22 outubro 2008

O SOL É UMA EXPRESSÃO EXCLUSIVA

Há pouco, ouvindo a Rádio Chapada do Araripe. O Zé Nilton, com sua voz de Chico Buarque, numa canção de "estilo cavaquinho" carioca, chamada Via Crucis. Não sei bem o motivo, mas isso me remeteu ao mês de julho de 20005 quando perdi um dos alter-pater que tive pela vida, Manoel Baptista Vieira e soube pela mídia nacional da tragédia do Reginaldo que deu a vitória a seu time e em seguida ao gol morreu. Isso no bairro da Batateira, onde nasci e hoje tem o nome oficial da minha mãe. Bom aí segue, pelas lembranças da rádio e do Zé Nilton:


Na convicção que nasce todos os dias, a morte é certa como o sol. Os poetas, os músicos e os pintores cultuam o sol, apesar deste não fugir à ordem. Acontece que o sol não é mero trajeto a se repetir, ele é expressão única. E os artistas cuidam dos fatos e paisagens especiais, que acontecem uma só vez.

Manoel Baptista Vieira


Decifra, de pé, numa vereda fechada, algo mais complexo que os sons do sertão. Parado, um silêncio interior igualável ao zen, só que não se aprofunda em si próprio, mas no vasto exterior da caatinga do Gravatá. Um chocalho, seu badalo especial; um mugido, sua rês procurada; um canto de graúna, seu mundo especial. Manoel Baptista Vieira é tema para uma verdadeira metafísica.

Aqui compreendida como a filosofia do Ser. Do ser em si. A lapidação completa de todas as incrustações estranhas à sua matéria. O substantivo apenas, sem qualquer adjetivo ou verbo para pô-lo em movimento. Uma vez encontrado Manoel Baptista Vieira em sua essência, toda a metafísica se confunde. Pois nesse núcleo há um aleph do tempo, assim como as terras áridas do Ceará.

Então Manoel Baptista Vieira é decifrável, compreensível, mas esta tarefa não é para qualquer dom. É preciso compreendê-lo na extensão do Deus que ele cria; nas dobras do humanismo greco-romano; no discurso que a língua culta faz; no riso que antecipa o chiste ou a piada; no sonho de realização que uma grota promete em água represada; na vaca que vem ao curral para o leite da vesperal; no bezerro perdido nas pedreiras da Lagoa da Besta. Manoel Baptista Vieira é como o sol para os artistas. Uma ocasião única do manifesto do universo material que nós todos somos.

O Sol e a morte d e Reginaldo.


Reginaldo, 34 anos, ponta esquerda do CRB - Clube de Regatas Batateira, na cidade do Crato, no Ceará, morreu após dar vitória ao seu time. Uma multidão assistiu ao seu enterro. O jogo entre o CRB e o Beira Rio terminou empatado no tempo regulamentar. A decisão passou para os pênaltis. No último lance dos pênaltis ainda estava indeciso, restava uma oportunidade para o CRB.

Os companheiros de time procuraram Reginaldo para honrar o último lance. Ele recusou-se, não gostava daqueles momentos e decisões. Afinal pressionado ajustou a bola na marca do pênalti. O público em volta silenciou. Era a conclusão, num único chute, de mais de noventa minutos de centenas de jogadas e vôos da bola.

Reginaldo disparou a bola no peito do pé e uma linha de espaço entre a marca do pênalti e as traves de gol foi alterada pelo movimento da alma humana. A bola infalível atravessou o vazio entre as mãos do goleiro e as traves, interrompendo-se somente nas malhas da rede. Os torcedores gritaram de alegria, os jogadores amigos abriram largos risos e no rosto dos adversários escorreu um magma de amargura.

Sob a sombra de uma árvore, Reginaldo pediu uma pedra de gelo. Precisava congelar o fogaréu que tomava conta do seu peito. Transferindo seu próprio calor para o gelo, Reginaldo repetia o que sempre fizera nas contusões do jogo. Naquele momento a bola devolvia-lhe a energia de seu próprio chute, como que se tivesse rompido a rede do gol e no coração de Reginaldo se encaixasse.

Como o sol: um momento especial.

