xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 11/12/2008 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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11 dezembro 2008

Convite para os 15 Anos de Claude !


Caros Amigos,


Recebi, agora, com uma certa antecedência, o Convite para os 15 Anos da Claude. Vai ser uma festa de arromba ( ainda é assim que se diz ?). Em breve todos vocês estarão recebendo também, mas vou antecipando para que todos possam ir comprando as roupas para o baile e ir logo comprando os presentes.

Parabéns Claude !

Crônica de uma Romaria em Bertioga


Agosto jogava nos olhos dos matozenses dois sentimentos conflitantes. Nublavam-se as almas, um pouco, com o cinza do tempo e o calor escaldante. Em meio à terra devastada apenas um ou outro juazeiro, como um soldado de Pompéia, mantinha a lembrança única do verdor e da fartura. O Paranaporã, batendo piaba, mostrava-se vivo ainda em pequenos barreiros e caldeirões ao longo do seu curso. Os matozenses, no entanto, tinham, por outro lado, um motivo ainda de alegria. Comemorava-se, justo naquele mês, a grande Festa de Nossa Senhora dos Desafogados da vizinha e hoje próspera Vila de Bertioga. Após uma sucessão de casos inexplicáveis da padroeira milagreira , a festividade aos poucos se foi encorpando. De início doméstico e regional, o evento ampliou-se com o passar dos anos. A cidade quase que duplicava a sua população neste período.
Vinham romeiros dependurados em burros, jegues, paus-de-arara de tudo quanto era biboca deste país. Como na vida, o sagrado e o profano conviviam lado a lado. Todas ruas de Bertioga se atulhavam de pequenos comerciantes negociando tudo quanto é de picuaios e quinquilharias. Alimentos regionalíssimos : panelada, buchada, filhóis, passa-raiva, fígado com tapioca. Lembranças de tudo quanto é nacionalidade, predominando importados da China e do Paraguai esparramavam-se desordenadamente pelo chão. E, principalmente, artigos religiosos: terços, imagens, fitinhas, botons, ex-votos. Um parque de diversões se espalhava por toda praça da matriz, enchendo de felicidade meninos e adolescentes: Carrossel, Canoas, gangorras, Roda-Gigante. As novenas , concorridíssimas, deixavam irrespirável a já pequena igrejinha de Nossa Senhora dos Desafogados. O fiel pagamento das promessas, uma espécie de escambo espiritual, reabastecia de óbulos variados os cofres da paróquia. Missas se sucediam em três turnos e faces sofridas e mãos calejadas buscavam conseguir num outro mundo o que lhes havia sido confiscado descaradamente aqui na terra. O cabaré de D. Maria Juriti, do outro lado da cidade, reabastecia-se de madames vindas até da capital para abastecer o superaquecido mercado de pecados e vícios que depois seriam , piedosamente, descontados nas confissões com o Padre Vanderico, pela manhã.
Junto , naquela turba amorfa, se uniam romeiros, comerciantes, religiosos, políticos, agricultores e, também , os aproveitadores ; como aliás em qualquer aglomerado humano. De boa fé, ali, de coração aberto, apenas os romeiros e, conseqüentemente, anestesiados na sua crença, sujeitos a ataques de malandros de toda espécie. A crônica da última Romaria em Bertioga me passou o velho Giba, proprietário do mais famoso botequim de Matozinho.
