04 novembro 2008

Alô Samuel e Mônica: com vocês a cultura

Muito bem. Os prefeitos reeleitos tomarão posse do novo mandato apenas em janeiro. Mas é quase certo que suas alianças políticas já estão resolvidas com a vitória eleitoral. O novo mandato, assim, torna-se apenas um ato burocrático. Simbolicamente já estão no curso da nova gestão. E agora Prefeito Samuel Araripe, como será a gestão da cultura no Crato?

No início do ano passado fiz algumas postagens sobre o assunto cultura. Os artistas do Crato se enquadram no tema, mas é certo que a cultura é algo que vai além das artes. As artes são "linguagens" da cultura, assim como os sotaques regionais, o modo de vestir-se, as histórias contadas, os mitos, a comida cotidiana, as festas e principalmente o humanismo e seus elementos, especialmente a ética, compreendida agudamente como o respeito ao e pelo outro. O respeito não no sentido hierárquico, mas o respeito como uma postura militante que ao outro cabe toda as suas necessidades e visão da vida. Por isso a administração municipal deve reconhecer em que sentido a cultura é transversal à educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, comunicação e lazer.

Jamais teremos expressão regional e poderemos dar sentidos a uma verdadeira cultura cearense sem que o tema de quem somos e o que queremos, como vemos o mundo e como somos influenciados pelo mundo que nos cerca, seja tratado nas políticas públicas municipais. Isso não é fácil de fazer com a burocracia weberiana e com esta compartimentação administrativa. Por isso o conceito de transversalidade é tão necessário num tempo que precisa ser diferente.

Seria muito bom que o Samuel e a Mônica dirigissem um seminário com ata final em que esta questão da transversalidade da cultura (repetindo: quem somos, o que queremos, como o mundo em nossa volta nos influencia etc.) pudesse ter tratada para uma nova administração. Inclusive se pudessem extrair desta postura uma maior participação dos diversos bairros em busca de um sentido mais amplo para o conceito de administração pública e políticas públicas.

O Cariri, o Crato, suas forças políticas e seu povo continuam a dever para os de fora tudo aquilo que são. Se isso for trabalhado todos se surpreenderão quantos espaços e oportunidades já existem e funcionam na cidade, mas ociosos e desperdiçando recursos atuam num compartimento solitário da vida da cidade. Tentemos e sintamos como já existem tantas coisas que acelerariam nossas vontades e realizações.

Matéria removida a pedido de um leitor


Mensagem removida a pedido de um leitor.

O autor da postagem, Sr. Samuel Teles não se encontra há muito tempo no quadro dos autores deste blog. Todos os autores possuem suas próprias senhas, autoridade e responsabilidade para escolherem as suas próprias postagens como consta nas regras do Blog. Toda a responsabilidade pelas postagens é somente dos autores. O Blog do Crato nem o administrador se responsabilizam por quaisquer publicações dos seus mais de 50 membros, pois cada um possui sua própria conta e senha. Entretanto, como o autor não se encontra mais conosco, e fomos comunicados por uma pessoa que foi citada no artigo, estamos removemos a postagem em conformidade, e deixando esta mensagem de aviso no lugar.

Atenciosamente,

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato.
31 de Julho de 2012.

Um show do Caetano


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Foi numa tarde de sexta-feira, em pleno calçadão da avenida beira-mar, que um turista gaúcho, míope, durante o cooper – prática diária naquela cobiçada faixa de terra – foi flagrado por outro turista, este americano, observando demoradamente um ponto elevado na direção de um dos prédios da praia do Náutico, nas proximidades de um monumento conhecido categoricamente como “chifre do governador”.

O gringo, admirado com o ar sombrio do pobre gaúcho que, de quando em vez, colocava a mão direita horizontalmente acima dos olhos, franzindo a testa tal e qual os piratas e os mocinhos dos antigos filmes de pirataria perscrutando algum tesouro ou alguma nova descoberta marítima, parou por alguns instantes e, solidário ao farroupilha, dirigiu também o olhar para a mesma direção dos olhares do desconhecido amigo mesmo sem saber o porquê. E assim permaneceram por alguns instantes.

