20 setembro 2008

OTIMISMO - Bovespa sobe quase 10% e tem maior alta em 9 anos

Bovespa sobe quase 10% e tem maior alta em 9 anos

Divulgação de medidas para reduzir riscos nos EUA animaram investidores e provocaram euforia nos mercados

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte valorização nesta sexta-feira, 19, seguindo a euforia dos mercados mundiais após a divulgação de medidas nos Estados Unidos para reduzir os riscos sistêmicos do mercado financeiro - risco de que uma instituição financeira em dificuldade deixe de pagar outra, causando um efeito dominó e levando ao colapso de todo o sistema financeiro. O principal índice da Bovespa teve alta de 9,57%, fechando aos 53.055 pontos. A elevação é a maior registrada desde 15 de janeiro de 1999.

Em Nova York, as ações norte-americanas apresentaram um rali na sessão, encerrando a semana que viu a reforma mais dramática no cenário financeiro desde a Grande Depressão. De acordo com dados preliminares, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 3,35%, para 11.388 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 3,40%, para 2.273 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 4,03%, para 1.255 pontos.

Na Europa, a Bolsa de Londres subiu mais de 400 pontos, a maior elevação em 20 anos, fechando em alta de 8,84%. Em Paris, a alta foi de 9,27%, para 4.324 pontos, e em Frankfurt houve elevação de 5,56%.

Liderados pelo secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, as autoridades norte-americanas estão desenhando uma solução para resolver o problema das centenas de bilhões de dólares em dívidas podres de hipotecas.

O Tesouro dos Estados Unidos, o banco central (Federal Reserve) e a Securities and Exchange Comission (SEC - órgão fiscalizador do mercado americano) anunciaram uma série de medidas na manhã desta Sexta-feira. Depois disso, Paulson afirmou que os planos para assumir os ativos hipotecários problemáticos das instituições financeiras, além de outros esforços para aumentar a compra de títulos lastreados em hipotecas, vão custar caro, mas não tomar nenhuma atitude custaria muito mais.

Pela terceira vez nesta semana, o presidente dos EUA, George W. Bush, falou sobre a crise. Ele defendeu que a administração está tomando "ações sem precedentes" para lidar com a crise nos mercados financeiros. Ele disse que aprecia a boa vontade do Congresso em trabalhar com o governo para enfrentar a crise "de frente". Ao seu lado, estavam o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, o secretário do Tesouro e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC - órgão fiscalizador do mercado americano), Christopher Cox.

Além disso, em mais uma ação extraordinária, os EUA uniram-se à Grã-Bretanha na aposta de restrição temporária de vendas à descoberto de ações financeiras. Os investidores que praticam vendas à descoberto, que lucram quando as ações caem, têm sido culpados por contribuir com o colapso do Lehman Brothers e do forte declínio de outros papéis financeiros neste ano.

Dólar

O dólar teve a maior queda diária em mais de seis anos nesta sexta-feira, anulando a disparada da véspera com a atuação do Banco Central e o otimismo internacional por um plano dos Estados Unidos contra a crise financeira. A moeda norte-americana terminou a R$ 1,831, com queda de 5,13%. É a maior queda percentual desde 1º de agosto de 2002.

Nesta sexta, o BC realizou os primeiros dois leilões de venda da moeda anunciados na quinta-feira. O leilão de venda conjugada - em que o BC, na prática, "empresta" dólares ao mercado, tem a intenção de suprir a escassez de crédito em moeda estrangeira no País.

Na primeira operação do dia, ainda de manhã, o Banco Central vendeu US$ 200 milhões. Durante o leilão, foram aceitas apenas duas propostas, nas quais a taxa máxima de recompra aceita pela autoridade monetária ficou em R$ 1,851100. A recompra acontecerá em 23 de outubro. Os dólares foram vendidos com taxa de R$ 1,8380 e a liquidação da venda será em 23 de setembro.