Há em Bertioga uma santeira bastante peculiar chamada D. Regina. Viera da banda das Alagoas, em uma das romarias, anos atrás e acabou se estabelecendo na vila. Percebendo o mercado propício resolveu ser artesã em barro, esculpindo imagens de santos para vender, depois, aos romeiros. Sem muita habilidade, construía, geralmente, imagens disformes parece que aprendidas dos quadros de um Picasso que jamais conhecera. Na hora da comercialização, a identificação do santo se tornava, o mais das vezes, quase que impossível e a nossa D. Regina tinha pavio curto e de rastilho inflamadíssimo. O romeiro , observando um São Sebastião, perguntava o preço do Cristo crucificado, aí nossa santeira saltava com quatro pedras na mão. Nesta última romaria, um velho de São José do Egito, observando as peças à venda, pegou um pretenso São José, que (se sabe lá como ?) saíra torto feito o Corcunda de Notre Dame .Desconhecendo a caninana, caiu na besteira de perguntar , na sua inocência:
--- Ei , a Cuma é este Frei Damião ?
Regina enrugou o cenho e respondeu rispidamente que já tinha sido vendido. O matuto continuou observando as imagens expostas e se deteve, de repente, numa imagem de uma santa mal engembrada , vestida com um vestido longo pintado de verde abacate. Voltou a se interessar:
--- Ei dona, que santa esquisita é essa ?
A santeira saltou de lá:
--- Não ta conhecendo, não ? É Nossa Senhora dos Desafogados !
O matuto retrucou, com suas dúvidas:
--- Nossa Senhora dos Desafogados ? Mas toda vestida de verde, onde já se viu ?
Regina, então, cuspiu de lá :
---- É porque nesta época, seu abestado, ela tava servindo o Tiro de Guerra...
O caso mais insólito, no entanto, segundo Giba, aconteceu em uma das barracas que vendia um cafezinho esperto, com beiju, nas proximidades da Roda-Gigante. D. Arlinda , a proprietária, possuía um dos pontos mais tradicionais da Praça de Alimentação de Bertioga. A principal atração do estabelecimento, além da comida, era um rádio grande Transglobe de 12 faixas em que ela sintonizava, geralmente, a Rádio Sociedade da Bahia. Em períodos de festa, o aparelho tocava de sol a sol e engolia um carrego de pilha Ray-O-Vac todo santo dia. D. Arlinda colocava o Rádio, o mais das vezes, em um pequeno tamborete, lá no fundo da barraca, encostado na lona. Pois não é que um malaca, de tanto ouvi-lo tocar, cresceu os olhos e resolveu surrupiá-lo da dona! Esperou , à noite, o momento de pico no movimento , escorregou, discretamente para trás da barraca, meteu a mão por trás da lona, desligou o aparelho, enquanto empostava a voz e falava com aquele sotaque de FM:
--- Atenção! Atenção ! Interrompemos a nossa programação temporariamente por falta de energia elétrica em nossos transmissores, voltaremos dentro de alguns momentos. Não mudem a sintonia da nossa Rádio Sociedade da Bahia!
Estabelecido e esclarecido o problema, puxou o rádio e desapareceu na esquina para nunca mais voltar. Só uma hora depois D. Arlinda deu fé do problema técnico mas já era tarde demais. Até hoje, ao que parece, ainda está faltando energia elétrica em Salvador.

