21 outubro 2008

A VOZ DA EUROPA

No momento inicial é pura emoção de mídia. Depois se torna corriqueiro e a notícia se refere aos efeitos, aí já perdendo a raiz da questão. Na ocasião do sofrimento, quando a recessão quebra o patrimônio das pessoas e os trabalhadores não têm mais salários, se torna uma briga intestina, de acusações, de salvadores da pátria e, principalmente, de furor apressado em passar o trator sobre todos em busca de salvação. Grosso modo é o retrato da recessão, considerando o grande efeito depressivo sobre todos, a falta de perspectiva e o futuro incerto, incluindo, no cardápio das famílias, apenas a sobrevivência.

Pela voz de Gordon Brown, primeiro-ministro da Grã-Bretanha o texto da cooperação global diante da atual crise do sistema financeiro. De cara ele fala o óbvio: é a primeira crise financeira da nova era da globalização. Então a questão deste neoliberalismo em crise já não é a mesma do liberalismo do século XIX, antes dos Estados Nacionais agora da Cooperação Global: com problemas globais e soluções igualmente globais. Qual o teor desta cooperação? Segundo Brown: a paz e a prosperidade são indivisíveis.

Como a competição nas economias já não é mais nacional e sim global, as economias não são mais fechadas e sim abertas, é preciso uma nova reconstrução das instituições internacionais que hoje se encontram ultrapassadas em termos de realidade. Segundo o primeiro-ministro: os fluxos internacionais de capitais podem ser grandes a ponto de sobrepujarem governos. Então restou para quem atua nestes fluxos a questão da confiança e ela já não mais existe. Para restabelecer a confiança o G8 propõe não apenas o restabelecimento da liquidez do sistema bancário, mas a capitalização e o financiamento dos bancos.

Então eis a tese do G8, colocar pinos para restabelecer a fratura do sistema financeiro internacional. Aí vem o perigo para todos nós a sul do mundo. Na semana que passou os líderes europeus se juntaram e propuseram os princípios básicos para um novo Bretton Woods: transparência, segurança, responsabilidade, integridade e governança global. Quando tudo poderia se esclarecer, ou seja, qual o papel de quem não é europeu ou norte americano, o discurso de Brown aponta para questões de gestão na governança global, pois é justamente nisso que o perigo mora.

Governança Global sobre a lógica dos grandes capitais, das grandes corporações e do poder das grandes economias não leva a estabilidade alguma, tanto na crise atual como no futuro, inclusive em relação à questão extremamente relevante da gestão ambiental. Ou seja, da prosperidade como eixo da paz e os limites da capacidade do planeta. É nítido como o trabalhismo já não fala pela voz do político desta origem, vejamos o que diz Brown de tal governança: supervisão internacional de instituições financeiras, padrões globais compartilhados de contabilidade e regulação; uma forma mais responsável para remunerar executivos que premie o trabalho duro, o esforço e a iniciativa e as instituições internacionais capazes de alarmes antecipados para a economia mundial.

Ao final o primeiro-ministro, após apontar a "maquinaria" necessária para os interesses do G8, controladora, padronizada e sobre a pressão de instituições internacionais mais duras, concede um termo de interesses das nações mais pobres: a questão de acordos comerciais globais que rejeite o protecionismo. Agora, no calor de endurecer as regras globais, vem uma concessão que não mais se sustenta nestes termos, pois a se considerar o que se quer para Europa e EUA, acordos comerciais globais podem se tornar apenas uma divisão internacional do trabalho e produção. Os países ao sul como produtores de commodities e eles do norte, produzindo tudo aquilo que tem "valor agregado".

O discurso de Gordon Brown foi feito para os paises centrais tomarem as rédeas do mundo neste momento de crise. Por isso é que não falam em mudanças na ONU, na OMS ou na Unesco. Enquanto capitalizam bancos, o mundo afunda em enormes problemas sociais e de fome. O dinheiro gasto só nas últimas semanas não chega aos pés de tudo que foi gasto com preservação ambiental em todo o século XX. Não se fala na mudança de patentes para medicamentos e nem em recursos para doenças negligenciadas. Não se fala em educação global, em segurança alimentar, em segurança nas cidades.

No meu entender, o discurso do velho imperialismo não cedeu com a crise. Ninguém pensa na humanidade como conteúdo da globalização. Ninguém pensa no trabalho como elemento central do capitalismo.

