08 outubro 2008

O FATOR DEUS

Postado por - João Ludgero
Autor: José Saramago
Algures na Índia. Uma fila de peças de artilharia em posição. Atado à boca de cada uma delas há um homem. No primeiro plano da fotografia um oficial britânico ergue a espada e vai dar ordem de fogo. Não dispomos de imagens do efeito dos disparos, mas até a mais obtusa das imaginações poderá "ver" cabeças e troncos dispersos pelo campo de tiro, restos sanguinolentos, vísceras, membros amputados. Os homens eram rebeldes. Algures em Angola. Dois soldados portugueses levantam pelos braços um negro que talvez não esteja morto, outro soldado empunha um machete e prepara-se para lhe separar a cabeça do corpo. Esta é a primeira fotografia. Na segunda, desta vez há uma segunda fotografia, a cabeça já foi cortada, está espetada num pau, e os soldados riem. O negro era um guerrilheiro. Algures em Israel. Enquanto alguns soldados israelitas imobilizam um palestino, outro militar parte-lhe à martelada os ossos da mão direita. O palestino tinha atirado pedras. Estados Unidos da América do Norte, cidade de Nova York. Dois aviões comerciais norte-americanos, seqüestrados por terroristas relacionados com o integrismo islâmico lançam-se contra as torres do World Trade Center e deitam-nas abaixo. Pelo mesmo processo um terceiro avião causa danos enormes no edifício do Pentágono, sede do poder bélico dos States. Os mortos, soterrados nos escombros, reduzidos a migalhas, volatilizados, contam-se por milhares.As fotografias da Índia, de Angola e de Israel atiram-nos com o horror à cara, as vítimas são-nos mostradas no próprio instante da tortura, da agônica expectativa, da morte ignóbil. Em Nova York tudo pareceu irreal ao princípio, episódio repetido e sem novidade de mais uma catástrofe cinematográfica, realmente empolgante pelo grau de ilusão conseguido pelo engenheiro de efeitos especiais, mais limpo de estertores, de jorros de sangue, de carnes esmagadas, de ossos triturados, de merda. O horror, agachado como um animal imundo, esperou que saíssemos da estupefação para nos saltar à garganta. O horror disse pela primeira vez "aqui estou" quando aquelas pessoas saltaram para o vazio como se tivessem acabado de escolher uma morte que fosse sua. Agora o horror aparecerá a cada instante ao remover-se uma pedra, um pedaço de parede, uma chapa de alumínio retorcida, e será uma cabeça irreconhecível, um braço, uma perna, um abdômen desfeito, um tórax espalmado.
Mas até mesmo isto é repetitivo e monótono, de certo modo já conhecido pelas imagens que nos chegaram daquele Ruanda-de-um-milhão-de-mortos, daquele Vietnã cozido a napalme, daquelas execuções em estádios cheios de gente, daqueles linchamentos e espancamentos daqueles soldados iraquianos sepultados vivos debaixo de toneladas de areia, daquelas bombas atômicas que arrasaram e calcinaram Hiroshima e Nagasaki, daqueles crematórios nazistas a vomitar cinzas, daqueles caminhões a despejar cadáveres como se de lixo se tratasse. De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta aos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus. Já foi dito que as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana. Ao menos em sinal de respeito pela vida, devíamos ter a coragem de proclamar em todas as circunstâncias esta verdade evidente e demonstrável, mas a maioria dos crentes de qualquer religião não só fingem ignorá-lo, como se levantam iracundos e intolerantes contra aqueles para quem Deus não é mais que um nome, o nome que, por medo de morrer, lhe pusemos um dia e que viria a travar-nos o passo para uma humanização real. Em troca prometeram-nos paraísos e ameaçaram-nos com infernos, tão falsos uns como os outros, insultos descarados a uma inteligência e a um sentido comum que tanto trabalho nos deram a criar. Disse Nietzsche que tudo seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o pior, principalmente o mais horrendo e cruel. Durante séculos a Inquisição foi, ela também, como hoje os talebanes, uma organização terrorista que se dedicou a interpretar perversamente textos sagrados que deveriam merecer o respeito de quem neles dizia crer, um monstruoso conúbio pactuado entre a religião e o Estado contra a liberdade de consciência e contra o mais humano dos direitos: o direito a dizer não, o direito à heresia, o direito a escolher outra coisa, que isso só a palavra heresia significa.E, contudo, Deus está inocente. Inocente como algo que não existe, que não existiu nem existirá nunca, inocente de haver criado um universo inteiro para colocar nele seres capazes de cometer os maiores crimes para logo virem justificar-se dizendo que são celebrações do seu poder e da sua glória, enquanto os mortos se vão acumulando, estes das torres gêmeas de Nova York, e todos os outros que, em nome de um Deus tornado assassino pela vontade e pela ação dos homens, cobriram e teimam em cobrir de terror e sangue as páginas da história.
Os deuses, acho eu, só existem no cérebro humano, prosperam ou definham dentro do mesmo universo que os inventou, mas o "fator deus", esse, está presente na vida como se efetivamente fosse o dono e o senhor dela. Não é um Deus, mas o "fator Deus" o que se exibe nas notas de dólar e se mostra nos cartazes que pedem para a América (a dos Estados Unidos, e não a outra...) a bênção divina. E foi no "fator Deus" em que o Deus islâmico se transformou, que atirou contra as torres do World Trade Center os aviões da revolta contra os desprezos e da vingança contra as humilhações. Dir-se-á que um Deus andou a semear ventos e que outro Deus responde agora com tempestades. É possível, é mesmo certo. Mas não foram eles, pobres Deuses sem culpa, foi o "fator Deus", esse que é terrivelmente igual em todos os seres humanos onde quer que estejam e seja qual for a religião que professem, esse que tem intoxicado o pensamento e aberto as portas às intolerâncias mais sórdidas, esse que não respeita senão aquilo em que manda crer, esse que depois de presumir ter feito da besta um homem acabou por fazer do homem uma besta.Ao leitor crente (de qualquer crença...) que tenha conseguido suportar a repugnância que estas palavras provavelmente lhe inspiraram, não peço que se passe ao ateísmo de quem as escreveu. Simplesmente lhe rogo que compreenda, pelo sentimento de não poder ser pela razão, que, se há Deus, há só um Deus, e que, na sua relação com ele, o que menos importa é o nome que lhe ensinaram a dar. E que desconfie do "fator Deus". Não faltam ao espírito humano inimigos, mas esse é um dos mais pertinazes e corrosivos. Como ficou demonstrado e desgraçadamente continuará a demonstrar-se.