J. Flávio Vieira

O DIA QUE APLAUDIR O MALUF.

Por A. Morais

Este tema é complexo, mas não temo me expor a execração. Houve um dia que aplaudir o Maluf. Instalada em Março de 1964, a ditadura militar se tornou absoluta no governo do General Esnesto Geisel. Nenhum presidente desde 1964 a 1979 concentrou em suas mãos tanto poder. Devastou de vez a politica e a cultura do país. Não havia contestação as suas decisões. Mas, o que era rotina um dia foi quebrada nas indicações dos novos governadores estaduais. O presidente Geisel, o ministro Goubery do Couto e o governador do estado anunciavam na TV o nome do futuro governador. Era sempre assim, feita a indicação ou nomeação era só aguardar a posse. O Maluf contava com a antepatia dos generais por contrariar e apoiar candidatos a presidência da Câmara Federal e Senado contrários a indicação e simpatia do planalto inclusive impondo derrotas ao governo nas disputas internas das duas casas do legislativo. Chegou o dia do anuncio do governador do estado de são Paulo. Mesmo protocolo, mesmos personagens, o presidente Geisel, Golbery e o governador Paulo Egidio Martins. O presidente com toda empafia fez o anuncio solene: O futuro governador de são Paulo é o Dr. Laudo Natel. A TV Globo mostrou a noticia em edição extraordinária direto de Brasilia, ao mesmo tempo em que um reporter entrevistava o Maluf em São Paulo. O que o senhor acha da indicação do Dr. Laudo Natel para governar São Paulo? Perguntou o reporter. Eu não acho nada respondeu o Maluf e adiantou: nunca fui homem de ficar de braços cruzados, sou candidato ao governo do meu estado. Desta forma desafiando e derrotando-o na convenção o governo da revolução coisa que pouca gente seria capaz de fazer naqueles tempos. Governou contra a vontade do presidente Geisel e do comando militar. Quando saiu o resultado da eleição na Assembleia Legislativa de São Paulo vibrei, aplaudir o Maluf pela derrota imposta aos militares. Um dia ouvir o Deputado Flavio Marcilio dizendo que o maior erro do Maluf foi não ter convidado Roberto Marinho para ser o seu vice na eleição contra o Tancredo Neves. Tenho ideia em que se fundamentava o Deputado Marcilio. Daí por diante o Maluf desandou. Foram denuncias, prisões e a ultima vez que o vi foi na eleição do presidente da camara federal Deputado Arlindo. Na comemoração pela eleição houve até um beijo na testa. Pode ser que como aliado do PT se regeneri. Por que não? A pergunta que faço é a seguinte: quem foi a primeira mulher a se eleger Senadora da Republica pós 1964 e que estado representava.
Daquela epoca só devemos lembar o Miltom e o Chico. Veja o video.
video

O DECLÍNIO DO IMPÉRIO DANTAS


Por Anselmo Massad e Glauco Faria.

