xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 14/12/2008 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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14 dezembro 2008

EU BEM QUERIA OUTRA COISA ALÉM DE SER UM ZÉ DE ALPERCATAS

Se alguém me perguntasse sobre a solidão não pensaria antes de responder. É o barulho das portas metálicas corrediças do comércio no final do expediente. As ruas perdendo vidas. Nem mais Antonio Corninho estava por lá. As portas fechadas, os automóveis se foram, a noite aperta o cerco do desamparo. Nem mesa e nem leito. Nem abraço ou oração de resguardo. Apenas um matuto esquecido no meio da urbana e clássica individualidade das casas de famílias nucleares.

Tão frágil. Desprovido de poupança de idéias. Um Zé de alpercatas. Tenho medo do luxo e do sagrado das cidades. Destes andares que sustentam uns aos outros numa escala que só se amplia. Bicho do mato mesmo. Destes que degustam as trapalhadas dos orgulhosos urbanos entre carrapichos e lagartixas. Um bicho preso na noite, até porque tinha medo, mas de dia corria como as águas das levadas. Mas não em leitos pré-definidos, corria por onde o curioso se adiantava.

Não foi por menos que aos sete anos de idade ainda era analfabeto. A mãe, num bom estilo de casa grande, o põe para se alfabetizar na escola rural. O separa dos outros meninos e aquilo o feriu tanto que junto com os amigos, forçaram a janela da escola e nela entraram enquanto ninguém os via. Ele acocorou-se sobre a mesa da professora, abriu a gaveta cheia de livros e cadernos e ali deixou o conteúdo de uma diarréia imprevista.

Mas o laço pega o bicho do mato. Vai para uma sala, quadrada, estreita, cheia de móveis e os meninos fazendo aquilo que um adulto comanda. Soletrar, caligrafia, que suplício para um canhoto. Tabuadas, silêncio e castigo. Um dia sentiu na garganta que falar só o que se permitia. Por isso combinaram de passar “durex” na boca de todos.

Conhecemos-nos para sabermos que não existe escala alguma acima ou abaixo de qualquer dimensão que nos diferencie. Nem monstros, nem sagrados. Aliás, melhor dizendo, tem esta admiração nossa de um com o outro, mas isso é porque não somos besta de não nos elogiarmos. Mas no final sabemos que estamos no mesmo sulco deste long play que toca esta música comum deste vale especial dos Cariris. Todos nós que aqui nos falamos, até mesmo quando silenciamos, sabemos que sagrado é poder pronunciar a palavra e monstro é este monumento que louvamos aos escultores, mas vivem cagados pelos pombos das praças.

Se alguém arriar mais uma porta metálica antes que chegue alguém na Praça Siqueira Campos eu vou chorar de medo. E se uma voz me disser dos leitores elitistas, verá um Zé Caboré nos galhos difusos das noites insones: aqueles olhos grandes com uma enorme inanição de sabedoria.

O Blog do Crato sente falta também dessas pessoas...

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Prof. Miguel

Prof. Ulisses Germano ( de Chapéu )
Huberto Cabral

Jorge

Carlos Alberto

Nezim Patrício e Glauco Vieira

Roberto Jamacaru e Esposa
George Macário
Dr. Raimundo de Oliveira Borges

Prof. Alderico Damasceno

Meus amigos, apareçam por aqui. Serão sempre Bem-Vindos!
Fotos: Dihelson Mendonça

