07 outubro 2008

Onde estão os novos poetas?


Sem conseguir figurar entre os nomes de grandes editoras, muitos dos jovens autores de poesia encontram abrigo na internet e em pequenas casas editorias. Essa nova geração parece enfrentar o mesmo problema das anteriores: ter de trilhar caminhos alternativos para divulgar sua arte

Por Sheyla Miranda


Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, mestres da poesia brasileira e nomes-chave do movimento modernista, são apostas editoriais até hoje. Para o final deste ano, por exemplo, a editora Record projeta uma reunião de poemas sobre o Natal e a época de fim de ano assinados por Drummond. Segundo a diretora da Record, Luciana Villas Boas, investir em uma obra de Drummond é um ótimo negócio editorial, porque vende. E muito. Mas, no que se refere à edição de poetas inéditos, o cenário não é tão favorável: "O livro de poesia dificilmente vende quantidades expressivas, a ponto de justificar a publicação. Colocar no mercado nomes desconhecidos é praticamente impossível do ponto de vista econômico", explica Luciana.

De que modo se organizam, então, os novos poetas? Em parte, como faziam na década de 1970 e até mesmo antes, quando autores iniciantes trabalhavam em edições caseiras, que eram enviadas às editoras ou vendidas de porta em porta. Alguns autores contemporâneos persistem na auto-edição, mas a maioria migrou para empresas de pequeno porte, que se proliferaram nos início dos anos 80 e hoje são pólos fundamentais de divulgação do trabalho dos poetas.

Mariana Ianelli, poeta paulistana que publicou o primeiro livro em 1999, aos 20 anos, é exemplo desse movimento. Vencedora do Prêmio da Fundação Bunge para Poesia 2008 e considerada uma das mais talentosas escritoras da nova geração, a autora publicou seus cinco livros pela Iluminuras. "Tive o privilégio de apresentar meu livro a um editor que confiou no meu trabalho sem a prerrogativa do 'sucesso de venda', ou seja, alguém que apostou na poesia, independentemente do seu êxito ou fracasso comercial", relata Mariana.

Para ela, a importância dessas pequenas editoras para poetas iniciantes é indiscutível, já que muitos nomes publicados pela Iluminuras ou pela carioca 7Letras foram mais tarde encampados por empresas de maiores, quando se tornaram conhecidos do público. Frederico Barbosa, poeta, editor de livros e diretor do centro cultural Casa das Rosas, de São Paulo, também destaca a importância dessas casas, mas levanta a seguinte questão: "Ainda hoje, mais de 80% dos livros de poesia publicados são financiados pelo próprio autor. Algumas editoras até publicam, mas quem paga o investimento é o poeta. Isso é um grande mal, porque gera um problema de distribuição. A editora, que não financiou a obra, não paga para que seja distribuída".

Em alternativa a esse quadro, tanto Frederico quanto Mariana apontam a internet como o principal caminho para que os poetas levem a público suas criações. "A internet pode suprir o descrédito por parte das grandes editoras. Para quem está começando, talvez seja mais do que uma simples estratégia de veiculação, já que facilita o debate, a troca de impressões", opina Mariana. Para Frederico, há tempos a rede se tornou, de longe, a melhor forma de divulgar poesia. "É um ambiente democrático tanto para quem quer mostrar seu trabalho quanto para os que estão interessados em poesia".

Mesmo com o grande alcance dos blogs e das revistas eletrônicas, alguns escritores consideram imprescindível que seu poema seja impresso. Citada por Mariana, a poeta Débora Tavares, que mantém uma página há anos, nunca conseguiu reunir seus poemas em uma publicação tradicional. É também o caso da poeta Valéria Tarelho, uma escritora " impressionante, dessa leva de poetas que usam a internet como meio de divulgação", conta Frederico, que descobriu a autora navegando pela rede. A internet funciona, portanto, como mais um recurso para que as carreiras dos jovens poetas continuem a ser construídas como no passado: por vias alternativas, à margem do grande mercado editorial.


Revista "BRAVO!"

Dr. Raimundo Borges, 101 anos, relembra disputas históricas.

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Raimundo Borges é a mais lúcida testemunha das eleições no Cariri do século passado (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

Crato. Com 101 anos, 20 livros publicados, a maioria sobre Direito e assuntos regionais, o advogado Raimundo de Oliveira Borges é, sem dúvida, a mais lúcida testemunha das eleições realizadas no Cariri no século passado. Como promotor de Justiça, candidato a deputado estadual e a prefeito de Caririaçu, sua terra natal, acompanhou os principais embates eleitorais da região.

