xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/12/2008 | Blog do Crato
.

VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

05 dezembro 2008

MAIS UMA DO NASSIF

É Hora de Gilmar Mendes prestar Contas !
Senhores,

Pode até ser que alguém não goste do Nassif, mas que o cara é competente, bem informado e corajoso, negar quem há de ??? Afinal, não é qualquer um que se dispõe a "peitar" , publicamente, o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal.
Vejam, abaixo, o que ele publicou no seu blog, hoje. [ Ao lado, foto de Luis Nassif ]

É HORA DE GILMAR PRESTAR CONTAS
(publicado originalmente no blog www.luisnassif.com.br)

Há indícios fortes de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi o responsável pelo vazamento de informações sigilosas à revista Veja.
Há indícios fortes de que o suposto grampo da conversa de Gilmar Mendes e do Senador Demóstenes Torres foi uma farsa. Provavelmente não haverá como identificar quem foi o autor da provável farsa, já que não existe sequer a prova do crime – o áudio – mas um mero papel com a transcrição da conversa.
Se comprovada a farsa ou se nada for apurado, mesmo Gilmar Mendes não tendo participação direta na sua montagem coube a ele – na condição de presidente do STF – emprestar credibilidade ao fato, fazer pré-julgamentos, desrespeitar o chefe de um outro poder e quase provocar uma crise institucional. No mínimo Gilmar Mendes terá sido o responsável por transformar uma farsa em episódio político grave.
Pergunto: o elefante está no meio da sala, escondido debaixo do tapete. Será possível ignorar esses episódios, evitar sua apuração, sem que isso configure uma humilhação à Nação, às tradições jurídicas, ao estágio atual de desenvolvimento do país?
Acho que não.

Luiz Nassif
Por: José Nilton Mariano Saraiva
.

Campanha DOCE NATAL 2008

COMUNICADO DOCE NATAL 2008


A Prefeitura Municipal de Crato convoca toda comunidade para neste domingo (Dia 07 de Dezembro), participar da abertura oficial do Doce Natal na praça da Sé, ás 20:00h.
No momento será entregue a chave da cidade para o Papai Noel e haverá muita diversão e alegria contando com apresentações de varias atrações artísticas, muita dança, palhaços e as crianças do Coral infantil da Scac, que nas sacadas do Museu Municipal, cantarão musicas Natalinas. Vá e leve sua família.

O Doce Natal é um projeto social filantrópico, inspirado pela primeira Dama do Crato, Mônica Araripe, que já está em sua 4ª edição, e tem como objetivo arrecadar brinquedos novos para as crianças carentes de nossa cidade, bem como levar alegria e solidariedade à todas as comunidades até o dia 20 de Dezembro, quando então acontecerá um grande show de encerramento no estádio Mirandão para a entrega dos presentes arrecadados.
Participe você também, doe um presente e seja nosso parceiro nesse Doce Natal, faça uma criança sorrir.
Contamos com a presença de todos.

Atenciosamente,

Evandro Rodrigues de Deus
Assessoria de Imprensa do Doce Natal 2008

Em Matozinho também chegou um falso padre...


