02 outubro 2008

Artigo: Aprenda com Lula, o Mestre da Oratória !

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Sei que vou mexer num vespeiro. Muita gente já correu com a faca entre os dentes para ler o texto e cair de pau no autor, só porque eu disse para aprender com Lula -o mestre da oratória.

Outro tanto, sem me conhecer bem, já prepara um papelzinho para pôr num altar e fazer pedidos para que eu tenha vida longa e feliz - só porque eu disse para aprender com Lula -o mestre da oratória.

Não há meio termo nessa história. O sentimento quase sempre é de amor ou de ódio. Em todo caso, vou procurar ser só professor de oratória para explicar os motivos que levam Lula a angariar tanta popularidade e ser tão querido.

São dados das últimas pesquisas. Ao conquistar quase 80% de aprovação pessoal Lula transformou-se num dos maiores fenômenos políticos de todos os tempos. Já comecei a sentir algumas abelhas picando, mas vamos em frente.

Há algum tempo, o senador amazonense Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado e um dos mais ferrenhos e competentes opositores do governo Lula, disse nas Páginas Amarelas da "Veja": "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um líder de massas, o maior que o país já teve desde Getúlio Vargas. Ele sempre foi identificado com causas populares. É o principal protagonista da história das eleições presidenciais. O carisma dele é inegável".

Fernando Henrique Cardoso, que tem todos os motivos para enxergar Lula com os olhos críticos, pois passou os dois mandatos levando bordoada do opositor, e, por isso, vive trocando farpas com seu sucessor, já disse com outras palavras o mesmo que Arthur Virgílio. Revelou em uma de suas palestras que seu maior mérito político havia sido o de vencer Lula, um líder carismático.

Gostando ou não do presidente Lula, não há como negar que o "cara" é fera! Analise comigo. Mesmo tendo sido massacrado pela imprensa durante um ano inteiro por causa do escândalo do mensalão, conseguiu o "milagre" de receber votos de mais de 60% da população. Eu não consigo pensar em outra pessoa no mundo inteiro que conquistasse façanha semelhante.

Sabemos que depois de algum tempo no poder o governo vai perdendo um pouco do encanto e sua imagem fica desgastada. Afinal, é impossível cumprir todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Lula quebra essa regra. Passados cinco anos, sua aceitação pessoal continua intacta, ou melhor, em alta. Repito - quase 80% de aceitação pessoal. Parece que acabou de sair dos braços do povo que o elegeu pela primeira vez.

A oposição não sabe para onde correr. Vive atrás de "um fato novo" para virar o jogo. Entretanto, entra dia, sai dia e o "homem" continua, como dizia o ex-ministro Magri, imexível.

Alguns adversários argumentam que seu sucesso é devido àqueles que se beneficiaram do bolsa-família. Outros, inconformados, arrancam os cabelos -como é que alguém nasce assim com o "bumbum virado pra Lua?"

E é verdade. Vai ter sorte assim lá em Garanhuns. Exceto a turbulência recente, nunca a economia mundial foi tão favorável como nos últimos anos. E de quebra a descoberta dentro do nosso quintal de uma das maiores bacias petrolíferas do mundo - no seu governo.

Temos de reconhecer, entretanto, que essas vantagens ajudam, mas com ou sem elas Lula teria apoio popular. Sabe por quê? Ele é um craque na oratória. Sabe como tratar as massas e se identificar com o povo.

Lula traçou um plano de ação vencedor. Conseguiu "colar" a imagem de que pertence ao povo, ora como paizão, ora como mais um brasileiro comum. Quando lança uma medida popular é o pai protegendo seus filhos. Quando é atacado, se junta ao povo como um igual para se defender das "elites" opressoras.

Pesquisas recentes mostraram dados alarmantes. 50% dos brasileiros não sabem onde fica o Brasil, 84% não têm idéia de onde está a Argentina e 97% não conseguem localizar a França no mapa. Em interpretação de textos somos um dos últimos colocados no mundo. Ou seja, vivemos num país inculto e despreparado.

Aí entra a melhor face da capacidade de comunicação do Lula. Ele sabe usar uma linguagem que as pessoas conseguem entender, por mais incultas que sejam. Lula conta histórias, lança mão de metáforas, brinca, compara assuntos econômicos com futebol. Tudo com uma simplicidade que entra na cabeça dos eleitores e vai direto ao coração.

Quando fala para empresários ou investidores estrangeiros, embora o discurso mantenha a mesma leveza, a mensagem se reveste de dados econômicos e financeiros que mostram o bom desempenho do país. Isto é, um discurso na medida certa para cada tipo de ouvinte.

