02 novembro 2008


"Alguns causam felicidade onde quer que eles vão; outros sempre que se vão." (Oscar Wilde)
A cidade travestida

Katiúscia Priscila, Andressa Kelly, Tabata Regina, Amapola Toda Boa, Berta Lorena, Aline Grandona, Vera Virada, Veruska Bom Bom, são todos nomes de guerra, que trafegam em batalhas noturnas, nas transversais da cidade mais religiosa do Cariri. Em suas rondas noturnas, os travestis conseguiram dar a Juazeiro do Norte um toque de complexidade na maquiagem dessa cidade cheia de complexos.

Quando você se depara com aqueles pequenos grupos de homens transmutados, vestidos com a sensualidade do caricato, expostos à venda - ou troca -, estrategicamente espalhados em lotes demarcados nas esquinas do centro da cidade, você pode ver tudo, menos pouca vergonha, pois esse é um fenômeno que trata da menor escolha. Ali é a própria cidade em toda sua grande extensão. Ali é o processo dialético da cidade em sua urbanidade, em que ela exclui a sua cria bastarda, para depois incluí-la como expurgo em sua lista de traumas indesejados.

Não adianta soltar os cachorros. Não adianta organizar os exércitos da salvação em cruzadas histéricas da moral e cívica, em nome da honra do bem comum. Muito menos é pertinente apontar o dedo para a crucificação de um culpado, para execração pública através do maniqueísmo venal da provinciana mídia caririense. Pois entre um chupão de língua de um travesti e seu cliente desconfiado e a venda de uma falsa garrafa de água mineral benta em tempos de romaria, não existe distância nenhuma. Ambos são comércios. Ambos são frutos da permissividade, a mesma permissividade velada que existe no axioma maior dessa cidade: “aqui se ganha a vida”.

Os travestis existem em todas as grandes metrópoles. Até parece que eles fazem parte do processo de verticalização da cidade, como símbolos fálicos ao avesso, exibindo em sua desafiadora complexidade o desvio mutante da negação da masculinidade e alegoria infértil da afirmação feminina. Os apartamentos, os bares, a rispidez do asfalto, a astúcia do comércio, a tensão do tráfego e o dinheiro no bolso a qualquer preço, são coisas de macho.
Veruska Bom Bom, oferecendo seus silicones sem nenhum pudor, na esquina da rua São Pedro com a rua Do Seminário, é coisa de macho.

Essa cidade, como quase todas, é fatalmente feita para machos, machos dominantes. Da mesma forma assim são os bordéis com suas clientelas embriagadas; a música tosca e degradante que toca nos paredões de sons de 25 mil reais; a cachaça servida com buchada; o ramo da pirataria; a indústria da agiotagem; o futebol na tela clandestina; o amor bandido; o prazer proibido; a pistolagem; o superfaturamento; a sonegação de impostos; a cegueira da justiça; a soberba e a prepotência. São todas coisas de macho e são todas originadas na permissividade. São fatos e fatores dos mecanismos das relações sociais. São pedaços de sucatas que fazem parte do quebra-cabeça dos escombros da humanidade.

Não adianta prender Katiúscia Priscila e ter que soltar Berta Lorena. Não adianta atropelar Tabata Regina com um Honda Civic e ter que amparar pelo Sistema Único de Saúde a invalidez de Amapola Toda Boa. E nem de forma nenhuma amaldiçoar o travesti da esquina mais próxima tendo em casa filhas pródigas, parideiras, prestes a constituírem famílias ante um futuro sempre ameaçador. É preciso conviver sem permissividade. É preciso assistir, não como platéia de uma peça trágica, mas com um olhar de intervenção social.

É necessário que a sociedade, em parceria com os poderes públicos e as instituições não governamentais, atuem na transformação da cidade, antes que ela se torne definitivamente em um monstrengo urbano, sem saídas plausíveis para suas anomalias. O que está em jogo aqui não é a opção sexual em si, mas a prostituição em alto grau de agressividade, seja ela de qual opção sexual for. Para uma abordagem sensata do fenômeno, através do sistema de parcerias são necessários projetos sociais legítimos, que possam retirar essa venalidade sexual das ruas.

