02 setembro 2008

UM EXEMPLO DE GRATIDÃO - Carlos Eduardo Esmeraldo

Recentemente estive a serviço da organização que trabalho, visitando a cidade de Limoeiro do Norte, a qual estivera pela última vez há mais de 20 anos. Fiquei admirado o quanto progrediu aquela cidade nesses dois últimos decênios. A impressão que nos causa como visitante, é a de uma cidade em plena expansão e notável desenvolvimento. Cidade limpa e bem cuidada, com largas avenidas, prédios históricos restaurados, comércio movimentado e rico, educação de boa qualidade para os seus filhos. O desenvolvimento da economia local é facilmente percebido por qualquer visitante. A irrigação de extensas áreas rurais na Chapada do Apodi possibilitou o cultivo em grande escala de frutos tropicais, como o melão, o abacaxi, a melancia, o maracujá e a banana, para citar apenas os mais importantes. Toda essa produção abastece não somente os mercados nordestinos, mas é exportada, via porto do Pecém, para vários países da Europa, chegando ao destino dez dias após a colheita. Hoje Limoeiro do Norte é o maior exportador brasileiro de melão e o segundo de abacaxi, atividades que lhe propiciam anualmente mais de 50 milhões de reais em divisas. Na formação de seus jovens, Limoeiro possui o Centro de Ensino Tecnológico, o CENTEC e uma unidade descentralizada da UECE, com oito cursos superiores. O CENTEC foi uma criação de um cearense de extraordinária visão, filho de Limoeiro do Norte e que tem em seu currículo a criação do NUTEC e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, uma das primeiras idealizadoras de utilização do biodiesel. Mas o que mais me impressionou em Limoeiro do Norte foi a gratidão que o seu povo devota aos seus benfeitores. Nas últimas eleições parlamentares, Limoeiro, com menos da metade dos eleitores do Crato, ajudou a eleger deputado federal com 50% dos votos do município o filho da terra que lhe proporcionou o primeiro CENTEC instalado no Estado. Outra gratidão demonstrada pela povo da cidade é ao seu primeiro Bispo, Dom Aureliano Matos. Esse prelado dá nome à principal avenida da cidade e à unidade local da UECE.
Essa gratidão que os filhos de Limoeiro do Norte têm para com seus benfeitores conduziu-me a uma imediata comparação com muitas ingratidões demonstradas por uma grande maioria dos cratenses à sua terra. A nossa primeira ingratidão é com os políticos cratenses. Nosso município, que há cinqüenta anos elegia dois deputados federais e dois estaduais, vive nos últimos anos um ocaso político danoso ao seu desenvolvimento. Não conseguimos eleger um deputado federal há mais de vinte anos. E não vale a justificativa de que nossos atuais políticos não são bons. Eles são do mesmo nível daqueles que foram deputados há mais de meio século. O único deputado estadual cratense da presente legislatura foi eleito graças ao seu desempenho em programas policiais da televisão, assim mesmo com votos de outros municípios. Diante desse quadro, consultei os dados do TRE das últimas eleições e verifiquei com tristeza que os cratenses validaram 51.731 votos para deputados federais, suficientes para garantir a eleição de um deputado federal. Enquanto o único candidato cratense obteve apenas 37% desses votos, 63% deles foram destinados a candidatos de outras cidades, destacando-se o ex-governador Ciro Gomes com 10.669 votos, os cincos candidatos a deputado federal por Juazeiro que obtiveram juntos 6.993 votos. Ao todo foram votados mais de 43 candidatos no Crato, entre os quais muitos desconhecidos pela a maioria dos cratenses como André Figueiredo, com 997 votos e Maria Aparecida Albuquerque que obteve no Crato 75 votos. Esses números são reveladores da tamanha ingratidão política do cratense para com os seus próprios filhos. Reclamamos dos nossos prefeitos, que pouco fazem pelo desenvolvimento do Crato, mas esquecemos que eles não conseguem viabilizar seus projetos juntos aos governos federais e estaduais porque não elegemos um filho da terra deputado federal para fazer o acompanhamento político dos projetos de interesse do Crato nos labirintos da administração federal. Com tamanha ingratidão, não podemos reclamar a perda da Universidade Federal, da sede regional do DETRAN, ou de um hospital público de qualidade, afora tantos órgãos federais e estaduais que foram transferidos do Crato para outras cidades. Os maiores culpados por tamanho descaso são os próprios cratenses que votam em candidatos de fora e que somente se lembram do Crato de quatro em quatro ano.
Ao ver o nome de Dom Aureliano Matos estampado numa placa da principal avenida de Limoeiro, lembrei-me que um sobrinho dele, Dom Vicente Matos foi bispo do Crato e seu maior benfeitor em todos os tempos. Mas não existe no Crato nenhuma rua com o nome de Dom Vicente Matos. Existe nome de ex-presidente de outros países, de candidatos a presidentes que nada fizeram pelo Crato, de outras figuras que nunca colocaram seus pés em nossa terra, além daqueles que jamais souberam se o Crato existe. Por que não uma rua com o nome de dom Vicente? Graças a ele fomos pioneiros no ensino superior no interior do Estado do Ceará, com a implantação da Faculdade de Filosofia do Crato que possibilitou anos mais tarde a viabilização da URCA, com sede no Crato. São ainda iniciativas de Dom Vicente a Rádio Educadora do Cariri, a expansão do Hospital São Francisco, a o desenvolvimento estrutural da Fundação Padre Ibiapina, a construção do Centro de Expansão da Diocese, único centro do gênero nas dioceses do Estado e quiçá do nordeste, além de tantos outros benefícios, impossíveis de resumi-los em poucas palavras.
Sei que essa proposta de dar o nome de Dom Vicente a uma rua do Crato é muito antiga e parece encontrar certa resistência dos nossos vereadores. Não sei se já tramita algum projeto na nossa Câmara de Vereadores ou se nossos edis continuam insensíveis. Mas somente para reforçar a idéia, gostaria de registrar aqui o argumento da mulher de um amigo cratense que, para agradar o marido, conseguiu junto a nossos vereadores mudar o nome da rua em que mora. Tal rua tinha o nome de um escritor carioca, um dos mais famosos da literatura brasileira e que morreu há cem anos, e essa senhora conseguiu fazer a mudança para o nome do falecido sogro, pessoa muito conhecida e estimada por todo o Crato. Perguntou ela junto aos vereadores o que fez aquele escritor pelo Crato. Será que ele sabia ao menos onde ficava o Crato? Ou se existia uma cidade com esse nome? Gostaria de usar o mesmo argumento daquela senhora. Que representou o presidente Kennedy para o Crato? Quais os benefícios trazidos por ele à cidade? Quem foi João Pessoa para o Crato? E Santos Dumont construiu por aqui algum aeroporto? Por que não mudar um desses nomes para Rua Dom Vicente Matos. Ele merece a principal rua do Crato! Pensem nisso para corrigir uma grande ingratidão!

