22 novembro 2008

Gotas de orvalho



A umidade lhe trazia os aromas orvalhados de lembranças antigas. Queria cultivar a ilusão de que o tempo parara, de que não teria mais que pensar nas agruras advindas desse eterno vazio que carregava consigo.
Olhava para um mundo verde através da janela e sentia-se novamente prisioneira de algum sonho. A cada lembrança, uma coreografia íntima a mantinha ligada ao tempo e ao silêncio. Mesmo assim, parecia ouvir sons difusos, encontros e desencontros nessa dança que sua alma expressava.
Movia-se pelo quarto e revivia aquela linguagem cheia de limitações. Era esse o sentimento de vida que impregnava seus pensamentos. Sobrevivera à fragmentação, à dissolução, à cisão, à ruptura e exilava-se além desses epítetos de um passado opaco.
Parou por instantes. Sentou-se na rede. Aconchegou-se a uma pequena almofada macia. Observou detidamente os objetos e móveis do seu quarto. Nada ao seu redor sugeria qualquer refinamento estético. Tudo era bem rústico, mas acolhedor. Aos poucos ia revelando cada detalhe dentro da alma, equacionando-lhes o sentido. Era um momento de profunda reflexão. Sabia que a esperança seria o próximo porto.
Seu olhar continuava a colher cada nuança daquele ambiente e percorria analiticamente os reflexos cintilantes dos espectros de luz que pousavam sobre uma foto antiga. Absorta punha-se a acariciar o tempo naquele rosto jovem que lhe sorria. Era inegável a emoção e a suavidade que aquele gesto lhe proporcionava.
Cansada daquela letargia, levantou-se meio desajeitada e dirigiu-se ao gabinete. Sentou-se na cadeira giratória. A velha escrivaninha de seu pai parecia convidá-la ao devaneio. Como sempre gostava de fazer, tomou em sua mão esquerda um lápis meio desgastado pelo uso e pôs-se a rabiscar sobre uma folha de caderno. Palavras foram surgindo aos borbotões, jorrando longos parágrafos. Sorria, meneando a cabeça. Percebia que mesmo com tanta simplicidade, poderia surgir dali algo rebuscado, produto de tantos pensamentos contraditórios.
Aos poucos ordenava sobre o papel aquele longo enredo. Alguns trechos tinham vaporizado o que queria dizer, mas cada palavra tinha o tom justo do tempo, a sólida simetria de sua história e tudo que sonhara realizar por longos anos.
Não queria expor complexidades. Queria apenas sintonizar-se com a paz daquele ambiente. Sentia-se ali acolhida pelo passado que brotava do ordinário de sua vida.
Apoiou a cabeça com a mão direita. Escrevia compulsivamente. O banal e o fantástico ali se cruzavam. A realidade se vestia de um exotismo solene e traduzia, naquela expectativa, o momento criativo. A linguagem ia despetaladando a pura emoção do instante...
Não poupava as próprias idéias. Buscava a atualidade como atributo decisivo. Sentia-se encurralada entre a saudade e o impasse de reescrever em sua alma essas novas sensações, essas lembranças rotundas e cristalinas. Essa matéria de que só os sonhos são feitos... Gotas de orvalho.
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Texto de Claude Bloc
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CALCULANDO - POR A. MORAIS

Dr. Valdetario tem a patente do matematicando, eu apareço com o calculando. A questão é a seguinte: Samir vinha em seu camelo e foi surpreendido por uma discussão acalorada de três irmaos. Não pode ser . Isto é um roubo. Não aceito! Samir procurou se informar. Somos três irmãos, nosso pai nos deixou 35 camelos sendo que o mais velho teria direito a metade, ao irmão do meio caberia a terça parte e ao caçula apenas a nona parte. Não sabemos fazer a partilha porque as partes não são exatas. A pergunta é a seguinte: como Samir fez a divisão para que cada um ficasse satisfeito porque recebeu um pouco a mais do que lhe cabia e ainda obteve lucro na solução da questão? Aguardo os matematicos Dr. Wellingtom, Dr. Valdetario, Carlos Esmeraldo e os outros amigos do Blog do Crato.

