12 setembro 2008

Olá, RIO GRANDE DO SUL !!!

Olá, RIO GRANDE DO SUL !!!

Recebi agora há pouco uma linda manifestação de carinho de uma Cratense que mora no Rio Grande do Sul, e que escuta a Rádio Chapada do Araripe numa manhã fria e solitária. Quero então cumprimentar essa ouvinte, que a secretária eletrônica do Blog a interrompeu antes que pronunciasse o seu nome. Mas fica aqui o meu mais profundo agradecimento pelas palavras gentis, pela mensagem de carinho e solidariedade ao blog do Crato e ao meu trabalho.

Muito obrigado!

Dihelson Mendonça

UDENISMO E A CONTA MÉDICA

Existem polêmicas que, por critérios pessoais, desistimos. As vezes revela-se o que se pensa e se dar por satisfeito, até porque o assunto tomou outro rumo. No entanto, refletindo mais, tem dois assuntos, um derivado do primeiro que gostaria de abordar. O primeiro é uma postagem de Valdetário Siebra sobre a história de uma criança em situação de risco na cidade do Recife. Fiz um breve comentário sobre a necessidade de se trazer para o universo político (a polis aquele que por vezes as pessoas saltam da sua individualidade para uma pluralidade transformadora) a questão da pobreza e da fome das crianças no Brasil. Mas não foi nesse o sentido que os demais comentários vieram. Migraram para o ceticismo em relação ao relato do médico e para uma ácida crítica a uma certa "inconsciência social" dos médicos e a voracidade por ganhar dinheiro. A segunda foi, em resposta a este enfoque, de que havia por trás disso um certo "udenismo" nos comentários. Aí passamos à postagem em defesa do udenismo tendo como tese a listagem das pessoas de bem que praticaram o poder na cidade do Crato por este ideário político.

Pelo fim. O "udenismo" é uma categoria histórica reconhecida pela literatura, dicionarizada como os filiados ao antigo partido da UDN e até mesmo faz parte de uma categoria ideológico política. Como categoria histórica o udenismo se criou como uma forte oposição ao governo Getúlio Vargas, combateu este político até a sua morte e com certeza, não por medidas exatamente democrática, tentou o golpe contra Getúlio e depois contra Juscelino Kubitscek. A liderança de um político de renome dos quadros da UDN, Carlos Lacerda, junto com militares da Aeronáutica (o ícone da Aeronáutica, Brigadeiro Eduardo Gomes fora derrotado por Getúlio) esteve por trás das pressões políticas que levaram ao suicídio de Getúlio. Do ponto de vista ideológico o udenismo era uma mistura de defesa das classes médias com a defesa dos grandes proprietários de terra. Por isso mesmo que pendulavam, por vezes, suas posições. Foram a favor do monopólio do petróleo e votaram contra a cassação dos comunistas, mas ao mesmo tempo eram contra a intervenção do Estado na economia, denunciavam a infiltração comunista e contestavam os resultados eleitorais quando perdiam eleições. Perderam as eleições para a presidência nos anos de 1945, 1950 e 1955, ganharam com Jânio Quadros e apoiaram o Golpe Militar de 1964.

Sendo o udenismo uma colcha ideológica, dada a diferença da raiz social do partido, nas suas teses políticas coexistiam ideais liberais, autoritários, progressistas e conservadores. O estilo de fazer política do udenismo era exuberante, denuncista, apegado ao liberalismo, ao bacharelismo, ao moralismo e um horror quase patológico aos chamados "populismos". O interessante é que a UDN na sua representação no Congresso Nacional tinha maior representação de proprietários de terra e funcionários públicos que qualquer outro partido, inclusive o PSD. A UDN sempre foi aliada dos empresários nacionais associados aos capitais estrangeiros e até por isso e em razão da guerra fria era adesista contumaz dos EUA. No embate político daquela época os inimigos da UDN a classificava como o "partido dos golpistas", "partido dos cartolas" e o seus aliados como o "partido do lenço branco" e "partido da aliança liberal". A UDN nunca foi apegada a determinadas formas de governo, especialmente a do voto secreto, como uma instituição essencialmente moralista já abria seu programa com a frase: "de nada valem as formas de governo, se é má a qualidade dos homens que nos governam".