No segundo leilão, às 15 horas, o BC vendeu US$ 300 milhões. Foram aceitas seis propostas, nas quais a taxa máxima de recompra ficou em R$ 1,839953. A recompra acontecerá em 23 de outubro. Os dólares foram vendidos com taxa de R$ 1,8270 e a liquidação da venda será em 23 de setembro.

Apesar da grande queda nesta sexta, o mercado não conseguiu reverter completamente a alta acumulada na semana e ainda exibiu valorização de 2,75% em relação à sexta-feira passada.

Fonte: Jornal "O Povo"
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Grande Show do cantor Cratense EDUARDO JÚNIOR & OS FILHOS DO CRATO

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Grande Dihelson segue em anexo matéria para o Blog do Crato . Hoje segue a foto.
Um abraço, Eduardo Júnior

Festa da Posse da Nova Diretoria Eleita do Conjunto Habitacional São José dos Campos no bairro do Seminário terá Palco Montado no Meio da Avenida lavras da para um Grande Show do cantor Cratense EDUARDO JÙNIOR & OS FILHOS DO CRATO, terá ainda Seresta com Geraldo Lima, antes dos shows acontecera Bingo beneficente com os seguintes Prémios, Um Carneiro, Um Ventilador, Um Ferro de passar, Uma panela de pressão. A Festa Começa às 19:00Hs e Marcos Som animará a festa. Venham festejar com a gente.

Por Eduardo Júnior

ONDE ANDA VOCÊ?

O que deu errado? Uma longa fase de crescimento rápido, inflação e juros baixos e estabilidade macroeconômica gerou complacência e elevou a disposição para riscos. A estabilidade levou à instabilidade. (Martin Wolf – Financial Times)




Afinal o que ocorre? Para alguns é o movimento pendular do capitalismo entre o Estado e o Mercado. Por ocasiões o pêndulo tende para o mercado livre, auto-regulado, um ente racional que aposta nas melhores soluções e todos vivem felizes. Por outra é o Estado, regulador, indutor de estratégias, com proteções sociais e a igualdade traz a paz. Mas é isso mesmo o que ocorreu entre os anos 80 e estes 10 primeiros anos do século XXI, compreendido como o da era Teatcher-Reagen?

Aí dizemos dos Estados enfraquecidos, insuficientes para coisas complexas. Estados enxugados e reduzidos a uma linha de base que não interviesse nas leis de ouro do capitalismo. Aliás, cada vez mais as leis do capitalismo se reduzem a uma única: demanda e oferta. Uma vez deixada ao sabor dos seus movimentos, os agentes racionais, que se disseminam no mercado, conhecem exatamente a estrutura da economia e deste modo são capazes de se antecipar à evolução dos fatos. Aí o mundo segue. Mas o mundo é como um animal mesmo, mais que o outro animal do mercado, agita-se e a racionalidade perde a tramontana. Só não se imaginava que um ultra liberal como Martin Wolf viesse dizer que a regra de ouro, ela mesma, levasse à crise.

Mas tem um dado que nos deixa mais confusos. E confusão como sintoma mesmo de um contraditório que atravessa nossa visão, mas não o entendemos, pois nosso modelo de mundo racional se antepõe a esta visão. Ambos não combinam. Qual seja, se o neoliberalismo enxugou os Estados, levou tudo ao Estado Mínimo, que tanta grana é essa que sai das burras dos Estados nacionais para encher as malfadadas ações do mercado? Então o Estado era mínimo, mas o caixa era máximo? O Estado nada podia, era insuficiente e agora pode tudo, até nos salvar de uma quebradeira ao estilo anos 30? O Estado pode fazer guerra ao terrorismo, punir nações não pagadoras, punir populações rebeldes? Tem algo efetivamente contraditório nisso tudo.

