xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/12/2008 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 dezembro 2008

A CADA UM DE NÓS

Em 11 de agosto de 2004 recebi um PPS via internet cujo título era Oração Camponesa de Madagascar. Oração supostamente colhida pelo frei Dominicano Raimundo Cintra. A oração era assim:

Senhor!
Dono das Panelas e Marmitas!

Não posso ser a santa que medita aos vossos pés,
Não posso bordar toalhas para vosso altar.

Então que eu seja santa ao pé do meu fogão.
Que o vosso amor esquente a chama que eu acendi e faça calar minha vontade de gemer a minha miséria.

Eu tenho as mãos de Marta
Mas quero também ter a alma de Maria.

Quando eu lavar o chão,
Lavai, Senhor os meus pecado.

Quando eu puser na mesa a comida,
Comei também, Senhor, junto conosco.

É ao meu Senhor que eu sirvo,
Servindo minha família.

Como os apanhados do ano se firmam nos últimos dias de dezembro, resolvi publicar como mensagem aos tão generosos participantes do Cariricult e do Blog do Crato uma nova versão de tal oração, agora renomeada: ORAÇÃO DE MAL MASCAR.

Senhor!
Que me deu o dom das panelas e marmitas!

Não posso resumir-me a este corpo faminto,
pois sou o sagrado aos vossos pés.

Não posso rezar no fausto
que os homens deram ao vosso altar.

Então, que seja a santa de todas as colheitas,
a fome saciada pelo meu fogão.

Que o vosso amor distribua o calor da chama que acendi
e faça calar a miséria que sufoca os explorados da terra.

Eu tenho as mãos que colhe,
Mas quero também ter a alma que suplanta.

Quando eu lavar o chão,
lavai Senhor o zinabre das guerras que nos consomem.

Quando a comida for posta à nossa mesa,
alimentai-nos, Senhor, da liberdade nascida na manjedoura.

É ao divino ser humano que eu sirvo,
servindo à igualdade de todos.

E, finalmente, que meu espírito seja terra,
que a terra seja meu cotidiano,
que o meu cotidiano seja coletivo,
pois fruto da contradição de ser eu e nós;
nada mais belo que a contradição do amor;
quando nós buscamos fundir nossos corpos;
ao invés de nos reduzirmos à fusão de nós;
nos multiplicamos no espaço feito eles - (os filhos).

A História de Ponta da Serra - Parte I


ORIGENS E POVOAMENTO DE PONTA DA SERRA
Por: Antonio Correia Lima

Cabe-me, no momento, em poucas linhas traçar um esboço histórico do nosso lugar e da nossa gente. Para tanto, apeguei-me a algumas fontes escritas e outras orais. Visando uma melhor compreensão, achei por bem dividi-lo em três momentos distintos: primeiro, falaremos de uma Ponta da Serra como sítio, segundo, como povoação e, terceiro, como distrito.

PONTA DA SERRA COMO SÍTIO

Segundo o historiador caririense Joaryvar Macedo, em “Povoamento e povoadores do Cariri cearense” JOSÉ GOMES DE MOURA, foi o primeiro donatário de uma Sesmaria na “Ribeira do Carás”, datada de 30 de outubro de 1716 e que residia no sítio Boqueirão. E pelos serviços prestados pelo português JOSÉ PEREIRA LIMA AÇO, lhe concedera um porção de terras no lugar denominado Corrente Grande (pertencente, hoje, ao Distrito de Santa Fé), onde construiu sua residência. Joaryvar também afirma que o citado português era dono do Sítio Ponta da Serra e era casado com a sergipana APOLÔNIA CORREIA DE OLIVEIRA e que deste casal promanam Os Ferreira Limaverde, os Ferreira Pinto Callou, Os Sucupira, Os Romão Batista( do Pe. Cícero) e outros. De mão destas informações, chegamos à conclusão do quão é remoto o topônimo Ponta da Serra, o que vem justificar os insucessos de algumas tentativas de mudança deste nome atribuído ao nosso lugar.

Da era colonial, passemos agora para o Brasil independente, mais precisamente, aos idos de 1850, quando da aquisição do Sítio ou Fazenda Ponta da Serra pelo major EUFRÁSIO ALVES DE BRITO, de Várzea Alegre. Passam-se alguns anos, e o proprietário resolve trazer um dos seus vaqueiros, um rapaz muito jovem, porém, muito responsável, disposto e trabalhador, chamado JOSÉ BERNARDO VIEIRA. Juntamente com o vaqueiro vem também o sr. RAIMUNDO PEREIRA DA SILVA, conhecido por RAIMUNDO VERMELHO, seu parente e futuro sogro. A estas alturas o jovem vaqueiro e seus parentes já haviam preparado a moradia que por sinal foi edificada na localidade que hoje chamamos de Barreirinho, recebendo esta denominação pela existência de um barreiro de onde foi retirado o barro para tapagem da dita casa. Logo em seguida, na localidade chamada de Juá de Baixo, nos arredores deste lugar que viria no futuro a se transformar em povoado, uma outra família se instala. Trata-se do Sr. JOÃO PAULINO CORREIA casado com VICÊNCIA MARIA DA CONCEIÇÃO OU VICÊNCIA MARIA DE LIMA mais conhecida por YAYÁ, oriundos do Sítio Fábrica, de propriedade dos Limaverde, descendentes do citado português JOSÉ PEREIRA LIMA AÇO. JOÃO CORREIA, adquirindo esta propriedade, se transfere,trazendo também o seu pai, viúvo e com alguns filhos. Aqui o velho se casa pela segunda vez a e constitui uma segunda família. Destes, promanam OS CORREIA LIMA do JUÁ.