Os coronéis de ontem, segundo Borges, foram substituídos pelos políticos aventureiros de hoje que, com os bolsos cheios de dinheiro, tentam comprar — e muitas vezes conseguem — a consciência do eleitorado e violam os códigos morais e legais em nome de um suposto pragmatismo.

“Com seus discursos demagógicos jogam na lata do lixo as esperanças dos eleitores que acreditaram em suas promessas”, observa. Borges diz que é melhor recordar nostalgicamente o passado do que se irritar “com o lamaçal em que se transformou a atual política e politicagem brasileiras”.

O advogado lamenta a constante corrupção e violência geradas pela disputa eleitoral principalmente nas cidades pequenas, onde grupos políticos se digladiam, às vezes, numa luta fratricida, em busca do poder. Ele lembra que, antigamente, o voto era dado na presença dos chefes políticos. “Era o voto da lealdade, da confiança, não havia traição”.

Os chefes políticos eram amigos entre si. No Crato, por exemplo, os caciques da União Democrática Nacional (UDN) do Partido Social Democrata (PSD) Filemon Teles, Antônio de Alencar Araripe, Joaquim Fernandes Teles, José Horácio Pequeno e, mais recentemente, Pedro Felício Cavalcanti não alimentavam inimizades. Depois da eleição, era de praxe cumprimentar os vencedores.

Naquela época não havia comícios e, muito menos, a compra de votos. Esta prática, conforme Borges, só chegou por aqui depois do período em que marcou a ditadura na Era Vargas. A compra de votos por parte de “políticos alienígenas” acabou com as lideranças regionais, segundo considera. O Crato perdeu grandes e competentes lideranças como Antônio de Alencar Araripe e Wilson Gonçalves, que marcaram sua presença no cenário político.

Comemoração

O dia da eleição era uma festa. Os eleitores, de roupa nova, se concentravam nas casas dos chefes políticos, os chamados “currais eleitorais”. Era o dia de “tirar a barriga da miséria”, com o farto almoço que era oferecido. Hoje, as pesquisas eleitorais acabaram com o encanto da apuração. Hoje já se sabe, com antecedência, quem será eleito. “Antigamente, no dia seguinte ao pleito, era aberta a primeira urna. O resultado era liberado vagarosamente. Parecia o final de uma Copa do Mundo”, compara.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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O embargo das barricadas


Fui demitido sumariamente! Sem justa causa! A esperança me deu um pé na bunda sem pagar nenhum direito trabalhista e sem vestígios legais do seguro desemprego. Agora tenho uma família preste a ser esfarrapada. Estou demitido, mas sou trabalhador. A conspiração me espera. Ela é a última que morre. ”Busco agora um trabalho não assalariado, mas apaixonado”. Procuro pelas barricadas que urgem serem erguidas repentinamente com os paralelepípedos da restauração e à luz da igualdade.

Sou adepto da revolução. Aquela que atira, queima e bane. Aquela que troca o perdão pelo extermínio no paredão de fuzilamento. Sem crises espirituais, sem pirataria existencial ou culpas humanistas, venero uma horda selvagem armada até os dentes pelo bem comum e que espuma pelo canto da boca o refazer. A minha herança está selada pelo carimbo da rejeição, está protocolada nos arquivos das margens desse esgoto poderoso que corre a céu aberto, cheio de solenidades, em nome da microfísica do poder. Mas eu luto.

Vasculho as ruas e esquinas. Quero encontrar os levantes dos deserdados. A ira irrevogável dos terceirizados é o meu objetivo. É disso que eu preciso. Empregar a minha força de trabalho - o único bem que eu tenho - na utopia de desintegrar o poder dos dominantes, o tapete e trucidar a sujeira debaixo dele, digo exterminar. As trincheiras devem ser habitadas pelos retalhados, pelas vítimas de tortura da miséria e por todos mitigados pelo poder. Vejo que as moscas e as larvas solidificam a fedentina do poder. Vejo que o poder é um arremedo de próteses. Mas não vejo as barricadas que procuro e nem aqueles vomitados pela abastança.

