10 setembro 2008

Zé LEZIN no Cariri

Espetáculo de dança Vozes Nagô se apresentará em Juazeiro do Norte e Crato.

Nesta sexta, dia 12 e sábado, dia 13 de setembro, será apresentado no SESC Crato e SESC Juazeiro, respectivamente, o espetáculo de dança "Vozes Nagô".Com coreografia e direção artística de Valéria Pinheiro, o espetáculo "Vozes Nagô", da Academia de Artes Vânia Dutra, resgata a história da cultura afro-brasileira e do negro horizontino por meio da música e da dança contemporâneas. O espetáculo foi concebido com movimentos fortes e expressivos da dança contemporânea e da capoeira, juntamente com a riqueza musical do batuque e do sapateado. Nesse cenário de valorização das raízes culturais afro-brasileiras, o musical é composto por danças e ritos dos Orixás, pela capoeira, pelas brincadeiras infantis africanas e pelos costumes dos moradores da comunidade de Alto Alegre, localizada na cidade de Horizonte (Ceará), e hoje considerada remanescente dos Quilombos pela Fundação Palmares. O espetáculo envolve oito alunos da Academia de Artes Vânia Dutra, com idade entre 15 e 22 anos e conta com a participação dos jovens do Grupo de Capoeira do Alto Alegre. A trilha sonora, composta por oito músicas, é assinada por Valéria Pinheiro e Companhia de Brincantes Valéria Pinheiro (Cia. Vatá), Grupo A 4 Vozes e Rita Ribeiro.

As apresentações deverão ter início às 20h, com entrada franca para o público.

SERVIÇO:

Espetáculo de dança Vozes Nagô (Academia de Artes Vânia Dutra).
Direção e coreografia de Valéria Pinheiro.
Sexta-feira, dia 12 de agosto/2008, no Teatro SESC Crato.
Sábado, dia 13 de agosto/2008, no Teatro SESC Patativa do Assaré - SESC Juazeiro.
Entrada Franca.
Mais informações:
SESC Juazeiro
Rua da Matriz, 227. Juazeiro do Norte – CE.
Fone: 3512.3355

Convite a todos!!!!

Desculpem a publicidade... mas com a falta de opções de lazer noturno no Crato.... Venham conhecer e interagir conosco.


CRTO - Ibama fecha cerco em defesa de fontes d´água


Serra do Araripe

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Fiscal do Ibama localiza canos que captam as águas das nascentes na fonte Batateiras. Canos podem ser arrancados na próxima semana caso problema persista (Foto: Antônio Vicelmo)

Batateiras e Guaribas são as principais fontes que possuem ligação clandestina de canos para a retirada das águas

Crato. Pouca coisa evoluiu depois dos três meses em que foi realizada a audiência pública para desapropriação e retirada dos canos nas nascentes do sopé da Serra do Araripe. A fonte da Batateira, por exemplo, que é o principal foco do Ministério Público, encontra-se na mesma situação que antes. O chefe da Área de Proteção Ambiental do Araripe, Jackson Antero, prometeu arrancar os canos na próxima semana, caso os usuários não apresentem a outorga da água.

Em média, 10 canos de duas a 10 polegadas retiram mais de 300 metros cúbicos de água da fonte para o abastecimento de residências e clubes serranos. Este volume, segundo o secretário do Meio Ambiente da prefeitura do Crato, Nivaldo Soares, corresponde a uma adutora de 15 polegadas, de 800 a 1.000 milímetros.

Nivaldo ainda explica que os trabalhos não tiveram andamento porque, na prática, foi complicado identificar os proprietários. Algumas destas fontes, no entanto, pertencem ao espólio de famílias que, segundo Nivaldo, não possuem interesse em dar informações. A comissão nomeada pelo Ministério Público não teve condições de cumprir os prazos estabelecidos. Ontem, o promotor Élder Ximenes sugeriu a nomeação de uma equipe de estudantes da Universidade Regional do Cariri (Urca) para fazer o cadastramento dos proprietários. Nivaldo entende que deve haver uma outra reunião para discutir diferentes estratégias. Ele sugere que o trabalho seja feito, inicialmente, nas duas principais fontes causadoras de conflitos: a Batateiras e a Guaribas. Em seguida, a comissão analisará a situação das outras 76 nascentes do município.

Quantidade

O chefe da Apa-Araripe, Jackson Antero, adverte que não dá para esperar. A Chapada possui 344 fontes na sua encosta, das quais 294 estão do Ceará. Segundo Jackson, “estas fontes precisam de proteção para não ser extintas”. Ao fazer este comentário, o chefe da APA prometeu arrancar os canos da nascente da Batateiras, a partir da próxima semana.

A única novidade é a presença de guardas municipais na área da nascente para manter a fiscalização do local. Os guardas controlam a freqüência de desocupados na área que estavam tomando banho no tanque de distribuição da água e fazendo desordens, além de impedir a colocação de novos canos na nascente.

O guarda municipal Cícero Roberto Coelho diz que é um absurdo ver um manancial ser utilizado por uma minoria, enquanto que o povo pobre, que mora no pé da serra, não tem direito a água para beber.

