xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 04/12/2008 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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04 dezembro 2008

As Coincidências de Tasso Jereissati


Tasso branda no senado contra o empréstimo da CEF à Petrobrás. Estranho. Deve-se deixar uma empresa séria com a Petrobrás sem caixa? Ou seria apenas coincidência esses "brandos éticos" do empresário-senador no exato momento que mesma Caixa Econômica vetou o empréstimo de 2 bilhões que a Oi queria para comprar a Brasil Telecomunicações? Obvio que é coincidência, afinal, o senador-empresário não está levando em conta que seu irmão é um dos donos da Oi. A vida tem dessas coisas, muitas coincidências...

Por Airton de Farias

Para o Blog "Rastreadores de Impurezas" - Rede Blogs do Cariri
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Rui Barbosa - Outro Picareta ?? - Por José Nilton Mariano Saraiva



RUI BARBOSA

O Carlos Eduardo Esmeraldo (que não tivemos o prazer de conhecer pessoalmente), que toda razão: o "Dossiê Veja", do competente e sério jornalista Luiz Nassif, é um documento profundo e corajoso sobre a podridão que impera na mídia brasileira, principalmente na Revista Veja e nos grandes jornais sulistas (Folha, Estadão, etc).

Tivemos a satisfação de, recentemente, participar, aqui em Fortaleza, na sede da FIEC, de uma palestra do Luiz Nassif (sob o patrocínio da Coelce), oportunidade em que conversamos e colhemos o autógrafo do próprio no livro de sua autoria "Os Cabeças de Planilha".

A propósito, o tal livro do Nassif (resultado de pesquisas em documentos oficiais da época, e a palestra) nos traz uma revelação desconcertante e estarrecedora que, acreditamos, não seja do conhecimento da maioria dos brasileiros, historiadores ou não (inclusive do Carlos Eduardo Esmeraldo): é que, à época do Encilhamento, o famoso Rui Barbosa, o nosso "Águia de Haia", valendo-se da privilegiadíssima inteligência (ao estilo do Daniel Dantas, segundo o Nassif), na realidade atuou como um grande "picareta" quando esteve Ministro da Fazenda do Deodoro da Fonseca.

Consciente da sua grande influência sobre o Deodoro (para conseguir o que queria, chegou a pedir demissão em nove oportunidades) , mancomunou-se com o grande amigo Francisco de Paula Mayrink quando "...viu na reforma tributária a possibilidade de beneficiar grupos específicos e de ser beneficiado por eles... e saiu do governo sócio de três empresas dele" (página 30).

Já à página 107: "... a extraordinária capacidade de Rui de transformar conhecimento técnico em poder político, poder político em poder financeiro, e em desenvolver argumentos legitimadores para ocultar privilégios intoleráveis".

Enfim, são tantas e tão cabeludas as peripécias e as falcatruas elencadas pelo Nassif sobre o “grande” Rui Barbosa, principalmente à época do movimento conhecido por “Encilhamento”, que a conclusão a que podemos chegar é que, além de tudo que se diz meritoriamente a seu respeito, Rui Barbosa foi, na realidade, um tremendo corrupto, imoral e desonesto (vendas de propriedades da União subfaturadas com o recebimento da comissão respectiva, recebimento de um palacete nas Laranjeiras por serviços prestados a amigos, associação em negócios escusos e por aí vai).

A quem interessar, qualquer dúvida poderá ser elucidada no livro “Os Cabeças de Planilha”, do Luis Nassif (páginas 79 a 104, principalmente).

Vocês irão se surpreender ( a corrupção e bandidagem parecem impregnadas por aqui desde a chegada de Cabral ).

Enfim, é a história do Brasil passada a limpo !!!

Por: José Nilton Mariano Saraiva
O.B.S - O Título do artigo é meu ( Dihelson Mendonça )
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Rescaldo


