20 agosto 2008

Encerra-se nesta sexta-feira, 22, o prazo para inscrição de projetos no Programa BNB de Cultura 2009

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Programa BNB de Cultura

FORTALEZA, 20.08.2008 – Encerra-se nesta sexta-feira, 22, o prazo para inscrições de projetos no Programa BNB de Cultura – Edição 2009. O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com dotação orçamentária de R$ 3 milhões, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB), mediante seleção pública de projetos.

O edital contendo o regulamento do Programa e os respectivos formulários eletrônicos para inscrição de projetos, bem como as instruções para preenchimento e o modelo de relatório para prestação de contas, estão disponíveis no portal do BNB (www.bnb.gov.br).

O BNB destinará, no próximo ano, o montante de R$ 3 milhões para projetos a serem selecionados nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 700 mil), literatura (R$ 400 mil), artes cênicas (R$ 600 mil), artes visuais (R$ 400 mil), audiovisual (R$ 400 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 500 mil).

Serão contemplados pelo menos 174 projetos – sendo, no mínimo, 42 de música, 27 de literatura, 37 de artes cênicas, 13 de audiovisual e 30 de artes integradas ou não-específicas. Existente desde 2005, o Programa BNB de Cultura já patrocinou 681 projetos no valor total de R$ 10,5 milhões, em 328 municípios nordestinos, nas quatro edições anuais anteriores.



Inscrição e habilitação de projetos

O período de inscrição dos projetos se encerra nesta sexta-feira, 22 de agosto, mediante entrega de seis vias do formulário de inscrição impresso, devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto, e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário.

A entrega dos projetos deve ser feita nos seguintes locais: projetos oriundos do Ceará, nos Centros Culturais BNB-Fortaleza e Cariri; projetos originários dos demais Estados situados na área de atuação do Banco (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), nas sedes das superintendências estaduais do BNB; na Paraíba, as propostas também poderão ser entregues no Centro Cultural BNB-Sousa; por sua vez, os projetos de Estados localizados fora da área de atuação do Banco deverão ser enviados para o Centro Cultural BNB-Fortaleza.

De segunda a sexta-feira, no período de 10 às 16 horas, a entrega dos projetos deve ser feita nesses locais, ou então pelo correio, com remessa para esses mesmos locais, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento – AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.

No período de 25 de agosto a 30 de setembro deste ano, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, objetivando a habilitação para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os projetos que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital.



Territórios da Cidadania

O BNB garante que, no mínimo, 50% do total dos recursos (ou seja, pelo menos R$ 1,5 milhão) do seu programa de patrocínio cultural direto serão destinados para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com até 100 mil habitantes, dentro da área de atuação do Banco. Assegura também que pelo menos 25% do total dos recursos (isto é, no mínimo R$ 750 mil) serão reservados a projetos realizados em municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania, do Governo Federal, cujo objetivo é levar o crescimento econômico e universalizar os programas básicos de cidadania. Na área de atuação do BNB, são identificados 34 Territórios da Cidadania, englobando 586 municípios, sendo 337 inseridos na região semi-árida.

A meta da instituição é realizar, até 28 de novembro deste ano, todo o processo de seleção da edição 2009 do Programa, compreendendo, além da realização de 44 oficinas de elaboração de projetos, as seguintes fases: período de inscrições (1º a 22 de agosto), divulgação da lista de projetos habilitados para o processo de seleção (30 de setembro), análise dos projetos (1º a 31 de outubro) e divulgação do resultado das propostas selecionadas (28 de novembro).



