xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/12/2008 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 dezembro 2008

Livro do Prof João Pierre !


Lançado no último dia 12 de Dezembro, aqui em Crato o livro do Prof João Teófilo Pierre : "Museu de Arte do Crato Vicente Leite e Outros Temas". O professor João Pierre é um dos mais renomados intelectuais cearenses e traz uma valiosíssima contribuição na história do nosso Museu do qual foi fundador . Não bastasse isto, o livro traz todo um capítulo dedicado aos Salões de Outubro, movimento cultural caririense, dos anos 70, que envolveu toda a vanguarda artística da época, a maior parte dos seus integrantes ainda profundamente inserida em todos os movimentos de resistência cultural da nossa região. Em um crítico momento da nossa história, quando o nosso Museu se encontra totalmente sucateado e depredado, o livro do Prof João Pierre, desvenda a importância daquela instituição e o desvelo com que foi construído. Este trabalho seminal , quem sabe, fortalecerá nossas forças para a reconstrução e reforma de um dos maiores patrimônios da nossa cidade. Que tal começarmos tudo com a compra do livro ?

E me vem você com poesia numa hora desta?

"O mundo é muito belo sob o olhar entorpecido da poesia!
A poesia é como uma injeção de Diazepam,
faz você ver as desgraças de modo lindo.
S
ó funciona como poesia mesmo.
No mundo real, a coisa é bem diferente.
E se não houvesse celular ?"

( Dihelson Mendonça )


E se a incerteza discar teu número e
teu olhar de dúvidas se turvar no redemoinho
do que poderia e não foi
ou do sabido e não conhecido?

E se a necessidade destas notas musiciais que
soltastes nas tuas práticas de amor
pelas transversais capilares daqueles leitos e concertos,
qual movimento salvarias da inanição
com a audiência de um simples toque?

E se não houvesse a identificação?
E se não houvesse o celular?
Veja tu que tão somente regras para instrumentos,
enquantos nós,
deste lado de cá da linha,
nem um suspiro ouviremos.

Ao que ainda mais perplexo,
uma ligação não identificada:

Como já dizia Mitonho:
se o mundo fosse de poesia,
a neurastenia não seria matéria do comportamento.

Mas se pelos detalhes fossem notas musicais
aquilo do mundo de relação,
ouviríamos uma música metálica e irritante que
tu mesmo escolheu em teclados minúsculos,
só para deblaterar contra a poesia
e os poetas benzodiazepínicos.

Como já dizia seu Lunga:
ainda me vens com poesia?

José do Vale Feitosa

Poema Pomposo Para o Policial Nijair Pinto



[ Dedicado ao poeta Nijair Pinto ]
- Poema pra ler com a boca cheia de farofa -


Nijair Pinto, pomposo poeta, pinta pitorescas paisagens
cheias de Pintassilgos piantes em poemas palacianos

Passando perto desses pássaros
paro pra pensar nas parcas
possibilidades destes pobres pintassilgos
poderem parir outros tantos pintos como Nijair assim os pinta

Pode acaso o peito patriota do poeta
apontar poemas cuja plumagem pareçam pássaros pintos ?
Podem as pedras parirem pães ?
Pode acaso do porto prisoneiro
o navio pesqueiro aportar perene em positivas peripécias ?

Decerto que não!
Do impoluto peito do policial
que puxa da pistola na periferia
ao permissível perímetro pulsante do planeta,
postam também nos pútrefos papiros,
os pianistas as suas partituras poéticas,
a privar o povo do processo precário de nunca poder pautar
a sua própria pompa nos preciosos pátios
das primaveras prateadas de Paris...

Por isso pinto o Nijair à minha própria maneira e partitura,
pontilhando pingos de tinta preta que respingam
aqui e acolá no papel pautado podre

Procurando poder pensar sempre
que no poder das palavras permanente
passam os sonhos do pássaro mais extinto
é que os pobres pintassilgos ainda piam
enquanto nas noites plúmbeas, rodopiam
na pluma e na pena... do Nijair Pinto


Por: Dihelson Mendonça
( Acho que a fumaça do lixo me intoxicou )
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Denuncie a Poluição Sonora - Ajude a Combater este Mal !


Campanha para Combate à Poluição Sonora !



DENUNCIE ! Não se deixe abater pelos Infratores e gente sem educação. Ajude a combater a Poluição Sonora da nossa cidade, denunciando abusos:

- Secretaria de Meio Ambiente: 3521-9409
- Semace: 3102-1288

- Polícia Militar.

Este pedido é do próprio Secretário do Meio-Ambiente e tem todo o apoio do Blog do Crato e da Rede Blogs do Cariri, que conta com mais de 30 websites Caririenses e mais de 25.000 visitas mensais. Respeitar os direitos das pessoas também é uma questão de cidadania ! Todos têm direito à PAZ.