O TORQUATO PREVENIDO por Carlos Eduardo Esmeraldo

Recordo-me com prazer da época em que trabalhei na Administração Regional da Coelce, em Juazeiro do Norte. Para mim, foram tempos inesquecíveis. Ambiente alegre e harmonioso, trabalhadores responsáveis e dedicados, todos eles ciosos dos seus deveres. Qualquer processo operacional a ser implantado pela Coelce tinha no Cariri uma resposta imediata. Não dá mesmo para esquecer os êxitos obtidos pelos eletricistas e técnicos da nossa região. No Departamento Regional da Coelce no Cariri, havia uma tradição de trabalho, fruto não somente do nosso pioneirismo na distribuição da energia elétrica no Estado do Ceará, mas também do vigor laboral do trabalhador caririense.
Entretanto, eu não posso esquecer jamais, alguns tipos exóticos que havia na Coelce do Juazeiro. Entre esses, posso destacar o Vicente Torquato. Homem de pequena estatura, muito reservado, barba rala e sempre por fazer, cabelos castanhos claros e vestimentas diferentes das pessoas comuns, o Torquato era um alcoólatra incorrigível. Algumas opiniões médicas asseguram que o alcoolismo é uma doença. E doença de cura muito difícil, acrescento eu. Geralmente pessoas acometidas desse mal, quando libertadas da bebida, apresentam-se como cidadãos responsáveis e produtivos. Eu tinha a mania de tentar recuperar esses tipos difíceis. No caso do Torquato, as técnicas aplicadas aos outros excêntricos não funcionaram, foram apenas tentativas em vão. Em outros casos, até tivemos alguns êxitos. Mas com relação ao nosso amigo Torquato, confesso que eu e a Assistente Social da Coelce fomos humilhantemente derrotados.
Certo dia, em pleno horário de expediente, eu fui convidado para ver a mesa de trabalho do Torquato. Ela estava transformada num pequeno altar: velas acesas, queima de incensos, santos por todos os cantos e ele sentado, vestido num manto franciscano, com um cordão daqueles usados pelos frades, a cingir sua cintura. Parecia estar presidindo um culto sagrado a alguma divindade imaginária. Segundo informações por mim obtidas, ele havia sido anos antes um funcionário muito produtivo. Era mais um entre tantos, que se tornara assim meio esquisito e alcoólatra depois de um casamento mal sucedido.
Numa tarde de sábado, próximo à nossa mudança para Fortaleza, Magali, um tanto quanto assustada, veio me avisar que havia um homem muito estranho à porta de nossa casa. Com certa curiosidade, fui até o portão para ver esse tipo aterrorizador. Era o Vicente Torquato e me preparei para ouvir uma longa cantilena. Ele já estava aposentado e foi à nossa casa com uma Bíblia dessas bem grandes na mão. Disse-me que estava colhendo assinaturas na sua Bíblia das pessoas importantes do Crato, começando pela ordem daqueles que ele considerava mais importante. Ao abrir a Bíblia, havia apenas a assinatura de Dom Vicente Matos. Assinei embaixo, ele agradeceu e logo saiu, dizendo que iria procurar o prefeito. Depois disso, soube que ele estava morando num pequeno quarto, nas proximidades do Gesso, recebendo os cuidados de uma senhora caridosa que ali residia. Passados mais dois ou três anos, soube do seu falecimento.
Entre as muitas histórias que me contaram sobre o Torquato, merece destaque a cobrança das contas de energia que, certa vez ele foi fazer na cidade de Várzea Alegre, terra do nosso amigo Antônio Morais. Nos últimos anos da década de 1960, não havia bancos e nem escritório da ex-Celca nas outras cidades da região. Mensalmente, funcionários do Juazeiro se deslocavam num velho jipe, trafegando em poeirentas e perigosas estradas carroçáveis para execução do trabalho de distribuição e arrecadação das contas de energia. Entretanto, naquela época, começaram a ocorrer sucessivos assaltos ao “carro pagador” da Celca. Então decidiram que a pessoa que fosse fazer tal serviço deveria ir de ônibus, sem fardamento, como se fosse um passageiro comum. Operação essa não menos arriscada, na minha modesta opinião. Para Várzea Alegre convocaram o nosso amigo Torquato, cobrindo-o de recomendações mil para o cuidado com os ladrões.
Chegando a Várzea Alegre, antes de começar o trabalho, o Torquato foi à feira da cidade e comprou um pote de barro de tamanho médio, desses que comporta uns dez litros de água mais ou menos. Em seguida, comprou um saco de amendoim em casca e foi trabalhar. Em primeiro lugar ele distribuiu as contas de energia, e em seguida passou a fazer a arrecadação. Concluído o serviço, em vez de voltar para o Juazeiro de ônibus, conforme lhe fora recomendado, preferiu viajar na parte de trás da carroceria de um velho Misto, bonezinho na cabeça, comendo amendoim do potinho que comprara na feira, parecia um mendigo sem nenhuma preocupação com dinheiro e ladrões. Ao chegar a Juazeiro foi fazer a prestação de contas, acompanhado do seu inseparável pote cheio de amendoim. Os diretores da Celca ficaram assustados quando ele começou a retirar amendoim do pote e colocá-lo no chão. Quando todo o amendoim foi retirado, é que apareceu no fundo do pote todo o produto da arrecadação que o Torquato fora fazer. Eis aí a criatividade do nosso sertanejo encontrando uma bela maneira de despistar ladrões e transportar valores com segurança. Não sei se essa técnica ainda funciona. Os ladrões de hoje em dia, além de muito mais requintados, andam fortemente armados e não têm o menor respeito pela vida dos outros.

