23 novembro 2008

Con te mio cuore se partiró

Sarah contigo mio cuore se partiró. Por algo mais que o coração non traduce in voce, sapore, tato, um profumo de te. Um tempo pleno sur toda a la gente, menos que segundos, nenhum detalhe, esta imensa paisagem contendo todas as coisas.

E mio cuore é como una croce em que una lunga parte é todo il mare, e outra parte più pequena é una fonte que surge sopra minha alma. Una canzone que dire de um outro paese, remoto como una Stela, e eu contigo irei. Per tua canzone, nas cordas vocales agudas feito um anzol de me pescare. E todo mio corpo se vá como un flauto de Hammerlin. Indo como il giorno se vai adesso al caminho del sole.

Sarah teus occhi chiari, hipnose ofídica de cujo veneno desejo mais una dose. Um brindisi que introduce mi amore rosso, mia alma azurra, il mio pensiero in arco baleno. E nesta altura em que mais não sei de paralelos e meridianos, desconheço se neste planisfério se irá a uno orizzonte qualquer.

E a larghezza de mia volontá se cerra em uma caixa registradora de numerários. Afinal Sarah, é tu una voce que me dire d´amore, pero non possedero denaro par uma vez mais te ouvir. Aquele giorno em que te escutei se transformaró em ingresso remunerado, em um corvo que bica toda la piantagione. Uma realidade igual a coruja de Minerva que só se levanta ao anoitecer.

Deforete



A rua Irineu Pinheiro – no Pimenta - foi palco de minha adolescência. Ali aportei aos 10 anos, recém-chegada da França, onde havia passado um ano na cidade de Arès (perto de Bordeaux) – mas isto é outra história.

Minha casa foi batizada com um nome festivo: FrançAlegre. Meu pai, Hubert Bloc Boris, cidadão cratense, ex-maqui na Segunda Grande Guerra, fazia questão de demonstrar seu amor à França dando um nome à sua residência. Expressava, assim, esse sentimento de liberdade e alegria e ao mesmo tempo de uma saudade arraigada e difícil de esconder. Era um homem alegre e inteligente, e tinha a alma de artista. Pintava telas abstratas, escrevia em Português seus discursos do Rotary, tinha muitos amigos que o admiravam... e era um dínamo no âmbito do trabalho.

Dizia ele que seu aprendizado de Latim, quando estudante, o fez assimilar mais rápido o Português que falava com algum sotaque. Era um homem muito afetuoso e não se envergonhava disto. Ai de mim e dos meus irmãos se não lhe aplicássemos um sonoro beijo na bochecha na hora do desjejum... Meu pai, era um homem diferente, sensível, lábil e hábil, que se deixou consumir pela vida tentando compensar-se dos sofrimentos causados pela Guerra, das perdas, e das feridas da alma.

Atrás de um grande homem, uma grande mulher: Janine, minha mãe. Ela viveu no Brasil, mais propriamente, no Crato, desde 1957, quando Dominique minha irmã, teve uma crise de apendicite e foi trazida às pressas da Fazenda Serra Verde até o Crato, num Jipe, por estradas de terra esburacadas e enlamaçadas. Foi operada em caráter emergencial, por Doutor Macário, num dia de tensões enormes. Enfim, este é outro capítulo.

Minha mãe viveu quase que silenciosamente seguindo seu amado em todos os lugares. Era moderna para sua época. Sofrida também pelos maus tratos da Guerra, mas isto não fez dela uma pessoa soturna. Era alegre e sorridente, reservada e de uma gentileza inigualável. Quem a conheceu sabe disso.
Mas, os anjos um dia voam de volta ao reino e foi pra lá que eles se foram há algum tempo deixando atrás de si pessoas que os amavam. Era preciso que eu falasse isto, antes de mais nada. Há coisas ditas por aí que me obrigaram a calar o tempo e cabe-me agora fazer-lhes justiça. E o que me faz falar neste momento, não é apenas meu amor filial, mas o dever de mostrar a verdade sobre duas pessoas queridas do Crato.

