12 agosto 2008

Crime ambiental - Polícia desmonta rinha de canários - Antonio Vicelmo

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Canários apreendidos foram levados para o Escritório do Ibama no Crato e serão libertados em reserva indicada pelo órgão ambiental (Foto: Antônio Vicelmo)

Ibama combate no Cariri o crime ambiental de comércio envolvendo espécies silvestres, como as rinhas de canários

Crato. A Polícia Ambiental desmontou, nesse domingo, em Juazeiro do Norte, uma rinha de canários de briga que, funcionava numa chácara na Rua Sebastião Mariano, 528, bairro Tiradentes, de propriedade de Cícero Simões de Souza. Na oportunidade, os policiais apreendeu 62 canários, um sabiá e um gola. Além das aves, foram levadas para a Delegacia da Polícia Federal de Juazeiro do Norte, nove pessoas que foram flagradas no local durante a operação ambiental.

O Termo circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi feito pelo delegado, Jonas Viana Duarte, que incluiu o infratores no artigo 32, da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.

De acordo com o artigo 32, é proibido praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é de seis meses a um ano de prisão. Os infratores foram ouvidos e liberados em seguida, após pagamento de fiança.

Reserva autorizada

Os canários foram levados em 17 gaiolas para o escritório do Ibama no Crato, que providenciará a libertação das aves numa reserva autorizada, provavelmente no município de Campos Sales. O chefe do escritório, Francisco Sales da Silva, informou que cabe ao setor de fiscalização, em Fortaleza, indicar a reserva, onde as aves deverão ser soltas.

Sales adverte que um dos objetivos das rinhas é ganhar dinheiro com as apostas e com a comercialização das aves, um negócio multimilionário, onde os canários são um instrumento cruel de exploração financeira. O preço de um canário varia de R$ 500 a R$ 2 mil. Ontem pela manhã, foram apreendidas outras aves nos bairros do Crato, que estavam presas em gaiolas em frente às residências. Os ficais do Ibama informaram que a fiscalização terá continuidade na região, onde ainda é comum a venda de animais silvestres nas feiras.

SAIBA MAIS

Dasaparecimento

O canário é um dos pássaros mais comuns e conhecidos no País. A caça predatória, bem como a depredação ambiental, já ocasionaram o seu desaparecimento em várias localidades.

Cantador

Entre os indígenas é conhecido como Guiranheemgatu, que significa pássaro de bom canto. Além de excelentes cantores, são extremamente valentes e combativos, por isso, num ato criminoso, são utilizados em rinhas de Canários.

Machos

É também conhecido como Canário-de-briga e Canário-Chapinha. As fêmeas são levemente mais escuras do que os machos, tendo penas amareladas no corpo, asa e cauda, além das laterais do corpo fortemente riscadas. Já os machos, são de plumagem onde o amarelo é dominante, com tom esverdeado nas partes superiores.

ILEGALIDADE

Aves são criadas para brigas apostadas

Crato. A exemplo das brigas de galo, as rinhas de canários são proibidas por lei. Como esses animais possuem uma natureza um pouco indócil e são bastante ciumentos em relação a suas fêmeas, os criadores se aproveitam disso para colocá-los para brigar. As apostas, nesse casos, rendem bastante dinheiro.

Para atiçar as aves, os apostadores criam os canários machos sem nenhum contato visual com o outro, salvo com as fêmeas. Crescidos, eles são postos em duas gaiolas, lado a lado, e ao abri-las, eles se atiram um sobre o outro. A luta só termina quando um deles se machuca muito, ou foge. As lutas são rápidas, e eles são treinados para isso.

Os animais tem um código de comunicação, que permite um diálogo antes da disputa. Os pássaros eriçam as penas para intimidar o adversário, que também pode fazer sinais de apaziguamento e abandonar o território, pondo termo à disputa. Em algumas rinhas, os canários para briga são alimentados com sementes de maconha ou comprimido de Melhoral.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Mais informações:
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Praça Joaquim Fernandes Teles, 10, (88) 3521.1529

Fonte: Antonio Vicelmo para o Jornal Diário do Nordeste
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Poema de Patativa do Assaré - Barriga Branca

No dia 21.09.1983, Patativa ofereceu ao Dr. Mozart Cardoso de Alencar esta obra de arte:

BARRIGA BRANCA.

Quando vive o marido atravancado,
De cabresto, cambão, canga e tamanca,
Aos caprichos da esposa escravizado,
Recebe o nome de barriga Branca.

Nunca pode fazer o que ele quer,
O pobre diabo, o tal Barriga Branca,
Sempre cumprindo as ordens da mulher,
Ele é o dono da casa e ela, da tranca.