Parodiando o próprio Lula - nunca antes na história desse país apareceu um político que soubesse usar tão bem a comunicação a seu favor como ele. A análise é simples e direta, Lula sabe como ajustar o discurso de acordo com o perfil, a característica e as aspirações dos ouvintes.

Dá para aprender oratória com ele. Se nós soubermos usar a comunicação apropriada para os diferentes tipos de ouvintes, com a competência demonstrada pelo Lula, o resultado das nossas ações será muito melhor e mais eficiente.

Portanto, essa é a lição de casa: aprender a falar bem como o Lula. Mesmo que você não goste muito dele. Não sou eu que estou dizendo, são seus próprios opositores.

Por Reinaldo Polito. Do Blog do Tarso.

HOJE: Inauguração das Lojas Americanas do CRATO.

"Cuidado para não se endividarem por 12 meses... rs rs rs"

Será inaugurada a partir das 8 horas desta sexta-feira, em Crato, o mais novo empreendimento na área comercial, as Lojas Americanas, na rua Santos Dummont, vizinho ao camelódromo. O estabelecimento faz parte de uma das maiores cadeias de lojas de varejo do País. O Crato, nos últimos anos, teve avanços importantes em número de empreendimentos comerciais, gerando centenas de empregos de carteira assinada no município. A rede de supermercados São Luiz, uma das maiores do Estado, é outro grande grupo que veio qualificar o comércio da cidade, demonstrando a atratividade do município para novos investimentos.

Por: Tarso Araújo

NOTA:
É, mas o bolso do consumidor tem que ser levado em conta. Nas palavras do compositor Cazuza:

"Meu cartão de crédito é uma navalha"
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Pensamento do dia

Na sutileza de um beijo revela-se uma alma.
Autor: Nijair Araújo Pinto

A prisão do cão e do relógio


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A vida na caserna é cheia de pormenores que a distingue das demais. Quase sempre encontramos instrutores recheados de algumas neuroses, de alguns fetiches ou apresentando comportamentos e atitudes, no mínimo, exóticos. Equilibrando essa gangorra, encontramos do outro lado, também não raramente, recrutas com iguais disfunções, quer oriundas de experiências advindas do mundo civil ou incorporadas quando do ingresso na vida militar.

No último recrutamento do qual participei como oficial instrutor de tecnologia e maneabilidade contra incêndios, havia um major – o subcomandante do Grupamento – cujo comportamento excêntrico descontraía sobremaneira a tropa. Era um alívio ouvi-lo ao final de cada expediente. Durante suas preleções com a tropa, sempre aconselhava e expunha algumas irregularidades de conduta que poderiam privar recrutas de um final de semana com a família. Fazia questão de frisar os erros que implicariam o cerceamento da liberdade de ir e vir – o famoso ‘ssd’ que todo e qualquer milico poderá traduzir a quem possa interessar. Dizia:

– O recruta que beber e chegar aqui na segunda-feira dizendo que sofreu acidente de moto vai ficar preso! Vai passar o tratamento todinho preso. Quem for beber não deverá pilotar, entenderam?

– Sim senhor!

– Ei. Tu aí. Tu mermo, macho!

– Eu, senhor?

– É! Tu é doido, é!? Por que é que tu não pára de mexer em forma, hein!? Tu come rapadura com farinha quando sai de casa pra chegar aqui turbinado, é? Aproveitando aqui a conversa: qual é o único meio de transporte seguro pra quem bebe, qual é?

– Carro, senhor! – grita o recruta 626 do terceiro pelotão da segunda companhia.

– Que carro o quê, seu louco! Tu nunca leu o Código de Trânsito não!? Hein!? Quem é o teu instrutor de Legislação e Trânsito!?

– O senhor, major!

– Tá doido! O único meio de transporte seguro pra quem bebe é o jumento! Sabem o porquê? No lombo do jumento se tu tiver ‘moído’ e cair ele vai te deixar em casa. Então, senhores, está avisado. Quem for ‘moer’ na folga só poderá andar em qual tipo de transporte?

– Jumento, senhor! A tropa responde em voz altiva, sorrindo discretamente.

– Agora tá certo.

Em determinado período do recrutamento, a partir do juramento de compromisso, os futuros soldados começam a concorrer a uma escala de serviço de prontidão.

Durante um dos meus serviços de oficia de dia, fui abordado pelo sargento adjunto que me trouxe o seguinte problema:

– Tenente?

– Eu.

– Tem um soldado aí dizendo que está com o ‘diabo nos couro’ e não quer assumir o posto de serviço de jeito nenhum. Tá com uma cara feia da porra! Dá até medo olhar pra ele. O que o senhor determina?

– Vou dar ciência ao major.

– Liguei pra casa dele e a mãe dele já está vindo pra cá – diz meu adjunto.