Em síntese o Udenismo evoluiu historicamente numa radicalização já entranhada no seu ideário e nas suas práticas. A primeira fase do udenismo é essencialmente antigetulista e contra a política social e a intervenção do Estado na economia. A segunda fase é essencialmente moralista, combatia a corrupção do governo da aliança PSD-PTB. A terceira fase é a do anticomunismo radical que se aproxima de Adhemar de Barros e protagoniza o golpe de 64 com a deposição de João Goulart.

Agora, todos nós, sem exceção, vejamos que este mesmo ideário, com um certo ajuste histórico se encontra presente na realidade contemporânea. Por outro lado não podemos deixar de prestar a atenção que este ideário se adere precisamente na intimidade de todas as localidades. Especialmente o Crato que teve uma tradição política extremamente conservadora e udenista. Isso sem contar que as lideranças do velho clero do Crato migraram remotamente do integralismo para um udenismo de resultado junto às famílias que dominavam a região.

Quanto à questão da conta médica. Em primeiro lugar para se aceitar a ordem econômica vigente é preciso que toda pessoa de boa fé critique-a em sua raiz, pois desejar que os médicos virem sacerdotes, quando nem isso é realidade no seio das igrejas, especialmente as neo-pentecostais, é um exercício de mero desabafo. Ele, por mais sincero e contundente que seja, não mexe nem uma palha numa ordem cuja matriz é o lucro e o progresso material desbragado. Querer a ordem capitalista para seu progresso pessoal e criticar os médico por tal, é meia crítica e como não existe meia crítica, não se vê crítica alguma. Mas é claro, existem as críticas pessoais e estas apesar de provincianas vigem até na cultural mundial da imprensa americana.

UFC NO CARIRI COM PREVISÃO DE NOVOS CURSOS

Atualmente, o Campus Avançado da UFC do Cariri, localizado no Bairro Universitário de Juazeiro, conta com 600 alunos estudando em seis cursos, mas em condições de acolher 1.360 quando, em breve, forem implantados outros cinco cursos. Em nome desses alunos, o prefeito Raimundo Macedo manifestou a sua gratidão diretamente ao presidente Lula quando o mesmo esteve em Juazeiro. Da mesma forma procedeu em relação ao Centro Federal de Ensino Tecnológico, outro estabelecimento de ensino mantido pela União. É que o Cefet está se expandindo com a implantação de um complex o poliesportivo. Quanto a UFC, ele antecipou, inclusive, a sua gratidão ante o anúncio do futuro plano de expansão do Campus Cariri com a instalação, em quatro anos, de cinco cursos de Doutorado e dez de Mestrado. De acordo com Raimundão, na área de Doutorado são os seguintes: Saúde Pública, Gestão, Geologia, Recursos Hídricos e Meio Ambiente e Química. Já na área de Mestrado serão: Saúde Pública, Engenharia de Produção, Gestão da Construção Civil, Gestão Pública, Gestão do Meio Ambiente, Solos, Irrigação, Educação, Filosofia e Ciências da Informação.

Por: Tarso Araújo.

Nos tempos de encurtamento de fronteiras até a censura se modernizou. A justiça e seus Deuses parecem ter parado no tempo do último ditador

Nota do Blog do Crato:

Pedimos desculpas aos nossos leitores e ao autor do artigo, mas o texto que foi publicado aqui há poucos minutos, de inteira responsabilidade de Tiago Viana, autor do Blog "Rastreadores de Impurezas", foi retirado do ar por mim, Dihelson Mendonça, por temer a repressão que a Justiça vem fazendo na internet, com suas pesadas multas e autoritarismo exacerbado. Apesar de vivermos numa ilusão de estado democrático, em que supostamente o pensamento seria livre, o Blog do Crato tem sido alvo de ataques por parte de "elementos" que se propõe a aplicar a mesma. Sendo assim, para evitar maiores encrencas, decidi, como administrador deste Blog do Crato, que o excelente e esclarecedor artigo escrito escrito pelo Tiago Viana não poderá ser apresentado neste Blog, mas poderá ser lido no Blog do autor, cujo endereço eletrônico se encontra logo abaixo para quem desejar ler.