Agora, o assunto é outro. Voltemos à rua Irineu Pinheiro. A essa época, a rua era nova e terminava pouco adiante de minha casa. Seu Felipe Ribeiro da Silva e Dona Guimar, nossos vizinhos e amigos, na época, venderam a meu pai a casa de número 22 (que depois mudou de número). Ficava (e ainda está lá ) bem em frente do “Grupo Teodorico Telles” (que depois, com as novas denominações, recebeu aquele nome enorme que é um martírio para os pobres aprendentes).

Havia, nesse tempo poucas casas construídas nos dois quarteirões que compunham o núcleo de moradores da rua. Quase em frente ao Seu Felipe moravam Seu Cícero de Holanda Cavalcanti e Dona Marivalda (e uma meninada danada: Gracinha, Glória. Rubens e Renato (gêmeos) Meirinha e Vanda)...

Um pouco abaixo, uma vila de casas do mesmo estilo. Cada uma com sua história. E a turma era grande! A começar pela casa de Dona Joaninha e Seu Pedro que gastaram todo o seu Português para batizar os seus rebentos: Evaldo, Erivaldo, Edilton, Ernane, Evanilda (Vanidô), Evaneide, Erivane... parece que havia mais um, mas como era mais velho não estava por lá... Subindo um pouco, a casa de Dona Ana Banca (Ana Moura), mãe de Aparecida e Gilberto... Ao lado, a casa de Marisa Sobreira e Inês (sem esquecer Leni)e seus irmãos: Cícero e Donizeti. Era lá onde havia uma radiadora que derramava som pela rua, além dos recadinhos do coração.

Ah, e finalmente chegamos à casa de Dona Ana Preta (Ana Simões)– que criava Socorro e que não era preta, pois este era apenas o apelido que a distinguia da outra Ana. E o louro? Eita, papagaio gaiato! Gritava o dia inteiro: Socorro! Socorro!

Era quase em frente à sua casa que se reunia um séqüito de jogadores de peteca (feita por seu Zé Barbosa). Era realmente uma roda grande de vizinhos-amigos que se empenhavam pra não deixar cair a “dita cuja”. Lá de Seu Felipe, vinham: Rita, Sérgio (Batata), Derico, Adriano, Aninha, Bibica (Fabiana), Bodão (Marquinho) Corrinha (era pequenina ainda). Claro que havia briguinhas, risadas, folguedos, fofocas, intriguinhas... mas sobretudo alegrias e sorrisos que se espalhavam pela rua e chegavam aos ouvidos de Seu Pedro Praieira em sua bodega, além da Pracinha.

Doutor Derval e Dona Luizinha foram morar por ali, numa casa linda e imponente, colada à casa de Seu Felipe, na rua que cortava a Irineu Pinheiro. Claudia, Zena (Azenete) e Leandro eram os mais velhos (Fafá era o caçula), mas não visitavam os vizinhos, nem também jogavam peteca. Morava, com a família, Joana d’Arc, prima deles e excelente amiga.

Assim, dentre tantas histórias da Irineu Pinheiro, ressalto neste momento apenas mais um detalhe curioso. Uma personagem que me ficou na memória por suas características “sui generis” : era Dona Ana Preta, que em sua simplicidade, fazia parte do folclore da rua. E havia um motivo especial para isto. Ela era amiga de Seu Januário, pai do nosso Luiz Gonzaga, rei do Baião e era sua anfitriã quando ele visitava a cidade de Crato. Seu Januário ia buscar, lá em Seu Zé Barbosa, que morava mais acima, os chapéus de couro e gibão, que este fazia com esmero e que eram encomendados por Luiz. Dona Ana também gostava de contar as histórias de Lampião e, “vira-e-mexe”, tinha gente curiosa por lá escutando os “causos”, recheados de fantasia.

E assim, para encerrar, fica aqui a lembrança e a saudade desse tempo e dos finais de tarde em que, quando o dia esfriava, Dona Ana Preta, toda faceira, se sentava na calçada em sua cadeira de balanço e anunciava às passantes: “Minha fia, o tempo tá tão quente que eu vim aqui fora tomar um deforete”.

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P.S. Agradeço a Glória pela (re)lembrança de alguns detalhes.



Texto de Claude Bloc

Obama e o Orfeu Negro

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Se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.

