21 novembro 2008

Eu também sou de Crato! - José do Vale Feitosa


V
ida há em que a correnteza diária é todo o panorama possível. Mas há aquela em que o debulhar da vida é como uma árvore. Que se finca na terra em busca da água e dos minerais, com um tronco concêntrico em camadas de tantas eras, galhos folheados que se abeberam da luz solar e as flores que a todo tempo resultam em frutos de outras iguais vidas. É segundo esta natureza que digo, eu sou de Crato. Do profundo dos sertões, tão longe do litoral que as brisas vêm das quebradas, serrotes, feijão de corda e carne seca. Uma fome de desesperar a alma, roendo um pequi ainda cru, sorvendo um abacaxi azedo como se mel do paraíso. Ali onde vi um punhado de farinha jogado na boca seca, uma mordida na rapadura e o gole de água barrenta.

Há nesta vida uma porção de outras vidas, mas jamais um saudosismo que negue a realidade contemporânea. É que no Crato, antes como agora, a vida é severina. É como cascavel do lajedo, árido, espinhoso e religioso. Só nesse oásis do nordeste se compreende a fé desesperada desta vida que termina antes de tardar e amanhece quando ainda é madrugada. Mas não se resume o Crato, o Cariri, às levas migratórias de ida e vinda, pois não somos apenas desprovidos da terra natal. Pelo contrário. A terra natal é a providência que oferta sentido aos pronomes pessoais. A todos nós.

Quando ainda hoje tenho o desejo irrealizado de ter o mesmo Cadilac Rabo de Peixe que pelas ruas do Crato circulou com Cândido Figueiredo, é que não é o carro que me satisfaz. É a ousadia de Cândido Figueiredo, alegre, otimista, com suas gargalhadas de abrir as encostas do vale. Em que pesem interpretações, de quem trombou com o personagem, mas ninguém supera o destemido, sempre no limite do perigo, até mesmo em sua possante motocicleta através das noites do Crato. Agora falei de Alcides Peixoto do qual presenciei uma cena de bate boca no bar do Nenen quando, no limite do entrevero, ele deu uma tapa tão possante no ouvido do outro no qual este girou, para surpresa de todos, como um trapezista no ar.

E os sabores. O doce de leite de Isabel. Gerações fizeram desta iguaria uma adoração ao sublime. Pode ser, mas jamais encontrei, mesmo em Minas Gerais, um tijolo de leite igual ao de Joaquim Patrício. No ponto, não era açucarado, mas era tijolo, tinha uma consistência de caramelo, mas caramelo que se dissolvia na boca. Pode ser que seu Cícero Beija Flor tenha deixado de herança, em algum guardado da sua descendência, amostras das cadernetas de apontamento das compras das famílias da cidade. Se alguém achar algumas destas, faz uma tese de mestrado sobre o consumo de então.

E o Moacir no seu armarinho. Se provocar o Morais e o Carlos Esmeraldo, milhões de pequenas gafes surgirão. Como a freguesa que procura, com muito cuidado para não se expor à curiosidade pública, saber o preço de uma calcinha. Acha o preço salgado e sai. Nisso o espírito mascate do bom comerciante que é o Moacir sai de porta a fora, em pleno e intenso movimento, grita em busca da freguesa: EI DONA MARIA DA CALCINHA. Sim, na mesma rua o salão ABC. O espelho inconfundível, universal, a matriz pela qual se tira o todo do que é um salão de barbeiro. Toda a vida da cidade correndo pelo poder da voz humana, alguma revista para as horas de folga, a sonolência do freguês ausente, o ventilador, tesoura, pente, espuma, navalha e máquina de corta a zero.