– Por que não me avisou antes, sargento!? Vamos resolver o problema aqui mesmo, rapaz. Não tinha nada que ligar pra ninguém alheio ao quartel. Aguarde aqui. Vou ligar para o major.

– Boa noite, major. Meus cumprimentos militares. Tenente Lunga, oficial de dia.

– Algum problema?

– Tem um recruta aqui, major, dizendo que incorporou um espírito do mal.

– O quê!? Peraí que eu chego já.

Decorridos alguns minutos, o major chega ao quartel. Recebe as deferências de praxe e entra na Unidade. Vou até ele e repasso detalhes do ocorrido até então.

– Chame o soldado! Determina calmamente ao ouvir meus esclarecimentos.

O recruta vem escoltado por alguns companheiros que o conduziam assustados com a situação e a possibilidade de uma crise diabólica. A mãe, apesar de já estar no quartel, não o pôde ver e estava sendo tranqüilizada. O major ao observá-lo, perguntou de pronto:

– O que é que tu tem, macho?

– Um espírito, senhor.

– Sim. E aí? O que é que tu quer?

– Ele quer que eu vá embora, senhor. Não posso tirar o serviço porque ele não me deixa em paz.

– Tu é doido, é!? Ir embora estando de serviço! Que conversa boba é essa, rapaz! Tenente!?

– Pronto, major.

– Tire-o do socorro e o coloque como telefonista. Faça a permuta, certo?

– Não posso, major! O espírito não vai deixar eu ficar. Ele quer sair daqui – interpela o recruta.

– O cão quer sair, é!? Então tá. Tenente? Tive outra idéia. Coloque-os, ele e o cão, de serviço. Ponha os dois na guarda do quartel. Assim ninguém entra hoje. É bom que protege mais nosso aquartelamento. Tá bom recruta? Aqui não tem essa não, rapaz! Doido aqui a gente trata é no pau! E se o cão botar boneco pode prendê-lo, entendeu Tenente!?

– Sim senhor, major! E quanto ao atraso dele ao assumir o serviço?

– O quê!? E ainda chegou atrasado!?

– Foi o relógio que não me despertou na hora, senhor.

– Foi!? Então eu vou deixar o relógio preso dois dias e darei quatro dias de prisão em você que permitiu que o relógio atrasasse, certo? Quer me fazer de besta! Viu, Tenente: bote-o juntamente com o cão de serviço na guarda do quartel e mande publicar no boletim a prisão dele e do relógio. E antes que eu esqueça: prenda o cão também que chegou atrasado com ele para assumir o serviço de socorro.

– Sim, senhor.

E o restante do serviço transcorreu na mais absoluta normalidade.


Fortaleza-CE, 31 de outubro de 1999, às 10h13min.

Do meu livro ‘Crônicas e mais um conto’

Nijair Araújo Pinto

Major do Corpo de Bombeiros
Especialista em Matemática
Adesguiano
Escritor
Compositor
Estudante de Enga Civil – UFC
Acadêmico de Direito – URCA