As guerrilhas travadas pelos votos estão decompostas, fatoradas ao mínimo denominador comum. Já disse Walter Benjamim e agora vejo que tomam posições atrás dos sacos de areia e dos escombros, “os pobres que usam luvas, aqueles que farão fortunas”, ao pedirem esmolas ao poder, tal qual o doutrinador Blanqui, com suas luvas pretas. O choro pelos cadáveres agora é de lágrimas inférteis. O eleito e o não eleito são os mesmos. É quando reina a tréplica da réplica. As armas estão municiadas com balas de festim. O silêncio armou o seu concreto, fez uma blindagem para proteger a ditadura das malfeitorias, enquanto o povo ajeita a maquiagem diante do espelho, é hora de brilhar. O cinismo satânico é um belo adereço de carnaval.

Satã está sendo satirizado. Diante da institucionalização da roubalheira política, satã perdeu os dentes e a maestria da vileza. Sua capa vermelha está sendo replicada, virou arte de consumo. O seu sorriso devastador ilustra calendários de borracharias suburbanas. Seu vozeirão radioativo pode ser escutado em discos piratas de bandas impostoras de metal evangélico de pouco mais de dois reais. O poder pode ser derrubado, mas vai se recompor em seus fragmentos, como vilões alienígenas de filmes classe b. É quando o mesmo muda para ser ele mesmo, sem economia de fragmentos ou descontinuidades.

Das barricadas surge então a maior e mais poderosa prostituta do universo: a corrupção. Marx escreveu em “O Dezoito Brumário”: “Quando os puritanos protestaram contra a vida depravada dos papas..., o cardeal Pierre d’Aill trovejou contra eles: - Só o diabo em pessoa ainda pode salvar a Igreja católica, e vós exigis anjos!...” Só o roubo à propriedade, o perjúrio à religião, a bastardia à família, a desordem à ordem, podem salvar a sociedade - escrevia o pensador àquela época. Assim também é com a sociedade brasileira nessas eleições municipais. O satã pós-moderno demitiu a esperança, que chorosa molha a calcinha de tanto soluçar.

Agora, diante de papéis amassados, de bocas de urnas canastronas, de fiscalizações de compadres, conchaves de última hora e euforias dissimuladas pela vitória da honra, da família e do patrimônio público, andamos os três, com a desolação depressiva de uma demissão implacável: eu, a esperança e a revolução. Enquanto isso, Marx toma um cafezinho ali, recolhido ao passado.

O quase monólogo de um insone



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São exatamente duas horas e cinqüenta e três minutos do dia trinta e um de outubro do ano de mil novecentos e noventa e nove, pleno domingo. Já perdi as contas do número de vezes que bolei de um lado para outro da cama, inutilmente, sem conseguir adormecer (na verdade de um meio lado da cama porque minha esposa guarnece muito bem a outra metade).

Sinto-me um noctívago estático que não vagueia na noite, mas pendula angustiado vendo-a passar: de um lado para o outro; do outro para um... Quem pendula sou eu. A noite apenas passa lentamente. Ah! Sono maldito que não vem!

Três horas e oito minutos. Às duas horas tive que acordar minha esposa para que ela desse 5ml de Celestamine à minha filhinha enferma – um sintomático contra reações alérgicas que, segundo o Senhor doutor médico, pode causar alergia. Sem comentários.

Ela levantou, foi ao banheiro, claro, fazer pipi. Acordou a criança que esperneou e chorou antes de tudo. Deu o remédio; foi à cozinha buscar a água solicitada pelo nenenzinho do papai adoentado e, incrível, já estão dormindo novamente.

Eu assisti a tudo calado e feliz. Esperava ter uma companheira para conversar. Tudo bem. Eu sei que não era hora de conversas. Que ficasse pelo menos acordada comigo! Afinal, somos um casal. Não me devia deixar às claras sozinho, não é verdade?

Três horas e quarenta e dois minutos. Dei uma rápida pausa a fim de venerar minha rinite alérgica. Aproveitei para tomar a medicamentosa trilogia homeopata: Hydrastis Composto, Allium Composta e Paulinea Composta.

Nossa! Esqueci que estamos no horário de verão... três horas e quarenta e nove minutos são, então, duas horas e... Ah! Meu Deus! Terei uma hora a mais de suplício até o dia amanhecer. Isso lá é hora e época de sentir insônia! Logo em dias de horário de verão!