Dihelson Mendonça
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O Apagador de Monturos

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As mãos que tocam uma Sonata de Chopin
hoje empunharam um balde
Mãos que antes estudavam 10 horas por dia
hoje ficaram cheias de calos tentando apagar fogo
- de monturo - dos idiotas da cidade.
As mãos que hora após hora buscavam
a independência dos dedos
Hoje empunharam uma pá
Os olhos e ouvidos para uma partitura
hoje se encheram de fumaça
e os pulmões que antes respiravam música
hoje se intoxicaram de lixo
...
Mas as mãos que apertam teclas,
tambem sabem apertar gatilhos
Mãos que seguram bebês
Também sabem estrangular os canalhas do mundo
Bocas que entoam cânticos de paz
Também sabem bradar a guerra quando necessário
E olhos que contemplam a natureza
Também sabem denunciar,
E as mesmas mãos que salvam vidas
Também são capazes de afundar o crânio das larvas
As mãos que afagam os cabelos da amada
também sabem destruir
E as mãos que seguram hoje baldes para apagar o fogo
Também podem tocar fogo nesta cidade imbecil
Como Nero fez em Roma !

Dihelson Mendonça

Ele era feliz e não sabia


Menino muito pequeno ainda , acostumado a ir a escola a pé, levar lanche na “merendeira” , fazer aula de educação física no período da tarde - sem a menor possibilidade de apresentar um “atestado de trabalho” e conseqüentemente ser dispensado dessa importante atividade. Chamava a professora pelo nome e não de “prô”, conhecia o nome completo do diretor da escola, inclusive seu endereço, temia e respeitava o inspetor de aluno, aquela figura que quando avistava, fugia como o diabo foge da cruz.

Finais de semana era uma festa , reunia a família, quando era possível passeio ao clube ,não sendo, os pais tratavam de reunir toda a prole e almoçavam todos juntos (sem a televisão ligada).Durante a refeição as conversas eram colocadas em dia, perguntava-se desde o rendimento escolar até as paqueras mais recentes, em caso de informação incorreta, ou omissão como queiram alguns, os outros irmãos acabavam por dedurar aquele infeliz desavisado.

Entretanto, hoje ele vive o revés de tudo aquilo que um dia considerou “chato”, ultrapassado, ou como diria o francês “dépassé” , e esse sentimento vem acompanhado de , além de muita saudade, uma sensação imensa de ter sido ingrato , ingrato com os pais – por não lhes ter compreendidos plenamente – ingrato com o local em que vivenciou tudo isso, por achar que era o pior dos piores, ingratidão com ele mesmo, pensando que era o maior culpado, e acima de tudo ingratidão com a vida, por entender que ela poderia ter sido mais benevolente.

Acreditando que para lograr os objetivos imaginados fez-se necessário tomar algumas decisões, sendo assim deixa-se o purgatório (ou aquilo que ele imaginava ser) , vai em direção ao éden (ou aquilo que ele pensava ser), achando muito distante, talvez inalcançável, todavia é lá que esta o tesouro escondido. Aporta em um novo mundo, com seres diferentes - em todos os sentidos - insiste, reluta, procura abrigo , palavras, compreensão, carinho, pede-se tudo, nada ganha.

A vida melhora, as coisas se aquietam, o futuro brilha um pouco mais forte, a esperança rodeia a mente ainda um pouco desacreditada, um novo lar começa, uma nova vida nasce, a expectativa renasce das cinzas, cinzas fáceis de encontrar por essas bandas agora. Dedicação total ao trabalho, somente assim poder-se-á esquecer as agruras da vida, as lembranças de uma vida deixada no pretérito, quem sabe devem ficar exatamente no pretérito. Junta-se bens, acumula-os, provável esteja ai a justificativa de tanto sofrimento: sofri, mais venci!!!!!!

Hoje ele mira o horizonte na expectativa de encontrar àquele local em que um dia foi muito feliz, na esperança de localizar a querida professora, ou aquele clube familiar em que as águas da piscina mais pareciam com uma nascente recém descoberta, procura-se a mesa para reunir a família, busca as conversas, ensaia uma caminhada nas principais ruas depois de uma noite de festa, buscando uma porta aberta de um “café” onde fosse possível tomar um “caldo de carne” , revigorando as forças, entretanto, não se vê nada, vê-se apenas uma montanha íngreme, quase não se enxerga o seu topo – deve ser as cinzas que não permitem - quem sabe atrás dessa montanha não esteja aquele lugar, com aquelas pessoas, com aquela vida , com aqueles sentimentos.....
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Clique na foto e leia a poesia.

Grato!