Depois não reclame!




As pessoas têm uma horrível mania de sentir ciúmes de tudo: das roupas, dos utensílios domésticos, das amizades, dos apetrechos de escritório, das realizações, dos livros... De tudo mesmo. É como se o que possuíssem, o que estimassem, o que produzissem sempre servissem para elas apenas e para mais ninguém.

Até certo ponto, isso é correto: veneram e gostam das coisas que se lhes estão próximas, que construíram ou que compraram a duras penas.

“Se não cuidar daquilo que gosto, quem cuidará?”, certamente defenderia, ou melhor, defende, agora, mesmo que inconscientemente, você que me tolera nesta leitura. Tolerância e sabedoria são palavras belas retoricamente.

Se não cuidamos daquilo de que gostamos, quem cuidará? Retorno a pergunta para você. Posso? Entretanto, perguntaria anteriormente:

O que leva alguém a gostar ou a desamar determinadas coisas? O que leva alguém a gostar ou a detestar a leitura, por exemplo?

Lembro, agora, de uma criancinha, hoje adolescente que, nos primeiros crepúsculos, nos primeiros lampejos do tato infantil, buscou, nos livros maternos, momentos de prazer e de contentamento. A criancinha, resplandecente e bela, sorvia o cheiro ímpar e inebriante de todos os livros que encontrava. Ácaros, mofo, alergia... que nada! Adorava! Queria “comê-los”, “abraçá-los” fortemente, “degustá-los”, “senti-los”. Desejava-os tanto que os deixava aos pedaços a cada novo encontro num amor leviano e pueril. A mãe, claro, recriminou-lhe as atitudes “insensatas”:

– Menina! O que é isso!? Você tá maluca! Onde já se viu! Rasgar meu livro! Parecia que falava a um adulto. – Você não percebeu isso, homem!? Não se pode mais deixar nada solto nesta casa! Tenho que trancar tudo senão essa menina rasga!

Que desabafo de mãe incauta. Que refratário crime cometera. Privar uma criança do cultivo e da fertilização embrionária de um amor duradouro!

Hoje, aquela criancinha é uma adolescente que odeia livros. Leitura? Somente as obrigatórias. Tornou-se alérgica. Qualquer livro novo ou velho provoca-lhe espirros e ojeriza.

A mãe ainda hoje reclama:

– Menina, vá estudar! Não vejo você pegar num livro! Ah, meu Deus! O que eu faço?

“Cuide daquilo que você ama como se fosse apenas seu” – responderia um sábio retórico.

Não! Verdadeiramente não! Deixe que suas criancinhas brinquem com os livros; deixe-as amarrotá-los, senti-los na intimidade. Desta forma, cuidarão daquilo que amam.

Minha pequena Loah adora brincar com meus exemplares. Livro novo, então, é uma festa: ela cheira, amassa... “É o bê-á-bá, papai, é?” – diz sorridente. “Ela não vai rasgar não, tá ceto? Ela vai só olhar, viu?”.

– E os meus livros?...


– Depois não reclame!

Lançamento Interventivo

"o livro da chuva"

de José leite netto

27 de novembro - Mercado dos Pinhões.



Intervenção estética de elásticos e guarda-chuva;
Performance interventiva da artista plástica: Lucíola Feijó. Título: Instrumento Masculino.

Mostra dos vídeos, GPB e P. Iracema ( inspirado no poema) A Puta
Apresentação da banda Renegados;

Opiniões



José Leite Netto preferiu usar a forma fixa do soneto, sem atentar para a divisão silábica – o que se constitui de uma transgressão. Entretanto, sua transgressão é

contida, pois não se livrou da rima. Pelo contrário, ele faz tudo para encontrá-la. Isto é os sonetos irregulares são regulares na rima. Querer "destruir" o soneto é coisa de revolucionário. Os grandes poetas pos-modernistas se dedicaram ao soneto e o fizeram com êxito. Em seus versos há lamentos, reclamações. Todos os temas da poesia estão presentes em seus poemas: amor, desamor, solidão. Sentimentos do homem comum de todos os temos e de todas as latitudes. Chama a atenção do leitor para a recriação de mitos gregos, presentes em quase todos os poemas. Transpostos para o aqui e o agora. Perceberá ao leitor mais crítico pura demonstração de erudição. Certamente se trata

de um gosto apenas. Como há gosto por termo mais vulgar.