Abraços,

Dihelson Mendonça

MEUS MESTRES INESQUECÍVEIS – Parte II - por Carlos Eduardo Esmeraldo

A partir de março de 1957, eu passei a estudar no Colégio Diocesano do Crato, no quarto ano primário. Vinha de uma experiência anterior no Grupo Escolar Alexandre Arraes, onde fora aluno por três anos consecutivos de uma mesma professora, a minha querida prima Isa Esmeraldo Barreto. Ali, a cada ano que passava, as professoras acompanhavam seus alunos nas séries seguintes. Como criança que era, desejava mudar de professora. Guardo boas recordações daquela época e ainda hoje tenho um imenso carinho pela minha prima Isa, não obstante, por causa do parentesco, ela me colocasse de castigo por diversas oportunidades. Às vezes, o castigo era merecido. Também pudera, sentava com o meu melhor amigo, o Orlando da Bicuda que gostava de conversar nas aulas e, por isso, quem pagava o pato era eu. No Diocesano, que grande sina, outra prima me aguardava. Eu ainda não a conhecia. Chamava-se Terezinha, filha de uma irmã de mamãe. Essa era mais rigorosa do que a prima anterior e logo, logo, eu passei a embirrar com ela. Naquela época, no curso primário, somente as provas do fim de ano eram contadas para aprovação. Ao mesmo tempo, eu me preparava com minha tia La Salete para o exame de Admissão ao Ginásio, um trailer dos vestibulares. Estava por dentro de todas as matérias, mas nas provas e tarefas da professora Terezinha, eu fazia me passar por atrasado. Errava tudo. Certo dia ela bradou na classe que eu seria reprovado e por isso não deveria me inscrever para o exame de Admissão. Fiquei calado e nas provas finais, dei-lhe o merecido troco. Quando cheguei à nossa casa do Sítio São José, o meu pai perguntou como tinham sido as provas. Respondi-lhe que a Terezinha iria me reprovar. No dia seguinte, avistei a Terezinha descer do ônibus defronte onde morávamos. Escondi-me para não ser visto. Ela chegou e falou para papai. “Zé, que milagre foi esse? Seu filho me surpreendeu fazendo as melhores provas da classe!” Deu-me vontade de gritar: “ah diabo besta!” Passei fácil no exame de Admissão, apesar de tremer muito nas provas orais. Fiquei devendo isso à minha querida e saudosa tia La Salete, que mantinha um cursinho de Admissão em sua casa para um seleto grupo de quatro alunos: eu, Antonieta Mendonça, Audísio Teles Cartaxo e sua irmã Ana Maria. Grande mestra essa tia, entre tantas tias, uma das mais queridas. No curso ginasial, além dos mestres já destacados, gostava muito das aulas de francês do monsenhor Raimundo Augusto. Eu morria de medo de receber sua tradicional advertência: “cachorro, pra fora da minha aula,” tratamento esse dispensado pelo monsenhor a quem conversava em suas aulas. Por isso prestava muito atenção, pois desejava aprender francês. Como me foi útil, pois meu livro de Cálculo Integral era em francês e graças ao Monsenhor Raimundo Augusto pude entender aquela disciplina. Lembro-me que em plena Copa do Mundo de 58, ele marcou uma prova de meio do ano na véspera de um Brasil X URSS. Minha mãe obrigou-me a estudar durante toda tarde do domingo, mas eu não descolava os ouvidos do foguetório na rua. A todo instante corria para casa do meu primo Huberto Cabral, onde um grupo de familiares e amigos se aglomerava em torno de um velho rádio telefunken para acompanhar o jogo. Vinte anos mais tarde, acometido de estranha febre tifóide, pude desfrutar de um tratamento todo especial que monsenhor Raimundo Augusto, o provedor do Hospital São Francisco dispensava a seu ex-aluno, visitando-me diariamente. Em 1959 fui estudar no Seminário e lá me deliciei com as aulas de Português do padre Aquiles Feitosa, para mim um dos melhores que encontrei. Em Francês, lembro-me do padre José Honor, então recém ordenado, a perguntar a Josué, um piauiense vermelhinho e gaiato, qual a tradução para “Le lion est le roi des animaux?” E o “piauizinho” ou porque não sabia, ou para fazer graça, prontamente respondeu: “o leão quis urrar, mas desanimou”. De volta ao Diocesano, na terceira série do ginasial tivemos uma grande surpresa: a aposentadoria do padre Gomes. A disciplina de historia passou a ser lecionada por um professor estreante, de porte atlético, desportista muito conhecido na cidade do Crato, sempre trajando um paletó cinza e vasto bigode. Tratava-se do hoje famoso professor Alderico de Paula Damasceno. A princípio, eu senti um pouco de rejeição, pois estava acostumado com o padre Gomes e me defrontava com uma didática bem diferente. E penso que esse sentimento era também de outros colegas, pois certa vez, um dos melhores alunos de história colocou borracha de chicletes em sua cadeira, quase danificando seu paletó. A sua reação nos deixou apavorados. Ele desprendeu a cadeira de suas vestes e com toda força de atleta bateu a cadeira contra a superfície da mesa bradando, “comigo é no Box, no bax e na queda.” Depois dos ânimos serenados, o colega autor da façanha foi se desculpar e, o professor Alderico passou a admirá-lo. Com o passar dos dias sentimos o grande professor que era Alderico, cuja didática nos ensinava a pensar e a compreender os fatos históricos, não como uma seqüência de datas, mas como lições de política e economia. No mesmo ano tivemos mais dois professores estreantes: Edmilson Felix nos ensinando português e nos fazendo redigir textos que eram fixados em jornal mural. Excelente professor, já falecido. O outro não era bem um estreante, pois já ensinava no Seminário, onde fui seu aluno. O então padre Newton Holanda Gurgel, que naqueles dois últimos anos do curso ginasial, além de ensinar ciências, nos deu alguma orientação espiritual. Depois ele virou bispo. Em 1964, transferi-me para Salvador, a fim cursar o científico e me preparar para o vestibular três anos antes. Deste modo, não fui aluno do Padre David Moreira e tantos outros expoentes do ensino do Diocesano. Mas tenho certeza que por lá não encontrei muita diferença do ensino do nosso querido Diocesano e nenhum professor do porte do Padre David. Na Bahia, eu me lembro de uma excelente professora de Português, Dulce Calmon, que jovem ainda, nos obrigava a ler um livro por semana e fazer uma síntese do que lêramos. Finalizando, rendo minhas homenagens àquela que deu origem a todo o meu processo de aprendizado, a minha querida tia afim, Hélia Abath Esmeraldo, que me ensinou as primeiras letras, ainda no Sítio São José. Tenho por todos esses mestres um profundo carinho, imensa gratidão e a certeza de que muito devo a todos eles.

A Arrogância do Ser Humano de "Pensar" ser Único no Universo !

Acima: Nossa Galáxia: "Via Láctea", com 200 Bilhões de estrelas iguais ao nosso sol. No universo inteiro existem Bilhões de outras galáxias iguais à Via Láctea... resultado bilhões de bilhões de estrelas.

O Professor Sílvio Meira afirmou que: "A Internet “globalizou os otários”, ai incluído os ingênuos, capazes de acreditar em tudo que vêem na tela, como autópsia em ETs, discos voadores, milagres de todo tipo, frutas que curam todas as doenças, etc."

Na verdade, a internet ajudou e ajuda a propagar antes, verdades ocultas, que muitos teimam em não aceitar. Não temos culpa se a ignorância do Sílvio Meira o faz descrer dos "Milagres" que podem verdadeiramente acontecer. E sobre a Vida extraterrestre, gosto sempre de reafirmar que:

Na idade média, o homem se achava o centro do universo. Afirmava que o mundo girava em torno dele ( assim como o Prof. Meira deve pensar ). Com Galileu Galilei e Copérnico, descobriu-se o sistema heliocêntrico e a ciência passou a se chocar com as crenças religiosas, constatando que a Terra era um simples planeta que girava em torno do sol. Até meados do Século XX, os cientistas, com sua arrogância característica afirmavam que "Tudo bem! a terra não é o centro do universo, mas é muito improvável que haja outro sistema solar com planetas girando em torno de uma estrela. De lá pra cá, já foram descobertos MILHARES.