Solfejos – Para Dihelson


Quando atingimos um determinado estágio da vida, descobrimos que cruzamos várias idades. Não aquela idade cronológica, ano a ano, mas idades marcadas por lembranças mais ou menos agudas, mais ou menos marcantes. Diante disso, por mais que eu retroceda no tempo, minha memória flagra sempre a presença da música como uma constante em todos os meus dias. Meus pais não foram músicos, mas amavam a música e fui crescendo nesse panorama musical, mergulhada num mar de sons e melodias de toda natureza. Isso tudo produziu em mim um anseio latente que ainda hoje vejo (quase) sem solução.

Sempre sonhei tocar um instrumento. Minha avó Huguette tocava piano. Aprendera na Inglaterra onde passara um período de sua vida, quando da I Guerra Mundial (de 1914). De lá ou de cá, trouxe, então, para mim essa aspiração nunca realizada de fato. Não que eu não tenha tentado, porém, creio que o destino ou o acaso, (ou seja lá como chamem essas coisas que se atravessam em nossa vida), sempre conspiraram contra essa minha realização maior. Lembro-me do meu namoro com o piano. Da minha facilidade intuitiva de encontrar as notas em seu teclado. Certo, eu martirizava os ouvidos das pessoas tentando encontrar o tom certo, pois sentia a musicalidade fina em meu íntimo. O piano, porém, não era meu. Estava na casa de Dr. Jefferson de Albuquerque e Diana (sua filha) era a intérprete e ouvinte principal desses meus ensaios.

Meus pais perceberam que eu precisava da música. Eu queria tocar todo o dia, porque toda a gente tocava naquele piano, uns a estudar escalas para cima e para baixo (o que era muito chato de ouvir...) e outros a aperfeiçoarem as músicas já conhecidas, a dar-lhes mais cor, mais sentimento, mais perfeição. Eu queria ser igual, queria viver a música. Até estudei piano por pouco tempo com Diana, mas logo ela se casou interrompendo meu idílio e meus pendores musicais.

Muitas outras vezes, pensei em juntar ao teclado a minha avó nos graves, Diana no centro e eu nos agudos, mas eu só tinha uns 8 anos, e não conseguia ainda tocar por música. Era um sonho que hoje vejo ser grande demais para a idade que eu tinha. Pensar nisso agora me faz lembrar de detalhes. Seriam 30 dedos a tocar...era muito dedo junto! Dedos rodopiando sobre o teclado e até, em algumas passagens, me pus a imaginar a troca de mãos e braços, provocando ansiedade e muita confusão... Em minha mente, aquilo era mesmo assim e hoje eu até acho graça e me penalizo por não ter insistido nesse ideal, pois onde havia música eu sempre me achava por perto, prestando muita atenção àquilo que tocavam, queria absorver a essência e impregnar-me das melodias, mesmo sem entender nadinha de música...

Diana me havia dado algumas explicações sobre as pautas e que notas queriam dizer aquelas "bolinhas" que estavam em cima da "pauta". Cada nota era mais uma palavra para aprender... Aqui é o DÓ, aqui é o RÉ, aqui é o dó Sustenido (outra palavra a aprender e que era meio tom, entre o DÓ e o RÉ) e eu já sabia que depois de contar 8 teclas, lá voltava a ser dó novamente, mas aquilo que ela me dizia, era ser uma OITAVA acima e quando contava para o lado dos graves, era uma oitava para baixo... Assim, se tocasse o RÉ e se desejasse baixar meio tom, aquela tecla preta, que era o Sustenido do DÓ, agora se chamava o BEMOL de RÉ. A certa altura, mesmo sem olhar para as "bolinhas" eu já conseguia tocar alguma coisa, qualquer coisa nas teclas do piano... E, brincando, brincando, comecei a treinar e percebi que com as mesmas notas podia até tocar outras músicas... e que teria de respeitar as pausas. E, olha, que eu nem chegava aos pedais do piano, era Diana que os pisava e largava.

Às tantas, eu já nem olhava a pauta, porque já tinha a música de cor e até salteada... O som era, por certo, para mim um ungüento para a alma e os tons menores completamente diferentes e muito mais agradáveis para o meu ouvido. Fui crescendo e nunca quis estragar essa afinação... Quedei-me quieta, ao pé de um piano que nunca tive...

Uns anos mais tarde, já com uns 14 ou 15 anos, aventurei-me a estudar violão. O grande Nélio foi meu professor. As aulas aconteciam no auditório da Rádio Educadora numa das saletas frontais do prédio. Estudavam comigo, Gracinha Pinheiro, irmã de Glória, e João Roberto de Pinho. A teoria me foi passada por Divani Cabral. Foi meu primeiro contato com os valores verdadeiros das mínimas e semínimas, das colcheias e semicolcheias, das fusas e semifusas (eu não ficava confusa). E não posso me esquecer dos solfejos: dó-ré-mi-ré-do-ré-mi-fá-mi-fá-sol-fá-mi... Depois, foi tempo de vestibular, faculdade, casamento, filhas, vida, dor, solidão. A música, porém, foi sempre presença e bálsamo, como uma "doença" que nunca mais me passou... A música e todas aquelas notas naturais, seus meios tons, a música e seus respectivos acordes, lembranças que me trazem hoje as lágrimas aos olhos de tão lindos que são...