Uma mocinha cearense, moradora da orla que caminhava, acreditem, vestida com roupa de festa de debutante em pleno calçadão, às 17h30min, observou-os e, atraída por uma força mágica, juntou-se a ambos. O gaúcho, assustado com o ajunte de pessoas em sua volta – podiam ser ladrões sofisticados –, retirou-se continuando a caminhada.

A mocinha virou-se para o gringo e foi perguntando:

– O que é aquilo? – Já estaria vendo algo, imagino!

– ‘Eu não fala português.’ Acredito ter sido isso que o gringo respondeu. Bom, o que menos importava ali era o idioma. Afinal, estavam unidos por algo muito maior, mágico. Diria até oculto, inexistente.

Aos poucos, uma turba de populares foi se achegando: senhoras, idosos, crianças. Em bem pouco tempo, havia uma multidão concentrada em frente ao Ponta Mar Hotel. O gerente do hotel ligou para a Polícia comunicando que algo de muito estranho acontecia nos arredores do hotel. A Polícia, que disponibilizava grande parte do seu efetivo operacional para cobrir aquela área da cidade, em questão de segundos mobilizou uma viatura do Batalhão de Choque que imediatamente isolou o local, solicitando, em seguida e incontinenti, apoio do helicóptero Esquilo pra fazer uma cobertura aérea das imediações. Como a noite se aproximava numa velocidade constante e a visibilidade ficava, a cada minuto, mais prejudicada, um suporte aéreo ajudaria sobremaneira a execução e o êxito da operação.

Tão logo efetivado o isolamento da área, os curiosos, agora encurralados pelo poder público, ficaram a distância, especulando:

– O que está acontecendo? Pergunta um recém-aportado ao local.

– É um assalto. Tem um ladrão lá no décimo andar que mantém há mais de duas horas uma velhinha como refém. Ele já ameaçou diversas vezes dizendo que se a Polícia não evacuar o local ele vai jogar a pobre da velha lá de cima. Dizia um senhor careca, gordo e bigodudo, todo cheio.

– Não! Interveio outro homem. – São dois ladrões! Ouvi pelo rádio que estão torturando a velhinha faz tempo e exigem um resgate milionário.

– Que dois! Brada outro homem, nervoso. – É uma quadrilha inteirinha! Eles tentaram assaltar um banco, mas foram encurralados pela polícia! A pobre velha entrou na história por puro azar!

Nesse momento, duas velhinhas, solidárias, benzeram-se, fazendo o sinal da cruz.
Noutro ponto, alguém comentava:

– Eu ouvi um senhor dizendo que foi um velhinho que viu um OVNI pousando no heliponto daquele hotel ali. Falava apontando para uma edificação incapaz de suportar o pouso de um protótipo da referida aeronave.

– Olhem! – grita alguém, de repente. Ela vai se jogar!

Um silêncio momentâneo interrompe a celeuma anterior e tudo porque uma moradora do décimo pavimento resolveu abrir a janela para observar. Ela desconhecia os acontecimentos, pois apenas via as luzes embelezando mais ainda a paisagem da capital do sol.

Repórteres de várias emissoras já estavam no local. Todos queriam protagonizar aquilo que seria um furo de reportagem. Recrutam populares e as abordagens vão se processando em caráter de extraordinário: ‘Assaltante ameaça jogar velhinha do décimo oitavo andar de um prédio’ (a edificação possuía apenas quinze pavimentos) – dizia o repórter do canal 12; ‘OVNI é visto por turista carioca pousando no Praiano Hotel’ – comentava a enviada especial da Rede Bola Redonda; ‘Homem-aranha francês resolveu invadir a capital cearense’ – sentencia outra emissora.

A essa hora, o congestionamento se alastrava por toda a extensão da orla marítima da promissora capital da “virgem dos lábios de mel”. Populares mais exaltados solicitavam, aos berros e, gritando palavras de ordem, exigiam providências dos órgãos públicos: ‘Não aos OVNI’s!’; ‘Queremos caminhar’; ‘Congestionamento nunca mais’; ‘Não deixem o cooper morrer!’; ‘Caminhar é preciso!’...
Várias ambulâncias do Corpo de Bombeiros estavam a postos, aguardando a possível vítima.