Depois, os cientistas afirmaram: "Tudo bem, existem milhares ou milhões de planetas, mas é praticamente impossível existir um que contenha água que abrigue vida, pois esse é um fator essencial" . Há poucos meses, aqui, nesta porcaria de sistema solar ainda, bem ali num satélite de Júpiter chamado EUROPA, descobriu-se que há um oceano de água embaixo da superfície do planetóide. Será que somos tão prepotentes assim em achar que somos os únicos seres vivos entre milhões de milhões de sóis apenas nesta mísera galáxia, que faz parte de um universo formado por BILHÕES de galáxias muito maiores do que a nossa ?

É muita pretensão, Meu Deus!
O Ser Humano continua no obscurantismo de se achar o centro do Universo !

Dihelson Mendonça
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BOATOS II - As Lojas Americanas do Crato poderão fechar ?

Rondam boatos de que se até o final deste ano as vendas "não reagirem", não se atingir um patamar mínimo desejado, as Lojas Americanas ( que acabaram de se mudar para o Crato ), poderão sair daqui.

É ver para crer...

Boatos - Por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes


BOATOS

No início da década de 70, o Governo de Pernambuco construiu a represa de Tapacurá visando por fim aos problemas de abastecimento d’água da região metropolitana da capital pernambucana. Paralelamente à sua construção de muitos milhões de dólares, a propaganda oficial alardeava que era a obra do século, a 3ª maior construção do Brasil (perdia para Itaipu e a Ponte Rio-Niterói) e que garantiria o abastecimento até o ano 2020. Foi Inaugurada com muita pompa em 1974, com dois dias de solenidades e semanas de maciça propaganda em todos os meios de comunicação.

Em julho de 1975 Recife sofreu terrível enchente. O Rio Capibaribe atingiu níveis jamais alcançado, destruindo inúmeros imóveis, causando várias mortes e produzindo milhares de desabrigados. Na semana seguinte, a cidade ainda limpava os efeitos da tromba d’água quando aconteceu outra tragédia, um simples boato. Apenas um boato mas com graves conseqüências. Com efeito parecido ao de fogo lançado em barris de pólvora, alguém inventou que Tapacurá havia estourado. O pavor tomou conta da população, pois se dizia que nem os edifícios mais altos do centro da cidade escapariam do volume d’água. Boa parte da população correu para os morros e bairros afastados do curso do Rio Capibaribe sem ao menos fecharem suas casas. Carros eram abandonados em meio ao engarrafamento geral. Meu sogro, sem saber do boato, voltava para casa de táxi. O veículo parou em um sinal fora do engarrafamento, quando um bombeiro gritou algo para o motorista. Este encostou o carro, desligou o motor e simplesmente desapareceu. O sogro, que pensara que o taxista tinha saído para comprar cigarro ou algo assim, esperou uns 20 minutos até que um popular mandou que ele saísse e corresse porque as águas já vinham no Bairro da Várzea. Percebendo o clima geral de medo, disparou para casa e acredita que bateu o recorde mundial dos 5.000 m, uma vez que venceu percurso em pouquíssimo tempo, chegando antes da notícia falsa.

Os incidentes foram tão fora de propósito, que o Jornalista Homero Fonseca pesquisou o assunto, debruçou-se sobre os vários inquéritos abertos, os jornais da época, leu várias obras sobre boatos e, anos depois, lançou o livro “Viagem ao Planeta dos Boatos”. Na obra são citados exemplos de situações parecidas, como o famoso caso da imaginária invasão da terra pelos marcianos em esquadrilhas de naves espaciais, retransmitida pelo rádio em 1938 por Orson Welles, que apavorou milhões de americanos. O autor identificou as causas que levam as pessoas a inventarem ou dar curso a boatos, entre elas o desejo de ser o centro das atenções. Os boatos se propagam Tanto mais rápido quando trazem informações que as pessoas querem ouvir ou, direta ou indiretamente, tenha algum interesse. Os incidentes aqui relatados bem como o livro, são anteriores à internet. A rede mundial tornou-se excelente veículo para propagação dos boatos porque, no dizer exagerado do professor Sílvio Meira, “globalizou os otários”, ai incluído os ingênuos, capazes de acreditar em tudo que vêem na tela, como autópsia em ETs, discos voadores, milagres de todo tipo, frutas que curam todas as doenças, etc.


A FORÇA DA DOR - Por: Luiz Cláudio Brito de Lima














Como dói a dor...
Sinto ausência, almejo a presença
Imploro atenção, busco o impossível.
Alcanço o inimaginável

Olho para mim vejo o vazio
Penso existir, o espelho se foi
Ficou o infinito, não enxergo a luz
Quero partir, o túnel acabou

A dor aumentou, a sensação me persegue
A lembrança insiste voltar
Tento esquecer, é mais forte que eu
Busco a escuridão, o medo esta lá.

Careço viver, vou conseguir
Ao menos tentar, buscar, procurar...
Talvez, quem sabe, até encontrar
E porque não amar? È uma dor que vala a pena doer

A ferida ainda pulsa, o sangue circula
A emoção tenta ditar o ritmo
A mente bloqueia,a coragem enfraquece
E o coração? Ah o coração! Não sei onde vai....

(paisagem copiada do site geocities)

A MPB Faz a Nossa História !