Nilto Maciel




Sempre achei que você é mais poeta que prosador.

Seu poema está ótimo e lembra as velhas torres de marfim

que os cânones tinham mania de se isolar para produzir suas obras.

Coisas de Parnasianos. Em contrapartida, lembram os olhos

e o corpo da mulher amada dilacerados pela dor/prazer que o gozo

produz. E viva a torre de Babel, tantas línguas e tantos povos a copular

sob os olhos de um deus que os castigou.

O amor livre se foi e a tal fidelidade se tornou obrigação entre os povos.

Fidelidade? Somos isso?



Túlio Monteiro



O trabalho de José Netto surge com a função de resgatar o histórico do Brasil dos excluídos. Ao retratar a realidade de Canudos através de sua ficção, o poeta reacende a critica. A luta por terra e pelo direito a ela. No texto do autor reconstruímos através da leitura a saga do início ao fim de Canudos. Isso já tinha sido feito antes pelo grande Euclides da Cunha, mas o que essa releitura nos traz é a visão de um menino-homem que amadurece dentro do conflito de Canudos. O escritor nos entrega o relato emotivo de Canudos não idealizado, mas sim sofrido do sertão agreste que todos nós sabemos ou deveríamos saber.

Marcio Araujo



Serviço:

Data: 27 de novembro

Horário: 19:30

Local: Mercado dos Pinhões

A BÚSSULA DA VIDA NO COTIDIANO DO RIO DE JANEIRO

Quatro pontos cardeais no espaço compreendido entre o Passeio Público e a Cinelândia.

A oeste, no quadrilátero compreendido pela Escola de Música da UFRJ, a Sala Cecília Meirelles, a Igreja da Lapa e o Muro do Passeio Público. Nele um mulato magro, com o tronco nu, calças encardidas e arregaças, um violão, um microfone e a caixa de som. Neste ponto cardeal a voz amplificada e as batidas metálicas das cordas reboam como as nuvens atômicas no largo limitado pelos Arcos da Lapa e sobem ao éter em busca do Alto de Santa Teresa.

A leste do Passeio, no largo para a Praça Manhatma Gandhi e o Hotel Serrador, de vista para a Senador Dantas. Um negro, com feições de indiano, tranças rastafári, boné, camisa preta e calças cinza, um par de tênis e uma trouxa ao lado. Ora sentado na borda estreita do muro do Passeio ou sobre o respiradouro da garagem subterrânea. O mais absoluto silêncio, uma contemplação de paisagem, mas ao mesmo tempo para o necessário espaço da fórmula com a qual estamos no mundo. Nunca os meus olhos encontraram os dele. Não observa ninguém. Todos os dias é o ponto cardeal do Centro do Rio de Janeiro. Como se alimenta e onde dorme a eterna pergunta do transeunte que ao seu lado passa, também com olhar de paisagem.

Ao norte da Cinelândia, bem em frente à Biblioteca Nacional de um lado e do outro o Bar Amarelinho, sentido oposto o Teatro Municipal e ao sul a silhueta do Pão de Açúcar. Sobre a grade do respiradouro do Metrô, onde os ventos do deslocamento das composições sopram, o terceiro ponto cardeal desta nossa vida disforme. Uma mulher magra, vestida em trapos sobrepostos, lenço na cabeça, negra, jovem e seu olhar esbugalhado para um ponto fixo defronte de si. Sentada sobre a grade do suspiro dos vagões que engolem e vomitam gente, ela eternamente dobra o tronco sobre as pernas num vai e vem, num sobe e desce como se fosse o pistão de uma máquina a vapor.

O quarto ponto, aquele que deveria dar sentido a esta desgraçada Rosa dos Ventos, se forma pelo vazio no qual foi um dia o Prédio do Senado Federal e o majestoso e branco edifício da Câmara dos Vereadores. Nesta planície a pluralidade que a sociedade é se torna o nada em razão dos demais pontos cardeais. Seja este um espaço amplo do burgo ou tal uma maquinaria de tempo a realizar. Afinal o espaço é um pântano e o tempo não maquinou nada. Continua como há mais de século, entre o espaço da senzala e o chicote no lombo do escravo.

