23 julho 2008

Sessão Cinetério - Hoje quarta-feira.

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Para quem gosta de dormir juntinho com a mãe quando esta com medo a noite, não pode deixar de assistir a sessão do CINETÉRIO desta quarta. Vá acomanhad@ que é mais gostoso. Abraços e inté! Claudioreis.

HOJE - SHow de Cleivan Paiva no BNB - Juazeiro do Norte.

Hoje no Centro Cultural Banco do Nordeste se apresentam grandes talentos do Cariri. às 18:30, show do Di Freitas e Pablo Lerne. às 20:00 show do grande guitarrista Cleivan Paiva

Cleivan Paiva Trio


Foto Cleivan Paiva e Trio

Violonista, guitarrista, poeta, compositor de música instrumental e vocal, Cleivan Paiva iniciou sua trajetória musical nos festivais da canção da região do Cariri, no sul do Ceará – berço de numerosos e expressivos talentos da música brasileira. Participou de festivais de abrangência nacional, na TV Cultura de São Paulo e na extinta TV Tupi. Também tem experiência em trilha para cinema, assinando músicas originais para os filmes “O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto” e “A Saga do Guerreiro Aluminoso”. Valorizando a música instrumental, já dividiu o palco com mestres como Hermeto Pascoal, Mauro Senise e Gilson Peranzzetta. Mais recentemente, vem apresentando seu show autoral em eventos como o Encontro Internacional de Trovadores e Violeiros em Quixeramobim–CE, a Expo Crato e o Festival BNB da Música Instrumental. Ao qual retorna agora, ladeando seu violão e sua guitarra com o talento de João Neto (contrabaixo) e Francisco Demontiê (bateria).

Di Freitas & Pablo Lerner

Um encontro entre o medieval e o nordestino através do universo do bordão, ou pedal. Uma viela de roda húngara dialogando com as rabecas do Nordeste, herdeiras da tradição de bordão medieval. Sons semelhantes vindos de terras e tempos distantes. Um repertório que inclui o baião, a cantiga de cego e a música rural européia. Essa é a proposta da apresentação de Francisco Di Freitas, instrumentista e luthier egresso da cena musical da região do Cariri cearense, e do argentino Pablo Lerner, no III Festival BNB da Música Instrumental. Com o conhecimento de causa de quem viveu na Hungria para se dedicar ao estudo da viela de roda, Lerner tem aproximado o som da viela ao da rabeca, criando um novo estilo no seu instrumento ao se aproximar de músicos da região sul do Ceará, como os integrantes dos grupos Dr. Raiz e Zabumbeiros Cariris. Como convidados, Jose Evânio (rabeca, pífano, percussão e viola caipira) e Cidália Maria, também na rabeca, ajudam a costurar o repertório que vai da tradição nordestina a canções das escolas húngara e judaica.

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Show de Ana Célia hoje no Juazeiro - SESC



NOSSOS ARTISTAS...

CÉLIA DIAS

“Célia Dias é muita coisa, mas ainda não se convenceu disso. Compõe, canta, toca, ensina, mas não achou que era suficiente e resolveu fazer poesia. Menos para se mostrar que para enxergar a si mesma. Então, que verem também. Pelo menos, os que “têm olhos de ver”.

Com estas palavras, Claudia Parente, colunista do Jornal do Comercio, conceituado jornal pernambucano da gran-metrópole Recife, faz alusão a esta cratense que como poucas, são donas de uma envergadura artística da maior dimensão!
Célia Dias é dotada de uma sensibilidade que como poucas mulheres desta cidade nos orgulham, a exemplo de: Dandinha Vilar e Socorro Moreira, duas grã-mestres da poesia feminina.
Dandinha ocupou com propriedade uma cadeira no ICC, (INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI). Socorro Moreira, não tardará... E, num futuro próximo há de se reconhecer o trabalho de Célia Dias, não tenho dúvida!
Claro, citei quem citei, mas sou cônscio de que são muitas as mulheres artistas em potencial no Cratinho de Açucar!

NAS TRILHAS DO SOL
Célia Dias

Nas trilhas do sol
Rebusco as canções
Presentes do tempo
Que brotam na gente
E se espalham no vento...

Nas trilhas do tempo
Rebusco as pessoas
Presentes do sol
Que brilham na gente
Em qualquer estação...

Nas trilhas do sol e do tempo
Rebusco outros elos
Entre o céu e o momento de um lugar...

A história real é a que vives no Crato

Precisa engajar-se num sonho maior? Estudar muito para avançar na vida? Ganhar mais dinheiro para ter os meios que deseja? Precisa conquistar o amor de alguém? Deseja ser alguém muito melhor que tem sido? Tais objetivos e metas ocorrem na imperfeição que é a própria vida. Por isso a humanidade raciocina, tem estratégias animais, acumula conhecimento e busca novas informações. Isso tudo é um valor geral da humanidade. Mas não é exatamente o seu. Não se refere a você especificamente, qualquer que seja seu projeto de vida. Nem por isso será menos humano, apenas que a generalidade pode incluir, mas não inclui a sua necessidade específica. Esta será por sua vontade junto aos outros. Mas mesmo isso não explica tudo. O que explica tudo é o território no qual se acorda, realiza a vigília da vida e novamente dorme. No território é que a vida efetivamente é mais humana.