No entanto, o que se evidencia aqui são projetos sociais de fato e de direito, elaborados sob o signo da idoneidade e não determinadas parcerias entre organizações não governamentais e o poder público, em que o mesmo caráter de prostituição dos travestis impera. Esses tipos sociológicos são vistos largamente, rondando as instituições públicas com suas maquiagens pesadas, seus trejeitos exagerados, suas agendas lotadas de contatos descolados, e suas bolsas rodadas, prontas para repartirem as comissões.

De fato, a cidade em sua totalidade, não se traveste. Ela é autêntica em sua pluraridade. As suas transversais são próprias. Os olhares que recaem sobre ela é que são viciados em modelos prontos e bem embalados, vendidos sob a ética do comércio de quinquilharias dos seus pequenos e grandes mercados. A recusa não é própria da cidade. Isso é coisa de macho, que exorcisa o pecado segurando o saco, para que a inteligência não vaze e forme uma poça de lama, transformada em balneário pelos seus piolhos.

Vaticano - Papa faz alerta contra "crenças supersticiosas e sincretismos"

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Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI insurgiu-se hoje, 2, contra as "crenças supersticiosas e sincretismos" que rodeiam a morte, falando durante o Ângelus recitado no dia dos fiéis defuntos. Perante os milhares de pessoas presentes reunidas esta manhã na Praça de São Pedro, o Papa salientou a importância de que os cristãos vivam os defuntos uma relação com o olhar da fé. "Hoje é também necessário evangelizar a realidade da morte e da vida eterna, realidades particularmente sujeitas a crenças supersticiosas e sincretismos, para que a verdade cristã não corra o perigo de misturar-se com mitologias de várias espécies", alertou.

Spe Salvi

O Papa aproveitou a celebração deste domingo para repetir algumas perguntas contidas na sua Encíclica sobre a esperança cristã: "Para nós, hoje, a fé cristã é também uma esperança que transforma e sustenta a nossa vida?". "Os homens e as mulheres desta nossa época desejam ainda a vida eterna? Ou a tornou-se a existência terrena o seu único horizonte?", acrescentou. Bento XVI disse, a respeito da vida eterna, que "não conhecemos de modo algum esta realidade, mas sentimo-nos atraídos por ela. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares”. A expressão vida eterna deseja dar um nome a esta expectativa irresistível, não uma sucessão sem fim, mas a imersão no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois, já não existem, precisou, frisando que para os católicos se trata da "plenitude de vida e de alegria". O Papa salientou ainda que a esperança cristã nunca é apenas individual, é sempre também esperança para os outros: "As nossas vidas estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada um faz toca sempre também os outros. Assim, a oração de uma alma peregrina no mundo pode ajudar uma outra alma que se está a purificar depois da morte". "É por isso que a Igreja nos convida a rezar pelos nossos queridos defuntos e a determo-nos em oração junto dos seus túmulos nos cemitérios", explicou.

Texto enviado por Teresa Abath
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A ferramenta do futuro


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Um amigo do quartel, recém-bacharelado em Matemática, foi convidado para fazer o mestrado no Estado do Rio de Janeiro. Advindo de uma família humilde e egresso da escola pública, o convite significava a possibilidade de uma rápida ascensão profissional e a perspectiva de realizar o sonho de lecionar na própria universidade, após o regresso do mestrado.

Arrumou as malas e se preparou para o percurso de quase três mil quilômetros que faria, de ônibus, entre Fortaleza e o Rio. Seria mais um filho dos “lábios de mel” de Iracema que conheceria de perto os encantos da “Cidade Maravilhosa”.