Eudóxio nunca tinha sido chegado a muitas presepadas. Funcionário público, na Agência do INPS de Matozinho, levara a vida toda encaminhando benefícios e aposentadorias. Talvez a tentação lhe tenha batido quando pressentiu a proximidade da sua própria aposentadoria de barnabé. Entrado já nos cinqüenta, chegara naquela fase do cachorro hidrofóbico. Olhou para os cabelos brancos no espelho do quarto e viu que já não sobravam muitos cartuchos para carregar a velha socadeira meio enferrujada que carregava entre as pernas. Os filhos todos crescidos já estavam pras bandas de São Paulo. Voltavam periodicamente para visitá-los trazendo algumas quinquilharias da 24 de Março, roupas de frio compradas no Braz e cagando uma goma danada. A mulher, D. Marinalva, tornara-se uma matrona, beata, passava os dias mais na igreja do que em casa. A vida sexual dos dois de há muito havia arrefecido. Eudóxio percebera que era quase um crime transar com uma santa daquelas e, mais, levar para cama a mãe dos seus próprios filhos. Aquilo lhe cheirava a uma tara sexual quase que inimaginável. Metido numa saia justa dessas, não foi fácil cair em tentação e ser levado a espatifar o sétimo mandamento.
Conhecera Eufrasina casualmente, quando esta encaminhava, na repartição, um seguro desemprego do pai dela. Morena fogosa, com uns cabelos negros como cambuí caídos aos ombros, andar sinuoso de serpente e bunda de tanajura. Carregava nos lábios um sorriso na agulha e que disparava a todo momento, encantando que estivesse ao redor. A princípio se fez de inocente e distante, talvez porque achasse que era prenda demais para cair na sua rede. Mesmo porque ultimamente tudo o que vinha caindo dentro da sua fianga era caco de telha e morcego. Mas a moça se foi insinuando pouco a pouco para Eudóxio e ela era irressistível: destas de tirar solidéu de bispo e mitra de papa. Dia após dia, lá estava Eufrasina o procurando no intuito aparente de resolver a pendência previdenciária. Conversa puxa conversa, sorriso carreia sorriso até que o primeiro e furtivo beijo roubou Eudóxio por trás do balcão, num horário de almoço. Acesa a primeira chama, o incêndio tomou corpo e , em pouco, nem o Corpo de Bombeiros da capital teria condição de apagar e fazer o rescaldo. As carícias se foram tornando mais freqüentes, em horários cada vez mais furtivos. D. Marinalva nem percebeu as mudanças de horário de trabalho do marido, talvez porque ultimamente ele viesse muito mais delicado, condescendente e carinhoso. Eudóxio esperava apenas o momento de ir às vias de fato ou ir de fato às vias e já não suportava mais a espera da desejada lua-de-mel.
O momento propício não demorou a chegar. Próximo ao fim do ano, D. Marinalva avisou ao marido que viajaria no fim de semana para visitar os pais em Serrinha dos Nicodemos. Periodicamente fazia esta viagem e Eudóxio nunca ia: não se dava bem com o sogro e a sogra que sempre se opuseram ao seu casamento. Nosso barnabé quase não conseguiu conter a alegria que lhe assaltou de repente as entranhas. Tinha, por fim, o álibi perfeito. Tramou, então, levar Eufrasina, por fim, para a lua-de-mel . Programou toda a tramóia. Levaria a namorada, no sábado, para Bertioga. Soube que lá haviam inaugurado o primeiro Motel de toda a região. Ouvira alguns amigos comentarem a novidade. Aquilo se tornara uma verdadeira revolução nos costumes de Bertioga e periferia. Antes só se tinha o Moitel e neguinho pelado precisava se resolver no escuro com carrapicho, com cobra, formiga vermelha, urtiga e cansanção. Finalmente a modernidade chegava a Matozinho!
No sábado um Eudóxio trêmulo e ansioso pôs Eufrasina na velha fubica e partiu para Bertioga. Ela avisara em casa que ia dormir na casa de uma amiga. O percurso de poucos quilômetros pareceu estranhamente longo, os minutos não passavam. Logo na entrada de Bertioga, nosso projeto de noivo avistou uma casa grande e uma placa luminosa, com luzes em pisca-pisca onde se lia: “ Motel Nossa Senhora Aparecida”. Eudóxio teve um mal pressentimento. A ansiedade , no entanto, falou mais alto e ele pegou a chave na portaria e adentrou o estabelecimento. Observou, enquanto buscava o quarto 25, que as dependências da casa estavam superlotadas. Estacionou e entrou com Eufrasina num pequeno quarto, com uma luz vermelha no teto, uma cama redonda, uma quartinha do lado da mesa de cabeceira e um ventilador zoadento no teto. Enfim sós !
Começaram os jogos iniciais e quando se preparava para bater o centro e levar a partida pelos 90 minutos regulamentares, de preferência com goleada, ouviu fortes batidas na janela do quarto. Imaginou que fosse algum serviço especial da casa. Pediu tempo e entreabriu a porta. De repente, foi jogado ao chão por homens armados que anunciaram o assalto e mandaram todos sem roupa ir ao pátio central do motel. Ele e Eufrasina, faltando mão para cobrir todas as dependências, se viram, de repente, como Adão e Eva, expulsos do paraíso. No pátio já se aglomeravam mais de cinqüenta casais, todos peladinhos como nasceram. Depois de ter sido feito o rapa geral, por cinco bandidos encapuzados, todos tiveram que se dirigir à delegacia de Bertioga, ainda sem roupa, para fazer o devido Boletim de Ocorrência. Só aí é que Eudóxio , atarantado, começou a identificar os outros companheiros de infortúnio. Padre Sabino tentava esconder o coroinha; Sinderval Bandeira, o prefeito , em pelo, buscava esconder a mulher do presidente da câmara de vereadores; D. Irenilda, a beata mais irada de Bertioga, estava nuinha, junto da companheira : D. Zarilda, a delegada. A revelação maior, no entanto, estava para vir. No meio do strip-tease comunitário, Eudóxio conseguiu identificar, aquilo que seria a maior surpresa da festa: D. Marinalda, sua santa esposa, sem roupa, tendo ao lado o sacristão da catedral: “Pedim Boca de Fole”. Só depois soube que o sogro e a sogra já tinham falecido em Serrinha dos Nicodemos há mais de cinco anos. Diante de tanto fragrante delito, com o rastilho de pólvora de uma bomba de muitos megatons chiando nas suas mãos, o delegado Fifim Aribé não se conteve e suspirou :


