09 outubro 2008

Alegoria da Caverna no Café Estação



Alegoria da Caverna
no Café Estação
Para encerrar sua vinda ao Cariri, a banda fará um show,
neste sábado, dia 11 de outubro, no Café Estação, em Crato.

O repertório será uma mescla do trabalho autoral da banda,
juntamente com parte do repertório do seu projeto paralelo
"Os Transacionais".

Esse projeto traz o melhor da música brasileira produzida
nas décadas de 60 e 70, indo do Iê Iê Iê ao rock psicodélico,
passeando pelo samba-rock e carimbó, unindo a
peculiaridade do brega e descontração da surf-music.

A banda fará ainda duas apresentações no Cariri pelo CCBNB:
Quinta-feira (09/10) no SESC Crato e Sexta-feira (10/10) no
Centro Cultural Banco do Nordeste, com o show intitulado
"Alegoria Acústico".

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Divulgação Coletivo Malungo - Filmes do Mês de Outubro

Curtas metragens de Santa Maria – RS são destaques do mês de outubro no projeto Curta Muito.

Uma boa parceriaque vem dando resultado é o projeto Curta Muito do Centro Cultural Banco doNordeste do Brasil – CCBNB e o Coletivo Malungo. Pensandona diversidade de olhares e na oportunidade de socialização dos produtosaudiovisuais o Coletivo Malungo preparou uma seleção com dois curtas-metragensda produção da Estação Cinema de Santa Maria -RS.

A Estação Cinema - Associaçãodos Profissionais Técnicos de Cinema e Vídeo de Santa Maria - é a entidade de classe representativa do setoraudiovisual da cidade e região. Foi fundada em 06 de abril de 2002 com oobjetivo de promover o debate e fomentar a prática do fazer audiovisual, edesde então realiza várias atividades de intercâmbio e valorização dosprofissionais técnicos da área, bem como de todos aqueles que apreciam a artecinematográfica. Promove também debates e exibições conjuntas com o movimentocineclubista e participa de atividades em todo o país. Realiza as edições doSeminário Gaúcho de Cinema, em parceria com o Festival Santa Maria Vídeo eCinema, e também o grupo de estudos de cinema. Os curtas foram extraídos do DVDEstação Cinema Vol 1. que tem em seu acervo 11 curtas produzidos pelosprofissionais da Estação.

Ao todo foram seiscurtas metragens lançados na sociedade caririense, apresentando o mundo atravésdas telas de cinema. Neste mês de outubro os filmes 1969 e Farsa Secamostram o panorama cinematográfico desenvolvido pra bandas do sul, organizandoum diálogo entre sul e nordeste, ou melhor, entre Cariri e Santa Maria.

As exibiçõesacontecerão no Auditório do Centro Cultural do Araripe e no Coletivo Malungo,nos dias 10 e 25 de outubro respectivamente. Separe um tempo para curtir o bomcinema feito no Brasil e lembre-se que as exibições começam as 17 horas nolargo da RFFSA e as 21 horas no Coletivo.

Sobre os filmes:

1969: (dir.Mauricio Canterle & Manolo Zanella - Ficção - 2004 - 16 min)
Sinopse: Caio é um rapaz que ama o cinema e sonha em um dia poder estartrabalhando e vivendo dessa arte, ele mora sozinho e estuda para o vestibularde um curso que não lhe agrada nem um pouco, ou melhor, lhe revolta. O pai deCaio mora no interior e é responsável pela insatisfação do filho com os estudos.Insiste em oprimi-lo, com suas regras e atitudes ditatoriais, tornando todafamília submissa. A família de Caio decidiu visitá-lo e ele tomou a decisão deacabar de vez com aquela palhaçada. O método que ele utilizou para isso foi, nomínimo, inusitado.
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Farsa Seca: (dir.Fabrício Koltermann - Ficcção - 2007 - 12 min)
Sinopse: Um roubo transforma um cidadão sem muito sucesso em heróimunicipal, ou não.