Objetivos e critérios

São objetivos do Programa BNB de Cultura: apoiar prioritariamente a realização de projetos culturais que estão fora da evidência do mercado e que contemplem a cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; promover a realização de projetos culturais nos municípios da área de atuação do BNB menos providos de atividades culturais; promover a democracia cultural mediante a participação da comunidade na produção e/ou fruição das ações culturais apoiadas pelo BNB; promover e proteger a diversidade das expressões culturais da Região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; investir os recursos financeiros do BNB, disponíveis para a cultura, em atividades de interesse da região Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo; e consolidar a imagem do BNB como empresa socialmente responsável, atuando no processo de patrocínio cultural de forma profissional e ética, visando ao desenvolvimento sustentável da cultura do Nordeste e do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Para a seleção dos projetos culturais, deverão ser considerados os seguintes critérios: qualidade técnica e/ou artística; ineditismo da proposta; atendimento de interesse da comunidade; formação ou aperfeiçoamento profissional; condições de sustentabilidade; viabilidade físico-financeira; potencialidade de consolidação a imagem do BNB junto à sociedade; e ações e investimentos dos recursos financeiros voltados prioritariamente para municípios da área de atuação do BNB, menos providos de atividades culturais.



Contrapartidas e prestação de contas

Todos os projetos culturais selecionados deverão oferecer ao BNB, no mínimo, as seguintes contrapartidas: inclusão das logomarcas institucionais do BNB e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, a critério exclusivo do Banco, em todos produtos gerados e peças de divulgação e de distribuição; inclusão das logomarcas institucionais do Banco e do Governo Federal, além de outros produtos/serviços associados, em espaços onde serão realizados os eventos; citação verbal do patrocínio do BNB em todas as entrevistas concedidas à imprensa sobre o projeto; doação de 20% de qualquer produto gerado pelo projeto (livro, disco, CD, DVD, catálogo, ingressos etc.) para uso a critério do BNB, no caso de patrocínio exclusivo (no caso de patrocínio parcial, esse percentual será proporcional ao valor investido pelo BNB); e disponibilidade para participar de eventos nos Centros Culturais Banco do Nordeste, sobre o projeto contemplado no Programa BNB de Cultura, quando convidado.

Todos os projetos contemplados deverão apresentar relatório final, no máximo em um período de 30 dias após a conclusão de todas as fases, contendo as seguintes informações: detalhamento das despesas realizadas; público atingido, classificado quantitativa e qualitativamente; número de profissionais envolvidos e funções desempenhadas; reprodução de todas as peças de divulgação; e cópias das matérias publicadas nas mídias impressa (jornais e revistas) e eletrônica (rádio, televisão e internet).



Análise dos projetos e colheita de sugestões

Os projetos serão analisados por 30 avaliadores representantes de todos os Estados onde o BNB atua. Serão formadas seis comissões avaliadoras para cada área artística do edital. As comissões das áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais e audiovisual serão formadas por cinco avaliadores externos, representantes de estados diferentes. Na área de artes integradas ou não-específicas, a comissão julgadora será formada por cinco funcionários do BNB (consultores internos e gestores que coordenam os programas artísticos dos Centros Culturais Banco do Nordeste).

Para consolidar o edital 2009, o BNB colheu sugestões via Internet, no período de 6 a 15 de junho último, oriundas de artistas, produtores, gestores, instituições culturais e demais interessados. O objetivo dessa fase do Programa era estabelecer, de forma compartilhada com a sociedade, as linhas de atuação, critérios de avaliação, segmentos contemplados e alocação de recursos referentes ao Programa BNB de Cultura – Edição 2000.

Texto enviado por Maria Beserra - CCBN
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Hoje no Jornal Diário do Nordeste - Pesquisa IBOPE para Crato

Pesquisa foi contratada ao Ibope pelo Diário do Nordeste e está registrada no cartório da 27ª Zona eleitoral, sob o protocolo nº79206/2008.

Samuel é o líder da disputa


Samuel Araripe seria reeleito se a eleição fosse hoje (Foto: Antônio Vicelmo)

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O Diário do Nordeste inicia hoje, pelo município do Crato, uma série de pesquisas sobre a disputa eleitoral no Interior

Se as eleições fossem hoje o atual prefeito do município do Crato, Samuel Araripe, filiado ao PSDB, seria reeleito com uma expressiva vantagem sobre os seus adversários André Barreto (PV), Waltim (PMDB) e Pedro Felício Neto (DEM). A pesquisa foi contratada ao Ibope pelo Diário do Nordeste e está registrada no cartório da 27ª Zona eleitoral, sob o protocolo nº79206/2008.