UM BONÉ


-- Um boné !?
Certamente haverão de interrogar vocês com ar enigmático e decepcionado. E o leitor, de imediato, concluirá que isto só pode ser falta de alguma notícia mais interessante vinda de Matozinho. Um sujeito tentando tirar suco de língua de papagaio. Paciência ! Por favor não vire a página só por causa de um simples e insignificante boné. Esse talvez seja também uma espécie de anzol literário que tentará aguçar sua curiosidade e mantê-lo preso, na transparente linha da narrativa, desde o princípio mixuruca ,até o parágrafo final. Assim, pois, embarquemos nesta viagem.
Dias atrás, numa solenidade dessas de só se suportar sob anestesia etílica, lá estava eu com um boné xadrez, desses que os franceses gostam de usar no final da tarde, quando vão comprar o baguette. Sentia-me um Jacques Prévert reencarnado, em plena Matozinho, quando um amigo, me vendo com aquela indumentária sui-generis, partiu em minha direção e olhou a peça de vestimenta com olhar apaixonado, me perguntando onde a tinha comprado. Antes que inventasse uma mentira qualquer, para não dizer , simplesmente: -- No Braz ! , ele o arrancou da minha cabeça e procurou a etiqueta que deveria identificar a nobre procedência daquele meu apêndice craniano. Não encontrando nada que demonstrasse ser de uma fábrica famosa, mo devolveu e saiu com cara desenganada e ar reprovativo. Fiquei matutando com meu boné aquela atitude brusca e deselegante, quando despertei para a profundidade do ato que tinha vivenciado. Certo que a sociedade de consumo havia criado as "marcas" justamente para poder vender produtos de igual qualidade, por preços totalmente díspares, única e exclusivamente por pertencerem àquilo que se convencionou chamar : "griffe" . O problema é que incorporamos esses hábitos na nossa convivência humana. Interessa-nos , pouco, as qualidades espirituais dos homens. Priorizamos o continente em detrimento do conteúdo e aí passamos a rotular as pessoas, igualzinho como o comerciante faz no supermercado ( muitas vezes até mesmo o preço colocamos). Fulano de tal é ótima pessoa porque é de família importante; Joaquim é burro porque é preto ; Ingrid é uma desavergonhada porque é homossexual; Gabriela é uma santa porque só vive rezando; Marcos não presta porque é comunista.... e por aí vai; vamos colocando rótulos superficiais e encaminhando essas mercadorias para o pútrido mercado negro das relações humanas. Lá serão elas colocadas nas prateleiras , para o consumo de todos, na razão direta dos superficiais valores que, com toda parcialidade possível, a classificamos . Não é certamente por mero acaso que a bíblia dos colunistas sociais, a constituição que rege as boas maneiras de se portar em sociedade, se chama exatamente de : ETIQUETA.
Essas vãs elucubrações em torno de um boné lembram-me, agora, da história de um ex-seminarista que aportou, subitamente, em Matozinho. O moço boa pinta, com vestimentas graves e discurso pausado, foi imediatamente tomado como padre. De início ainda tentou desfazer o mal entendido, mas aos poucos foi gostando da idéia e aí passou a exercer plenamente as funções sacerdotais que lhe tinham confiado. Rezava missa, casava , batizava, dava extrema-unções . Era queridíssimo na comunidade e cantava, saltitava em Show-missas que cada vez mais iam fazendo inflar a platéia da pacata cidade. A novidade, no entanto, chocou as beatas mais tradicionais que começaram a torcer o nariz , o que terminou por facilitar o desvendamento da farsa.
O novo pároco, não muito versado em teologia, passou a cometer alguns deslizes que,aos olhos dos cristãos comuns, hipnotizados pela música, pareciam coisa de somenos importância; mas para as beatas mais tradicionais se tornaram peças de um quebra-cabeças que foi aos poucos se materializando. O sacerdote ,freqüentemente, misturava a "Salve-Rainha" com a "Creio em Deus Pai" . Os sermões eram bastante liberais e abordava-se de cibernética à plantação de cebola. Numa das missas, ele simplesmente se esqueceu de proceder à Elevação e fez a Comunhão dos fiéis sem ter consagrado as hóstias previamente.
As beatas também já haviam desconfiado da quantidade de vinho ingerida pelo pastor em cada missa: Bebia na Liturgia, no Ofertório, na Leitura do Evangelho, na Homilia, no Sermão, até no "Ide em Paz...". A gota d'água , no entanto, ocorreu num dia de confissão quando um sessentão da Cidade, ajoelhado aos seus pés, sussurrou um pecado cabeludo: tinha uma amante há já alguns anos. O pastor , calmamente, interrogou se a esposa legítima se encontrava na Igreja naquele momento. O senhor respondeu que sim e mostrou sua cara-metade, naquele mesmo instante, curvando-se ante o vaso de água benta. Era uma mulher enorme, dessas de se pesar em arroba, mal feita como um saco cheio de cruz e com uma cara amassada como se estivesse encostada numa vidraça. O pastor olhou espantado aquele Trivelato truncado e foi taxativo:
--- Mande sua mulher aqui agora mesmo, que a penitência eu vou passar é para ela: cinco Rosários. Você tá absolvido, rapaz!!!
Quando as beatas tomaram conhecimento do ocorrido, foram direto ao bispo. Contactada a arquidiocese, em pouco a polícia estava no encalço do pseudoprofeta que obrou o único milagre de que se tem notícia: Escapou da noite para o dia, como se tivera pacto com o demo.
Restabeleceu-se a ordem religiosa em Matozinho, mas permaneceram alguns problemas aparentemente complexos. Mães ,cujos “anjos" tinham sido batizados, in extremis, pelo sacerdote de araque , choravam agora temendo estarem seus rebentos condenados ao limbo, ad eternum. Alguns casais unidos em cerimônia presidida pelo pastor fugitivo foram chamados para se submeterem novamente ao matrimônio. Alguns noivos , no entanto, já gozando das benesses do casamento, se negaram, terminantemente, dizendo que não iriam cometer o mesmo erro duas vezes. O pior, no entanto, aconteceu com as beatas denunciantes: viviam agora amedrontadas, temendo verem seus segredos terríveis de confessionário revelados pelo ex-pároco, em represália . Desde o dia da fuga rezavam sem parar, enquanto absortas fitavam a única peça que restara de lembrança do ex-santo reverendo, na sacristia :
-- Um Boné!