Voltando ao vaqueiro JOSÉ BERNARDO, devemos dizer que ele se casa com Maria Felicia, filha do RAIMUNDO VERMELHO, com quem vem a ter 10 filhos. A cada dia que passa solidifica ainda mais a confiança do patrão ao humilde vaqueiro a ponto do mesmo passar a ser rendeiro destas terras e, depois, ganhar do Major EUFRASIO uma tarefa de terra para construir a sua residência e uma casinha de Oração para o seu santo de devoção, SÃO JOSÉ. Chega o ano de l895 e o vaqueiro tem aprontado a sua casa e a do seu santo. No dia 25 de dezembro deste mesmo ano o Padre, depois Mons. ANTONIO ALEXANDRINO DE ALENCAR , Vigário de Crato, nesta época, celebra a santa missa dando por inaugurada a CASA DE ORAÇÃO e o sonho do vaqueiro JOSÉ BERNARDO VIEIRA é concretizado, dando assim por criado o NÚCLEO PRIMITIVO DE PONTA DA SERRA.

Fonte: Blog da Ponta da Serra

Cariri vai ganhar segunda emissora de televisão


Segundo notícia divulgada no "Jornal do Cariri" - edição ora em circulação na região - a TV Cariri - Globo, pertencente ao Sistema Verdes Mares, não deverá ser mais colocada no ar, em caráter experimental em março próximo, como estava previsto. Mas, segundo o jornal, com certeza, a TV Cariri estará no ar ainda no primeiro semestre de 2009.

Trata-se da segunda emissora de televisão do Cariri e deverá ter seus estúdios no bairro São José, em Juazeiro do Norte. A outra emissora - já em funcionamento no Cariri - é a TV Verde Vale, canal 13, de propriedade do deputado Manoel Salviano, também localizada na cidade de Juazeiro do Norte.

Natal


Mais uma vez, o final do ano. Os espíritos já se banham nas doces águas do Natal e do Ano Novo. As luzes natalinas iluminam as praças e os jardins. Mensagens emboloradas já circulam pelos correios e pela Internet. O comércio rejubila-se com a consumista solidariedade. Os meninos do Grangeiro já estendem seus sapatos nas janelas na certeza da vinda do bom velhinho. Os da Batateira, tristes e desesperançados, preferem recolher as sandálias, na certeza de que Papai Noel nunca faz escala por lá. Os perus calam seus guglus e os leitões recolhem temerosos seus pernis : serão imolados em sacrifício nos altares natalinos.As famílias durante todo o ano desunidas , com os ares natalinos se tornam reunidas e , em trégua , recolhem um pouco as armas, até o toque de alvorada do ano novo.Lábios sussurrarão preces maquinalmente , num fervor vazio e superficial. Os bares e restaurantes se apinharão de confraternizações: um sem número de empresas reunindo funcionários e criando um momento fraterno e solidário que acabará daqui a pouquinho, embora devesse se estender por todos os dias do ano. Nos templos , homens e mulheres contritos se darão as mãos efusivamente, desejando-se felicidades mil ; as mesmas mãos que logo em seguida se fecharão para os mendigos e se cruzarão no peito para a miséria do mundo. As ceias natalinas, quanto mais fartas, mais prenhes de alimentos estranhos e estrambóticos: figo, nozes,tender, lentilhas, chesters, panettones , champanhe, passas e uvas.Servem mais para alimentar a vaidade dos anfitriões do que o estômago dos comensais. A Ceia que modificou os destinos da humanidade não foi regada apenas a vinho e pão?
As festas trazem sempre consigo alguma atmosfera de tristeza e de saudade. Com o passar do tempo, pessoas queridas já não respondem à chamada. Talvez porque, como dizia Manuel Bandeira, estejam todos dormindo, dormindo profundamente... Um belo dia estaremos sós diante da grande Távora vazia de cavaleiros.Algumas recordações se espreguiçarão a um canto, o passado grávido se debruçará em algum móvel da sala. . Talvez , neste dia, um comensal de longas barbas sente conosco na longa e solitária tábua e divida conosco o pão e o vinho, não mais que isto. Perceberemos então que a mesa se tornou gigantesca , acolhendo nossa nova família que agora possui irmãos de incontáveis cores e raças. Celebram as primícias da vida, com sua essência de fugacidade e de mistérios, enquanto se vai servindo a ceia farta regada pelo milagre dos peixes e dos pães.