Rádio Chapada do Araripe nos Estados Unidos

Acima: Foto de San francisco - Califórnia - USA

Carta do Leitor:

ADOREI A RADIO. SOU DO CRATO E MORA NO EUA..SAN FRANCISCO -CA...!!!GREAT IDEA!!! AMAZING!

Adriana S. Gondim.

Nota:

Prezada Adriana, muito obrigado pela sua audição da nossa Rádio Chapada do Araripe. Estamos sempre tratando de melhorar a programação, o conteúdo dela. Contamos contigo sempre!

Abraços aqui do Brasil, e claro... do Crato!

Dihelson Mendonça

Situação do Trem do Cariri

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O prefeito eleito de Juazeiro do Norte Manoel Santana (PT) foi recebido ontem pelo secretario de Infra-estrutura do Estado do Ceará. Na pauta de reunião, discussão sobre a instalação do Trem Cariri. Até o momento a informação que temos é que as obras continuam e estão já no final. As prefeituras de Crato e Juazeiro do Norte fizeram parcerias com o Governo do Estado para a implantação desse projeto. O governo cearense quer colocar o trem em funcionamento no ano de 2009.


Por: Tarso Araújo

HORA DE AGIR: Desafios que o Prefeito Samuel Araripe terá que enfrentar !

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Agora é Hora de Agir ! - Menos palavras e mais Ações !


Passadas as eleições, passadas as comemorações, é época de se voltar para os problemas dessa cidade, e que são MUITOS. Os desafios da nova administração Samuel Araripe não serão muito diferentes da gestão anterior, só que desta feita, ele terá que pelo menos, tentar resolver os problemas cruciais do município. Eu poderia escrever dúzias de laudas sobre esses problemas, o que certamente o farei em tempo oportuno, sempre de forma construtiva, apontando aonde poderão e como poderão ser resolvidos esses problemas, mas quero com esse primeiro alerta, apenas enumerar alguns pontos fundamentais e URGENTES para a população:

O Crato precisa urgentemente:

01 - MORALIZAÇÃO DA COISA PÚBLICA !

Coisa que nenhum político gosta de fazer, que tal se despedíssemos todos os ociosos que ocupam cargos no município e colocássemos somente pessoas da mais alta capacidade e produtividade ? A cambada que se pendura no orçamento do município, certamente que não irá gostar dessa medida, mas alguém precisa fazer e logo logo. Que tal fazer um levantamento de como está a folha de pagamento do município e enxugar de vez a máquina administrativa ? certamente que sobrará dinheiro para a construção de inúmeras obras na cidade do Crato. Decorrente disso também, da moralização da coisa pública, eu citaria a contratação de mão-de-obra especializada e a perene fiscalização dos trabalhos realizados, para que sejam da mais alta qualidade. Sabe-se que no Crato, tudo é provisório. Quantas vezes a SAAEC terá que quebrar o asfalto do crato para consertar um problema e sempre deixando o asfalto por fazer. Quando não deixa uma lombada, deixa um buraco, é tudo mal-feito, mas esse problema não é só dessa administração. Desde que me entendo de gente que isso aqui foi assim, só que um dia terá de parar, quando surgirem HOMENS com H maiúsculo e que queiram moralizar a coisa pública e colocar a cidade para funcionar corretamente.


02 - SANEAMENTO

É impossível que uma cidade do porte do Crato não tenha ainda uma infra-estrutura de saneamento digna de seus cidadãos. Esperamos que o prefeito Samuel Araripe possa investir pesado em saneamento, pois o Crato necessita mais de saneamento do que mesmo asfalto.

03 - CRIAÇÃO DO TELE-DENÚNCIA

Um serviço aonde a população pudesse se informar de qualquer coisa sobre a cidade, e fazer denúncias, reclamar dos problemas, avisar sobre problemas que se relacionem com a administração. O povo precisa de um canal de comunicação com a administração, e de forma Urgente! O tele-Denúncias é absolutamente necessário.

