09 setembro 2008

Hoje no DN - Inaugurado Restaurante Popular no Crato

REFEIÇÃO BARATA (8/9/2008)

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Instalações do Restaurante Popular do Crato, onde devem ser servidas mil refeições todos os dias aos moradores da cidade (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

Crato. Uma refeição balanceada por nutricionistas pelo preço de um saco de pipoca ou um refrigerante. Esta é a proposta do Restaurante Popular que começou a funcionar no Crato. Uma refeição com feijão, arroz, macarrão, carne, verdura, duas saladas, um suco e uma sobremesa custa apenas R$ 1. O custo final, de R$ 2,84, é subsidiado pela prefeitura municipal, que fez a doação do terreno para construção da obra. O restaurante do Crato, localizado no largo da antiga estação ferroviária, atual Centro Cultural do Araripe, faz parte do Programa Fome Zero, vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O restaurante será inaugurado oficialmente depois das eleições. O empreendimento tem o nome da socióloga cratense Violeta Arraes Gervaiseau, ex-secretária de Cultura do Estado e ex-reitora da Universidade Regional do Cariri.

O nutricionista Edson Santana de Souza diz que o restaurante popular é uma iniciativa que visa atender às necessidades nutricionais de sua clientela, adotando cardápios diversificados que obedeçam aos costumes e hábitos alimentares da população. No primeiro dia de funcionamento, foi oferecido um cardápio com alguns itens regionais, como baião-de-dois.

Monitoramento

A gestora do restaurante do Crato é a nutricionista Oliveira Galvão que, além de acompanhar o funcionamento, atendimento e qualidade da comida, fará um relatório mensal para o MDS com uma avaliação da qualidade dos serviços prestados. “Já conheço alguns dos restaurantes populares que tem pelo Brasil, mas nunca vi um tão bonito e tão moderno como esse do Crato”, ressalta a nutricionista Dennyura Oliveira Galvão. O Restaurante Popular tem 120 lugares, distribuídos em 15 mesas com pedra de granito. “É preciso muito cuidado para não deixar as pessoas em pé no salão. Já nos programamos para isso”, diz. Ela informa também que terão funcionários controlando as pessoas para ninguém ficar em pé esperando mesa e com a bandeja na mão.

Qualidade

“Um dos objetivos do Restaurante é oferecer comida de boa qualidade por um preço muito baixo”, reforçou a nutricionista, acrescentando que serão servidas mil refeições por dia. Para ela, aos poucos, as pessoas vão conhecer melhor o serviço, aumentando a procura. O programa, que é vinculado ao Governo Federal, em parceria com a Prefeitura Municipal do Crato, é destinado a pessoas de baixa renda residentes do município.

Mais informações:
Restaurante Popular
Prefeitura do Crato
Largo Júlio Saraiva - Centro
(88) 3521.7069
Nutricionista (88) 9271.6187

Reportagem: Antonio Vicelmo
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As Notícias da Semana - Coluna Tarso Araújo




Medalha

O Chefe da Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe, Francisco Jackson Antero de Sousa, foi agraciado com a medalha "Promotor de Justiça Guido Furtado Pinto", pela Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), em solenidade de abertura do VI Encontro do Ministério Público no Cariri, em reconhecimento ao trabalho ambiental desenvolvido na área de jurisdição da Unidade de Conservação Federal, APA Chapada do Araripe e os relevantes trabalhos prestados à instituição do Ministério Público Cearense.

SAUDADES
O povo católico do Cariri vai sentir saudades de padre Bosco, que faleceu recentemente. Padre Bosco era vigário de Missão Velha e fazia um belo trabalho social.

CONTINUA
Na semana correram boatos que Carlos Cruz (PP) candidato da Coligação Juazeiro Unido, iria renunciar. Ele disse em alto e bom som que não tem a mínima condição de renunciar sua candidatura e que vai até o fim.

RESTAURANTE POPULAR DO CRATO
O município do Crato abriu as portas, na última sexta-feira, do segundo Restaurante Popular implantado na região. O primeiro foi em Juazeiro. O Restaurante Popular do Crato vai servir diariamente mil refeições, ao valor de R$ 1,00 cada, e voltado para pessoas de baixa renda. O restaurante popular é fruto de uma parceria da prefeitura com a União e faz parte da política de segurança alimentar do Governo Lula.

