13 agosto 2008

O Comentário do dia - Sem mais correções ortográficas...

Olá, Pessoal,

Era prática comum no Blog do Crato de que grande parte dos comentários e textos dos autores eram até hoje publicados após haver sido corrigidos eventuais erros de linguagem, sem afetar o conteúdo dos mesmos. Muitas pessoas inclusive, me pedem para fazer uma edição e leitura prévia sobre eventuais erros que possam neles estarem contidos, antes da publicação. Tento fazê-lo dentro dos meus limites e do que conheço da língua. Entretanto, eu mesmo cometo muitos erros, e ademais, problemas ortográficos são também derivados da pressa que todos nós temos ao escrever, sendo quase inevitáveis por completo. Sendo assim, quero comunicar que pretendo abandonar essa prática de correção ortográfica, devido ao meu tempo exíguo no momento. Estou muito atarefado e trabalhando em diversos projetos. O Blog do Crato tem crescido assustadoramente, chegam uns 50 e-mails todo dia, e isso me toma um tempo considerável, pelo fato de que eu tenho que escrever muito, já que os autores escrevem pouco para o Blog, e mesmo de madrugada, eu saio à cata de notícias e novidades, pois nossos leitores são assíduos e não perdoam que o Blog pare. E têm toda razão. Os leitores em primeiro lugar sempre! Quero pedir então, que cada um se policie ortograficamente, e façam as suas próprias edições sempre que possível.

E quero dizer também que quanto mais os escritores puderem escrever, menor será a minha participação e este monopólio da palavra aqui. Se todos pudessem escrever, eu praticamente apenas seria um moderador e mantenedor da estrutura. Isso me aliviaria bastante.

Abraços,

Dihelson mendonça
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NAS COLUNAS DIÁRIAS

Luta de Classe

O fim do socialismo soviético, entre outros enormes efeitos, resultou imediatamente na negação das classes sociais. A classe social não existiria, seria ficção da doutrina revolucionária. Com a doutrina soviética bastante abalada no início dos anos 90, a ordem era esterilizar, desinfetar, como diziam alguns, seu pensamento. Ao longo da década esta coisa foi mudando de eixo, afinal havia intenção bastante humana por trás da luta contra o socialismo. Era uma classe que dominava o capital, dominava os meios de comunicação, as instâncias políticas do Estado e a cultura em geral, inclusive as ciências. Como negar a si mesma? Então o discurso passou para um campo menos "radical", afinal as classes existiam como algo diluído, sem nenhum papel revolucionário ou de vanguarda transformadora da política e do social.

Hoje o ministro do STF, Marco Aurélio de Mello faz a defesa clara da classe: Se nãopericulosidade, se é crime financeiro, de falcatrua, o chamado crime do colarinho branco, nãonecessidade da algema. A regra é o preso ser conduzido preservando-se a dignidade dele. E como a sinceridade de classe é nítida e a defesa da mesma intransigente, diz ainda mais o ministro: Colocar algemas em Celso Pitta, Jader Barbalho, Daniel Dantas, Naji Nahas....Prá quê?

Como o Estado brasileiro não protege a todos, a alguns e todos da mesma classe, diz o ministro supremo ao se referir à súmula vinculante que trata sobre a questão de algemar prisioneiros e que orientará todos os tribunais brasileiros: A súmula não vai frear. Mas talvez sirva de respaldo em ações de indenização contra o estado. Se não somos todos idiotas, quis o ministro dizer: nenhum rico será preso com algemas e se for irá ganhar dinheiro do estado. Como rico pode tudo, vai ter gente contratando mãos policiais para algemá-la. Depois a indenização irmanando esforços.

Tortura nunca mais

A tortura e a violência das forças policiais contra as classes médias baixas, os operários e aquela faixa entre o lúmpen e a informalidade contínua ampla, em todo o território nacional e nalguns casos, como o do Rio de Janeiro, como clara política de governo. Esta é a grande discussão, a que efetivamente se horizontaliza no dia-a-dia das pessoas, mas não aparece na narrativa diária da imprensa como uma violência do Estado e sim como a criminalização da vítima. Todo os mortos por ação da polícia são julgados como bandidos, criminosos, traficantes. O noticiário é parte justificativa da tortura e da violência.

