xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 20/12/2008 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

20 dezembro 2008

O FUNK CARIOCA e a DEGENERAÇÃO DA SOCIEDADE

O Funk de Rua como a expressão máxima de um tempo de degeneração dos valores de uma Sociedade.



Compreendamos nosso tempo como um tempo de DEGENERAÇÃO Social. Em que há todo um processo em andamento de massificação movido por poderosos controladores da mídia em que a ganânica e a ânsia de lucros gigantescos impera absolutamente. Um reino de terror alienado financiado pelo tráfico de drogas na RAVES e BAILES FUNK. Que há de mais cruel que o filme CIDADE DE DEUS ? Mas ali é a pura realidade em que vivemos. Ou hum décimo dela.

Uma era de Bestialização, onde o homem retorna aos seus primórdios, nas cavernas. Tudo incentivado por uma mídia perversa que exalta a banalidade como tenho escrito nos meus reclames sem fim. Em suma, o Funk de Rua, que os funkeiros tanto querem diferenciar dos outros tipos de música, quer queira ou não, representa a silhueta de toda essa máquina esdrúxula, esse conjunto de coisas de um país que fomenta as desigualdades sociais, em que os traficantes concedem entrevistas em plena cadeia, alertando a população que estão verdadeiramente no controle das massas, como circula aquele arquivo em powerpoint na internet na entrevista do chefe do PCC.

Como forma de expressão músical e Artítica, Funk de Lua é Lixo enlatado. Como forma de expressão cultural e Social, resume-se o acima exposto. Não tentemos comparar o Funk de Rua com a arte popular produzida por mentes que criaram o samba, o maxixe, o Frevo e outros...

O Maxixe possuía uma discriminação inicial pelo fato de a dança ser sensual aos pudicos da época, mas musicalmente, Artisticamente falando, possui harmonia bastante elaborada, e melodias artísticamente trabalhadas. Assim como o samba, o Choro, o Baião que hoje se degenerou para o Forró Eletrônico. Pode ser que estejamos passando por um período de degeneração conjunta das artes, pois quando as mentes são corrompidas, levam consigo a deterioração de outros valores igualmente válidos e corretos ao bem-estar de uma sociedade sadia.


Em sendo assim, só posso dar meus sinceros pêsames a quem não acordou para esta dura realidade que estamos por enfrentar AINDA, do "ser perdido", em que a violência social embalada pela violência Artística, fluirá pelos lares adentro, corrompendo mentes que poderiam vingar grandes frutos para o bem de uma sociedade que poderia ser pensante, mas que pela ganância de homens profundamente maus, devoraram e consumiram seu próprio futuro!

Aos Filósofos da Batateira, que discutem o papel do "FUNK SOCIAL", vi essa prova de vestibular que bem se adequa ao pensamento daqueles que à guisa de proposição sociológica procuram analisar os movimentos degradatórios do Funk de Rua e Raves, como produtos de uma nova concepção estética e filosófica ( metafísica quem sabe, rs ), mas que resumindo, não passa de Besteira Enlatada para enganar os trouxas:

EXERCÍCIO DE VESTIBULAR NO ANO DE 2030


Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:

O JUMENTO E O CAVALINHO
ELES NUNCA ANDAM SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR
LEVAM A ÉGUA POCOTÓ

(Egüinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)

a) A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica acerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.

b) Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, o autor coloca "o jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.

c) Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.

d) O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoísmo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará-lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário.

e) Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra.

Abraços,

Dihelson Mendonça

COMPREENDENDO O FUNK CARIOCA

Uma (des)vantagem de viver mais tempo é que nos expomos a mais coisas. Novas idéias, novas estéticas, novas éticas, novas modas, novos olhares. A vantagem é que aprendemos a usar a mudança (o novo) como antena da história da sociedade na qual nos encontramos. Este é o caso do Funk e da sua coirmã Rave em termos de manifestação social. O Funk Carioca com mais firmeza pois tem uma produção artística de grande monta.

Tomando como referência a Eguinha Pró có tó ou a coreografia dos bailes imensos, em galpões de antigas fábricas, vem uma apreciação estranha. Especialmente para quem se desenvolveu em ambiência humanista, voltada para libertação da mulher e ouve as letras das Cachorras e outras animalizações das mulheres.