O gaúcho, concluindo sua caminhada, retorna ao ponto onde o encontramos inicialmente. Pára. Observa apreensivo a multidão. O mesmo gringo o interpela novamente:
– Por que você não me falou antes que estava acontecendo um assalto? Você viu tudo e saiu sem dizer nada a ninguém!

– Eu!

– Sim! A pobre velhinha ainda está lá presa, desde o momento que você saiu.

– Eu apenas tentava ler a data do show do Caetano Veloso, meu amigo! Você consegue ler pra mim o dia e o horário do Show ali naquele cartaz?

– Foi ontem, às 21h30min!

– Que pena! Eu adoro o Caetano.

Nijair Araújo Pinto

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’.

TRAPALHADAS DO MELITO

Em seu excelente livro “Historias que vi, ouvi e contei” o escritor cratense Carlos Eduardo Esmeraldo faz uma narrativa de causos da nossa região que nos faz rir do começo ao fim. Recomendo a leitura desta bela obra. Como Ele sabe e conta tudo, deixa-nos sem matéria para escrever. Sem estória pra contar. Estou a lembrar uma conversa na qual fui testemunha e o Carlos Esmeraldo não conhece, ou se conhece não a publicou no seu extraordinário trabalho.
Estávamos Eu, o Audizio Brizeno, Chico Soares e o Melito Sampaio no comercio deste ultimo. Neste dia o Chico estava caladão, trombudo, não se sabia bem ao certo o que lhe perturbava, o fato é que não estava normal.
Duas coisas havia que o Melito detestava: a cidade Juazeiro do Norte e Romeiro. Pra ele pouco importava se a pedra da batateira rolasse e levasse tudo água a baixo. Neste dia o desanimo do Chico contrastava com a disposição do Melito, estava impossível. Malinava com todo mundo. Conversa vai, conversa vem, uma senhora, com idade aproximada de 65 anos, indumentária de romeira, entra no estabelemento com uma caixa de sapato apoiada no braço esquerdo coberta com um véu branco. Aproxima-se de Melito, retira o véu, descobre dentro da caixa uma imagem de São Sebastião e pede uma esmola, pelo amor de meu padim! Melito encara a mulher e lhe pergunta: espere, ainda não está aposentado? A mulher confunde a pergunta e lhe responde: não, ainda não consegui. As exigências são muitas. Pedem documentos impossíveis de se conseguir. O Melito já sem controlar uma gargalhada aconselha: porque você não bota Ele na emergência? Emergência era uma frente de serviço criada pelo governo para ampara os necessitados em anos de seca. A mulher saiu virada num teteu a menor praga que jogou foi mandar Melito ir para os quintos dos infernos. Quanto mais desaforo dizia a mulher mais o Melito se derretia em sorrisos.
Nessa mesma época, a Delegacia da Fazenda, em Crato, promoveu uma verdadeira caça aos sonegadores de imposto. Não dava moleza, saia um fiscal entrava outro. Melito se valeu do Deputado Ossian e a coisa melhorou por alguns dias. Quando o aperto recomeçou veio em doze dupla. Melito falou novamente com o Dr. Ossian que o aconselhou a se organizar. Então, Melito juntou blocos de notas fiscais, livros de anotações fiscais, toda documentação relacionada a fisco, colocou tudo numa caixa, levou para o sitio a fez uma bela coivara, transformando tudo em cinzas. No outro dia cedinho foi a coletoria com a maior moral do mundo. Chegando lá perguntou para o coletor: como é, vão me deixar trabalhar ou vão continuar nessa piega? Eu quero dar uma solução neste problema! Educadamente o Coletor perguntou: onde está a documentação do Senhor. Melito respondeu entreguei aqui. Entregou a quem? Melito observou o ambiente e Aluisio Rolim estava concentrado numa maquina de datilografar alheio a tudo. O Melito lascou entreguei aquele lá. O coletor se aproximou do Aluisio e disse: cadê os documentos do Melito que o senhor recebeu? Aluisio respondeu: Vou procurar. Por conta da displicência de Aluisio lhe coube uma suspensão de 30 dias. Quando Ossian encontrou Melito lhe perguntou: como foi? Melito respondeu: fiz o que você mandou, me organizei! E Aluisio? Perguntou Ossian. Suspenso, pra aprender a trabalhar, respondeu Melito as gargalhadas.