---- Bem logo vi que sapecar nome da padroeira do Brasil neste tal de moté ia terminar dando um azar danado!

J. Flávio Vieira

Quer participar? Entre em contato!


Futebol - Atualização - Por: Amilton Silva


Ufa! Até que emfim um Brasileiro campeão da Sul Americana


O Internacional tornou-se o primeiro time brasileiro a vencer a Copa Sul Americana de clubes.Em jogo dramático realizado no Beira Rio lotado, público superior a 61 mil torcedores,o colorado que jogava pelo empate,perdeu no tempo normal por 1 X 0 para o Estudiantes da Argentina.O gol foi assinalado pelo zagueiro alayes aos 20 minutos do segundo tempo.Como o Inter ganhou a partida de ida pelo mesmo placar, o jogo foi para progorração.Nos trinta minutos restantes o colorado foi superior técnica e fisicamente e chegou ao gol que garantiu o título aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação, através do seu artilheiro Nilmar.

Por: Amilton Silva, editor de Esportes do Blog do Crato
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A cousa

Clique na foto e leia a poesia.

Grato!

Polícia prende falso padre no Crato

A policia prendeu nesta segunda-feira (1º) o falso padre que se apresentava nas comunidades visitadas como pertencente a arquidiocese de São Paulo. Em poder dele foram encontrados uma batina preta, um colarinho, um crucifixo e uma pequena âmbula de meta, vazia, onde são guarda das as hóstias consagradas. O falso padre foi preso numa casa do conjunto residencial Vitória Nossa, no bairro do Seminário. Em seguida, a polícia o conduziu para rua Bomílcar, também no bairro do Seminário, a fim de pegar os objetos de uso pessoal do falso sacerdote.

Ainda no camburão da polícia civil, vestido de bermuda, o falso padre se identificou para a reportagem como Antonio Rogério Feijó, natural do Estado de Alagoas. Justificou que “não estava fazendo nada de mais”. “Ando de batina porque carrego uma frustração: fui seminarista, mas não consegui ser padre”. Para o falso padre, isso não se constitui nenhum crime. Afirmou que vivia do aluguel de uma casa que o pai deixou para ele em Alagoas.

A propósito das denunciais de que ele estaria fazendo pregações contrárias à doutrina da igreja católica, afirmando, por exemplo, que “Cristo nunca condenou a bebida. Ao contrário, Ele incentivou quando, nas bodas de Cana, transformouágua e vinho, a pedido de sua mãe, Nossa Senhora,” Ao reafirmar esta interpretação bíblica, o falso padre complementa, dizendo que Cristo condenou o excesso de bebida.

O Delegado Levi Leal informou que só tem condições de enquadrá-lo no Código Penal depois das investigações. Estão sendo levantadas suspeitas de que o falso sacerdote estaria aliciado menor. O sargento Almeida, que esteve a frente da operação, informou que em poder dele foi encontrada também uma lista com o nome de pessoas do Crato.