J. Flávio Vieira

História de Crato (3)

Por
Armando Lopes Rafael
Vista da Cidade de Crato", aquarela de José Reis de Carvalho pintada em 1859. Assim era Crato àquela época. A atual Sé Catedral só tinha, à época, uma torre, a do lado Sul. José Reis integrava a Comissão Científica de Exploração das Províncias do Norte e Nordeste, apoiada pelo Imperador Dom Pedro II.
O mártir da monarquia
(Abaixo, à direita, a bandeira do Brasil Império 1822-1889)
O Cariri continuou, durante algum tempo, dividido entre simpatizantes da ideologia republicana e adeptos da Monarquia. O confronto dessas idéias foi motivo de contendas as mais variadas. Joaquim Pinto Madeira era o que poderíamos chamar de “caudilho”. Rico proprietário rural e chefe político da Vila de Jardim, era por índole um afeiçoado às coisas da Monarquia. Foi fundador da sociedade secreta “Trono do Altar”, que defendia a monarquia absoluta. Lutou ele, ativamente, contra os promotores dos movimentos libertário-republicanos da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador de 1824.
Após a derrota da família Alencar, em 1817, coube a Pinto Madeira, à época ocupando o posto de Capitão de Ordenança, conduzir até a cidade de Icó os 20 malogrados presos políticos. Provavelmente, durante o percurso, esses prisioneiros sofreram humilhações por parte do caudilho. O que era esperado, face ao temperamento belicoso de Pinto Madeira.Em 1831 o imperador Dom Pedro I abdica do trono brasileiro e volta para Portugal, onde toma o nome de Dom Pedro IV.
Os adversários de Pinto Madeira aproveitaram esse acontecimento para dele se vingar. Acuado, o caudilho, com a ajuda do vigário de Jardim, Padre Antônio Manuel de Sousa, armou cerca de dois mil homens, a maioria com rudimentares espingardas, e invadiu o Crato, em 1832, para dar caça aos seus inimigos liberais. Dizem que de tanto abençoar as espingardas dos jagunços e, na falta destas, dar bênçãos a cacetes (pequenos bastões de madeira) o Padre Antônio Manuel de Sousa ficou conhecido como "Padre Benze-Cacetes". Pinto Madeira e o Vigário Manuel foram vitoriosos no Crato, mas logo começaram a sofrer reveses.
Terminaram por se render ao General Pedro Labatut, um mercenário francês que atuava no Brasil, desde as lutas pela independência. Presos, ambos foram enviados para Recife e depois para o Maranhão. Pinto Madeira retornou preso ao Crato, em 1834, onde, num júri parcial - composto por antigos inimigos seus - foi condenado à forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face do réu ter alegado sua patente militar de Coronel.
“Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (...) Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo”. (cfe. Irineu Pinheiro, “Joaquim Pinto Madeira” Imprensa Oficial do Ceará.Fortaleza, 1946, página 21).
Um sonho não concretizado: Crato capital do Cariri


(Abaixo, à esquerda) o mapa do Império do Brasil, em 1822)

Já em 1828, a Câmara de Vereadores do Crato encaminhava representação ao Governo mostrando a oportunidade de criação da Província do Cariri Novo. Não foi atendida nessa pretensão. A idéia voltou à tona, em 14 de agosto de 1839, quando o senador José Martiniano de Alencar, do Partido Liberal, apresentava no Senado do Império do Brasil projeto de lei cujo artigo 1º dizia textualmente: “Fica criada uma nova província que se denominará Província do Cariri Novo, cuja capital será a Vila do Crato”.


Os demais artigos desse projeto de lei tratavam sobre os limites geográficos da nova unidade do Império do Brasil que incluíam municípios do sul do Ceará e os limítrofes das Províncias da Paraíba, Pernambuco e Piauí. Com a ascensão do Partido Conservador ao poder, o projeto de lei não prosperou. Anos depois, através do jornal “Diário do Rio de Janeiro”, voltava o senador Martiniano de Alencar a defender sua idéia de criação da Província do Cariri.
Tudo ficou só num sonho.

Participação no Programa é SHOW!!!!!