Na noite do dia 25 de setembro de 1956, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça Orfeu da Conceição, do poeta brasileiro Vinícius de Morais (1913-1980). Esta peça é uma adaptação do mito grego do lendário cantor Orfeu, cuja lira, dotada de sons melodiosos, amansava as feras que vinham deitar-se-lhe aos pés. Filho da musa Calíope, ele resgatou a sua esposa Eurídice do Inferno, após ela ter sido picada por serpente. A história de Vinícius decorre numa favela carioca, durante os três dias de carnaval. Em 1959, o diretor francês MarceI Camus transpôs a peça para o cinema. Daí surgiu o filme Orfeu Negro, com músicas de Luiz Bonfá e Tom Jobim, a negra atriz americana Marpessa Dawn, os negros brasileiros Breno Mello, Lourdes de Oliveira e Adhemar da Silva. Cheio de belas imagens, como a do romper do sol na favela, a do aparecimento da Morte numa central elétrica, e ainda com o som dos sambas empolgantes, a película baseada na obra do letrista de "Garota de Ipanema", além de alcançar grande sucesso comercial, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em Hollywood. Pois bem, nesse ano de 1959, uma jovem americana de dezesseis anos, extremamente branca, sem um pingo de sangue negro, chamada Stanley Ann Dunham, nascida no Kansas, resolveu assistir em Chicago ao primeiro filme estrangeiro de sua existência. Foi ver o Orfeu Negro, só com atores negros, paisagens brasileiras, música brasileira, história brasileira. Ela saiu do cinema em estado de êxtase, maravilhada. Adorou aqueles negros encantadores de um país tropical e logo admitiu:

"Nunca vi coisa mais linda, em toda a minha vida."

Depois de tal arrebatamento, a jovem Stanley embarcou para o Havaí. E ali, aos dezoito anos, ela se tornou colega, numa aula de russo, de um jovem negro de vinte e três anos, Barack Hussein Obama, nascido no Quênia. A moça branca do Kansas, influenciada pelo filme Orfeu Negro, entregou-se a ele e dessa união inter-racial, nasceu em 4 de agosto de 1961 um menino, a quem ela deu o mesmo nome do pai e que é agora, aos quarenta e seis anos, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Eis um detalhe perturbador: comparando duas fotografias, descobri enorme semelhança física entre o brasileiro Breno Mello, o Orfeu do filme Orfeu Negro, e o queniano Barack Hussein Obama, pai do filho da americana Stanley Ann Dunham. No começo da década de 1980, ao visitar o seu filho em Nova York, a senhora Stanley o convidou para ver o filme Orfeu Negro. Segundo o depoimento do próprio Barack, no meio do filme ele se sentiu entediado, quis ir embora. Disposto a fazer isto, desistiu do seu propósito, no momento em que olhou o rosto da mãe, iluminado pela tela. A fisionomia da senhora Stanley mostrava deslumbramento. Então o filho pôde entender, como se deduz da sua autobiografia, porque ela, tão branca, tão anglo-saxônica, uniu-se ao seu pai, tão negro, tão africano... Não há dúvida, a sexualidade às vezes percorre caminhos misteriosos, que alteram de modo decisivo os rumos da história universal. Se não fosse o fascínio da branca mãe de Barack Obama pelo filme Orfeu Negro, ela não se entregaria ao rapaz queniano, um preto retinto. A rigor, sem o Brasil, sem a história do poeta brasileiro Vinícius de Morais, o filme Orfeu Negro não existiria. Portanto, se não fosse o Brasil, jamais Barack Obama teria nascido.

Apresenta uma lógica perfeita, a nossa conclusão.

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Escritor e jornalista, Fernando Jorge é autor do livro “Vida, obra e época de Paulo Setúbal, um homem de alma ardente”, cuja 2ª edição foi lançada pela Geração Editorial. http://fernandojorge88.blogspot.com/

Texto enviado por JP Mourão.

Crato Sofre com Poluição Sonora: AUTORIDADES Nada Fazem a Respeito !


CRATO, TERRA SEM LEI e SEM AUTORIDADE !