04 - A QUALIDADE DA ÁGUA QUE SE BEBE NO CRATO

Você tem alguma noção da qualidade da água que é consumida no Crato ? Vejamos: A maior parte da água da cidade vem de poços profundos. E se esse lençol de água estiver contaminado pelos dejetos que descem terra adentro do canal do Rio Grangeiro? Rondam boatos na cidade que se alguém tiver conhecimento da qualidade da água da cidade, pára de beber imediatamente! Isso é um absurdo! Caixas D´água construídas no tempo ainda da administração de Zé Adega, que eram pra suportar álcool por 10 anos já suporta água por 20 anos, sem qualquer tipo de manutenção, pois as mesmas nunca param para manutenção. Caixas de ferro. Já pensou na quantidade de ferrugem e outros elementos perigosos que a população da cidade pode estar ingerindo sem saber ? Que tal fazer testes na água do Crato ? Que tal elaborar um plano de manutenção? E que tal criar mini-estações de tratamento d´água na cidade ? uma cidade do porte do Crato não pode prescindir de mini-estações de tratamento e análises periódicas na qualidade do líquido que sustenta a vida humana !

Por enquanto, é só!
Com essa aí da água que se bebe, vou parar por aqui e beber água mineral, pois só assim terei certeza de não estar bebendo da ferrugem das caixas d´água compradas por Zé Adega do tempo de Maria Muniz.


CONVITE DE ENTREVISTA AO PREFEITO MUNICIPAL:

O Blog do Crato faz aqui um convite ao Prefeito eleito Samuel Araripe, para que, em data oportuna aos dois, possamos realizar uma entrevista sobre esses e outros pontos importantes da sua nova administração, e de como pretende enfrentar outros graves problemas da cidade, e uma das perguntas que circula por esses dias na cidade, que ao meu ver, precisa ser esclarecida, é como é que se investiu 90.000 reais na recente reforma da Praça Siqueira Campos, sem ao menos consultar o povo sobre a real necessiade dessa reforma, e do que foi visto por lá, o que justificaria esse alto orçamento de 90.000 reais gastos, já que praticamente nada mudou naquela praça. Afora uma frondosa árvore derrubada segundo alguns, por incompetência dos engenheiros, apenas foi trocado o piso, por outro perigoso e derrapante aos pedestres, e uma coluna da hora, que certamente não há motivo para tanto gasto, já que nem é de Prata. Pedimos que a administração possa trazer o orçamento e a prestação de contas dos gastos com essa reforma da praça Siqueira Campos, para que possamos divulgar e estampar aqui, em que cada centavo foi gasto ali. O convite e o desafio estão de pé!

Aguardamos o contato.

Abraços,

Dihelson Mendonça
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Lula diz que crise elegerá Obama presidente nos EUA


O Presidente Lula, ou é muito ingênuo, ou é um Gênio. Nunca soube classificá-lo, apesar de mais de 4 anos de governo. Não posso afirmar que esse governo não tem dado certo. Tem dado muito certo, inclusive, melhor do que as previsões mais otimistas. No entanto, Lula às vezes exagera em certas coisas que só mesmo o tempo para dizer o contrário. Trago hoje uma reportagem que acabo de ler no site UOL, que mostra que ele ou tem algum trunfo nas mangas contra a crise internacional, ou ainda não está a par da gravidade de toda a situação:

Lula diz que crise elegerá Obama presidente nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a crise nos mercados financeiros vai ajudar a eleger o democrata Barack Obama presidente dos Estados Unidos. Segundo Lula, o governo norte-americano demorou um ano para tomar medidas contra a crise.

"Essa crise vai eleger o Obama presidente dos Estados Unidos. Eleger um negro, o que não é pouca coisa", disse Lula em discurso durante a entrega do Prêmio "Empresas Mais Admiradas no Brasil", da revista CartaCapital.


"Pode até ser que não tenha muita diferença ideológica e conceitual entre democratas e republicanos. Mas do ponto de vista simbólico, esse mundo eleger um torneiro mecânico pela segunda vez no Brasil, eleger um índio na Bolívia e um negro nos EUA é demais", disse Lula, referindo-se a si próprio, ao presidente boliviano Evo Morales e a Obama, respectivamente.

Lula voltou a classificar a crise como algo decorrente de um "cassino" e disse que ela é fruto de uma "jogatina irresponsável". Mas disse que o Brasil se preparou "para enfrentar essa situação adversa".

"Nosso sistema financeiro é mais sério do que o sistema internacional", exagerou Lula.

Ele voltou a afirmar que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tem verbas garantidas e não deve ser afetado pela crise. Disse também que o governo está atento quanto a medidas que forneçam crédito para a economia.

"Vamos fazer tudo o que tiver que ser feito para garantir que este país tenha crédito. Quando tem crédito, as pessoas consomem, a indústria produz e o comércio vende", disse Lula.

