13 novembro 2008

Dica: como se proteger de e-mails falsos

A cada dia surgem na Web e-mails falsos, usando o nome de bancos, de desenvolvedores de software e antivírus, de lojas on-line, de sites de segurança, de sites de notícias, de serviços na internet, enfim. O objetivo dessas mensagens é quase sempre o de capturar informações do internauta, como senha de bancos, por exemplo. Veja a seguir, dicas para identificar e evitar estas "armadilhas".

1 - Desconfie de ofertas generosas

Os e-mails falsos usam nomes de empresas e oferecem produtos ou serviços muito generosos. Em casos de banco, por exemplo, os e-mails oferecem seguro grátis, prêmios em valores altos e cartões de crédito. Mas geralmente, tais e-mails pedem para o usuário "atualizar" seus dados através de um suposto formulário que segue em anexo, ou direcionam o internauta a um link, onde deve-se preencher os campos com suas informações pessoais, incluindo senhas. Bancos não pedem senhas de seus clientes em cadastros. Todas as instituições possuem políticas de segurança para lidar com essas informações e não há razão para o banco pedir sua senha pela internet;

2 - Desconfie do endereço

Você recebeu um e-mail do banco Itaú e o link aponta para itau1.com. O banco tem um domínio conhecido (itau.com.br) e portanto, desconfie se o endereço no e-mail apontar para um site semelhante. Muitas vezes, o endereço aparece certo para o internauta, mas ao passar o mouse por cima do link o verdadeiro endereço é mostrado. Estes sites geralmente tem a mesma aparência do site verdadeiro, o que engana o internauta. Portanto, esteja sempre atento quanto ao endereço do site;

3 - Não clique em links cujo final termina em .exe

Você acaba de receber um cartão do Yahoo ou do BOL. Ao passar o mouse por cima do link, o mesmo termina com .exe ou .zip. Nestes casos, jamais clique no link, pois o computador fará download de um arquivo executável, que poderá servir de espião em sua máquina e transmitir todo o tipo de informação ao criador programa. É muito importante estar atento ao link, pois os e-mails quase sempre são cópias fiéis dos e-mails verdadeiros, usando, inclusive, o mesmo logotipo e layout da empresa em questão. Além disso, se você recebeu um cartão on-line do BOL, não há motivos para o cartão estar disponível num site gratuito da Tripod;

4 - E-mails falsos mais comuns

Os e-mails falsos mais comuns são os que usam o nome de bancos, como Banco do Brasil e Itaú, de empresas de software, como Microsoft e Symantec, de programas de TV, como Big Brother Brasil, de lojas on-line (oferecendo prêmios ou descontos mirabolantes), como Americanas.com, de cartões virtuais, como Yahoo e BOL, onde o usuário clica num link fajuto acreditando que vai visualizar o cartão, nome de sites de notícias, oferecendo um programa para que o internauta veja as notícias em tempo real, enfim;

5 - O remetente pode ser falso

Você recebe um e-mail com um arquivo anexo ou com um link e desconfiado vê o remetente. O mesmo aponta para suporte@microsoft.com.br. Sendo assim, você acredita que o e-mail é verdadeiro. Cuidado! Os e-mails falsos conseguem fingir serem endereços reais para enganar o internauta;

6 - Assuntos atuais

Os e-mails falsos podem explorar assuntos atuais. Portanto, desconfie se receber e-mails sobre atualidades sem você ao menos ter solicitado;

7 - Se pedir download, esqueça

E-mails falsos podem te oferecer "ótimos" serviços gratuitos, mas é necessário fazer download de programas. Não o faça, caso contrário você poderá ter um "espião" em seu computador;

8 - Se tiver dúvidas, pergunte

Se você recebeu um e-mail de uma empresa oferecendo algo, uma boa idéia é entrar em contato com a companhia, através do site ou do telefone e perguntar se aquele e-mail é verdadeiro;

9 - Repare nos erros

Se receber um e-mail com erros grosseiros de gramática ou com figuras faltando, eis bons sinais de um e-mail falso. Empresas sérias tomam cuidado com estes pontos;

10 - Parece de verdade

Há e-mails falsos tão bem feitos, que copiam slogan, templates e até possuem links que apontam para o site verdadeiro. Mas as aparências enganam! Por isso, verifique o e-mail, mesmo sendo de uma empresa que você é cliente, como por exemplo, um provedor de internet.