Álbum branco dos Beatles completa 40 anos

"The Beatles", mais conhecido como o álbum branco, foi lançado na Grã-Bretanha em 22 de novembro de 1968. É considerado o começo do fim dos Beatles porque já não demonstravam a mesma união de antigamente. John, Paul e George trabalharam várias canções sozinhos e os três usavam os demais como se fossem músicos de estúdio. O álbum branco tem 13 músicas de John, 11 de Paul, quatro de George, uma de Lennon e McCartney e uma de Ringo.

Em fevereiro, os quatro Beatles foram a Rishikesh, na Índia, para o centro de meditação do guru Maharishi Mahesh Yogi, que tinham conhecido no ano anterior durante um período de meditação no País de Gales em agosto. Concentrados lá com seus violões, eles compuseram adoidado e John até brincou que Ringo tinha composto sua primeira canção, "Don't pass me by", graças às vibrações inspiradoras da meditação. Ainda na Índia eles gravaram demos acústicas da maioria das canções.

As gravações começaram dia 30 de maio em Abbey Road com “Revolution 1”, de John Lennon, e terminaram dia 13 de outubro com "Julia", do mesmo Lennon. Eles também gravaram nos Trident Studios onde havia uma máquina de oito canais e, antes de acabarem, “Abbey Road” também ganhou oito canais. A idéia era fazer um disco de rock não rebuscado como o anterior ''Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band'', com os instrumentos usados pela própria banda.

A capa toda branca é um contraponto à de Sgt Pepper's, excessivamente rebuscada, com mil elementos visuais. A simplicidade não vingou totalmente porque o álbum duplo trazia encartado um grande poster com colagens na frente e as letras atrás e um retrato de cada um dos quatro. O nome da banda estava impresso em alto relevo na frente, também em branco, e as primeiras edições tinham o número de cada cópia. Na segunda capa havia os nomes das músicas e, na terceira capa, fotos individuais em preto e branco.

CURIOSIDADES

Charles Manson baseou-se em algumas canções do álbum para justificar uma série de assassinatos que praticou. Ele e seus seguidores invadiram casas de pessoas ricas em Los Angeles e cometeram chacinas escrevendo com sangue das vítimas o nome das músicas "Helter Skelter", "Piggies" e "Blackbird". Segundo ele, estas músicas previam o apocalipse e uma iminente guerra racial.

Na época da meditação transcedental, Paul dizia que queria que o próximo disco se chamasse "Umbrella", ou seja "um guarda-chuva que cobrisse tudo", mas George já cansado das ideias de Paul para discos temáticos não concordou.

Homenagens ao "Dia do músico"


Segundo o dicionário pátrio, musica é a arte de combinar sons de maneira agradável ao ouvido, tem sua origem do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas- constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo, como afirmado, a palavra é de origem grega e significa “as forças das musas”, ninfas que ensinavam às pessoas as verdades dos deuses, semideuses e heróis, utilizando-se da poesia, da dança, entre outras manifestações artísticas, sempre amparadas por sons . Já musico, por via obliqua é aquele que exerce a arte da música.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Ha que tudo indica, o homem ao observar os sons da natureza, despertou , por meio do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização desses sons.

O que se pretende aqui é apenas prestar uma homenagem a esses profissionais da arte, pois me falta competência de transmitir o real sentido e importância da musica em nosso cotidiano, afinal, esses abnegados com suas belas canções e ou interpretações nos permite “viajar” no tempo, voltar a períodos de nossas vidas que restaram marcadas por uma melodia, por uma musica, esquecê-los ou lembrá-los, trazer sensações, emoções, reviver momentos que somente nós somos capazes de avivar.

Ta vendo aquele músico, saindo de casa com o violão embaixo do braço?
Seu instrumento é protegido por uma capa, já ele não tem abrigo, resta ao relento
Ta vendo aquele músico que deixou para trás uma infinidade de problemas?
Lá vai ele levar soluções, alegrias, encantos, emoções, encontros, paixões
Ta vendo aquele músico, que tem no bojo da alma uma vontade invejável
Sabe ele que cada música, tem significado especial, cada momento um resultado individual.
Canta ele nosso cotidiano, toca ele nossas aflições, vê ele nossos anseios
Ei músico, toca aquela! Quero ouvir essa! Não esquece a outra!Lembra daquela!
E lá vai o músico, mais uma noite, mais um show, mais uma oportunidade, mais um ensaio de um futuro melhor.