Coletivo Malungo
Rua TristãoGonçalves, 567 – Centro
Crato - CE

Agenda Taba de Pirulito



10/10/08 - Teatro Municipal Salviano Arraes(Para as crianças da AABB solidária)
12/10/08 - Clube Recreativo Grangeiro 9:30h
12/10/08 -II EXPOFAM( Parque de Expoxição) 19:00h

Um dia das crianças mais verde

Nas últimas semanas a Amazônia esteve em destaque nos principais veículos de comunicação do país. As notícias denunciam quase sempre o desmatamento desenfreado e o descaso do governo com o tema.

Não podemos ficar de braços cruzados vendo nossa floresta acabar!
Continuado o ritmo da destruição, toda essa biodiversidade poderá se transformar em deserto. O Greenpeace trabalha para salvar a Amazônia e precisa de você nessa luta. Agora é tempo de agir!
Você já parou para pensar no futuro que vamos deixar para os nossos filhos? Clique aqui e dê um presente para todas as crianças do planeta: torne-se um colaborador do Greenpeace!

Um grande abraço,
Clélia Maury
Diretora de Fundraising

O Circo Faz a Festa

“Enquanto houver uma criança… sempre haverá um circo!”

Palhaço Carequinha
O Circo é a arte de realizar proesas. Permita-se brincar através da arte do Circo onde os acontecimentos são inesperados e surpreendentes. Pensando neste universo lúdico o Projeto Verde Vida promove, neste domingo dia 12, uma tarde de brincadeiras em comemoração ao dia da criança com o evento o O Circo faz a Festa.

Em todo o evento será desenvolvidas atividades paralelas que fazem parte da proposta do Projeto Verde Vida. O núcleo de audiovisual fará a cobertura da festa, assim como a banda de música do Projeto em apresentação exclusivas para as crianças de Ponta da Serra, além de Arte Circense e oficinas de Teatro, ministrada por Robson e Robério e oficina de Arte, com vivência em pitura e desenho, sob a orientação de Marcos Xenofonte.

A Festa será realizada no Pólo de Atendimento em Ponta da Serra, a partir das 14h00. Na ocasião, o Projeto pretende atender à 700 crianças do distrito e sítios vizinhos.

Hosana Régia Quinderé
Assessoria de Comunicação
Projeto Verde Vida – Ponta da Serra – Crato-CE

Assalto - Noite do Terror no Crato nesta semana !

Noite de Terror (Não é ficticio foi real)

Era aproximadamente 18:00 horas deste dia 08 do corrente,estavamos nos preparando para sair-mos depois de um de luta para o sustento da família,quando de repente, nos deparamos com dois indivíduos com armas em punho, agindo com violência e terror psicológico,nos empurrando para o escritória da loja.Os indivíduos entraram com capacetes e gritando conosco para deitar-mos com o rosto no chão, para nao idendifica-los.O nosso maior medo foi que por triste coincidência, os meus netos (um casal de gêmeos) ,que. raramente andam na loja estavam exatamente no momento.Além dos dois que ficaram no interior da loja , havia um outro do lado de fora, dando cobertura aos mesmos.

Uma das funcionárias que havia saido minutos antes , ao retornar estranhou a loja semi-aberta e sem ninguem na frente da mesmas, já que estavamos presos diante das armas dos individuos no escritório foi agredida pela terceira pessoa inclusive com uma arma apontada na cabeça. São momentos terriveis, o pior é que com a presença dos netos , a nossa preocupação seria os traumas que iriam causar diante daquela situação(ambas de quatro anos),mas, graças às DEUS, os mesmos, diantes de suas inocências, nâo chegaram a entendero ocorrido. É o terceiro assalto à mão armada que acontece em menos de um mes no centro da cidade,faço aqui o meu apelo a todas as autoridades, pela segurança de quem gera emprego e impostos, por sinal altissimos.Estamos a mercê dos bandidos

José Amilton e Silva (AMILTON SOM).

PRIMEIROS CAFÉS E HOTÉIS NO CRATO.