Carinho é fonte energética.
Carinho é caminho de amor.
Carinho nunca é demais.
A afetividade é importante, sim.
Pois, como um ser humano ainda imperfeito,ainda aprendiz, pode bastar-se a si mesmo?
Não, amigos, a individualidade, sem dúvida,é direito de cada um de nós.
Mas, em excesso, é egoísmo.
Viemos aqui para aprender.
Aprendizagem é sinônimo de troca de experiências,troca de energia, troca de informações,troca de afeto, troca e troca...
Carinho é plumagem bonita, macia, gostosa de sentir.
Quem dá afeto se fortifica; quem o recebe se acalma,se tranqüiliza, se equilibra.
Carinho é sinônimo de amor, amigos.
Amor é bálsamo para a nossa condição de criança espiritual.
Criança precisa de amor para crescer psicologicamente,afetivamente e fisicamente saudável.
Criança precisa de apoio e de muita troca.
Portanto, também nós precisamos de afeto.
Não esqueçam desse detalhe amigos:amor é fonte de energia, é vida, é crescimento.
Dêem e aceitem todo o tipo de afeto com verdadeiro amor.



Homenagem ao Rei do Baião

No sábado passado, 13 de dezembro, transcorreram 96 anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Lamentavelmente, não tomei conhecimento do registro de qualquer homenagem aí na Terra de Bárbara de Alencar, ao genial artista nordestino, muito identificado com a cidade do Crato, que visitava com freqüência. Durante muito tempo, Gonzaga foi atração da famosa Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados, hoje, simplesmente, ExpoCrato.

Em meados de 1974, como integrante do Coral da Faculdade de Filosofia do Crato, participei de recital em homenagem a Gonzaga, na memorável noite em que ele recebeu das mãos do então prefeito Pedro Felício, o pergaminho da cidadania cratense. Foi a primeira vez que vi o Rei do Baião de paletó e gravata. O coral, regido pela musicista Divani Cabral, cantou Asa Branca, o hino do Nordeste, levou Gonzaga às lágrimas e foi entusiasticamente aplaudido pelo público que lotava o auditório do Sesi, naquela memorável noite. Em Campina Grande, onde um abnegado fundou e mantém o Museu Fonográfico de Luiz Gonzaga, foi inaugurada em granito, sábado passado, uma estátua do inesquecível e insubstituível bardo sertanejo.

Natural de Exu, Gonzaga tinha tanta identificação com o Ceará, que chegou a dizer num de seus discos, que tinha uma banda (metade) pernambucana e outra cearense. Serviu ao Exército em Fortaleza e mesmo depois de famoso, morando no Rio de Janeiro, quando estava em Exu, era visto de vez em quando na feira livre do Crato. Gravou músicas que falam da Princesa do Cariri. Uma delas tem por título “Vou pro Crato”, em cuja letra se refere ao ex-prefeito Pedro Felício. Noutra, fala do médico e cirurgião Humberto Macário (também ex-prefeito).

FRANCISCO JOSÉ
Repórter do jornal Correio da Paraíba

Assessor de Imprensa da Universidade Estadual da Paraíba

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A diferença pode ser você - Por Denisia de Oliveira

É Natal...

25 de Dezembro. Todo mundo sabe que é natal ou pelo menos acha que sabe. Todos os anos as pessoas costumam se preparar para essa data. Guardam dinheiro, enfeitam a casa, compram presentes e reúnem os amigos. Às vezes, costumam fazer boas ações. Estendem a mão aos pedintes ou fazem uma doação daquelas roupas velhas, dos sapatos gastos, de brinquedos que não servem mais afinal de contas, natal é tempo de repor o estoque do ano seguinte.
Todo mundo entra no espírito natalino para parecer melhor do que é ou ser melhor do que foi. Promessas. Passadas e futuras. Verdadeiras por uma noite e esquecidas durante o resto do ano. Memória curta. É disso que as pessoas sofrem.

A humanidade vem perdendo a essência que a torna verdadeiramente humana. Valores como a capacidade de pensar no próximo, a força de sonhar junto, a coragem para mudar o que está errado estão se perdendo em meio às futilidades que o consumismo da era moderna procria.
O mundo está um caos e é somente em momentos como esse que se pode fechar os olhos e sonhar com uma realidade diferente daquela que encontramos todos os dias batendo na nossa porta. Natal é tempo de mudanças. Vamos à luta! Com amor, com vontade, com determinação. Vamos abandonar esse nosso lado preguiçoso que espera sempre por um amanhã. Já amanheceu e este pode ser o nosso último natal. Gastem o dinheiro, esqueçam os enfeites, devolvam os presentes, mas reúnam os amigos, os inimigos, os vizinhos, os velhos e as crianças.
Abram a mente, coloquem o melhor sorriso que tiverem nos lábios, distribuam um pouco de sinceridade, de confiança, de bom humor. Renovem as emoções dos corações que estão cansados, sacudam a poeira que cobriu os laços da amizade, retribuam abraços e peçam um pouco perdão.
Presentes assim não exigem uma conta milionária na suíça apenas um pouco de coragem e ousadia e o melhor, trazem consigo a garantia de satisfação. Dependendo de seu desempenho na hora da entrega, você pode até receber uma lembrancinha de agradecimento ou uma grande surpresa de natal.