J. Flávio Vieira

Do Livro : " Matozinho vai à guerra"


Desafio para Socorro Moreira - E quem é esse pessoal ??

Nossa prezada amiga Socorro Moreira lançou aí um desafio pra ver quem acertasse quem eram as Moçoilas ( até o termo é o novo!!! ) da foto que ela postou. Daí que eu agora pergunto também: E quem são esses jovens "mancebos" aí dessa foto? alguém reconhece alguém ?


Foto cedida por Hugo Linard.

Abraços,

Dihelson Mendonça
.

Cadê a Felicidade




Andei muito a procura da felicidade
Busquei encontrá-la em cantos diversos
Freqüentei noites frias, tristes, solitárias – apesar de acompanhado de outras pessoas
Vi amores, casais, reencontro, separação, presencie a morte, fugi aos prantos
Cada copo de vinho, levava um pouco da agonia
Cada fechar de olhos, doía o peito
Cada amanhecer, renascia a esperança
Liguei a tv querendo esquecer, em nada resultou assisti a beijos apaixonados
Recorri a minha velha agenda, inútil, os nomes estavam apagados
Lembrei de casos, quem sabe lá não estivesse
Fui de novo tomado de medo, lembrei o passado, voltei a sofrer
Vou ficar no presente, rogar ao futuro, pedir aos Deuses que me apresente
Nem que seja uma única vez, a tal felicidade
Será que existe?
Acho que não sei, penso que não vi, talvez até já senti
Perder não perdi, amar já tentei, sofrer já sofri, felicidade nunca senti
Espero ansioso o dia amanhecer...

Carta ao Carlos Eduardo Esmeraldo - As Coincidências do Tasso Jereissati ( II )

Prezado Carlos Esmeraldo,

Você, que trabalhou e dedicou-se de corpo e alma à Coelce, deve lembrar-se: quando da federalização do BEC, houve a promessa de que o dinheiro arrecadado ( R$ 900 milhões ) iria ser integralmente utilizado no fortalecimento daquela estatal estadual ( no seu fundo de pensão, preferencialemente, a fim de resguardar as pensões e aposentadorias futuras ).