No dia da viagem, foi uma festa geral no bairro e nas adjacências. A família inteira acordou mais cedo naquele dia. A avó, de um desvelo incomum, matou uma galinha caipira, a melhor que havia. Não deixaria o netinho passar privações alimentares durante a viagem nem o deixaria exposto às comidas sem procedência – como dizia – das estradas e, mesmo contra a vontade do neto, preparou-lhe a tradicional farofada cujo cheiro característico empesta os ônibus durante os horários das refeições, denunciando nordestino a bordo. Das imediações, surgia um turbilhão de pessoas, gente de todo tipo, não importando o grau de parentesco com o neomestrando. Vieram amigos, primos, o dono do mercadinho, gente que ele nunca tinha visto na vida. Apesar do nível cultural do retirante, o calor humano tão bem amado do Henfil ainda existe em demasia entre o povo nordestino e é uma esperança viva contra a frieza mórbida e o claustro onipotente que a selva de pedra infelizmente impõe à maioria dos habitantes do sul.

A viagem foi um misto de medo e fascínio. Na fronteira entre os estados de Pernambuco e Bahia uma forte escolta policial acompanhou os ônibus – eram muitos – que seguiram algumas horas em comboio. Motivo: temia-se a ação de uma quadrilha especializada no saque a ônibus de viagem que atuava naquela região fronteiriça.

A partir do estado da Bahia a paisagem foi, gradativamente, modificando-se: de um tom amarelo-alaranjado para um quase verde-oliva. As nuanças visuais da paisagem refletiam em seu íntimo, mudando-o de um tom triste e melancólico para uma esperança pujante de um regressar vencedor. Sabia que deixara para trás a seca Nordestina, a dureza de uma vida áspera. Esperava encontrar no sul a altivez de uma vida repleta de possibilidades verdejantes de júbilos e de prosperidade.

O curso teve início sem maiores inovações. Números e mais números. Cálculos e mais cálculos. Entre um cálculo e outro, um tempinho para ver o mar gelado carioca e a preferência cada vez mais nacional que desfilava a rodo, fazendo-o parecer um espectador de jogo de tênis: “– olha aquela ali, rapaz!... e aquela... Meus Deus!” – dizia num monólogo angustiante. Toda vez que se aventurava em sair para ver o desfile das cariocas na orla ou no calçadão das praias, voltava com o pescoço doendo de tanto que o movimentava na tentativa de visualizar a beleza da mulher carioca que salta aos olhos. Não sabia para que lado olhasse. O que, porém, não mudava era o ângulo de visada que se mantinha sempre a altura da cintura.

Foi a diversas praias, de vários pontos do estado: Ipanema, Leblon, Copacabana, Botafogo, Barra, Itacoatiara. A essa praia ia para surfar, embora lá desfilassem as mais lindas beldades de Niterói, São Conrado e Itaipuaçu. Aonde ia era o mesmo sufoco. Estava tão seduzido que imaginava a transferência do processamento criativo do raciocínio para essas ancas desenvoltas! Delirava.

– Já imaginaram isso com língua, falando... Que oratória! Vou perder a cabeça! Faz um último paralelo: os grandes pensadores da história universal versus as grandes bundas do final do século. Quanta evolução! Apela o mestrando em Matemática.

Certo dia, enquanto caminhava por entre os corredores da universidade, observou o edital de um concurso destinado preferencialmente para engenheiros. Em não havendo restrições expressas quanto às demais graduações, resolveu inscrever-se. Ao final das inscrições, eram mais de setecentos candidatos para uma única vaga. Numa primeira etapa, três seriam selecionados. Após uma entrevista final, ‘o melhor’ ocuparia o cargo percebendo um salário inicial em torno de cinco mil reais. Para um aluno de mestrado, família humilde e com uma módica bolsa de estudos de setecentos e vinte e quatro reais paga pela União, nada mal!

Sai o resultado da primeira etapa do concurso e ele está relacionado entre os três classificados. Logo após a euforia e a felicidade veio a constrição: Não terei chance... Competirei com sulistas. Eu, cabecinha chata, baixinho, magrinho... cheio de ‘inhos’; eles, provavelmente altos, olhos azuis, no mais requintado padrão Globo. Não tenho chance mesmo. Pensa.