Presentes assim duram o ano inteiro. Dê o primeiro passo, o resto virá como conseqüência. Mude sua vida e a vida das pessoas que você ama. Faça desse 25 de Dezembro uma celebração de Amor. Pense em Deus e, sobretudo, agradeça a oportunidade de fazer a diferença nesse natal.
Alimentem seus sonhos mais profundos para que eles resistam às altas temperaturas dos problemas. Reconheçam seus erros, mas deixe-os no passado em um lugar onde não possam atrapalhar o presente.Construam sua realidade com fé.Sejam autores de sua própria história.Não ignorem seus sonhos e por favor, não destruam os meus.

Por: Denisia de Oliveira

Entre soluços


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Quero desajudar-me.
Minhas fraquezas pululam;
meu estereótipo é profusão.
Flui o caótico viver,
dificultando minha acomodação.
Sacuda-me, oh vida!

Quero pendular eternamente.
Para um lado.
Para o outro lado...
Avançando dentro do clico.

Quero espreguiçar-me!
No sofá da sala.
Ou no chão, sei lá.
Jaz meu corpo.
Minha alma, esta levita!
Meu espírito, ah!
Ele trafega por entre as agruras.

Quero queimar-me.
Despencar das alturas.
E no abismo,
entre soluções,
perder-me na dúvida.

Quero, droga, é dormir.

Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 16 de dezembro de 2008.
19h45min
.:.

MONSTROS SAGRADOS (epílogo)

A propósito das diversas contestações de cunho preconceituoso ou deseducado que pulularam no nosso correio eletrônico por conta do texto “Monstros Sagrados”, que postamos dias atrás aqui no BlogdoCrato, permitimo-nos transcrever, ipsis litteris, o que se segue, numa tentativa de obstar novas manifestações da espécie (os grifos são nossos):
“Uma expressão idiomática ocorre quando um termo ou frase assume significado diferente daquele que as palavras teriam isoladamente. Assim, a interpretação é captada globalmente, sem necessidade da compreensão de cada uma das partes. Usamos expressões idiomáticas a todo instante. Elas se encontram no linguajar diário, no noticiário da televisão, em anúncios dos jornais, no rádio, na tv, em discursos políticos, campanhas eleitorais, em filmes, em letras de música, na literatura, etc.
O uso de expressões idiomáticas não se restringe a um aspecto específico da nossa vida, nem a uma determinada camada social. As expressões idiomáticas são uma parte importante da comunicação informal, tanto escrita como falada, e também são usadas freqüentemente no discurso e na correspondência formal. Tudo que se pode expressar usando expressões idiomáticas pode também ser transmitido por meio de frases convencionais.
O motivo que leva um falante ou um escritor a usar expressões idiomáticas é o desejo de acrescentar à mensagem algo que a linguagem convencional não poderia suprir. Uma expressão idiomática pode enriquecer uma frase, dando-lhe força ou sutileza, pode enfatizar a intensidade dos sentimentos de alguém e pode ainda atenuar o impacto de uma declaração austera, com humor ou ironia. O uso que um falante faz das expressões idiomáticas determina o seu grau de domínio da língua, possibilitando-o expressar-se de muitas maneiras”.
Alfim e até por isso mesmo, ratificamos que, do explicitado na postagem original, não há como nem porque se retirar sequer uma vírgula, porquanto, no nosso entendimento, as duas personalidades citadas (que não conhecemos pessoalmente, repita-se) são pessoas “diferenciadas”, possuidoras daquele “algo mais”, de um “dom” não encontrado em seus semelhantes e, por isso mesmo merecedoras de serem cognominadas como “MONSTROS SAGRADOS” (pelo menos no que concerne ao tema focalizado, a literatura).

José Nilton Mariano Saraiva


PACHELLY, WILLIAM E O CORDEL DA FLORESTA

Conheci o William Brito nas militâncias junto a Violeta Arraes. Nenhum dos três em incenso a qualque um de nós, mas todos em razão da APA do Araripe. Lembro quando Fernando Henrique, na companhia de Tasso Jereissati, assinou o ato num destes clubes da serra. Era até um contra-senso, mas pelo menos, simbolicamente, dizíamos até este limites a gente estraga a mata, daí em diante é desenvolvimento sustentável.

Mas lembro e isso é o mais importante: uns burocratas do Governo do Ceará por pressão de políticos e homens de negócio de Juazeiro e Crato pressionaram para o decreto não ser publicado. Levou tempo para que se tornasse lei. Aí ao nosso querido Armando Rafael, historiador da terra. Armando temos que mostrar aqueles responsáveis pelos grandes atos em favor, assim como os que foram contra. Especialmente quando o a favor ou o contra tem desgaste popular.