Machado e o Crash da bolsa de Valores de Matozinho


Há exatos cem anos, neste 29 de setembro, o Brasil perdia seu mais importante escritor: Joaquim Maria Machado de Assis, aos sessenta e nove anos . Machado tornou-se uma lenda, ficcionista de primeira linha, hoje é reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes homens de letras da história da humanidade. Nascido pobre, no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, mulato, gago e epiléptico, nosso Joaquim Maria fez-se um claro exemplo de superação de adversidades. Seu estilo é único, sua temática original, seja nos contos fabulosos, nas crônicas, na poesia, no teatro e nos oito romances que publicou. Monteiro Lobato o soerguia ao patamar de santo e eu, um pobre escrivinhador de garatujas mal-arrumadas, no interior do Nordeste, não consigo, ainda hoje, escrever uma linha, sem imaginar a jóia lapidada que seria se o mestre Machado a produzisse. Nenhum literato me influenciou tanto como o “Bruxo do Cosme Velho” embora reconheça que seus escritos são totalmente contra-indicados para quem se imagina um dia escritor. Dá uma vontade danada de abandonar tudo, por pura e clara humilhação, tem-se a insofismável certeza que jamais se chegará no rastro de um artista daquele porte. Os livros de Machado emprenharam toda minha juventude, li-os e os reli muitas e muitas vezes. Agora, no centenário da sua morte, fitei novamente a grande coleção de livros verdes da sua obra completa, com aqueles olhos dourados da minha infância. Pensei em homenageá-lo, em meio a uma centena de festividades que merecidamente se desencadeiam em todo país. Faltava , talvez, um ribombar de fogos em Matozinho. Aturdindo, no entanto, com as preocupações eleitorais, o prefeito Sindé Bandeira sequer teve tempo de se deter nestas comemorações. Vai para o nosso Machado, endereçada à mais portentosa nuvem celeste, esta história bem ao seu gosto, de como aconteceu recentemente o Crash da Bolsa de Valores de Matozinho, igualzinho ao que acabou explodindo com os gringos nas estranjas.
Zezim Jurubeba , há uns três anos, resolveu se estabelecer em Matozinho no ramo do entretenimento. Inaugurou uma espécie de Bar-Boate na rua do Caneco Amassado, naquele lugar onde antigamente não era difícil encontrara as mulheres fáceis. Estabelecimento novo, no intuito de se firmar no mercado mais rapidamente, Zezim começou a abrir uma linha de crédito, aceitando dependuras várias. O fiado se tornou quase que um instituição no Bar-Boate Jurubeba. Com a intenção de livrar-se um pouco dos atrasos quase que inevitáveis, no pagamento das dívidas que se iam acumulando, Zezim aumentou consideravelmente o preço das bebidas e dos serviços de alcova prestados. Vendia fiado, mas vendia caro, se isso é uma espécie de consolo. Passados uns dois meses, já tinha Zezim uma coleção impressionante de vales de tudo quanto era bêbado e boêmio de Matozinho. Com parco capital de giro, Jurubeba começou a se aperrear. Resolveu, então, procurar o Banco da Cidade : o agiota de carteirinha Liquim Zapragata que inclusive gostava de freqüentar a Boate, em dias que a mulher se botava para as reuniões na igreja. Zezim lhe expôs suas dificuldades de liquidez e Zapragata concordou em receber todos os vales de Jurubeba, com uns 30% de desconto. De posse do dinheiro novo, o proprietário pagou algumas dívidas pendentes e inclusive ampliou as dependências da Boate, fazendo um puxado. Liquim, bem entrosado no comércio da redondeza, começou a negociar os vales com outros agiotas de Matozinho e cidades vizinhas, pagando muitas vezes dívidas com as dependuras . Estes por sua vez passaram, também, a pagar fornecedores da capital com os vales recebidos de Liquim e que diziam ser da maior confiança. Passados os dois meses de prazo do recebimento, aconteceu o previsto. Os vales cobrados dos bêbados e boêmios de Matozinho simplesmente não tinham lastro, um bando de liso não tinha como pagar e a corrente toda se partiu. Jurubeba informou que havia negociado os vales com Liquim e não tinha nada com isso. Liquim, por sua vez, explicou que o problema não era dele, já que havia passado para frente, inclusive perdendo dinheiro e que o risco era de quem recebeu. Os fornecedores pressionaram os estabelecimentos, ameaçando receber as mercadorias de volta, só que foram informados que elas já tinham sido prontamente vendidas. Procurados os bêbados de Matozinho disseram reconhecer os vales como tendo sido emitidos por eles, mas que não tinham como pagar, pois andavam mais lisos que muçum ensaboado. A confusão se alastrou por toda região, tem meio mundo de gente na falência e , ontem mesmo, o prefeito Sindé Bandeira se reuniu com a Câmara para ver se arranjam algum dinheiro da prefeitura para tapar o buraco negro aberto a partir da Boate Jurubeba.
Talvez, por isso mesmo, eivado de preocupações com a macro-economia, Matozinho não tenha ainda pensado em homenagear aquele velho de picinês que escrevia igualzinho a Pedro Pito a maior cordelista da cidade. Sindé Bandeira pensa em encomendar uma estátua de barro a D. Ciça com o velho Machado e Pedro Pito juntos e embaixo rabiscado :
“Essa é a gulora que assobe, tal e quá balão, em noite de São João”.

J. Flávio Vieira

Frase 3

Não se esqueça de que a maior necessidade emocional de uma
pessoa é se sentir valorizada.

H. Jackson

Frase 2

Combata o preconceito e a discriminação onde quer que os encontre.

Frases!!


Não perca tempo respondendo a quem o critica.
H.Jackson



A reforma ortográfica do português.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na segunda-feira (29)o decreto com o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país.Na matéria abaixo, vamos entender como funciona a reforma ortográfica do português.
Em 1990, representantes dos oito países que falam português (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste) decidiram simplificar a grafia e unificar as regras. A implementação, no entanto, é lenta. É preciso que os países ratifiquem as mudanças como fez o Congresso Nacional brasileiro. Em 2007, o Ministério da Educação do Brasil começou a preparar as mudanças nos livros didáticos e pretende que elas estejam totalmente implantadas em 2009. As maiores resistências à reforma vieram de Portugal, justamente o país que deve ter mudanças mais significativas. Os portugueses só ratificaram o acordo em maior de 2008.