Você sabe onde essa montanha de dinheiro foi alocada ???
Você é beneficiário de algum rendimento do fundo de pensão da Coelce ???
Hoje, existe esse tal fundo de pensão ???
No tocante ao loteamento de cargos, o que aconteceu no BNB e no BEC são retratos emblemáticos: afilhados de Tasso, sem maiores conhecimento da atividade bancária, Byron Queiroz (BNB) e Alencar (BEC), usaram e abusaram do loteamento de cargos, colocando em posições estratégicas pessoas sem a competência devida, além de demitirem, perseguirem e transferirem aqueles que não rezavam pela cartilha tassita.

De outra parte, empresários de alto coturno, que colaboraram (ou não) na campanha do Tasso Jereissati, "premiados" foram com financiamentos vultosos e irregulares ( Você sabia, por exemplo, que a Construtora Encol, SEIS MESES DEPOIS DE TER A SUA FALENCIA DECRETADA PELA JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO, recebeu do BNB de Byron Queiroz, um mega-financiamento, no valor de SETE MILHÕES DE DÓLARES ??? E olhe que o BNB não atuava e nunca atuou no segmento de habitação. Temos o documento em mãos).

Como resultado, e não poderia ser diferente, BNB e BEC faliram (quebraram) enquanto os "felizardos" que se beneficiaram com o crédito a fundo perdido, vivem hoje a gozar com a cara dos que se recusaram a participar do banquete. Já com relação às estatais federais instaladas no Ceará ( Policia Federal, Receita Federal, BB, CEF e outras ), houve uma devassa em seus comandos, e partidários do Tasso foram guindados àquelas posições.

Isso não é loteamento de cargos no poder público ??? Isso não é politicagem rasteira ???

José Nilton Mariano Saraiva
.

.:.
Ciclos

Coração
Cor e ação
Passatempo
Passa
O tempo...
Justaposição
Posição justa
Justa
Infelicidade
Feliz
Cidade
Cidade feliz
Crueldade
Idade cruel
Idade...
Cruel.

Nijair Araújo Pinto

Crato-Ce, 4 de dezembro de 2008.
23h41min
.:.

Na foto, atendendo a pedidos de leitores, uma linda amiga minha, Dayanne Vasconcelos Kerenski que, gentilmente permitiu a publicação. Espero que fotos de amigas também não sejam proibidas.

Abraço!

O Pensamento do Dia - Dihelson Mendonça


Ironizando Bertold Brecht:

"Há homens que lutam um dia e são bons, há os que lutam muitos anos e são muito bons, mas há os que passam a vida sem fazer porcaria nenhuma, até que num belo dia, dão um único tiro certeiro, e isso muda toda a história da Humanidade !"

Dihelson Mendonça
( Adágios Impopulares )
.

Novos acervos poderão ser tombados no Cariri


Patrimônio cultural

Clique para Ampliar

Curso D'Água na formação da Cachoeira de Missão Velha, um dos geotopes do Geopark Araripe, no Cariri. A área está listada para avaliação do Iphan (Foto: CID BARBOSA)

Clique para Ampliar

Ladeira de acesso à Colina do Horto, em Juazeiro do norte, é outro ponto de interesse patrimonial

O Cariri é área de interesse do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por apresentar rico acervos

Juazeiro do Norte. A recomendação do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do arquiteto Carlos Fernando de Moura Delfim, para os tombamentos estadual da Cachoeira de Missão Velha e o nacional da Colina do Horto, deverá ser posta em prática no início do próximo ano. Pelo menos essa é a intenção da 4º Superintendência Regional do Iphan, no Ceará.

A superintendente substituta do órgão, Olga Paiva, diz que, após a retomada dos trabalhos no início deste ano, os assuntos serão incluídos em pauta de trabalho, dando uma prioridade nesses estudos no Cariri. A idéia é encaminhar, além dos dois locais propostos, também aos sítios arqueológicos na região. De acordo com ela, o Cariri sempre esteve na pauta de trabalhos do Iphan, mas este ano não teve como intensificar com maior prioridade esses estudos.