Hoje ( Quarta ) tem Cinetério na Praça Cristo Rei no Crato, a partir das 22 horas

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Filme Vencedor de 25 prêmios em Cartaz !


Acontece hoje, dia 22, a partir das 22 horas, na Praça Cristo Rei no Crato, mais uma edição do Projeto Cinetério, o qual tem o objetivo de democratizar o cinema para o grande público e valorizar a praça com equipamento público de interação e integração das pessoas. O Projeto é realizado pelo professor Cláudioreis e tem o apoio da Urca, através da Pró-Reitoria de Extensão – Proex, Sesc, Secretária de Cultura e de pessoas ligadas ao fazer artístico da região.

Estamira é o filme de hoje.
Um filme como poucos. O diretor Marcos Prado faz uma denuncia social corajosa. Diferente de todos esses filmes medíocres que não acrescentam nada na vida das pessoas, o documentário Estamira de Marcos Prado chega com um toque singular e reflexivo. É possível ter dignidade mesmo quando se vive num “lixão”? O que é insano e o que é razão quando o que se tem para comer são restos podres e mofados? Quem é Deus nesse mundo tão cruel e hipócrita? Essas indagações fazem parte do imaginário do documentário vencedor de 23 prêmios, entre eles nacionais e internacionais. O cenário é no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, lá por dia mais de oito mil toneladas de lixo são jogadas nos mais de 1.200.000 metros quadrados. Uma situação deplorável que mistura humanos com animais carniceiros, e os dois buscam a mesma coisa: sobreviver.

Apesar do vídeo ter só sonoras, não dá aquela vontade de ir embora do cinema. Pelo contrário, instiga – se ainda mais a cada cena. O filme é bem singular, corajoso e com uma linguagem muito própria. Ausente de qualquer “estrelismo” de diretor. O filme é livre, entra fielmente como um observador do cotidiano, da vida, do pensamento e do comportamento daquela senhora revoltosa, doente, louca e cheia de tormentos e crenças. E mostra a realidade “assim como ela é”, sem maquiagem ou panos quentes. Escancara a opinião de uma mulher que para muitos é apenas uma pobre coitada, com problemas mentais e que não presta para nada. E que na realidade, é tudo ao contrário. Não é possível classificar o filme facilmente ou colocar rótulos ou estereótipos. Cada cena nos convida a entrar ainda mais naquele mundo varrido de Estamira, e a cada passo entendemos os motivos que levaram uma senhora de 63 anos, estar há 20, vivendo no lixão. Sim, por que para ela, estar no aterro todo dia é um emprego como qualquer outro. É dali que ela tira o que comer, o que vestir, a decoração de sua casa. E todo o resto. Ali ela tem amigos de trabalho e até possíveis maridos. O filme tem vários sentidos... Cada um deles bem complexos que nos transmitem divergentes sensações. Realmente, Marcos Prado não teve medo de arriscar e explorou muito bem cada cena. A construção do filme é tão bem elaborada e tão sólida que mesmo a cena mais bizarra não nos remete a pensar coisas do tipo: coitada ou que tolice!. Estamira é por si superior. Em nenhum momento o filme nos passa essa sensação de dó e piedade. Mas sim, o de indignação e horror pelo que acontece com inúmeras pessoas no mundo inteiro que não tem a mínima condição de viver dignamente. O filme pode não ter nada disso. Mas Estamira está nos cinemas nacionais e internacionais, e uma vez vista, fica a sensação de que estas imagens e a dialética não tem nada de insano.