PRIMEIROS CAFÉS E HOTÉIS NO CRATO.
Um dos primeiros hotéis, no Crato, sinão o primeiro, foi o de Dona Luzia, à rua do fogo, hoje Senador Pompeu, aí pelos anos de 1890. Antes tomavam os que vinham à cidade casas particulares, não raro dias e dias seguidos. Famílias abastadas tinham, sempre, redes e lençóis sobressalentes e, também, quartos destinados, exclusivamente, a hospedes. Eram fregueses do hotelzinho, de piso de tijolo de barro e telha vã, pessoas dos sítios visinhos, de localidades do Cariri e sertão fronteiriço pernambucano, alguns viajantes de casas comerciais de Recife e Fortaleza etc.
Dirigia a cozinha e servia as refeições, muito amável, a hoteleira, reunidos os hospedes, à hora certa em torno de uma mesa grande de cedro, na sala de dentro, como chamavam, bem no meio desta. Era Dona Luzia casada com Lucas Jose de Sousa, bom marceneiro, muito conhecido por mestre Lucas, homem de fala macia, delicado, galanteador com as mulheres, chistoso, uma espécie de Mark Tawain matuto, cujas anedotas correm, inda hoje, vários anos depois de sua morte, todo o sul cearense. Citem-se duas entre outras: estava ele, uma bela manha, a porta do Mercado de Frutas, a rua do Comercio, a conversar com um desses lindos tipos de mestiças que, às vezes, se vêem entre nós. Passou alguém que o cumprimentou: Como vai, mestre Lucas? Que está fazendo aí? Por ora nada, respondeu, prontamente, o interpelado, com o ar mais inocente deste mundo. Outra feita conversavam em sua oficina sobre a arte de carpintaria em Crato. Em dado momento, disse mestre Lucas, levemente risonho: Garantem as Escrituras que só entra no céu quem faz boas obras na terra. Tenho a certeza de que eu e meus filhos nos salvaremos por que, todos os dias, fazemos obras boas. Mas, penso sempre comigo mesmo, que será de Zé Pavão no outro mundo! Era Pavão excelente homem, mas péssimo carpinteiro.
Um dos mais antigos cafés, no Crato, talvez o primitivo, foi o de Mané Pança, nos fundos da botica do Cel Joaquim Secundo Chaves, à rua Grande, antiga do Comercio, agora Dr. João Pessoa. Entrava-se por um corredor, no qual a esquerda rasgava uma porta que dizia para Botica, com suas prateleiras de cedro cheias de poucos preparados e de muitos frascos de sais para manipulação, num balcãozinho e balança de pesar drogas e ao lado dois vasos de água belamente colorida de azul e encarnado, admirados, pelos meninos que os olhavam, com inveja, das portas do corredor e da rua, ou então da calçada de grandes Lages calcareas tiradas do sopé da chapada do Araripe. Vendia Mané Pança, em chicaras e tijelinhas, cada qual a razão de um dobrão de cobre, dois vinténs, café de leite, e ainda como isca, pão de milho. No Cariri, de primeiro, dava-se o nome de isca a qualquer porção de queijo, pão, bolo, etc, que se comesse com chá verde da Índia ou café, as sobremesas, merendas e ceias. Destinava-se aos doentes o chá preto lembre-se aqui, entre parêntese.
Baixo, de estomago saliente e empinado e daí seu apelido, vestia Mané Pança, calça de brim de cor, a caírem por cima destas as fraldas de sua camisa de mandapolão, de peito duro, os pés metidos em chinelos de couro de bode sem meias. Vivia do que lhe rendia o café, de lavar garrafas e frascos da Botica do velho Secundo de grata memória.
Outro café, quase da mesma idade do a que acabo de referir-me, foi o de siá Puça, num quarto a travessa da Califórnia. Servia de mesa o balcão, coberto de uma toalha branca, com chicaras. Em cacos de barro torravam-se grãos de café misturados com rapadura, para maior rendimento, mexiam-nos cuidadosamente, pilavam-nos em pilão de madeira até reduzi-los a pó, deitavam este em marmitas com água, ferviam a mistura com rapadura, por economia, para adoçar a infusão. Denominavam e denominam ainda, café donzelo o que é torrado, pilado, fervido e servido imediatamente. Cobrava siá Puça por uma chicara um vintém de cobre ou bronze. A par das chicaras, no balcão, viam-se em pratos alvissimas tapiocas de goma de mandioca, pão doce e aguado.
A. Morais.