Este é um dado que nos chega como apologia à degradação humana, como uma ludicidade exagerada e sexualizada, como ambiente de consumo de bebidas, drogas euforizantes; como, enfim, o limite em que mais nada existe para se extrair a alegria e o prazer. No caso da qualidade musical são tantos os exemplos de massificação inespecial que olhamos tudo com tédio de que nada existe sobre o chão dos bailes Funk.

Foi aí que a vantagem da observação da antena do tempo me chegou como algo necessário. A verdade é que as megalópolis explodiram, aquilo que já ocorrera com o Rock nos bairros operários, agora vinha, especialmente na América Latina e acho que, também na África e em certos países da Ásia, como uma expressão da realidade. Um novo lumpesinato, se virando na periferia, em jogadas perigosas, no limite da vida e da morte, afinal dava as caras. Como a periferia do consumismo, como a internalização do marginal no próprio espaço em que a polícia o confinara. Uma banalização da pessoa e do gênero, agora na decadência (ou do avanço que nunca houve) da evolução do respeito burguês (os direitos femininos etc.) os bailes se multiplicaram pela Baixada Fluminense e nos morros do Rio de Janeiro.

Como toda planta gerada à partir da raiz social que de algum modo tentei espelhar no parágrafo anterior, é claro que o Funk Carioca ao se esgalhar no crivo da sociedade geral, passou a ter outros derivados e a "pedagogia dominante" a buscar-lhe novos usos. Por isso é que como o velho samba feito com o drama da perseguição policial aos sambistas, o Funk entrou em algumas paradas oficiais, em novelas da Globo, surgiram seus "heróis do bem" neste glamour com o qual o oficialismo cultural tenta enquadrar a explosão da sociedade insegura.

Sem querer me alongar, mas certamente tudo isso representa se encontrar ou não inserido no atual estágio da sociedade consumista. Afinal o diferencial, tudo leva a crer, parece mesmo ser o consumismo. O Funk na massa dos jovens de baixo consumo e as Rave entre a juventude de classe média com seus ectase, carrões turbinados em direção das periferias urbanas, igualmente em galpões. No dia seguinte levas de zumbis nas estradas retornam para o aconchego dos lares de classe média sem saber de fato se um acidente de trânsito não mata a todos no percurso.

Nos bailes Funk existe um mundo real. A estética se encontra na raiz da divisão das riquezas, naquilo que grandes teóricos deste assunto ali pelos idos dos anos 50, 60- e 70 sacaram como a historicidade da estética. Se temos com a cultura e com as artes uma relação de conhecimento e aprendizado, é fundamental que, também, entendamos o nosso tempo.

Hoje, 17h, programa Falando de MPB com Zé Nilton pela Rádio Chapada do Araripe

.[ Acima: Zé Nilton - foto: Arquivo Pachelly Jamacaru ]

Olá, Amigos,

Todo Sábado temos o prazer de anunciar o programa musical da Rádio Chapada do Araripe: FALANDO DE MPB, com Zé Nilton Figueredo. Às 17 horas. Este programa, que é sucesso de audiência aqui no Cariri, já é produzido pela Rádio Araripe do Crato há muitos anos. Hoje, com a abrangência e as facilidades da internet, esperamos levar o programa FALANDO DE MPB para o mundo inteiro.

Falando de MPB é um programa muito bem produzido, onde em cada um, é abordado um grande compositor da Música Popular Brasileira, contendo biografias, curiosidades, entrevistas, e claro, muita música. Um excelente trabalho de pesquisa do Prof. Zé Nilton, que merece ser ouvido e reouvido. Pensando nisso, é que a Rádio Chapada do Araripe transmite sempre aos Sábados às 17:00 e com reprise nas quartas-feiras no mesmo horário: 17:00. Ouça, comente, participe!

FALANDO DE MPB - Com Zé Nilton.
Rádio Chapada do Araripe - A Rádio do Cariri.
Ouça através dos Blogs do Cariri, ou pela página oficial:

www.chapadadoararipe.com

.