Comunicado: Rádio Chapada do Araripe volta na Segunda-Feira

Rádio Chapada do Araripe volta na Segunda-Feira

Olá, Pessoal,

Por motivos de manutenção, informamos que a Rádio Chapada do Araripe sairá do ar hoje, quinta-feira, e só retornará na Segunda-feira, dia 13 de Outubro. Apenas 4 dias, mas sei que muita gente sentirá falta da nossa estação. Estaremos de volta em breve!

Abraços,

Dihelson Mendonça

DATAS COMEMORATIVAS


Dia do Nordestino

"Exaltação ao Nordeste"

Eita,Nordeste da peste,
Mesmo com toda sêca
Abandono e solidão,
Talvez pouca gente perceba
Que teu mapa aproximado
Tem forma de coração.

E se dizem que temos pobreza
E atribuem à natureza,
Contra isso,eu digo não.
Na verdade temos fartura
Do petróleo ao algodão.
Isso prova que temos riqueza
Embaixo e em cima do chão.
Procure por aí a fora
"Cabra" que acorda antes da aurora
E da enxada lança mão.
Procure mulher com dez filhos
Que quando a palma não alimenta
Bebem leite de jumenta
E nenhum dá pra ladrão
Procure por aí a fora
Quem melhor que a gente canta,
Quem melhor que a gente dança
Xote,xaxado e baião.
Procure no mundo uma cidade
Com a beleza e a claridade
Do luar do meu sertão.