Finalizando

Os e-mails falsos aparecem cada vez com mais freqüência. O objetivo é sempre ter informações do usuário, principalmente senhas de banco. Com as dicas acima, é possível escapar dessas verdadeiras armadilhas, mas a dica principal é ter bom senso. Nenhuma empresa oferece ofertas e serviços fantásticos gratuitamente e muito menos pedem para o usuário fazer um recadastramento por e-mail. Na dúvida, SEMPRE visite o site verdadeiro, que você conhece. E-mails são enviados pelos mesmos indivíduos que enviam SPAM, por isso é que tais mensagens podem chegar ao seu e-mail. Portanto, ao identificar um e-mail falso, não responda de forma alguma, caso contrário, você estará confirmando que seu e-mail é válido. Clicando aqui, você verá dicas para evitar SPAM. Tais dicas também são aplicáveis para evitar e-mails falsos.

Fonte: Infowester

Infância na Pedra Lavrada - Anos 50


Fui menina na Pedra Lavrada
Brinquei na calçada de combinação ...
Cinturão-queimado , cabra-cega ...
Pulei corda , bamboleei ,
dancei frevo , dancei samba
Soltei cebolinhas , chuvinhas e balões,
nas noites de São João.
Apaixonei-me
"Come Prima "
aos 6 anos de idade ...
E com essa idade ,
escrevi minha primeira carta de amor :
"Querido Joaquim"...
(Meu amor platônico).
Esqueci na cartilha do ABC,
e a minha mãe pegou
Ai , que vergonha ...
Tinha opção alem da mentira ?
Culpei uma certa amiga ,
e o meu narizinho cresceu !
Pedalei nas calçadas,
em manhas de sol
Tive falsos crupes
Quebrei três vezes a clavícula ,
torci o pé , outras tantas ...
E eu nem era tão traquina !
Meu corpo se intimidou de medo ,
e nunca mais peraltou !
Na Pedra Lavrada perdi meu avô
Escutei minha mãe parir
Meu pai cantar , assobiar e tomar Brahma
Quis imitar , e ouvi :
"Mulher não assobia ..."
Na Pedra Lavrada dos anos 50
A gente comprava lenha
Comprava leite
Comprava pão ,
pirulitos na tábua ,
cavaco-chinês ,roletes de cana ,
alfenim , macaúba ...
na porta de casa ,
nos carrinhos- de- mão
Tomei injeção no bumbum
de bismuto
com Dona Soledade
E pra completar o tratamento
minha mãe cauterizava minha garganta
com uma solução de "colubiazol "
Comi "crespos" da casa de Dona Santinha
Brinquei de boneca com Nájela ...
E mais outras meninas ...
Próximas ou acanhadas :
Teresa Neuma ( filha de Dona Júlia ),
Valda Farias ( filha de Seu Modesto e Dona Adalgosa),
Irenilde , as meninas de Seu Vicente Chicô :
Lucenir , Suely , Aldeci ...
Cirene de Dona Otília ,
Ziana de Seu Adauto ...
Dólia , Dagmar , Bernadete ...
Lúcia e Joanita Primo .
No quarteirão de cima , os Lemos ...
No quarteirão de baixo , os Siebras ...
No meu quarteirão , o violão de
Vicente Padeiro , e a vitrola do meu pai ,
em toda altura.
Li todos os livros de Dona Liô
Estudei com Dona Neli
Risquei de carvão as calçadas
Fiz vestidos de boneca
Tremi com medo das almas
Acordei com goteiras ,
e a canção da chuva , nas telhas.
Aprendi catecismo no Abrigo das Velhas
Catei carrapetas no parque
Sempre esperando um lobo ,
que nunca veio
Assisti meu primeiro filme no Moderno
Branca de Neve e os 7 anões ... claro !
(O ingresso custava 200 réis)
Meu primeiro livro foi o Patinho Feio
Infância de complexos...
Até descobrir que eu era um cisne ,
foram-se muitas décadas.
Comi chouriço ,
mel de jandaíra,
sequilhos na banha de porco
tripa de porco torrada no jantar
e pudins caramelados ,
sem leite condensado.
Tive tracoma, coqueluche,
febre asiática...
Era um luxo:
tomar guaraná natural
com bolacha creme -cracker
Fomos embalados ,
no ranger do armadores,
vozes entoando samba-canções
ameaçadas pelo bicho-papão e o boi da cara-preta.
Tomamos banho de tina ,
água quebrada a frieza,
com folhas de eucalípto ...
Fazíamos xixi em urinóis
Vestíamos pijaminhas de flanela,
vestidos com sianinha ,
gregas, babados de organdi plissado
sapatos de verniz e meias de seda.
Ouvimos o som do pilão ,
na hora da paçoca ,
que a gente comia com baião
Tomamos água do pote e quartinha
Rezávamos pro anjo-da-guarda, antes de dormir
e acordávamos com o barulho do chiqueiro.
Vi passar uma lambreta
Cantei Celi Campelo
com seus banhos de lua e laços
cor-de-rosa , no cabelo
Comi pão-de-ló
feito por minha avó.
Fumei cachimbos de brinquedo
com folhas secas de alfazema...
(parecia incenso...)
Usei óculos receitados por Dr. Herbert
Acordei de sonhos e pesadelos
Sóbria , ou levemente bêbada ?
Novembro de 2008...
E o tempo voou
Cai no futuro de asas quebradas
Estou viva ...
Embora tenha morrido sete vezes !