Se um dia houver uma prestação de contas como o Grupo Tortura Nunca Mais tentou com as vítimas políticas da ditadura, a mídia e os atuais governantes irão ficar horrorosos na fotografia. Não tem como negar que o enfrentamento é contra aquelas classes e tudo se reduz ao mero enfrentamento. A renda melhora relativamente pouco, a redistribuição de renda é verdadeira, mas numa velocidade de algumas dezenas de anos, a escola pública é péssima, a saúde pública, especialmente hospitalar, uma sofrimento a mais, o transporte urbano é primitivo, nada é universal, tudo é seletivo, meramente demonstrativo e de pouco fôlego.

Por isso é que a questão do torturador levantada pelo Ministro da Justiça Tarso Genro não consegue atingir o foco da questão. E seu alerta se dirigiu aos velhos tempos da guerra fria, dando oportunidade a que os vovôs militares praticassem a la recherche de temps perdu.

Cariri - Calçados faturam R$ 110 mi por ano - Por: Elizângela Santos - DN

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Estandes já estão montados no pavilhão de eventos do Sebrae, em Juazeiro do Norte. A Fetecc é o maior evento do setor calçadista no Interior do Estado (Foto: Elizângela Santos)

Para incrementar ainda mais os negócios em Juazeiro começa, hoje, a Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará

Juazeiro do Norte. Será aberta na noite de hoje, no Palácio da Microempresa, neste município, o maior evento na área de calçados do Interior do Estado, a Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará (Fetecc), na sua 11ª edição. O setor emprega uma mão-de-obra regional de mais de 15 mil pessoas. É considerado o mais importante da área produtiva e em franca ascensão na região. O Sindicatos das Indústrias de Calçados e Vestuários de Juazeiro do Norte (Sindindústria) não tem o faturamento oficial das empresas de calçados no Cariri, mas estima-se valor médio de R$ 110 milhões anualmente.

São aproximadamente 250 empresas formais, sendo 97% micro e pequenas empresas. Mensalmente são fabricados 480 mil pares de sandálias femininas sintéticas, 1,5 milhão de pares de sandálias injetadas, 6,3 milhões de pares de sandálias microporosas, além de 500 mil pares de solados em PVC e 500 toneladas de placas de E.V.A. Todo esse volume demonstra a forma no mercado nacional e internacional, principalmente em países do Mercosul e América do Norte, onde a região vem tendo espaço.

Esses números fortalecem o posicionamento do Estado do Ceará como 4º pólo produtor de calçados do País e o primeiro na produção de sandálias verão. No cenário internacional, o setor ocupa o primeiro lugar na pauta de exportação do Ceará. Por meio de projetos em parceria com Sebrae, Prefeitura de Juazeiro, governo estadual, Sindindústria, Banco do Nordeste, Fiec e outras instituições, os empresários têm acesso à tecnologia e promoção comercial, como participação em feiras a exemplo da Couromoda, Fimec, Francal, Fetecc. Além disso, a qualificação do setor é feita durante todo o ano com cursos profissionalizantes e capacitação de técnicos para o mercado de trabalho.

A XI Fetecc acontece de hoje a sexta-feira, no pavilhão de eventos do Sebrae. Objetiva oferecer a todos os participantes, a oportunidade de realizar negócios, integrando todos os elos da cadeia produtiva, incluindo máquinas, componentes, produtos acabado, varejo e serviços. O evento é reconhecido como o mais tradicional do setor no Interior.

Isto potencializa a qualificação da indústria calçadista cearense. Neste ano, a finalidade da feira, conforme o presidente do Sindindústria, Antônio Barbosa Mendonça, é fortalecer o caráter regionalizado, trazendo para a programação micro e pequenos empresários.