Peço desculpas a todos pelo transtorno, e ao autor do artigo, mas "gato escaldado sente medo de água fria", e contra os operadores da justiça ou da injustiça no Brasil, ninguém está a salvo. Vamos falar sobre floricultura que é melhor...

Dihelson Mendonça



Para ler o Artigo original, visite o próprio website do autor no link abaixo:

Por: RastreadoreS de ImpurezaS
http://rastreadoresdeimpurezas.blogspot.com/


Conto - Os possantes, os grilos e os cupins - Por: Nijair Pinto


As ruas estavam tranqüilas e somente aqui ou ali se via algum transeunte.

Eu estava distraído e observava a passividade com que os carros se enfileiravam – era provável que se protegessem mutuamente na espera dos donos que os levariam para casa ou qualquer outro lugar da cidade ou do planeta. Os destinos, apesar de incertos e vários, seriam todos catalisados pela ciência. Um senhor de avançada idade se aproxima e liga um fusquinha modelo da década de setenta. Ele dá na chave e escuto o rufar característico das possantes máquinas de outrora, hoje verdadeiros museus ambulantes que teimam contrastar com as novas máquinas automotivas. Sei que existe uma nova versão para o carro de operário, mas os atuais da mesma marca em nada se aproximam do poder histórico dos antepassados. Que o digam nossos avós! Quantos segredos eles não levaram para os túmulos, deixando, como únicas testemunhas, os bancos dos fusquinhas e os gemidos e os sussurros que se perderam no tempo.

‘Fusquinha’, ‘Pretinha’, ‘Perebinha’... Por que tantos diminutivos? Ah se meu Fusca falasse! Ah se a ‘Pretinha’ não me pegasse...

Os mesmos bancos onde nossos avós se agarraram, dentro do ‘Fusquinha’, serviam para dar conselhos aos delinqüentes presos pela Polícia em suas famosas ‘Pretinhas’. Talvez os mais moços estejam dando gargalhadas agora, mas é verdade; eram as Pretinhas (fuscas turbinados e caracterizados) que conduziam os marginais à delegacia. Duvido alguém dessa época não identificar ainda hoje o som de uma sirene de ‘Pretinha’!

Os militares eram outros; os facínoras eram outros; a sociedade era outra. Temíamos quase nada. Íamos às tertúlias e voltávamos tarde da noite, sozinhos. Saudade? Posso falar ‘que no meu tempo’... Bobagem! O tempo é o de agora e a vida é a que vivemos. O resto nos serve apenas como pano de fundo para nossas recordações e nada mais.

O ‘poçante’ fusquinha sai em disparada, deixando uma poça de óleo queimado no chão – mais uma conseqüência do tempo. E nós, homens e mulheres, como máquinas (máquinas?), também temos nossos defeitos de tubulação.

Recordo-me dos grileiros, homens astutos. Conhece a origem do termo, sua etimologia? Contou-me um amigo que em remotos tempos, época onde havia muitas terras devolutas em nosso país, muito mais que as de agora, os camponeses e os aventureiros falsificavam as datas dos documentos de posse das terras e, ao receberem os papéis da documentação, eles os colocavam em baús com grilos no interior. Os indefesos animais, ao caminharem e realizarem suas necessidades em cima dos papéis, davam às documentações aspecto de velhos, justificando visualmente a data. Folclore ou realidade? Seria esta mais uma marca da nossa colonização? Vendendo o peixe do mesmo modo que o comprei, confesso que não assinaria nenhuma daquelas folhas em branco, mesmo um branco desgastado pelo relativizado tempo que os grilos camuflavam – e olhe que no tempo das pretinhas e dos fusquinhas, cabelos brancos eram sinal de respeito e nossos patriarcas honravam o calejar imposto pelas marcas da senilidade.