(Autor: Luiz Gonzaga de Moura)


Hoje é o dia do nordestino, dia de um povo obstinado,determinado, acostumado a fazer das adversidades motivo de alegria, de esperança , de orgulho.Que um dia possamos comemorar essa data, não com a imagem de fome, desespero, despreparo,como nos veem, equivocadamente outras regiões.Queremos ser vistos como pessoas capacitadas, preparadas intelectual e moralmente.Como profissionais altamente qualificados que deixam sua casas, pais, filhos, familiares, levando progresso, riqueza, desenvolvimento para outras regiões.Esse subscritor faz questão de dizer sua origem, pricipalmente quando escuta frases preconceituosas, pois a mudança cabe a cada um de nós nordestinos - e aqui não me refiro somente àqueles que tem "estudo" , reporto-me a todos os nordestinos - não importa se estamos ai , aqui, na Europa, na China, etc, o que é importa é levantarmos a bandeira da dignidade, do respeito e acima de tudo do orgulho de ser NORDESTINO.Viva todos nós.

Luiz Cláudio Brito de Lima

Mensagem de Agradecimento ao Povo do Crato - Samuel e Mônica Araripe

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Gostaríamos de aqui agradecer à todas as pessoas que percorreram essa longa caminhada conosco, e acreditaram em nossas propostas como o meio mais verdadeiro para se obter o progresso e o bem-estar do nosso povo. Podemos hoje comemorar essa grande vitória, que foi muito dura, porém maior ainda era nossa determinação, coragem e a certeza de que estávamos no rumo certo. Formou-se um verdadeiro exército de pessoas entusiasmadas, e quando o ser humano forma um grupo coeso, com um propósito verdadeiro, e esse grupo de baseia na confiança e na honestidade, ele com certeza atingirá os seus objetivos.

Portanto, quero aqui agradecer ao povo do Crato que nos garantiu essa vitória nas urnas, e ao mesmo tempo reafirmar os compromissos que assumimos de cada vez mais trabalhar em prol dessa cidade que tanto amamos, e conduzi-la ao status de altivez e soberania em toda a região, de onde ela jamais poderia ter saído nas décadas passadas. A história e as tradições do nosso povo nos mostra que somos guerreiros inatos, desde que somos descendentes dos guerreiros kariris, povo que tão bem soube defender seu território e a sua honra.

Nestes tempos de mudanças, quero conclamar todo o povo do Crato para outra grande jornada rumo ao progresso, agora que não somos apenas os eleitores de "Samuel Araripe e Raimundo Filho". Somos toda a população do Crato. Não sou o prefeito de alguns Cratenses, mas de todos os Cratenses. Passadas as eleições, deixemos agora de lado o partidarismo, e demos as mãos em torno de um ideal comum: o bem-estar da nossa cidade. É tempo de juntos, construir nosso futuro, e esse será brilhante, como o sol que brilha na nossa querida e bela Chapada do Araripe. Agora somos um só povo, uma só mente, todos empenhados no bem-estar e certamente, em melhorias substanciais e perenes para todo o povo do Crato.

Obrigado a todos. Continuemos a nossa luta.
Se nossos ideais são nobres, já começamos a jornada vitoriosos.

Samuel Araripe e Mônica Araripe
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Não consigo usar lentes


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Desde cedo, muito cedo mesmo, meus pais perceberam minha dificuldade em abrir o olho esquerdo na “presença” do sol. Quando ainda nenenzinho de berço, durante os adoráveis banhos de sol que eu fazia na companhia da mamãe, as amigas mais chegadas interrogavam-na sobre isso:

– Leve-o ao oculista – diziam todas num harmonioso apelo uníssono.

– Coitadinho! Deve ser horrível ficar o tempo todo com o olhinho esquerdo fechado, não é bebê!? – interpelava uma outra enquanto puxava minhas bochechas. Não sei se o que sentia, à época, era raiva, mas certamente chorava muito quando faziam isso. Que mania têm as mulheres de se acharem donas dos corpinhos e das bochechas das crianças! Será que nunca atinaram sobre a possibilidade real de dor que esses carinhos provocam!?...

Aos dois anos, aproximadamente, fui levado ao meu primeiro exame óptico e conheci meu primeiro oftalmologista. O cidadão médico falou para os meus pais que eu era míope e que também sofria de astigmatismo. Não me deterei aos termos peculiares da profissão branca, mas devo ter adorado as palavras bonitas do senhor cidadão doutor: astigmatismo. Não é uma lindíssima palavra? A partir de então comecei minha árdua caminhada de portador de óculos!