(Quadro de Concerto (1485-95) - Óleo de Lorenzo Costa)

as "estórias" de Monsenhor Murilo...



Renato Casimiro, ex-professor da UFC, Doutor em Química, escritor, historiador, ensaísta e um dos bons intelectuais de Juazeiro do Norte, vem escrevendo, semanalmente, no blog http://www.juaonline.info/, "estórias" protagnizadas pelo saudoso Monsenhor Francisco Murilo Corrêa de Sá Barreto.


A última produzida foi a abaixo:



ESTÓRIAS DO MURILO (LXXII)...
Esta foi contada por Carlos Eduardo Esmeraldo, ex-engenheiro da Coelce: No dia 22.06.1988 o Vasco da Gama, o time do coração de Pe. Murilo, sagrou-se campeão carioca, vencendo o Flamengo. O personagem folclórico neste campeonato foi o lateral-direito do Vasco, Cocada. Durante a final do campeonato, onde o empate dava o título ao time de São Januário, Cocada entrou em campo aos 42 minutos do segundo tempo, quando estava 0x0.
No minuto seguinte marcou o gol do título e, ao comemorá-lo, tirou a camisa, sendo expulso logo depois. No dia seguinte, aconteceu a Páscoa dos funcionários da Coelce, em Juazeiro do Norte, pelo celebrante Padre Murilo. Depois da tradicional benção final, ou seja, após o “ide em paz e o Senhor vos acompanhe” ele tascou essa: "Agora vocês vão para casa, comam uma cocadinha e bebam água."

A saúde pública no Brasil

Brasil
Tudo por dinheiro
O ministro Temporão denuncia corrupção na Funasa,gerida pelo PMDB. Depois, fuma o cachimbo da paz com os caciques do partido. É um caso exemplar da política nacional



QUEM, EU?
O ministro Temporão e Danilo Forte, da Funasa:
ficou o dito pelo não dito mais uma vez

Em apenas seis dias, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, migrou de um discurso virulento contra a farra realizada pelo PMDB na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para um silêncio sepulcral a respeito do tema. Em uma reunião do Conselho Nacional de Saúde, Temporão afirmou sem meias palavras que a gestão da Funasa era "de baixa qualidade e corrupta". Foi uma resposta às críticas que recebeu por ter enviado ao Congresso um projeto para retirar da fundação uma de suas principais atribuições: a assistência à saúde de 400 000 indígenas. Por esse motivo, Temporão passou a ser alvejado pelos caciques do PMDB, partido ao qual é filiado e responsável pela tal gestão "de baixa qualidade e corrupta" da Funasa. Chegaram mesmo a pedir sua cabeça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cedeu a essa pressão. Cedeu a outra. Orientou Temporão a fumar o cachimbo da paz com os chefes do PMDB na última terça-feira. Simultaneamente, injetou 1,6 bilhão de reais no Ministério da Saúde. Enfim, deu ao PMDB e ao seu ministro o que todos, afinal, queriam de verdade: mais dinheiro.
Para quem acompanhou o qüiproquó a uma certa distância, pode até parecer que todos estavam muito preocupados com a manutenção da saúde dos índios e apenas discordavam quanto à melhor maneira de continuar a fazê-lo. Ingenuidade. Se o episódio da Funasa guarda uma lição é a de mostrar por que os políticos se digladiam por postos no governo. Em alguns (raros) casos, a ocupação se dá para atender a exigências técnicas ou programáticas. Na mas-sacrante maioria das vezes, porém, é apenas para empregar aliados e, assim, alocar verbas a seus redutos eleitorais. Ou, pior, para financiar campanhas eleitorais. Ou, ainda muito pior, para pura e simplesmente surrupiar dinheiro público. Antes de o PT assumir o poder, cerca de 1 000 cargos federais eram preenchidos de acordo com escolhas políticas. No atual governo, estima-se que só o partido do presidente tenha indicado 5 000 funcionários. Criada há dezoito anos, a Funasa já tinha um histórico de loteamento de cargos e também de corrupção. Em 2000, o governo Fernando Henrique Cardoso tentou moralizá-la com um decreto que restringia os cargos de diretoria a funcionários de carreira com mais de cinco anos em postos de chefia. Uma das primeiras medidas adotadas pelo governo do PT em 2003 foi revogar o decreto. Reabriu, assim, o caminho para a bandalheira na fundação. Desde então, já se desviou dinheiro do combate à malária no Amapá e de convênios com índios de Roraima. Nos últimos três anos, quarenta crianças da etnia guarani-caiová morreram de desnutrição em Mato Grosso do Sul. A Funasa poderia ter evitado o morticínio se não tivesse uma administração inepta e os políticos que a controlavam não pensassem apenas naquilo – dinheiro.
Duas características fazem com que a Funasa seja um dos órgãos mais ambicionados por políticos: verbas polpudas – 4 bilhões de reais por ano –, muitos cargos (33 000 funcionários, ao todo) e uma enorme capilaridade. Além dos índios, a fundação responde por obras de saneamento e ações de saúde no interior. Nos estados mais pobres, ela tem um papel essencial. No Acre, por exemplo, seu orçamento só é menor que o do governo estadual e o da prefeitura da capital, Rio Branco. O PMDB assumiu o seu controle em 2005, quando o senador alagoano Renan Calheiros indicou Paulo Lustosa para presidi-la. Lustosa caiu depois que se descobriu, entre outras coisas, que ele resolvera fazer uma emissora de TV para a Funasa, que custaria o dobro do canal privado Futura, da Rede Globo. Foi sucedido por um de seus diretores, Danilo Forte, afilhado do deputado Eunício de Oliveira e sustentado pelos senadores do partido e pelo líder na Câmara, Henrique Alves. Por esse motivo, os caciques estrilaram quando Temporão se voltou contra ele. "Eu não me referi à atual gestão da Funasa, mas às anteriores", desdisse-se o ministro nos jornais (a reportagem de VEJA o procurou por três vezes e não teve retorno). Como a gestão anterior também era do PMDB, a emenda saiu pior do que o soneto. "O ministro prevaricou. Ele deveria ter tomado providências contra os corruptos", diz o deputado Raul Jungmann (PPS), que pediu ao Ministério Público e ao TCU que investigassem a Funasa
(Fonte: revista "Veja",edição de 26-11-2008)