Atribuir a Daniel Dantas o papel de simples corruptor é ignorar o ambiente extremamente favorável em que ele adquiriu e consolidou seu poder. Mais que isso, ele é fruto e também agente das concepções financistas que dominaram os debates econômicos mundiais na década de 80, e que posteriormente fincariam suas raízes no Brasil.
Tido como “gênio” por Mário Henrique Simonsen, conselheiro mundial do Citigroup e responsável pela apresentação de Dantas ao mercado, o banqueiro baiano é um economista que se adaptou com maestria às engenharias criadas pelo capitalismo contemporâneo, além da necessária aproximação com o poder político. Em 1989, ele fez parte, junto com Eliana Cardoso, da delegação do país que participou do famoso seminário promovido pelo professor John Williamson, do Institute for International Economics (IIE) de Washington D.C., sendo um dos responsáveis pelo diagnóstico do caso brasileiro. Na ocasião, foi realizado um balanço das reformas econômicas promovidas na América Latina, chegando-se a uma agenda comum de medidas a serem implementadas pelos países da região. Assim surgia o famoso Consenso de Washington, que receitava, no geral, desregulamentação da economia, abertura de mercado, privatizações e controle da inflação. Na prática, as “recomendações” eram uma forma pouco sutil de organismos multilaterais como o Banco Mundial e o FMI dizerem aos latino-americanos o que fazer para renegociarem suas dívidas externas.
Àquela altura, Dantas já não era um novato no mundo das finanças. Doutor em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), já havia participado de uma espécie de “privatização branca” do sistema Telebrás, promovida pelo governo Sarney. Como lembra o jornalista Luís Nassif, em seu livro Os Cabeças de Planilha, Dantas, junto com Citigroup, consegue comprar ações a US$ 1, valor 20 a 30 vezes inferior ao praticado no mercado. Com a operação, o grupo estadunidense obtém um lucro de centenas de milhões de dólares, o que solidifica a relação entre os dois parceiros, que seria vital no processo de privatização engendrado na era FHC.
A 15 de março de 1990, Fernando Collor tomou posse como presidente da República e, em seu primeiro discurso, revelou: “essa proposta de modernização econômica pela privatização e abertura é a esperança de completar a liberdade política, reconquistada com a transição democrática, com a mais ampla e efetiva liberdade econômica”. No governo anterior, José Sarney já havia instituído o Programa Federal de Desestatização, que tinha como objetivo “transferir para a iniciativa privada atividades econômicas exploradas pelo setor público”, visando a “concorrer para a diminuição do déficit público” e “propiciar a conversão de parte da dívida externa do setor público federal em investimentos de risco, resguardado o interesse nacional”. Collor aprimorou a receita com o Programa Nacional de Desestatização, cuja execução passa a ser responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No segundo semestre de 1991, o governo federal tocou a privatização da Usiminas e entregou uma nova “carta de intenções” ao FMI, em uma clara aceitação aos ditames do Consenso de Washington. “Está lá bem claro na carta de intenções: em troca de um empréstimo stand by (crédito de curto prazo) no valor de US$ 2 bilhões, destinado à rolagem da dívida externa junto aos credores internacionais, o governo brasileiro está se comprometendo a manter firmemente a atual política recessiva, baseada na manutenção de altíssimas taxas de juros, arrocho salarial sem precedentes, contenção inédita dos gastos públicos e transferência do patrimônio público ao capital privado”, comentava à época o economista Luiz Carlos Gomes em artigo da Revista Princípios. E é dentro desse contexto que o Banco Icatu, do qual Dantas era presidente, começa a se destacar. Aqui aparece a figura do padrinho Simonsen, que havia indicado o jovem ao empresário Antônio Carlos Almeida Braga, dono da Seguradora Atlântica Boavista. Seus filhos Kati e Luis Antônio formaram com Dantas o Icatu, que, logo após a edição do Plano Collor, realizaria um dos seus negócios mais ruidosos. Pouco antes do confisco, investiu na compra de estoques de soja e café, exportando os estoques enquanto a maioria do mercado penava com a falta de liquidez. A jogada teria sido realizada em função de informações privilegiadas.
Ainda por meio do padrinho, aproximou-se do PFL e de Antônio Carlos Magalhães. O fato é que o trânsito de Dantas no Planalto era bom, tanto que Collor chegou a cogitar seu nome para ministro. O jornalista Cláudio Humberto, no seu livro Mil dias de Solidão, narra: “No dia seguinte à sua chegada [a Roma, Itália], em janeiro de 1990, Collor convidaria os economistas Zélia Cardoso de Mello e Daniel Dantas para a conversa sobre a economia brasileira. Impressionado com as propostas algo malucas, desconcertantes, de Dantas, enfant terrible do mercado financeiro e muito bem recomendado pelo ex-ministro Mário Henrique Simonsen, Collor aproveitou o ensejo para mostrar a Zélia que ela não tinha motivos para se considerar a titular do cargo de ministra da Fazenda ou da Economia do futuro governo”.
Se os anos Collor (e também os do governo Itamar que, apesar da aparente divergência em relação a seu antecessor, continuou com parte do ideário e com o programa de privatizações) foram árduos para o país, Dantas conseguiu se sobressair. O Equity, fundo de ações do banco Icatu, tornou-se o mais rentável do planeta em 1993, quando seus rendimentos ficaram 156% acima do dólar. A parceria com a família Braga no Icatu duraria até 1994, quando Dantas fundou o grupo Opportunity. Vôos mais altos estavam sendo preparados.
É companheiros do Blog diante de tantas informações aparecerão "Historiadores" ou biógrafos que escreverão em defesa desse crápula, cria do neoliberalismo, basta Ele colocar um Livro Santo de baixo do braço e fazer uma boa doação.
Saudações Geopolíticas!
João Ludgero

RUI BARBOSA - A FACE OCULTA (IV)

"“Quando deixou o governo, no bojo de uma renúncia coletiva do Ministério, RUI FOI PRESENTEADO POR MAYRINK E OUTROS BANQUEIROS COM UM PALACETE EM LARANJEIRAS.
Segundo relatou seu cunhado Carlos Viana Bandeira, foi sua mãe (sogra de Rui) quem o convenceu a não aceitar o presente, porque "TAL COISA NÃO CHEIRAVA BEM".