Colegas ja me adianto pedindo desculpas pelo tamanho do texto, mas acho que vale a pena a leitura do mesmo. Um dos mais polêmicos temas que se travam geralmente entre pais e filhos é aquele que diz respeito ao chamado conflito de gerações, pois sempre há uma tendência dos primeiros em não aceitar os valores do segundo e este os do primeiro. Fato comum, em se tratando de relacionamentos familiares, mas também normal de ocorrer já que com a dinâmica dos movimentos sociais, e a renovação permanente de valores e maneira de ver e encarar a vida, essa “crise” acaba se tornando uma tendência natural, o importante é não se deixar envolver por atitudes preconceituosas e fossilizar comportamentos e idéias, mesmo que elas tenham um peso significativo na formação das pessoas, pois se assim atuarmos invariavelmente nos tornaremos pessoas chatas e insuportáveis de se conviver, sendo assim a atitude mais correta e mais saudável é estar em perfeita sintonia com as mudanças, aceitá-las e procurar com a experiência adquirida orientar os mais jovens, de modo sutil e eficiente evitando traumas e aborrecimentos, e dessa maneira então viveremos felizes.

Mas porque falar de comportamento quando o objetivo da matéria é tratar de música popular? Simplesmente porque é esta própria música que ao longo de muitos anos vem moldando normas de comportamento e atitudes sociais na vida brasileira, basta verificarmos os anos dourados da Bossa Nova, as atitudes rebeldes intelectualizadas de compositores e intérpretes da década de sessenta, e na mesma ocasião as camisas coloridas, cabelos longos e guitarras da turma da Jovem Guarda, sem falar nas metáforas modernistas/antropofágicas revividas e recontextualizadas pelo pessoal da Tropicália que mudaram sensivelmente o perfil dos jovens brasileiros da época, trazendo toda essa influência para seus filhos e muitos até para os netos. Ora essa é uma herança nada desprezível, merece estar sempre se atualizando e renovando-se, pois marcou sensivelmente a outra geração que estaria por vir.

Ao adentrarmos nos anos setenta o mundo vivia momentos de tensão, com a guerra do Vietnã, escândalos como o Watergate, e em nossa tribo tupiniquim um forte esquema de segurança permanente vigiando nossos passos, liderado pelo comando central do exército que se achava no direito de a tudo controlar, até os nossos pensamentos, sim e a música de novo, onde entra então neste cenário? É fácil recordar para quem viveu a época, mas para quem a conhece so por livros, filmes ou ouvir contar, fica as vezes um pouco difícil assimilar certos conceitos e encarar de frente uma realidade histórica que mesmo que não as tenha vivido, também mudou suas vidas.
Entre 1970 e 1979 muitas coisas acontecerem a começar com os “noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração”, a música que Miguel Gustavo compôs para a seleção brasileira de futebol, que ganhou o tri-campeonato no México. Se nossos jogadores fizeram brilhantes atuações que encantaram o mundo, aqui em nossa sede, os militares também atuaram de maneira brilhante, torturando e espancando estudantes ao som do hino da seleção num misto de alegria e masoquismo nacionalista, contudo de uma coisa ninguém duvida, que essa foi a trilha do governo Médici, aliada a “este é um pais que vai pra frente” musiquinha cujo refrão estava estampada em nossos carros, vidros das janelas de casas e apartamentos, nos sonhos loucos da Transamazônica e do milagre brasileiro, ironia, que seja, mas esse era o país que tínhamos e quem não estivesse satisfeito, a porta da rua é a serventia da casa.

"Este é um país que vai pra frente ô ô ô ô
De uma gente amiga e tão contente ô ô ô ô
Este é um país que vai pra frente
Um povo unido de grande valor
É o país que canta trabalha e se agiganta
É o Brasil do nosso amor."

Apesar do apelo ufanista e da proposta de vivermos num paraíso, a realidade nua e crua era outra, porém, ainda tínhamos fortes guerreiros lutando pela causa da música popular, e foi assim que saiu em 1972 um exemplo dessa resistência, o Disco de Bolso da Revista Pasquim, onde se podia tomar conhecimento das novas produções musicais e do que rolava na cabeça de nossos artistas, mas como tudo na vida tem um fim o projeto morreu em seu segundo número, porque não estava a serviço da quartelada imposta a nação, mas ficou registrado como o lançamento oficial de quatro artistas que iriam movimentar o cenário musical da época, João Bosco, Aldir Blanc, Fagner e Belchior. Tentar impedir o desenvolvimento da produção intelectual brasileira era uma tarefa que não seria possível realizar, mesmo com todas as tentativas impostas, pois hoje, um pouco já distante no tempo verificamos que os anos setenta foram os responsáveis por uma geração de músicos, compositores e intérpretes que fizeram as nossas cabeças e que continuam fazendo sutilmente e sem forçar a barra à dos garotos de hoje, neste caso as gerações se completam, uma adquire ou absorve os valores da outra e vivemos felizes, mesmo que para isso ainda tenhamos que sofrer outro tipo de resistência, agora não mais oficial e totalitaria, porém, democrática. Mas vamos caminhar um pouco mais, o Nordeste invade o Brasil com Elba Ramalho, Alceu Valença, Zé Ramalho, Amelinha e nessa mistura de ritmos, cores e sentimentos, ainda vamos ver e ouvir, Gonzaguinha, Ivan Lins, o samba moderno de Benito de Paula, Simone, Rita Lee, Raul Seixas, Novos Baianos, Tim Maia, Paulo Diniz, Antonio Carlos e Jocafi e muitos outros, pois a lista é enorme. A nossa música popular continuava fazendo a sua história e os governantes insistindo em realizar a sua trilha sonora, e não se pode dizer que eles não conseguiram, afinal de contas desde 1976, que todos cantam e fazem coro relembrando o general Ernesto Geisel que estava de plantão no palácio do Planalto desejando um feliz e venturoso ano novo a cada um de nós, como que querendo apagar as marcas brutais do regime que ajudara a implantar e o tinha conduzido ao poder.

"Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me de a mão
O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar, nossos passos pelo chão vão ficar
Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer."

Parece que o tiro saiu pela culatra, pois a mensagem foi realmente absorvida pela população só que pedindo reformas e justiça com aqueles que estavam fora, e assim em 1979 com a lei de anistia, este “novo amanhecer” estava surgindo, só que agora não foi cantado nem composto por um anônimo escondido numa propaganda oficial, ele tinha cara, ou melhor três caras, João Bosco, Aldir Blanc e Elis Regina, surge o "Bêbado e o equilibrista", este sim o hino oficial do retorno daqueles que lutavam por um país melhor e mais justo.

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona de um bordel
Pedia a cada estrela guia
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata borrão do céu
Chupavam mangas torturadas
Que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu coco
Fazia irreverências mil
A noite do Brasil!
Meu Brasil!
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarices no solo do Brasil
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente!
Há esperança!
Dança na corda bamba de sombrinha
Que em cada passo dessa linha
Pode se machucar
Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar".

E o show continuou o país lentamente vai retomando sua história, conduzindo seus passos a fim de por abaixo os momentos difíceis que havia experimentado, é chegada a hora de cantarmos mais uma vez e em 1985 nos estertores da ditadura, quando a permanência dos militares estavam com seus dias contados, vem a emenda das diretas, o povo se une em um movimento cívico jamais visto, sucedem-se os comícios por todo o território, em vão, não foi dessa vez que elegemos o presidente, contudo, tiramos de cena os militares, o Congresso Nacional elege Tancredo Neves, e o Brasil que ainda estava em clima de Rock in Rio e com a pujança da renovação da música popular, agora denominada de música pop popular brasileira, assiste a morte do presidente e canta a um so coro o sentimento de todos nós e do "Coração de estudante".

"Quero falar de uma coisa
Advinha onde ela anda?
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor
Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos der fruto
Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes: planta e sentimento
Folhas, coração, juventude e fé."

Passados os momentos de mudança, agora é vivermos a realidade recheada de escombros e das sobras nefastas de um regime que em muitos círculos forjou um poder discricionário e legou práticas que ainda demorariam muito tempo para serem desfeitas, abre-se o véu surge a corrupção escondida e os vícios de um pais doente, mas que tem cura, porque seu povo é forte. Quem soube traduzir isso muito bem foi Cazuza, ao cantar a rebeldia de sua geração com "Brasil", feita com George Israel e Nilo Romero e lançada em 1989. A guitarra estava a serviço da reconstrução e da contestação, salve, salve, Titãs, Paralamas, Legião Urbana os porta-vozes de um novo sentimento que tinha o rosto marcado por uma busca, que ainda não tinham encontrado, mas sabiam como achá-la.

"Não me convidaram para esta festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me ofereceram nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha
Brasil mostra a tua cara quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil qual é o teu negócio
O nome do teu sócio, confia em mim
Não me sortearam a garota do Fantástico
Não me subornaram será que é meu fim
Ver TV a cores na taba de um índio
Programada só pra dizer sim
Grande pátria desimportante
Em nenhum instante eu vou trair."

Cazuza realmente não traiu sua pátria, manteve sua ideologia até o fim e morreu em 1990, sendo poupado de ver sua mensagem tornar-se realidade, pois finalmente iríamos eleger um presidente da republica, e sem o saber transferir a sede do poder para Maceió com gerência na Casa da Dinda em Brasília, dirigida por Fernando Collor, Paulo César Farias e seus asseclas, pagamos o preço de nossa ingenuidade acreditando no super homem que iria nos salvar, perdemos o jogo, mas não a dignidade, esta já estava conquistada, a democracia se estabelece e mandamos embora o tirano com as caras pintadas, finalmente, agora sim expurgamos os demônios do passado que ainda teimavam em nos infernizar.

Autor - Luiz Américo Lisboa Junior
Postado por João Ludgero

Nota: Ludgero, sua postagem é gigantesca, mas merece ser publicada e lida. Diagramei e inseri ilustrações. Espero que todos apreciem.

Aquieta-te em mim...


A sintonia fina é o mote maior para o que está ocorrendo nos Blogs de Crato. Socorro Moreira, então, tem a poesia na alma e sente, no enredo da vida, as entrelinhas da alma. Ei-la que escreve e se inspira. Eis o sopro, o alento que apascenta as agitações e os silêncios.

Silêncios , recreios
invento e recrio o amor,
enquanto penso.

windows
abro e fecho
encanto e desencanto
se alternam
retenho o som
busco o oásis
que já vivemos

Sentimento adormece
Depois acorda ,
e escova os dentes
Mordisca o desejo
como fruta de vida...
E a tentação
faz o gosto voltar
no apito do trem

Aquieta-te em mim ...
não contritamente
Moras nesse 3 x 4
loteado em mim
O tempo é sempre pleno
quando expandimos o amor
que a gente sente!

Por Socorro Moreira - sobre o texto "Silêncios" de Claude Bloc

Parabéns, Audízio - Feliz Aniversário ! - Teresa Abath


Meu querido papai,

Sou eu sua filha Teresa do Crato diretamente de Brasília: No dia 14 de dezembro é seu aniversário, parabéns meu querido papai Audísio Rodrigues Pereira morador da rua José Carvalho número 280, estará completando nada menos que 91 anos de idade. Nasceu no ano de 1917! Quantas pessoas já devem ter dado um bom dia, uma boa tarde ou uma boa noite, aquele senhor sério que fica debruçado na janela azul estilo colonial, daquela casa branca passada pelo meu saudoso avô Theopisto Abath, até diziam que tinha uma fenda na porta investida dos cangaceiros de Lampião! Infelizmente só chegarei ai no dia 18 de dezembro, mas espero que goste da programação que organizei mesmo de longe.