Não esperemos que por esta rua nos fuja o maior contra-senso da minha afeição de criança. Era uma das alternativas do caminho de casa. Seguir pela ladeira velha, atingir a matança e daí para a Batateira. Passar em frente àquele pobre ponto comercial. Desprovido da variedade de outros pontos, na verdade tão somente cachaça. Eu tinha simpatia por aquele estado quase franciscano das suas instalações. Mais ainda pela sua freguesia. Pois não foi que um dia ouvi um verdadeiro discurso político contra o seu dono. Uma voz acusatória da desgraça familiar, evocando o respeito pela integridade humana à luz da religião. Fiquei confuso, afinal o acusado se tratava de um quase nada em face dos que eram quase tudo. Era Iô Iô, cujo bar era assim chamado e, dizem, que sujeito a tremendas imprecações se ousasse atraso na abertura comercial, pois os tremores antes da primeira ficavam insuportáveis.

Pois, então, a minha vida é esta árvore. Tem Socorro, Claude, Zé Flávio, Emerson, Morais, Carlos Esmeraldo, Rafael, Armando e Salatiel. E por outras floradas o Lupeu, Leonel, Rios, Domingos Barroso, Pachelly, Glória, Sávio, Ludgero, o Dihelson, Nijair, Melgaço. E a Amanda, quem dela tem notícias? O Glauco, o Tarso e tantos outros muito mais e maior que esta pequena lista.

Como um músico da cidade que campeia nas elaboradas frases que atormentam todos os compositores e dele ouço uma Morena Samba. Com esse olhar de vem pra cá. Pecando com o corpo, um calor de entrega, requebrando, requebrando. E segue como prova da negação do saudosismo resguardado, em que nada muda apenas a chama de uma saudade de fim de tarde.

Por: José do Vale Feitosa
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O CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E OS RATOS DE PORÕES


A estrutura administrativa pública do Estado brasileiro, nascida dos Poderes da União, dos Estados membros, do Distrito Federal e dos Municípios, de onde se afluenciam descentralizações as mais multívias de atividades de gestão e de governo, sediadas em Ministérios, Secretarias, Departamentos, Empresas Públicas, Gabinetes, Fundações Públicas, etc., estes apresentados ao Povo como mecanismos de gerenciamento das finanças públicas na busca da satisfação das necessidades sociais básicas, abriga, aquela, nos seus porões uma horda inescrupulosa e viciada de ratos humanos, que trabalham diuturnamente, de maneira disfarçada, no repugnante ofício de fraudar o devido processo legal dos gastos da Administração, saqueando e embolsando o dinheiro público de maneira sub-repticiamente criminosa.

O resultado desse processo de corrupção impune é a falência do País, a indigência do sistema de saúde, a carência da educação, a quebra da segurança, o falimento do bem-estar social. A Constituição da República do Brasil disponibiliza instrumentos de fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União, dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal e das entidades da administração direta e indireta, através do chamado controle externo, que é exercido pelo Poder Legislativo com o auxílio dos Tribunais de Contas e, ainda, pela Controladoria Geral da União. Ocorre, entretanto, que esses controles não estão imunes à ação deletéria dos ratos dos porões da Administração Pública. Eles estão por todos os lugares. Infiltram-se nos sistemas do controle externo, enfraquecendo-os, desequilibrando-os, corrompendo-os, transformando-os em ratos também, significando dizer que os preditos controles de nada valem, ou não valem o suficiente para estancar a sangria extorsiva aos cofres públicos do Brasil. Penso, porém, que nem tudo está perdido, pois resta aos verdadeiros cidadãos brasileiros, que não fazem parte da máquina administrativa pública, usarem, na fiscalização dos gastos públicos, o CONTROLE JUDICIÁRIO, pois ali ainda restam juízes honestos, íntegros, incorruptíveis. Para tanto, a Carta Máxima da República, dispõe no inciso XXV, do seu art. 5º, que “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito” e coloca a serviço do Povo, de qualquer cidadão e órgãos especializados, contra a corrupção e a improbidade administrativa e demais atos administrativos abusivos e ilegais, os remédios de ações especiais tais como AÇÃO POPULAR (art. 5º, LXXIII), AÇÃO CIVIL PÚBLICA (art. 129, III), MANDADO DE INJUNÇÃO (art. 5º, LXXI), HABEAS DATA (art.5º, LXXII, a , b) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (art. 102, I, a, art.103,§ 2º), AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE (arts. l02, I, a, e 103, § 4º) e outros.