Um estande coletivo dará oportunidade a dez microempresários do setor para exposição de seus produtos e realização de negócios. Este ano, o evento poderá bater um recorde em negociações de até R$ 20 milhões. Pelo menos essa é a expectativa dos organizadores. Nesta edição, não haverá participação de empresas estrangeiras, como em eventos anteriores, por conta do pouco espaço. “O aproveitamento melhor seria num momento específico para essas negociações e empresas locais que queiram abrir espaço para o mercado de exportação”, diz Mendonça.

Ele afirma que essa é até uma forma de equilibrar a comercialização no mercado interno, nos momentos de baixa no mercado nacional. Indústrias de calçados de Juazeiro exportam para países do Mercosul, América Central, Europa e Estados Unidos.

Expositores

São aproximadamente 100 empresas expositoras. A cidade de Juazeiro centraliza o maior número de indústrias de calçados do Nordeste. O sindicato está com cerca de 82 afiliadas, mas ele destaca as pequenas empresas espalhadas pela cidade, além das informais. Há empresas que chegam a exportar para mais de 20 países, inclusive a Europa.

Mendonça explica que a finalidade de fortalecer os pequenos empresários dá condições das pequenas empresas serem mais competitivas. 70% dos expositores são de outros Estados. São empresas de todos os pólos calçadistas do Brasil. Os representantes dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraíba e Santa Catarina marcarão presença.

SAIBA MAIS

Abertura

A Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará (Fetecc) este ano será aberta às 16 horas para o público e solenidade de abertura oficial começa às 18 horas, com fabricantes do setor e autoridades locais. Acontecerá no auditório do Sebrae, e não na parte externa, como em anos anteriores.


Regionalização

Este ano, diferente dos anteriores, não existirão empresas estrangeiras durante a feira, proporcionando mais espaço para a regionalização do evento. A meta é fazer dos produtos uma vitrine para o mercado nacional.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

Mais informações:
Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuários de Juazeiro do Norte (Sindindústria)
Avenida Leão Sampaio, 839, km 01, bairro Triângulo
(88) 3571.2010

Fonte: Elizângela Santos - Jornal Diário do Nordeste.

Carta do Leitor - Respeitem o Idioma...

O nosso querido leitor e colaborador Antonio Alves de Morais nos escreveu uma mensagem hoje que faço questão de repassar pra vocês. Com o título de "Respeitem o ICC", mas que na verdade, se trata de um puxão de orelhas para que todos nós possamos parar e refletir um pouco antes de escrever algumas coisas:


"Li, outro dia, uma serie de comentários grosseiros, deselegantes e mal educados, uma verdadeira agressão ao ICC e aos que o fazem. Salvo Dihelson Mendonça, Luiz Jose, Pacheely e Hermano que encaminham o tema pela via do entendimento e da participação civilizada, não concordo com os demais embora respeite os seus pontos de vista.

Sou leigo quando o assunto é escrever. Nunca me preparei para tanto. Faço alguns escritos e certamente cometo alguns crimes de lesa literatura. Escrevo simples porque na minha modéstia avaliação as palavras servem para facilitar o entendimento entre as pessoas e nunca para dificultar. A minha linguagem é a que aprendi como plantador de arroz na Raja-Alegre.

Há alguns anos, um metido a besta de minha terra, ao saudar o anfitrião em uma solenidade o chamou de “preclaro”. Ninguém sabia o significado do termo. O homenageado se encafifou e procurou saber se “preclaro" era coisa boa ou ruim. Um gaiato definiu a seu modo: Ele lhe chamou de” boiola “. A desgraça estava consumada, o “ilustre e celebre” cidadão foi à camarinha apanhou uma soca-soca e meteu chumbo no peito do intelectual que foi fazer discurso bonito noutra dimensão. Desse dia em diante, como desconfiado e precavido que sou, fico sempre de orelha em pé quando escrevo e falo algo.

Por: Antonio Alves de Morais.