Amigos,

Aprendi com o passar do tempo, que no Crato as coisas só funcionam na base da PORRADA mesmo! Não adianta escrever em jornais artigos água com açúcar, numa linguagem rebuscada e educadinha como José do vale Pinheiro faz, com críticas leves... não adianta a erudição ao criticar de um Marcos Leonel. Isso nem faz cócegas nas autoridades de uma cidade de autoridades sem moral como o Crato. O que faz alguma diferença no sentido de chamar atenção para os problemas da cidade, é quando alguem deselegante como eu, com toda a ira e indignação coloco em letras garrafais manchetes para os problemas assim:

POVO DO CRATO ESTÁ SENDO PREJUDICADO POR POLÍTICOS INDOLENTES, FROUXOS, e AUTORIDADES que Só olham para o próprio UMBIGO.

Daí alguns vêm reclamar! Não reclamam do problema. Reclamam das minhas palavras. Eu me transformo no alvo, ao invés dos verdadeiros bandidos: Na realidade, AS AUTORIDADES SÃO CÚMPLICES DA BADERNA NAS RUAS. Pois deixaram o Crato se transformar numa terra sem Lei e sem Moral. As autoridades do Crato já se acostumaram com a deselegância, com a falta de educação. Eles não têm sensibilidade para resolver certos problemas que grande parte da população cobra há muito tempo. Por exemplo, hoje trago à baila o eterno problema da Poluição Sonora que tanto está maltratando grande parte da população do Crato. Alguém precisa fazer alguma coisa a respeito! Não podemos como cidadãos civilizados, continuar à mercê desses bandidos de esquina, que estacionam os carros e abrem os porta-malas, destruindo nossos ouvidos com babosieras, e aonde o cidadão de bem nem mais consegue dormir direito em sua própria casa. Não podemos mais ficar à mercê de pessoas que insistem em querer enfiar a porcaria do forró eletrônico deles pelos nossos ouvidos. Não haveria problema se eles escutassem para si próprios, o problema é que estes ANIMAIS IRRACIONAIS insistem em perturbar a cidade inteira cada vez mais. E isto acontece debaixo do nariz de autoridades indolentes e Incompetentes, que perderam o caráter e a moral, que perderam a noção de certo e errado e simplesmente NADA FAZEM para coibir e punir os responsáveis por isso.

No Crato as autoridades não estão nem aí para:

- Carros Volantes de Publicidade com som altíssimo, perturbando os bairros
- Carros Particulares com Som absurdamente alto em altas horas da noite
- Locais impróprios para festas que varam a madrugada como o "LAGARTA PINTADA", que perturba toda a vizinhança do Lameiro, e não deixa a vizinhança dormir.
- Motoqueiros que retiram as descargas das motos com a simples finalidade de fazer mais barulho. O Demutran não está nem aí...

A População é atormentada por essas e muitas outras coisas e nenhuma providência é tomada no sentido de sanar o problema que se arrasta. Existe toda uma legislação a respeito dos limites de poluição sonora, e essas coisas não estão sendo respeitadas aqui no Crato. Eis uma lista de reclamações recentes aqui no Blog do Crato que recebemos somente em apenas 2 dias sobre o assunto:

"Não é somente em uma rua ou em um baiiro, esta AGRESSÃO SONORA acontece em toda a nossa cidade sendo durante o dia ou durante a noite. Não consigo estudar durante o dia e passei a estudar pela noite após minha aula da facudade,mas nem isso eu posso mais,pois num bar localozado na minha rua o SOM É TURBINADO como eles dizem,eu não posso me expor ao perigo e ir altas horas da noite reclamar meus direitos,sendo que este é o papel da policia . O que esta cidade precisa é de autoridades que tomem atitudes. Obrigado: JEFFERSON ALVES "

"Um verdadeiro terror são estes carros volantes em velocidades mínimas e alturas máximas!
E como bem lembrou Esmeraldo, foi apresentado um projeto na Assembléia Legislativa, mas cai depressinha no esquecimento! Some a tudo isto esta estranha cultura que esta cidade tem de soltar fogos, matinais, ou sem motivos aparentes, ou simplesmente por abuso de alguns que se acham no direito de tirar o sono dos outros. Carros de sons que estrondam, fogos, carros volantes de propagandas, motos com canos cortados, bares, casa de shows, buffets, são vexames que a promotoria, o poder público precisa dar respostas urgentes! Na verdade, eu nem sei se existe mesmo a pessoa do Secretário com atribuições pertinentes, mas de certo, é que a Prefeitura municipal tem que acionar quem de sua responsabilidade seja." Pachelly Jamacaru