Fotógrafo Cratense expõe na Alemanha


Levar as imagens do Cariri para o mundo por meio da fotografia é a meta de trabalho do artista Dada Petrole

Juazeiro do Norte. Depois de levar o projeto Moderatrix Cariri a galerias de cidades como Hamburgo, Colônia, Berlim e Munique, na Alemanha, o fotógrafo cratense Dada Petrole teve seu trabalho exposto numa das maiores feiras de equipamentos fotográficos do mundo: a Photokina, nesse mesmo país. O caririense reside há alguns anos no país germânico, onde cursou design. O Moderatrix representou os projetos desenvolvidos na University of Applied Science — Design, de “Fachhochschule Münster”, onde Petrole concluiu sua formação.

Durante a Photokina, cerca de 1.600 expositores de 46 países mostram os seus produtos ligados ao mundo da fotografia. Segundo Dada, a feira acontece a cada dois anos e é o mais esperado palco de lançamentos de equipamentos fotográficos do mundo. “Como se trata de tecnologia para a fotografia, esse trabalho em si não poderia ficar de fora, por isso acontecem no mesmo evento algumas exposições de grande significado para o mundo da imagem”, afirma. Lá também são lançados novos talentos, técnicas e resultados surpreendentes de fotógrafos que trabalham com concepções especiais. Para o caririense, uma grande alegria é poder apresentar sua cultura à Europa.

Atualmente, Dada Petrole desenvolve mais um trabalho no contexto das riquezas da região. O projeto “O Fóssil no Cariri”, um dos mais ambiciosos de sua carreira, tem o objetivo de relacionar o Cariri ao próprio potencial fossilífero. “É um documentário fotográfico sobre as mais variadas situações do mundo ao redor do fóssil no Cariri e tem a função de interagir entre as partes envolvidas com ele e assumir um papel comunicativo”, explica.

Estética inovadora

O projeto envolverá desde a extração aos estudos que vem sendo realizados sobre o assunto. “Ou seja, a relação entre fóssil e agricultor local e entre esse pequeno produtor e o cientista internacional”, relata. O trabalho traz informações ainda não tratadas e contempla uma estética inovadora na apresentação. Para Dada, é a uma forma de tematizar o fóssil como elemento sociológico, antropológico, ecológico, educacional e cultural. “Somente por meio desse ângulo o povo poderá ver o seu próprio meio com mais nitidez, e é essa nitidez que formata a preparação do povo para receber aqueles que passam por lá”, destaca o fotógrafo.

Petrole pretende fazer um raio-x do mundo fóssil existente no Cariri. O resultado final desse trabalho será um livro de fotografia, dividido em três capítulos: o fóssil e o museu, o povo e o fóssil, o Cariri e o fóssil. A linguagem textual do trabalho será acessível à população local e ao cientista internacional. A parte textual científica será contemplada em parceria com os profissionais mais qualificados em cada uma das suas áreas. A primeira edição do livro será bilíngüe, em português e alemão. O projeto tem o apoio institucional do Geopark Araripe, do Instituto Chico Mendes, das Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe (APA), da Urca, da Fundação Casa Grande, da Fundação Araripe e do Museu de Fósseis de Santana do Cariri.

O fotógrafo destaca a boa aceitação do trabalho por onde passa, tanto no sentido de apreciação como de provocação, pela dificuldade de entendimento. A imprensa européia tem se interessado em publicar o material e entender a concepção do trabalho. Eles questionam, conforme Dada, se é fotografia de moda ou reportagem. Outro ponto é o interesse pelo Cariri, um lugar que as pessoas nem imaginavam existir.