Por: Carlos Eduardo Esmeraldo
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AS RUAS DO CRATO - Dr. Valdetário Siebra

Em recente matéria publicada no Jornal do Cariri o historiador e,
provavelmente o único monarquista da região, Armando Lopes Rafael, fez
comentários a respeito da troca do nome de uma de nossas artérias em
nosso município. Com certo grau de deboche, diz que é um costume
lastimável dos vereadores cratenses trocar o nome de nossas ruas. E
chega inclusive a entrar em contradição quando diz lamentar a troca do
nome da Rua da Pedra Lavrada que atualmente se chama Rua D. Pedro II.
Como bom monarquista, deveria comemorar e não lamentar, como fez. Foi
deselegante quando se referiu à capacidade cognitiva dos nobres
vereadores e foi arrogante quando insinuou que foi "dar aula" aos
edis.
Trocar nome de via pública é também função dos vereadores. Aqui e em
qualquer outro município desse imenso país. Portanto, não se trata de
"COSTUME DEPLORÁVEL" como afirma o mesmo. Acredito que o motivo que o
remeteu a escrever tal matéria não tenha sido verdadeiramente o que
alegou. Percebe-se muito facilmente que o autor queria mesmo falar da
atuação dos parlamentares do PT e do próprio PT. Nesses tempos de
eleição tudo serve de pretexto para se tentar denegrir o nome dos
nossos opositores. Expediente bastante utilizado para satisfazer as
nossas vaidades ou para atender pedidos/determinações de terceiros.
Você não precisa disso, professor.
De fato, em 2003 o PT chegou ao poder. E a história agora é outra,
realmente. Doze milhões de brasileiros saíram da linha da miséria e
passaram a ser tratados como consumidores. Paulo Maluf foi preso.
Daniel Dantas também foi pro xilindró.O poder de compra do salário
mínimo foi multiplicado por três. O FMI não manda mais nos destinos do
país. O Brasil é respeitado e tem crédito lá fora. Mais de duzentos
mil jovens brasileiros tiveram acesso à Universidade. A Economia
cresceu. Geramos mais de oito milhões de empregos. O dólar caiu. A
gasolina não subiu. Os juros caíram. O consumo explodiu e a inflação
continua domada. Não se fala mais na ALCA. Fala-se de crescimento
econômico, ampliação do crédito, investimento em Educação. Uma
verdadeira revolução no setor da construção civil...Realmente é outra
história e estamos só começando. É por tudo isso que fica extremamente
difícil a "direitona" retornar ao poder e mais difícil ainda o país
retroceder aos tempos dos reis e rainhas. O que não serviu para a
França não serve também para os trópicos.