Fonte: Portal Verdes Mares

Nota: O falso padre concedeu entrevista ontem no Jornal do Cariri de Antonio Vicelmo.
Atenção: Foto meramente ilustrativa.

CRATO - A Passagem do Tempo...

A passagem do tempo assombra o ser humano. Tudo muda! Para os que conheceram o crato há 2 décadas, hoje o encontrarão completamente diferente. Hoje trago 2 fotos do parque municipal, uma dos anos 80 e outra de hoje, 2008:

Foto do Parque Municipal Anos 80

Acima: Foto do parque Municipal nos anos 80: Pachelly Jamacaru.

Foto do Parque Municipal 2008

Acima: Foto do Parque Municipal hoje, 2008. Dihelson Mendonça


Blog do Crato
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Plantão Blog do Crato - Morre o Artista Correinha

.Morreu ao meio-dia de ontem no Hospital São Francisco, o mestre da cultura popular Correinha. Correinha é um artista muito conhecido e querido por todos que têm alguma relação com a cidade de Crato. Seu sepultamento acontecerá hoje, às 15 horas no cemitério local. Com a morte de Correinha, morre também um dos grandes representantes de uma geração de artistas que muito enobrecem a cultura produzida na região do Cariri. Correinha já vinha sofrendo com vários problemas de saúde. Logo mais, outras informações sobre o assunto neste mesmo local.

O corpo de autores e escritores do Blog do Crato presta solidariedade à família do Correinha.
Assim escreve Cacá Araújo sobre o mestre Correinha:

MESTRE CORREINHA DO CRATO

Francisco Correia Lima, o nosso Correinha, uma das personalidades mais significativas da cultura popular do Ceará e do Nordeste, deixou a vida neste 3 de dezembro e se eternizou em sua vasta e diversificada obra. Cantor, compositor, cordelista, músico, pifeiro, folclorista, ator, soube defender e representar a riqueza cultural cratense, nordestina e brasileira com sabedoria, irreverência e bravura.

Integra agora a plêiade de mestres da cultura popular que, d’outra dimensão, nos inspiram e encorajam na gloriosa cruzada em defesa da vida que emana dos versos de cordel, dos zabumbas e dos pifes, dos cantos e espadas de reis e guerreiros, das pisadas e toeiras de coco, das batidas versejadas dos cacetes de jucá, das violas e aboios e emboladas, e das tantas e belas manifestações da alma ancestral do nosso povo, matrizes da verdadeira identidade nacional. Está o Mestre Correinha com Pedro Teles, Figueiredo Filho, Dedé de Luna, Eloi Teles, Walderêdo Gonçalves, Zé de Matos, Luiz Gonzaga, Zé Gato, Cego Aderaldo, Mestre Carnaúba, Poeta Maranhão, Cego Oliveira, Juscelino Júnior, Mestre Bidu, Britinho, Chico e João Aniceto.

Nascido de raízes populares, conhecedor da história do povo e abençoado pelos deuses, em vida foi um artista de várias artes, artesão do verso sertanejo que cantava as coisas belas, combatia injustiças sociais e enchia de graça a quantos o lessem ou escutassem. Em estado de luz é um patrimônio imensurável que anima e reanima nossa caminhada em busca da felicidade coletiva.

Crato-CE, 3 de dezembro do ano 2008.

Prof. Cacá Araújo
Poeta, Folclorista e Dramaturgo

Blog do Crato
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Vigília

Imagem formatada por Claude Bloc

Faço vigília,
Fico acordada o quanto eu puder
Já me livrei das saudades
Já me desfiz das lembranças
Mas te peço outra vez:
Não invadas mais meus sonhos
Com essa contumácia.
Contei estrelas no céu
Catei-as em meus pensamentos
Cantei para a lua,
inspirei-me...
Senti os perfumes noturnos.
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Eu escrevi confissões
Já me recompus do medo
Segui passos em silêncio
E tratei todas feridas
Que me doíam por dentro
Fiquei sozinha, sem voz
Sufocando meus soluços ...

E me voltas nestes sonhos
Como se eu te chamasse!

Não afoguei minhas mágoas
Não tenho aqui tua mão
Mudei meu secreto rumo
Macio, atemporal ...
Não invadas mais meus sonhos
Mais uma vez eu te peço:
Não me venhas mais, tristeza!
Que eu já desisti de tudo
Sou feliz, sobrevivi.
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Texto por Claude Bloc

Les fleurs mortes - Música para ninar gente grande - Quem nos embala é o Dihelson , através da Rádio Chapada do Araripe. Boa noite , meu amigo !


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