Licenças ambientais serão revistas no Cariri

Nota do Blog do Crato:

Nesta reportagem, publicada hoje no Diário do Nordeste, o IBAMA apreendeu 4 caminhões cheios de madeira extraídos ilegalmente. O que, diga-se de passagem, não é nada, comparado às toneladas extraídas todos os dias da nossa floresta. Uma coisa que todos sabem que existe, mas ninguém quer tocar um só dedo nessa ferida, até por medo de ser assassinado...

Chapada do Araripe

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Chefe do Ibama no Crato, Francisco Sales, mostra os quatro caminhões com lenha apreendidos (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

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Lixão do Município de Iguatu que será substituído pelo aterro sanitário (Foto: HONÓRIO BARBOSA)

O trabalho de monitoramento ambiental no Cariri será ainda mais rigoroso com a revisão de licenças concedidas

O chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe, Jackson Antero, enviou ofício ao governador do Estado, Cid Gomes, solicitando sua interferência junto a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), no sentido de determinar à Unidade de Conservação do Crato cópias de todos os processos de licenças ambientais, desmatamentos para uso alternativo do solo e planos de manejos florestais. O documento pede ainda os seus respectivos relatórios de impactos ambientais, estudos de viabilidade ambiental e laudos técnicos que embasaram a emissão das licenças e autorizações inclusas na área de abrangência da APA do Araripe.

O objetivo da solicitação, segundo Jackson Antero, é possibilitar a equipe do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade fazer o monitoramento das atividades desenvolvidas na região. Jackson suspeita de que há muitas irregularidades na concessão de licenças, sem a anuência da Unidade de Conservação do Cariri.

No último fim de semana, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu quatro caminhões carregados de lenha, procedentes do município de Farias Brito, com destino às cerâmicas do Crato. O chefe do escritório, Francisco Sales, informou que os motoristas apresentaram documentação irregular. “Algumas das apreensões foram feitas às 3 horas da madrugada, o que comprova a intenção dos motoristas de fugir da fiscais, no pressuposto de que não seria feita fiscalização durante a noite”, diz Sales. Os infratores vão pagar multas que variam de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Processos na Justiça

A orientação é no sentido de diminuir o contrabando de Lenha. Sales informou que os planos de manejo que atuam em cima da Serra do Araripe estão sob controle. O Ministério Público Federal e o Ibama fecharam o cerco contra a extração ilegal de madeira. Alguns proprietários de terras estão respondendo processo na Justiça.

O Ministério Público determinou que somente o Ibama está apto para conceder autorizações. No entanto, o chefe da unidade, Francisco Sales da Silva, informou que foi entregue ao Ministério Público Federal, com sede em Juazeiro do Norte, uma relação dos planos de manejos florestais atualmente situados na Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe e na Floresta Nacional do Araripe, com a indicação do respectivo detentor e da situação atual de cada um, em exploração, ou suspenso, com a indicação de data.

O plano de manejo é um documento pelo qual, utilizando-se técnicas de planejamento ecológico, divide-se a área de acordo com suas características naturais e determina-se o que dever ser preservado e onde podem ser desenvolvidas atividades humanas. No caso da Floresta do Araripe, foram demarcadas três zonas: uma de preservação ambiental, outra aberta à exploração sustentável e uma terceira por onde passam rodovias estaduais.

A importância do plano de manejo para a Floresta do Araripe deve-se ao fato de que seus recursos naturais têm um longo histórico de exploração por comunidades locais. Segundo dados do Ibama, cerca de 500 famílias beneficiam-se da floresta para o consumo doméstico e atividades econômicas.

A coleta de fava d’antas, pequi e leite de janaguaba são as principais atividades. Em 2003, o pequi rendeu cerca de R$ 60 mil às 200 famílias empenhadas na atividade.