Os grilos pelo menos não comiam os papéis! No máximo eles os carimbavam com selos reais. Nos quartéis onde dormiam as pretinhas, entretanto, os cupins trabalhavam vinte e quatro horas todos os dias. Esta é outra narrativa que me foi contada pelo mesmo amigo.

Contou-me ele que, à época das pretinhas, muitos milicianos cujas férias já haviam sido gozadas, requeriam-nas novamente para fins de aposentadoria.

Procuravam-se os boletins. Vasculhavam-se os assentamentos do militar e nada, nenhuma prova, não havia publicação. Gerava-se uma celeuma. Ouviam-se gritos de chefes atabalhoados com o sumiço das documentações, mas a cartada final, dissipadora de todas as dúvidas, era irrepreensível:

– Chefe, será que o boletim dessa publicação não estava no meio daqueles que os cupins comeram?

– Isso mesmo, rapaz! Nada como um bom assessor! – sentenciava o aliviado chefe.

E assim, entre grilos e cupins, caminha a humanidade.


Nijair Araújo Pinto

Crato-CE, 11 de setembro de 2008.
10h38min

Museus - É IMPORTANTE VALORIZAR E RECONHECER

É IMPORTANTE VALORIZAR E RECONHECER

Gostaria de aproveitar este blog e agradecer a tão calorosa recepção que Eu e meus alunos da Turma de pós - Graduação em Geopolítica da FIP tivemos junto as funcionários do Museu Histórico e de Artes do Crato. Reforço o agradecimento pois todos (alunos de diversas cidades do cariri) sem exceção ficarão impressionados e até emocionados pelo fato de terem conhecido dois museus tão ricos e belos no tocante a historiografia do cariri. Aproveito para contestar uma regra, aquela que diz que os nossos funcionários públicos são despreparados e trabalharam sem motivação. No museus podemos presenciar uma equipe que deixava externar o amor por aquilo que faz. Em nome da Turma de Geopolítica da Faculdades Integradas de Patos.

João Ludgero

Responsável Pela Cadeira de Formação das Estruturas Políticas e Econômicas do Brasil

Denúncia Funciona! - DN publica reportagem sobre o Zoonoses do Crato.


Cães são sacrificados em câmara de gás ( No CRATO )

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Cerca de 70 a 100 cães chegam ao Centro de Controle de Zoonoses do Crato, por semana, para serem sacrificados. Ele morrem queimados e por asfixia (Foto: Antonio Vicelmo)

Método cruel, segundo a Uipa, está sendo adotado para o sacrifício de cachorros no Centro de Zoonose do Crato

Crato. Os cães apreendidos pelo Centro de Controle de Zoonoses do Crato estão sendo sacrificados numa câmara de gás, o mesmo processo utilizado pelos nazistas para exterminar os judeus na segunda guerra mundial. Consiste na injeção de gás carbônico (CO2), numa câmara hermeticamente fechada, onde são colocados os cachorros. Cerca de 70 a 100 cães chegam ao Centro de Zoonoses do município, por semana, para serem sacrificados.

O gás é produzido por um motor Volkswagen, cujo cano de escape é interligado a câmara, um cubículo de apenas 1,5m quadrado. O gás produzido pelos motores dos automóveis é o mesmo que existe na atmosfera, porém se ultrapassado um certo limite pode tornar-se asfixiante e ocasionar a morte em pouco tempo, conforme o médico veterinário Ricardo Pierre Martins, funcionário do Centro de Zoonoses do Crato. “É um gás inodoro, incolor, sufocante, não inflamável, mais pesado que o ar. Em menos de 10 minutos os cães são mortos”, diz o veterinário.

O método é questionado pela presidente da União Internacional Protetora dos Animais, no Estado do Ceará, (Uipa) Geuza Leitão, com base na resolução nº 714, de 20 de junho de 2002, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Ela diz que a câmara de gás foi abolida. “É um método cruel que, além de queimar o animal, o mata por asfixia”. Geuza levanta suspeita sobre a aplicação de medicamentos anestésicos nos animais. Ela diz que, provavelmente, isso não está acontecendo.