O galo está cantando às quatro horas e trinta e quatro minutos. É doença de família mesmo. Eu sou Pinto, fazer o quê? Ao menos não estou acordado sozinho.

São seis horas da manhã. Minha filha está ensaiando um choro. Vou ver se está bem.

(Já no quarto)

Que cama gostosa. Deve ser maravilhoso adormecer tranqüilamente a noite inteira, ter um sono normal – pensei, observando mãe e filha bem adormecidas.

O sol é descoberto no horizonte e desabrocha lentamente. Aproveitarei a luz do dia a iluminar-me e sonharei que estou dormindo.

Sete horas da manhã. Minha esposa está despertando. Espreguiça-se:

– Bom dia! Dormiu bem, meu amor

Nijair Araújo Pinto

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’.

Meu pensamento do dia:
Complexas são as implicações da complexidade do meu ser.
(Nijair)

PESQUISA E INFLUÊNCIA ELEITORAL

Desde o advento da pesquisa eleitoral no Brasil que o assunto é controvertido. O mais comum é a manipulação realizada pela mídia a serviço de certas candidaturas ou autoras de projetos políticos. Os institutos se defendem com a flexibilidade do erro de toda amostragem, 3% acima ou abaixo o que, convenhamos, é uma bela margem de erro, ou seja, 6%. No embate em que não é incomum que as diferenças entre vitoriosos e derrotados ocorra numa margem muito menor que o erro, não deixa de ser compreensível a idéia que as pesquisas eleitorais sejam veículo de manipulação da vontade democrática e livre do eleitor. Não existe um cidadão que já tenha participado de eleições que um dia não tenha se sentido ludibriado pela vontade adversária como ventríloquo dos institutos de pesquisa, especialmente o IBOPE e DATA FOLHA. Num jogo de cinismo não raro em suas páginas, O Globo nos brinda com a chamada de uma matéria. Pesquisas: institutos erram e trocam acusações.

Nas eleições deste ano a rede Globo e o seu jornal chegaram ao extremo. Para falar do que se verificou nas principais capitais vou relatar o caso do Paulo Ramos, candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PDT. No primeiro mês de campanha o Paulo foi convocado á rede Globo para acertar detalhes dos debates promovidos pela emissora. Naquele momento o eleitor precisava informação para firmar suas convicções. Tratar o eleitor como boiada sendo tangida por amostras de pesquisas eleitorais é um ato antidemocrático. O eleitor precisa da informação do candidato, do seu programa político e dos princípios do seu partido. Eleição é isso: debate de idéias e não uma corrida de cavalos. Uma dinâmica por performance. E o quê queria o sistema Globo com o Paulo Ramos?

Queria que o Paulo abdicasse do direito de debate de suas idéias em torno de critérios dos Institutos de Pesquisa. A Globo só realizaria debate com cinco candidatos e no Rio eram 13 candidatos, sendo 10 de partidos com representação no Congresso Nacional. O Paulo não aceitou, aquilo era o fim da política e da democracia segundo nos disse. A Globo argumentava que debates com muitos candidatos perdem a eficiência e, então, o Paulo Ramos sugeriu dois debates em dias diferentes, com um número mais reduzido de candidatos escolhidos por sorteio em cada um dos programas de modo que todos candidatos mostrassem suas idéias. Como sabemos a TV Globo é uma concessão do Estado Nacional e esta instituição, Estado, é uma organização política do povo brasileiro.

A Globo não fez o debate em várias capitais pelo mesmo motivo. O eleitor perdeu uma janela de convicção e a Globo mais uma vez mostrou o vício do autoritarismo e do espírito pouco democrático que o oligopólio das comunicações lhe oferece. Agora voltemos aos critérios da matéria sobre a briga dos institutos em razão de seus erros. O Datafolha e o IBOPE erraram feio em vários lugares a ponto de um especialista no assunto, citado pelo jornal, Antonio Villa dizer: as pesquisas são fontes importantes para democracia, são parte do processo eleitoral. Podemos chegar a 2010 em uma situação de descrédito sobre as pesquisas de opinião, o que é muito negativo. E a fala dos institutos? Parece confissão de uma quadrilha se acusando quando são pego pela justiça.

