11 novembro 2008

A maior comunidade de música do orkut pode sair do ar

Arquivos da Comunidade Discografias no Orkut, foram deletados por estarem prejudicando os artistas ou as multinacionais que sugam os trocados do povo carente de cultura?

O direito de propriedade só vale para um segmento ou ele é universal?


Vamos analisar por esta lógica: compro um cd de minha preferência com meus escassos reais, renunciando uma camisa, alguns quilos de arroz ou até mesmo alguns goles de chopp e ele continua sem ser meu, ainda tem quem vá determinar o que devo fazer?

Se tocar numa emissora e em meus equipamentos que eu comprei, gravar também é crime?

Logicamente se eu comprar um objeto, serei seu proprietário total e não parcial, então empresto, dou, uso individualmente e coletivamente, a meu bel prazer.

Os avanços tecnológicos acontecem rapidamente, enquanto os feitores das leis, caminham lentamente, uns devido a idade, outros pelo peso que transportam em seus bolsos, outros por interesses que não são coletivos e ainda tem os que não assimilaram o presente, então embolam o meio de campo e começam as contradições.

Nas comunidades, blogs e similares não existe o comercio, mas sim a troca de arquivos de forma voluntária, contribuindo assim com a ampliação de conhecimentos e ao mesmo tempo servindo de terapia benéfica, pois quem vive em busca de pesquisar musicas e poesias não tem tempo para perder com pedofilia, assaltos, seqüestros e apropriação do dinheiro publico.


Não possuímos cartão corporativo, usamos o de crédito mesmo para comprar nossas armas, que são pentes de memórias, HDs e outros periféricos que até agora não deixou nenhum coronel confuso e nossos tiros sempre deixam os atingidos felizes porque nossa meta é trocar os jargões de guerra, as lastimações e os prantos por melodia, em nossa guerra utilizamos rojões de canções e estamos armados de sensibilidade e amor a arte, e aqui não interessa quem atirou primeiro, o mérito é de todos.


Acesse a comunidade Discografias no orkut

Leia matéria da Folha de São Paulo

Alô, Dr. José Flávio e Marcos Leonel... PLEASE !

Olá, amigos,

De todos os convidados a dar uma palhinha aqui no meu CD, só faltam mesmo o ZÉ FLÁVIO e o Marcos Leonel. Até o Zé Nilton veio ontem aqui no estúdio e gravou belos pensamentos que certamente irei aproveitar para o CD. Foi um papo muito agradável, fizemos até uma pequena entrevista...

Preciso enviar o CD para a fábrica e só depende agora desses últimos depoimentos, por causa do prazo do BNB que está se esgotando. Se dependesse de mim, tudo bem, mas é que temos prazos a cumprir.

Conto com a participação de vocês. O Marcos Leonel, estou ligando para o celular da OI desde ontem e spo dá fora de área. E o Zé Flávio não possuo o número atual.

Abraços,

URGENTE,

Dihelson Mendonça

O CRATO HOJE - Previsão do tempo !


O Dia amanheceu nublado hoje no Crato.
Temperatura local: 29.5 graus na Vilalta.
Umidade relativa do ar: 45 por cento.

Fonte: Website Climatempo
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O Cariri está se tornando um verdadeiro Jurassic Park

Nota: O Cariri está se tornando famoso no mundo inteiro como uma das áreas mais promissoras no campo da paleontologia. Há muito são recolhidos fósseis na nossa região ( inclusive faz-se contrabando deles ). Algumas pessoas até bem pouco tempo colecionavam fósseis em suas casas, tamanha a riqueza destes artefatos encontrados aqui no cariri. Eis mais uma excelente reportagem do jornalista Antonio Vicelmo, em que foram encontrados vestígios de pegadas de Dinossauros no Cariri:"

Descobertos vestígios de pegadas de dinossauros

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Circunferência Demarca possíveis pegadas de dinossauro em pedras de arenito, no Sítio Baixio do Couro, a 2km da sede de Penaforte, ao lado de um riacho por onde passará o canal de transposição do Rio São Francisco (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

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Idalécio Freitas, gerente do Geopark Araripe, quer aprofundar a avaliação (Foto: Antônio Vicelmo)

Escavações provocadas pelas obras de transposição do Rio São Francisco revelam acervo paleontológico

Penaforte. Geólogos e paleontólogos da Universidade Regional do Cariri (Urca) e da Área de Proteção Ambiental do Araripe (APA-Araripe) localizaram neste município vestígios de pegadas de dinossauros. As marcas foram encontradas em três pedras de arenito, no Sítio Baixio do Couro, a dois quilômetros da sede da cidade, ao lado de um riacho por onde passará o canal de transposição do Rio São Francisco.