Por onde andará o William? Ele não poderia fazer uma notas daquele momento? Quem foi quem e no quê foi?

Agora o motivo pelo qual mostro tanta intimidade com o William Brito. Tem tudo a ver com A introdução. O Pachelly Jamacaru, o qual conheço na sua dimensão real, embora nada da dimensão física, e o William fizeram uma música que se tornou a música desta quarta feira aqui no sopé do Corcovado. Chama-se Cordel da Floresta.

Eis o acerto do Dihelson com esta parte da rádio chapada do Araripe no que se refere à música do cariri. Como sabemos o prazer, o gosto é um súbito que logo nos domina, mas é, também, um Aprática repetida que nos vai tomando lentamente.

Ô DIHELSON: entrevista o William e o Pachaelly numa locação dentro da chapada, com teu teclado e embaixo de um pé de piqui (nada melhor para se falar em desenvolvimento sustentável). Façam uma performance eco-cultural e nos presenteiem de natal.

Olha seu Dihelson abusado. Nem venha com este papo de que estou no meu bem bom aqui do Rio mandando tarefa para quem já tem tantas. Se me xingar de volta, envio outra tarefa.

RUI BARBOSA - A FACE OCULTA (X)

“As pressões vinham acompanhadas de uma imensa 'atoarda' na imprensa, ATINGINDO UM MINISTRO DA FAZENDA MORALMENTE FRAGILIZADO PELAS CONCESSÕES ESCANDALOSAS conferidas ao conselheiro Mayrink”.
Vide livro "Os Cabeças de Planilha", de Luis Nassif
(amanhã tem mais)

Irmãos Aniceto são estrelas em documentário


Cinema no Terreiro

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Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto é o primeiro grupo a ter a sua história resgatada em projeto cinematográfico idealizado pelo artista Calé Alencar (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

Mestres da cultura, reconhecidos ou não oficialmente, serão protagonistas em projeto de documentário

Crato. O terreiro da casa de Raimundo Aniceto, na Rua Marcos Macedo, 301, bairro do Seminário, será transformado num grande auditório ao ar livre. Na noite do próximo domingo, será inaugurado o projeto Cinema no Terreiro, com a exibição do documentário sobre a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, que tem o sugestivo título de “A Casca Avoa e o Miolo Fica”.

Idealizado pelo músico e pesquisador Calé Alencar, o projeto contempla exibições periódicas da produção audiovisual brasileira tendo como cenário o terreiro da casa de mestres da cultura popular ou sedes (formais ou até mesmo informais) de associações/entidades artísticas onde as mais variadas manifestações formadoras da matriz cultural brasileira sejam cultivadas.

Na conversa descontraída com a reportagem, Raimundo Aniceto, chefe da banda, diz que desta vez “ou vai, ou racha, ou arranco o rabo. Nós vamos fazer uma festa de arromba com cerveja e refrigerante”.

Assim, terreiros de mestres (reconhecidos ou não oficialmente) e espaços onde a cultura tradicional acontece tal qual o baião-de-dois nas cozinhas comuns de outrora, nas quais “onde come um, comem doze”, serão também como uma grande roda de confraternização entre amigos, vizinhos, comadres e compadres, onde os que sempre dão o tom da festa, desta vez vão sentar tendo a oportunidade de se enxergar como artistas, apreciando-se através da mais rica de todas as artes, a sétima. E o público também pode e deve chegar junto, aumentando a roda e engrossando o caldo: dessa vez, na grande roda, é só levar a cadeira e sentar diante do telão.

“Eu nunca pensei em ser artista”, diz Aniceto. Apesar da fama que o levou a apresentações em Portugal e na França, Raimundo, com 75 anos de idade, não abandona a enxada. Todos os dias, ele vai para roça. Com as últimas chuvas caídas na região, ele plantou sementes de jerimum. Só não vai para a roça quando está viajando, ou na segunda-feira, porque é dia de vender farinha na feira-livre que funciona do Crato.

Resgate de memória
“A Casca Avoa e o Miolo Fica” é mais um curta documental idealizado pela jornalista Aurora Miranda Leão, empenhada em resgatar, da forma mais espontânea possível, os passos da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto e de seu produtor musical, Calé Alencar. O curta, parceria do site Aurora de Cinema com o Núcleo de Produção Digital e a Escola de Audiovisual de Fortaleza, por meio da Rede Olhar Brasil, iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Registra preciosos momentos do convívio entre os músicos, destacando aspectos inusitados e singulares da trajetória do cantor/compositor Calé Alencar como produtor dos Aniceto em suas andanças pelo Ceará e por Minas Gerais.