Sobre o Rio de Janeiro o diretor do IBOPE acusa o Datafolha de criar a onda pró Gabeira. Segundo uma diretora do IBOPE o datafolha subiu a estratificação social da sua amostra para pegar mais a classe média onde se encontrava o voto Zona Sul do Gabeira e deste modo induzir a migração de votos dos candidatos de esquerda para o candidato de sua preferência. A idéia, na verdade executada pelo sistema Globo e pela Folha de São Paulo, visava retirar o Bispo Crivella do segundo turno. Assim, pela primeira vez, manipuladores se confessam em público.

Outra idéia, agora de inteira responsabilidade dos jornais, televisões e rádios é tratar as pesquisas como "prognósticos" e não como "tendências". Nestas duas palavras é que reside o conceito de manipulação como todos sentiam. Na verdade os meios de comunicação tratam a pesquisa como prognóstico, não falam em tendência, não criaram uma linguagem para tendência e nem para a enorme margem de erro. Isso é tão mais verdade ao se retornar ao caso Paulo Ramos: o sistema Globo queria que ele entregasse seus pontos políticos para os "prognósticos" do IBOPE que afinal é um velho cliente do mesmo sistema.

O mais grave de toda a manipulação do sistema Globo é que já às vésperas do pleito soltaram uma nota de má fé falando em liberdade de imprensa e critério jornalísticos. O critério jornalístico é o próprio, a seleção do IBOPE a serviço da Globo e a liberdade de imprensa é o ataque da Globo a uma lei federal que protege a igualdade no debate eleitoral. E quando a Globo tenta se justificar em viva voz a conversa é que nos EUA o critério é o que eles, a Globo, querem impor ao Brasil. É possível nesta altura na nossa maturidade democrática aceitarmos lições do bipartidarismo americano?

HISTÓRIA - A Tradição Política da família Alencar Araripe - De Bárbara de Alencar à Samuel de Alencar Araripe.

Tradição política da família Alencar Araripe no cariri e Ceará, de Bárbara de Alencar à Samuel de Alencar Araripe ( Resumo ).

Na história política do Ceará, com repercussão nacional, figuram as tradicionais famílias Alencar Araripe nas lutas pela independência e república do Brasil, liderando a revolução pernambucana de 1817 e a confereração do Equador em 1824, tendo à frente a Heroína Bárbara de Alencar e seus filhos: José Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe. Além de Dna. Bárbara de Alencar e seus filhos, podemos destacar como seus descendentes atuantes na política do Ceará o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco - Presidente da República; Major Carolino Sucupira - Guerreiro da guerra do Paraguai; Antonio de Alencar Araripe - Deputado federal; Ossian de Alencar Araripe - Deputado federal; Samuel de Alencar Araripe - Prefeito do Crato. Jósio de Alencar Araripe e Fabíola Alencar - Dep. estadual.


Aquarela - Retrato de Dna. Bárbara de Alencar - Segundo Oscar Araripe

Acima: Restos mortais da heroína Dna. Bárbara de Alencar - Fonte: Jornal "O povo"



Acima: Daguerreótipo de José Martiniano de Alencar, senador e presidente da Província do Ceará.


Acima: pintura: Tristão Gonçalves de Alencar Araripe


Acima: Foto do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.



Acima: foto do Prefeito e Deputado Federal Ossian de Alencar Araripe

Acima: Foto do Prefeito Samuel de Alencar Araripe

Matéria: Jornalista Huberto Cabral - Divulgada hoje, dia 07 de Outubro no Jornal do Cariri - Antonio Vicelmo
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Carta do Leitor - Pedido de Divulgação da URCA

Prezados Colegas,

Peço gentilmente que ajudem a divulgar com conhecidos de outros departamentos e outras instituições a submissão de trabalho na Semana de Economia. Informações já disponíveis no site da urca:

www.urca.br/semanaeconomia

Atendiosamente

Prof. Lima Júnior
Coordenação do Curso de Ciências Econômicas - URCA

Enviado por:
Prof. Dr. wellington Ribeiro Justo
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Blog do Crato - Entrevistas com outros candidatos.


ESPAÇO PARA TODOS

Nota: É necessário parar o player da Rádio Chapada do Araripe, logo acima, para evitar ouvir dois sons simultâneos.