A descoberta foi feita pelo geógrafo e arqueólogo pernambucano Edilson Teixeira Souza, que está acompanhando os eventuais impactos ambientais causados pela transposição. Num relatório enviado à gerência do Projeto de Integração da Bacia do São Francisco às Bacias Hidrográficas do Nordeste, Teixeira sugere que seja contratado um especialista em Paleontologia para aprofundar as pesquisas em torno das marcas localizadas na região.

No relatório, ele propõe que, caso sejam confirmadas as pegadas de dinossauros, a área deve ser cercada. O curso do canal poderá ser desviado. Outra sugestão é arrancar as pedras com as pegadas e levá-las para um museu do Cariri.

No fim de semana, os geólogos Jackson Antero, da Apa-Araripe, e Idalécio Freitas, da Universidade Regional do Cariri e gerente do Geopark Araripe, estiveram no município de Penaforte estudando as marcas das possíveis pegadas deixadas pelos dinossauros.

Jackson diz que a formação das rochas, onde foram localizados os indícios de pegadas de dinossauros, é igual à do Vale dos Dinossauros, na região de Sousa (PB), internacionalmente conhecido pelo acervo com pegadas, fósseis de dinossauros e um dos locais arqueológicos mais importantes do mundo. Mesmo assim, o assunto está sendo tratado com cautela.

Já o gerente do Geopark, Idalécio Freitas, vê o achado com um pé atrás. “Das três marcas, somente uma apresenta sinais de pegadas. Mesmo assim os locais devem ser analisados com equipamentos próprios”, diz Idalécio, acrescentando que cabe ao Departamento de Produção Mineral (DNPM) fazer um estudo da área. “As marcas não estão bem claras. As fotos, mesmo sob o olhar de um especialista, não ficam bem claras”, admite.

Desconhecimento

Na localidade onde foram encontrados os indícios de pegadas de dinossauro, nenhum dos moradores ouviu falar sobre o assunto. “Essa história de dizer que esta região já foi habitada por estes animais pré-históricos não é do nosso conhecimento”, afirma o agricultor José Ferreira, nascido e criado na região.

O guia Cícero de Oliveira Santos, que conduziu a reportagem do Diário do Nordeste até o local das eventuais pegadas, prefere acreditar na pesquisa dos geólogos. Quem sou eu para questionar um assunto tão importante. “Eles sabem mais do que nós”, complementa Oliveira, referindo-se à avaliação dos pesquisadores.

A presença de animais pré-históricos no Cariri, há cerca de 160 milhões de anos, não é novidade. Já foram encontrados fósseis de dinossauros e pterossauros em Porteiras e Santana do Cariri. As bacias sedimentares, segundo Jackson, constituem ainda hoje quase um arquivo vivo e descritível da nossa história natural, composta por estruturas geológicas que geralmente se situam em planícies fluviais ou litorâneas aglutinando sedimentos rochosos orgânicos e inorgânicos.

Apesar de terem sido animais especificamente terrestres, os dinossauros não desprezavam os cursos d’água doce ou marinha rasas, onde as espécies herbívoras pastavam e as carnívoras nadavam, caçando ou pescando. Alguns dinossauros atacavam com garras e grandes dentes serrilhados; outros se defendiam com garras ou chifres, ou com cristas de placas ósseas. Os dinossauros podiam viver até mil anos ou mais, segundo os pesquisadores do assunto.

O estudo dos dinossauros, a origem e diversidade de espécies, o seu habitat, o modo de vida e as causas de sua extinção sempre atraiu a atenção de muitas pessoas em todo o mundo. Ossos, dentes, ovos, pegadas e fezes (coprólitos) de dinossauros são encontrados em bacias sedimentares espalhadas por toda a área que hoje é o Brasil. Os principais sítios arqueológicos estão nas seguintes regiões: Chapada do Araripe (CE); Sousa (PB); Recife (PE); Alcântara e São Luís (MA); Tesouro e Morro do Cambambe (MT); Prata e Peirópolis (MG); Monte Alto, Presidente Prudente e Álvares Machado (SP); Candelária e Santa Maria (RS).

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Para você, as marcas são de dinossauros?

Cícero de Oliveira
Guia voluntário do Ibama
"Acredito nas pesquisas dos estudiosos. Eles sabem mais do que nós para apontar os melhores vestígios na região".

José Ferreira
Agricultor
"Essa história de dizer que esta região já foi habitada por estes animais pré-históricos não é do nosso conhecimento".