Quando pensou em criar o Cinema no Terreiro, Calé Alencar idealizou um projeto de inclusão cultural capaz de contribuir com a difusão da crescente produção audiovisual brasileira e, sobretudo, como um instrumento fundamental para elevar a auto-estima e a consciência de cidadania dos inúmeros brincantes, artesãos, batuqueiros, fazedores e guardiães dos aspectos mais preciosos da “enorme e multifária formação histórico-sócio-cultural”. Mas a idéia é agregadora, segundo explica, buscando referendar traços comuns e evidenciar sintonias às vezes adormecidas no denso caldeirão cultural contemporâneo, e assim todas as vertentes abordadas pela cinematografia nacional são bem-vindas e farão parte da programação do projeto Cinema no Terreiro.

Segundo seu idealizador, o projeto pretende “sobretudo, enfatizar o cinema como alternativa viável e prazerosa nas comunidades onde não existem salas de exibição, dando prioridade e ênfase às questões da cultura popular tradicional, a partir da escolha do local onde os filmes serão exibidos, criando uma relação da atividade cinematográfica com os terreiros onde a cultura cresce fácil e fértil como árvores no quintal”.

Antônio Vicelmo
Repórter


LANÇAMENTO

Protagonistas são primeiro público

Crato. A idéia de lançar o documentário no cenário onde foi gerado tem um ingrediente pra lá de especial: no domingo, o terreiro de Mestre Raimundo será regado com generosas rodadas de cajuína (a tradicional bebida de caju criada por Rodolfo Teófilo, o baiano que afirmava “sou cearense porque quero”), além de priorizar o reconhecimento da importância dos Irmãos Aniceto como grandes artistas da cultura popular, como enfatiza Calé Alencar: “Antes de o filme ser exibido e enviado para festivais, queremos que os Irmãos Aniceto conheçam em primeira mão o registro dessa caminhada por vários lugares do Ceará e do Brasil, comemorando dez anos de nossa amizade e sintonia musical”.

Aurora Miranda Leão, diretora do documentário, também está muito feliz com a idéia: “Serão nossos votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo aos mestres que tanto admiramos, levando o filme ao próprio cenário onde aprendemos a cultuar o gosto por suas incríveis performances, e nos fizemos amigos de muitas parcerias”.

“A Casca Avoa e o Miolo Fica” foi finalizado em novembro, como resultado da parceria entre o site www.auroradecinema.com.br e o Complexo Vila das Artes, por meio do Núcleo de Produção Audiovisual (NPD) e Escola de Audiovisual, realizadores na Capital cearense da bem sucedida iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, com o projeto Rede Olhar Brasil, do qual também é parceiro o Banco do Nordeste.

Graças às parcerias foi possível concretizar mais um curta-metragem cearense, o qual deverá entrar 2009 percorrendo o circuito de festivais de cinema — a esta altura já com convite para lançamento no próximo Festival Guarnicê de Cinema, que acontece em junho, em São Luís do Maranhão.

Para o lançamento do documentário, o projeto Cinema no Terreiro conta, no Crato, com apoio da Universidade Regional do Cariri (Urca), por meio do Instituto para as ações artísticas e culturais da Universidade (Imago), e do produtor e realizador Jackson Bantim.

FESTA

"Ou vai, ou racha, ou arranco o rabo. Nós vamos fazer uma festa de arromba com cerveja e refrigerante".
Raimundo Aniceto
Chefe da Banda Cabaçal


Mais informações:
Raimundo José da Silva (Raimundo Aniceto)
Rua Dr. Manuel Macedo, 301, Seminário, Crato (CE)
(88) 3523.7275

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Um Poeta Dihelzepínico


UM POETA DIAZEPÍNICO

( Dedicado a José do Vale )


Sou o poeta mais diazepínico que conheço
Meu lexotan vem antes do muro de berlim
e todo mês em fila eterna eu permaneço
buscando um papel azul a prorrogar meu fim

Já nem sei mais quem mais escreve,
se eu mesmo ou o Bromazepam na veia
na calma dos eucaliptos uma semibreve
é a mais rápida aranha a tecer sua teia

Mas sei que não sou ainda um viciado
decerto, do mal liberto-me preciso
em que assim o desejar, hei declarado

Em correntes infernais, como a um louco
prenderam-me a um arcabouço de um sorriso
Para que em pequenas doses, morra pouco a pouco!


Dihelson Mendonça
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Histórias de Patativa do Assaré - Por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes



01 – Dr. Francisco Valdemiro Nascimento, odontólogo, irmão do conhecido jornalista Antº Vicelmo, “mancava” numa rua do Crato, com uma perna engessada em conseqüência de um jogo de futebol, parou para cumprimentar seu grande amigo Patativa do Assaré, perdeu o equilíbrio e, para não cair, apoiou-se no ombro do grande poeta. No mesmo momento ouviu a seguinte quadra: Nessa vida já caiporanesse mundo desgraçadoum aleijado se escorano ombro d'outro aleijado.