O Blog do Crato, num gesto democrático, apresenta também algumas entrevistas com os candidatos que não obtiveram vitória nestas eleições, dando oportunidade para que expressem suas considerações e seu agradecimento aos seus eleitores. Através do "nosso" repórter Antonio Vicelmo e à Rádio Educadora do Cariri, conseguimos obter diversas entrevistas, que fazemos questão de expor aqui no Blog do Crato, para que a população também tenha acesso às considerações destes candidatos. Obviamente, só poderemos publicar os pronunciamentos dos candidatos que compareceram ao "Programa do Vicelmo". E nem de todos, pois resulta num trabalho imenso da nossa parte, de edições de áudio, cortes e recortes. Gostaríamos de expressar também o nosso desejo de publicar a entrevista ( de que já dispomos ) da Vereadora eleita "Mara Guedes" do PT. Pedimos que alguém possa nos enviar uma foto da mesma para publicação.


Acima: Foto do candidato a vereador George Macário ao lado da sua filha Luana.

No player logo abaixo, mensagem do candidato a vereador George Macário:


Acima: Foto do candidato Walter Peixoto ( à direita )

Não dispomos de nenhuma entrevista com o candidato Walter Peixoto, pois este não compareceu aos estúdios da Rádio Educadora para entrevistas, mas fica aqui o convite do próprio Blog do Crato para o candidato Walter, que se desejar, poderá nos conceder uma entrevista aqui nos nossos estúdios, da Rádio Chapada do Araripe - Rua Paulo Elpídio, 656, Vilalta, telefone para contato e recado na secretária eletrônica: 3523-2272 em data e horário previamente marcados.

Acima: Foto do candidato André Barreto

No player logo abaixo: Mensagem do candidato André Barreto ao povo do Crato:




Abaixo: Mensagem do candidato a prefeito, Pedro Neto:



Entrevistas: Antonio Vicelmo
Edição, Montagem e Publicação: Dihelson Mendonça
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Foto do Dia e Previsão do Tempo

Esta foto pode ser ampliada bastante, onde dá pra se ter uma idéia do Crato, visto à partir da frente do seminário São José. Clique na foto para ampliar ( é imensa... )


Previsão do Tempo:
( Sol com algumas nuvens. Não chove. )


Fonte: INPE e Climatempo
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Entenda a Crise de 1929 - Conhecida como "A grande Depressão"

A Crise de 29
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A Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande recessão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de recessão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo.

O dia 29 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão econômica que estendeu-se até 29 de outubro, quando valores de ações na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Esta quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande inflação e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fechamento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego.

Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e especialmente o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil, a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização.

Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal.

Essas políticas econômicas, adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schaact na Alemanha nazista foram, 3 anos mais tarde, racionalizadas por Keynes em sua obra clássica.

O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados americanos, ajudou a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933. A maioria dos países atingidos pela Grande Depressão passaram a recuperar-se economicamente a partir de então. Em alguns países, a Grande Depressão foi um dos fatores primários que ajudaram a ascensão de regimes de extrema-direita, como os nazistas comandados por Adolf Hitler na Alemanha. O início da Segunda Guerra Mundial terminou com qualquer efeito remanescente da Grande Depressão nos principais países atingidos.

Fonte: Wikipedia.

Guido Mantega considera crise a pior desde a depressão de 1929



Bolsa de Nova York

No seu entendimento, um dos grandes problemas hoje é a perda de confiança nas instituições financeiras. O mercado está vivendo um momento de “irracionalidade”, na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em entrevista coletiva concedida nesta seguna-feira, 6, há pouco, Mantega classificou a atual crise financeira internacional como a pior desde 1929.

“Estamos num momento de irracionalidade e comportamento de manada, é o pior momento”, afirmou. No seu entendimento, um dos grandes problemas hoje é a perda de confiança nas instituições financeiras, o que se reflete no mundo todo e causou, no Brasil, a queda da bolsa e a valorização do dólar.

“Estamos, a meu ver, no momento mais agudo dessa crise. Acredito que essa situação aguda deverá se dissipar, é impossível imaginar que se terá o sistema financeiro internacional travado como está hoje. Certamente isso será superado”, afirmou, frisando que todos os governos devem agir para enfrentar a crise e que há expectativa dos ajustes que serão promovidos nos mercados europeus. Apesar do otimismo, Mantega destacou que, passada a tempestade, o cenário financeiro internacional será de menos crédito e taxas de juros mais elevadas, com conseqüente redução do ritmo de crescimento da economia mundial, inclusive do Brasil.