Enviei a partitura de sua música preferida que sempre cantou e ensinou aos filhos e netos, Ardor do Infante, cedida gentilmente pela Guarda Presidencial dos Dragões da Independência, para o gentil Maestro José Bonifácio que está ensaiando com a renomada Banda de Música da minha cidade natal, Cratinho de açúcar!

Peço a Deus que o conserve sempre assim, um homem bom, honesto, trabalhador, excelente esposo, pai e avô! Queria citar uma frase que resume o que penso de meu papai: Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons, mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.
Autor: Bertold Brecht

Viva seu Audísio!

Sua Filha,
Teresa Maria Abath Pereira
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"MONSTROS SAGRADOS"


“MONSTROS SAGRADOS”

A nossa língua portuguesa é realmente algo fantástica, fabulosa.
Um exemplo ??? Tomado de forma isolada e ao pé-da-letra, o substantivo “monstro” remete-nos, de pronto, a uma figura ruim, feia, cruel, desprezível, horrorosa, enfim, alguma coisa contrária à própria natureza, algo como que uma autentica criação do “capeta” e seus discípulos.
De outra parte, se atentarmos para a expressão “sagrado”, até sem muito esforço intelectual imediatamente somos induzidos a crer em algo sublime, estimado, digno de veneração, angelical, uma autentica criação divina.
O que poderia resultar, então, de um certo tipo de “ajuntamento”, um, até pouco tempo atrás, improvável “acasalamento”, uma espécie de associação, sociedade, entre o substantivo tido como demoníaco e o adjetivo considerado quase que celestial, entre o profano e o sagrado, entre a criação do capeta e a criação Divina ???
O que significaria, em sua acepção plena, a expressão “monstro sagrado” ???
Resposta ??? Sem medo de incorrermos em alguma heresia ou qualquer disparate: ao adjetivarmos a palavra “monstro” com a qualificação “sagrado”, tão comum nos dias atuais, estamos, na realidade, subvertendo o real e horripilante significado da palavra “monstro”, passando, então, tal expressão, a assumir a acepção de venerável, inalcançável, intocável ou inatingível.
Isto posto, vamos ao que interessa: dentre a infinidade de blogs que compõem a comunidade virtual dos dias presentes, o “BLOGDOCRATO” é hoje, sem favor nenhum, um repositório de cabeças pensantes às mais ilustres, um feliz detentor de uma miscelânea de cucas privilegiadíssimas, enfim, abrigo de um manancial intelectual de dá inveja a gregos e troianos, autentico depósito de coisas boas.
E, dentre tantos, dentre tão destacadas figuras, no meio de tantas “cobras-criadas”, sem receio de ferir susceptibilidade de quem quer que seja, não temos o menor temor em nominar duas figuras que, em seus respectivos estilos, se destacam pela maneira simples, competente, leve, envolvente e gostosa de expor publicamente seus “causos”, suas “reminiscências”, suas “mungangas” e suas “presepadas”.
Referimo-nos aos senhores (pessoas físicas, não os doutores) JOSÉ FLÁVIO VIEIRA E JOSÉ DO VALE FEITOSA (que não conhecemos pessoalmente), cratenses que dignificam e orgulham todos nós, filhos da terra de Bárbara de Alencar.
São os nossos “MONSTROS SAGRADOS” .

José Nilton Mariano Saraiva

OS FILÓSOFOS DA BATATEIRA E A EPISTEMOLOGIA


Os filósofos da Batateira também andaram pela epistemologia – natureza, etapas e limites do conhecimento humano. Chico Preto levantou a questão:

- Mas se buscamos a unidade no pensameto, a epistemologia de cara é dual. Separam-se as possibilidades da realidade de um lado e a capacidade da pessoa interpretar o mais provável do outro. Mas acontece que, pela teoria geral do pós-fato, o conhecimento não será mais dual, os fatos já acontecidos só têm uma única interpretação: o fato em si.

- Eita tá com a muguenga! Onde tu viu esta tal de Teoria Geral do Pós-fato? Isso lá existe! – Chico Breca, sem calma, levanta-se com o clamor das vozes doutrinárias.

- E quem disse que coisas depois de acontecidas têm uma única interpretação? Nunca tiveram e nunca terão. Acontece que o conhecimento é um produto humano, no interesse dele e com vista a ele mesmo. Portanto a realidade será sempre uma interpretação de quem se indaga sobre uma determinada realidade. – Chambaril no mais perfeito estilo da escola dos interesses interpretados e do conhecimento limitado às necessidades humanas.

- Pronto! Tamos lascado. Todo mundo. É a Torre de Babel! Um bando de gente dando opinião diferente sobre cada detalhe, uma confusão de eu acho, tu achas e eles acham. – Mitonho como um ator de teatro interpreta o papel do desesperado.

- É mais isso só iria ocorrer se a comida sempre estivesse posta na mesa. Aí a opinião comia solta. Mas tendo que arrancar da terra o pedaço de vida que nos resta, a opinião já vai se condensando, vai escorrendo para um mesmo lugar como as águas pela força da gravidade. Quando você ouvir muito opinião entre as pessoas é que elas têm o bucho cheio de comida. – Zé de Dona Maria também contribui.