Fonte: Alexandre Lucas para o Blog do Crato


Nota:
Quem perdeu esse excelente filme lá na sessão Cinetério, informamos que essa sessão acontece todas as quartas-feiras com filmes de excelente qualidade, lá na Praça Cristo-Rei em Crato, sempre a partir das 22 Horas.

Dihelson Mendonça
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Conversa com o diretor (Sem óculos)


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Quebrando o protocolo das fotos semanais, justificadamente.


Tenho, sim, problemas visuais - astigmatismo e miopia. Entretanto, o óculos das fotos, fardado, parece ser esportivo, mas foi adquirido por meio de orientação médica...

E estar de óculos ATÉ na piscina (risos) foi idéia da minha filha de 5 anos - ela colocou o óculos da minha esposa em mim e a outra filha tirou a foto... Como ficou legal (não ficou?) resolvi postar.

Mesmo assim, atendendo a pedidos e para matar a curiosidade dos amigos, tentarei postar foto mostrando meus olhos verdes... rs.

Abraço!

P.S.:
Aprecio este ambiente democrático e de amigos.


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Conversa com o diretor

O início de ano letivo é um período bastante envolvente para diretores de colégio. É a época quando novos professores surgem, contemplativos, buscando sedimentar uma possível permanência durante o novo ano que breve se fará presente. Aparentemente alheio a todos esses preparativos, os diretores lá estão em suas salas muito bem planejadas e localizadas dentro do mundo educacional.

Os professores, no afã de cavarem uma nova vaga, planejam estratégias onde os aspectos estéticos são rigorosamente estudados e avaliados. Afinal, vivemos a era das aparências, se não vejamos:

– Bom dia. Eu gostaria de falar com o diretor.

A essa indagação, segue-se todo um processo de orientação cartográfica: “Siga até o final do corredor. Em seguida, pegue à esquerda. É a primeira sala do lado direito após o ginásio”.

– Bom dia! O diretor, por favor.

– Aguarde um instante. Está com visita, responde a secretária.

– Você trabalha aqui? Pergunta a recém chegada a outra senhora.

– Não. Também aguardo. Pretendo uma vaga na área de Geografia. E você?

– Literatura.

A porta é aberta. Uma senhora despede-se e sai.

– As senhoras desejam falar comigo? Diz o diretor.

– Sim! Respondem.

– Entrem.

Entraram. Posicionam-se da melhor forma possível...

– Em que posso ajudá-las?

– Procuro uma vaga.

– Eu também.

– Estamos sem carência de professor. O que posso fazer é ficar com os currículos das senhoras e chamá-las, oportunamente, caso surjam vagas.

– Tudo bem. Aguardaremos – sentenciam tristonhas.

– Tenham um bom dia, senhoras. Lamento.

Instantes depois:

– Diretor? Interfona a secretária.

– Pois não.

– É a sobrinha do deputado Prometeu. Quer falar com o senhor.

– Mande-a entrar.

– Bom dia, senhora!

– Bom dia! Responde arrogantemente a sobrinha do deputado. Meu tio mandou que lesse esta carta de apresentação (a forma como entregou a carta ao diretor creio que seja dispensável comentar).

O diretor começa a leitura. É dispensável narrar o conteúdo também, não? Após a leitura, o diretor fala calmamente:

– Lamento, senhora, mas não temos vagas.

– Como não tem!? Você não leu a carta!?

– Sim! Está muito bem escrita por sinal, mas, como já havia dito, não temos vagas. A senhora quer deixar o currículo? Aparecendo alguma eu poderia convocá-la.

– Currículo! Ah tenha um bom dia, diretor!

– A senhora também.
Felizmente, as aparências enganam e nessa fomos todos enganados, graças a Deus.

Nijair Araújo Pinto – Maj QOBM

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’.
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Mensagem do Dia - Sorria !