A primeira do Brasil, localizada na Chapada do Araripe, a APA está no extremo sul do Estado de Ceará. Possui uma área de 39.262,326 hectares, abrangendo partes dos municípios Santana do Cariri, Crato, Barbalha e Jardim, da microrregião do Cariri cearense.

Já foram catalogadas 88 espécies de aves pertencentes a 34 gêneros distintos. Destaca-se o Soldadinho-do-Araripe, ave que somente é encontrada na região da Flona do Araripe. A fauna do local é composta, ainda, por diversas espécies de répteis, insetos e mamíferos.

A vegetação predominante é de cerradão. Existem faixas de transição que apresentam traços de Mata Atlântica, Cerrado e também Caatinga.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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Reunião na URCA discute Bienal da UNE

Começa mobilização no Cariri para Bienal da UNE. reunião acontece
nesta terça feira, dia de novembro. O tema da décima Bienal é Raízes do Brasil: Formação e sentido do povo brasileiro.

Artistas e estudantes da região do Cariri estão se mobilizando para
participar da 6ª Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes –
UNE que será realizada no período de 20 a 25 de janeiro, na capital
baiana, Salvador. A Bienal é considerada um dos maiores eventos
estudantis de arte da América Latina. Nesta terça-feira, dia 04 de
novembro, acontecerá na sala de vídeo da URCA, a partir das 19 horas,
reunião com a participação de Nah Vieira – da Base da UNE e uma das
articuladoras da Bienal no Estado. A Bienal reúne trabalhos das diversas linguagens artísticas: música, artes plásticas , artes cênicas, literatura, audiovisual, dança e
trabalhos científicos. A região do Cariri já participou de edições
anteriores. As inscrições já estão abertas e o regulamento e as fichas
de inscrição encontram-se disponível no site da UNE: www.une.org.br

Serviço:
6ª. Bienal de Cultura da UNE
Período: 20 a 25 de janeiro de 2009
Salvador Bahia
Site da UNE: www.une.org.br
Nah Vieira (85)88525714 – Diretora Estadual de Cultura da UJS e da Base da UNE

Carta do Leitor: Sobre Praças caras... Guilherme Araújo



Caro Dihelson, boa noite.

Antes de mais nada quero congratular-lhe pelo seu excelente blog. Sou um leitor assíduo, o acompanho diariamente. Tenho acompanhado toda essa novela em torno da astronômica quantia gasta na reforma da Praça Siqueira Campos.
Sem querer, descobri que existe no Crato uma praça mais cara do que esta: a praça da Vila Lôbo. Sabe quanto custou a construção desta?

Pasme: quase R$ 100 mil reais.

Analise as fotos em anexo e responda: o que tem de extraordinário nessa praça para ter custado essa bagatela? Laje e bancos de ouro?

Segue os links das fotos:

Link 1: http://rapidshare.de/files/40830472/Fotos_Pra_a_Vila_L_bo.rar.html
Link 2: http://rapidshare.de/files/40830555/Fotos_Pra_a_Vila_L_bo_Parte_2.rar.html

Peço que publique essa matéria no Blog do Crato, quem sabe assim algum gestor da coisa pública nos responda? Ou não.

Abraço,

Guiherme Araújo.

Resposta:

Prezado Guilherme, boa noite.
Eu também não estava a par dessa praça e nem desses valores. O Sr. Prefeito Samuel Araripe vai nos conceder uma entrevista em breve, onde pretendemos cutucar neste problema. A entrevista não aconteceu ainda por dificuldades nas nossas agendas, visto que meus trabalhos são noturnos e boa parte do mundo funciona durante o dia, mas ele já se dispôs a qualquer tempo, vir até nosso estúdio, onde filmaremos e gravaremos entrevista para o Blog do Crato. Estou acumulando uma série de perguntas já feitas pelos internautas sobre quase todos os aspectos administrativos e expectativas sobre o próximo ano. Sei da ansiedade dos nossos leitores, por isso, em muito breve devo tentar marcar. Só não posso prometer para hoje, pois estou trabalhando muito aqui no término do meu CD, e até o Blog anda meio parado nesses dias por conta disso. Obrigado pela sua valiosa informação.

Dihelson Mendonça
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