Projeto quer combater preconceito contra o funk

O funk deve ser definido como forma de manifestação cultural popular. É o que propõe projeto de lei do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que lembra que gêneros como samba e maxixe também já foram alvo de preconceito. O projeto também determina que o Poder Público deve garantir as condições para a democratização da sua produção e veiculação musical.
Chico Alencar enfatizou que o movimento funk é hoje, no País, uma atividade de lazer e cultura popular das mais importantes, reunindo mais de 1 milhão de jovens todos os fins de semana, apenas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. ''Entre cantores, MC's, grupos de dançarinos e DJ's cariocas renomados, estima-se haver atualmente mais de mil em atividade conhecidos no País e, alguns deles, até no exterior'', informou.
O parlamentra socialista, que também é professor de História, lembra que outros gêneros como o maxixe e o samba já foram alvo de preconceito. ''Houve época em que, no Brasil, era proibido sambar! Hoje, é o funk que enfrenta toda ordem de preconceitos e tentativas de desmobilização por parte de segmentos da sociedade que discriminam manifestações culturais das classes menos abonadas, sobretudo as ligadas à cultura negra''.
O parlamentar ressalta ainda que a mídia nacional freqüentemente refere-se ao funk de modo preconceituoso, associando-o, em palavras ou imagens, à marginalidade, à violência e ao tráfico e consumo de drogas.

Pela proposta, o Poder Público deverá garantir a proteção do funk e dos direitos dos artistas do movimento. Deverá ser assegurada a livre realização das festas e dos bailes para sua promoção. O projeto define também que a discriminação e o preconceito contra o movimento funk e seus integrantes estarão sujeitos às penas previstas em lei.
O projeto tramita em caráter conclusivo – sem precisar de votação no Plenário da Casa - e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça (CCJ).

* Essa eu quero ver o Dihelson comentar!

fonte: http://vermelho.org.br/

Por: João Paulo Fernandes
.

Estudantes do Cariri lutam para garantir ônibus para Bienal da UNE



Reunião nesta segunda-feira, dia 22, às 17 horas, no Pátio de Pedagogia da URCA reunirá estudantes de universidades publicas e particulares.

Mobilização será intensa para conseguir levar universitários para Bienal da UNE. Sem uma garantia concreta de como os acadêmicos da região do Cariri irão participar do evento em salvador no período de 20 a 25 de janeiro, a Comissão de Articulação composta por estudantes de várias universidades do Cariri irá recorrer as mais diversas formas de arrecadação de recursos financeiros, desde pedágios, solicitações as prefeituras da região e as administrações de faculdades.
Nesta segunda-feira, dia22, os estudantes voltam a se reunir, a partir das 17 horas, no Pátio de Pedagogia da URCA. Para o acadêmico de Ciências Sociais Michael Marques é importante a participação de todos os estudantes que enviaram trabalhos para a Bienal e os que não enviaram. Ele ressalta que é preciso unir esforços entre universidades públicas e particulares.
Os estudantes acreditam que irão conseguir um ônibus pela Universidade Regional do Cariri – URCA, tendo em vista, o posicionamento favorável do reitor Plácido Cidades Nuvens. No entanto, serão necessários dois ônibus. Conforme a acadêmica de Enfermagem, Kamilla Gomes mais de 40 pessoas só da URCA enviaram trabalhos e ela frisa que a maioria foram trabalhos na área de Ciência e Tecnologia.

Serviço:
Comissão de Articulação da Bienal – Cariri
(88) 92156379 Kamilla Gomes
(88) 88095682 – Michael Marques

RUI BARBOSA - A FACE OCULTA (XIII)

“Era extraordinária a capacidade de Rui de transformar conhecimento técnico em poder político, poder político em poder financeiro, e em DESENVOLVER ARGUMENTOS LEGITIMADORES PARA OCULTAR PRIVILÉGIOS INTOLERÁVEIS”.
Vide livro "Os Cabeças de Planilha", de Luis Nassif
(até amanhã)