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"SORRIA !
Sorria, mas não se esconda atrás desse sorriso.
Mostre aquilo que você é sem medo.
Existem muitas pessoas que sonham com seu sorriso,
Assim com você.
VIVA ! TENTE !
A vida não passa de uma tentativa.
A felicidade é o resultado dessa tentativa.
AME !
Ame, acima de tudo. Ame tudo e todos.
Deles depende a sua completa felicidade.
Não feche os olhos para a sujeira do mundo.
Não ignore a fome.
PROCURE !
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faças dos defeitos uma razão à distância e sim um motivo de aproximação
ACEITE !
Aceite a vida, as pessoas.
E faça delas a sua razão de viver.
ENTENDA !
Entenda os que pensam diferente de você, mas não os reprove.
OLHE !
Olhe a sua volta. Quantos amigos ? Você já tornou alguém feliz ?
Ou fez alguém sofrer com seu egoísmo ... ?
EI !NÃO CORRA !
Pra que tanta pressa ?
Corra apenas para dentro de você.
SONHE !
Mas não transforme seu sonho em fuga.
ACREDITE ! ESPERE !
Sempre deve haver uma ESPERANÇA.
Sempre brilhará uma estrela.
LIVRE-SE !
Livre-se de todos os preconceitos;
Pois eles não levam a nada.
EI ! DESCUBRA !
Descubra DEUS dentro de você.
Procure acima de tudo ser GENTE. EU também vou TENTAR ...
VOCÊ ... não vá embora.
Eu preciso lhe dizer que eu adoro você.
Simplesmente PORQUE VOCÊ EXISTE !"

Autor Desconhecido

Mônica Araripe
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Futebol - Por: Amilton Silva - Copa Sul Americana 2008


Copa Sul Americana 2008

Jogando na noite de ontem (21), no estádio Ciudad de La Plata, o Botafogo foi derrotado pela equipe do Estudiante ARG, por 1 X 0, mesmo tendo um jogador expulso aos 18 minutos do primeiro tempo, o time do Estudiante foi superior ao Botafogo, a maior chance da partida foi desperdiçada pelo Botafogo aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o atacante Wellington Paulista driblou o goleiro e chutou para fora.No segundo tempo o Estudiante foi mais uma vez superior ao seu adversario, fazendo dois gols e saindo como vencedor, levando uma grande vantagem para partida de volta no Rio de Janeiro no dia 05 de novembro. A Sul Americana tera mais tres jogos Hoje (22), pelas quartas de finais: Internacional X Boca Juniors ARG, Palmeiras x Argentino Juniors e River Plate X Chivas MEX.

A 32ª rodada do Brasileirão Série B, foi iniciada ontem com tres jogos:

AMERICA 2 X 1 SANTO ANDRE BRAGANTINO 1 X 1 ABC BRASILIENSE 2 X 1 CRICIUMA
Por: Amilton Silva - Editor de Esportes

Num Oferecimento de:


Centro auxilia recuperação de dependentes químicos


Aliança de misericórdia

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Quem mora no local desenvolve várias atividades como uma forma de reintegração e recuperação (Foto: Elizângela Santos)

Dependentes de drogas e álcool da região do Cariri e de outros estados recebem ajuda para sair do vício

Barbalha. Um trabalho solidário, em prol dos moradores de rua e dependentes de álcool e drogas é feito por meio da Aliança de Misericórdia, neste município, há pouco mais de um ano. Presente em poucos Estados do País, e no Nordeste o único centro, o trabalho de recuperação feito com os dependentes é inteiramente gratuito. As doações de alimentos, roupas, móveis, materiais para oficinas ocupacionais estão na ordem do dia.

O trabalho não é feito por profissionais nem são aplicados medicamentos. A base do trabalho está no resgate da fé, na disciplina e do trabalho. Os métodos estão no cumprimento das regras para continuar por até nove meses no Sítio Riacho do Meio II. No local, afastado do Centro da cidade cerca de 7km, o silêncio e a paz para os que precisam pensar melhor na vida e nas escolhas. Um lar para os que viviam perambulando pelas ruas, sem família e nem amigos, e que lá encontraram irmãos, como os próprios missionários se relacionam.