Natureza

Foto: Emerson Monteiro


Número de Acidentes AUMENTA após Lei Seca. Mortes diminuem levemente...

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Após cinco meses de implantação da Lei Seca, o número de mortos em rodovias federais no Brasil voltou a apresentar pequena queda em relação aos quatro primeiros meses da lei. Entre 20 de junho e 20 de novembro as mortes caíram 6,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo divulgou a Polícia Rodoviária Federal nesta sexta-feira (21).

No balanço feito em outubro a queda tinha sido de 5% nos quatro meses de 2008 em relação ao mesmo período em 2007. Com a mesma base de comparação, em julho a queda foi de 14,5%; no bimestre julho/agosto, 12,7%; e no trimestre julho/agosto/setembro, as mortes caíram apenas 6,1%.

Ocorrências registradas de 20 de junho a 20 de novembro

Ocorrência 2007 2008 2007/2008
Acidentes 51.863
56.689 + 9,3%
Feridos 31.500 32.254 + 2,4%
Mortos 2.962 2.779 - 6,2%
Acidentes com mortos 2.413 2.253 - 6,6%
Pessoas socorridas 6.917 6.243 - 9,7%
Letalidade (acidentes/feridos com mortos) 21,5 25,1 ----------

Entretanto, como já constatado no balanço do mês anterior, o número de acidentes continua aumentando nas rodovias. Entre junho e novembro houve aumento de 9,3% nos casos (de 51.863 acidentes em 2007 para 56.689 em 2008), e 2,4% mais pessoas feridas do que no mesmo período do ano passado (de 31.500 para 32.254).

O total de ocorrências sem vítima aumentou. Em 2007 foram 30.759 acidentes contra 34.796 em 2008, um aumento de 11,3%. Na prática, segundo a polícia, em 2007 ocorria um acidente com morte a cada 21,5. Hoje, o índice subiu para 25,1.

No período avaliado foram efetuadas 2.828 prisões por embriaguez ao volante e 2.486 autuações após teste do bafômetro nos 61 mil quilômetros de rodovias federais.