DESFILE
Dentre as nove instituições de ensino que vão desfilar no dia 7 de setembro, em homenagem ao Dia da Independência, pelo menos quatro são da rede pública municipal de ensino de Juazeiro do Norte. São elas: Ginásio Municipal Antonio Xavier de Oliveira, João Alencar de Figueiredo, Edward Teixeira Férrer e Demóstenes Ratts Barbosa. Em Crato, o desfile acontece no centro da cidade com a participação de escolas municipais e particulares.

GRITO
O Grito dos Excluídos vai acontecer hoje em vários pontos do Brasil. A idéia é fazer protestos e lembrar as principais bandeiras de luta dos movimentos socais. No Cariri, acontecerão manifestações em Crato, Juazeiro e Barbalha.

ÍNDIOS
Para discutir temas relacionados à organização e identidade cultural e étnica, os índios Kariri realizaram esta semana um encontro, no Sítio Poço Dantas, Distrito de Monte Alverne, em Crato. Participaram ainda índios de São Benedito.

BLITZ
A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) vem realizando blitze com freqüência com o objetivo de fiscalizar a emissão de gases provenientes de veículos automotores. Em apenas quatro dias de fiscalização foram vistoriados 223 veículos, dos quais, dez se encontravam fora dos padrões permitidos pelo decreto estadual 20.764 de 8 de junho de 1990.

Inclusão digital
A partir de agora, jovens, adultos e crianças que vivem em situação vulneráveis no município de Juazeiro estão tendo a oportunidade de participar do processo de inclusão digital oferecido pelo Telecentro, inaugurado recentemente numa das dependências do Centro Social Urbano (CSU) da cidade. O Telecentro faz parte da política de inclusão digital feita pelo Serpro, em parceria com Estados e municípios brasileiros.

BASÍLICA MENOR
Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, que será Basílica Menor.

CARTÃO POSTAL
Praça Alexandre Arraes, em Crato, um dos cartões postais da terra de frei Carlos Maria de Ferrara.


Fonte: Tarso Araújo - Jornal "O Povo"
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A DESIGUALDADE SOCIAL - Por: Dr. Valdetário Siebra.

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Os Frutos das desigualdades sociais recaem, de uma forma ou de outra,
nas mãos dos profissionais médicos. O excluído social tem duas saídas:
aceitar a realidade imposta e viver em condições degradantes e assim
adoecer mais e em conseqüência procurar os serviços médicos; ou se
rebelar com o sistema, cair na marginalidade, debandar pro lado da
violência, sofrer um a agressão física e, também, cair nas mãos dos
médicos. Assim, freqüentemente, o médico se envolve com as mais
pitorescas situações.

Corria o ano de 1991. Eu era à época concludente do curso médico e
estagiava num grande hospital em Recife (PE). Com a insegurança
peculiar aos formandos, freqüentava meus plantões e presenciava os
mais inusitados casos clínicos e cirúrgicos. Aquilo tudo, ao mesmo
tempo, me engrandecia e aumentava a minha insegurança. Medo e
esperança se mesclavam em minha mente num frenesi constante em busca
de aprender a nobre arte de aliviar a dor e tanger a morte.
Num certo início de noite atendi a uma criança que parecia ser mais
um caso corriqueiro: ferimento inciso no antebraço esquerdo.
Tratava-se de uma menor de rua na faixa de dez anos de idade. Logo
percebi que havia muitas marcas de ferimentos anteriores no mesmo
membro afetado. Deu-se a seguinte conversa:
- Como aconteceu isso com seu braço? – Perguntei. Embora sabendo que
aquela parte do corpo não era o braço, nós médicos, muitas vezes
contribuímos para semear a desinformação anatômica. E veio a
inesperada resposta:
- Eu me cortei com um caco de vidro. - Disse a pequena, com toda a
naturalidade inerente à faixa etária.
- Por que você fez isso? – Indaguei, surpreso. Obviamente sem
imaginar que aquela pequena alma também buscava carinho e conforto.
- Pra beber meu sangue, eu ainda não comi nada hoje. - Respondeu com
a mesma sinceridade aquela criaturinha, sem compreender que com aquela
frase cravava em meu peito e em minha mente, de forma irremovível, a
determinação de sempre lutar contra as injustiças sociais. Fui uma
criança muito pobre, também já passei fome, era impossível não me
enxergar naquela criança.
Com os olhos borrados terminei aquela sutura. Foi o mais longo
plantão da minha vida. Ainda hoje não consegui cicatrizar a imensa
chaga que aquele pequeno ferimento abriu em meu peito. Sempre choro
quando me lembro dessa marcante passagem, que, aliás, nunca sairá da
minha memória. Nem desejo que saia.