Dr. Valdetário. Médico e membro do DM do PT Crato
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CRATO - N. Senhora da Penha - Festa da padroeira reúne 30 mil fiéis

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Participação dos devotos foi importante para mais um ano de celebração à padroeira (Foto: Antonio Vicelmo)

Crato. Com uma grande procissão que, segundo os coordenadores, reuniu uma média de 30 mil pessoas, foi encerrada, ontem, a festa de Nossa Senhora da Penha, considerada a padroeira do Crato e da Diocese deste mesmo município. “Foi uma demonstração de fé e devoção, um preito de gratidão à Maria Santíssima, que tem sido a guardiã da Diocese” disse o padre Edmilson Neves, vigário da Catedral, ao mesmo tempo em que agradeceu aos devotos pela participação nas cerimônias religiosas que tiveram inicio no dia 22 de agosto, com o hasteamento da bandeira da padroeira N. Senhora da Penha.

Na concelebração, presidida por dom Fernando Panico, com a participação de padres, seminaristas e diáconos, o bispo diocesano lembrou que, este ano, a festa foi celebrada no âmbito das santas missões populares que envolveram todos os setores da Diocese. Destacou a ordenação dos seis novos padres, também dentro do contexto da festa da padroeira que, em nome de Jesus, irão cuidar do rebanho da Diocese.

“Mas nem tudo é alegria”, disse dom Fernando, lembrando a morte dos padres Manoel Pereira, na Sexta-feira Santa e, mais recentemente, ontem, a morte do padre João Bosco Lima, vigário de Missão Velha, cujo sepultamento foi realizado à tarde, em Juazeiro do Norte. “Os dois sacerdotes, segundo o bispo, estão no céu, olhando lá de cima a nossa caminhada, sob a proteção de Maria, nossa padroeira”, diz.

O tema escolhido para este ano foi “Com Maria, Mãe da Penha, discípula e Missionária, Escolhemos a Vida”. A paróquia também inseriu na programação reflexões sobre a Campanha da Fraternidade que tem como tema “Escolhe, pois, a vida.” Uma das mensagens dizia: “Só o Senhor é autor e dono da vida. O ser humano, sua imagem vivente, é sempre sagrada desde sua concepção até a sua morte natural, em todas as circunstâncias e condições de vida”.

Além dos atos religiosos, foram realizadas, como parte da programação em homenagem á padroeira, novenas, missas, procissões e visitas da imagem de Nossa Senhora da Penha a todas as ruas da paróquia, foram desenvolvidas um intenso programa social na Praça da Sé, com o funcionamento de parques de diversões, quermesses e barracas com a venda de comidas típicas.

As novenas eram realizadas do lado de fora, em frente à Catedral. A multidão ocupava a rua, que foi interrompida para o trânsito de veículos, e parte da Praça da Sé. De acordo com o pároco da Sé Catedral, Francisco Edmilson Ferreira, a festa lembrou a colonização do Cariri pelos frades capuchinhos, tendo à frente frei Carlos de Ferrara, fundador do Crato e construtor de primeira capela que originou a Catedral.

Enquete
Devoção dos fiéis continua aumentando

Francisco André dos Santos
36 ANOS
Eletricista
'A festa aconteceu dentro do esperado. O povo do Crato é devoto de Nossa Senhora da Penha.'

Francisco Bento de Araújo
54 ANOS
Agricultor
'A festa foi maior do que a do ano passado. A cada ano que passa, cresce a devoção do povo para a santa.'