- Vôti e vocês tão esquecendo da dialética? Quando uma opinião domina sobre as outras ela começa a ficar lerda, cheia de vantagens, não precisa de esforço, não precisa de luta, fica preguiçosa. Então aquelas opiniões diferentes, mais expostas ao sol, que estão fuçando a realidade com mais dificuldades, se juntam contra aquela que dominava. E aí vem outra coisa mais forte no lugar daquela de ficou fraca de preguiça. – João de Barros anda em busca da filosofia alemã.

- Não tem mais graça. Vamos passar os nossos dias de vida sempre discutindo a opinião dos outros em relação à nossa? Isso é desculpa de grupo. Isso é coisa de interesse dos filósofos que só têm razão de existir se for neste matagal de idéias novas em choque com as velhas. – Chapa Branca, entediado, concluía.

- O esgoto mata o rio. A telha d´água seca o leito. A represa nas nascentes cria o privilegiado na fonte e o desmerecido à jusante. O lixo entope a correnteza das águas. O desmatamento seca a água. Então? O mundo parou? Está tudo arrumado? Nós vamos deixar de ter outra visão? E com isso tudo, quando vamos tomar banho de novo no Rio da Batateira? Só o pensamento único, que nada pode mudar, é a arapuca de prender idiota. – Chico Preto não explica sua teoria geral do pós-fato, mas defende o embate das idéias.

RUI BARBOSA - A FACE OCULTA (VII)

“No início de 1891 - JÁ RICO - tendo saído do governo para dirigir companhias filhas do Encilhamento e do conselheiro Mayrink, Rui lamentava as decisões tomadas. SE NÃO TIVESSE SIDO PRESSIONADO, DIRIA ELE, METADE DA DÍVIDA PÚBLICA TERIA SIDO RESGATADA”.

Vide livro "Os Cabeças de Planilha", de Luis Nassif
(amanhã voltamos)

O Sentido da Vida


Quando eu tinha 13 anos, me entendi de gente
Achava que compreendia a vida...
Até que para meu espanto, cheguei aos 18 anos e pensei:
Agora sim, eu sei o que é a vida. Quão tolo fui aos 13 !

Passou-se o tempo.
Cheguei aos 30 anos e após muito sofrer, pensei:
"Agora sim, compreendo o que é viver. Eu fui um tolo aos 18..."

Passaram-se alguns anos, e meu pai, aos 60 anos me disse:
"Filho, você não saberá o que é a vida, até ter minha idade!"

Outro dia, encontrei meu avô de 80 anos, que ouviu a conversa e disse:
"Não vá pela cabeça de seu pai, ele é uma criança! não se sabe o que é a vida mesmo até se chegar aos 80"


Minha bisavó de 98 anos chama meu avô e diz: "Antonio, meu filho, tu já tens 80 anos. Quando irás entender o que é a vida ? vais passar a vida inteira sem aprender ?"

Hoje, tenho 42 anos, e de todas as idades, aquela em que mais senti o verdadeiro sentido e o perfume da vida foi aos 13 anos.
O resto...é loucura !


Dihelson Mendonça
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Prefeito Samuel Araripe é agraciado com o premio Personalité 2008

Personalité 2008

Na noite da ultima quinta-feira, no Café Estação, O Prefeito Samuel Araripe foi agraciado com o premio Personalité edição 2008. O prêmio é destinado a personalidades que marcaram o ano em relação às ações desenvolvidas. Empresários da região, Secretários Municipais do Crato, entre outros profissionais foram agraciados com a condecoração.

Nota: Eu gostaria de agradecer ao convite enviado pela primeira dama Mônica Araripe para o evento, representando o Blog do Crato, e possivelmente realizando uma cobertura mais completa, mas infelizmente não pude comparecer por diversos motivos de força maior. Mesmo assim ficam meus agradecimentos, e parabenizo o nosso prezado amigo Samuel Araripe, que merecidamente recebeu essa premiação, pois em 2008 enfrentou uma campanha política muito pesada, e venceu, sempre com extremo "Otimismo e Força de Vontade", para a satisfação de mais de 70% do eleitorado cratense. É também meu desejo que o prefeito Samuel Araripe possa sempre fazer por merecer tais premiações, zelando e trabalhando em prol da nossa querida cidade do Crato, com afinco, dedicação e sobretudo Honestidade.

Atenciosamente,

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato.

Opções de lazer para todos os tipos de público

FÉRIAS NO INTERIOR

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Os municípios do Interior se preparam para as férias e já estão com programações para seus moradores e visitantes

Crato. Gastronomia, eventos culturais, festas e turismo cultural, religioso, científico e ecológico compõem a gama de opções disponíveis em várias regiões do Ceará neste fim de ano. No Cariri, além disso, uma das atrações são as lapinhas, uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar, o casal — que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galiléia — se agasalhou em um pequeno local, rodeados de animais.

A lapinha ou presépio é uma tradição religiosa que comemora a visita dos três Reis Magos — Gaspar, Belchior e Baltazar —, ao Menino Jesus, que guiados por uma estrela vão presenteá-lo em Belém com ouro, incenso e mirra. Elementos que representam as três dimensões do Cristo: realeza, divindade e, também, humanidade.

Uma das mais tradicionais encenações deste referencial cristão é a lapinha da mestre da Cultura Popular, Zulene Galdino. Ao invés de utilizar objetos de barro ou presépios industrializados, ela prefere os vizinhos da rua onde mora, a Marechal Morais, 81.

São José, Nossa Senhora, os três Reis Magos, o Menino Jesus, os anjos e outros integrantes da lapinha são geralmente parentes pertencentes à mesma comunidade. Zulene justifica que dá mais autenticidade a representação. As apresentações são feitas, no fim de semana, no terreiro de sua casa. Também são feitas encenações, a convite, nos eventos realizados na região. O telefone para contato é (88) 3521-6342.