Proibição

O diretor técnico do Centro de Zoonoses, Eldon Menezes, afirma que estão sendo cumpridas todas as exigências para o sacrifício dos cães. Ele mostra os anestésicos que são aplicados antes de levar os animais para a câmara. Quanto a proibição do gás carbônico e, consequentemente, da câmara de gás, ele desconhece.

A resolução 714 recomenda para cães o uso de barbitúricos, anestésicos inaláveis, cloreto de potássio com anestesia geral prévia. No caso da câmara de gás do Centro de Zoonoses do Crato está sendo utilizado o CO2 que, de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, não é permitido.

Cloreto de potássio

A proibição da câmara de gás é também confirmada pela professora de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Favet-Uece), Marilac Maria Arnaldo Alencar. Ela explica que o método recomendado é a aplicação dos anestésicos Quetamina, Xilazina e cloreto de potássio no músculo do animal.

Este tipo de eutanásia, segundo Marilac, será substituído por uma anestesia barbitúrica endovenosa, anestésico realizado com o objetivo de bloquear os estímulos dolorosos que são conduzidos através da medula espinhal. A veterinária explica que está havendo um conflito na interpretação da resolução do CFMV.

Enquanto a decisão disponível no site do CFMV não fala em CO2, a resolução consultada pelos médicos veterinários do Centro de Zoonoses do Crato inclui o gás carbônico como um dos métodos recomendados para a eutanásia.

Diante do impasse, Marilac sugere que a resolução oficial do Conselho seja mais divulgada para evitar o que vem ocorrendo na maioria dos Centros de Zoonoses, isto é, o sacrifício de animais em condições que ferem os princípios normatizados pelo CFMV.

O termo “eutanásia” significa “morte fácil” e, assim, possui a explícita implicação de uma morte tranqüila, sem dor, medo ou ansiedade. O homem tem, em geral, consciência da inevitabilidade e do significado da morte, enquanto que os animais não sentem tal apreensão, a menos que sejam muito maltratados, mal manejados ou que se sintam ameaçados. Pesquisas comprovam que, igualmente aos seres humanos, os animais têm sensciência diante de situações que possam provocar prazer, mas também dor.

SAIBA MAIS

Respeito

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada em Assembléia da Unesco, em Bruxelas (Bélgica), em 27 de janeiro de 1978, da qual o Brasil é um dos países signatários, em seus 14 artigos estabelece que os animais devem ser tratados com respeito. Se a morte de um animal for necessária deve ser o mais rápido e indolor possível, sem dor nem angústia, dentre outras medidas.

Bem-estar

A eutanásia deve ser indicada quando o bem-estar do animal estiver ameaçado, sendo um meio de eliminar a dor, o distresse ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser aliviados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos, ou, ainda, quando o animal constituir ameaça à saúde pública ou o mesmo for objeto de ensino ou pesquisa.

Proteção

A União Internacional de Proteção aos Animais é uma Organização Não-Governamental (ONG) que atua em diversos países do mundo, como o Brasil, objetivando conscientizar as sociedades sobre os direitos dos animais e deveres dos proprietários e poderes públicos. No Ceará, a advogada Geuza Leitão é a presente da entidade, que funciona em Fortaleza (CE), mas atua em todo o Estado. Contatos podem ser mantidos pelos telefones (85) 3261.3330 e 9994.4552. Já o Centro de Zoonoses do Crato funciona na Avenida Thomaz Osterne, s/n, com o fone (85) 3521.2698.

CRUELDADE

Animais são mortos por asfixia e queimados

Cúbico

A Câmara de gás instalada no Centro de Controle de Zoonoses do Crato é um cubículo de apenas 1,5m quadrado, hermeticamente fechada. Por asfixia e pelo calor do CO2, os animais morrem em 10 minutos, segundo o CCZ.

Escape

Um motor Volkswagen produz o gás carbônico (CO2), numa quantidade letal, que é levado por um cano de escape para a câmara de gás. O CO2 é inodoro, incolor, não inflamável, mas altamente sufocante e quente.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

A reportagem é de Antonio Vicelmo, a quem fazemos questão de parabenizar!