Foram ouvidos 301 eleitores entre os dias 15 e 16 deste mês e a margem de erro é de seis pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra, diz o relatório do Ibope. As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores contratados pelo Ibope, ´devidamente treinada para abordagem deste tipo de público´. Foi feita fiscalização em aproximadamente 20% dos questionários.

Rejeição

Pelos números da pesquisa estimulada, aquela que o entrevistador apresenta a relação dos candidatos, Samuel Araripe tem 50% contra 28% de Waltim e 10% de André Barreto. O nome do candidato Pedro Felício constava do ´disco apresentado aos entrevistados, porém não foi citado por nenhum deles´. Já na pesquisa espontânea, quando o entrevistador sem apresentar a relação de candidatos pergunta em que o eleitor votaria, Samuel Araripe tem 43% contra 21% de Waltim e 6% de André Barreto. No item rejeição o candidato Waltim tem 31% contra 26% de Pedro Felício e 25% dos candidatos André Barreto e Samuel Araripe. Dos postulantes, além de Samuel que tenta ser reeleito, só Waltim foi prefeito da cidade.

Além dos quatro candidatos à Prefeitura do município, no Crato estão cadastrados ao todo, 110 candidatos à Câmara Municipal. Os candidatos a prefeito disseram à Justiça Eleitoral que poderão gastar até R$ 18 milhões nesta campanha.

Estruturas

A população apta a votar no município, 78.994 eleitores, também não justifica o valor mais elevado, por exemplo, do que os dos municípios de Caucaia e Maracanaú, que possuem quase 100 mil habitantes a mais do que aquela cidade da Região do Cariri. Na Região, é Crato que tem maior previsão de gastos em campanha, estando acima até mesmo de Juazeiro do Norte onde os postulantes tiveram que montar grandes estruturas para a produção de vídeos para o horário eleitoral gratuito da televisão.

A coligação com maior disposição de recursos é a ´União pelo Crato´ (PSDB-PTC-PR-PSL-PTB-PSDC-PSC-PPS), do atual prefeito Samuel Araripe, que tenta a reeleição. Cada um dos oito partidos declarou que poderá contribuir com até R$ 1,5 milhão para ajudar a reeleger o prefeito um montante de R$ 12 milhões, que eleva o total de gastos na campanha.

A coligação de Walter Peixoto (PMDB), mesmo com a contribuição de todos os partidos, sete ao todo, pretende gastar no máximo R$ 3,5 milhões. André Barreto, do PV, mesmo não contanto com apoio financeiro dos outros partidos da coligação (PC do B-PT do B-PMN-PT), declarou que vai usar no máximo R$ 2,5 milhões, oriundos da sua agremiação. Além do candidato democrata Pedro Felício Neto, que deve gastar até R$ 400 mil.

Impugnações

As duas campanhas com maior previsão de gastos e, consequentemente, maior visibilidade, são justamente as que foram questionadas na justiça, mas acabaram sendo liberadas para concorrer.

O primeiro pedido foi pela impugnação da candidatura de Walter Peixoto, por contas desaprovadas no TCM, quando ele foi prefeito do município. Já Samuel Araripe esteve com o registro ameaçado por processos na Justiça comum. Como foi feito fora do prazo legal, o questionamento de um cidadão foi transformado em notícia de inelegibilidade, segundo funcionários do cartório eleitoral. Samuel também foi liberado para se candidatar.