Uma maneira de dirimir a contradição é contemplar se efetivamente ela existe. E ao que tudo leva a crer ela não existe. Jamais o capitalismo pôde abdicar dos Estados Nacionais. Apenas precisava limar limites nacionais para que os capitais, especialmente o financeiro, pudessem fazer o jogo livre de "novos produtos" para ganhar dinheiro, inventar a securitização, os derivados e jogar solto na face oculta da Globalização. Mas aí vem a revelação clara da era neoliberal: não se tratava de reformas para o livre mercado, mas de controle sobre os ganhos do trabalho e a proteção social que os movimentos trabalhistas haviam implantado nas sociedades do pós-segunda guerra.

A prova cabal foi a ampliação a quase início do século XX das desigualdades sociais em todo o ocidente. E agora que os Estados têm que salvar as empresas, como fica a questão do trabalho e das sociedades? Será muito pouco improvável que uma crise social não surja deste cenário. Uma crise social que tenderá a rever todo o rebaixamento da vida dos trabalhadores. Não é possível que após a farra das empresas um novo arranjo não se faça. Uma das coisas que mais chocou nos fatos da agonia do Leahman Brothers não foi apenas a sua quebra, mas essencialmente reconhecer-se que o banco operava com produtos fora da regulamentação, "inovadores" e o pior de todos os pecados, não contabilizados.

Uma contabilidade mentirosa, que não revele a verdadeira situação das empresas, é um dano irreparável ao capitalismo. Especialmente ao que resta de vida nele que são os chamados "agentes racionais" pois como este poderão tomar atitudes racionais se as informações não se ajustam à realidade? E vejamos que isso é um grande problema nos EUA, todas as famosas agências de risco erraram feio em sua previsão. Todas estão no furacão da crise, prestes a quebrar ou serem vendidas. A racionalidade esteve a serviço do irracional.

Baterista de Rhytm and Blues morre aos 84 anos

LOS ANGELES (Reuters) - O baterista de rhythm and blues Earl Palmer, mais conhecido por suas performances em Nova Orleans com nomes como Fats Domino e Little Richard, morreu na sexta-feira, em sua casa, em Los Angeles, aos 84 anos, afirmou sua família.

Palmer tocou centenas de sucessos durante sua carreira entre os anos de 1940 e 1970 que o levaram para o Hall da Fama do Rock and Roll.

A performance do baterista em sucessos como "The Fat Man", de Fats Domino, "Tutti Frutti and Smiley", de Richard era marcada por fortes batidas que eram sua marca registrada e ajudaram a transformar o rhythm and blues no rock and roll.

Além de sua colaboração com artistas do R&B e do blues em Nova Orleans, Palmer era sempre requisitado para gravações de estrelas desde Frank Sinatra e Sarah Vaughan a Elvis Costello, Ray Charles, Dizzie Gillespie e Count Basie.

SESC CRATO: - A História do Violão.

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O SESC traz ao Crato mais uma ação do projeto Sonora Brasil. O projeto está hoje consolidado como iniciativa das mais relevantes no país; promovendo a circulação de grupos nacionais de indiscutível qualidade nas capitais e em cidades do interior, o Sonora Brasil difunde parcela significativa de nossa produção musical, privilegiando o desenvolvimento histórico da música no Brasil. Como expressão maior desse enfoque, o Projeto apresenta ao público a Exposição “A História do Violão”. Através do conhecimento da evolução do instrumento, tão caro a diversas culturas além da brasileira, esperamos propiciar ao espectador oportunidade de conviver com o mesmo fascínio que nos move em direção a estes saberes. Ao realizar o Sonora Brasil o SESC anseia ampliar de forma crescente sua ação cultural, contribuindo para o desenvolvimento do comerciário e de toda a sociedade.

A abertura da Exposição acontecerá no dia 22 de setembro (segunda) às 15h, seguida da palestra “A História do Violão” com o luthier Joaquim Pinheiro, curador da Exposição.

SERVIÇO:
Exposição “A História do Violão”
De 22 a 27 de setembro de 2008
Galeria de Artes do SESC.
Entrada Franca.
Dia 22 às 15h
Abertura da Exposição e Palestra “A História do Violão”.
Com o luthier Joaquim Pinheiro.


