14 outubro 2008

Eu Acredito em Política !

"Não sou do time que torce contra um governo, independentemente do partido. Acredito na política porque ela é um instrumento de mudança, um meio para melhorar o mundo.

É possível que você, como a maior parte das pessoas, veja os políticos com maus olhos. E há vários motivos pra pensar assim - eu mesma já me decepcionei. Desde os tempos do colégio, ficava indignada com a poluição, a destruição dos recursos naturais, a miséria. Achava que entrar para administração pública seria um jeito de contribuir para que essa realidade fosse diferente. Como ainda vivíamos na época da ditadura, logo concluí que não iria adiantar, pois tudo era proibido. Mas não desacreditei não. Procurei fazer o que estava ao meu alcance: passei a colaborar com ONG´s, tempos depois trabalhei na tevê e tive oportunidade de falar sobre temas de interesse social para uma audiência de 40 mil pessoas. No entanto, me frustrei novamente. Imagine só você se engajar em projetos de conscientização sobre a separação do alumínio, papel... e não ter ninguém para coletar o material. Voltei à idéia original e me candidatei a vereadora. Embora vez ou outra bata aquela sensação de que não vou dar conta, tenho um lema:
desânimo nunca dese ser sinônimo de desistência. Além do quê, não dá para ficar esperando os outros resolverem- é mais gostoso se descobrir capaz de agir.

Aqui entra aquela história de fazer o que está ao seu alcance. E para isso não preciso disputar as próximas eleições ou virar militante. Se quer ajudar, pode começar na sua casa, na sua família, com os seus vizinhos. Digamos que seu desejo seja melhorar a educação do país. Talvez haja funcionários no seu condomínio que nem sequer completaram o 1primeiro grau. Para esclarecê-los, valeria organizar um grupo, fazer reuniões no salão do prédio e debater assuntos como mensalão, desarmamento. Não vai resolver todos os problemas deles, mas, por mais banal que pareça, fará uma diferença enorme na vida dessas pessoas. Olha, nosso poder de mudança é tão grande; No entanto, não sabemos, ou não queremos usá-lo.

Quem perde com essa descrença na política é a população, que chega a querer ver o barco afundar só para provar que o governo é incompetente. Ou então se recusa a colaborar. Um caso típico é o trãnsito. O sujeito passa em sinal vermelho, dirige falando ao celular, e queno é penalizado, reclama da indústria da multa. Lógico que há multas injustas - eu já recorri de algumas - , mas esse é um instrumento de segurança, e não de violência do estado contra o cidadão. Outro caso foi o referendo. Muitos consideraram perda de tempo, mas, se o governo baixasse um decreto ou elaborasse uma lei, não teria tanto debate. Isso é democracia, e eu acredito nela. Você pode discordar, por causa dos políticos desonestos. Mas, se desconfia de tudo o que as autoridades fazem, acha que todos vão roubar, ignora os bons exemplos e desiste de fazer a sua parte, aí é que o resultado não aparece mesmo.

O melhor antídoto contra o veneno do pessimismo é conhecer os dois lados, se informar. Entrar no site da prefeitura, de uma ONG e ver os projetos em andamento pode fazer com que pare de ver só buraco na rua e enxergue a árvore brotando. Quem sabe você passa a crer, como eu, em um futuro melhor ? "

Sonia Francine Marmo
Vereadora de São Paulo
Revista Nova - Novembro

Postado por Mônica Araripe
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OS PRIMEIROS DEMAGOGOS DO BRASIL

Postado por - João Ludgero
Um povo vivido, sofrido, passado na frigideira, velho danado, não pode ser mais ludibriado. Continuar nesse sistema de Lorota. O povo precisa melhorar de condições materiais e culturais, porque a tal “elite governante”, cada dia que passa, mais fica podre de rica e de poder. E a sociedade sendo iludida. O brasileiro não pode ser mais enganado. Não pode e nem deve. È um absurdo em pleno século XXI. Uma pós-moderna exploração. Um povo que antes era jovem, hoje maioria adulta e aumentando os senis, um povo desde jovem lutador, com mais de 500 anos, desde os tempos do velho marinheiro Cabral. Quando aqui ancorou e invadiu estas terras, começou na marra na ilha de “Vera Cruz”, depois, “Terra de Santa Cruz”, e haja cruz para crucificar os autóctones, e, muito depois, pegou o apelido de Brasil, porque a única coisa, de começo, que tinha para trocar ou ser roubada era um pau da cor de brasa, vermelho, produtor de uma tinta que lembra os beiços das européias. Ibirapitanga como chamava os aborígenes, e não os índios, porque seu Cabral e curriola pensaram, ou pelo menos é o que querem que agente pense, que tinham chegado as Índias, terras que ficam do outro lado do mundo, da idosa Ásia. Foi um erro da bexiga. Mas é bem verdade que o mundo naquele tempo era muito desconhecido; uma geografia limitada. O mar mediterrâneo, o único viajado e atravessado. O Atlântico um bicho-papão. O tal caliginoso. O homem acabou com a fama dele. Quebrou o tabu, depois que inventou a caravela. Deu um tiro no medo, na ignorância e no atraso. A bússola ajudou. A coragem também, porque sem ela não se faz nada. É peituda Atal coragem.
Com a invasão dos intrusos monarcas, houve muita luta nas costas largas da pindorama, por causa daquele pau tintório a princípio, depois veio outras formas de explorar para complementar a economia e a luxuria da corte européia. Portugueses, franceses, ingleses e holandeses marretaram o comércio da madeira cor de brasa. Cada qual que quisesse ganhar mais dinheiro na venda do pau vermelho, carregando seus navios em prumo para Europa. Eram os piratas apelidados de brasileiros e aventureiros do mar. Corsários, Bandeirantes marinhos.
Antes, porém, as terras da Vera Cruz figuravam nas cartas e mapas geográficos com o nome gozado de Pindorama ou Terra dos PAPAGAIOS... Assim era designado o Brasil na Cartografia antiga. Neste paraíso das aves, existem várias espécies de papagaios. Em 1511, entre as primeiras exportações comerciais do Brasil Colônia, estavam incluídos 22 Tuins e 15 Papagaios.
Fomos e somos um grande exportador de aves bonitas, nacionais, verdes, entregonas e faladeiras. Zoadentas. Fofoqueiras. Loroteiras.
Foram os primeiros demagogos. Os primeiros demagogos.
Saudações Geográficas!
João Ludgero

N. Sra. do Rosário - Aberta festa de padroeira


Trazemos hoje essa bela matéria publicada hoje no Diário do Nordeste sobre a festa da padroeira de Milagres, N. Sra. do Rosário, feita pelo jornalista Antonio Vicelmo, que retrata muito bem a história, a devoção e a Fé do nosso povo.