INSTALADA A ACADEMIA LAVRENSE DE LETRAS

No dia 13 de dezembro de 2008, na cidade de Lavras de Mangabeira, foi instalada a Academia Lavrense de Letras, sob a presidência do crítico literário e poeta Dimas Macedo. Em festa rica de entusiasmo e contando com a presença de 2/3 de seus membros empossados no ato, a população do município prestigiou os acadêmicos, comparecendo a missa de ação de graças celebrada na Igreja de São Vicente Ferrer, às 18h, pelo acadêmico Pe. Manoel Amorim. Em seguida, às 20h, na Câmara Municipal, houve a posse dos ocupantes de cadeiras. Falaram na ocasião Dimas Macedo, Jeová Batista de Moura (secretário da entidade), José Linhares Filho (em nome dos empossados), além da prefeita Edenilda (Dena) Oliveira e do presidente da casa legislativa, o vereador João Ricarte. Às 22h, no Colégio Estadual Alda Augusto, foi servido um jantar aos convidados.
Eis a relação dos membros da Academia Lavrense de Letras e dos patronos das suas respectivas cadeiras:

ACADEMIA LAVRENSE DE LETRAS

Cadeira
Patrono
Acadêmico

Cadeira nº 01
Joel de Lima Linhares
José Linhares Filho

Cadeira nº 02
Josaphat de Lima Linhares
Egídio Barreto de Oliveira

Cadeira nº 03
Antonio Filgueiras Lima
Raimunda Neide Moreira Freire

Cadeira nº 04
João Clímaco Bezerra
Francisco Dias da Silva (Ivonildo)

Cadeira nº 05
Joaquim Lobo de Macedo (Joaryvar Macedo)
José Itamar de Macedo Filgueiras

Cadeira nº 06
José Maria Moreira Campos
José Batista de Lima

Cadeira nº 07
Vicente Ferrer Augusto Lima
Hilnê Costalima

Cadeira nº 08
Gustavo Augusto Lima
Rejane Monteiro Augusto Gonçalves

Cadeira nº 09
Antonio Augusto Gonçalves
Jeová Batista de Moura

Cadeira nº 10
Fideralina Corrêa de Amora Maciel (Sinhá D'Amora)
Raimundo Pinheiro Pedrosa (Bruno Pedrosa)

Cadeira nº 11
João Gonçalves de Souza
João Gonçalves de Lemos

Cadeira nº 12
José Zito de Macedo (Zito Lobo)
Marcondes Costa Pinheiro

Cadeira nº 13
Aurélia Teixeira Férrer (Irmã Férrer)
Padre Clairton Alexandrino de Oliveira

Cadeira nº 14
Stela Filgueiras Sampaio
Gilson Batista Maciel

Cadeira nº 15
Almir dos Santos Pinto
Melquíades Pinto Paiva

Cadeira nº 16
Prisco Bezerra
Mário Bezerra Fernandes

Cadeira nº 17
Pery Augusto Bezerra
José Emerson Monteiro Lacerda

Cadeira nº 18
João Milfont Rodrigues (Gilberto Milfont)
Raimundo Nonato Oliveira (Nonato Luiz)

Cadeira nº 19
Manoel Gonçalves de Lemos
Padre Manoel de Lemos Amorim

Cadeira nº 20
Afonso Banhos Leite
Monsenhor Edmilson Favela de Macedo

Cadeira nº 21
Ildefonso Correia Lima
Luíza Correia Lima (Neta)

Cadeira nº 22
Francisco Francílio Dourado
Francisco Vasconcelos de Arruda Sobrinho

Cadeira nº 23
Maria de Oliveira Dias
Rubens Pereira Diniz

Cadeira nº 24
Antonio Bezerra da Silva (Tota Bezerra)
Francisco Bezerra Fernandes

Cadeira nº 25
José Gonçalves Linhares (Zé Linhares)
Stênio Leite Linhares

Cadeira nº 26
Antonio Lobo de Macedo (Lobo Manso)
Dimas Macedo

Cadeira nº 27
Antonio Cabral de Alencar (Cabral da Catingueira)
José Teles da Silva (Zé Teles)

Cadeira nº 28
Francisco Bezerra Sampaio (Chiquinho Bezerra)
Rosa Firmo Bezerra

Cadeira nº 29
Paula Senhorinha Alves Bezerra (Irmã Paula)
Glaura Férrer Dias Martins

Cadeira nº 30
Julieta de Macedo Filgueiras
Argentina Gomes de Morais

EPITÁFIO

Entre a horrível produção musical dos últimos anos, há uma que se salva, como flores a nascer entre os espinhos. Trata-se da composição de Sérgio Britto, gravada pelos Titãs, Epitáfio. E como me identifico com este poema!