Aglézio de Brito
Membro do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo
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PRESERVANDO A MEMÓRIA.

POR A. MORAIS.

Sempre tenho defendido e vivo a enaltecer os que se dedicam a fazer o registro de personalidades que de certa forma marcaram a historia de nossa cidade e de nossa gente. Esses zeladores da nossa memória merecem o nosso respeito e admiração porque o destino de tudo é o esquecimento, a vala como diz o Carlos Esmeraldo. Nos últimos dias, muito se tem falado do Crato de então. Recuamos ao passado e trazemos ao presente aquelas personalidades que de algum modo marcaram nossa historia. O Blog do Crato tem sido perfeito, generoso nessa atuação embora possa vir a ser chamado de saudosista. A Socorro Moreira, em seus belos poemas, resgata centenas destas famílias que marcaram o Crato com suas vidas, embora, eu não a tenha visto falar ainda da Isabel Virgínia, residente na Avenida Duque de Caxias entre as ruas da Vala e Senador Pompeu, nas décadas de 60 e 70. Talvez a Socorro não tenha degustado a cangica, a pamonha e o doce de leite que a Isabel fazia com maestria.
Alguém tem facilidade de responder quem foi João Aires de Aquino? Sabemos ter sido um dos homens mais querido e conhecido no Crato. Sua atividade na administração de um Bar na rua José de Alencar, calçadão, o levou a fazer um grande ciclo de amigos. A presteza no atendimento fez com que “Dom João” aferisse grande numero de fregueses, amigos e admiradores. O conhecido “Dom João” era espirituoso e tinha um toque de humor em tudo que fazia. Um cratense dos bons, embora não gostasse de guardar segredos. Era um pouco falador e as vezes afobado.
Com as economias poupadas ao longo da vida comprou um carro. No primeiro passeio a Juazeiro do Norte, quando retornava na altura do Pau do Guarda, fez uma manobra arriscada e foi abalroado por um ônibus que circulava em sentido contrario. Acabou com o carro e saiu do acidente gravemente ferido. Quando começou a receber visitas, no hospital, Jose Landim foi um dos primeiros a solidarizar-se com o amigo. Depois de um bom papo, ao se retirar, o poeta deixou numa folha de papel, em cima da cama, um verso que causou aos dois um desentendimento motivo para intriga sem perdão.
Disse Landim:
Certa vez o João de Aquino,
Um solteirão bem traquino,
Que fala mal de todo mundo.
Numa abalroada de veículos,
Quebrou o par de testículos
E as quatro pregas do fundo.

DIA DAS SAUDAÇÕES


O cumprimento é uma das formas de saudar amigavelmente os amigos, essa modalidade dar-se-á geralmente com algum gesto ou fala.Com relação aos gestos, esses simbolizam de cultura para cultura.

No Ocidente e na maioria do mundo, entre homem-homem costuma-se utilizar o aperto de mão, fato esse que ocorre também entre homem-mulher, mulher-mulher, quando não se tem certa intimidade.Em algumas culturas utiliza-se de um, dois ou até três beijos no rosto entre homem-mulher, mulher-mulher .

Em alguns países Ásiaticos, o cumprimenta ocorre unindo-se as mãos.

No Japão as saudações se dão normalmente curvando a coluna.

Entre os árabes o cumprimento entre dois homens amigos é a troca de beijos nas faces. Na Itália, o beijo no rosto entre homens familiares também é comum.

Assim aproveito a data para cumprimentar todos os colaboradores e leitores do blog do Crato.Viva os amigos.