N. Sra. do Rosário

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Banda Cabaçal, ou zabumba, é a principal atração da Festa de Nossa Senhora do Rosário, no município de Milagres. A bandinha passa o dia de prontidão e anima os fiéis até dentro da igreja (Foto: Antônio Vicelmo)

Até o próximo dia 19, os moradores do distrito de Rosário, localizado em Milagres, no Cariri, reverenciam a padroeira

Milagres. Uma festa típica do Interior, com zabumba, procissão, fogos, novenas e um forte conteúdo místico e religioso. É a festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira do Distrito de Rosário, na cidade de Milagres, que foi aberta sexta-feira passada e prossegue até o dia 19. A centenária banda cabaçal, ou zabumba, é a principal atração do evento religioso. A bandinha passa o dia de prontidão. De vez em quando, dá uma volta no vilarejo, avisando que a paróquia está em festas.

A pequena igreja construída pelos escravos, no século XVIII, serviu de cenário para o primeiro filme sobre o Padre Cícero, que teve como diretor o jornalista e diplomata caririense, Helder Martins.

A Igreja do Rosário carrega o mesmo estigma das igrejas consagradas à Nossa Senhora do Rosário. Na época da colonização, quando os negros africanos foram trazidos para o Brasil, a bordo de navios negreiros, além da saudade de seu país, — de onde foram arrancados repentinamente —, trouxe também em seus prantos e lamentações, a fé no culto e ritos religiosos de suas várias regiões. No entanto, como os senhores de escravos não permitiam que eles tivessem sua própria religião, os negros foram obrigados a construírem sua própria igreja.

Capela

A igreja do distrito de Rosário foi uma delas. As paredes do pequeno templo tem mais de um metro de largura. O bancário, Marcos Antônio Ferreira, que dirige o coral de crianças da igreja, diz que passou mais de 15 dias para instalar os quadros da Via-Sacra nas paredes de pedra da capela.

A porta principal, talhada em madeira, é sentada num portal de pedra. Um detalhe que chama a atenção dos historiadores: é a única igreja do Cariri cujos portais de madeira foram substituídos por granito.

Os moradores do pequeno povoado não sabem quando a igreja foi construída. O aposentado Raimundo Alves dos Santos, conhecido por “Wilson Mandu”, lembra que o seu avô era quem zelava a capela.

Os mais velhos contam que, quando os primeiros moradores chegaram à localidade, que fica à margem do Riacho dos Porcos, já encontraram a igreja coberta pelo mato.

Uns dizem que a capela foi construída pelos índios, já outras pessoas garantem que foram os escravos. O vigário, padre Josias Gomes, confirma que foram os escravos.

Rituais

Ainda hoje é possível ver que são mantidos alguns rituais negros na missa de encerramento da festa. É a presença dos reisados, ou congadas, bailado dramático em que os figurantes representam, entre cantos e danças, a coroação de um rei do Congo.

O padre Duza, do município de Abaiara, que foi convidado para fazer a pregação na festa, lembrou que, no tempo da escravatura, os negros se reuniam no mato e ali cantavam, pedindo à Nossa Senhora do Rosário, sua padroeira, para libertá-los da escravidão.

Divulgada no Brasil desde o início do século XVI, Nossa Senhora do Rosário foi a mais popular das invocações de Maria entre os negros da colônia. Foi escolhida como orago de muitas confrarias e irmandades criadas para promover a alforria dos irmãos escravos e garantir sua sepultura em solo sagrado. As festas em sua honra incluíam expressões culturais como o reisado e o congo, além de outras evocações à África. Como padroeira, sua devoção passou a ser associada a de São Benedito, introduzida no Brasil pelos frades franciscanos.

Antônio Vicelmo
Repórter


´COROA DE ROSAS´

Devoção no Brasil começou durante o século XVI

Milagres. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário chegou ao Brasil desde o século XVI. A palavra rosário significa “coroa de rosas”. É uma antiga devoção católica que a Virgem Maria revelou que cada vez que se reza uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim, o rosário de todas as devoções é, portanto, tido como sendo o mais importante.

No Brasil, ela foi adotada por senhores e escravos sendo que, no caso dos negros, ela tinha o objetivo de aliviar-lhes os sofrimentos infligidos pelos brancos. Os escravos recolhiam as sementes de um capim, cujas contas são grossas, denominadas “lágrimas de Nossa Senhora”, e montavam terços.

No Crato, Nossa Senhora do Rosário tem uma devota que se tornou conhecida pela distribuição de terços. É a aposentada Edístia Abath Pereira. Além de cuidar do altar da santa na Igreja da Sé, ela distribui terços, com o objetivo de divulgar a devoção à Nossa Senhora.

Este ano, ela já cumpriu a promessa que vem do avô, Teopisto Abath, ourives. “A partir daí, a Santa tornou-se protetora da família”, diz Edístia, acrescentando que vai cumprir a promessa até o fim de sua vida. O terço, para ela, “é uma oração fundamentada no Evangelho, que nos transporta para dentro da Bíblia, acompanhando o peregrinar terreno de Jesus desde seu nascimento até sua morte e gloriosa ressurreição e ascensão, abrindo para nós as portas do Céu”.

SAIBA MAIS

Origem do Terço

A origem do terço é muito antiga. Remonta aos povos orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. Em 1328, segundo a lenda, Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomen-dando-lhe a reza do Rosário para a salvação do mundo.