FIQUE POR DENTRO

Fotógrafo já conquistou vários prêmios

O fotógrafo Dada Petrole, natural do Crato e residente na Alemanha, conquistou alguns prêmios com o Moderatix e o ADC 2007, considerado o Oscar do Design da Alemanha, Suíça e Áustria. E vale ressaltar que o resultado desse trabalho, que é o livro ´Moderatrix Cariri´, ainda não foi publicado. Ainda vai surgir oficialmente. A partir daí, é que se poderá ver, concretamente, os resultados para o Cariri. As propostas de publicar esse livro por editoras da Alemanha foram várias, mas o designer e fotógrafo deseja mesmo publicá-lo não somente na Europa, mas também no Brasil.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter


Mais informações:
Dada Petrole
Dipl. Fotodesigner
(049) 151-11500554
info@petrole.de
www.petrole.de

Memória viva do Caldeirão

08/10/2008
Memória viva do Caldeirão [CE]
O Povo - Raquel Gonçalves

A experiência de um socialismo primitivo, que durou cerca de 20 anos, ocorreu no Ceará no início do século XX e, agora, 72 anos após a destruição do sítio Caldeirão, o Cariri está prestes a receber o Parque Histórico e Cultural do Caldeirão. O objetivo é rememorar a história vivida por milhares de camponeses liderados pelo beato José Lourenço, a fim de não deixar morrer o símbolo das lutas sociais ocorridas no nosso Estado, trazendo a tona a questão da terra e da reforma agrária, tão presente e atual nos dias de hoje.

O projeto almeja a reconstrução de estruturas que existiam no sítio, como a igreja e casas de alvenaria, além de um espaço que contemple atividades culturais para a região. "Intelectuais, historiadores, junto à prefeitura do Crato, à ONG Instituto Cultural do Cariri, especialistas, em geral, estão propondo algumas alterações a partir do projeto inicial de Rosemberg Cariry. Depois das pesquisas dele, surgiram novos estudos e nós queremos enriquecê-lo. Na reunião ocorrida em setembro, as alterações foram propostas e serão encaminhadas à equipe de Otávio Menezes e ao arquiteto José Capelo Filho (Pepe), que elaborou o projeto em 1996 junto com Rosemberg, que também será convidado para dialogar com os novos parceiros", explica Auto Filho, secretário da Cultura do Estado. A Secult estima que até o final do ano será assinada a ordem de serviço para a construção do Parque Histórico e Cultural do Caldeirão. "Já foram liberados R$ 300 mil do Governo do Estado para o início das obras e já foram solicitados mais R$ 300 mil ao Ministério da Cultura (Minc). O governador Cid Gomes mostrou todo o interesse em assinar a ordem de serviço lá no espaço onde foi o sítio Caldeirão. A previsão para que isso ocorra é em novembro", afirmou o secretário.

O espaço onde existiu o Caldeirão estava abandonado quando foi comprado pela prefeitura do Crato na gestão de Raimundo Bezerra (1997-98). A terra, que pertencia a um padre, foi reconhecida como Patrimônio Histórico do Estado somente em 2005, quando foi tombada na gestão do governador Lúcio Alcântara. Com a transição de governo, o secretário de Cultura Auto Filho diagnosticou que a cultura popular cearense não havia sido contemplada pelas políticas públicas e retomamou o projeto de construção do Parque.

Estão previstos no projeto a restauração completa da igreja com imagens de santos construídos por artistas cearenses; reconstrução da casa onde morou o beato José Lourenço em alvenaria, pedra e barro a partir dos vestígios ainda existentes; a construção de um centro de Pesquisa Agrárias e Zoológicas do Semi-Árido; um anfiteatro nas proximidades da igreja; instalações adequadas para o turismo e os eventos ligados à cultura; reflorestamento do sítio; criação de pecuária; o cultivo de frutas e vegetais existentes na época. "Nas proximidades, há um assentamento do MST. A idéia é que eles possam usufruir também daquele terreno. Queremos recuperar a tecnologia de produção que era usada no Caldeirão", ratifica Auto Filho.

http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/825128.html


Até 31/10 :: Exposição Inferno de Dante :: Sesc Crato


O INFERNO DE DANTE
"Perdei toda a esperança ó vós que entrais."