No caso da Cachoeira de Missão Velha, o início dos trabalhos, conforme Olga Paiva, passa por um entendimento com o secretário de Cultura do Estado, Auto Filho, para dar encaminhamento ao processo, com a proposta apresentada por Carlos Fernando.

Estudos detalhados
Olga Paiva explica que o passo a ser seguido, requer, inicialmente, a abertura do processo e instrução, o que implica em estudos detalhados, em ambos os locais, com busca de vestígios. Ela destaca a importância dos locais e diz que, com os estudos realizados para inclusão da Colina do Horto como Geotope, percebeu a importância não só no sentido da religiosidade, por ser um local de peregrinação. A Colina faz parte de uma das formações geológicas mais antigas do Geopark Araripe, do período Pré-Cambriano, o que corresponde há cerca de 600 milhões de anos.

Já a Cachoeira de Missão Velha, atualmente, merece uma atenção especial dos poderes públicos, tanto local como estadual. É um dos cartões postais do Estado, se recuperada. O local se reveste de uma importância histórica, por, conforme pesquisadores, ter sido iniciado o processo de colonização da região, além de beleza paisagística. Do período Devoniano, esse geotope corresponde a Cachoeira do Rio Batateiras.

Os canyons chamam a atenção. Segundo o arquiteto José Sales, este conjunto, de impressionante beleza e integridade, é um Parque Municipal instituído por legislação municipal específica encaminhada pela Prefeitura de Missão Velha, e tem um programa de educação ambiental na área.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

FIQUE POR DENTRO

Poder público é autor das ações patrimoniais
O tombamento é um ato administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental, quais sejam: fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva. Também pode ser feito pela União, por intermédio do Iphan, pelo governo estadual, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado ou pelas administrações municipais, utilizando leis específicas.

Mais informações:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
4ª Superintendência Regional, Rua Liberato Barroso, 525, Fortaleza (CE) , (85) 3221.2180

MELHORAMENTOS

Reconhecimento vai assegurar proteção legal

Juazeiro do Norte. Nos dois locais que poderão ser priorizados a partir do início de 2009 pelo Iphan e que poderão passar a ser protegidos por lei, como áreas legalizadas como patrimônio histórico, há preocupação pelas constantes modificações, com a intervenção do homem. Esse processo se dá tanto no sentido de mudanças estruturais, sem estudos e respeito ao aspecto histórico, como pela forma desenfreada da degradação ambiental.

Em Juazeiro do Norte, há alguns meses foi retirada a pedra tosca da Rua do Horto para colocação do paralelepípedo, por meio de projeto da Prefeitura local. A justificativa foi a recuperação da rua esburacada, com danos maiores principalmente durante às chuvas, impedindo o tráfego normal na via. A comodidade venceu a memória histórica. Para Olga Paiva, como não há proteção legal para área, com ausência do tombamento, o máximo que poderia ser feito era uma orientação, no sentido de preservação daquele patrimônio.

O historiador e também pesquisador de Juazeiro e do Padre Cícero, Daniel Walker, foi um dos que defendeu a aposição de pedras de melhor qualidade, ao invés do paralelepípedo, afixadas com cimento e não com areia como aconteceu. Mas mesmo assim o calçamento continuou por décadas. São mais de dois quilômetros de subida, considerada a “via-crucis”, dos romeiros do Padre Cícero. As casas simples relembram as pequenas vilas rurais.

Exemplo de conservação
Walker há alguns anos visitou a cidade de Piranhas, em Alagoas, com monsenhor Murilo, e disse ter se admirado com o exemplo de preservação dado pela administração daquela cidade, conseguindo o tombamento pelo patrimônio histórico praticamente de todas as ruas. Ele também lembra dois calçamentos em pedra tosca das ruas de Ouro Preto, em Minas Gerais, do tempo do Império. “São calçamentos em pedra tosca de melhor qualidade, maiores do que as nossas, mas que continuam em bom estado de conservação”, destaca o historiador caririense.