Artista do Cariri participa de encontro em Brasília

Entre os dias 12 e 16 de novembro de 2008, a capital do país – Brasília ,será sede do terceiro encontro nacional dos Pontos de Cultura, que integra o programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, a TEIA 2008, o maior encontro da diversidade cultural brasileira. Mais de 800 representantes e centenas de artistas e ativistas culturais de todas as regiões do país se reunirão na Esplanada dos Ministérios em Fórum, Seminários e Mostra Artística. O artista visual e militante cultural, Alexandre Lucas será um dos participantes do Encontro, a convite do Coletivo Pia – Programa de Interferência Ambiental, do qual mantém parceria juntamente com artistas de outros estados brasileiros. Com o tema "Iguais na diferença", a TEIA 2008 celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e é um evento importante para intercâmbio cultural e mobilização social.

Já no mês de dezembro, Lucas ministra oficina "Leituras de Recortes" no Centro Cultural do Banco do Nordeste em Sousa – Paraíba e em janeiro deverá participar da 6ª Bienal de Cultura da União Nacional do Estudantes – UNE, que será realizada em Salvador - Bahia, ministrando oficina sobre Arte e Marxismo.

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Alexandre Lucas
E-mail:alexandrelucas65@hotmail.com
(usodiarimente esse e-mail) Acesse o blog do Coletivo Camaradas
www.coletivocamaradas.blogspot.com
Acesse o Portal Vermelho: www.vermelho.org.br

As velas


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Que linda manhã de outono aquela. Os raios primeiros do alvorecer, movidos pelo elã romântico do sol, molham minha face. As rosas se abrem, desabrocham, espreguiçam-se após mais uma noite – talvez bem dormida. Aos poucos, o orvalho da noite que se esvaiu dá lugar ao frenesi ofegante da manhã. Olho por entre as frestas da janela entreaberta. Preciso respirar o aljôfar que a natureza me concede gratuitamente.

Todos ainda dormem. Observo-os agora. Minha mulher tem os olhos fundos. Aparenta um sofrimento recente, forte e divisor de águas. Largada na cama, esvaída, parece deveras cansada. Tenho a impressão de estar velando uma mulher triste, solitária. Minha filha está ainda mais entregue aos deleites do sono, ventre voltado para o teto, esparrama-se toda pela cama de mogno que a muito custo consegui comprar. Alheia a tudo, como todas as crianças, tem uma vida toda que a espera. Tenho ímpetos de acordá-las, mas uma força ou talvez uma impotência tangível não me permite. Assustado, desço.