Sufocado por esse desânimo resolve, à véspera da entrevista, ligar para o seu mentor, o professor Ciro:

– Professor. Preciso de ajuda. Passei num concurso. Amanhã é a entrevista e acredito que não passarei. O que faço?

– Seja verdadeiro. Apenas isso. Fale por você e seja a pura expressão da verdade. Agindo assim certamente conseguirá.

– Obrigado.

Com esse propósito preparou-se para a etapa final. No dia seguinte, confirmaram-se suas expectativas: os outros concorrentes eram, realmente, dois “armários” de olhos azuis e tudo.

– Tô ferrado! – Pensou alto.

Foi o último a ser entrevistado. Durante a entrevista o avaliador perguntou:
– Você sabe falar inglês?

– Não.

– Então não desejaria trabalhar numa seção onde fosse preciso utilizá-lo freqüentemente?

– Não.

– Você mexe com informática? Sabe trabalhar bem esse tipo de conhecimento?
– E muito.

– Então gostaria de trabalhar num setor da empresa onde a informática é de fundamental importância, penso?

– Também não.

O avaliador reflete um pouco e prossegue:

– Que não queira trabalhar num setor onde se use a língua inglesa diretamente eu até compreendo porque você não domina o idioma. Só não entendo o porquê de não desejar ir para um setor do qual tem profundo conhecimento. Isso é estranho. O que você quer, afinal, aqui na empresa?

– Quero pensar. Somente isso. Quero pensar e resolver problemas.

Não fizeram mais nenhum questionamento e encerraram a entrevista. Na manhã seguinte saía o resultado e o cearense era o detentor da vaga. Antes, porém, de assumir o cargo, o mesmo avaliador pertencente à bancada abordou-o com a pergunta:

– Você foi verdadeiro ao dizer que vem para pensar ou foi golpe de marketing?

– A única coisa que sei fazer bem, senhor, é pensar.

– Era justamente de que precisávamos aqui: de um cérebro que resolva nossos problemas porque o resto as máquinas já executam sozinhas.

Nijair Araújo Pinto

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’
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REFLEXÕES SOBRE A MORTE...


Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte.
Séneca

Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.
Pablo Neruda

A morte é meramente a separação dos átomos que nos compõe. Não anuncia portanto nem castigos nem recompensas para os homens. Não devemos temer nem a morte e menos ainda, as punições infernais inventadas pela ignorância e pela supertição.
Epicuro

INSCRIÇÃO PARA UM PORTÃO DE CEMITÉRIO
Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
Mário Quintana

A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nos enquanto vivemos.
Pablo Picasso

O homem fraco teme a morte, o desgraçado chama-a; o valente procura-a. Só o sensato a espera.
Benjamin Franklin

Feliz serás e sábio terás sido se a morte, quando vier, não te puder tirar senão a vida.
Francisco Quevedo

Foto: Pachelly Jamacaru
"Direitos reservados"

Crônica de Finados - Dr. José Flávio Vieira

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Há exatamente 1 ano, o Dr. José Flávio Vieira escrevia essa crônica, que de tão bela, faço questão de reprisá-la para que mais pessoas possam ouvi-la. ( Recomendo parar antes o player da Rádio Chapada do Araripe na entrada do Blog, a fim de evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo. Clique no Player abaixo:




Leitura e Foto: Dihelson Mendonça

As Notícias da Semana - Coluna Tarso Araújo

As Notícias do Cariri - Coluna Tarso Araújo - Jornal "O Povo"

INOVAÇÃO POLÍTICA
O prefeito eleito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana (PT), vem defendendo em entrevistas que tem concedido à imprensa caririense uma nova agenda política para Juazeiro do Norte. Sabedor de que tem que dar respostas concretas ao inúmeros problemas que vive a terra de Padre Cícero, Santana deve inovar com a criação dos conselhos populares, um espaço político para que a sociedade civil organizada possa dar sua contribuição à gestão petista.