Fonte: Universo On-Line.
Foto: website leonardoace.wordpress.com

Cariri - Acordo beneficia mineradoras

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A exploração da pedra Cariri constitui-se em um dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) do Estado (Foto: CID BARBOSA)

A polêmica entre mineradoras e órgãos ambientais no Cariri chega a um termo comum após última reunião

Crato. O Ministério Público Federal (MPF) de Juazeiro do Norte concedeu um prazo de 90 dias, com a anuência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para os mineradores de Santana do Cariri e Nova Olinda regularizarem o funcionamento de suas empresas na região. Este foi o principal avanço na reunião realizada ontem entre os representantes da cooperativa dos mineradores, Polícia Federal, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Ibama, com o Procurador da República, Rodrigo Telles de Souza.

A concessão do prazo foi confirmada ontem pelo superintende-substituto do Ibama, Francisco João Moreira Juvêncio. A partir de hoje, os mineradores estão sendo notificados sobre o prazo. Ao mesmo tempo, estão sendo mantidos contatos com as lideranças dos mineradores para solicitar os laudos técnicos que devem ser apresentados dentro do tempo legal estabelecido.

O impasse foi agravado, no início da semana, quando fiscais do Ibama, com o apoio do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, fecharam três mineradoras em Nova Olinda. As mineradoras, segundo o Ibama, estavam funcionando ilegalmente, isto é, sem as licenças ambientais. A desativação das mineradoras gerou protesto. Os trabalhadores interditaram o tráfego na CE-292, com a colocação de uma “montanha” de cascalho no meio da pista.

Inspeções de fiscais
O chefe do escritório do Ibama do Crato, Francisco Sales, que participou da reunião, explica que a licença de operação, a ser concedida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), demora, no mínimo 120 dias, uma vez que o processo de liberação da licença passa por inspeções de fiscais que devem visitar a área de exploração das jazidas de calcário no Cariri.

O presidente da Cooperativa dos Mineradores da Pedra Cariri, Francisco Idemar Alencar, que passou o dia de quinta-feira em Fortaleza mantendo contatos com os órgãos ambientais, entre os quais, Semace e DNPM, disse que dentro de três meses a documentação estará pronta. “O pedido de licença à Semace já foi encaminhado, há quase dois meses”, contou.

O desencontro de informações entre os órgãos ambientais tem gerado confusão entre os mineradores. O coordenador do Projeto Arranjo Produtivo Local (APL) Pedra Cariri, Francisco Holanda, informou que o estudo do impacto ambiental da área explorada já foi feito pelo Governo do Estado em 2003 e aprovado em 2005 — ele tem a função de coordenador, sendo também ligado ao Centro de Tecnologia Mineral, do Ministério da Ciência e Tecnologia, na secretaria estadual que responde por esta área, a Secitece. O trabalho, segundo ele, foi acompanhado pela então Companhia do Desenvolvimento do Estado e Universidade Regional do Cariri , com apoio do DNPM e Semace.

O problema, conforme Holanda, é a desorganização da cooperativa de produtores. A licença foi vencida e não renovada. O técnico disse que foi enviado um documento à cooperativa, advertindo sobre a necessidade de um acompanhamento técnico para atualização das licenças. As mineradoras que deixaram de funcionar em solidariedade as três que foram fechadas pelo Ibama voltaram a funcionar ontem.

Mais informações:
Ibama (88) 3521.1529
Cooperativa dos Mineradores da Pedra Cariri, (88) 9965.1505

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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Notícias da URCA - 22 de Novembro

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR – SECITECE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA

IV Encontro Mestres do Mundo com inscrições abertas para estágio de universitários da URCA e CEFET. As inscrições vão até o próximo dia 27 para os universitários participarem do IV Encontro Mestres do Mundo como estagiários.

Será realizado de 02 a 06 de dezembro o IV Encontro Mestres do Mundo, nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte. A promoção é do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura - SECULT em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural. A organização do evento abre vagas para estudantes da UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI (URCA) e CENTRO FEDERAL DE ENSINO TECNOLÓGICO DO CEARÁ (CEFET) das diversas áreas de formação com interesse, para participar da equipe de produção e vivenciar uma experiência teórico-prático. O estágio se realiza na mesma data de realização do evento, com carga-horária de 20 horas. Esse trabalho se dará a partir da troca de informações, difusão de saberes, articulações e estabelecimento de amizades com toda uma rede de agentes e gestores culturais presentes no evento. As inscrições podem ser feitas, por meio do preenchimento de fichas, à disposição no site da universidade: www.urca.br.