As tentativas de unificação ortográfica dos países lusófonos são antigas, datando do início do século 20. No Brasil, já houve duas reformas ortográficas em 1943 e 1971, ou seja, um brasileiro com mais de 65 anos vai passar por três reformas. Em Portugal, a última reforma aconteceu em 1945. E muitas diferenças entre Brasil e Portugal continuaram.

Há muita gente que rechaça a unificação, dizendo que há coisas mais importantes a fazer. Quem defende argumenta que o português é, das línguas mais faladas no mundo, a única que ainda não está unificada.

Veja quais as principais mudanças na ortografia. A maioria terá impacto no Brasil:

Fim do trema
O acento é totalmente eliminado. Assim, a palavra freqüente passa a ser escrita frequente.

Eliminação de acentos em ditongos

Acaba-se o acento nos ditongos “ei” paroxítonas. Assim, idéia vira ideia.
O acento circunflexo quando dois “os” ficam juntos também some. Assim, vôo vira voo.

Cai o acento diferencial
Aquele acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba. Assim, pára do verbo parar vai ficar apenas para.

Mudanças nos hifens
Sai a maioria dos hifens em palavras compostas. Assim pára-quedas vira paraquedas.
Quanto houver necessidade, será dobrada a consoante. Assim contra-regra vira contrarregra.
Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h como pré-história.
Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra são a mesma, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.

Inclusão de letras
As letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras;

Fim das letras mudas
Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como facto para falar fato. Essas letras somem com a reforma.

Dupla acentuação
Há algumas diferenças de acentuação entre o Brasil e Portugal principalmente quando se fala do acento circunflexo e agudo. Assim, os brasileiros escrevem econômico e os portugueses, económico. Essa diferença foi mantida.

Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/reforma-ortografica.htm

Atenção: De acordo com a resolução, a reforma entra em vigor em janeiro de 2009, mas as duas grafias (a antiga e a nova) continuarão valendo até dezembro de 2012. Ou seja, até lá as duas grafias valem no vestibular, nas provas de escolas, nos concrusos públicos.


João Paulo Fernandes

Eleições 2008: TSE proíbe uso de celulares, máquinas fotográficas e filmadoras na cabine de votação

BRASÍLIA - Os eleitores não poderão entrar na cabine de votação portando celulares, máquinas fotográficas e filmadoras. Os objetos devem ser depositados em uma bandeja ou guarda-volume. A decisão dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sessão extraordinária desta quarta-feira tem como objetivo impedir o registro do voto pelos eleitores eventualmente ameaçados por milícias e candidatos. (...)

A resolução aprovada também autoriza a instalação de detectores de metais móveis nas seções onde houver indícios de coação para impedir o uso de equipamentos eletrônicos na cabine de votação. Esta decisão caberá aos Tribunais Regionais Eleitorais, assim como os custos das novas medidas que deverão garantir o sigilo do voto do eleitor.

- Esta providência concretiza a vontade da Constituição, que é de assegurar o sigilo e o segredo do voto, e deixar o eleitor inteiramente livre para decidir de acordo com a sua consciência. Nós aprendemos com a realidade - disse o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, em referência às denúncias de que milícias e candidatos estariam coagindo eleitores, sobretudo no Rio de Janeiro, onde as forças federais atuam para garantir a segurança das eleições municipais.

A decisão do TSE atende a reivindicação dos TREs para que os mesários possam exigir que o eleitor deposite em uma bandeja ou guarda-volume celulares, máquinas fotográficas e filmadoras antes de votar.

- Não faz sentido entrar com máquina fotográfica, a não ser que seja para fotografar o voto - reforçou o ministro Marcelo Ribeiro.

Fonte: Jornal O Globo


WALTER PEIXOTO recebe parecer desfavorável da Procuradoria Geral Eleitoral - PGE.

PARECER DESFAVORÁVEL

A Procuradoria Geral Eleitoral deu parecer contrário ao Recurso Especial Eleitoral impetrado por Walter Peixoto (PMDB), candidato pela Coligação O Crato é do Povo. O Tribunal Regional Eleitoral chegou a indeferir o registro de Peixoto, que, em seguida, através de seus advogados, entrou com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No parecer de nº 54.516, a Procuradoria Geral Eleitoral decidiu pelo “não provimento do recurso especial, diante da inelegibilidade do recorrente (Walter Peixoto) prevista no artigo 1º, inciso I, alínea G, da Lei Complementar 64/90”. A informação está no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: Tarso Araújo.

NOTA:
Pesquisando a Lei Complementar 64/90 Artigo 1, Inciso I, alínea G, diz o seguinte:

( São Inelegíveis ) :

g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se a questão houver sido ou estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 5 (cinco) anos seguintes, contados a partir da data da decisão.

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Deseja tirar seus documentos ? CASA DO CIDADÃO DO CRATO.