O quarto dos meus pais, localizado na parte inferior do sobrado onde moro, parece-me diferente. A luz que aos meus olhos chega, advinda de um ponto alheio ao meu sentido visual, surpreende-me porque a porta do quarto, apesar da manhã que avança lá fora, está apenas semi-aberta, a luz apagada.

A única luz que me chega diferente da luz que do quarto sai é a da entrada principal que meu pai, apesar das reclamações de todos os demais da casa, insistia em deixar aberta durante a noite, alegando que os marginais não se atreveriam invadir a residência de um policial aposentado. Tenho chumbo pra eles, diz sempre. Se os marginais soubessem que não há arma alguma em nossa casa... O pior é que essa negligência havia se tornado uma rotina nos dois pavimentos.

Observo restos de vela; velas brancas. São muitas. Eram muitas. Agora são apenas amontoados de resquícios de cera comungados com os pavios remanescentes da combustão. Por que ainda dormem. Sinto cheiro de rosas por todas as partes da casa. É o meu aroma preferido. Rosas brancas denotando uma paz aparente; vermelhas, informando o torpor pujante de uma força agora inexistente na casa silenciosa. Outro impulso quer levar-me ao encontro dos meus familiares. Por que ainda dormem?

Meu irmão, no quarto contíguo ao dos meus pais, é outro com os olhos cerrados. Sono forte, pesado, toneladas de sono! A respiração, o ronco. O ronronar amplificado do mamífero quase latente, nem de longe faz lembrar a passividade eloqüente do gato tão desejado, do gatinho de estimação das minhas “mulheres” que por diversas vezes rejeitei criar. Como ronca! Essa prosa com Morfeu vai longe! Ainda estão no primeiro ato! Verdadeiro noctívago, meu irmão não dispensará mais uma manhã longe de todos, na solidão, no claustro do aposento do filho solteiro da família.

No quintal, tenho parceiros acordados. Pena que não me entendem. Mesmo assim irei até eles. Penso em pegar alguns grãos, cotejá-los um pouco as ações. Afinal, todos gostamos de afagos, de gracejos, de bons tratos. Todos mesmo! Como andei descuidado. Fazia tempo que não dispensava atenção aos agregados da família. Aquele franguinho é da última ninhada, salvo engano. Como está esbelto, arisco. Não sabia que meu pai agora também criava patos. Belo casal! Sociedade harmônica que formam aqui na periferia, à retaguarda da casa. Ainda não se prestaram às mais acirradas regras naturais biológicas. Talvez esse concerto espaço-quantitativo seja o fator primeiro da paz instintiva.

Em todos os locais por onde passei não me detive nas portas, não havia nenhum grilhão forjado impedindo minha passagem, nenhuma obra de marcenaria se antepondo entre mim e os meus deândulos investigativos na redescoberta do meu lar – todas estavam abertas para mim. O portãozinho do galinheiro, porém, enferrujado, mostrando as irrefutáveis rugas do tempo, está fechado não me permitindo entrar no mundo animal tão de mim próximo. Penso em abri-lo, mas as recordações da infância, da época em que recostado aos braços do meu pai – ele de cócoras – jogava milho às galinhas sob a proteção do meu herói inigualável, fazem-me apenas observar os grãos de milho que meu pai talvez houvesse deixado na noite anterior. Não preciso entrar. Apenas os observo demoradamente. Pareço cansado.

Já no meu quarto, deito. Minha esposa não percebe que chego. Ignora-me. Agora que deitado estou não tenho a paz necessária para dormir. Paradoxalmente, sou conduzido para um mundo distante e real. Lembro-me dos amigos, dos inimigos. Será que os tenho explicitamente ou os trago escondidos por trás da cortina do orgulho pedante da ilusão infalível da eternidade do efêmero bicho homem? Uma a uma, revejo as cenas onde magoei ou fui grosseiro com alguém. Parece que terei muito tempo para sofrer à luz dessas imagens... Algo que não consigo explicar ainda me leva a pensar assim. Tenho a consciência conturbada.