Fonte: SESC Crato - Carla Prata
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Futebol - Atualização - Por: Amilton Silva

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Foi Iniciada ontem com quatro jogos a 26ª rodada do brasileirão série B:

Bahia 1 X 1 Ceara São Caetano 1 X 1 Santo André Juventude 4 X 3 Vila Nova Avaí 1 X 1 Amerina RN
A rodada será completada hoje com seis jogos:

Brasiliense X Gama Barueri X CRB ABC X Paraná Fortaleza X Criciuma Bragantino X Marília Corinthians X Ponte Preta

Pela 26ª rodada do brasileirão da série A, serão realizados tres jogos, todos com início programado para às 18:30:

Fluminense X Coritiba Atlético MG X Nautico Goiás X Santos

O jogo entre Fluminense e Coritiba será realizado no Maracanâ, e terá a estréia do jogador Ciel, que já atuou pela equipe do Icasa de Juazeiro do Norte e Ceara. A equipe do Flu terá que vencer para fugir da zona de rebaixamento.

Por: Amilton Silva

UMA LIÇÃO DE CIVILIDADE - Por: Carlos Eduardo Esmeraldo.

Vivíamos no Crato em outubro de 1958, eleições disputadíssimas. Concorriam ao cargo de prefeito o senhor Pedro Felício Cavalcante pelo PSD e José Horácio Pequeno pela UDN. Os comícios eram concorridíssimos de cada lado. Os udenistas chamavam os pessedistas de “gogó”, e eu nunca soube o porquê, e estes replicavam que os udenistas eram os “carrapatos”, talvez numa referência aos candidatos desse partido terem vencido várias e sucessivas eleições. O meu pai concorria ao cargo de vice-prefeito na chapa da UDN. Era a primeira vez que esse cargo, desnecessário ainda hoje, era disputado. Gerson Moreira, um dos meninos mais udenistas que conheci, desde criança um líder natural, organizou um comício dos meninos que a cada dia ganhava mais adeptos. À medida que as eleições se aproximavam mais gente acorria ao comício dos futuros polítcos da nossa cidade. Surgiram palanques, sistema de som, todo requinte que os comícios dos políticos de verdade tinham. Pedro Felício concorria pela quarta vez e compuseram uma paródia musical cujo refrão eu guardo na memória: (“hei Pedro Felício, hei seu teimosão, hei esta será a quarta decepção...”). Certa noite, houve um desses comícios dos meninos defronte a casa do senhor José Honor de Brito, na Rua José Carvalho, bem perto de onde eu morava. Gerson, quando me viu, convidou-me para o palanque e após alguns oradores falarem muito bem, surpreendeu-me dizendo: “agora vamos ouvir o filho do futuro vice-prefeito do Crato!” E de súbito, vi-me engasgado, com o microfone nas mãos, todo trêmulo e sem saber o que falar. Então cochichei para o Gerson: “O que é que eu digo?” E alguém não identificado respondeu: “Diga que Pedro Felício é um ladrão!” Repeti como uma marionete esse recado, sem ao certo imaginar o que estava dizendo e fui muito aplaudido pela platéia que enchia a rua defronte do palanque. Ao final daquele comício mirim que se encerrava cedo, provavelmente às oito horas da noite, voltei para casa satisfeito, crente que havia colaborado para eleição do meu partido. Mas por cerca das dez horas daquela mesma noite, eu fui bruscamente acordado pelo meu pai. Após a aplicação do corretivo usual para a educação daquele tempo, uma expressão que meu pai usou ficou para sempre no meu íntimo: “Pedro Felício é um homem de bem, é muito honesto e meu amigo. Eu não admito que você volte a falar o que falou dele! E está proibido de ir a esses comícios.” Realmente observava que papai se dava bem com todos os políticos do PSD e com seus eleitores também. Certa vez ele viajou com Pedro Felício, Jósio Araripe e outros amigos a Minas Gerais para comprarem gado da raça gir e nelore, ainda não existentes na nossa região. Muitos dos primos e primas do meu pai, da família Pinheiro eram do PSD e jamais houve inimizade entre eles.