Vida louca


.:.
Eu doido
Sou dado, dado...
O dar que não dei
Homem outro daria, direi.
Da loucura do dado
Sua desventura, doida...
Vida dada, doideira – darei.

(Nijair)

A CONSCIÊNCIA DO EXPLORADO

No que se refere aos séculos do capitalismo, muitos adjetivos foram agregados. Especialmente em razão dos efeitos sociais e culturais de sua economia. Os adjetivos foram aplicados em momentos históricos definidos, mas hoje se fundiram numa mesma massa conceitual. Oprimidos, perseguidos, explorados, discriminados, exterminados, dominados e tantos que se encontram no nosso imaginário. Afinal o efeito da fome, os famélicos da terra, tomando consciência de sua situação na escala real do mundo. Na escala dos arranjos econômicos, a escala nas quais tomam consciência de serem explorados.

Não interessa que seja esta a consciência de um negro discriminado, de uma mulher jogada pela janela por um macho dominador, uma criança de rua apedrejada. Da mesma massa conceitual se encontra a consciência de ser índio como resposta a este rolo compressor que soma uma falsa idéia do progresso humano com as motoserras a gerar vazio. Afinal são todos os efeitos de uma mesma e única forma universal de gerar riquezas e acumular capitais.

Não se imagine que uma consciência seja um simples lampejo. Que de repente assoma a percepção do oprimido. Pelo contrário, a pedagogia do oprimido, a pedagogia que supera a opressão, é um processo que envolve simultaneamente o fim do opressor externamente e no interior do oprimido. O opressor se agrega ao comportamento do oprimido, não como consciência crítica, mas como aceitação de uma espécie de realidade imutável. Por isso, dias nacionais que refletem a consciência da opressão, da discriminação, fazem parte de um processo de superação que se diga é histórico e pleno de subterfúgios.

Se observarmos a realidade das lutas contra a segregação racial nos EUA durante os anos 60, no seu eixo se encontravam os direitos sociais. Aliás, os direitos sociais, uma grande conquista da era das revoluções sociais na Europa, dos partidos comunistas e trabalhistas, agregaram à democracia um valor novo, de universalidade, bastante compatível com uma sociedade complexa, industrial e urbana. Isso é tão profundamente importante que o atual conceito de democracia já inclui os direitos sociais como essenciais a ela.

Quando se levantam dúvidas a respeito das questões da discriminação, do explorado, do oprimido, há por trás, sempre, uma visão política de mundo. Baseada na permanência e não na superação das desigualdades. Por isso mesmo é que no mesmo diapasão da bulha contra os direitos humanos se encontra a crítica aos direitos sociais. Esse é o processo em si de superação histórica de um país como o nosso em que o oprimido carrega a opressão em sua alma; o preconceito e o desconhecimento desfoca a realidade.

Mas nada impede que amanhã uma voz ainda vocifere contra os direitos humanos dos bandidos e contra as cotas raciais para negros. A alternativa é ampliar a consciência social da igualdade humana.

Vem aí o 5º Berro Cariri

Na foto, abertura do 2ºBerro Cariri, em 2005. Da esquerda para a direita: o Reitor da Urca, André Herzog, Governador Lúcio Alcântara e o criador do evento, Prof.Francisco Cunha