De atendimentos e sugestões a Ouvidoria Geral do Município a emissão de documentos como carteiras de trabalho e identidade, a Casa do Cidadão do Crato realizou durante o mês de setembro 1925 atendimentos. De acordo com Lucidê Sampaio Siebra, Ouvidora Geral do Município, esses atendimentos estão sendo objetivados sempre da forma mais rápida e eficaz para o público. A Casa do Cidadão do Crato está localizada na Praça Francisco Sá, próximo ao Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA.

Fonte: Tarso Araújo
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Novo aspecto à entrada do Crato !

Dando continuidade a operação de asfaltamento em ruas e avenidas da cidade do Crato, a rua em pedra tosca Padre Juvenal Colar Maia, no bairro Muriti, está sendo asfaltada. Várias máquinas e trabalhadores se dividem nas localidades de Crato, no sentido de possibilitar o cumprimento à risca do projeto que inclui novo asfaltamento em dezenas de ruas da cidade do Crato. Também na Avenida Padre Cícero, próximo ao antigo Pau do Guarda, o Departamento Municipal de Trânsito (DEMUTRAN), está realizando a sinalização da rua, dando um novo aspecto à entrada da cidade.

Fonte: Tarso Araújo
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Hoje, às 08:00 - Reunião na Secretaria de Meio Ambiente sobre a Biodiversidade.

Hoje, quinta-feira, dia 2, as 8h, será realizada reunião na Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano do Crato para serem discutidos questionamentos sobre a biodiversidade, bem como, parcerias com intuições como URCA, Instituto Chico Mendes da Biodversidade, Escolas Públicas municipais e estaduais, e CREDE 18. Ainda na reunião, que terá a coordenação do Secretário Nivaldo Soares e de Vanda Lúcia, do Núcleo de Educação Ambiental da secretaria serão apontados pontos sobre a próxima conferência do Meio Ambiente.

Fonte: Tarso Araújo.


(Primeira bandeira da República dos Estados Unidos do Brazil que só durou 4 dias (de 15 a 19 de novembro de 1889)
República
Impopular do Brasil
(2ª parte)
A sociedade ficou fora no regime que teve de inventar mitos, hinos, bandeiras e heróis

Cláudio Fragata Lopes (*)

Como salienta o historiador José Murilo de Carvalho, a campanha abolicionista foi popular: “O republicanismo, não”. Mas existem razões para isso. Desde sua fundação, em 1870, o movimento republicano foi sustentado por três correntes que se engalfinharam pela definição do novo regime: o liberalismo à americana, o jacobinismo à francesa e o positivismo, doutrina do filósofo francês Auguste Comte, difundida entre os militares brasileiros por Benjamin Constant. Eram ideologias que pertenciam ao círculo fechado das elites educadas. Seus respectivos ideários estavam acima da compreensão da maioria da população, que dispunha de baixíssimo nível de instrução.
Eis porque sua atuação era nula no palco da política organizada. No dia 15 de novembro não foi diferente. O papel reservado às massas foi de figuração, sem tomadas de Bastilhas, como na França Revolucionária.
A saída mais conveniente para a República foi a do liberalismo ortodoxo, vestido de federalismo à americana, salienta o historiador. Sem demora, porém, empenharam-se (os golpistas) em criar um arsenal de símbolos, mitos e alegorias que sensibilizasse as massas, de modo a legitimar o novo regime. ”Por meio da recriação de um imaginário é que se pode atingir não só a cabeça, como o coração de um povo”, frisa Carvalho.
Uma das medidas mais urgentes foi encontrar um herói para a República. Vários nomes destacaram-se no episódio. Quintino Bocaiúva, dono do jornal “O Paiz”, porta-voz oficial do republicanismo, era considerado “patriarca” ou “apóstolo” da República. Deodoro e Benjamin Constant disputavam o título de “fundador”, embora o mais aceito para o velho marechal fosse o de “proclamador”. O vice-presidente, marechal Floriano Peixoto, que substituiu Deodoro quando este renunciou em 1891, era aclamado como o “salvador” do regime. Nenhum deles tinha carisma popular. Para ter um herói, a solução encontrada foi promover Tiradentes ao panteão da República. Mas a celebração do 21 de abril só começou em 1891, instituída pelo novo regime.
A principal batalha pela simbologia republicana se deu em torno de uma nova bandeira e do Hino Nacional. No dia da proclamação, os participantes não tinham ainda uma bandeira. Levaram às ruas um modelo confeccionado pelos sócios do clube republicano Lopes Trovão, na verdade uma cópia da bandeira norte-americana, onde as cores imperiais verde e amarela foram conservadas nas faixas horizontais.
Quatro dias depois foi anunciada a vitória da corrente positivista. A bandeira continuaria a ser a do Império, retirando as armas imperiais e no lugar uma esfera azul com a inscrição “Ordem e Progresso”.