Era, como disse, o ano de 1991. Suportávamos o governo Collor.
Naqueles dias a imprensa denunciava o fato de o ministro Bernardo
Cabral passar bilhetinho por baixo da mesa de reunião ministerial
elogiando as pernas da também ministra Zélia Cardoso. Enquanto eles
brincavam de governar; nossas crianças, sem comida, sem escola, sem
moradia, sem saúde, sem dignidade e sem futuro, bebiam o próprio
sangue. Com um agravante, impulsionadas pelo vergonhoso verme da fome.
E o que é pior, acreditem, este é um fato real.

Dr. Valdetario. Crato-CE, 7 de setembro de 2008.

Bazar Pamplona no Cariri: uma turnê por projetos

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Vestida com a camiseta da Fundação Casa Grande, a banda paulistana convidou Os Cabinha para uma participação especial no último show da turnê, que incluiu uma oficina de Cultura Pop para alunos do Projeto Verde Vida.

A banda paulistana Bazar Pamplona encerrou a turnê pelo Ceará em uma apresentação no Teatro Violeta Arraes, da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, dentro do projeto Arte Retirante, do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri. O show do grupo formado por Estevão Bertoni (vocal e guitarra), João Victor (guitarra e gaita), Rodrigo Caldas (bateria) e Pingüim Miranda (originalmente tecladista, mas que assumiu o baixo e a escaleta na ausência de Rafael Capanema) contou com uma participação especialíssima: dividiram o palco com a banda de lata Os Cabinha em duas músicas. Na primeira, "Eu Vou" Bertoni se auto-declarou um Cabinha. Já a banda dos pequenos músicos entrou na onda de O Gringo, como percussão.

Ao todo, foram cinco shows no estado, sendo dois deles no CCBNB de Fortaleza, um na unidade do Cariri, em Juazeiro do Norte, e mais uma apresentação no Café Estação, no Crato. A passagem do Bazar Pamplona pelo Ceará também rendeu a oficina "Cultura Pop", na ong Verde Vida , do Crato, que teve como produto final um vídeo-convite realizado pelos alunos do projeto Ações Culturais para Povos Rurais. No final de semana os meninos da instituição, localizada no sítio Catingueira, foram os escolhidos do mês para participarem do programa de intercâmbio pelo Pontão de Cultura, e reencontraram os bazares no show do teatro. Convidada a retornar em janeiro para shows em Fortaleza e região, a banda deve minisrtrar novamente a oficina, desta vez para os meninos da Casa Grande e convidados.

Abaixo, o comentário de Franklin Lacerda, professor de audiovisual do Projeto Verde Vida e membro do Coletivo Malungo, sobre a apresentação:

Experiência Lúdico / Sonora

"Quatro caras, alguns instrumentos e muito o que comunicar. Havia também um palco, luzes e música rolando. As pernas mexiam! Era o público inquieto respondendo á musicalidade Pamplona. Era como se debaixo dos bancos do teatro passassem Paulistas, Augustas, Pamplonas e Consolações. Seriam constelações? Surgem alguns Cabinhas, Pré-Cabinhas e, de repente, aquele palco se transforma em um pátio cheio de meninos. Seriam os incríveis totens dos Bazares? Não, era a quarta parede do Teatro se rompendo com as mãozinhas sonoras e bolinhas de papel anunciando que o espetáculo, agora, era o encontro dos Cabinha da cidade grande com Os Cabinha do sertão. Era o fim da espera das nuvens carregadas. E choveu sorrisos. Muitos!"