Devoção

Diante disso, nasceu, assim, a devoção do Rosário, que significa coroa de rosas oferecidas a Nossa Senhora. Os promotores e também divulgadores desta devoção foram os Dominicanos, que também criaram as Confrarias do Rosário.

Recomendação

Esta devoção tem o privilégio de ter sido recomendada por Nossa Senhora na cidade de Lourdes, na França, e também em Fátima, Portugal. Este fato depõe em favor de sua validade em todos os tempos.

Mais informações:
Igreja de Nossa Senhora dos Milagres
Secretaria da Paróquia
Rua Santos Dumont, 70
(88) 3553.1379
(88) 9965.4042
Edístia Abath Pereira
(88) 3521.1730

Reportagem: Antonio Vicelmo.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

A bicicletinha


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Até bem perto dos seus dois anos, a pequena Loah era vítima, quase que diariamente, dos empurrões de criancinhas maiores que ela e tudo por causa de uma bicicletinha que uma das suas primas fazia questão de andar justamente quando desciam juntas para passear com as mães.

Apanhava mesmo. Choramingava, esperneava, xingava e pedia sempre:

Eu quelo uma biquetinha, ora mais! Eu quelo!

Aquilo me cortava o coração.

Veio o Natal e com ele um pretexto para a tão sonhada bicicletinha. O presente de Papai Noel, porém não veio.

Foi difícil a reação de ambas: mãe e filha descontentes, problemas à vista. Se eu cometia um deslize, a mãe me cobrava:

– Deixe de ser ruim, homem. Dê a bicicleta à menina!

– Pra quê! Para perguntarem quem deu, e ela dizer que foi o Papai Noel?

– O que é que tem? Faz parte da pureza da infância.

– E de oportunismo comercial! Por acaso, você já ouviu uma historinha verídica que o meu pai costuma narrar?

– Não.

– Vou contar para você: o papai, quando criança, esperava todos os anos receber um presente do tal Papai Noel. Ouvia as pessoas falando que Papai Noel havia deixado um presente em cada uma das casas dos filhos dos grandes expoentes da localidade: dos comerciantes, dos advogados, dos médicos, dos engenheiros. Ele ouvia essas estórias e ficava esperando o seu presente. Nada. Certa vez, já maiorzinho, chegou a rasgar uma das poucas meias que o meu avô possuía e ficou, à espreita, na ânsia de receber o tão sonhado presente – qualquer um o confortaria. Nada. Hoje isso é motivo de uma das frustrações do meu pai que foi enganado em sua inocência de criança. Deveriam ter-lhe dito que papai Noel existe para aqueles que podem comprar presentes, mas não disseram. Simplesmente o ludibriaram, cultivando fantasias no seu coração verdadeiro e humilde.

– Isso foi no passado. Hoje as crianças não se iludem mais.

– Você é que pensa.

– Eu vou comprar uma bicicletinha pra ela, tá ouvindo? Não é você quem fica agüentando piadinha das pessoas; não é você quem vê quando ela apanha das outras crianças.

– No próximo mês, você compra.

– Por que não agora? As bicicletas estão em promoção; estão custando...

– No próximo mês – falei interrompendo.

De nada adiantaram minhas argumentações. No dia seguinte, a mãe aparece com a tão sonhada bicicletinha.

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– Olha o presente que a mamãe trouxe!

– Eita pau! A minha biquetinha! Mamãe: você tá tão bonita, mamãe! Ora mais, como você tá bonita, meu Deuso do céu! Vamo andar na biquetinha, vamo? Eu deixo tu empurrar, tá ceto?

– Tá certo, bebezinho.

Resolvem descer. Passeiam realizadas. Do sobrado, eu apenas as observo. A mãe, toda faceira, empurra a filha que, entregue às primeiras pedaladas, é pura felicidade e realização.

– De quem é esta bicicletinha tão linda? perguntam os “curiosos”.

– É minha. Sai. Só eu que ando, responde a pequena triunfante.

– Quem te deu?

Foi a mamãe.

Ouvindo essas últimas palavras, confesso que me senti aliviado. Temia ouvir que recebera o presente do bom velhinho. Ainda bem que foi a mamãe quem comprou a bicicletinha. Ainda bem!

Nijair Araújo Pinto

Major do Corpo de Bombeiros

Especialista em Matemática

Adesguiano

Escritor

Compositor

Estudante de Enga Civil – UFC

Acadêmico de Direito – URCA

Meu pensamento do dia:

Não saber inspira dúvidas. Quem duvida teme... E o medo é um dos impulsionadores do fracasso.

(Nijair)

UMA NOVA SAUDAÇÃO ÀS ARMAS

A "corrente da felicidade" das finanças arrebentou-se. E agora? A quem salvar?

As autoridades americanas apontaram para os mesmos condutores da corrente. Salvem-se os bancos e todos estaremos salvos. Mais dinheiro para os "líderes" que fazem os elos se moverem. Mas espera aí? Não era o mercado e o mercado não é a dinâmica das individualidades, das privacidades decidindo suas vidas materiais em tal escala que todos ficam satisfeitos? Como somos todos humanos em permanente necessidade, necessitamos as mesmas coisas de modo que a cada decisão de adquirir a minha necessidade implica na satisfação da necessidade do outro. Isso não é a própria dinâmica do capitalismo em que a vida social é a totalidade da dinâmica de cada pessoa que ao tomar suas decisões faz o mundo girar?

Na outra ponta os velhos capitalistas, os inventores do liberalismo, os Ingleses, apontam noutro sentido. Agora os capitalistas dos bancos precisam de capitais e estes virão pelas mãos coletivas do Estado. Uma escola poderá não ter sua manutenção feita. A indústria de automóveis não terá solicitações. Um novo produto de saúde não entrará neste ano. Adiam-se investimentos sociais para investir capitais nos negócios bancários. O Estado os recuperará mais adiante? Os bancos ingleses estão passando por um processo de semi-estatização.

De qualquer um dos modelos, existe uma verdade que não entardece: recursos sociais serão injetados nos negócios privados para que estes não quebrem. A poupança das classes médias, incluindo os fundos de pensões, se encontra em processo de proteção social por parte do Estado. O patrimônio dos grandes investidores está sendo limpo da sujeira especulativa que levou a economia mundial ao sofrimento típico de um milênio em transição.