EPITÁFIO
Devia ter amado mais,
Ter chorado mais,
Ter visto o sol nascer.
Devia ter arriscado mais
E até errado mais.
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria.
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger,
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger,
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos,
Trabalhado menos,
Ter visto o sol se pôr.
Devia ter me importado menos,
Com problemas pequenos,
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado,
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias.
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger,
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger.
Enquanto eu andar...(2x)

Devia ter complicado menos,
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...

PASSADO POLITICO GLORIOSO

A historia mostra que o Crato sempre se destacou no cenário político Estadual e Nacional. De todos os políticos cratenses o Dr. Wilson Gonçalves deve ter sido o que mais ocupou cargos públicos. Foi prefeito do Crato, Deputado Estadual, Deputado Federal, Vice-Governador do Estado, Senador da Republica e Ministro do Supremo.
Filiado ao PSD quando visitava o Crato era uma festa. Dois dias antes, o Hermes Lucas já estava soltando foguetões para avisar a gogozada, cognomino dos pessedistas do Crato. Sua residência localizada a Rua Bárbara de Alencar entre a Praça Cristo Rei e a Rua da Vala ficava cheia de correligionários e admiradores. O Maildes Rodovalho era um dos fies escudeiros do senador, talvez o mais leal de todos. Um belo dia quando os foguetões começaram a esplodir o Maildes passava pela Praça Siqueira Campos na direção da casa do senador entre xoto e carreira.
O deputado Derval Peixoto, adversário do senador, mas que mantinha um relacionamento cordial e civilizado vendo a pressa do Maildes chamou-o. Empertigado, com um jornal de circulação nacional na mão, perguntou: você quer ver a manchete do jornal? Leia o que diz aqui do seu amigo Wilson Gonçalves. O Maildes não era muito bom de leitura, apanhou o jornal, deu uma olhada por cima e devolveu dizendo, leia você mesmo, pode ler quero ver que noticia tão importante é esta. Então o Derval fez a ficção e leu a seu modo: O Papa excomungou o senador Wilson Gonçalves por ser maçom e corrupto. Não poderá ser votado para nenhum cargo eletivo pelos próximos 50 anos. A medida é extensiva aos eleitores. A desobediência a esta determinação do Vaticano é motivo para ex-comunhão e condenação direta para o inferno.
O Maildes ficou verde, amarelo, branco e depois de uma pequena reflexão e pausa, coçou o cangote e disse para o Derval. Você já viu que Papa mais fresco.

Distribuição de sementes é iniciada no Cariri

Cariri

Clique para Ampliar

Secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, fez a entrega simbólica das sementes aos agricultores, em frente ao Parque de Exposições do Crato (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

Na solenidade, foi anunciado empréstimo com o Banco Mundial no valor de US$ 100 milhões para o Projeto São José

Crato. “No Estado do Ceará serão beneficiados 185 mil agricultores, um crescimento de quase 100%. No ano passado foram beneficiados 98 mil pequenos produtores. São mais de quatro milhões de quilos de sementes, afora as mudas de cajueiro, cana, mandioca, e palma forrageira”. A informação foi do titular da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), Camilo Santana, durante o lançamento programa “Sementes e Mudas para o Plantio” e entrega das primeiras sementes. Uma frota de 17 caminhões com cerca de 200 toneladas de sementes de arroz, milho e feijão, saiu ontem do Crato com destino a 28 municípios do Cariri que fazem parte do programa do Governo do Estado. É o primeiro lote de um total de quase mil toneladas de sementes que serão entregues a 24.262 mil trabalhadores rurais da agricultura familiar do Cariri.