Matéria enviada por Agenda Cultural do Cariri.

Maltratar os Animais é Crime ? - Por: WILLIAM BRITO

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Em face das denuncias de crimes contra os animais, que está acontecendo nesta cidade do Crato, queria deixar minha contribuição...

Não só seres humanos sentem dor, frio, fome e medo... Os animais, seres considerados "irracionais", também mantém um sistema nervoso capaz de perceber alterações no meio em que vivem, e reagirem a partir daí. Nossa legislação é fraca e pouco atuante em relação à proteção dos animais, mais mesmo assim, maltratar animais, é tipificado como CRIME pela Lei 9.605, de 13.02.98. Portanto, quem praticar ato de abuso, maus-tratos, quem ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é passsivel de sofrer detenção de três meses a um ano, e multa. Diante de uma legislação nada protetiva, e que não oferece suporte digno para os animais, o que realmente vai fazer a diferença são nossas atitudes perante esses casos de maus-tratos para com esses indefesos.

NOTE BEM!!!

Diante de uma notícia da ocorrencia de um crime de maus-tratos com animais, a autoridade policial tem o dever de instaurar o inquérito policial para a apuração do fato delituoso e sua respectiva autoria. A não abertura do inquérito, dá margens a qualquer do povo comunicar essa notícia crime a autoridade policial (Polícia Civil), esse é um dever do cidadão. Em face dessa afronta aos direitos dos animais, abre-se um Boletim de Ocorrência, para averiguação e investigação do ilícito penal. Veja, caro leitor, que em face de um possível despreparo por parte de algumas autoridades policiais, a sua queixa pode ser recebida com piada, ou mesmo descaso, mas não se aborreça, exija seu direito, e faça jus aos seus impostos, que pagam o serviço público desse pais. Se a autoriade policial deixar por acaso de cumprir a sua solicitação, ela estará cometendo Crime de Prevaricação, e você deve comunicar o fato ao (Ministério Público) Promotor de Justiça que se encontra no fórum da sua cidade. Ele, o Promotor, obrigará a autoridade policial a abrir o inquérito polícial, investigar o fato e trazer os verdadeiros culpados pelos crimes cometidos contra os animais. Sem falar que esse mesmo policial, seja o inscrivão, ou mesmo delegado de polícia será responsabilizado pela sua omissão, com o fato comuinicado aos seus superiores hierárquicos.

Vale ressaltar que, em outros Estados, como São Paulo, o poder Minicipal já foi condenado em face da Apelação Cível nº 630.324.5 no dever de: "a) desativar, de forma definitiva, as câmaras de descompressão para extermínio de animais; b) cessar as práticas que impinjam dor, sofrimento, estresse ou lesões corporais aos animais, em quaisquer atividades e práticas que envolvam o trato dos animais no Centro de Controle de Zoonoses; c) executar campanhas educativas, programa de adoção e esterilização dos animais; d) praticar a eutanásia, por via menos cruel, ao animal enfermo, contaminado e irrecuperável, a critério do médico veterinário; e) dar continuidade permanente à política de conscientização social e adoção de animais".
Não seja mais um brasileiro que apenas fala sem agir, porque de palavras o Brasil já está cheio, o que precisamos é de atitudes. Não se omita, mas denuncie qualquer abuso para com os animais, pois eles sim, não tem voz... não tem vez...mas têm DIREITOS asssegurados e garantidos pela nossa legislação.

(Cícero William de Brito.)

IEC planeja sarau com poetas do Cariri

Potencializar os sarais poéticos numa mistura performática é o objetivo do Projeto Altar Poético que será desenvolvido pela Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, vinculado a Pró-reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA. A proposta é a realização de sarais periódicos no Jardim de entrada do Campus Pimenta possibilitando a fruição da comunidade acadêmica como dos transeuntes. O IEC está convidando os poetas da região para uma reunião nesta quinta-feira, a partir das 15 horas, na sala de vídeo da URCA.

Serviço:

Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho
Proex – URCA Campus Pimenta
3102-1200