(*) Cláudio Fragata Lopes é jornalista
cfragata@edglobo.com.br

(Reportagem publicada na revista "Galileu" ano 10, nº 112)

Padre Cícero versão “made in China” - Ou melhor: CHINA versus JUAZEIRO

Pois é, amigos...quem faz mais: A China ou o Juazeiro ? No Juazeiro se pode encontrar até ouro e pedras preciosas do mais fino gosto, inclusive melhores do que as "made in china". Só que agora a China resolveu contra-atacar e lançou uma versão do Padre Cícero digital. É mole ?
Veja na reportagem de hoje do jornal Diário do Nordeste:

Cariri

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A nova imagem do Padre Cícero fabricada pelo empresário chinês tem cerca de 15cm, em resina, e traz um chip com o “Bendito da Candeias” (Foto: Elizângela Santos)

Os devotos do Padre Cícero vão ter uma novidade na Romaria de Finados: uma imagem que canta bendito

Juazeiro do Norte. “Valei-me meu Padrinho Cícero e a Mãe de Deus das Candeias”... É isso mesmo, a idéia de produzir estátuas musicadas com um dos mais conhecidos benditos cantados pelos romeiros de todo o Nordeste começa a ter seus primeiros lotes comercializados no município a partir da próxima semana. É uma invenção chinesa com uma das grandes marcas da religiosidade da fé nordestina. E a perspetiva é exportar as imagens para outros países. O Padre Cícero além fronteira. A informação sobre o lançamento é do comerciante de imagens Raimundo Mailson de Sousa, também administrador do Cemitério do Socorro. Ele é um entusiasta da idéia e diz que já tem algumas dezenas de encomendas. Espera pela chegada de 40 dúzias na próxima semana.

Com um chip dentro da estátua trazendo o “Bendito das Candeias”, já patenteado pelo chinês Jony Wang, a novidade tem sido um agrado para os fiéis. O intuito é lançar durante a Romaria de Finados, que será iniciada no fim deste mês, com programação até o dia 2 de novembro. São cerca de 600 mil pessoas do todo o Brasil visitando a cidade. As estátuas custarão em torno de R$ 12,00.

Símbolo da Basílica

Há cerca de cinco meses, Jony Wang esteve em Juazeiro para tentar negociar com a Igreja o selo do símbolo da Basílica para ser usado nas imagens em resina. O padre Paulo Lemos, administrador da Basílica, recepcionou o chinês, mas afirma que mesmo o estrangeiro oferecendo um percentual em troca, acharam por bem não aceitar. “A proposta deles é de também levar as estátuas para venda no exterior”, afirma.

As imagens industrializadas ainda não incomodam muito os fabricantes artesanais da cidade, os chamados santeiros. A grande maioria possui pequenas oficinas nos quintais das casas e confecciona o produto em gesso, vendido a um preço bem menor do que as de resina a serem ofertadas pelo chinês. A comerciante Maria Luiza Gondim diz que não será um empecilho, já que a maioria dos compradores são pessoas de baixo poder aquisitivo. Ela, por exemplo, tem mini-estátuas comercializadas a R$ 0,50. As de 40 centímetros chegam a custar R$ 10,00 e a ser bem maiores do que a nova série.

Para seu Raimundo Mailson, o chinês traz a marca da criatividade em seu produto. “Quem poderia pensar num bendito desse dentro de uma imagem”, argumenta ele. A estátua musicada é de simples inventividade. Já há outras com chamativos internos, como pequenas luzes, que saem pelos buraquinhos feitos no gesso. Tem também em vidro, fibra, borracha, com teste e tudo durante a venda, para comprovar a resistência do produto, madeira e material cerâmico.

Em resina, não é a primeira. Há as fabricadas no Brasil. Maria Luiza possui uns exemplares encalhados em sua loja. A aparência do Padre Cícero não ficou muito boa. “Quando não agrada, não sai mesmo. Até estou vendendo do preço que comprei, mas está tudo aí”, lamenta a comerciante.

No caso das estátuas industrializadas pelo chinês, a aparência se aproxima bem do material produzido em gesso na cidade. Mas ela afirma que, ainda assim, não ficou muito boa. “É novidade, mas acredito que haverá saída maior apenas no começo”, diz.

O padre Paulo Lemos diz que a intenção do chinês é expandir o produto, mas ele mesmo não considera de grande perfeição. “Não achei tão bonita”, diz. Alguns comerciantes da Igreja da Matriz ao Socorro já foram contatados por um representante da Bahia, responsável pelo repasse do material. Até lá, é esperar pelo resultado.