Este ano foi comemorado o centenário do Casarão do Horto. A casa onde residiu o Padre Cícero era o seu refúgio para meditação. A área em volta passa por um processo de reflorestamento. Segundo a superintendente substituta, o local se reveste de um grande valor histórico. “Do ponto de vista de patrimônio imaterial está na categoria lugar. É um local sagrado pela piedade popular”, explica ela.

BELEZA
"A Colina do Horto se reveste de um valor histórico indiscutível, com paisagem e beleza"
Olga Paiva
Superintendente do Iphan

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
.

A LUZ DO BAILE




Fico a imaginar o que escreveria Monteiro Lobato – caso vivesse nos dias atuais – sobre a série de denúncias de irregularidades administrativas que vêm grassando - através dos meios de comunicação - nos três poderes da república brasileira.
Para quem não sabe, Monteiro Lobato foi um dos bons intelectuais brasileiros do século passado. Ele abraçou idéias marxistas; escrevia muito bem e era conhecido pela coragem de dizer o que pensava, sem preocupação de desagradar. Foi também ardoroso defensor das idéias republicanas, antes, e nos primeiros dias do golpe militar de 15 de novembro de 1889. Mas quando viu os frutos advindos da Proclamação da República, escreveu, em 1918, um artigo com o título de Dom Pedro II era a luz do baile.
Permita-me compartilhar com o caro leitor apenas dois trechos do artigo citado:

O fato de existir na cúspide da sociedade um símbolo vivo e ativo da Honestidade, do Equilíbrio, da Moderação, da Honra e do Dever, bastava para inocular no país em formação o vírus das melhores virtudes cívicas. O juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influência catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição possibilizava-se: o chefe permanente das oposições estava no trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, o defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mau cidadão enfim, e mau por força dos pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniqüidade – mas sofreava as rédeas dos maus instintos a simples presença da Eqüidade e da Justiça no trono”.

“Ignorávamos isso na monarquia. Foi preciso que viesse a república, e que alijasse do trono a Força Catalítica para patentear-se bem claro o curioso fenômeno. A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro (de 1889), bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, a ordem de soltura, desaçamaram a alcatéia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais que se revezem na curul republicana”.
Armando Lopes Rafael

Desafio


"Quero que você me diga, cinco "vez" encarrilhado, sem errar, sem tomar fôlego"... (vaca preta, boi pintado)


1. Quem são as moçoilas da foto?
2. Onde (em que rua) elas estavam marchando, num dia 7 de setembro, em plena Semana da Pátria?
3. Esta "farda de gala" que estão usando, de que colégio era?



Se você é de Crato, e viveu essa época deve se lembrar.

Ganha um queijo quem acertar !!!


Para Correinha




Um dia triste ...
Um poeta morre ?
Uma noite é nostalgia.
Uma voz ficou muda
Uma porta sem Bach
Uma calçada de bar...
Uma cerveja gelada
Um corpo frio
Uma alma iluminada
Uma festa
Um despertar noutro andar !

No andar de cá , no andar de lá ...


Hoje eu tomaria um vinho
Sairia descalça na madrugada
Nem Flora , nem louca
Apenas irmã das estrelas
que ainda piscam ,
no trânsito do silêncio.
Hoje eu compraria o apito do guarda
Por que não toco violão ?
Por falta de destreza , me desafino
Cordas no pinho
- vocálicas ...
Intenção e desvio.
Hoje eu aportaria
no teu quintal ,jardim ,
sonho ,coração ...
Rasguei e amassei
versos antigos
Rasurei minha agenda
Iluminei endereços
Telefonei pro passado
Quem atendeu é presente!
Hoje não durmo
enquanto o sol não chegar
Como Amélia , coitada ...
espero o dia voltar.
Hoje meu sonho é tão lúcido
que a loucura de vivê-lo
conversa com o travesseiro.
Como Domingos Barroso ,
vou atrás das formigas
Transformá-las em musas
Preencher folhinhas
Soltá-las ao vento
com recadinhos
em notas musicais.

Edições Anteriores:

Setembro ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30