A cidade de Crato será sede – no período de 4 a 7 de dezembro – no Parque de Exposição Pedro Felício, a quinta edição do Berro Cariri, uma feira que vem sendo realizada desde 2004 objetivando incrementar o setor da ovinocaprinocultura regional.Serão priorizados as cadeias produtivas da ovinocaprinocultura, apicultura e mandiocultura. A novidade deste ano fica por conta da introdução de bovinos e de pequenos negócios rurais. Agentes financeiros, como Banco do Nordeste e Banco do Brasil estarão com agências para financiar venda de animais e produtos agrícolas.
A 5ª edição do Berro Cariri será aberta às 17 horas do dia 4 de dezembro, com apresentação de retreta com a Banda de Música Maestro Azul do Crato. Na programação cultural estarão ainda, apresentações de reisados, festival de violeiros e shows com Joãozinho do Exu, Flávio Leandro, Epitácio Pessoa e Herdeiros do Rei.
A razão do nome
O nome BERRO CARIRI foi idéia do saudoso Monsenhor Francisco Murilo de Sá Barreto. Este, ao ser comunicado – pelo Prof. Francisco Cunha, em 2004 – da iniciativa da Universidade Regional do Cariri–URCA em promover uma Feira Regional da Ovinocaprinocultura, lembrou uma carta do Padre Cícero Cícero (dirigida ao deputado Floro Bartolomeu) onde o sacerdote dizia: “O Cariri precisa continuar “berrando” na busca da solução dos seus problemas”...
O prof. Cunha não teve dúvidas: O nome da Feira será BERRO CARIRI! E assim foi da 1ª a 5ª versão que será realizada de 4 a 7 de dezembro de 2008,
O Cariri
A Região do Cariri é um verdadeiro oásis, encravado nos adustos sertões do centro nordestino. A diferença altitudinal da Chapada do Araripe, associada a Massa de Ar da Zona de Convergência Intertropical garante uma maior precipitação pluviométrica, que associada a solos férteis, permite o desenvolvimento de uma agricultura e pecuária com grande potencial de crescimento.As condições edafoclimáticas são propícias ao desenvolvimento de uma pecuária de pequeno porte, onde a ovinocaprinocultura se apresenta como uma alternativa de grande potencial para a região.

O DIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA !

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Esse título lhe causou impacto ou indignação, não foi?
Já se perguntou se esse impacto não foi exatamente por causa do seu preconceito interno e involuntário contra os negros? Estava eu aqui a ler as notícias do Brasil e do Mundo, vendo o que devo postar no Blog do Crato, nesses dias por ocasião do dia da Consciência Negra: Consciência Negra ?? E o que vem a ser "consciência Negra" afinal ?

Porque se no Brasil não existe preconceito em relação aos negros, já perceberam que toda vez que se fala dos negros já é uma espécie de discriminação ? Nunca pararam para pensar ?
Por exemplo, vagas especiais nas escolas para os negros. Isso não já é um tipo de preconceito, de separação ?

E as piadas ?
Se eu começasse uma piada dizendo: "outro dia vi um bando de brancos que estavam num bar quando..." nada aconteceria, porque branco não se importa com nada. Muitas vezes não é o branco que tem o preconceito. O que existe é um resquício, um ranço criado pelos próprios negros em torno do problema, pelo fato de negros serem minoria. E toda minoria sofre com esse tipo de problema. No mesmo exemplo supra-citado, se a piada começasse assim "outro dia vi um bando de pretos que estavam num bar quando..." Aí sim, seria a maior celeuma! Iam acusar de piada discriminatória, preconceituosa etc e tal... perceberam aonde quero chegar ? Voltando ao caso do já famoso "Dia da Consciência Negra", acho que quando se elege um dia para as minorias já é um tipo de preconceito. Por exemplo, o dia do Índio. O dia da Mulher, O dia da Consciência Negra, o dia do aleijado, essas coisas assim. Porque todo dia é dia de branco, todo dia é dia de gente normal e ninguém se importa. Então porque criar-se esses dias especiais para homenagear as minorias? Puxa vida! que me perdoem os que pensam o contrário, mas acho que a discriminação começa logo daí. Porque quem está por cima, não está nem aí se tem o seu dia ou não... Ah, é dia dos negros ? Os brancos aplaudem também, sem nenhum problema, sem nenhum preconceito!



Agora, que tal criar o DIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA ? Ah! não, isso é coisa da KU KLUX KLAN, é pecado, é satânico...é preconceito desafiando os negros! Existe uma banda musical chamada "So preto sem preconceito" . Já pensou se alguém criasse a banda "Só Branco sem Preconceito" Iria ser processado...