Criancinha ingênua e pura – dentro das limitações humanas – não ligava para o novo artefato que ornamentava minha face, ignorava mesmo! Só não gostava de ficar o tempo todo levantando o desgramado dos óculos que insistiam em escorregar pelo nariz... Que raiva!

Três anos, quatro anos, cinco anos... À medida que a natureza agia em mim, as brincadeirinhas e as piadinhas também cresciam:

Era alvo de alcunhas que me chateavam à beça: “Ei, ceguinho!” – Esse era o apelido mais chato que me davam. Não suportava ouvir essas palavras... “Quatro olho!” Diziam outros. Uma vez briguei por causa desse tal de quatro olho... O garoto se deu mal por causa disso. “Perdoe. Não tenho esmolas, ceguinho...”

Veio a adolescência e os lampejos de menino-homem mostraram sua cara. Os complexos surgiram, estavam à flor da pele.

Tecnologia: que maravilha! Vivíamos a febre das lentes de contato que invadiam o mercado brasileiro. Por todos os lados, víamos falsas loiras, com seus falsos olhos azuis... Impressionavam mesmo! Para os íntimos, eram mulheres vulneráveis, fúteis – que preconceito tolo; para os desconhecidos, pedaços de mulher, “meio mundo de bom”, como dizem os interioranos.

Não podia ficar alheio. Fui, então, agora sozinho, ao oculista. Já era o quarto ou quinto desde o meu primeiro contato com a bengala visual. Uma jovem muito bonita – de olhos azuis – veio atender-me:

– O que o senhor deseja?

Adorei ter sido chamado de senhor. Senti-me importante... Senhor... Legal... Gostei.

– Experimentar algumas lentes. Respondi, por fim, todo cheio. – Gostaria de usar lentes e me falaram que temos que passar por um período de adaptação.

– Exato, senhor! Entre, por favor!

No primeiro dia, consegui, com dificuldades, colocar a lente do olho direito. No segundo dia também. A do olho esquerdo, porém, não dava certo de jeito nenhum. Por mais que a moça tentasse posicioná-la, nada – a lente não “entrava”. No quinto dia, desisti.

A bela jovem de olhos azuis tentou de todos os jeitos convencer-me do contrário. Fui levado à médica que me explicou que o meu tipo de problema exigia lentes siliconadas, pois eram menores. Hoje nem sei se ainda existem. Explicou-me, muito calmamente, que as lentes gelatinosas não eram aconselháveis para o meu caso, apesar de uma adaptação mais fácil. Não houve jeito.

De óculos novos, lá ia eu para novas piadinhas e torturas psicológicas. Creio ter superado tudo: as reações instintivas das gozações que sofria, os complexos que me afligiam quando da necessidade de relacionar-me com outras pessoas. Não sei se estou de todo curado, mas melhorei muito. Até casei!

Agora, já homem feito, tive necessidade de uma nova consulta. O doutor, como todos os anteriores, limitou-se ao tradicional:

– Sente aqui. Agora diga as letras. É melhor assim ou assim?

– O primeiro.

– Assim ou assim?

– O segundo.

– Enxerga melhor no verde ou no vermelho?

– No vermelho.

– E agora? É melhor assim ou assim?

– O primeiro.

Pega o receituário. Tentei ler o que escrevia, mas minha miopia e a caligrafia caricata dos punhos hipocráticos não me permitiram ler nada. Por que os oftalmologistas não gravam uma fita com as perguntas básicas? Talvez fosse mais legal!... “Melhor assim ou assim?...” “O primeiro ou o segundo?...” Deve ser horrível pra eles fazerem sempre as mesmas perguntas! Com dez anos de profissão, fazendo sempre as mesmas perguntas... Sei não! Deve ser um tédio isso! Sai a sentença:

– Você usará lentes fotocromáticas. Outro nome bonito.

– Doutor, posso fazer uma pergunta?

– Sim.

– Eu uso óculos desde os dois anos e nunca consegui enxergar direito com o olho esquerdo, mesmo usando óculos. Isso é normal? O senhor pode olhar isso ou eu tenho que pagar por outra consulta?