Texto por Claude Bloc


AMOR DECLARADO

Por A. Morais
A nossa união foi o meio que encontramos para sermos plenamente felizes. Com a benção de Monsenhor Raimundo Augusto, num 15 de Dezembro do meado da década de 70, iniciamos uma nova família para estimular a continuidade da principal obra criada por Deus. Tudo certinho, Ela gênio forte, muito franca, cara dura, as vezes enfezada e Eu tranqüilo, sereno, sobranceiro, era o peso e a medida certas.
Nesses anos todos, quando houve algum desentendimento, mui raro, mas houve, Ela triste, silenciosa, com os olhinhos nadando nagua ficava solitária num quarto. Aquilo eu via só Deus sabe como, mas aguardava o momento mais bacana, um domingo predileto, e depois de uma boa musica, me aproximava Dela e era um novo nascer de uma lua de mel, onde se fazia as pazes, doces e francas.
E com essas pazes doces e francas, hoje somos 10, os filhos Claudia, Ana, Ernesto, Jose André, Ana Claudia, somados aos genros Eudes e Menezes, aos netos Ana Thais, João Pedro e o Aluízio que está para chegar.
Se eu tivesse que eleger o que mais contribui para nossa felicidade diria sem a menor duvida: compreensão, respeito mutuo, saber ouvir, fingir que não viu e ouvir uma boa musica para eternizar os momentos felizes. “Amor só não basta”. Uma das nossas prediletas:

História de Crato (1)

Por
Armando Lopes Rafael

Vista parcial de Crato (bairro Ossian Araripe e início do Parque Grangeiro)
O Vale do Cariri
A cidade do Crato está localizada numa das regiões mais bonitas do Nordeste brasileiro: o Vale do Cariri, Sul do Estado do Ceará. A maioria dos historiadores opina que o povoamento deste vale pelo colonizador branco começou no início do século XVIII, ou mesmo no findar do século XVII. Atraídos pela fertilidade do solo, exuberância da vegetação e abundância dos mananciais d’água existentes nestes rincões, criadores de gado provenientes da Bahia e Sergipe del Rey trouxeram a esta região seus rebanhos e aqui construíram os primeiros currais. No Cariri eles já encontraram os primitivos habitantes da região, os indígenas da etnia cariri, espalhados por diversas aldeias, que emprestaram seu nome para denominar esta região.

Como tudo começou
Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade. Até 1745 a imagem da Mãe do Belo Amor (foto ao lado) foi venerada na capelinha de Frei Carlos.Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato. Não padece dúvidas de que o fundador do Crato foi o Frei Carlos Maria de Ferrara.



Vila Real do Crato
Em 21 de junho de 1764, a Missão do Miranda foi elevada à categoria de Vila, tendo seu nome mudado para Vila Real do Crato, em homenagem à homônima existente no Alentejo português. Com isso se cumpria o Aviso de 17 de junho de 1762, dirigido pela Secretaria dos Negócios Ultramarinos ao Governador de Pernambuco. Mencionado aviso autorizava o governador a criar novas vilas no Ceará, recomendando, entretanto, substituir a denominação dos povoados com nomes de localidades existentes em Portugal. A partir daí, a Vila Real do Crato foi trilhando a senda do processo civilizatório, sempre inspirado no que vinha de bom do Reino, ou seja, do que chegava da metrópole portuguesa. A marca do pioneirismo passaria a caracterizar a existência de Crato, como veremos nas postagens seguintes.

RUI BARBOSA - A FACE OCULTA (IX)

“Onze dias após a Proclamação da República, Rui Barbosa, o novo Ministro da Fazenda, colocava em prática tudo o que criticara duramente antes: a reforma monetária de Ouro Preto, os privilégios de bancos emissores privados, o curso forçado. Havia apenas uma diferença em relação ao modelo Ouro Preto: O DONO DO MODELO, AGORA, ERA ELE PRÓPRIO, RUI BARBOSA”.
Vide livro "Os Cabeças de Planilha", de Luis Nassif
(até amanhã)

Sonhos em Bemol


Um acorde em tons azuis
Me desperta dessa tensão dissonante
... e me percebo na pauta de uma sinfonia inacabada
Onde minha inquietude aporta.

São sonhos em bemol que
Deflagram um tempo íntimo em colcheias e semifusas...
Para compor imagens
...desígnios de outras épocas

Ouço sonatas (que me rondam)
E um “alegro” a tecer versos
Aceno definitivo
Neste enlace entre sentimento e reflexo...