02 – Quando completou 80 anos, Patativa foi homenageado em Fortaleza. Dia de agenda cheia, terminou com sessão solene em auditório. Após o evento, o poeta cercado por admiradores, respondendo inúmeras perguntas, se deparou com um chato que disparou a fazer perguntas, sem deixar ninguém mais falar. O pior é que passou a provocá-lo com questões irrelevantes, fora do contexto, chegando ao cúmulo de perguntar se, aos 80 anos, ainda tinha tesão para fazer sexo. Em cima da bucha, como se diz, o poeta respondeu: “Tenho tesão sim, mas estou cansado, vá dar a outro.


”Obs: A primeira história foi contada pelo próprio Dr. Valdemiro. Quanto a 2º, ouvi de terceiros, e não consegui confirmá-la.

História de Crato (2)

Por
Armando Lopes Rafael











(Bandeira da Revolução Pernambucana de 1817)

Anseios libertários
No primeiro quartel do século XIX, a Vila do Crato já se sobressaía entre as congêneres interioranas do Nordeste brasileiro. Residiam na vila, ou nas suas adjacências, famílias abastadas, possuidoras de patrimônio amealhado quase sempre, à custa das fainas agrícolas. (Na foto abaixo, lado direito, a residência de Dona Bárbara de Alencar, na Praça da Sé, que foi demolida para dar lugar à atual Coletoria Estadual). Alguns jovens dessas famílias tinham o privilégio de aperfeiçoar seus conhecimentos em escolas da longínqua capital da Província de Pernambuco. Para lá se deslocavam, em longas e penosas viagens que duravam semanas. Sempre feitas em lombo de animais. Alguns desses estudantes retornavam ao torrão natal impregnados de idéias libertárias, assimiladas nas sociedades secretas, existentes em Olinda e Recife. Sonhavam esses jovens com um Brasil independente da metrópole portuguesa. Alguns iam mais longe. Acalentavam o sonho de mudar a forma de governo, substituindo - num eventual Brasil soberano - a monarquia pela experiência republicana já testada nos Estados Unidos da América e França.
Esses sonhos libertários resultaram no primeiro confronto ideológico ocorrido no Cariri. Os liberais eram liderados pelo subdiácono José Martiniano de Alencar, estudante do Seminário de Olinda e adepto dos princípios republicanos e laicos da Revolução Francesa de 1789. Foi este jovem enviado pelos líderes da Revolução Pernambucana de 1817, para deflagrar o processo revolucionário no conservador Vale do Cariri. Num gesto audaz e corajoso, no dia 3 de maio de 1817, José Martiniano de Alencar (foto ao lado) proclamou do púlpito da Matriz do Crato a independência do Brasil, sob o regime republicano. A contra-revolução veio rápida. Oito dias depois, Leandro Bezerra Monteiro, o mais importante proprietário rural do Cariri, dotado de profundas e arraigadas convicções católicas e monarquistas, pôs termo ao sonho do jovem José Martiniano de Alencar. Os revolucionários foram presos e enviados para as masmorras de Fortaleza e posteriormente para as de Salvador, na Bahia. Entre os prisioneiros estavam Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Dona Bárbara de Alencar, irmão e mãe de José Martiniano. Após sofrerem as agruras das prisões, por cerca de quatro anos, os revolucionários cratenses foram anistiados pela autoridade real. Por sua lealdade à Monarquia, Leandro Bezerra Monteiro, foi agraciado, pelo Imperador Dom Pedro I, com o posto de Brigadeiro, o primeiro a ser concedido no Brasil.
Um herói chamado Tristão
Em 1824, eclode nova revolução republicana em Pernambuco denominada “Confederação do Equador”. (Na foto ao lado, a Bandeira da Confederação)Este movimento uniu algumas lideranças das províncias de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, descontentes com a Constituição outorgada pelo primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I. O movimento repercute intensamente no Crato. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe aderiu, com todo entusiasmo e idealismo, à Confederação do Equador. Em 26 de agosto daquele ano, foi ele aclamado pelos rebeldes republicanos como Presidente do Ceará. Entretanto a reação do Governo Imperial foi implacável. As instruções para debelar o movimento eram assim sintetizadas: “(...) não admitir concessão ou capitulação, pois a rebeldes não se deve dar quartel”. Debelado o movimento restou a Tristão Araripe duas alternativas: exilar-se no exterior ou morrer lutando. Escolheu a última opção.
Nas suas pelejas, Tristão colecionou vários inimigos. Dentre eles um rancoroso proprietário rural, José Leão da Cunha Pereira. Este utilizou um seu capanga, Venceslau Alves de Almeida, para pôr fim à vida do herói da Confederação do Equador no Ceará. Tristão Araripe faleceu, em 31 de outubro de 1825, combatendo o grupo armado de José Leão, na localidade de Santa Rosa, hoje inundada pelas águas do Açude Castanhão.
Morreu como queria: pelejando, graças a Deus!

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