À tardinha, quando se cerravam as luzes naturais da mesma manhã de outono, minha esposa, após um demorado banho e, tendo chorado muito, apronta-se para sair. Desce apressada. Está sozinha. Deixa a garota deitada após a hora da sesta. Acompanho-a. Parece mesmo de saída. Penso em interpelá-la, mas sou interrompido por meu pai que pergunta:

– Aonde vai?

– Ao cemitério. Vou levar estas rosas para enfeitar o sepulcro do meu marido.

Nijair Araújo Pinto

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’.

CIDADÃO COMUM: REFLEXÕES SOBRE A CRISE

A população mundial foi surpreendida, há pouco mais de um mês, por uma crise financeira mundial sem precedentes. Para o mercado financeiro americano, uma crise esperada visto que, via de regra, banco que não recebe pagamento de seus empréstimos não paga suas contas e: quebra! Mas o que não se esperava era o efeito dominó. Pelo menos nestas proporções. Nós, felizes cidadãos comuns brasileiros, fomos pegos de surpresa.

A “moda” de investir em ações tem pouco tempo, pelo menos para, a pura, classe média brasileira acostumada a aplicar suas economias em caderneta de poupança, ou arriscar-se em alguma aplicação de médio prazo. Lembro que, no início, muitos se gabavam de terem adquirido ações de empresas como PETROBRÁS e VALE, investimento de retorno rápido e garantido. Ultimamente, era comum, nas rodas de conversa, alguém dizer que estava aprendendo a comprar e vender ações pela internet, como se fosse uma onda sem volta. Complementarmente, fazia muito, mas muito tempo mesmo, que não via alguém dizer que compraria dólares, a não ser pra viajar para os Estados Unidos, destino também em moda graças à “valorização” do real.

Hoje, o que percebo é que todos, economistas e entendidos, dizem ser esta uma crise horrível, mas pouco sugerem à população o que fazer. Uns dão a entender que não se deve deixar de consumir, o que traria o desemprego. Outros ainda, com ar de incerteza, dizem que é hora de economizar visto o panorama incerto. Ou seja, a população não parece saber ainda como agir: gastar ou poupar? Estocar? Aplicar? Em que? Ninguém arrisca! Ninguém ainda sente no bolso os efeitos da crise. O combustível, os alimentos, os aluguéis, os materiais de construção, nada ainda sofreu aumento representativo. Não aconteceram, ainda, demissões em massa ou coisa parecida. Ou seja, pra quem não tinha dinheiro em ações ou tem que comprar dólares, esta crise ainda não chegou.

Penso que a crise é um momento onde muitos perdem, porém sempre há uma maneira de alguém sair fortalecido. O próprio E.U.A. aproveitou-se de momentos extremamente delicados como a primeira e segunda guerra mundiais para se consolidar como maior potência mundial. Quem sabe esta não é a oportunidade do Brasil destacar-se, deixar sua marca, por incrível que possa parecer? Parece que o Governo Federal começou a enxergar isso aumentando o crédito para os setores agrícola e da construção. Outra ação importante, a meu ver, seria a diminuição dos impostos, e facilitação do crédito, as empresas interessadas no mercado interno para que estes produtos tenham preços mais interessantes, vendam mais e, conseqüentemente, não seja necessário haver demissões e assim haja uma compensação da diminuição das exportações. Ao final, dependeríamos muito menos dos consumidores externos e nos “blindaríamos” de futuras, possíveis, crises externas.


Dimas de Castro e Silva Neto, M.Sc.
Eng. Civil, Prof. do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

Fortaleza: 18 Torneiras por 45.000 Reais !!

Isso é o que eu chamo de Torneiras Caras !



PALÁCIO DA ABOLIÇÃO: HEITOR QUESTIONA COMPRA DE 18 TORNEIRAS POR R$ 45 MIL REAIS.

A Reforma do Palácio da Abolição em Fortaleza foi assunto da conversa do Jornalista Luzenor de Oliveira com o Deputado Estadual Heitor Férrer, nessa quinta-feira. Segundo o parlamentar, um dos assuntos a serem discutidos no plenário da Assembléia Legislativa na sessão de hoje (13) questiona a compra de 18 torneiras pelo valor de R$ 45 mil reais.