Vivo... e sou som
Sinal e temporalidade
Melodia, rapsódia
Desses sonhos que se olham
...e não se encontram.
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Texto por Claude Bloc

Foi num dia desses.... Correinha

Há pouco tempo fiz o registro dessas fotos que hoje encontrei enquanto folheava meus álbuns de retratos. O grande "Correinha" recebe o Diploma de membro do Instituto Cultural do Cariri.
Aconteceu na quinta-feira, 04 de Outubro de 2007:





Correinha...Saudades, amigo!

Fotos: Dihelson Mendonça

Crato possui Relógio Mundial na Praça Siqueira Campos !

Agora sim, o Crato é uma cidade moderna!

Primeira cidade do Ceará que se conhece que possui um relógio na sua praça principal que marca a hora do Mundo! Na verdade, eu quero ler os comentários daqueles que defendiam a vultosa reforma da Praça Siqueira Campos, que custou mais de 100.000 reais e não tem um relógio que preste, alegando eles que "no outro dia", técnicos lá da "Conchinchina" estariam vindo ao Crato para consertá-lo. Minha gente, aqui no Blog do Crato, quando uma coisa é boa se elogia, quando é mal-feita, se critica! Estamos abertos a qualquer explicação para esse "FENÔMENO", que como se diz por aqui: "Só no Crato Mesmo!".

Olhando para o Leste, como os senhores podem ver por essa foto que eu tirei ontem, às 04 da tarde, verão que o relógio marca 09:30 - Hora do Egito. !!!

Que Maravilha, vamos ver as pirâmides do Egito !


Olhando para o Sul, como os senhores podem ver por essa foto que eu tirei ontem, às 04 da tarde, verão que o relógio marca 10:00 - Hora de Roma.

Viva Roma, cidade Eterna !!!


Olhando para o Oeste, como os senhores podem ver por essa foto que eu tirei ontem, às 04 da tarde, verão que o relógio marca 06:25 - Hora de Bangkok, na Tailândia.


Viva a Tailândia e os Tigres Asiáticos !


E finalmente, olhando para o Leste, como os senhores podem ver na foto abaixo, às 04 da tarde, verão que o relógio marca 16:13 - Hora local com poucos minutos avançado. Bravo! Um se salvou...


Vamos ver o cartão Postal do Crato, para os que passam pela Praça Siqueira Campos: Outrora lanchonete Cinelândia, que foi destruída para dar lugar a um belo edifício panorâmico com a fachada preservada segundo os arquitetos, que demoraria uns 8 meses para ser construído, virou local perigoso e sujo, no centro da cidade, com uma fedentina sem igual, odor de urina. A maioria dos mototaxistas e pessoas que me abordaram na hora em que tirava essas fotos me dizia: "Pelo Amor de Deus, mostre isso ao Mundo" Que beleza para nossos Turistas que no fim-de-ano visitam o Crato. Melhor que ver o Egito, Roma e Bangkok juntas. Taí a foto atendendo aos passantes do Calçadão:


Desafio qualquer pessoa dentro desse Crato a provar se algo que escrevi é mentira!
Porque contra FATOS e FOTOS, não há argumentos !
E quem fala a verdade, não merece castigo...

Por: Dihelson Mendonça
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Pessoal do Grangeiro, se liga aí... LOMBADAS

Tenho recebido várias reclamações por parte dos moradores do Bairro Grangeiro de que as lombadas colocadas na ladeira que dá acesso ao Grangeiro está cortando Pneus... não é a primeira vez. Todos reclamam do DEMUTRAN de Crato nesse sentido.

Todos querem que o Demutran coloque lombadas eletrônicas, que são seguras e não oferecem perigo aos automóveis. Peço às autoridades competentes que tomem alguma providência nesse sentido. Afinal, é pra isto que existe Governo Municipal, estadual e Federal...

Dihelson Mendonça

" Amigos são como músicas você já percebeu?" - Mônica Araripe

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" Amigos são como músicas você já percebeu?"

Eles entram na vida da gente e deixam sinais.
Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Como os ataques de guitarras e metais presentes em
cada clarão da manhã.
Amigo é a pessoa que está ao seu lado e você vai
descobrir, olhando no disco do olhar.
Procure escutar:
Amigos foram compostos para serem ouvidos,
sentidos, compreendidos, interpretados.
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do
instante em que foram criadas, para tocarem suas
próprias vidas com toda essa magia de serem músicas.
E de poderem alçar todos os vôos, de poderem
cumprir todas as notas, de poderem cumprir, afinal, o
sentido que a eles foi dado pelo compositor.
Amigos são pessoas como VOCÊ.
Amigo têm que fazer sucesso...
Mesmo que não estejam nas paradas;
Mesmo que não toquem no rádio...

