no mesmo carrossel no ano seguinte ( possivelmente eu também ), o que não significa absolutamente nada diante do todo.

Quão bom é ser alegre! Crer numa feliz existência após a morte. Tento me enganar com a mais ferrenha das crenças, mas meu coração já não é de um simples. Já não sou talvez digno de sentar-me à mesa dos meus semelhantes tão puros, e contemplar a face de deus frente a frente. Eu lhe ensinaria verdades que ele próprio desconhece! E assim, enquanto passa a turba louca, em meio a alegria insana, eu mero espectro a observar, como um vulcano prêso à lógica fria, sem alegrias, nem tristeza. Sem Natal e nem porvir. Pois tudo não é mais que uma mera ilusão que pintamos de verde, vermelho e de roupas belas para comemorar o drama de nossa própria loucura!

Mas, pediram-me que eu fosse alegre:
Feliz Loucura! Feliz Ano que Passou !

Dihelson Mendonça
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Carta do Leitor Emanuel Belchior Vilar - Ele quer ser escutado !

Date: Sun, 21 Dec 2008 21:17:42 -0800
From: emanuelvilar@yahoo.com.br
Subject: QUE VOCÊ DEVERÁ LER, ISTO SIM, MAS RESPONDER? DUVIDO!!!
To: blogdocrato@hotmail.com

Boa madrugada, Dihelson!

Meu camarada, porque você disponibiliza este e-mail para contatos acerca do blog do Crato se não costuma responder aos e-mails???
Pelo menos os meus (02) DOIS você não respondeu!!!
Nos casos de ambos, houve confirmação eletrônica de envio e foram endereçados a você!!! Caso os tenha lido e achado incabíveis as minhas pretensões, poderia, pelo menos, ter tido a gentileza de respondê-los se negando a me atender no que pleiteei e não, dado o silêncio por resposta!
Antecipo a você, sem falsa modéstia, que tenho qualidades bastantes nas exteriorizações de minhas idéias sem perder em nada diante das "estrelas" que elegeste e que vem (tenho notado!) elegendo para compor o universo dos espaços abertos aos interessados em publicar suas apreciações concernentes à mais vasta gama de assuntos do interesse de todos!
Se seu desejo ao criar o Blog do Crato era exumar a tão alardeadamente afamada "Capital da Cultura Caririense" colocando-a, finalmente, em evidência, estás deixando a desejar em muitos aspectos tais pretensões pois, ao deixar de apreciar uma solicitação de um interessado em contribuir, tendo bagagem para tal desiderato, você discrimina preconceituosamente novas possibilidades de apreciações/enfoques por parte de pessoas que poderiam vir a somar com você sob os mais diversos aspectos, petrificando, assim, o que você parece defender tanto: a liberdade de expressão com o fito no bem da coletividade, em especial a cratense!
Desde que o conheci, virei fã de suas qualidades como artista e como formador de opinião, razão pela qual fiquei decepcionado em face de sua omissão em relação à minha pessoa!
Quem tem a mente aberta, deseja ter ou deseja que os outros creiam que tem, está ou procura estar, sempre aberto a críticas construtivas ou até às pejorativas e acintosas o que não são os casos das minhas, lhe garanto!!!
Reflita um pouco, amigo, pois a perfeição não pertence a este mundo!
Espero que não tenha se ofendido! Minha intenção não era esta mas sim fazer chegar a você meu dissabor com relação ao seu silêncio!!!
Fique com DEUS, um feliz natal para você e familiares, e um ano novo cheio de sucesso em todos os sentidos!

Emanuel Belchior Vilar


Resposta do Administrador do Blog do Crato:

Meu Caro Emanuel Vilar,

Esta é a primeira vez que chega alguma mensagem sua em minha caixa de e-mails de que tenho conhecimento. Aqui no Blog do Crato, chega em média 80 emails por dia, e muitos são spam, e o hotmail previamente já joga na lata de lixo diretamente, coisa que para mim é difícil administrar todas essas coisas sozinho como eu faço todos os dias. Não faço acepção de pessoas que desejam contribuir para o Blog do Crato com excelentes artigos, como pergunta na sua mensagem. Se como dizes, escreves bem, envia-me pois os teus escritos!

Sem querer desmerecer o colega, aviso apenas de antemão que todas as coisas são previamente lidas antes de publicadas, mesmo que fossem redigidas pelo Luis de Camões, e as únicas que não o são, são as que possuem algum tipo de ofensa pessoal, palavrões e coisas que viriam a deturpar a finalidade deste espaço jornalístico.

Afora isso, não tenho qualquer problema com postagens. Estão aí nossos colegas de Blog, com mais de 65 atualmente que não me deixam mentir. Há que se distinguir uma coisa: Existe o Dihelson Administrador e o Dihelson usuário, pessoa comum, que também tem opiniões.
As opiniões postadas serão sempre respeitadas, ainda que contrárias à minha, e cada um deve assumir aquilo que escreve. E minhas próprias opiniões às vezes são até contrárias ao de administrador, mas a do administrador deve prevalecer, porque é no administrador que se espelha a maioria, e não no usuário. Então, fique à vontade para enviar seus textos para esse mesmo e-mail. Provavelmente vc estaria enviando para algum .COM.BR o que não é o caso, pois nosso e-mail é blogdocrato@hotmail.com SOMENTE.

Estamos aguardando seus textos e seu talento!

Abraços,

Dihelson Mendonça
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OS TEMPOS DE GUERRA - Duplix: José do Vale X Claude Bloc

Poetrix original (em preto) por José do Vale - Duplix em azul por Claude Bloc


Mas que coisa sucede?
Esses contemporâneos que se reduzem em gotas,
a cada ano somos menos,
antes uma multidão em marcha,
no réveillon somos um grupo.

Mas que coisa acontece?
Nesses sítios urbanos, onde a alma se perde
E a multidão se contorce
Nos natais fabricados
Em busca de sonhos vazios?

O tempo jamais envelhece,
são os espaços vazios que negam,
a contradição de tantos pensamentos,
o burburinho de vozes dissonantes,
a síntese destas mudanças inevitáveis.

A vida jamais envelhece
Os traços em nosso rosto são apenas
As marcas desabrochadas
As dores entorpecidas
As vozes que se escondem no silêncio.


E que venham os jovens,
preencher a mesmice que não muda,
lançar afoitos gritos de alerta,
e poderão vir como bárbaros em saque,
consumindo os últimos estoques de vida.

E que venham as tralhas, as sobras
De um tempo enlouquecido
De um caos embrutecido
Por barbaridades e medos
Consumindo os últimos estoques de alegria.

Eles são muitos como promessa de tempo,
agora é pouco o quê e quem se junta,
em nós a solidão de abraços,
as lembranças por fortuna do amanhã,
os reparos dos fatos em nova interpretação.

Eles agora são tantos como promessa de vida
São incógnitas, são ícones de nossa agonia
E em nós a solidão de sorrisos
Que trespassam as lembranças e nos consomem
E no portal do amanhã
A interpretação inexata dos nossos anseios


Se os tempos tivessem paz,
o idoso, o jovem ou quem já vem,
poderia discutir a evolução da vida,
e não este besouro se alimentando dos filhos,
ou descendentes que lançam velhos nas escarpas.

Se os tempos tivessem sossego
Entre jovem e idoso haveria consenso
E os sonhos de ambos seriam iguais
E não esse contraponto, essa hipocrisia
Essa dualidade tão controversa...


Quando se briga por geração,
a roda da ordem há muito que parou,
outros tempos virão dos escombros,
e das carcaças de velhos e jovens sobre o solo.

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