O SESC Crato apresenta nesse mês de outubro a Exposição O Inferno de Dante do Artista Plástico Francisco dos Santos. O trabalho expressa de forma simples e marcante um dos clássicos mais importantes da literatura mundial, A Divina Comédia, em esculturas feitas nos padrões clássicos do renascimento.

As personagens principais da obra são Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa jornada, Virgilio.

O Artista Plástico Francisco dos Santos vivencia e dá realidade física a cada personagem, com esculturas clássicas ricas em detalhes e tamanhos expressivos.

Acadêmico do curso de Artes Visuais pela Universidade Regional do Cariri – URCA, Francisco dos Santos, nasceu em Juazeiro do Norte, onde deu inicio aos primeiros experimentos com argila em 1996, através de uma oficina; desde então, vem estudando suas propriedades como também desenvolvendo pesquisas no âmbito da cerâmica.

Francisco trabalha em seu ateliê Shanadú, na cidade de Juazeiro, onde ministra aulas de desenho pintura, escultura, realizando também oficinas para diversas instituições como, SESC, SENAC, CCBNB e SOAFAMC.

SERVIÇO:

Exposição "O Inferno de Dante"

do Artista Plástico Francisco dos Santos

de 07 a 31 Outubro de 2008 – de 8h às 20h

Galeria do SESC Crato.

VERNISSAGE

Dia 07 às 19h – com uma conversa com o Professor Maércio Lopes e o Artista Plástico Francisco dos Santos sobre a obra literária e o processo de criação das esculturas.

+ informações:

(88) 3523.4444


Convênio de R$ 30 mi garante obras no Crato

O anúncio do convênio com o Banco Mundial foi feito ontem. Várias obras de infra-estrutura serão concretizadas

Crato. A Prefeitura Municipal do Crato e o Governo do Estado assinaram convênio com o Banco Mundial, no valor de R$ 30 milhões, destinado à construção de obras de infra-estrutura, entre as quais, a proteção do morro do Seminário, aterro sanitário consorciado, recuperação das seis principais praças e construção do Centro de Convenções.

O anúncio foi feito ontem, durante entrevista na Rádio Educadora do Cariri pelo prefeito reeleito, Samuel Araripe. Estes projetos, segundo ele, fazem parte do Plano Diretor e Plano de Requalificação Urbana do Crato. O mais importante deles é a proteção da encosta do Bairro do Seminário.

De acordo com o projeto, será revitalizada a vegetação da encosta com o objetivo de evitar a erosão do morro. Na parte de cima será entupido o chamado “vulcão”, um grande buraco, com cerca de 20 metros de profundidade e mais de 200 metros de extensão que aumenta a cada ano em decorrência das chuvas.

Será corrigida também uma nova voçoroca, desmoronamento oriundo de erosão subterrânea causada por águas pluviais, que nasce em frente ao Seminário São José. O projeto prevê a retirada de seis famílias que moram na área de risco. Finalmente, na parte de cima, será construída uma grande avenida, acompanhando o contorno do morro.

Centro

Além da recuperação da seis principais praças do Crato, com a finalidade de fortalecer a infra-estrutura turística da cidade, o convênio vai possibilitar a construção do Centro de Convenções, uma obra que foi prometida pelo então governador Lúcio Alcântara e reafirmada pelo atual governo do Ceará. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Crato, Geraldo Pinheiro, ainda não saiu do papel.

O prefeito informou que a Prefeitura já disponibilizou o terreno. O Centro de Convenções será localizado na Avenida Padre Cícero, que liga Crato a Juazeiro, ao lado do trevo de entrada do terminal da Petrobras. “Ficou acertado com o Secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, que o terreno é a contrapartida da Prefeitura, garantiu o prefeito.

Aterro sanitário

O quarto projeto é o aterro sanitário consorciado entre Crato, Juazeiro e Barbalha, que estão despejando toneladas de lixo em aterros controlados de sobrevida reduzida. Os aterros sanitários são construídos, na maioria das vezes, na periferia das cidades, o que tem gerado mau cheiro e risco de contaminação do solo e de águas subterrâneas.