Texto enviado por Mônica Araripe para publicação
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Pesquisa avalia uso do pequi na cura de doenças


Bioprospecção Molecular

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Além de gerar emprego e renda no Cariri, o pequi também pode ter aplicação antiinflamatória, cicatrizante e gastroprotetora no organismo (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)

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Com sabor e aromas incomparáveis, o pequi é uma fruta nativa do cerrado brasileiro, muito utilizada na cozinha nordestina, do Centro-Oeste e norte de Minas Gerais

Pesquisa inédita realizada por dois estudiosos na Urca avaliam as propriedades terapêuticas do pequi

Juazeiro do Norte. Dados preliminares de estudos científicos, para o uso terapêutico do pequi, apontam resultados significativos da ação antiinflamatória, cicatrizante e gastroprotetora do óleo extraído do fruto. O trabalho vem sendo comprovado em animais por meio do trabalho realizado pelos pesquisadores, o enfermeiro Glauberto da Silva Quirino, e o biólogo Rogério de Aquino Saraiva, mestrandos na área de Bioprospecção Molecular, primeiro mestrado do gênero no Brasil, oferecido pela Universidade Regional do Cariri (URCA).

Os primeiros resultados estão sendo testados em ratos, no laboratório da própria universidade. Os pesquisadores avaliam de forma animadora os trabalhos, para que mais tarde os testes possam ser feitos em serem humanos. Mas a inspiração mesmo veio do próprio caririense, do senso comum.

O óleo sempre é produzido e comercializado por suas propriedades terapêuticas, mas nada comprovado do valor científico do fruto.

Forma de sobrevivência
Na Serra do Araripe, nesta época do ano, o pequi passa a ser para muitos produtores rurais uma forma de sobrevivência, e também um alimento nutritivo. Rico em vitamina E, desperta para o poder até afrodisíaco do fruto. Esse detalhe é abordado pelo professor Glauberto como resultado desta propriedade. O seu trabalho tem como ponto de partida a aplicação terapêutica, no estudo “Ação Cicatrizante e Gastroprotetora do Óleo”.

Mesmo sendo já bastante comercializado na região, o pequi neste período, em sua grande parte, provém de cidades do interior de Goiás. Mas os pesquisadores destacam o diferencial apresentado pelo fruto da Chapada do Araripe, pelas suas propriedades terapêuticas. Mesmo sem ter idéia desses resultados, famílias fazem a festa nesta época do ano, ao começarem a se preparar para morar em cima da serra, durante praticamente um semestre.

A colheita começa e um grande acampamento se forma entre as cidades de Barbalha e Jardim, na beira da CE-060, o óleo pode ser visto e comercializado em poucos dias. É preparado pelos próprios catadores. No próprio local, eles também comercializam o fruto. A culinária para adultos e crianças é bem à base do que é colhido.

A conhecida “pequisada” é um prato tradicional. Um período de fartura para os agricultores. Mas em outras partes da Chapada, à beira das rodovias, é comum se ver moradores montarem barraquinhas de palha para venda do fruto, utilizado como tempero para o baião de dois com feijão verde, bem a cara da fase invernosa na região caririense.

O biólogo Rogério de Aquino Saraiva desenvolve sua pesquisa ressaltando o “Estudo da Atividade Antiinflamatória Tópica do Óleo de Pequi”, denominado cientificamente por Caryoca coriáceun. Ele destaca o ineditismo da pesquisa no Ceará. “Não conheço nem um trabalho do gênero, destacando um pequi, fruto da região da Chapada”, diz.

Esses primeiros resultados já estão sendo apresentados pelos pesquisadores da Urca, em eventos como o Congresso da Federação Brasileira de Biologia Experimental, e como trabalho precursor em congresso em João Pessoa, na Paraíba. Segundo Glauberto, foi feita um avaliação da propriedade de gastroproteção, com o óleo ou polpa, em modelo de úlcera induzida por etanol e aspirina.

Para os pesquisadores, os primeiros resultados foram positivos. “A gente estendeu esses trabalhos, testando quatro mecanismos de gastroproteção, incluindo prostraglandina, óxido nítrico e canal de potássio dependente”, explica ele. Para desenvolver a pesquisa, Glauberto afirma que o seu trabalho partiu do conhecimento já da própria população e a partir desse dado fez um levantamento bibliográfico. A literatura aponta, além da ação antiinflamatória, aplicação contra problemas respiratórios.

Composição química
Glauberto destaca estudos que já foram realizados quanto a composição química do produto. A do óleo é bem definida com a presença de vários ácidos graxos, essenciais ao funcionamento orgânico, vitaminas A, E, C . “São vitaminas que participam do processo antioxidação, renovando as células”, explica. No caso do risco de aumento de colesterol, Glauberto destaca que pode ser improvável, já que os ácidos graxos são benéficos ao bom funcionamento do organismo.

Glauberto destaca trabalhos já produzidos, mas voltados para o pequi da região centro-oeste, o Caryoca brasiliense, diferente do da região do Araripe. “São propriedades singulares, mas com variações de percentuais dos componentes”, explica o estudioso.

Os próximos passos do pesquisador é poder desenvolver uma forma farmacêutica para o produto tipicamente regional, que poderá sair da cozinha para os balcões das farmácias.


ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

CARIRI - Audiência debate fechamento de minas


Cariri

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Sociedade civil reunida para discutir a interdição de mineradoras na região do Cariri (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

Foram destacados os prejuízos causados aos mineradores do Cariri, em razão do fechamento de três minas

Crato. Representantes de departamentos ambientais e mineradores dos municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri participaram, na manhã de ontem, de uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Semi-Árido da Assembléia Legislativa. A audiência começou somente às 11h, depois de duas horas de atraso.

O objetivo do encontro, presidido pelo vice-presidente da Comissão e deputado estadual Agostinho Moreira, foi o de debater “a interdição de mineradoras que exploram a pedra cariri nos dois municípios”. A audiência foi proposta pela deputada Ana Paula Cruz (PMDB), que destacou os prejuízos causados aos mineradores do Cariri, em razão do fechamento de três minas, devido ao não cumprimento da determinação imposta pelas legislações ambientais. Ana Paula Cruz defendeu os mineradores da região do Cariri e destacou o impacto do fechamento na economia local, fortemente influenciada pela atividade mineradora, lembrando que o problema pode acarretar prejuízos ao comércio da região do Cariri.

Durante uma operação do Ministério Público, Polícia Federal, Ibama e Departamento Nacional de Produção Mineral, as mineradoras foram interditadas. Os estabelecimentos receberam um prazo de 90 dias, a contar do dia 20 de novembro, para regularização dos documentos. O Deputado Agostinho Moreira informou que a audiência contribuiu para pressionar os órgãos ambientais para que as licenças sejam liberadas com mais rapidez.

O presidente da Cooperativa de Mineração dos Produtores da Pedra Cariri, Idemar Alencar, reclama da burocracia na liberação das licenças. Ele lembrou que mais de dois mil funcionários dependem das mineradoras. O Superintendente interino do Ibama no Ceará, João Juvêncio, informou que o órgão está cumprindo uma determinação do Ministério Público Federal. Ele orientou os mineradores para que cumprissem a legislação ambiental.

Participação
O resultado positivo do encontro foi a presença de representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, (Ibama), Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace, Floresta Nacional do Araripe (Flona), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e também da Área de Proteção Ambiental do Araripe.

A polêmica em torno da exploração da pedra cariri começou no dia 18 de março, quando Ibama, Ministério Público Federal e Policia Federal fecharam três mineradoras. A interdição gerou um ato de protesto dos mineradores e operários que interditaram a CE-292, na entrada de Nova Olinda.

O Ministério Público Federal, com a anuência do Ibama, concedeu um prazo de 90 dias para os mineradores regularizarem a documentação, o que viabilizará o funcionamento.

Mais informações:
Ibama
Pc. Joaquim Fernandes Teles, 10
Pimenta - Crato-CE
(88) 3521.1529
(88) 3521.1529 / 3523.1999

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Documentário sobre os Irmãos Aniceto inaugura Projeto Cinema no Terreiro.

Documentário com a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto e Calé Alencar inaugura projeto Cinema No Terreiro

Bons ventos sopram para o Cariri cearense neste final de ano e, pelo menos em termos de Cinema, devem continuar soprando muito forte em 2009. Após o IV Encontro dos Mestres, que levou ao Cariri manifestações culturais de diferentes regiões brasileiras, promovendo encontros e mostras das tradições culturais através de cortejos, apresentações, debates, conferências, depoimentos e diplomação de mestres da cultura, a região se prepara para receber o projeto Cinema No Terreiro.

Idealizado pelo músico e pesquisador Calé Alencar, o projeto contempla exibições periódicas da produção audiovisual brasileira tendo como cenário o terreiro da casa de mestres da cultura popular ou sedes (formais e informais) de associações/entidades artísticas onde as mais variadas manifestações formadoras da matriz cultural brasileira sejam cultivadas.

Reconhecido celeiro de ricas manifestações culturais, a região do Cariri se destaca musicalmente desde o século XIX, conforme depoimento do pesquisador e musicólogo cearense Aloysio de Alencar Pinto, quando em terras cearenses foram observadas algumas das primeiras bandas marciais do Brasil, aqui chegadas através do colonizador ibérico, reproduzidas tempos depois nos conjuntos musicais chamados Cabaçais.