" Espero que as autoridades competentes , se sensibilizem com o desconforto geral. Socorro Moreira"

"Este tipo de coisas é uma conseqüência da falta de educação do povo e não é somente o Crato que sofre com isso. Lembro-me que há alguns anos foi apresentado um projeto na Assembléia Legislativa que proibia a circulação de veículos de som pelas ruas. Nunca soube se foi aprovada. Também acredito que deve haver alguma lei que proíbe a instalação de atividades barulhentas em meio às áreas residenciais. Mas como toda legislação desse país não é cumprida, somos vítimas desses mal-educados. - Carlos Eduardo Esmeraldo."

"Infelizmente cheguei há muito tempo, à conclusão de que o crato é uma terra sem lei e que muitas pessoas daqui não tem educação. Sou vizinha de ( Abidoral Jamacaru ), no centro, não tem dia santo , nem hora, mas estamos la ouvindo as propagandas sem nenhum pingo de criatividade da MACAVI, CDL, XENOART BABY,CARIRI DA SORTE e somos obrigados, e agora então no natal?? não aguento mais ter que ser obrigada a ouvir " então e natal" e a voz de Heron Aquino anunciando qualquer coisa. falta de respeito! Não sou contra a propaganda mas desde que não perfure meus timpanos e nem me acorde as 07 horas da manha,que para mtos pode ser horario para acordar, mas para mim so funciono depois das 09! queria muito que fosse regulamentado e fiscalizado estes carros , mas acho que o secretario de meio ambiente do Crato so existe no papel, pois, se ele morasse no Crato ele ja tinha resolvido a questão da poluição sonora ha mto tempo. Senhor Secretario venha passar um dia lá em casa para ver como tenho que ouvir musica, ver televisão, meu filho tem que dormir, lhe garanto que o senhor vai "adorar" fazer valer a lei e acabar com a poluição sonora. Alessandra Bandeira"

"
Aqui no Crato nao tem lei, nessa rua há um bar, e o som nao nos deixa descansar, meu bebê nao consegue dormir...e é zona de silencio,,,,alô autoridades..." Morador da Rua 21 de Junho"

E não adianta alguém vir querer defender o indefensável! O Blog do Crato não irá nunca apoiar a bandalheira que se instaurou pelas ruas do Crato nem se render a palpites infelizes daqueles que ainda querem defender esses marginais. Hoje, se querem saber, este cronista em pleno dia de Domingo, de descanso, também teve que dormir com protetores nos ouvidos, tamanho era o problema aqui no bairro Vilalta também. E ninguém toma providências, ninguém faz nada a respeito. Será que o cidadão terá que ele mesmo ir procurar confusão, se armar, procurar encrenca com os marginais simplesmente porque não temos Autoridades Competentes nesta cidade ?

O Problema está claro e bem exposto!
As Autoridades precisam tomar alguma providência para não cairem em descrédito!
E nós como cidadãos de bem dessa cidade, precisamos fazer alguma coisa nós mesmos para sensibilizar as autoridades, pois pela minha própria experiência, autoridade só se sensibiliza quando o fogo já está chegando perto do rabo deles. Nenhum político quer perder votos nem prestígio. Talvez cobrar dessa CAMBADA DE VEREADORES INDOLENTES que a Câmara do Crato possui, algum posicionamento sobre o assunto!

É HORA DE AGIR !!!