Fonte: UOL.

Sítio Fundão - Semace instalará cerca de proteção

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Barragem de pedras construída no Sítio Fundão pelos antigos proprietários (Foto: Antônio Vicelmo)

Crato. Começa, esta semana, a construção da cerca de proteção do Sítio Fundão, uma área de quase 100 hectares que tem como objetivos básicos a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação e turismo ecológico, em ações de contato com a natureza.

A informação é do superintendente da Semace, Herbert Rocha, que acrescenta que o Parque Estadual do Sítio Fundão foi recebido com 400m de cerca danificada. O projeto sobre a estruturação do parque será apresentado ao público no próximo dia 24, no município do Crato.

Esse projeto contempla a nova sede do escritório da Semace-Cariri, uma unidade da Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (CPMA), além da restauração do engenho velho e da casa de taipa com um pavimento que será transformado em um centro de visitação, guardando a memória do ambientalista Jéferson de Franca Alencar, antigo proprietário do Fundão.

O Governo do Estado, por meio da Semace, segundo o superintendente, vem tomando as providências necessárias e essenciais para a preservação e manutenção do Parque Estadual, como por exemplo, o aumento do contingente da Companhia de Policiamento do Meio Ambiente (CPMA) na área. Dentro do Sítio Fundão está localizado o geotope Batateiras, um dos nove que compõem o Geopark Araripe.

As informações tranqüilizaram os ambientalistas do Cariri, que assinaram um documento que seria entregue ao Governo do Estado, advertindo que, se não fossem tomadas providências, a área seria devastada, uma vez que a fiscalização era precária no local.

No dia 14 de março passado, o Governo do Estado criou o Parque Estadual do Sítio Fundão, uma área de 93, 520ha em unidade de conservação de proteção integral, conforme o Decreto Estadual º 29,179, de 8 de fevereiro de 2008.

O Sítio Fundão fica localizado a 3km do Crato. Seu antigo proprietário, Jéferson da Franca Alencar, falecido em 1986, enquanto viveu não permitia a derrubada de árvores ou caça de animais e pássaros naquele sítio. Daí vem a correta preservação da flora e fauna na localidade. Agora, a meta dos ambientalistas locais é manter viva a chama preservacionista do antigo proprietário da área verde, como estratégia de disseminar na região o amor à natureza entre as novas gerações.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

Negócios no Cariri - Encontro internacional deve gerar R$ 1 milhão

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I Feira de Artesanato da Região do Cariri, que integra a programação do IV Encontro Internacional de Negócios do Cariri, traz a riqueza da criação regional. É uma oportunidade de ver de perto o trabalho dos artesãos locais (Foto: Elizângela Santos)

Por toda esta semana, apreciadores do artesanato do Cariri estão reunidos em Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte. O potencial diversificado do artesanato caririense está exposto esta semana no Palácio da Microempresa, em Juazeiro do Norte, durante a I Feira de Artesanato da Região do Cariri e o IV Encontro Internacional de Negócios do Cariri, integrando o Encontro Internacional de Negócios. Ontem, compradores de 21 Estados e países da Europa iniciaram a IV Rodada de Negócios. Uma oportunidade de ver de perto, em um só lugar, toda a riqueza do que hoje representa o produto artesanal da região. A expectativa de negócios levantada durante a semana é de R$ 1 milhão.

Este ano, um dos 55 artesãos participantes recebe uma homenagem especial. É Espedito Seleiro, o nome que virou uma marca. Ele recebeu o título do Governo do Estado, há duas semanas, de Mestre da Cultura. A condecoração ofertada ao artesão foi pelo reconhecimento da sua contribuição à cultura regional, com o seu trabalho com o couro, reconhecido nacionalmente. Seu Espedito hoje se sobressai como um dos principais divulgadores do artesanato local, principalmente nas passarelas do Sul do País, inspirando desfiles de marcas famosas.

Ontem pela manhã, no primeiro dia de negociações da Rodada de Negócios, era pouca a movimentação de compradores. Muitos decidiram ir à própria fonte de fabricação. No caso de seu Espedito, muitos preferiram ir ver de perto, direto da oficina de produção, a fabricação de bolsas e sandálias.