Audiência

Na audiência pública realizada no dia 28 de maio, no Teatro Salviano Arraes, sob a presidência do promotor de Justiça Élder Ximenes, foi assinado um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, dando um prazo de 90 dias para a desapropriação imobiliária de terrenos circundantes. O Termo de Ajustamento de Conduta tinha o objetivo de preservar as fontes do sopé da Serra do Araripe, a começar pela nascente Batateiras.

No entanto, caberia à Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (Cogerh), no prazo de 30 dias a partir da assinatura do Termo, a responsabilidade de instalar os equipamentos necessários à divisão das águas outorgadas da Fonte Batateiras, cuja caixa de distribuição já foi construída pelo Município do Crato. Ficaria sob responsabilidade da Cogerh a instalação do “barrilete” e os registros, com o objetivo de possibilitar que os outorgados instalem corretamente seus canos para captação das águas das nascentes, para garantir vazão ecológica. O gerente regional da Cogerh, Yarley Brito, está de férias.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: Antonio Vicelmo para o Jornal Diário do Nordeste
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Documentários caririenses são exibidos no projeto Curta Muito

O Coletivo Malungo exibe, este mês, dois curtas metragens produzidos por os alunos do núcleo de audiovisual do Projeto Verde Vida através da iniciativa Ações Culturais para Povos Rurais. Os documentários A Última Badalada e Farinhada na Malhada são os dois primeiros filmes produzidos pelos aprendizes do Projeto sob a orientação dos profissionais da Assossiação de Audiovisual do Cariri – AAC. Até o final deste ano serão desenvolvidos dez vídeos com o apoio da Petrobrás e Criança Esperança, financiadoras da iniciativa.

Sobre os filmes

A Última Badalada – dirigido por Paloma Lopes e Allyson Leite (cor, 2008, 8’59”)

Sinopse - conta a história de vida de Maria Ferreira da Silva conhecida pela comunidade de Ponta da Serra como Dona Maricô. Esta mulher que há mais de 25 anos anuncia, através do sino da igreja Matriz de Ponta da Serra, o falecimento de alguém e festas do padroeiro São José.

Farinhada na Malhada – dirigido por Girlândia Vieira (cor, 2008)

Sinopse - evidencia o crescimento da produção de farinha da região do Cariri, além de destacar esta atividade econômica com sendo um elemento agregado dos membros da comunidade local. A Farinhada acontece anualmente, em julho e agosto, no Sítio Malhada localizado em Ponta da Serra, na Casa de Farinha da Associação Comunitária. A atividade já é uma tradição local e fonte de renda para os moradores da comunidade, todos os membros da associação estão diretamente envolvidos no trabalho da farinhada.

Para saber mais: www.projetoverdevida.com.br

O Curta Muito é uma parceria do Coletivo Malungo com o Centro Cultural Banco do Nordeste – CCBNB que duas vezes ao mês exibe vídeos em espaços públicos. Para este mês, uma exibição acontecerá no dia 12 em Ponta de Serra, distrito de Crato –CE, na sede do Projeto Verde Vida e a outra será dia 19 no Coletivo Malungo, ambas a partir das 17h.

www.coletivomalungo.wordpress.com
Assessoria de Comunicação
Coletivo Malungo – Crato-CE

Índios Kariri revitalizam cultura do artesanato do Katitu

O artesanato do cipó Katitu e do bambu bastante conhecidos na região
do Cariri é oriundo dos povos indígenas. O povo Kariri, da localidade
do sítio Poço Dantas – Distrito Monte Alverne, na cidade do Crato
estará revitalizando essa arte utilitária a partir de oficina que será
desenvolvida pelo agricultor e artesão, José Nilton Braz, no período
de 15 a 18 de setembro. A oficina consistirá de colheita da
matéria-prima e fabricação das peças artesanais. Na oficina, os índios
aprenderão a produzir urupembas, balaios, cestos, fruteiras e abanos.
Além desta oficina, os Kariri, participarão de treinamento sobre
"associativismo" ministrado pela Cáritas Diocesana do Crato com o
intuito de fortalecer o processo de organização e de diagnosticar
realidade e defini políticas publicas para os índios. O secretário de
Meio Ambiente do Município, Nivaldo Soares foi convidado a participar
de encontro no dia 18 para falar sobre projeto de sua autoria
denominado de "Quintais Produtivos Biodinâmicos", qual tem como
objetivo cultivar plantas nativas e frutíferas como fonte de renda
para os pequenos produtores. Já é prevista a realização de mais uma
oficina de "bio-jóias, que visa incentivar a produção de jóias
produzidas a partir de recursos naturais da região. Essas atividades
fazem parte de uma parceria que vem sendo desenvolvida pelos índios
Kariri e o Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC
vinculado a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do
Cariri – URCA, ICM-Bio, Caritas Diocesana, Secretaria de Cultura,
Secretaria de Meio Ambiente, Rede de Educação Cidadão – RECID e
Associação Cristã de Base – ACB.


Serviço:
Índios Kariri (88) 92564738 Elias e 92480873 Debora
Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC (88) 3102-1200

Texto enviado por Alexandre Lucas.