Existe uma musiquinha que acho altamente preconceituosa chamada "Black is Beautiful" ( O Negro é Lindo ). E quem falou que não era ? Se alguém criasse uma música "White is Beautiful" iriam chamar de Nazista!

Pois é: E eu pergunto: Quem é que faz esse preconceito afinal ? Conheço brancos que têm a consciência negra e negros que têm a consciência branca. Mas o que importa afinal, é que não haja qualquer tipo de discriminação entre QUALQUER raça, etnia e cor. Salve todas as etnias sem qualquer preconceito! Principalmente aquelas que não geram preconceito entre os seus.

Por: Dihelson Mendonça
( by the way, Moreno ).

Lula em discurso se compara a Barack Obama

"Bossanova mesmo é ser Presidente desta terra descoberta por cabral...assim é a letra de uma das músicas do grande humorista Juca Chaves ( que fim levou ? ). Eu me lembrei dessa letra ao ler essa matéria publicada hoje no site Universo On-Line, que repasso para vocês:

O presidente Lula se comparou a Barack Obama, durante discurso em homenagem ao Dia da Consciência Negra, na Praça XV, centro do Rio. Lula disse que o presidente eleito dos EUA vai encontrar uma situação parecida com a vivida pelo Brasil em 2002, ano da eleição do petista.

"Tudo indica que o Obama é inteligente. Ele não pode errar, senão vão jogar a desgraça dos brancos nas costas dos negros", declarou Lula completando, em seguida, que ele quando entrou no governo não poderia errar senão jogaria tudo nas costas dos trabalhadores. "Se o Obama errar os EUA vão demorar mais de 500 anos para eleger outro negro."

O presidente aproveitou a festa do Dia da Consciência Negra para elogiar a atitude dos norte-americanos nas urnas. "Não é pouca coisa um negro ser eleito nos Estados Unidos. É uma marca histórica sem precedentes", afirmou.


  • Rafael Andrade/Folha Imagem

    Lula participa da inauguração do monumento em homenagem ao marinheiro João Cândido, na praça Mauá, no Rio de Janeiro.

No dia que o Banco do Brasil anunciou a compra da Nossa Caixa, Lula voltou a elogiar as atitudes do país diante da crise. Para o presidente, o mundo deveria aprender com o Brasil. "[Essa crise] foi na capital dos países ricos, e aconteceu por falta de regulamento no sistema financeiro. Se tivessem aprendido com o Brasil, não estariam sofrendo com a crise como estão agora."

Lula dar declarações para tranqüilizar a população e o sistema financeiro. "O Brasil é o país mais preparado para enfrentar essa crise, e nós temos de ter confiança de que nós vamos sair dessa sem sofrer o que os outros estão sofrendo", declarou. Tem muita gente com medo. Essa crise é uma oportunidade para saírmos mais fortes", completou.

Fonte: UOL - Universo On-Line.

O.B.S - o grifo em DAR é meu, só para indicar que no UOL também se erra ao se dar e dá...

Por: Dihelson Mendonça

Sem Mineradoras - Ação do Ibama gera impacto social

Fechamento de Mineradoras causam Prejuízo

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Mineradora Paralisada. No lugar do barulho, só silêncio. Os trabalhadores não aceitam o fechamento

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Depois do fechamento das mineradoras de Nova Olinda e Santana do Cariri, as cidades estão sem movimentação

Crato. Sem a presença dos operários que dão vida e renda ao ambiente, sob o silêncio das máquinas que estão paradas, as mineradoras de Santana do Cariri e Nova Olinda lembram uma cidade abandonada. Ontem, um verdadeiro formigueira humano. Hoje, um deserto de solidão. O sonho de explorar uma cadeia produtiva, esvai-se na poeira do calcário que já estava sendo exportado para o Estado da Bahia como fertilizante. O que era antes objeto de sonhos foi transformado em dúvidas e incertezas.