– Não. Faz parte do exame. Vamos olhar. Sente na cadeira novamente. Olhe para frente. Olhe para a luz – ele se aproxima de mim com um aparelhinho que emite uma luz.

Examina o outro olho.

– Olhe para frente. Agora olhe para a luz.

Fico confuso. Meu Deus! Que exame louco! Penso. Essa luz batendo diretamente nos meus olhos. Será que ele esqueceu que sofro de astigmatismo? Esse médico é doido! Já estava quase levantando da cadeira para sair correndo quando, por fim, sai a outra sentença:

– É. Você tem um desvio no olho esquerdo. Você tem apenas oitenta e cinco por cento da visão com ele. Se tivesse operado até os seis ou sete anos, talvez tivesse corrigido.

– Eu uso óculos desde os dois anos, doutor.

– Se tivesse falado antes talvez alguém tivesse percebido.

– Ah, eu é que devia ter falado. O erro foi meu que não pedi uma luzinha antes. Então eu, criancinha, aos dois anos, com um problema que tem cirurgia corretiva até os sete anos já deveria ter dito ao médico que não enxergava bem, porque havia um desvio no olho esquerdo...

– Mas está estável. Não evoluirá mais, aparentemente.

– Entendo. E por que eu não consigo usar lentes, doutor? Nunca me adaptei. Tentei algumas vezes, mas a do olho esquerdo não “entra”.

– Isto é raro, mas acontece. Algumas pessoas têm bastante sensibilidade e não se adaptam.

– Sei.

Quem sabe, daqui a alguns anos uma nova luzinha me possibilite realizar esse sonho.



Do meu livro 'Crônicas e mais um conto'.


Nijair Araújo Pinto

Major do Corpo de Bombeiros

Especialista em Matemática

Adesguiano

Escritor

Compositor

Estudante de Enga Civil – UFC

Acadêmico de Direito – URCA


Meu pensamento do dia:

A poesia é um manto escuro aos olhos dos insensatos. Todos percebem o vulgar; apenas os iluminados, a poesia.

(Nijair)

Carta do Leitor - Festa de Nossa Senhora do Rosário


Prezado Dihelson,

Hoje 7 de Outubro, foi o dia de Nossa Senhora do Rosario, e todos os anos minha mãe Edistia Abath Pereira paroquiana da matriz N S da Penha, distribui uma media de 500 terços, e e a zeladora do altar da N S do rosario aí na Sé. Solicito que faça uma entrevista com ela, que mora na Rua Jose Carvalho 280, em frente ao Moderno. Eu sou a Teresa Abath, e moro em Brasilia, leitora assidua do seu Blog.

Um abraço,

Teresa Abath
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SESC Crato - Exposição O Inferno de Dante do Artista Plástico Francisco dos Santos



O INFERNO DE DANTE
“Perdei toda a esperança ó vós que entrais.”

O SESC Crato apresenta nesse mês de outubro a Exposição O Inferno de Dante do Artista Plástico Francisco dos Santos. O trabalho expressa de forma simples e marcante um dos clássicos mais importantes da literatura mundial, A Divina Comédia, em esculturas feitas nos padrões clássicos do renascimento. As personagens principais da obra são Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa jornada, Virgilio. O Artista Plástico Francisco dos Santos vivencia e dá realidade física a cada personagem, com esculturas clássicas ricas em detalhes e tamanhos expressivos. Acadêmico do curso de Artes Visuais pela Universidade Regional do Cariri – URCA, Francisco dos Santos, nasceu em Juazeiro do Norte, onde deu inicio aos primeiros experimentos com argila em 1996, através de uma oficina; desde então, vem estudando suas propriedades como também desenvolvendo pesquisas no âmbito da cerâmica. Francisco trabalha em seu ateliê Shanadú, na cidade de Juazeiro, onde ministra aulas de desenho pintura, escultura, realizando também oficinas para diversas instituições como, SESC, SENAC, CCBNB e SOAFAMC.

SERVIÇO:

Exposição “O Inferno de Dante” do Artista Plástico Francisco dos Santos
de 07 a 31 Outubro de 2008 – de 8h às 20h
Galeria do SESC Crato.

Enviado por Tânia Peixoto
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