O Encontro Mestres do Mundo é um evento que promove o conhecimento e reconhecimento do patrimônio cultural imaterial de diversos estados brasileiros e países. Esse Encontro se fundamenta nas recomendações da UNESCO em integrar as políticas culturais de governos nacionais, estaduais e municipais na perspectiva de uma visão global de valorização da cultura popular tradicional como parte do patrimônio universal da humanidade e meio de afirmação de identidade cultural de povos e grupos sociais. Na programação do evento estão previstos Rodas de Mestres, que promoverá intercâmbio entre os mestres por categorias saberes e fazeres; Seminário Nacional de Culturas Populares, onde estarão reunidos mestres de 17 estados do Brasil e de outros países. Para este evento estarão disponíveis 200 vagas para público externo.

Também será realizado 'Território Livre', que é um espaço aberto para apresentações de manifestações artísticas, mediante inscrição prévia no local, sob a coordenação do Ministério da Cultura; Terreiradas, com apresentações dos mestres da cultura nas suas próprias comunidades de origem, além de uma vasta programação artística, com 70 atrações realizadas em um palco e um teatro de arena. Todos os espetáculos serão gratuitos, na Praça do Socorro e Praça do Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, de 19h30 às 22h30. Na URCA as inscrições podem ser feiras na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX): Profa.Maria Isa Gonçalves Brito, na rua Cel. Antônio Luiz, 1161 – Pimenta – Crato. Telefone : (88) 3102 - 1212 – Ramal: 2610 – E-mail: proex@urca.br


Texto enviado por Elizângela Santos
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Chama-me saudade

Imagem formatada por Claude Bloc

Cinge-me o corpo
Lavra-lhe os vãos
E os ensejos

E só assim
fazes de mim o teu pretexto
E o teu fim.

Toca-me de mansinho
Desperta-me
como se eu fosse retomar a tua estada
e fosse eu o ser mais frágil do teu reino.


Cataloga-me
no teu álbum mais secreto:
espécie rara em extinção.


Beija-me os lábios
como se fosse hoje
o último adeus.


E para que não me esqueças mais
assenta-me junto ao teu peito
E chama-me saudade...

Texto de Claude Bloc

Jorge Vercillo de volta ao Cariri


Em 2008, Jorge Vercillo comemora 15 anos de carreira. Com mais de 1,5 milhão de CDs e DVDs vendidos, o músico é hoje um requisitado compositor. Suas canções já foram gravadas tanto por novos expoentes, quanto por grandes nomes da nossa música, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Leila Pinheiro, Luisa Possi, Danilo Caymmi, Pedro Mariano, Jorge Aragão, Peri Ribeiro, dentre outros. O cantor e compositor lançou ao todo dez discos, sendo sete deles de canções inéditas, as coletâneas Perfil Jorge Vercilo (2003) e Jorge Vercilo Ao Vivo (2006), além do projeto especial Coisa de Jorge (2007), CD e DVD que Vercillo lançou junto com Jorge Mautner, Jorge Benjor e Jorge Aragão.Jorge Vercillo apresentará aos fãs cratenses composições próprias do recente disco, como Tudo o que tenho, Cartilha e Toda espera, além das novas criações com seus parceiros: Numa corrente de verão (com Marcos Valle), Camafeu guerreiro (com Paulo César Feital) e Todos nós somos um (com Dudu Falcão), faixa que batiza o álbum. Além das canções do último CD, o cantor promete fazer um apanhado dos maiores sucessos desses 15 anos de carreira, como ´Monalisa´, ´Homem Aranha´, ´Que nem maré´, ´Fênix´ e ´Encontro das Águas´. O público vai poder conferir também as duas novas músicas ´Trem da minha vida´ e ´São Jorges´, que está no DVD (gravado na semana passado no Canecão, Rio de Janeiro) a ser lançado em março. Vercillo fará apresentação amanhã, dia 22 de novembro, no Crato. O Show acontecerá no West Card Hall (antiga PY).

Informações:

Data: 22/1102008

Local: West Card Hall - Crato-CE

Horário: A partir das 21:00 horas

Por: João Paulo Fernandes