Quando se somam algo em torno de cinco trilhões ou mais de dólares injetados para salvar negócios em quebradeira quase sistêmica em todo o mundo, só neste semestre, uma grande mudança de prioridade está ocorrendo na civilização. Não se trata de uma mera contabilidade de números. Na verdade deixou-se de construir habitações, realizar transportes coletivos, investir em saúde, em proteção ambiental, em equipamentos sociais. Mas seguramente não se interromperá o investimento em armamentos.

As guerras nestas situações de transferência de prioridades se tornam a matéria prima de todos os continentes. Como já se dizia, repetindo a análise feita sobre os anos finais da belle epoque, os períodos que encerram os desastres do liberalismo econômico são extremamente cruéis.

João Paulo da Silva: por que 'Vidas Secas' ainda vive


“Na planície avermelhada, os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente, andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala.”

Por João Paulo da Silva, no Site do MST

Assim começa o romance que conta a história de cinco personagens na luta pela sobrevivência. Fabiano, Sinhá Vitória, menino mais velho, menino mais novo e a cadela Baleia são cinco almas que se confundem com milhares de tantas outras espalhadas pelo Nordeste brasileiro. Um importante objetivo os une: fugir da estiagem em busca de sustento.

Em 2008, Vidas Secas, do escritor alagoano Graciliano Ramos, completa 70 anos de sua primeira edição. A narrativa alcançou tanto prestígio que chegou a ser traduzida para francês, inglês, italiano, russo, tcheco, polonês, alemão, espanhol, húngaro, búlgaro, romeno, finlandês e holandês. A força da obra conferiu a Graciliano reconhecimento internacional, seja pela abordagem sociopolítica, seja pela profundidade psicológica. Em 1963, o romance ganhou uma excelente adaptação para o cinema, assinada pelo diretor Nelson Pereira dos Santos.

Vidas Secas mostra uma história que continua latejando na literatura brasileira, como uma ferida aberta pela miséria e pela seca no sertão nordestino.

O auge do regionalismo

O romance que narra a jornada de uma família de retirantes é considerado a obra mais representativa do regionalismo do século 20. A luta desumana dos fugitivos da seca, viajando para o sul na tentativa de escapar dos rigores do sertão, é o retrato mais brutal das desgraças a que estão submetidos muitos nordestinos.

Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos, seguidos pela cachorra Baleia, vagam de fazenda em fazenda, percorrendo quilômetros de terra rachada, em busca de um pedaço de chão que lhes dê o que comer. São criaturas jogadas ao extremo da miséria, vestem-se com roupas sujas e rasgadas, não possuem casa, comida, saúde nem futuro. Como se já não fossem muitas as adversidades, os retirantes ainda sofrem com a prepotência do fazendeiro enganador e com as injustiças de uma estrutura sociopolítica decadente.

Vidas Secas, narrado em terceira pessoa, é o ponto máximo do período que ficou conhecido na literatura brasileira como a “Geração do romance de 1930”. Nessa época, nossa prosa de ficção ganhou uma nova força criadora, nos colocando em contato com um Brasil pouco conhecido. Através de escritores como José Lins do Rego, Raquel de Queiroz, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Graciliano Ramos, a literatura mostrou o homem alicerçado em cada uma das diversas estruturas sócio-econômicas do país.

Entretanto, quase sempre num confronto desigual com o mundo que o cercava. Além de pôr no centro da produção ficcional aqueles que antes eram figurantes, o romance regional da segunda fase modernista trouxe também outra roupagem cultural e estética, apresentando os canaviais, as caatingas da seca e do cangaço, as terras do cacau, do fumo e das fronteiras gaúchas.

Crítica social e análise psicológica

Graciliano Ramos não só desnudou as incongruências sociais do sertão nordestino como também revelou o íntimo de seus personagens. Em Vidas Secas, Graciliano demonstra o estrago que a vida de privações provoca na maneira como suas criaturas vêem o mundo, os bichos e as coisas. Com habilidade, o escritor alagoano faz uma profunda análise psicológica, buscando sempre investigar o homem e seus dramas individuais. Os sonhos, as angústias, os desejos.

É como se cada um tivesse seu momento no divã. Tudo vem à tona de modo retalhado, mas sempre deixando clara a condição de impotência dos personagens diante do mundo e de si mesmos. Fabiano e sua família representam figuras que existem aos milhares. Entretanto, surgem constantemente presas a uma solidão de náufragos. Num clima de tensão e agonia, Graciliano disseca as dores dos condenados do sertão, mostrando quão embrutecidos ficam os homens diante de um mundo que lhes nega tudo.

De certa forma, mesmo que instintivamente, as criaturas de Vidas Secas têm consciência de que sobrevivem numa sociedade injusta. Isso fica claro na passagem em que Fabiano é preso – sem razão alguma – pelo soldado amarelo, representação do Estado Novo fascista de Getúlio Vargas.

Em discurso indireto livre, o escritor revela as reflexões feitas por Fabiano na prisão. “Por que tinham feito aquilo? Era o que não podia saber. Pessoa de bons costumes, sim senhor, nunca fora preso. De repente um fuzuê sem motivo. Achava-se tão perturbado que nem acreditava naquela desgraça. Tinham-lhe caído todos em cima, de supetão, como uns condenados. Assim um homem não podia resistir”.

A situação subumana de vida dos retirantes explica a importância dada a sonhos aparentemente tão banais. É o caso, por exemplo, de Sinhá Vitória, que deseja profundamente uma cama de lastro de couro, onde possa dormir como gente de verdade. Para ela, uma cama talvez redimisse a condenação de uma existência miserável.

Há também, em Graciliano, a inocência fazendo descobertas cruéis. Quando o menino mais velho ouve da mãe a palavra inferno, procura saber seu significado. Como resposta, recebe, primeiramente, uma definição vaga. “É um lugar ruim, quente”. Depois, insistindo em descobrir como a mãe sabia que o lugar era assim, acaba recebendo um cascudo. Chorando, vai se consolar com a cachorra Baleia. Neste momento, por meio de uma associação simples, faz sua descoberta cruel. O inferno é ruim e quente, assim como o lugar em que ele e a família vivem. Ali, portanto, era o inferno.