Por: Dihelson Mendonça
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EDUCAÇÃO E VALORES - Por Walkneide Lucena

Sendo leitora assídua do blog do Crato, vejo que este meio de comunicação tem nos levado informações em vários aspectos como cultura, esporte, política, etc. Senti então uma necessidade enorme de postar assuntos sobre EDUCAÇÃO, já que sou uma Educadora e defensora de novas políticas públicas que valorizem o professor. E, como diz Nietzsche, “a primeira tarefa da educação é ensinar a ver, mas gastamos horas na contemplação dos assombros da natureza”. O que é um termômetro do quanto a nossa cegueira chegou. Uma cegueira completa ao belo e ao próximo na sua individualidade.
A escola não tem que viver em ruptura com a sociedade consumista, mas não pode conviver pacífica e passivamente com que é contraditório à sua ação e aos seus objetivos. A escola enquanto primeiro espaço de vida em grupo, numa perspectiva, também, inclusiva e multicultural vai ser palco de confronto de opiniões, resolução de conflitos, consciência de perspectivas e valores diferentes que fomentarão atitudes de respeito pela diferença.
Diferença essa que repercute em todo meio educativo, trazendo atitudes desconexas e indagações como: Os valores? Mas, que valores? Os da Paz, respeito, cooperação, aceitação das diferenças, justiça, o tão falado amor... Sem dúvida todos acenam positivamente a cabeça a tais preocupações, mas, não passa de histórias. Tudo é vazio de significado. Os valores não passam de palavras bonitas e estereotipadas, palavras de ocasião.
A Educação precisa de uma revisão de valores e de governantes que valorizem a base de tudo que é O PROFESSOR.


Walkneide Lucena
Crato-CE

Nossa Senhora com o Menino Jesus em seus braços, resolveu descer à terra e visitar um mosteiro. Orgulhosos, os padres fizeram uma grande fila para prestar homenagens à Virgem. Um declamou belos poemas. Outro mostrou páginas da bíblia escritas em ouro. Um terceiro disse o nome de todos os santos. E assim por diante, monge após monge, homenageou Nossa Senhora e o Menino Jesus. No último lugar da fila, havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca conseguiu aprender os sábios textos da época. Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas e tudo o que lhe haviam ensinado era fazer malabarismos. Ele ficou por último pois os outros temiam que, por não ter nada a dizer, poderia desmoralizar o convento. Mas, o padre sentia que precisava dar algo muito bom de si para Jesus e a Virgem. Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo a única coisa que sabia fazer: malabarismos. Foi só nesse instante que o Menino Jesus sorriu e bateu palmas. E foi para ele, o mais humilde, que a Virgem estendeu os braços e deixou que segurasse o Menino.É na simplicidade que estão as coisas mais importantes!
(Autor desconhecido)

MATEMATICANDO.COM Dr VALDETÁRIO.

A BARRA DE OURO.

Existe em Dubai, Emirados Árabes, um hotel muito luxuoso, talvez o mais luxuoso do mundo. Lá a diária de uma de suas suítes custa o equivalente a um Kg de ouro. O rei Homoah-k-Ffarrademais, do Suldão, desejando passar uma semana apenas navegando no Blog do Crato sem ser incomodado, resolveu tirar umas férias e passar sete dias no referido hotel. Só que o rei tomou esta iniciativa num dia em que seus bancos estavam fechados e como o hotel não aceita cheques, cartões de crédito e nem tão pouco vales, ele resolveu pagar as sete diárias com uma barra de ouro que pesava sete quilogramas. O rei era uma pessoa simples, vestia-se de jeans e camiseta dispensando as pompas tão comuns aos demais e, ao contrário dos outros, era muito trabalhador e um exímio matemático. O gerente do hotel, por não acreditar que aquele fosse um rei verdadeiro, não quis aceitar que o pagamento das diárias fosse realizado com aquela barra de ouro, uma vez que desconfiava do próprio rei e mais ainda do ouro que este apresentava. Mas para não deixar aflorar suas desconfianças, resolveu impor condições que, na visão do gerente seriam impossíveis de serem cumpridas pelo cliente. O rei teria que entregar um Kg por dia. Sem o direito de pagar adiantado e nem atrasado. Seria um kg por dia. No hotel existia uma serra para cortar a barra de ouro, mas o gerente também impôs que o rei só poderia usar a serra duas vezes. Mesmo assim, por ser um grande matemático, o rei aceitou as imposições. Usou a serra apenas duas vezes, passou sete dias ligadão no Blog do Crato e pagou rigorosamente como exigiu o gerente do hotel. Como ele conseguiu essa proeza? Este, como os anteriores, também é um problema muito fácil. Tenho, pelo menos, três maneiras de atender às exigências do hotel. Resposta no MATEMATICANDO da próxima semana. Abraços. Valdetário.