TRANSIÇÃO EM JUAZEIRO
A transição em Juazeiro do Norte será tranqüila. A informação é do atual prefeito Raimundo Macedo, que já nomeou uma comissão para discutir todo o processo com assessores do prefeito eleito Manoel Santana. Na última terça-feira, 28, Santana recebeu das mãos de assessores de Macedo um diagnóstico da Prefeitura de Juazeiro. Em cima desse diagnóstico, o petista vai começar a tomar conhecimento da real situação da administração municipal e preparar seus primeiros passos.

BARBALHA
O prefeito Rommel Feijó, em contato com este colunista, adiantou que a transição em Barbalha acontecerá sem maiores problemas. Ele informou que será realizada uma reunião, próximo dia 17, com seus assessores e pessoas ligadas ao prefeito eleito Zé Leite (PT). Feijó, que administrou Barbalha em duas oportunidades, afirmou que irá entregar a terra de verdes canaviais sem nenhum problema para o gestor eleito.

ROMARIA
Termina hoje a maior romaria do ano, a Romaria de Finados. Cerca de 600 mil pessoas chegaram a Juazeiro do Norte durante os últimos dias. Uma festa religiosa que tem como ingrediente principal a devoção a Padre Cícero Romão Batista. A solenidade de abertura foi presidida por padre Paulo Lemos, na Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores.

REFLEXÃO
As romarias em Juazeiro do Norte serão um dos principais problemas a serem enfrentadas pelo prefeito eleito Manoel Santana. Durante dias, a cidade fica lotada de pessoas, as calçadas impedidas, o trânsito caótico. Falta infra-estrutura, e mais ação do poder público. Nos últimos anos, os problemas urbanos de Juazeiro se avolumaram. Será preciso um projeto urbanístico, que leve em consideração a quantidade de pessoas que passa pela cidade, para tentar dirimir as dificuldades enfrentadas por romeiros para transitar por Juazeiro.

Em uma conversa com Leitão Moura, coordenador do Berro Cariri, que será realizado de 4 a 7 de dezembro, ele informou que a comissão organizadora já está se reunindo para preparar o maior Berro Cariri de todos os tempos. No Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, os participantes terão acesso a cursos e seminários sobre o manejo e a alimentação de animais, eventos culturais, e muitos negócios serão realizados. Banco do Nordeste e Banco do Brasil estarão financiado compra e venda de animais. A Casa de Farinha e o Engenho estarão funcionando normalmente.

Leitão Moura informou a este colunista que a prestação de contas da Expocrato, cobrança feita neste espaço, já foi feita e divulgada. Leitão lembrou ainda que toda a movimentação de caixa da Expocrato é feita pelo Instituto Agropólos. Feito o registro.

NEGÓCIOS
Empresas do Cariri participaram da XXII Feira de Negócios da Região Centro Sul (Fenercsul) realizada no período de 29 a 31 de outubro, em Iguatu. Oito empresas associadas à Associação dos Fabricantes de Confecções de Juazeiro do Norte, componentes do projeto Confecções e Acessórios do Cariri, mantiveram um estande expondo moda íntima e noite. Uma empresa da área de alimentos (temperos e condimentos) da cidade de Crato, cliente do projeto Comércio Brasil, também marcou presença no evento. O Sebrae Cariri esteve à frente desta iniciativa.

TRÂNSITO
O Demutran de Juazeiro do Norte encerrou, na última sexta-feira, o III Prêmio Demutran de Educação no Trânsito. Foram 21 alunos de escolas municipais agraciados com bicicletas, televisores e outros prêmios, além de medalhas de honra ao mérito. A iniciativa teve por objetivo despertar o interesse dos alunos para as questões relacionadas com o trânsito. Por isso, estiveram debruçados em temas como: "O que é trânsito?"; "A criança na faixa de pedestres"; "O transporte de crianças em motocicletas"; "O jovem e a motocicleta"; "Como melhorar o trânsito na minha cidade"; "Trânsito é vida"; e "Não beber para dirigir".