Uma parte do mundo em Vidas Secas é apresentada através da aridez do meio e da dureza da vida, mas é apenas a partir do aprofundamento psicológico das personagens que Graciliano consegue dar densidade à obra.

“Você é um bicho, Fabiano”

O ponto de ligação entre todos os personagens é a luta pela sobrevivência. A conseqüência disso é a constante repetição da palavra bicho na obra. As condições desumanas de vida colocam no mesmo nível pessoas e animais. Fabiano e sua família não dominam a linguagem verbal. Embrutecidos, falam pouco e se comunicam mais por grunhidos e outros sons, assim como os bichos. O próprio Fabiano, orgulhoso de ter sido capaz de vencer as dificuldades, conclui: “Você é um bicho, Fabiano”.

Outro exemplo da condição animal das personagens é o fato de os filhos do casal não possuírem nomes. São, simplesmente, chamados de menino mais velho e menino mais novo. Na mesma proporção em que Graciliano animaliza as pessoas em sua obra, o autor também humaniza os bichos. A cachorra que acompanha os retirantes é tratada como gente, possui nome (algo que os meninos não têm!) e até sonhos próprios. Baleia vivia a sonhar com um céu repleto de preás. O animal só foi sacrificado por Fabiano porque estava doente, o que poderia atrapalhar a caminhada da família.

O universo apresentado por Graciliano Ramos é envolvido por enredos que abordam a seca, o latifúndio, o drama dos retirantes, a caatinga. As vidas secas que habitam o romance são seres oprimidos, fabricados pelo meio. Não em sua obra a idealização do Nordeste. Talvez por isso, por não apresentar uma felicidade inexistente, tenha sido muitas vezes chamado de pessimista. Para o autor, a única saída seria mudar as estruturas e o sistema que geraram os sofrimentos de suas personagens.

Seco como um mandacaru

O poeta modernista Oswald de Andrade costumava dizer que Graciliano Ramos era um “mandacaru escrevendo”. O estilo do autor alagoano era seco como o sertão que retratou em suas obras. Seu texto enxuto e conciso, construído com períodos curtos, pouca adjetivação, sem enfeites e destacando a importância de verbos e substantivos, era a prova de que a linguagem sintética havia encontrado alguém sem adornos inúteis.

O próprio Graciliano revelou sua preferência pelo estilo duro e rigoroso quando afirmou: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”. Uma parte de sua obra pode ser classificada como autobiográfica – Infância e Memórias do Cárcere. Outra é inspirada em fatos e situações das quais ele mesmo foi testemunha viva – São Bernardo e Vidas Secas.

Nascido em Quebrangulo, Alagoas, em 27 de outubro de 1892, fez apenas os estudos secundários em Maceió, jamais cursando uma faculdade. Morou no Rio de Janeiro, onde trabalhou como jornalista, e em Palmeira dos Índios, cidade da qual foi prefeito. Estreou tarde na literatura, aos 34 anos, publicando Caetés e chegou a dirigir em Maceió a Imprensa Oficial e a Instrução Pública. Em março de 1936, foi preso sob a acusação de participar da Intentona Comunista.

As humilhações e as dores sofridas na prisão, resultaram no livro Memórias do Cárcere. Com o fim da ditadura de Vargas, em 1945, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, convidado pelo próprio Luis Carlos Prestes. Em 1952, viajou para o Leste Europeu, com a intenção de ver de perto os rumos que a União Soviética tomava. Não gostou do que estava sendo feito. No ano seguinte, em 20 de março, aos 60 anos, perdeu uma guerra importante: a do câncer de pulmão.

vote contra a Homofobia

acesse o site e vote contra a Homofobia
http://www.naohomofobia.com.br/

Cidadania digital: a campanha publicitária Não à Homofobia

A Campanha da 13ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2008, que acontece no dia 12 de outubro e é organizada pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, pretende ser um canal de divulgação, pressão e mobilização social, pela aprovação do PLC 122/06 - criminalização da homofobia. Este tema, que já havia sido discutido na edição passada da Parada do Orgulho LGBT - Rio, volta à tona e traz à causa mais ênfase, com a criação deste site, materiais gráficos e um conjunto de eventos no Rio e em várias partes do Brasil, que chamam à participação ativa da população para votar a favor da criminalização da homofobia. O site deverá ficar ativo pelos próximos seis meses, com o objetivo de mobilizar as pessoas, trazer a discussão da violência contra o público LGBT. A campanha estampa manequins com as marcas da homofobia.
O conceito Desenvolvida pelas agências Indústria Nacional Design e Dialogo Design, a idéia foi criar uma campanha que pudesse impactar a sociedade, mostrar a conseqüência da violência contra LGBT, mas sem retratar pessoas, fazendo isso de maneira sensível, criativa e inovadora. Daí, veio a idéia de usar manequins que têm uma expressão sem brilho, mas refletem justamente o que uma pessoa sente quando ela é agredida por sua orientação sexual ou identidade de gênero: apanha simplesmente por existir. No fim, parece que os manequins ganharam vida e a imagem faz refletir sobre todo tipo de violência.

As metas

Além de esclarecer sobre o PLC e desfazer boatos e inverdades de setores fundamentalistas e conservadores, o ponto de partida é arrecadar mais de 1 milhão de assinaturas eletrônicas, durante seis meses da campanha.
Ampliar a rede de mobilização nacional pela aprovação do PLC 122/06 e contribuir para o intercâmbio de ações de diversos agentes pró-lei, como Organizações do Movimento LGBT, entidades de promoção dos direitos humanos e combate a discriminação, acadêmicos, formadores de opinião, personalidades, empresários, veículos de comunicação e você.