As sementes estão sendo transportadas para os depósitos da Ematerce de cada município, onde o produtor cadastrado deverá recebê-las. Segundo Camilo Santana, o inverno do Ceará começa pelo Cariri, por isso as ações do Programa têm início na região. “Até o fim do mês, todos os municípios cearenses deverão estar abastecidos com suas sementes”.

Os 28 municípios do Cariri serão contemplados com a entrega de 954 toneladas de milho híbrido, 22,30 toneladas de milho variedade, 67,87 toneladas de feijão vigna, 6,5 toneladas de feijão phaselus, 50,39 toneladas de arroz e 1.101 toneladas de mandioca. A SDA entregará ainda 78.300 mudas de caju anão precoce. Um investimento de mais de R$ 4 milhões, somente para o Cariri.

A solenidade de entrega simbólica das sementes a seis agricultores da região foi realizada em frente ao Parque de Exposições do Crato, na Praça Filemon Teles. Santana destacou a evolução do programa implantado, segundo informou, há 22 anos, por seu pai, Eudoro Santana, então secretário de Agricultura do Estado.

No Ceará serão mais de quatro milhões de quilos de sementes, afora as mudas de cajueiro, cana, mandioca, e palma forrageira. Também serão distribuídas sementes de oleaginosas como amendoim, mamona e, ainda, sementes de girassol, priorizando alguns municípios. Haverá incentivo para o plantio de 1.790 metros cúbicos de maniva de mandioca com melhor qualidade, como uma forma de possibilitar o plantio em municípios que se destacam nesse tipo de produção, como Salitre, Campos Sales e Araripe.

As sementes selecionadas tem um alto poder de germinação. Segundo o gerente regional da Ematerce, Adonias Sobreira, chega a mais de 90%. Esse fator torna-se importante para a economia de grãos durante o plantio.

Banco Mundial
Durante a solenidade, o secretário anunciou que o Governo do Estado está renovando uma operação de empréstimo junto ao Banco Mundial no valor de US$ 100 milhões para o Projeto São José, sendo 38% para o abastecimento de água e 35% para projetos produtivos.

Outra informação importante, segundo Santana, foi o convênio firmado com o Ministério da Agricultura, no valor de R$ 40 milhões para regularização dos títulos de posse da terra. Santana lembrou que 70% das propriedades do Ceará não eram regularizadas.

Antônio Vicelmo
Repórter


Mais informações:
Escritório da Ematerce no Crato
Rua Maildes Siqueira, (88) 3102.1293
Funceme
(85) 3101.1117

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Diálogo com minha mãe... Por: Claude Bloc


Hoje seria o aniversário de minha mãe, Janine Bloc.

Como ela era uma pessoa sempre doce, sempre alegre, sempre presente, vejo-me, agora, imersa em saudades, sentindo infinitamente sua falta.
Sei que ela não gostaria que eu chorasse – ela sempre foi forte!
Sei que ela não gostaria que eu me lamentasse – ela sempre foi tão segura!
Meu pensamento sempre corre ao seu encontro com mais intensidade neste dia... e minh’alma entra em diálogo secreto com ela a cada instante em que fecho os olhos. As lembranças me chamam:

Mãe,
Conversa comigo, percorro milhas sem dizer palavras...
Minha saudade teme o assédio dos soluços, sinto-me só.
Escondo-me da noite, visto-me das ondas.
Apago meu brilho em tuas pupilas
O olhar me basta, basta-me o tempo...

Depois de abastecida de tua ausência
Sorvo a madrugada, brindo o orvalho
Que me umedece...
E me apascenta.
Sirvo-me de teu silêncio
Enquanto me disperso na face oculta da noite,

Tenho asas
Tenho dúvidas que se espalham
Minhas preces clamam por ti, dentre minhas perdas.
E me invadem no meu limbo...

Deito-me
E como uma louca alimento-me de saudades.
Sangro em tua ausência
Meus sonhos sem ti são sempre incompletos
Porque me falta tua voz
O brilho de tua estrela.


Texto por Claude Bloc
.

Edições Anteriores:

Maio ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31