Patrões e empregados que exploram as jazidas de calcário, fabricando lajes para pisos e revestimentos, foram sobressaltados com a presença de funcionários do Ibama, acompanhados de policiais federais, que fecharam três das cerca de 60 mineradoras que funcionam em Santana do Cariri e Nova Olinda, dando emprego a mais de dois mil agricultores que, nesta época do ano, não têm onde trabalhar.

Cada um destes operários tem um motivo para retirar o seu sustento da natureza. No entanto, na sua sabedoria, a natureza tem motivos mais fortes porque traz em si o mistério da vida, da reprodução, da interação perfeita e equilibrada entre seus elementos.

Abundante em sua diversidade, em sua riqueza genética, em sua maravilha, em seus encantos. Sobretudo, é generosa, está no mundo acolhendo o homem com sua inteligência, seu significado divino, desbravador, conquistador e insaciável.

Às vezes, nesse confronto, o homem extrapola seus poderes e ela cala. Noutras, volta-se, numa autodefesa, e remonta seu império sobre a obra humana, tornando a ocupar seu espaço e sua importância. No convívio diuturno, a consciência de gerações na utilização dos recursos naturais necessita seguir regras claras que considerem e respeitem a sua disponibilidade e vulnerabilidade.

E assim chegamos ao que as sociedades adotaram como regras de convivência, às práticas que definem padrões e comportamentos, aliadas a sanções aplicáveis para o seu eventual descumprimento: as leis.

É justamente a Lei de Proteção Ambiental e, por extensão, de proteção ao próprio homem que está tirando o sono dos mineradores. Quase todas as lavras e serrarias do setor são microempresas com baixo nível de qualificação gerencial e técnica, e têm muito a melhorar com a ação de agregação e de cooperação dentro de uma estratégia de união.

O próprio Ibama reconhece que falta organização. O engenheiro Pedro Monteiro lamenta que a Cooperativa dos Mineradores não dispõe, sequer, de assessoria jurídica. O proprietário de uma pequena mineradora, José Humberto, admite que a estrutura de exploração do calcário ainda é precária. As máquinas para cortar as lajes são fabricadas, artesanalmente, em Nova Olinda. Uma delas sai por menos de R$ 5 mil. Segundo o especialista, o setor precisa investir em tecnologia para ampliar a produção e buscar o mercado externo. “O grande problema do setor hoje é a calibragem”. Recentemente, o presidente da Cooperativa dos Mineradores, Francisco Idemar Alencar, comprou uma máquina por R$ 250 mil, que permite o corte perfeito dentro do esquadro. Com isso, as pedras estão sendo exportadas.

Humberto ressalta o grande número de empregos que a atividade oferece. Lembra também que o espaço ocupado para a exploração é pequeno, em torno de dois hectares.

O minerador Johnny de Oliveira Lima não entende o motivo de tanta exigência. “Nós queremos trabalhar e oferecer emprego ao povo”, justifica. O minerador Welington Quintino de Souza afirma que o trabalho não consiste somente na fabricação de lajes. 10% dos rejeitos estão sendo aproveitados pela fábrica de cimento. “Uma empresa da Bahia está utilizando o pé de pedra como corretivo de solo”, diz Welington.

Enquete

O que vocês acham do fechamento?

José Humberto
Minerador
"Queremos que entendam que nós queremos apenas trabalhar e, além disso, oferecer emprego".

Johnny de Oliveira Lima
Minerador
"Eu não entendo porque isso está acontecendo e nem porque está tendo tanta perseguição".

Welington Quintino de Souza
Minerador
"Este trabalho é importante, porque nós estamos apostando na criação de uma cadeia produtiva".

Mais informações:
Cooperativa dos Mineradores da Pedra Cariri
Presidente Francisco Idemar Alencar
(88) 9965.1505 ou 9226.0999

Fonte: Jornal Diário do Nordeste