A campanha terá 06 etapas, sendo:

1ª Etapa – Lançamento do site e dos materiais da campanha publicitária – em 21 de setembro de 2008 (cartazes, filipetas, adesivos, camisas, entre outros);
2ª Etapa – Inauguração dos pontos digitais de adesão à campanha em 30 locais – a partir de 26 de setembro de 2008 (até 30 computadores instalados com um box de suporte e sinalização da campanha com 30 promotores com figurino em bares, boates, centros culturais no Rio no período de 15 dias);
3ª Etapa – Programação Oficial de Eventos da 13ª Parada do Orgulho LGBT - Rio - 2008, entre 04 de outubro a 23 de novembro de 2008 (exposição da campanha por meio de banner e materiais de divulgação nas festas, ciclo de debates, seminários, cerimônia de prêmios, ato solene, mostra de filmes, exposição artística, entre outros para um público de pelo menos 20 mil pessoas pelo período de 50 dias);
4ª Etapa – Parada do Orgulho LGBT - Rio, na Praia de Copacabana -12 de outubro de 2008 (1,2 milhões de pessoas vendo a campanha nos banners e blimps dos 12 trios oficiais, entre eles 04 trios como pontos digitais de adesão, onde teremos 80 computadores com plug 3G para votação on line a essa inédita campanha que será um marco tecnológico e histórico. Pretende-se coletar 40 a 70 mil assinaturas);
5ª Etapa – Lançamento da Campanha e do Site em mais de 11 capitais brasileiras - Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém do Pará, Porto Velho, Brasília, Goiânia, entre outras - De 20 de outubro a 20 de janeiro de 2009 (continuidade da exposição do site nesses lançamentos, como um incentivo a sua visita e aumento da visibilidade da campanha por meio de banners e materiais de divulgação nesses eventos, atingindo um público de pelo menos 1.500 pessoas diretamente. Para isso estão sendo estruturadas parcerias com grupos e organizações locais)
6ª Etapa – Até março de 2009 – Pretende-se obter a adesão de 1 milhão votos/mensagens (além da mensagem que você enviou automaticamente, nesta data apresentaremos um relatório completo desse posicionamento ao Senado Federal, a Câmara dos Deputados, aos presidentes da República, Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça).

Parte do texto da matéria publicada hoje no "Diário do Nordeste"


Antônio Vicelmo
Repórter

COROA DE ROSAS

Devoção no Brasil começou durante o século XVI

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário chegou ao Brasil desde o século XVI. A palavra rosário significa “coroa de rosas”. É uma antiga devoção católica que a Virgem Maria revelou que cada vez que se reza uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim, o rosário de todas as devoções é, portanto, tido como sendo o mais importante.No Brasil, ela foi adotada por senhores e escravos sendo que, no caso dos negros, ela tinha o objetivo de aliviar-lhes os sofrimentos infligidos pelos brancos. Os escravos recolhiam as sementes de um capim, cujas contas são grossas, denominadas “lágrimas de Nossa Senhora”, e montavam terços.

No Crato, Nossa Senhora do Rosário tem uma devota que se tornou conhecida pela distribuição de terços. É a aposentada Edístia Abath Pereira. Além de cuidar do altar da santa na Igreja da Sé, ela distribui terços, com o objetivo de divulgar a devoção à Nossa Senhora.Este ano, ela já cumpriu a promessa que vem do avô, Teopisto Abath, ourives. “A partir daí, a Santa tornou-se protetora da família”, diz Edístia, acrescentando que vai cumprir a promessa até o fim de sua vida. O terço, para ela, “é uma oração fundamentada no Evangelho, que nos transporta para dentro da Bíblia, acompanhando o peregrinar terreno de Jesus desde seu nascimento até sua morte e gloriosa ressurreição e ascensão, abrindo para nós as portas do Céu”.

SAIBA MAIS
Origem do Terço
A origem do terço é muito antiga. Remonta aos povos orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. Em 1328, segundo a lenda, Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomen-dando-lhe a reza do Rosário para a salvação do mundo.
Devoção
Diante disso, nasceu, assim, a devoção do Rosário, que significa coroa de rosas oferecidas a Nossa Senhora. Os promotores e também divulgadores desta devoção foram os Dominicanos, que também criaram as Confrarias do Rosário.RecomendaçãoEsta devoção tem o privilégio de ter sido recomendada por Nossa Senhora na cidade de Lourdes, na França, e também em Fátima, Portugal. Este fato depõe em favor de sua validade em todos os tempos.
Mais informações:
Edístia Abath Pereira
(88) 3521.1730

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CORREIO BRASILIENSE: SALVIANO E ARNON BEZERRA SE RECUSAM A DEMITIR PARENTES

Por: Luciano Augusto/Site Ceará Agora

Dois deputados federais do Ceará, Arnon Bezerra e Manoel Salviano, se recusam a cumprir a lei que determinou o fim do nepotismo no Congresso. Arnon ainda não demitiu uma filha e Salviano mantém na folha de pagamento sua esposa. A informação foi publicada na edição deste domingo pelo mais influente jornal de Brasília, o Correio Brasiliense. Leia mais sobre esse assunto em matéria do Correio Brasiliense: Mesmo após ultimato, nepotismo resiste no Congresso Nacional


Tiago Pariz - Correio Braziliense
O assunto nepotismo ainda é tratado com descaso no Congresso Nacional. Há focos de resistência na Câmara, onde deputados mantêm parentes nos gabinetes. E a maioria dos senadores ignorou o prazo dado pelo presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), para informar oficialmente que o Senado está livre da prática condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No fim do mês passado, Garibaldi encaminhou um comunicado aos 80 senadores solicitando informações sobre o emprego de parentes nos gabinetes. O peemedebista estabeleceu a última sexta-feira como a data final para a resposta, mas apenas cerca de 30 senadores enviaram a resposta. O desdém dos senadores irritou Garibaldi.

Até setembro, os parlamentares se escoravam no argumento de que não havia um aviso formal do presidente da Casa mandando demitir pai, mãe, mulher, irmão, tio, sobrinho, primo etc. E, quando houve, o ultimato não encontrou respaldo junto aos colegas e as exonerações continuaram a ser proteladas. O “aviso prévio” serviu para que os senadores apenas começassem a se adequar ao entendimento do STF.