Mais informações:
Paróquia de N. Senhora da Penha
Pe. Francisco Edimilson Ferreira
Rua Miguel Limaverde, Catedral
(88) 3523.8698
e.nevesferreira@gmail.com

Fonte: Diário do Nordeste
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Embriagado e sem Seguro

O motorista que dirigir embriagado vai perder o direito do seguro do carro. A decisão foi tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e publicada nesta segunda-feira, 1º. Com a decisão, embriaguez passa a ser uma agravante no risco do seguro do carro, o que pode provocar o não pagamento em caso de acidente. Durante julgamento de um processo, a Terceira Turma do STJ não aceitou um recurso contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que excluiu o prêmio de um segurado por causa da embriaguez. A decisão vem na esteira da promulgação da Lei Seca, que impõe multas e penalidades aos motoristas que forem flagrados dirigindo embriagados. Com a lei seca, a dose tolerada de álcool no sangue é de 0,1 mg/l.

Por: Tarso Araújo

Falta D'água em Nova Olinda já dura 20 dias...

Há mais de 20 dias a população de Nova Olinda, na Região do Cariri, está com escassez de água potável. A demanda é maior do que a oferta e até a unidade hospitalar da cidade é abastecida através de carro-pipa, assim como a região serrana, que fica na área da Chapada do Araripe. Nova Olinda, que fica a 584 quilômetros de Fortaleza, tem uma população estimada em mais de 12 mil habitantes.

"A população está revoltada porque a água não cai das torneiras. É um problema sério e que precisa de uma solução urgente", reclama José Nuvens de Alencar, morador da cidade. Ele disse que a água dos poços é salobra e a solução está na construção de uma adutora. O mesmo diz Francisco Jackson Alencar, articulador da Cooperativa de Produtores de Calcário, Lajes e Rochas Ornamentais de Santana do Cariri e Nova Olinda. "Há muito tempo esperamos por essa adutora", completa.

Ele diz "ser inadmissível que uma cidade de médio porte como Nova Olinda sofra com a escassez de água potável e o único hospital público do município receba água de carros-pipa". Jackson diz que a luta pela adutora começou há 10 anos. "O projeto já está em andamento. Existem caixa d´água, uma cisterna e um poço cavado, mas falta concluir a obra", informa.

Em maio deste ano, Jackson recorda que esteve em Brasília e entregou um documento no Ministério das Cidades solicitando a adutora que serviria para abastecer tanto Nova Olinda como o município de Santana do Cariri que fica numa distância de 10 quilômetros. "Sei que o Ministério das Cidades encaminhou para a Fundação Nacional da Saúde. Agora aguardamos a resposta. A água da adutora será para o consumo humano e animal", diz.

Na Unidade Mista Ana Alves Alencar, a água abastecida por carros-pipa é porque a água fornecida pela Companhia de Água e Esgotos do Ceará (Cagece) é insuficiente para a demanda, segundo informa a Secretaria da Saúde do Município. Carros-pipa também abastecem localidades serranas que não dispõem de água potável.

De acordo com a assessoria de imprensa da Cagece, a diminuição da captação da água no município é porque o órgão precisou fazer um conserto de uma bomba em um dos poços que abastecem a cidade. Os serviços, segundo a Companhia, foram realizados de 10 a 17 deste mês. No momento, quatro poços abastecem Nova Olinda.

Informa ainda a assessoria de imprensa da Cagece que está prevista para 60 dias, a conclusão da adutora com 2.320 metros interligando três poços novos ao sistema de água do município. Estão sendo investidos R$ 279.007,25 na perfuração dos poços e na construção da adutora. Desse total, R$ 106.493,25 são recursos próprios e R$ 172.514,00 da Caixa Econômica Federal. Com a obra concluída, a vazão da Estação de Tratamento de Água vai passar de uma capacidade de 46 metros cúbicos por hora para 106 metros cúbicos por hora. (Colaborou Amaury Alencar)

Jornal O Povo

CRATO - Quase 2 anos depois, o tal Shopping do Calçadão não sai do Papel...


C
onforme a reportagem logo acima, do Diário do Nordeste de 2007, em que a nova proprietária do local aonde funcionava a lanchonete Cinelândia disse que iria construir um Shopping no local, e preservar a arquitetura original, bla bla bla... Bem, já estamos rumando para 2010 e a única coisa que existe no local, é um horrível odor de urina e uma paisagem de destruição em pleno centro do Crato para quem quiser ver. Gostaríamos de saber a opinião da nova proprietária do local, Idalina Sampaio, sobre o assunto. Eis a imagem do local hoje:





Fotos: Dihelson Mendonça