ATÉ QUANDO???


É triste, lamentável até que eu tenha que vir mais uma vez fazer o meu protesto nestas páginas que bem poderia está sendo ocupada com artigos valorosos, sociais, culturais, de interesse público. Este recado vai direto e de encontro ao SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE do Crato. Não acredito que o mesmo não tenha tomado conhecimento deste e de outros reclames que envolvem a questão da POLUIÇÃO: VISUAL e SONORA. Quando me dirijo a falar do que me atinge, não imagino que seja diferente nos demais bairros da cidade, mas, a gente começa pelo nosso que espelha outros e que os outros engrossem e endossem este protesto.

Não é exagero quando digo: CRATO É UMA TERRA SEM LEI. Ontem foi reinaugurada a Boate do Policial Militar Neto, na Av. José Horácio Pequeno e a exemplo do BUFFET Lagarta Pintada, promoveu salva de fogos no período compreendido entre: 12. AM a 01. AM, num flagrante desrespeito aos moradores de um bairro residencial que já está traumatizado com a desregrada POLUIÇÃO SONORA. O agravante foi constatar que a BOATE, é totalmente desprovida de acústica, isolamento e promove suas festas com aberrações sonoras que estilhaçariam qualquer medidor de decibéis.

Mas aí fica a pergunta, a quem atribuir à responsabilidade? Então já começo a mudar o foco e entender que na verdade devo cobrar não do infrator, mas da PREFEITURA MUNICIPAL da cidade que deve constituir uma autoridade competente para apurar e dar resposta eficaz ao cidadão que paga seus impostos e quer ser beneficiado e resguardado de seus direitos.
Esta apatia do poder público, diria Boris Casoy: É UMA VERGONHA!!! Aguardamos com expectativa a reunião prometida pela Primeira Dama Monica Araripe, que em matérias anteriores de que trata a POLUIÇÃO VISUAL abordada pelo Advogado Mário Correia e a SONORA, por nós na qualidade de simples cidadãos, mostrou-se sensibilizada e preocupada com a nossa aflição, para tratar deste inadiável assunto de interesse público.

Meu filho presta vestibular hoje, ontem, simplesmente não conseguiu dormir com a festa promovida na propriedade de um POLICIAL MILITAR de quem esperamos que a sua corporação cobre postura!
Até onde vai esta inversão de valores?
Secretário Municipal da cidade de Crato em Meio Ambiente, não fique alheio a esta causa que também é de sua responsabilidade!

Pachelly Jamacaru

As Notícias da Semana no Cariri


SAÚDE

A Secretaria Municipal de Saúde do Crato, através da Coordenação Municipal de DST/AIDS, em parceria com a Secretaria de Educação, Crede 18 e Secretaria de Ação Social, realizou nos dias 20 e 21, a segunda oficina de formação de multiplicadores na prevenção às doenças sexualmente transmissíveis e drogas, e na formação da rede de atendimento aos adolescentes. Participaram da oficina, professores da rede municipal e estadual, enfermeiros do PSF e profissionais dos Cras. Paralelamente, também ocorreu nos dias 20 e 21 capacitação com equipes de saúde bucal sobre manejo clínico aos portadores de DST/aids, voltado para odontólogos e auxiliares de consultório dentário, do Programa Saúde da Família.

CRÍTICAS
Durante encontro do PSDB, ocorrido em Fortaleza, tucanos do Cariri aproveitaram para falar dos maus tratos sofridos durante as eleições pelo partido do governador Cid Gomes e seus aliados. Alguns tucanos tocaram também num ponto: o irmão de Cid Gomes, Ivo, foi um dos principais articuladores de candidato de partidos da base aliada de Cid Gomes contra o PSDB. Para alguns tucanos, Ivo Gomes não mediu esforços para derrotar o partido e fazer valer aliados diretos de Cid. Em algumas cidades, entretanto, os planos não deram certo. Outras, como Barbalha, tudo transcorreu na maior tranqüilidade.