Por: Luciano Augusto
Fonte: Ceará Agora.

Choveu hoje no Crato ! - Primeiro rebento do "Inverno"


Enfim.........................Salvou-se uma Alma no Céu!

Os Franceses chamariam de "Pluviose", a estação das chuvas...Parece que São Pedro teve piedade dos Cratenses e resolveu amenizar o calor por aqui, que já beirava os 32 graus. Geralmente, em torno do dia 15 de novembro chove no Crato. Talvez a chuva se alegre com a "Proclamação da República". A chuva foi breve, mas quem saiu durante a mesma, certamente que chegou a se molhar bastante. Não tenho aqui um pluviômetro ( ainda ), para medir essa quantidade, mas posso afirmar que ela começou nos Estados Unidos da Vilalta, às 02:48 e durou aproximadamente meia-hora.

A temperatura local á sombra agora é de 29 graus.
Umidade relativa do ar: 58 por cento. ( ao contrário de 2 dias atrás, quando atingimos 47 por cento ).

Conclusão:
Boa chuvinha. Espero que continue.
Preparem seus telhados, a fim de evitar constrangimentos. Mesmo com laje, o perigo das águas sobre as lajes não é bom, pois circulam fios elétricos...

Por: Dihelson Mendonça
Foto Ilustrativa: Gene Kelly no filme "Cantando na Chuva" - Paramount Pictures
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Prefeito Samuel Araripe participa de debate sobre desenvolvimento do Cariri

A CIDADE EM NOTÍCIAS

Líderes regionais e do estado debatem desenvolvimento do cariri na URCA.

O Desenvolvimento do Cariri e suas Múltiplas Dimensões, envolvendo diversos setores inseridos no Programa Cidades do Ceará, do Governo do Estado, foi debatido durante o dia de ontem, em Reunião de Trabalho na Universidade Regional do Cariri (URCA). O evento reuniu representantes das secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Cidades e Turismo, além de instituições estratégicas voltadas para o desenvolvimento da região e Banco Mundial. A reunião aconteceu no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca).

A consultora do Banco Mundial (Bird), Mônica Amorim, destacou os investimentos previstos pela instituição financeira internacional, em parceria com o Governo do Estado, para o Projeto Cidades do Ceará, em negociação para o Estado, em torno de R$ 40 milhões, tendo como contrapartida do Governo Estadual R$ 20 milhões. Ressaltou o trabalho a ser desenvolvido no Cariri como uma experiência inovadora e a expectativa otimista em relação aos investimentos a serem realizados nas áreas de infra-estrutura, equipamentos produtivos e serviços de capacitação institucional. A mesa redonda de abertura dos trabalhos trouxe como tema `Projetos de Desenvolvimento e a contribuição para sustentabilidade do Cariri`. O Reitor da Urca, professor Plácido Cidade Nuvens, destacou inicialmente o papel da instituição como prioritária para o processo de desenvolvimento regional, a partir de procedimentos metodológicos, enfatizando a participação ativa da universidade dentro desse processo com os seus respectivos parceiros.

A Secretária Adjunta de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Teresa Mota, ressaltou os trabalhos previstos pelo Projeto Cidades do Ceará, voltados para o turismo e cadeia produtiva calçadista. Além disso, a presença das lideranças locais, importantes para o processo de articulação junto ao governo. Já o secretário Adjunto do Turismo, Osterne Feitosa, ressaltou a possibilidade de se encontrar caminhos novos para o desenvolvimento regional.

A tecnologia foi enfatizada como um dos pontos fortes para possibilitar esse crescimento dos diversos setores. O diretor do Centec Cariri, Raimundo Barreto, diz que para isso é necessário haver um fortalecimento desse setor, envolvendo as instituições regionais, por meio da educação tecnológica.