Por isso nesta manhã de julho, quando a tarde for esgotando o que o dia poderia oferecer e a noite vier, pense que o território do Crato é a verdadeira realidade. É nele e em razão dele que a vida flui. E mais ainda, não deixe por menos a representação política do Crato. Se tiver que criticar os atores do jogo eleitoral o faça como apreensão da realidade não para achar que a realidade é maior que você. A apreensão da realidade sobre o território do Crato é o principal papel da crítica política. Por isso, num sistema político em que a representação é o método, busque aperfeiçoar o método. Isso não se encontra fora de você, isso é o que apenas depende de você. Não tem problema se iguais a você forem insuficientes para qualquer mudança, não existem mudanças sem a formulação da mudança.

Não imagine que o território está fora de você, pois você é tudo que é nele e em razão dele. É claro que existe o território/processo dependente de coisas extraterritoriais, mas mesmo este processo tem nascedouros e sumidouros no Crato mesmo. Por isso não imagine que a degradação ambiental das bacias dos rios do Crato não seja um assunto seu. Ele é e nestas eleições esta questão adquire uma intimidade muito maior com o seu comportamento político. Muito maior do que se costuma imaginar. Especialmente agora que parte dos brasileiros e particularmente dos cratenses, parece ter penetrado num limbo existencial: resume-se a criticar a própria representação que elege. Não é incomum que um ser essencialmente político venha, como numa regressão infantil, se queixando da política ou seja, abdicando de si mesmo, dos outros e do seu território.

O futuro da juventude, que parece uma coisa enorme, uma coisa fora das dimensões do indivíduo comum, não é assim que se dará. O futuro da juventude depende da escola pública, da universidade pública e isso tem tudo a vê com as próximas eleições municipais do Crato. Ou então, num jogo de representação política as eleições são uma chave prática de entendimento e transformação da realidade. A saúde pública, cada vez tecnologicamente mais cara e complexa, é uma questão municipal. A própria segurança pública também o é. Assim como são as ruas, a iluminação pública, a oferta de água limpa e a limpeza ambiental.

Se a máquina estatal, prefeitura e câmara de vereadores, já não são suficientes para tanta complexidade da vida territorial, ampliem-se os mecanismos de construção e controle social. É simples, barato e fácil de fazer. Dar debate, discussão, pode cair em miudezas, tudo isso pode acontecer, mas em todas as experiências coletivas sempre se encontrou uma saída mais eficiente para a aplicação dos recursos territoriais. E isso é tão verdade que humanidade e humanismo são coletivos.

Hoje no DN - Festival de Música Instrumental inicia hoje

Hoje, no Centro Cultural Banco do Nordeste - Juazeiro do Norte.

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Trio Sotaque, do Rio Grande do Norte, será uma das atrações do Festival (Foto: Elizângela Santos)

Se apresentarão músicos do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia

Juazeiro do Norte. Será aberto hoje, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), neste município, o Festival de Música Instrumental, com artistas de vários estados. Os músicos caririenses Di Freitas e Cleivan Paiva abrem o evento, junto com o argentino Pablo Lerner. O evento começa um pouco mais tarde na região do Cariri quando comparado à Capital. No entanto, traz um tom diferente com relação à diversidade musical e também a qualidade dos trabalhos.

De acordo com o gerente executivo do CCBN, Anastácio Braga, este ano há uma diversidade maior em relação aos músicos, que antes vinham mais da Capital do Estado. “É uma programação mais encorpada e haverá uma boa participação dos caririenses, tanto na abertura como no encerramento”, diz ele.

O gerente também destaca a participação do músico João Omar, filho do cantor e compositor Elomar. Serão duas atrações a cada dia, a começar de hoje. No sábado será apenas uma. Até o dia 2 se apresentam grupos como Trio Sotaque, Duo Groove e Primata, do Rio Grande do Norte, além de músicos como Costinha.

O instrumentista Manassés estará pela segunda vez no palco do teatro. Já o músico Dihelson Mendonça, na ocasião, apresenta novo show.

Participação

No Cariri estarão se apresentando músicos do Estado do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia, além do argentino Pablo Lerner. São pouco mais de dois anos do BNB no Cariri. O evento acaba incorporando em sua agenda a participação de músicos regionais, dando espaço para a qualidade musical produzida na região e possibilitando uma integração maior entre os artistas.

O Festival BNB da Música Instrumental chega à sua terceira edição, confirmando a vocação do evento para a promoção da diversidade musical e reiterando a importância da abertura de mais espaços para a movimentada cena instrumental brasileira.

Platéia

Este festival tem uma platéia formada potencialmente por qualquer pessoa com disposição suficiente para rever estigmas arraigados, que procuram traçar limites para a música instrumental, associando-a ao estereótipo de uma linguagem complexa, hermética, elitista, destinada somente a músicos e também a alguns poucos “iniciados”.

Grande porte

O evento se configura como um festival de grande porte, não apenas na quantidade de atrações reunidas para uma mesma realização, mas principalmente pela variedade de sonoridades apresentadas ao público.

O festival no Cariri vai do jazz à improvisação aplicada à música instrumental brasileira, renovando gêneros como o choro, o samba, o baião e a valsa, a um vasto espectro musical, no qual entram e cabem influências tão plurais quanto o rock progressivo. Se apresentarão grupos de metais e madeiras, os instrumentos de cordas e de sopro, a tradição pianística e a inovação em formações aparentemente inusitadas.

Mais informações:
Centro Cultural Banco do Nordeste
Rua São Pedro, 337
Centro - Juazeiro do Norte
(85) 3464.3182


Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Repórter: Elizângela Santos.
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Santa Fé, um paraíso do Cariri cearense.