Ele escuta calado sempre mudo,
Sua esposa da língua de tarisca,
Ela é quem manda e quem comanda tudo,
Ele só corta por onde ela risca.

Em qualquer festa do melhor brinquedo,
Se ela nota que o pobre está contente,
Logo lhe ordena com um gesto azedo,
Vamos voltar! Está doendo um dente.

Na sua ordem rigorosa e dura,
Ninguém pode tirar suas razões,
Dos amigos do esposo ela censura,
E procura cortar as relações.

Tu és, Barriga Branca, um desgraçado,
Por onde passas todos te dão vaia,
Teu destino é viver subordinado,
Sob o julgo humilhante de uma saia.

Tu és um carro que não sai da pista,
Rodas constante, velozmente e bom,
Tua esposa é o único motorista,
Pé no teu freio e mão no teu guidom.

È lamentável teu sofrer profundo,
Nunca serás autoridade franca,
Tens um inferno nesse nosso mundo:
É muito triste ser Barriga Branca.


Texto enviado por: Antonio alves de morais
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Documento - Lei que elevou o Crato à categoria de cidade

Resolução 623 de 17 de Outubro de 1853. N 12

Elevando a categoria de Cidade a Vila de Crato com a mesma denominação. Doutor Joaquim Vilella da Castro Tavares Presidente da Provincia do Ceara. FAÇO saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a resolução seguinte:

Art. Unico = A Vila do Crato fica elevada a categoria de Cidade com a mesma denominação: Revogadas as Leis em contrario. Mando portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer, que a cumprão e fação cumprir tão inteiramente como nela se contem. O Secretario da Provincia a faça imprimir, publicar e correr. Palacio do Governo do Ceara em 17 de Outubro de 1853, trigesimo segundo da Independencia do Imperio.

Dr. Joaquim Vilela de Castro Tavares.
Presidente da Provincia do Ceara.
Aprigio Justiniano da Silva Guimarães
Secretario da Provincia.

Reg. a FL 53v do livro 4 de Leis.
Estevão Sabino de Moura
Em 17.10.1853.

Dihelson, Obs: Para o seu arquivo. Este documento é copia do original.
Texto enviado por Antonio alves de morais
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Hospital Santo Inácio - Juazeiro - Desprêzo pelo Ser Humano e Pela Vida !


Manhã de sábado, 09 de agosto de 2008. São 09:25 h, e faço, dirigindo o carro da família e na companhia dela, o trajeto Barbalha/Juazeiro do Norte. A meio-caminho, começo a passar mal e resolvo entrar no HOSPITAL SANTO INÁCIO - Juazeiro do Norte (CE), objetivando verificar a pressão arterial, afinal de contas, com 57 manos de idade, sou hipertenso e houvera, minutos antes, passado por uma pequena contrariedade. No balcão de atendimento, um jovem que envergava jaleco branco sem identificação e que tinha cara de estudante, jeito de estudante e pose de médico (é, meus caros, infelizmente, há muito médico posudo!), tratou-me com a mais absoluta indiferença. Não me disse e nem lhe perguntei quem é, e quase não consigo ouvir sua resposta ao “bom dia” que desejei, ao chegar. Dirigi-lhe a palavra anunciando o que me levara ali e pedi a gentileza de medir a minha pressão ou ordenasse que alguém o fizesse. O jovem do jaleco branco, em silêncio estava e em silêncio, estranhamente, permaneceu. Um rapaz em traje comum, que ali se encontrava, tratou de dizer-me que não haveria a possibilidade de atender-me, visto que “o hospital fazia apenas atendimentos emergenciais”. Questionado se o meu caso era uma emergência, respondeu à pergunta indagando se eu tenho “algum plano” (sic). Disse-lhe que tenho plano de saúde CASSI, mas julgava que para aquele rápido e rotineiro procedimento não seria necessário utilizá-lo. Caso fosse constatada a necessidade de uma consulta, aí sim, usá-lo-ía. Ante a recusa ao atendimento, saí. Minha mulher, senhora Clélia Santos, que a tudo assistia, à distância, foi ao encontro deles, acrescentou palavras que cabem ser acrescentadas numa situação assim, e fomos embora.. Numa farmácia da cidade verificamos que minha pressão estava em 150 x 122. Faço o presente relato, sugerindo a você, caro leitor, que, se precisar, procure outro lugar para receber atendimento médico, pois, a depender da vontade dos plantonistas do HOSPITAL SANTO INÁCIO/Juazeiro do Norte (CE), você poderá ir p’ro beleléu. O que é isso? Além de falta de profissionalismo, DESPREZO PELO SER HUMANO E PELA VIDA.

PAULO GILBERTO Morais dos Santos, 57, aposentado. Barbalha - CE