“O Brasil não está imune à crise, evidentemente. É uma crise global, atinge a todos os países”, afirmou. "[A crise] Atinge menos países mais sólidos, como é o caso do Brasil e outros países, onde não temos problema de solvência. Aqui não há ativos podres, embora estejamos sofrendo problemas de liquidez em função desse estrangulamento do crédito, em escala internacional,”analisou. Também concedeu entrevista coletiva, com o ministro, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Fonte: Jornal "O Povo"

É pra rir ou pra chorar... Crise Financeira à luz da Fé...


Nota:
Tem certas coisas que a gente lê por aí que realmente paramos para pensar: "Isso é pra rir, ou pra chorar"... diante da crise mundial instalada, que alguns já a assemelham à crise de 1929 com a quebra da bolsa de valores em Wall Street, nos Estados Unidos, deparo-me com estas declarações ditas por uma das mais maiores empresas multibilionárias de todo o planeta: "o dinheiro desaparece, ele não é nada". Dá vontade até de responder assim "então, dê-me o seu dinheiro, e seja feliz!". Na reportagem de hoje do Diário do Nordeste:

Situação mostra que dinheiro é ilusão

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Bento XVI se manifestou ontem sobre a crise financeira: ´o dinheiro desaparece, ele não é nada´ (Foto: Reuters) - Ter fé em Deus é melhor do que passar a vida buscando riqueza material, disse o pontífice ontem

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George W. Bush: ´retorno da confiança é questão de tempo´, aposta

Roma. O papa Bento XVI disse ontem que a crise financeira global mostra que a fé em Deus é melhor do que passar a vida buscando riqueza material.

´Vemos agora, no colapso dos grandes bancos, que o dinheiro desaparece, ele não é nada´, disse o pontífice. O tumulto financeiro, o pior desde a Grande Depressão, empobreceu os investidores em centenas de bilhões de dólares e quebrou instituições bancárias que, meses atrás, pareciam intocáveis. O pontífice, usando uma metáfora bíblica, disse que as pessoas que ignoram o mundo de Deus para buscar a riqueza construíram suas casas sobre areia, em vez de uma base sólida de fé. Foi uma possível referência ao colapso do mercado imobiliário norte-americano, que despertou a crise. ´Quem constrói sua vida sobre essa realidade, sobre as coisas materiais, efetivamente constrói sua casa sobre areia. Somente o mundo de Deus é a base de toda realidade´, disse.

BUSH REFORÇA
Levará certo tempo para plano de resgate surtir efeito

Brasília. Em dia de fortes quedas nas bolsas do mundo, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, avisou que levará um certo tempo para o plano de salvamento do sistema financeiro ter efeito na economia americana e mundial. Ele observou que a proposta do pacote é permitir o descongelamento do crédito e fazer com que o dinheiro circule novamente. O dirigente americano disse também que é uma questão de tempo o retorno da confiança aos mercados financeiros e também a solução para os problemas no ambiente de crédito que afetam os pequenos negócios.

Na semana passada, o plano reformulado para sanear os balanços de bancos nos Estados Unidos foi aprovado pelo Congresso americano. Apesar de essa medida ser ansiada, ela não trouxe alívio com relação às preocupações relativas à liquidez.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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DATAS COMEMORATIVAS


DIA DO COMPOSITOR


Hoje se comemora o dia do compositor.Segundo nosso dicionário pátrio, é o profissional que escreve música. Normalmente o termo se refere a alguém que utiliza um sistema de notação musical que permita a sua execução por outros músicos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Compositor).

Na maioria das vezes passa despercebido, colocado em segundo plano, pois não esta em evidência, justamente por não ser visto, é apenas ouvido, sentido, não sente o calor da multidão, pois não é reconhecido por ela, sente-se injustiçado, e com razão, entretanto, nos encanta, permite que nossos sonhos sejam realizados por meio de suas poesias, proporciona sentimentos antes adormecidos, passeia em lábios diversos, alguns até afinados, outros nem tanto, sua sensibilidade agora transferida para sua obra, permite a mesma sensação em quem a concebe, fazendo com que cada um de nós sinta-se melhor do que era, acreditando na vida, e sabendo que tudo é possível.

Citando Olavo Bilac:

Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah ! Mais cem vidas ! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando !

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse !

Por fim meus sinceros respeitos a todos os compositores de nosso Brasil, em especial ao nosso grande compositor Cearense Dihelson , que nos orgulha muito.Meus parabéns.

Luiz Cláudio Brito de Lima