O `Capital Humano e Desenvolvimento do Cariri` foi abordado dentro desse tema e apresentada uma proposta de definição do papel da Universidade dentro do Projeto Geopark Araripe, para as áreas de ensino, pesquisa e extensão. Representantes de administrações locais também participaram do evento, a exemplo de Crato, com o prefeito municipal Samuel Araripe.

De acordo com o Prefeito Samuel Araripe, o desenvolvimento regional deve ser pensado hoje a partir de uma proposta de integração. Focalizou o Cariri como o maior agrupamento de cidades, depois da zona metropolitana de Fortaleza. O Geopark Araripe foi destacado pelo prefeito como um projeto que irá dimensionar a região no âmbito internacional."Não há como vermos cidades isoladas uma das outras, a exemplo de Crato e Juazeiro do Norte", diz ele, ao acrescentar obras previstas para serem implementadas na região como o Centro de Convenções do Cariri, em Crato, Hospital Regional e Aterro Sanitário, em Juazeiro.


Fonte: PMC.

Futebol: Por Amilton Silva - Atualização

Atlético Mineiro Goleia Vasco da Gama

Em jogo antecipado da 35ª rodada do Brasileirão Série A, o Atlético MG goleiou o Vasco por 4 X 1, na noite de ontem no Mineirão.No primeiro turno o Vasco venceu o Galo por 6 X 1. Com o resultado de ontem (12), o time do Atlético MG, deu um grande passo para se classificar para a Copa Sul Americana, já o Vasco terá que torcer contra alguns clubes que concorrem com ele, que estão na zona de rebaixamento.Um público superior a 42 mil pagantes compareceu ao Mineirão , proporcionando uma renda superior a 244 mil reais.Os gols do galo foram marcados por Leandro Almeida dua vezes , Renan Oliveira e Castillo,pelo Vasco marcou o baixinho Madson.

Internacional vence no México

O Internacional deu um grande passe para se classificar para final da Sul Americana, ao vencer ontem (12) em Guadalajara, o Chivas por 2 X 0 , gols assinalados por Nilmar e Alex.O jogo de volta na próxima semana será realizado no Beira Rio. O Adversário sairá na partida de hoje entre os argentinos Estudiantes e Argentinos Juniors.

Coringão segue invencível

Campeão antecipado da Série B, o Corinthians venceu o Juventude em Caxias do Sul por 2 X 1. o Coringão não vencia em Caxias do Sul desde 2002.Os gols da partida foram de Morais e Cristian para o Corinthians e Egído descontou para o Juventude, que se complicou no sonho de entrar para o G 4, agora as chances são remotas.


Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato


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E O NOTICIOSO? - Por: José do Vale

Acima: Foto da fila dos desempregados em 1930, após a quebra da Bolsa em Nova York.

Ontem as imagens de televisão mostraram fila de desempregado em Nova York. Isso não é incomum. O mesmo se viu no passado daquele país e até não muito distante. Mas algo naquelas imagens deu sentido novo a tudo que já vimos. Uma senhora de 80 anos desistindo de permanecer na longa fila, pois já não tinha mais força física para suportar a espera. Ela queria um ganho para completar a sua insuficiente renda. E qual o valor deste fato? É apenas condolência pela velhice?

E aí nosso raciocínio se enganaria. Isso mostra que a crise do capitalismo não é um tombo mágico que de repente ocorre. Não funciona com a fantasia com a qual muita gente se apega aos ciclos de Kondratieff. Fantasia que compreende uma curva virtuosa e um tombo desastroso. Fantasia analítica como tudo é no capitalismo e também o foi no feudalismo. Ao analisar o ciclo de crescimento produtivo, tais ciclos apenas vêm isso, não enxergam os "corpos caídos" nos campo de batalha da circulação e consumo da produção. O virtuoso é que os indicadores em geral no capitalismo vêm apenas o sucesso do acúmulo, das bolsas, dos derivativos, do estoque e na ponta o preço. É como no feudalismo examinando a vida em geral pelo que ocorria no Castelo de Versailles.