Fonte: Matéria na íntegra publicada hoje do Jornal Diário do Nordeste
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Carta do leitor - Carlos Pontes - Sobre o projeto verde vila

Caro Dihelson,
Abraços.
Confesso que já estava sentindo falta de escrever alguma coisa para o blog do Crato.
Visitando o blog como de costume eis que me deparo com uma matéria que faz referências a criação do teatro Frei Beda do projeto Verde Vila. E aí fico a imaginar o quanto é saudável, educativo e gratificante ouvir falar na instalação de uma casa de espetáculos neste país.
Pudera saber dessas notícias de vez em quando.
É preciso que se perceba a arte e a cultura como se fossem nossos alimentos. Nenhuma civilização subsiste sem essas duas formas determinantes da inteligência e da sensibilidade humana.
Parabéns aos condutores do projeto Vila Verde. Esse é o jeito e a cara de uma civilização que tem desejos e sonhos de uma nação próspera.
E nunca a indústria da violência que tenta provocar a qualquer custo (na marra obviamente) uma espécie de gastura universal.
Abraços
Carlos Pontes
Fortaleza-Ce.

Jangada ao Mar - Nijair Pinto

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Jangada ao mar

Ao irromper de cada aurora.
Velas outrora fechadas em si.
No porto, cais vivo às margens mornas,
aguardam o grito: – Hora de ir!
Ao toque gentil do artífice,
cuja vida está no mar,
a brisa – nobre frescor, alento,
cumprimenta-os, doce, à superfície.:
Ah, jangada ao vento!
Que nos trarás do mar?

– Hora de ir!
Grita, por fim, o mestre d’água,
liberando as toras do chão.
Altivo, fala – sonora expressão.
À mercê da mãe infinda, agora está.
Coteja horizontes: ora o cais, ora o mar.
E aos poucos, devagarzinho, vai sumindo,
deixando saudades aqui.
Ah, jangada ao vento!
Que nos trarás do mar?

Ilha viva de madeira, lona e suor,
circundada pela imensidão.
Quantas trevas, à noitinha,
suportaste na solidão?
É hora de parar!
É a risca – ilusão navegante.
– Âncora ao mar! – esta voz eu conheço.
É do mestre por quem tenho apreço.
Ah, jangada ao vento.
Que nos trarás do mar?

Inicia-se a pescaria
sob os arrufos do mar.
E o vento, em ventania,
Faz a jangada bailar.
Redes, efêmeros grilhões,
são puxadas a passo lento,
trazendo, ainda arredios, relutantes,
os frutos do “passatempo”.
Ah, jangada ao vento!
Que nos trarás do mar?

E o vento, em ventania,
aos poucos bravio fica.
– Mestre! – grita o tripulante.
(Está rezando, agarrado a uma fita.)
– Calma!
São caprichos do mar.
Mas não percamos tempo
e vamos a âncora içar.
Ah, jangada ao vento!
Que nos trarás do mar?

Pequenina, dócil e frágil,
fica à deriva a embarcação.
E o mestre, prevendo o futuro,
improvisa manobras em vão.
E as ondas se avolumam,
causando espanto aos olhos pagãos.
– E agora Deus?
Acode-nos! Não vem, não!?
Ah, jangada ao vento!
Por que ainda estás no mar?

De repente a calmaria...
Veio suave, de mansinho.
E as gaivotas, agora tristonhas,
Sumiram – eram tão medonhas!
Sorri, qual menino, a tripulação.
E o mestre agradece a bênção.
Chorando – voz fraca, contrita.
Esboça um ritual e desfaz-se da fita.
Ah, jangada ao vento!
Por que ainda estás no mar?

Empós dias mar adentro
no tenebroso e místico azul,
Vira-se a direção das velas,
das novas terras do sul.
À tardinha, quando a brisa
em direção a terra sopra,
voltam os jangadeiros (dentes à mostra)
juntos à popa que desliza.
Ah, Jangada ao vento!
Nunca deixes de ir ao mar.

Nijair Araújo Pinto
Fortaleza-Ce, 13 de setembro de 1999.
00h13min