Entrevista
RÉGIS LOPES*

´É uma demonstração da força e expansão da religiosidade´

O que o senhor acha da novidade das estátuas de resina e musicadas?

É preciso verificar sob uma perspectiva histórica. Não é a primeira vez que a China produz estátuas. Tenho uma coleção de imagens feitas em resina. Mostra a vida da tradição. O bispo Dom Joaquim, por volta de 1891, escreveu uma carta pastoral, dizendo que medalhas com a imagem do sacerdote deveriam ser recolhidas por ser uma superstição.

E hoje, como o senhor vê essa realidade?

Do Século XIX ao XXI é uma constante renovação das imagens. Não vejo como algo negativo o Padre Cícero feito na China. Demonstra força e expansão para a religiosidade local. O chinês faz porque vende e só vende porque tem devoto.

A religião virou um grande comércio?

Sempre foi. Em todos os lugares onde acontecem romarias, como os municípios cearenses de Canindé e Juazeiro do Norte, é uma característica básica o surgimento de vendas de produtos, lembranças. Todo centro de romaria é comercial.

E as diversas manifestações da fé, como ficam nesse contexto de comércio?

Vejo como uma renovação. No caso da comercialização em grande escala, é uma realidade do capitalismo, mas tem aspectos culturais interessantes que dão uma dinâmica de renovação da fé, por meio de novos objetos.

Podemos entender essas transformações como fim dos santeiros do Padre Cícero como, por exemplo, os artesãos que trabalham no Centro Cultural Mestre Noza?

Não. Apenas podemos ter uma diversidade maior. Não é algo que pode ser visto como de fora, dominando a produção local. O que vem ocorrendo é um trânsito do local e universal. Exemplo disso são estátuas coloridas em coberturas de plástico, feitas em São Paulo. A novidade sempre chega com as romarias. O romeiro gosta dessa criatividade. Não há uma padronização da imagem. Tem Padre Cícero em pé, sentado, só o rosto, de plástico. É uma tradição que busca coisas novas. O povo de Juazeiro do Norte, que considero um lugar mágico, é muito criativo e, a partir dessa novidade, virão outras grandes invenções também.

* Professor do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador de romarias em Juazeiro do Norte

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter


Mais informações:
Raimundo Mailson de Sousa
Rua da Conceição, 88-A, esquina com a Praça do Socorro
Bairro do Socorro
(88) 8819.1314

Reportagem: Elizângela Santos.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

Brasileiros terão uma nova carteira de identidade a partir de 2009

Brasília – A partir de janeiro de 2009, os brasileiros terão uma nova carteira de identidade. A novidade é que nela estarão incluídos os dados de todos os documentos pessoais do cidadão, além de informações sobre sua biometria, como altura e cor dos olhos. A lei que prevê esse documento existe há mais de uma década, mas só agora será regulamentada pelo governo, que deve editar nos próximos dias um decreto estabelecendo as novas regras. Com a mudança, o cidadão terá um único número em seus documentos atuais. Isso evitará, por exemplo, que o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pague benefícios duplicados para cerca de 15 milhões de pessoas.

Em abril de 1997, o governo criou o Registro Único de Identidade Civil (RIC), cuja regulamentação deveria ocorrer seis meses depois. Além disso, a legislação previa que todos os documentos perderiam a validade em um prazo máximo de cinco anos, a partir da promulgação da lei. Em 2004, o Palácio do Planalto criou uma comissão interministerial para tentar implantar o sistema, mas não deu certo. A conclusão foi de que, se todas as carteiras de identidade fossem mudadas na época, o custo seria muito alto. Além disso, apenas uma empresa alemã estava habilitada em todo o mundo a fazer este tipo de trabalho.

Com a implantação do Afis (sigla em inglês do Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais) no Instituto Nacional de Identificação (INI) da Polícia Federal, a intenção é gerar um número nacional para todos os brasileiros. Hoje, cada órgão que cuida do assunto nos estados produz um número diferente de carteira de identidade, o que possibilita a uma pessoa emitir o documento em diferentes regiões. Agora, as impressões digitais serão encaminhadas para o INI, que fará um único banco de dados.

“Hoje, alguns estados não fazem o exame de digital, possibilitando a emissão (de documento) por mais de uma vez. Agora, as digitais serão enviadas ao INI, que checará se não há outro indivíduo com a mesma biometria, mas usando outro nome. Isso acabará com as fraudes”, explica o diretor do INI, Marcos Elias Cláudio de Araújo. A partir disso, o instituto da Polícia Federal enviará as informações para outros órgãos públicos, como INSS, tribunais eleitorais, Receita Federal, entre outros. O cidadão passa a ter, além do número original de seus documentos, um novo número, que será único para todas as instituições.

Fonte: Site UAI


Por:João Paulo Fernandes