SAIBA MAIS

Origem

A palavra dinossauro vem do grego ´deinos´ (terrível) e ´saurios´ (lagarto). Esses animais pertenceram à classe dos répteis e se multiplicaram em inúmeras espécies de todos os tamanhos, nitidamente adaptadas aos seus diversos ambientes naturais.

Pegadas
Os primeiros fósseis de dinossauros encontrados no Brasil datam de 1897. Tratam-se de pegadas fossilizadas descobertas na localidade de Passagem das Pedras, próximo ao município de Sousa (PB), pelo agricultor Anísio Fausto da Silva, que acreditava tratarem-se de rastros de boi e ema.

Identificação
Apenas em 1920, geólogos tomaram conhecimento dos tais ´rastros´, que, após estudados, foram identificados como provenientes de dois dinossauros diferentes entre si.

Pesquisas
Apesar da importância da descoberta, o material ficou esquecido por décadas, ora submerso por inundações, ora coberto por camadas de areia e cascalho. A partir da década de 40, o paleontólogo Llewellyn Ivor Price realizou estudos na localidade de Peirópolis, Uberaba (MG), e em pontos isolados do oeste de São Paulo.

Vale

Após Price, a Paleontologia ficou praticamente inativa. Na década de 70, o padre Giuseppe Leonardi estudou o Sítio de Souza, originando o que ficou conhecido como Vale dos Dinossauros, um dos sítios mais importantes do mundo.

Mais informações:
Geopark Cariri, Praça Alexandre Arraes, (88) 2101.5646
Instituto Chico Mendes da Biodiversidade, Praça Joaquim Fernandes Teles , (88) 3521.5138

Reportagem:
Antonio Vicelmo
Jornal Diário do Nordeste.

DOCE DE PIMENTA


Doce de Pimenta, não é apenas mais um livro de versos, como tantos, que jazem empoeirados, nas prateleiras das livrarias. Ele já nasce com o carisma do êxito. Alguns dirão: O livro do Mozart é imoral, debochado, libertino, indigno de entrar numa casa de família! Imoralidade são as mordomias, os privilégio políticos que o governo oferece, as mãos cheias, aos seus partidários. Com a fome e a mortalidade de milhares de crianças o governo cria mordomias e realiza orgias e esbanjamentos. Imoral é a hipocrisia das mães, que dão tapas, na boca dos seus filhos, porque dizem certas palavras referentes às determinadas partes do corpo, e logo depois levam estas mesmas crianças aos clubes para que elas vejam com os olhos aquilo que não puderam dizer com os lábios.
Parte do “Prefacio” do Padre Antonio Vieira.
Dr. Mozart Cardoso de Alencar, medico, poeta, escritor era detentor de um acervo cultural inigualável. Segue uma de suas narrativas em Doce de Pimenta. Pagina 123.
SOLIDÉU.
Rui Maranhão do Rego Barros, medalhão da Escola de Medicina do Recife, educado ali, em colégio de Padres Jesuítas, muito religioso, foi contemporâneo do poeta e hospede da mesma pensão familiar, em Salvador, ao lado dos colegas: Francisco Chaves Brasileiro, Jose Pimentel, Arlindo Teles, Machado Pontes e Osório Abat, nos três primeiros anos do curso medico.
Transcorria o aniversario de Francisco Chaves Brasileiro, o mais velho da turma, que estava sendo homenageado pelos companheiros. Era um almoço lauto e festivo. Quando os cérebros se achavam impregnados pelo vinho, o Ruy, extemporaneamente, começou a dissertar sobre a cerimônia do solidéu, aquele barrete chato e roxo que o bispo usa sobre a tonsura. E dizia: o bispo ao levantar-se pela manha, após persignar-se coloca o solidéu sobre a tonsura. Daí em diante, durante todo o dia, ao sentar-se à mesa para as refeições e após servir-se delas, ao persignar-se novamente, ele tira o solidéu: tirar, aí, significa suspender e soltar sobre a tonsura o tal barrete escarlate.
Na igreja ao paramentar-se para celebrar, o bispo tira o solidéu. Estando sem a mitra, quando as cantoras bradam: Gloria in excelsis Deo, o bispo tira o solidéu; quando vai dormir, o bispo tira o solidéu.
Mais de uma hora o Ruy falou minuciosamente sobre esse ritual do solidéu. Calou-se. Fez-se profundo silencio. Ninguém deu uma palavra. O Poeta Mozart, súbito, levanta-se, limpa a boca com um lenço, empertiga-se, como se fosse saudar o aniversariante, olha para todos, volta-se para o Ruy e lhe pergunta:
Ruy, você que estar ao par.
Dessas coisas lá do céu,
Quando o bispo vai cagar
Também tira o solidéu?