Segundo o gestor de produto de artesanato, Vicente Gregório Teixeira, a rodada acontece até hoje, mas a feira terá continuidade até o próximo sábado, com uma programação cultural especial para o público que vem conhecer não só o produto, mas junto um valor agregado, ligado à cultura regional. “Essa é uma forma de promovermos o turismo e a cultura, que está inserido nesse produto da cadeia do artesanato”, diz Vicente Teixeira.

A feira, conforme Gregório, é o resultado de todo um trabalho desenvolvido na região, com aproveitamento do potencial que representa o produto local, além de incrementar com material de outros Estados, como o Piauí, Pernambuco e Paraíba. Exemplo disso, os produtos em couro da cidade de Cabaceiras, na Paraíba. São considerados, conforme Gregório, a maior referência em artefatos de couro do Nordeste.

O presidente da Cooperativa de Curtidores e Artesãos em Couro de Cabaceiras (Arteza), José Carlos de Castro, diz que, pela primeira vez, está na região com os produtos da sua localidade. Ele veio mostrar o diferencial do trabalho. São produtos em couro de cabra, curtido ao vegetal, sem a presença de produtos químicos.

A possibilidade de negociação dos produtos chega ao desconto de 30% para os que estão na Rodada de Negócios, para compras de maiores volumes de mercadorias.

No local há também espaço para a xilogravura e o cordel, com exposição dos produtos da gráfica Lira Nordestina. Para Gregório, há uma necessidade de se projetar o produto caririense, por a região ser um dos maiores centros de produção do artesanato do Nordeste.

O gestor de artesanato destaca as várias tipologias existentes, desde artesanato em barro, couro, palha, madeira filé. Uma das grandes referências no artesanato em madeira é o Centro de Cultura Popular Mestre Noza, com vários trabalhos expostos na Feira.

O comprador alagoano, Reimes Soares, já é um veterano em Juazeiro do Norte. Ele e sua mãe viajam o Nordeste na compra de produtos de artesanato para comercializar em seu Estado. “O material do Cariri é bem interessante. A qualidade é uma referência importante”, destaca. Mas a diferença mesmo é para quem entende de produto bem acabado. A questão cultural da região tem um peso importante e engloba um valor, por trazer uma referência da riqueza do Cariri.

Mais informações:
Feira de Artesanato e Encontro Internacional
Palácio de Microempresa
Rua São Pedro, s/n, Matriz
(88) 3512.3322

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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Carta do Leitor: Carlos Pontes - Tempo de repensar a nossa vida e o mundo !

Caro Dihelson,

Abraços fraternos

Movido por uma saudade danada do Blog do Crato estou escrevendo novamente a esse espaço democrático e saudável. Observando que em meio a tanta violência que vivemos, porquanto repetindo a velha frase de que "violência é como cafezinho, ela está em toda parte", imagino que a música e a poesia ainda sejam interessantes formas para se manter a integridade da alma.
Houve momentos em que as pessoas se deixavam contaminar mais pela música e a poesia. A correria desenfreada e a competição estão transformando sentimentos com uma velocidade estonteante. Isso é um fato. E aí se comete os mesmos erros no curso da história: suicídios, homicídios, depressões, crimes passionais, ostracismos, trânsito tumultuado, etc. etc. Humanizar é bom e saudável. Para todos. O diabo é que a interferência do fenômeno TER tem sido cada vez mais acentuado (e como a grande maioria de fato não atinge esse TER), torna-se difícil a evolução dos tempos. Hoje se pensa construir uma história muito rapidamente (antes mesmo de mostrar qualidades propriamente). Isso é loucura.

Os insensíveis (esses que não sentem mais nem o sabonete no corpo) devem se auto analisar muito. E perceber que música e a poesia também vieram ao nosso meio para aliviar dores, tristezas, euforias... e outros. Podemos mudar nossas condutas, todo momento é sempre oportuno para mudanças. Até as células se renovam.

Dihelson,
Abraços sempre renovados

Carlos Pontes
Fortaleza-Ce

Resposta:

Prezado amigo Carlos Pontes,

Seja sempre bem-vindo a esta casa, que é sua e de todos.
Você, como sempre nos traz coisas importantes para se pensar e repensar.
Repensemos o mundo, e somente assim, poderemos construí-lo de forma melhor.
E para isso, que possamos ter na Arte sempre o espelho da perfeição que tanto almejamos.

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
Crato - CE