Resistências
Nas últimas semanas, os parlamentares mais resistentes à mudança — Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Augusto Botelho (PT-RR), Efraim Morais (DEM-PB) e Almeida Lima (PMDB-SE) — passaram a demitir seus consangüíneos. Cavalcanti queria manter a mulher, o filho e um sobrinho na folha de pagamento da Casa, mas pressionado, cedeu. Segundo sua assessoria de imprensa, os três foram exonerados. Coincidentemente, o petebista é defensor de uma cota para a contratação de parentes.

Almeida Lima disse ter determinado a exoneração dos dois sobrinhos quando Garibaldi fez a solicitação formal. “Eu estava cuidando da minha candidatura para prefeito em Aracaju. Voltando a Brasília, vou cuidar dos atos de exoneração”, esquivou-se o senador sergipano.

A assessoria de imprensa de Botelho informou que o irmão dele foi retirado da folha de pagamento em 29 de setembro. Um dos campeões em parentes empregados, o senador Efraim Morais afirmou, por meio de sua assessoria, que o marido de uma sobrinha lotado na Primeira-Secretaria, comandada pelo parlamentar desde 2005, já foi exonerado. Nas últimas semanas, o paraibano mandou embora seis familiares, incluindo sobrinhos e uma filha.

Câmara
Alguns deputados se adequaram ao entendimento do STF sobre o Artigo 37 da Constituição, que veda a contratação, sem concurso, de parentes de funcionários no serviço público. Pouco mais de 70 funcionários foram exonerados. Mas alguns ainda tentam encontrar brechas para evitar a demissão.

É o caso do deputado Arnon Bezerra (PTB-CE). Não consta dos boletins informativos da Câmara a exoneração da filha dele Isabela Bezerra. Um funcionário do gabinete, que pediu anonimato, disse que ela ainda está na folha de pagamento do deputado. O deputado Manoel Salviano (PSDB-CE) não exonerou a mulher Fátima Maria Sampaio Rolim, segundo os boletins. Ambos não atenderam aos telefonemas do Correio.

O gabinete do deputado Francisco Rodrigues (DEM-RR) disse que ele havia determinado a exoneração do filho Pedro Ferreira Rodrigues, mas a informação também não consta do informativo. No sistema da Câmara, o último boletim administrativo que pode ser consultado é datado de 3 de outubro.

Num caso de nepotismo cruzado, a mulher de Oswaldo Reis (PMDB-TO), Aracelis Rocha, continua lotada no gabinete de Aníbal Gomes (PMDB-CE). Nenhum dos dois parlamentares foi encontrado para comentar.

Fonte: Correio Brasiliense


Juazeiro - Romeiros receberão atenção especial

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A ausência de infra-estrutura em torno da Basílica de Nossa Senhora das Dores é visível. Os barraqueiros se instalam no período das romarias com seus estabelecimentos feitos de improviso, com papelão, zinco ou madeira (Foto: Elizângela Santos)

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A obra estruturante do Centro de Apoio aos romeiros, com anfi-teatro para mais de 10 mil pessoas e mais de mil boxes, continua paralisada, aguardando repasse de verba federal

Vários projetos relacionados aos romeiros estão entre as promessas do prefeito eleito de Juazeiro, Manoel Santana

Juazeiro do Norte. As obras estruturantes para a melhoria de atendimento ao romeiro poderão receber um novo impulso. A depender dos novos projetos administrativos para os próximos anos. A conclusão do Centro de Apoio, obra parada há cerca de dois anos, construção de uma rodoviária para o romeiro, um grande rancho, com uma tarifa popular, para poder permitir a hospedagem daqueles que não puderem ficar em outros locais, museu de arte sacra e o roteiro da fé, uma espécie de percurso para integrar os pontos de visitação turística, estão entre as metas. Além disso, o sonho maior dos fiéis, conforme o prefeito eleito, Manoel Santana: o bondinho do Horto.

O turismo e a romaria, de acordo com Santana, serão tratados de forma distinta. Ele ressalta a questão do anel viário, já iniciado na cidade, para facilitar o fluxo de veículos, incluindo as novas obras que darão condições de melhor atendimento aos visitantes. “Tenho um compromisso com dom Fernando Panico, bispo diocesano, de melhorar o atendimento aos romeiros”, ressalta.

O roteiro da fé estaria ligado principalmente aos pontos de visitação já existentes, que são as igrejas de Juazeiro e os locais considerados sagrados pelos romeiros. Esse, conforme o prefeito eleito, seria um espaço mais disciplinado, até para a distribuição do comércio de artigos religiosos na cidade, artesanato e o folclore. “O que a gente precisa é que isso realmente se torne uma realidade”, diz Santana.

O governador do Estado, Cid Gomes, durante a romaria de setembro, anunciou a retomada das obras do Centro de Apoio aos Romeiros, após repasse da obra do município para o Estado. Ele destacou a importância de Juazeiro no contexto das romarias.

De acordo com dados aleatórios divulgados com freqüência nos meios de comunicação, o município recebe, a cada ano, cerca de 2 milhões de romeiros e visitantes. Até hoje, não há um levantamento feito por meio de pesquisa do que representa esse fluxo na cidade, a cada ano.

Em 15 dias será iniciada a maior romaria do ano, conhecida como a de Finados. A preparação para a recepção aos peregrinos da fé é paliativa. A organização de alguns setores da administração, igreja e entidades classistas para procurar atender é feita por meio da Operação Romeiro. A segurança e algumas unidades de saúde são acionadas. Há um serviço ineficiente de orientação, já que conforme o próprio secretário de Turismo e Romaria, Felipe Figueiredo, algumas pessoas estarão distribuídas em meio à multidão para orientar os visitantes. Mesmo fora do período das grandes romarias, Juazeiro continua recebendo romeiros de várias partes do Brasil. Não existe na cidade nenhum serviço de informação na rodoviária ou aeroporto.