O prefeito lembra que existem, atualmente, normas rígidas que regulam a implantação de aterros sanitários. Estes devem possuir um controle da quantidade e tipo de lixo, sistemas de proteção ao meio ambiente e monitoramento ambiental. Os aterros sanitários são importantes, pois solucionam parte dos problemas causados pelo excesso de lixo gerado nas três cidades do Cariri.

O prefeito Samuel Araripe garantiu que das obras a serem realizadas, pelo menos, o Centro de Convenções será licitado ainda este ano. Já os outros projetos serão executados no início de 2009.

Antônio Vicelmo
Repórter


Mais informações:
Prefeitura Municipal do Crato
Largo Júlio Saraiva - Centro
(88) 3521.7069
(88) 3521.8969
(88) 3521.8112

Para reflexão: 2 notas sobre a crise


"O Estado de S. Paulo", edição de 05/10/08.

CREDOR

O Brasil já é o quarto maior credor individual dos Estados Unidos (EUA). O País tem US$ 148 bilhões em títulos do tesouro americano. Só é ultrapassado pelo Japão, com US$ 593,4 bilhões, pela China, US$ 518 bilhões, e Grã Bretanha, US$ 280 bilhões.Em apenas um ano, o Brasil comprou US$ 77,8 bilhões, mais do que o Fundo Monetário Internacional (FMI) nos emprestou em todos os tempos.
Esses títulos são o investimento mais seguro do mundo. Estamos longe de temer um calote americano.Com o desencadear da crise, a remuneração dos papéis caiu para praticamente zero, devido à grande demanda gerada com a busca de segurança pelos investidores.Todavia, o aumento da dívida dos Estados Unidos, em razão da crise, já desperta alguma preocupação quanto à excessiva exposição em dólar.
Embora a situação seja confortável, países como a Índia e a Rússia já diversificam seus investimentos. A Rússia está com cerca de 45% de suas reservas denominadas em dólar, e a Índia com 40%.A China, uma das maiores financiadoras do deficit americano, tem muitos títulos da Fannie Mae e da Freddie Mac, agências socorridas pelo Governo para evitar o calote.O crescimento da participação do Brasil na carteira de financiadores do deficit americano é um fenômeno relativamente novo, pois data dos últimos cinco anos.A participação brasileira na liga de grandes credores deverá ser mais notada, merecendo maior atenção futura do Governo dos Estados Unidos.


"Diário do Nordeste", 9 de outubro de 2008

Dólar vendido a R$ 2,60 em casas de câmbio

Ontem, a moeda norte-americana chegou a ser vendida a R$ 2,60 em casas de câmbio da Capital cearenseA variação do câmbio na relação entre os preços de compra e de venda do dólar turismo e do euro frente ao real chegou a superar os 30%, nas casas de trocas de moedas em Fortaleza. Na tarde ontem, o valor de venda da moeda norte-americana para o consumidor pessoa física chegou a R$ 2,60, contra R$ 2,00, para compra, com margem de 30%.
Já a moeda européia chegou a ser vendida a R$ 3,55 e comprada por R$ 2,70, com diferença de 31,5%. Entre algumas casas de câmbio e ´doleiros´— pessoas físicas que atuam comprando e vendendo no mercado paralelo—, a diferença também é grande. Os preços nas casas oficiais, autorizadas pelo Banco Central para operar com câmbio, o valor de compra variou ontem, de R$ 1,92, por dólar, na Confidence, e a R$ 2,00, na Sadoc Câmbio e Turismo e na TourStar.
Enquanto isso, o mercado paralelo chegou a pagar até R$ 2,10, com diferença de 9,37%, entre os preços de compra no mercado local. Segundo o operador de Câmbio da Sadoc Câmbio e Turismo, Avelange Silveira, a elevada diferença entre as margens ocorre, no momento, como forma de precaução e redução de riscos de perdas, diante da grande variação da moeda americana, após o ´crack´ do mercado imobiliário ianque e da atual crise global, no mercado financeiro.