E o Ruy danou-se.
Foi um polvoroso o ultimo encontro dos colegas.

Por: A. Morais
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A um amigo... lágrimas


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Por quê, Deus? Perguntam-se talvez algumas pessoas agora, silenciosamente. Alguns rostos são flagrados com a marca sombria da dor estampada. Lágrimas caem em direção ao chão, molhando áridos semblantes ressecados pelos descuidos nos tratos. Apenas se chorou depois do acidente: nem banhos, nem refeições, nada. Apenas lágrimas!

Há pessoas demais aqui. Algumas nunca vi. Parecem tristes. Alguns reencontros, porém, provocados graças à tragédia, são festejados. Abraços demorados; saudações fervorosas. Por instantes, disperso as atenções e me perco, quase destoante da realidade, em meio a esses meneios de sorrisos efêmeros.

Ao meu lado, um pouco à retaguarda, comentam o motivo do acidente. De todos os cantos, até onde minha percepção auditiva consegue ir, ouço pessoas tentando narrar, a seu modo, como tudo aconteceu. Ouvindo separadamente a história de cada um, numa triagem auditiva, como se tivesse o poder de separá-las, tenho a impressão de estar ouvindo discursos fúnebres de vários acidentes. Já não há uma vítima apenas, mas uma “família” de vítimas! Tenho vontade de sorrir diante dessa catarse humana. Os homens! Que potencial criativo temos! Damos formas esdrúxulas a fatos tão objetivos! Ele está morto, ora!

Divaguei demais, perdendo, por instantes, o foco único e real da morte. Apenas ele está morto. Fico sério. Apenas ele está morto. Apenas ele está morto.
Que diferença faz se morreu em função do impacto da queda ou por causa do peso do veículo que lhe esmagou a cabeça após o capotamento? Ele está morto e isso é o que vale! É essa realidade que sufoca o coração de mãe que agora chora ao lado do féretro do filho perdido.

O velório seguirá até o meio-dia. Queria tanto ficar; compartilhar um pouco da imensa dor que emana de cada parente do morto e de um e outro amigo, mas darei aula logo mais. Os alunos têm o direito ao mágico processo ensino/aprendizagem.
Estou mal. O que faço? Finjo? Dou minha aula como se nada estivesse acontecendo ou mostro que o infalível mestre também tem sentimentos, possuindo, agora, o vulnerável invólucro humano abalado e fugidio.

Tenho que ir. Meu tempo aqui está se exaurindo. Não posso sair sem um último adeus, sem uma derradeira visão do amigo que se nos deixa prematuramente. Preciso guardar a última imagem dele.

Há pessoas demais aqui. Entro na fila da despedida. Meu tempo está acabando. Por que demoram tanto ao lado do corpo?... Chegou minha vez. Ele está desfigurado. As marcas deixadas pelo impacto transformaram-lhe o jovem rosto afilado, restando, ainda, respingos de sangue. O sangue razão da vida. Agora, angústia da morte!

Observo-lhe as feições mais de perto. Fecho os olhos. Recordo o último instante que tivemos juntos. O último sorriso. O derradeiro “até logo”. Aproximo-me do visor. Não consigo imaginá-lo assim. Displicente, cai-me uma gota dos olhos. Lágrima? Sim. Ponho a mão, carinhosamente, sobre o vidro. Espalho, gota a gota, cada lágrima que teimosamente cai. Elas banham o anteparo que separa minhas mãos do corpo inerte. Algumas pessoas da fila parecem impacientes...

– Que horas? Pergunta-me alguém.

– Dez horas, respondo.

Dez horas! Perdi o horário. Chegarei atrasado. Que se danem os alunos! Ficarei até o fim!

Ouve-se o toque de silêncio. O féretro desce ao aposento último da existência. Busco agarrar-me em algo, mas todos – familiares e amigos – sofrem agora.

Antes de sair, observo os retoques da construção. Prendo-me às feições do pedreiro finalizando o fechamento do túmulo. Caem-me as últimas lágrimas. Despeço-me e vou embora.

A morte será mesmo a última etapa da existência? Tudo se finda depois da morte? Devemos sofrer em função daqueles que se foi? Sofremos por amor ao que partiu ou por egoísmo, por não sabermos nem aceitarmos como nós viveremos sem ele? Perguntamos como ele ficará sem mim ou sempre refletimos sobre como ficaremos sem ele?

Reflitamos enquanto a nossa morte não vem!

Nijair Araújo Pinto

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’.