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, através das suas unidades descentralizadas em Crato, APA Chapada do Araripe e Flona Araripe, em parceria com o Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação, realizaram na última sexta-feira, 31, o seminário intitulado "Reforma agrária na região do Cariri - políticas e legislação", que ocorreu no Cine Teatro Salviano Arraes Saraiva, no calçadão, centro do Crato.

Fonte: Jornal "O Povo"
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As riquezas da Caatinga

Hoje o Jornal Diário do Nordeste traz uma série de reportagens muito interessantes sobre a Caatinga e as diversas regiões interioranas do Ceará. Eis apenas a primeira de muitas partes:

Mata Branca

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De origem indígena, a palavra Caatinga significa ´mata branca´, numa alusão à cor da maior parte da vegetação no período de estiagem.

É o bioma brasileiro (conjunto de ecossistemas) mais ameaçado e menos protegido, conforme admitiu o próprio ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na semana que passou, com a promessa de ampliar o número de unidades de conservação de proteção integral e, com isso, conter o processo de desertificação que avança.

ALERTA AMBIENTAL
Bioma é o mais ameaçado

A constatação do Ministério não chega a ser novidade, mas enseja algumas mudanças de postura

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu, essa semana, no lançamento do Mapa das Unidades da Caatinga em Terras Indígenas, que o bioma é um dos mais ameaçados, menos estudados e menos protegidos do País.

Na ocasião, foi assinado um plano de ação entre o Ministério, a Fundação Chico Mendes e a organização não-governamental (ONG) The Nature Conservancy (TNC), para promover a criação e a consolidação de unidades de conservação na Caatinga, a seleção de áreas prioritárias à conservação do bioma e a elaboração da lista de regiões onde serão feitos estudos até dezembro de 2010.

“Eu não quero que daqui a alguns anos o que restou de Caatinga vire deserto”, afirmou, referindo-se ao dado de que 62% das áreas com tendência à desertificação estão em zonas originalmente ocupadas pela Caatinga.

O bioma, exclusivamente brasileiro, ocupa 11% (844.453 quilômetros quadrados) do território nacional, abrangendo parte do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. É responsável por riqueza de espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.

O mapeamento das Unidades de Conservação (UCs) mostrou que, atualmente, 7% da área estão protegidos, mas apenas 1% está em unidades de preservação e reservas indígenas. Os demais 6% fazem parte das Áreas de Proteção Ambiental (APAs). O grande impacto sobre o bioma decorre da extração de lenha para uso doméstico, produção de cerâmica e em siderúrgicas.

Características especiais

De origem indígena, a palavra Caatinga significa “mata branca” ou “floresta branca”, exatamente por ostentar um aspecto esbranquiçado ou mesmo prateado, em virtude da perda das folhas, que ocorre na maioria das espécies, durante o período de estiagem.

Na “mata branca”, plantas e animais apresentam características especiais que lhes permitem adaptação às condições desfavoráveis e, nessa interação, formam um bioma especial e único no planeta.

A cientista florestal alemã Gerda Nickel Maia, autora do livro “Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades”, destaca que ainda se conhece pouco sobre a rede de interações da Caatinga. Mas, uma vez rompida, a estabilidade diminui, o que ocorre quando planta-se uma única espécie (monocultura) em grandes áreas, eliminando as nativas e, com isso, os animais que delas dependem. Isso deixa a espécie em questão vulnerável a pragas e ao solo descoberto, um caminho fácil para a desertificação. Por outro lado, mantendo a biodiversidade, é impressionante como, após longas estiagens, se dá a recuperação das atividades vitais já nas primeiras chuvas. Os outros biomas brasileiros são Amazônia, Cerrado, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.

Maristela Crispim
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

Amilton Silva em Teresina para o Crato.

Caro Amigo, estou desde ontem sexta feira em teresina, lendo hoje o Blog , vi sua reclamação sobre o clima por aí. Imagina aqui com 42 graus, logo estarei de volta para atualizar o nosso setor de esportes. Tenho duas filhas aqui e vim visita-las. Amanhã enviarei algumas fotos. Saudades da terra querida.

Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato
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