Este importante dado histórico é um dos relevantes aspectos abordados em A Casca Avoa e O Miolo Fica, documentário de curta-metragem que vai inaugurar o CINEMA NO TERREIRO. A iniciativa é instigante, sobretudo pela intenção de levar o produto final das imagens gravadas para exibição em seu próprio manancial gerador. Assim, terreiros de mestres (reconhecidos ou não oficialmente) e espaços onde a cultura tradicional acontece tal qual o baião-de-dois nas cozinhas comuns de outrora, nas quais “onde come um, comem doze”, serão também como uma grande roda de confraternização entre amigos, vizinhos, comadres e cumpadres, onde os que sempre dão o tom da festa, desta vez vão sentar tendo a oportunidade de se enxergar como artistas, apreciando-se através da mais rica de todas as Artes, a Sétima. E o público também pode e deve chegar junto, aumentando a roda e engrossando o caldo: dessa vez, na grande roda, é só levar a cadeira e sentar diante do telão

A Casca Avoa e o Miolo Fica é mais um curta documental idealizado pela jornalista Aurora Miranda Leão, empenhada em documentar, da forma mais espontânea possível, os passos da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto e de seu produtor musical, Calé Alencar. O curta, parceria do site Aurora de Cinema com o Núcleo de Produção Digital e a Escola de Audiovisual de Fortaleza (através da Rede Olhar Brasil – iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura), registra preciosos momentos do convívio entre os músicos, destacando aspectos inusitados e singulares da trajetória do cantor/compositor Calé Alencar como produtor dos Aniceto em suas andanças pelo Ceará e por Minas Gerais.

CAJUÍNA E TELÃO NO TERREIRO

Quando pensou em criar o Cinema No Terreiro, Calé Alencar pensou num projeto de inclusão cultural capaz de contribuir com a difusão da crescente produção audiovisual brasileira e sobretudo como um instrumento fundamental para elevar a auto-estima e a consciência de cidadania dos inúmeros brincantes, artesãos, batuqueiros, fazedores e guardiães dos aspectos mais preciosos da nossa enorme e multifária formação histórico-sócio-cultural. Mas a idéia é agregadora, buscando referendar traços comuns e evidenciar sintonias às vezes adormecidas no denso caldeirão cultural contemporâneo, e assim todas as vertentes abordadas pela cinematografia nacional são bem-vindas e farão parte da programação do Cinema No Terreiro.

Segundo seu idealizador, o projeto pretende “sobretudo, enfatizar o cinema como alternativa viável e prazerosa nas comunidades onde não existem salas de exibição, dando prioridade e ênfase às questões da cultura popular tradicional, a partir da escolha do local onde os filmes serão exibidos, criando uma relação da atividade cinematográfica com os terreiros onde a cultura cresce fácil e fértil como as árvores no quintal”.

A exibição inaugural do projeto Cinema No Terreiro acontecerá no próximo dia 21, domingo, às 19 horas, em frente à casa do Mestre Raimundo Aniceto, no bairro do Seminário, na cidade do Crato, com a primeira exibição pública do documentário A Casca Avoa e O Miolo Fica.

A idéia de lançar o filme no cenário onde foi gestado tem um ingrediente pra lá de especial: no domingo, o terreiro de Mestre Raimundo será regado com generosas rodadas de cajuína (a tradicional bebida de caju criada por Rodolfo Teófilo, o baiano que afirmava “sou cearense porque quero”), além de priorizar o reconhecimento da importância dos Irmãos Aniceto como grandes artistas da cultura popular, como enfatiza Calé Alencar: “Antes de o filme ser exibido e enviado para festivais, queremos que os Irmãos Aniceto conheçam em primeira mão o registro dessa caminhada por vários lugares do Ceará e do Brasil, comemorando dez anos de nossa amizade e sintonia musical”. Aurora Miranda Leão, diretora do documentário, também está muito feliz com a idéia: “Serão nossos votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo aos mestres que tanto admiramos, levando o filme ao próprio cenário onde aprendemos a cultuar o gosto por suas incríveis performances e nos fizemos amigos de muitas parcerias”.

A Casca Avoa e O Miolo Fica foi finalizado em novembro, como resultado da parceria entre o site www.auroradecinema.com.br e o Complexo Vila das Artes, através do Núcleo de Produção Audiovisual (NPD) e Escola de Audiovisual, realizadores na capital cearense da bem sucedida iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, o projeto Rede Olhar Brasil – do qual também é parceiro o Banco do Nordeste do Brasil. Graças a estas parcerias é possível agora a concretização de mais um curta-metragem cearense, o qual deverá entrar 2009 percorrendo o circuito de festivais de cinema, a esta altura já com convite para lançamento no próximo Festival Guarnicê de Cinema, que acontece em junho em São Luís do Maranhão.

Para o lançamento, o projeto Cinema No Terreiro conta, no Crato, com apoio da Universidade Regional do Cariri (URCA), através do IMAGO (Instituto para as ações artísticas e culturais da Universidade), e do produtor e realizador Jackson Bantim.

Serviço:
Lançamento do projeto Cinema No Terreiro com o documentário A Casca Avoa e O Miolo Fica, de Aurora Miranda Leão.
Local: Terreiro da casa do mestre Raimundo Aniceto, rua Dr. Manoel de Macedo, 301, bairro Seminário, Crato – Ceará.
Dia 21 de dezembro, 19 horas.

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