Para o administrador da Basílica de Nossa Senhora das Dores, padre Paulo Lemos, antes de se pensar no turismo, é importante se pensar nas romarias. Ele afirma ainda não ter tido a oportunidade de conversar com o prefeito eleito sobre as suas pretensões em relação no que diz respeito a esse assunto. “Mas, antes de tudo, é preciso a conclusão com urgência do Centro de Apoio”, destaca. De uma só vez, poderão ser melhorados dois aspectos. Um deles está relacionado aos barraqueiros, hoje com seus estabelecimentos feitos de improviso, com papelão, zinco ou madeira, em torno da Basílica, sem a menor infra-estrutura.

Diálogo

Outro ponto diz respeito ao trânsito caótico da cidade. Não há lugar de embarque ou desembarque dos romeiros. Normalmente o congestionamento de veículos acontece em torno da igreja. “Recentemente uma romeira teve o pé esmagado”, relata. Para o padre Paulo, no momento em que se fala no turismo, a igreja fica com o pé atrás. “A prioridade deve ser o romeiro. O roteiro de fé existe e é espontânea”, lembra.

Para que as mudanças possam acontecer nesse sentido, ele afirma que é importante manter o diálogo com os setores envolvidos e deve haver um planejamento. No caso do Centro de Apoio, os barraqueiros e a própria Igreja devem ser ouvidos. Padre Lemos diz isso quando se refere à idéia do governo de criação no local de uma escola de designer em calçados e apoio ao Ronda do Quarteirão.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter


Mais informações:
Secretaria da Basílica
Rua Padre Cícero, 147, Centro
Juazeiro do Norte
Região do Cariri
(88) 3511.2202

Fonte: jornal Diário do Nordeste.

Mercados vivem euforia e Bovespa recupera 14,66%


COM PLANOS ANTICRISE NA EUROPA

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Onda de otimismo foi impulsionada quando líderes dos 15 países que integram a Zona do Euro afirmaram que garantiriam os empréstimos interbancários até 2009 (Foto: FolhaPress)

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Ibovespa quebra ciclo de sete quedas e encerra pregão com alta de 14,66%. Repercutiu a fala uniforme dos BCs

São Paulo. A criação de fundos nacionais em sete países europeus e no Reino Unido, que já somam ajuda de 198,5 bilhões de euros para capitalizar bancos e 1,32 trilhão de euros em garantias de depósitos, impulsionou o mercado financeiro ontem, fazendo as bolsas americanas subirem no maior nível porcentual desde os anos 1930.

A valorização lá fora beneficiou o Brasil, cujo sistema financeiro também recebeu um reforço do Banco Central (BC), que divulgou novas medidas para flexibilizar o recolhimento dos depósitos compulsórios, ampliando a liquidez em pelo menos R$ 100 bilhões. As bolsas na Europa fecharam em alta, com os principais índices da França, Alemanha, Itália e Espanha subindo acima de 10%, levando otimismo para as bolsas americanas, cujos investidores esperam novas medidas do governo para combater a crise. Em Nova York, o Dow Jones subiu 11,08%, a maior alta porcentual desde 1933.

O Nasdaq subiu 11,81%. O S&P 500 subiu 11,58, na maior alta porcentual em único dia desde 1939.

Ibovespa

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 14,66% aos 40.829,13 pontos, a maior variação positiva desde 15 de janeiro de 1999, quando o índice subiu 33,4%. O dólar no balcão despencou 7,74%, a R$ 2,144, na maior variação diária desde 1º de agosto de 2002. A cotação, no entanto, recuou apenas para o mesmo nível de 3 de outubro deste ano. O principal motivo para a onda de otimismo teve início no último domingo, em Paris, quando os líderes dos 15 países que integram a Zona do Euro afirmaram que garantiriam os empréstimos interbancários até 2009 e permitiriam que os governos comprem ações de instituições financeiras em dificuldade. Ontem, planos de ajuda foram anunciados pela Alemanha, Holanda, Noruega, França, Espanha, Itália e Portugal na esteira do anúncio de medidas no Reino Unido para estatizar partes de seu sistema bancário. A previsão é de que, até amanhã, outros dos 15 países da Zona do Euro anunciem medidas regionais para estancar a crise no Velho Continente. ´Nós estamos muito satisfeitos ou, melhor, imensamente aliviados com o fato de que a zona do euro chegou a um plano para combater o atual estresse financeiro´, informou o BNP Paribas, em relatório divulgado ontem a clientes. ´Nós saudamos sinceramente o fato de que alguma coisa foi feita, finalmente.´ ´Ninguém pode esperar que qualquer uma dessas medidas possa evitar a recessão. As forças da contração econômica já estão em movimento há muito tempo devido à crise de crédito´, disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin Securities em Londres, à agência de notícias Dow Jones.

´Mas a intenção por trás da introdução das ações coordenadas e, em grande parte, a resposta uniforme têm como objetivo restaurar a confiança e prevenir que a recessão se transforme em algo muito pior´, acrescentou o especialista. As autoridades britânicas confirmaram ainda o investimento de 37 bilhões de euros (US$ 64 bilhões) no Royal Bank of Scotland (RBS), no Lloyds TSB e no HBOS para elevar o capital dessas instituições. E o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciou que proverá o que for necessário de recursos em dólar por meio de suas linhas de swap com o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco da Suíça. A ´ousadia´ européia evitou alguma reação mais morna ao resultado do encontro do G-7, em Washington. Na sexta-feira, o grupo dos sete países mais ricos do mundo mostrou consenso entre os participantes em torno da necessidade de recapitalizar bancos com fundos públicos e privados, garantir depósitos e descongelar os mercados de crédito. Mas não trouxe medidas concretas e ameaçou frustrar os investidores.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Aposta em semana favorável

ALEX ARAÚJO
Economista e sócio da Ativa Corretora

Sem dúvida, a reação da Bovespa com valorização acima dos 14% nesta segunda se deu pelas medidas anunciadas no fim de semana, sobretudo o pacote de ajuda europeu. A expectativa para os próximos dias é favorável para a retomada do crescimento da Bolsa. O que houve ontem só reforça a perspectiva de, nos próximos dias, termos novas valorizações. A desvalorização do dólar, a alta na Bovespa e a queda dos juros futuros para janeiro de 2012, de 16,07% para 15,39% indicam que o socorro será benéfico.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.