Cultura

No setor institucional, a melhor programação é a oferecida pelo Centro Cultural Banco do Nordeste, de Juazeiro do Norte. O calendário foi aberto no dia 1º com a apresentação de histórias que o povo conta e terá prosseguimento, quarta-feira, 17, em Caririaçu, com a Oficina de Formação Artística: ensaio para esboço cênico e Um Duende em Nova York. Para o próximo dia 18, está programada a apresentação da lapinha “Mãe Celina”.

A programação do BNB termina no dia 21, no município do Crato, com uma Roda de Capoeira, na Praça da Sé. A programação normal, ainda não anunciada, retornará no dia 6 de janeiro de 2009.

Clubes

Os clubes serranos do Crato e de Barbalha estarão funcionando todos os dias, enquanto os hotéis programam eventos para o Natal e o Ano Novo. Outra opção de lazer é Floresta Nacional do Araripe (Flona), com 38 mil quilômetros quadrados de mata nativa. Na margem da estrada entre Crato e Nova Olinda, é oferecida a tradicional galinha caipira com cabidela (molho pardo), arroz e pão de milho.

No Crato, as atenções estão voltadas para o Doce Natal, uma série de eventos programados pela Prefeitura com shows todas as noites no Largo da Rffsa, Centro Cultural do Araripe. Além de shows, são oferecidas oficinas de pintura, ginástica, teatro, apresentações folclóricas e de poesias.

A programação de férias será retomada no dia 3 de janeiro com a Festa do Pequi, animada pela banda “Aviões do Forró”. A festa será na Casa de Shows, antiga Eventus, na Avenida Padre Cícero, em frente à Faculdade de Direito. “Quem não for, vai ficar roendo”, diz o informe publicitário que já está sendo distribuído entre o público. No dia 9, será aberto o Brejal, carnaval fora de época na cidade de Brejo Santo. A programação se prolongará até o dia 11. O Brejal será animado por Jamil, Banda Eva, Voa Dois, Aviões do Forró, Ala Ursa, Garota Safada, Forró do Muído e Caviar com Rapadura.

Antônio Vicelmo
Repórter


Mais informações:
Sec. de Cult. do Crato: (88) 3523.2365
C. Cultural do BNB: (88) 3571.2896
Museu de Santana do Cariri: (88) 3545.1206
Fundação Casa Grande: (88) 3523.4104

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Silêncios



Liberto-me. Minhas palavras são leves. Levam-me silentes em suas asas. Mais uma vez minha paisagem se veste de azul e te busco na madrugada. Não consigo mais alforriar a saudade, nem fingir que te esqueço... Padeço. Mas sou livre. Livre para ponderar, livre para amar-te sem nenhuma desculpa, sem subterfúgio.

Um dia vens e me acendes. Vens e me foges. Então clamo pela porta aberta. Esqueço-me de que és só palavras. Que és verbo e poesia. Que és sal em meu poema. Desperta, eu calo as marcas que deixaste. Disperso o sonho, a cortesia das lágrimas. Quero estrelas e luz quando na noite eu me esconder pra abafar meu soluço. Sou livre, posso também chorar...

Um dia vens e me encantas. Amiúdo os momentos. A hora da canção.A estrada do tempo. E escapas com a noite em minha pele. Meus sentidos. Minha dor. Ainda ouço tua fala. Mansa. Teus sussurros noturnos. Teu hálito ainda perfuma minha lembrança. Versejo. Brigo com a solidão. Nada sobra. A não ser o que nunca foi. O silêncio tem medo, eu não sei mais.

Voas. Não te leio mais. Tuas palavras calaram teus senões. És silêncio. Mas sou livre. E guardo tudo assim meio ao viés de mim. Meus passos se consomem. Meus sonhos não te esquecem. Assim te guardo em meu secreto espelho, na clareza das perdas.

Só te peço: não me esqueças. E na última instância, busca-me na passagem da noite. Pois se me espantas, me deixas sem a realidade última. O tempo devora a vida. O tempo apaga os conflitos.

Então ouve-me! Sou o consolo da memória. Sou a argamassa do amor. Sou o beijo, sou a boca. Beijo molhado de silêncio...
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Texto por Claude Bloc

DUAS NOTAS DE TARSO ARAÚJO


PONTA DA SERRA QUER SER MUNICÍPIO

Neste domingo,dia 14, no Pólo de Atendimento Edvardo Ribeiro, no distrito de Ponta da Serra (foto ao lado), em Crato, acontecerá uma reunião do Movimento de Emancipação da Ponta da Serra. O encontro começará às 8 horas e tem como pauta principal discutir a formação de coordenações para dar início à articulação da emancipação do distrito. Ponta da Serra está entre os distritos que poderão ser transformados em um dos novos municípios do Ceará.

CITROËN CHEGA AO CARIRI

A Citroën do Brasil está se implantando na região do Cariri e escolheu o município de Juazeiro do Norte para uma de suas filiais. Com a inauguração da nova Citroën Arles, o grupo passa a contar com 109 concessionárias da marca no país. Na próxima terça-feira, dia 16, haverá uma entrevista coletiva do diretor de Desenvolvimento de Rede da Citroën do Brasil, Domingos Boragina Neto, que vem ao Cariri acompanhado dos executivos do Grupo Arles, Arnaldo Lobo, José Luna Tavares e Arlânia Oliveira Lobo. O quarteto de executivos vai comentar sobre as perspectivas da Citroën para o mercado nacional de automóveis e as expectativas comerciais para o mercado nacional e para toda a região do Cariri. As modernas dependências da Citroën Arles ficam localizadas na Avenida Padre Cícero, 3.009, bairro Triângulo Crajubar.

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