O borracheiro José Roberto Farias é um dos moradores que encontrou no local um verdadeiro lar. Ele veio de Recife e há alguns anos mora pelas ruas das cidades. Perdeu a família e ficou viúvo. Entrou na dependência de fumo e álcool e hoje encontrou na casa o apoio que precisava para se restabelecer. “Quando sair daqui quero ser uma nova pessoa”, diz ele. O fortalecimento, pela fé, foi um dos pontos mais importantes para a recuperação.

A vice-coordenadora da Aliança de Misericórdia no município, Danúbia Aleixo de Oliveira, 23 anos, há quatro anos dedica sua vida ao trabalho da casa. Brasiliense, decidiu ir primeiro para São Paulo, onde passou por uma fase de formação para seguir com o trabalho missionário.

A Aliança de Misericórdia, em Barbalha, conta com 13 pessoas em processo de recuperação. A idéia é abrir mais um espaço para cinco. São recuperandos de cidades da região e até de Estados vizinhos, como Salgueiro e Recife, em Pernambuco. A comunidade católica, com leigos voltados para o sacramento, foi fundada pelos padres Antonello Cadedo e Padre João Henrique. No exterior está presente em Portugal. O primeiro contato de Barbalha foi pela Associação São João Batista, onde já se desenvolvia um trabalho com os dependentes, por meio da Associação de Mulheres, que prestavam assistência a essas pessoas.

Segundo Danúbia, as atividades têm como princípio a acolhida e evangelização. Uma triagem é feita no momento que as pessoas dependentes passam a residir no local. “Aqui não podemos prendê-los. É um lugar aberto, onde existem regras que devem ser obedecidas”, explica. São vários estágios de vivência. E cada mês de recuperação representa conquistas, dentro do processo de formação humana — de como se portar diante de si mesmo e da sociedade— e religiosa. Caso esses preceitos estabelecidos não sejam respeitados, o residente regride e perde as regalias que poderia ter caso permanecesse cumprindo as regras da casa.

Ao longo dos meses que vem desenvolvendo trabalho com os dependentes, seja de álcool ou drogas, a Aliança tem buscando desenvolver parcerias, inclusive com o poder público, no sentido de prestar um atendimento especializados aos ´filhos´ da casa. A Câmara Municipal de Barbalha aprovou um projeto de lei que permite parceria com a administração municipal. Com isso se espera maior apoio na área social e psicológica dos pacientes do lugar, além de mais curso para auxiliar no processo de formação dessas pessoas.

Enquete
Quais os benefícios do trabalho da Aliança?

Domingos Reinaldo Gomes
46 ANOS
Serviços gerais

'O local tem sido tudo de bom em minha vida. Não lembro mais dos vícios e me sinto outro aqui.'
Danúbia Aleixo de Oliveira
23 ANOS
Vice-coord.
'Com esse trabalho, as pessoas passam por um processo de recuperação de forma disciplinada.'

Antônio Saraiva dos Santos
72 ANOS
Aposentado
'Vim para me recuperar e não bebo há três meses. Desde que cheguei sou muito bem tratado. É um pedaço do céu.'

Elizângela Santos
Repórter

Mais informações:
Aliança de Misericórdia
Sítio Riacho do Meio II
Capela São João Batista
Barbalha - CE
(88) 3532.1480/ 9605.9485

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

O Violão de André Oliveira no Olhar Casa das Artes.

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André Oliveira nasceu em 18 de dezembro de 1989, outro jovem talento filho do nosso querido Cratinho. André dedica-se ao Violão desde os 12 anos e há 2 apresenta-se em espaços conceituados no Crato e no Juazeiro como Mirante, Choppana, Choperia, La favorita e segundo ele terá a grande honra de mostrar seu trabalho aqui no Olhar - Casa das Artes.
Vamos conferir mais um intérprete da nossa Música Popular Brasileira.
Entrada Franca!

Dihelson, estou em contato com o pessoal do Geraldo Junior, estão no Rio de Janeiro, e estarão aqui no Crato no período da Mostra SESC, como não sou daqui e não conheço pessoalmente o trabalho deles fiquei admirado com a positividade de todas as pessoas que comentei meu interesse de tocarem aqui. Inclusive eles tabém, por meio de fotos e comentários, acharam o lugar muito interessante. Estou procurando patrocionadores pois me parece um bom evento para nós todos. Aceito sugestões e indicações. E gostaria muito de contar com sua presença caso esse show se realize.

Agradeço sempre sua atenção.
Rogério Silva