Vide livro "Os Cabeças de Planilha", de Luis Nassif
(prossegue amanhã)

Reflexão - por: Mônica Araripe



"Não critique!
Procure antes colaborar com todos,
sem fazer críticas.
A crítica fere, e ninguém gosta de ser ferido.
E a criatura que gosta de criticar, aos poucos, se vê isolada de todos.
Se vir alguma coisa errada,
fale com amor e carinho, procurando ajudar.
Mas, sobretudo, procure corrigir os outros,
através de seu próprio exemplo".


Fonte: http://www.mensagensdeotimismo1.kit.net
Postado por: Mônica Araripe
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Cariri - Principais acessos estão em boas condições

Boas Estradas

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Avenida Padre Cícero entre os município do Crato e Juazeiro do Norte, está totalmente recapeada. É uma pista dupla de 11 quilômetros (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

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Na BR-222, placas de sinalização foram danificadas por ações de vândalos pichadores (Foto: WILSON GOMES)

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CE-377, totalmente refeita, liga Quixeré a Limoeiro do Norte (Foto: MELQUÍADES JÚNIOR)

Por mais que certas estradas estejam sem buracos, trechos secundários exigem atenção

Crato. De um modo geral, os principais acessos ao Cariri estão em boas condições de tráfego. A Rodovia Santos Dumont (BR-116), foi recuperada, com os problemas só persistindo de Milagres à divisa com Pernambuco. O trecho da Transamazônica (BR-230) entre Várzea Alegre e Farias Brito, que interliga a chamada “Estrada do Algodão”, também foi restaurado.

A mais importante obra do Governo do Estado, no setor de rodovias no Cariri, foi o recapeamento e sinalização da Avenida Padre Cícero, uma pista dupla de 11 quilômetros que liga Juazeiro a Crato. O governo investiu mais de R$ 3 milhões na obra executada pela Construtora Coral. Porém, outras rodovias estaduais estão danificadas, entre as quais, a Crato-Barbalha, passando por Arajara, que já foi objeto de reportagem do Diário do Nordeste. A residência do Departamento de Edificações e Rodovias (DER) promoveu uma operação tapa-buraco na estrada Crato-Nova Olinda, que cruza a Chapada do Araripe. O mesmo trabalho foi feito na ligação do Crato com Pernambuco, por cima da serra. O trecho ente Barbalha e Jardim apresenta buracos em toda a sua extensão. O gerente regional do DER, engenheiro Luiz Salviano, adverte, no entanto, que a rodovia precisa de um recapeamento total. Para isso, será aberta uma licitação, tendo em vista o reasfaltamento. Com a chegada das chuvas, a situação vai piorar.

No entanto, algumas rodovias estaduais importantes que dão acesso a pontos turísticos e contribuem para o escoamento da produção agrícola estão prejudicadas. É o caso da CE que liga Nova Olinda a Santana do Cariri, onde está localizado o Museu de Paleontologia do Cariri, um dos equipamentos turísticos mais visitados na região. O DER informou que foi aberta licitação para resturação da estrada, mas não apareceu nenhuma empreteira. Será publicado, segundo o DER, outro edital de concorrência.

Até o vigário da cidade, padre Adalmiram Vasconcelos, está reclamando das péssimas condições da estrada. Além do trânsito normal de pequenos veículos que transportam passageiros para Crato e Juazeiro do Norte, a rodovia é utilizada por caminhões pesados que transportam as chamadas pedras cariri. As mineradoras estão localizadas na área entre Santana e Nova Olinda.

Outra rodovia que se encontra em péssimas condições de tráfego é a CE-386, que liga Crato a Barbalha, passando pelo distrito de Arajara, onde está localizado o maior clube de lazer do Cariri: o Arajara Park.