Então a senhora de 80 anos na fila do desemprego de N. York demonstra que toda uma vida de trabalho e luta não foi suficiente para a sua aposentadoria. Ou pior ainda, pode ter levado a poupança de toda uma vida para os fundos em bolsa e ali sua luta virou pó. E neste momento na altura da ética da Escola Econômica de Chicago ela terá o direito de andar pelas ruas formadas pelos gigantes edifícios da Chrysler, de Donald Tramp (nunca alguém me lembrou tanto de Ted Boy Marino), do Empire State, pois a Torres Gêmeas já se "desgemelaram".

Outra questão é o da vitória pública. Ela nem sempre ocorre pelo conteúdo e por um valor da humanidade. Nos ciclos de mídia tocados pelo dinheiro o móvel da exposição e do valor público é bem desumano. Reduz-se ao serviço de indivíduos portadores de dinheiro. Compra tudo: deputado, senador, juiz, ministro, delegado, repórter e os donos dos veículos de comunicação. Mas nós os consumidores de comunicação já conhecemos este jogo e dificilmente deixamos de considerá-lo. O que salva estas armações é que na vitória pública eles jogam como se tratasse de um jogo do Fla x Flu. Cada um numa torcida. Tem tanto sentido quando a disputa das escolas de samba ou do azul e vermelho em Parintins.

É o que inundou, especialmente esta semana, os veículos de comunicação pela vertente do processo do banqueiro Daniel Dantas. A defesa midiática do banqueiro deve servir à alça virtuosa do ciclo de Kondratieff. Mas agora ninguém fica com cara de bobo.

Por: José do Vale Pinheiro
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A PROMESSA DE NECO PEREIRA

Li em “Historias que vi, ouvir e contei”, obra literária do Carlos Eduardo Esmeraldo, um relato atribuído ao Neco Pereira.
Sustenta o comentário que ao sentir falta de Pretinho, um jumentinho de sua propriedade, Neco Pereira fez promessa com meu padrinho admitindo, em caso de encontrar o animal, vendê-lo, comprar todo o dinheiro de velas e acendê-las de uma só vez no tumulo do santo padre.
O jumento apareceu e o Neco, como bom devoto, tratou de cumprir a promessa. Procurou vender em um lote do qual fazia parte um galo.
Elevou o preço do galo e abaixou o preço do jumento e só vendia o lote completo. Finalmente conseguiu fazer a venda. Pagou sua promessa conforme planejado sem comprometer-se com a sua consciência e sem ter prejuízo.
Essa historia do Carlos Esmeraldo me fez lembrar Raimundo Rosa, um caboclo de Vargea-Alegre que também fez uma promessa com São Francisco.
Alcançando-a, doou em ação de graças, uma novilha ao santo. 15 anos mais tarde já eram 10 reses o rebanho e por falta dagua e pasto decidiu fazer a entrega dos animais.
O velho Raimundo procurou o Padre local, contou a historia da sua promessa em detalhes e perguntou se era preciso Ele se deslocar ao Canindé para fazer a entrega. O padre disse que não era necessário viajar. Tanto fazia entregar no Canindé, em Várzea-Alegre ou em qualquer outro lugar, o que valia mesmo era a intenção. Raimundo Rosa deu uma cubada no padre e disse: já que é assim eu vou entregar para um que tenho lá em casa. Nada mais justo né seu vigário.
O padre ficou lambendo os beiços e Raimundo foi correndo comunicar a novidade à mulher Generosa devota ardorosa de São Francisco.

Blog do Crato - 2090 Postagens de Qualidade em 2008 !

Comemoramos a marca de 2090 postagens de alto nível com mais de 50 dos maiores escritores e Cronistas do Cariri somente em 2008. Quero parabenizar todos os nossos visitantes, cronistas, escritores e poetas por esta verdadeira "façanha". Cada uma das postagens do Blog do Crato é tratada com todo esmêro na diagramação, correção ortográfica, imagens, sons e vídeos. Creio que o nosso padrão de qualidade em tudo o que é feito seja a razão do nosso maior sucesso: O Respeito do nosso público, sempre fiel e crescente! Somente no mês de Outubro tivemos mais de 25.000 visitas e esse número aumenta a cada mês.

Parabéns a Todos!

Dihelson Mendonça
- Administrador -