O prefeito eleito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana (PT), vem tendo trabalho dobrado para desmentir boatos. Todos os dias surgem novas histórias e até nomes de pessoas que irão "assumir" postos de secretário. Alguns, bem longe de serem convidados, outros, mais pertos. O importante é que gera confusão política e muitos boatos. Santana informa: só acredite em indicação depois que ele mesmo anunciar.

O Cariri Shopping vai trazer o Papai Noel dia 29 para alegria da garotada. Para quem não sabe, em parceria com o Clube do Automóvel Antigo Siqueira Campos, o Papai Noel sairá da Praça da Sé, em Crato, passa por Barbalha, e termina em Juazeiro, no shopping, quando receberá as chaves da cidade das mãos do prefeito Raimundo Macedo. Cerca de 20 cinco mil pessoas deverão acompanhar a chegada do bom velhinho no Cariri Shopping.

ANOTE: UM BELO EXEMPLO
A insegurança na Região do Cariri está aumentando. A insatisfação das pessoas também, principalmente de empresários e lideranças regionais. É o caso é da empresária Luiziane Maria Lacerda de Alencar, que enviou ao secretário da Segurança Pública, Roberto Monteiro, uma carta solicitando viaturas policiais para manter a ordem pública em Juazeiro do Norte. A carta foi enviada dia 20 de novembro e todos esperam a resposta do secretário. Esse poderia ser o caminho a ser perseguido por todos nós caririenses, que estamos sem segurança, com uma Polícia que tem bons profissionais, que querem agir, mas estão de mãos atadas. Uma carta com boa palavra, quem sabe, sensibiliza até o governador, que ainda não acordou para os problemas da insegurança no Cariri.

A Região do Cariri vai sediar, de 26 a 30 de novembro, o programa Luteria Brasil, projeto cultural que conta com o apoio do Banco do Nordeste, Petrobras e Ministério da Cultura, com o objetivo de divulgar a história e origem dos instrumentos musicais. O evento será realizado no Ginásio Poliesportivo e no Teatro Marquise Branca, em Juazeiro do Norte, reservando espaços para exposição de instrumentos musicais, com um pouco de história, origem e significado dos mais variados instrumentos, além de variados shows musicais.

CINEMA
O projeto Curta Muito, agora em novembro, apresenta três filmes: dois do Cariri e um da Capital, sobre aspectos importantes da nossa Região. A preservação ambiental, o clima adverso das romarias e uma visão geral da região estão como temas principais dos filmes que serão exibidos, numa parceria do Centro Cultural Banco do Nordeste com o Coletivo Malungo, em Crato. A idéia é incentivar as novas gerações a acompanharem a produção audiovisual do Ceará. .

ALEMBERG QUINDINS
O presidente da Fundação Casa Grande, Alemberg Quindins, participará no dia 26 de novembro do programa Sem Censura, na TV Brasil. Em formato de debate, a atração é transmitida ao vivo, das 16h às 18h, com reprise às 0h10. Ainda no Rio de Janeiro, Alemberg fará uma palestra no dia 27, a partir das 9h30, no Sesc Copacabana, dentro do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias.

ÍNDIOS
O povo Kariri, residente no distrito de Monte Alverne, na localidade do sítio Poço Dantas, no Crato, participou neste sábado de uma oficina sobre Educação Ambiental, ministrada pela professora Vanda Lúcia Roseno Batista, da etnia Kariri, que é bióloga e mestre em desenvolvimento e ambiente. Aos poucos, os índios Kariri estão conseguindo ocupar os espaços de interlocução com o poder público, a Universidade Regional do Cariri (Urca), através da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) é uma das instituições parceiras do povo indígena.

EXPOSIÇÃO
O Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, apresenta exposição sobre o Cangaço até o dia 30 de novembro. Imagens e fotos antigas, lembrando as façanhas do bando de Lampião e Maria Bonita. Muitas das fotos foram tiradas por Lauro Cabral de Oliveira, João Damasceno Lisboa e Pedro Uchoa.

200 ANOS DO BB
A agência do Banco do Brasil em Juazeiro do Norte foi palco das comemorações dos 200 anos da instituição. O BB atua no Cariri há mais de setenta anos.

Coluna Tarso Araújo - Jornal "O Povo"
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