As chuvas do inverno deste ano cortaram a estrada em três pontos. Os veículos estão passando com dificuldade por desvios improvisados. Na semana passada um motoqueiro foi vítima de acidente. Ele caiu dentro de um buraco.

Além de dar acesso a um importante ponto turístico, a estrada corta uma das áreas mais produtivas da região. A localidade abastece de hortifrutigranjeiros os mercados de Crato e Juazeiro do Norte.

Diariamente, dezenas de estudantes e feirantes transitam na rodovia. Eles temem que, com a chegada das chuvas, a estrada seja novamente interditada como aconteceu ainda no início deste ano.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

SAIBA MAIS

Cuidados
Pegar as estradas durante os meses de férias requer ainda mais atenção dos condutores. Os superintendentes do Dnit, Guedes Neto, e do DER, Quintino Vieira, recomendam alguns cuidados.

Recomendações
Verificar as condições do veículo antes de pegar a estrada
Não dirigir cansado nem com sono
Não dirigir longos trechos à noite, pois a visibilidade é menor
Dirigir com prudência (não fazer ultrapassagens proibidas, por exemplo)
Não exceder o limite de velocidade permitido, inclusive em estradas com boa pavimentação
Não ingerir bebida alcoólica
Observar a sinalização
Para motoristas novatos, redobrar a atenção
Ter atenção com pessoas na pista e trechos obras

ZONA NORTE

Estradas merecem atenção

Sobral. Opções de férias na região Norte é que não falta. Entre o litoral e cidades serranas, os turistas poderão encontrar momento de descontração e de lazer. Mas o cuidado deve ser redobrado neste período devido ao fluxo de veículo que tende a aumentar a exemplo dos anos anteriores. Diferente do primeiro semestre, em que as estradas desta região apresentavam perigo devido à má conservação, neste momento se encontram boas para o tráfego tanto a federal quanto as estaduais.

Saindo de Sobral com destino às cidades da Serra da Ibiapaba, onde o turismo está sempre em alta, o acesso melhor é pela BR-222. A pista está bem conservada e a sinalização horizontal é boa. Os motoristas têm que ficar atentos com as placas verticais, pois a maioria foi pichada por vândalos. No percurso de aproximadamente 70 quilômetros, entre o KM 230 ao 311 da referida BR, é difícil saber o que tem a frente. Nas CEs, que dão acesso às cidades de Viçosa do Ceará, Ubajara, Carnaubal, Ibiapina e Ipu, não há trechos danificados. A sinalização é boa tanto para viagem diurna quanto noturna. Entre Tianguá e Ubajara há um Posto da Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV), com fiscalização permanente.

Se a preferência for por cidades litorâneas, os motoristas também irão encontrar as rodovias boas para o tráfego. A CE-362, que dá acesso às cidade praianas de Camocim e Barroquinha, oferece boas condições, a preocupação que o motorista tem que ter é com animais soltos à margem da estrada, principalmente entre os municípios de Massapê a Granja. De Sobral indo com destino ao outro lado do litoral, ou seja as cidades de Acaraú, Jijoca de Jericoacoara e Itarema, a preocupação é com o trecho entre Sobral e Santana do Acaraú, num percurso de 42 quilômetros, onde há buracos e a sinalização é péssima.

Exceção
O asfalto do trecho entre os municípios de Sobral e Itapajé, correspondente à BR-222, quilômetros 122 a 223, está em situação crítica. São mais de 100 quilômetros da má sinalização tanto vertical como horizontal, neste trecho é ruim para viagem durante a noite. Neste trecho da BR-222 existe curva bastante acentuada, ondulações na pista e, além de tudo isso, não existem acostamento. Homens trabalham no trecho cortando o mato que cobre as placas de sinalização. A partir da cidade de Irauçuba em direção a Sobral há operários trabalhando na recuperação dos buracos na rodovia BR-222, de acordo com informações do posto da Polícia Rodoviária Federal naquele município.

Wilson Gomes
Colaborador

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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