Terminada a apuração da cidade, naquela época apuravam-se em primeiro lugar os votos das urnas da cidade e depois a votação dos distritos, Pedro Felício vencia o pleito com uma boa maioria, algo em torno de mil votos, se não me falha a memória. Para vice-prefeito meu pai tinha quase a mesma votação que seu Pedro. Os pessedistas já comemoravam a eleição como certa. Diziam que aquela diferença não daria para os currais udenistas desfazerem. Assistíamos ansiosos os resultados dos distritos e zona rural. Estávamos nas últimas urnas e a diferença cada vez mais sendo desfeita. Encerrada a apuração registrou-se a vitória do prefeito José Horácio Pequeno por uma pequena maioria, creio que 58 ou 63 votos, não sei dizer com certeza, só que foi por um valor muito pequeno. Eu estava presente ao encerramento daquela apuração, observando de longe a reação dos derrotados. Pedro Felício colocou o chapéu na cabeça, desceu humildemente as escadas da antiga prefeitura, onde hoje fica o museu do Crato, e se dirigiu à Rua Nelson Alencar, residência de José Horácio Pequeno. A molecada acompanhava cantando o hino do “teimosão”. Vi quando ele entrou na casa do prefeito eleito, cumprimentou-o efusivamente, desejou os maiores êxitos para sua administração, bebeu o que lhe foi oferecido pelo anfitrião, participou da alegria dos vitoriosos por alguns minutos e, em seguida rumou para nossa casa para cumprimentar meu pai. Aquela atitude foi uma das maiores demonstração de urbanidade que eu já presenciei num homem público. Quatro anos mais tarde, meu pai desligou-se da UDN. Sentiu-se traído por seus correligionários. Aconteceu o seguinte: em julho de 1962, a alta cúpula da UDN reuniu-se em nossa casa do São José para tentar convencer meu pai a ser candidato a prefeito. Havia o senhor Derval Peixoto pretendendo ser candidato a prefeito, mas conseguiram convencer meu pai a ser o candidato. Mas ocorreu que o Dr. Derval Peixoto, excelente estrategista, lançou-se candidato a Deputado Estadual. Era um tiro na eleição do coronel Filemon. Na convenção, meu pai foi surpreendido com a escolha do doutor Derval. Lembro-me quando meu pai disse: “O resultado dessa escolha vai ser a derrota da UDN.” E a partir daquele momento, ele desligou-se da UDN e inscreveu-se num partido pequeno, para no que a imprensa passou a chamar anos depois, ser um anticandidato. Nas eleições, Pedro Felício que se candidatara a prefeito pela quinta vez, foi eleito, também por pequena margem. Ele ainda foi reeleito dez anos depois. Em julho de 1975, tão logo eu passei a trabalhar no Departamento Regional da Coelce, em Juazeiro do Norte, observei que a Prefeitura do Crato tinha um saldo elevado na conta da iluminação pública, suficiente para edificar alguns projetos de construção de redes elétricas. Minha primeira atitude foi telefonar para seu Pedro Felício e comunicar-lhe que aquela reserva poderia ser utilizada em obras. Ele eletrificou parte de um bairro pobre do Crato e no Natal daquele mesmo ano me convidou para inauguração da obra. Quando ele falou entregando aquela iluminação à população, agradeceu muito a mim e passamos a ser amigos. Anos depois fui vizinho de sua filha, a dona Naylê, e não poderia ter melhor vizinha. Ela e seu marido sempre souberam tolerar com muita paciência as estripulias dos meus filhos, que tanto subiam no telhado da nossa casa, quanto no da casa deles, danificando algumas telhas. Nem ela, nem seu marido me cobraram nada. Eu mesmo, quando soube pelas telhas quebradas da minha casa, tomei a iniciativa de mandar repor as telhas danificadas, tanto da minha quanto da residência dela. A lição de civilidade de “seu” Pedro ficou projetada também nas suas duas filhas e nos seus netos.

Carlos Eduardo Esmeraldo.