05 junho 2008

O preço do Estado - Por: Dimas de Castro e Silva Neto

Viver no Brasil é muito, muito caro! Alguém discorda? E por quê? Manter e ampliar a infra-estrutura do país custa muito dinheiro. Dinheiro que vem do? Exato! Do bolso do brasileiro, contribuinte, extraído através dos gordos impostos arrecadados pela União, Governos Estadual e Municipal. É I.O.F., é I.C.M.S.,é I.P.T.U.,é I.P.V.A., e o leão do I.R. todo santo ano! Paga o trabalhador comum, paga o comerciante, paga o empresário. Cada um dando o que lhe é, devidamente, “indevido”. A sonegação é ilegal. Entretanto, mais e mais se houve falar de empresários que, devido a essa carga tributária, adotam esta prática como única solução para a sobrevivência de suas empresas. Os Governos recolhem impostos necessários ao pagamento de suas vultosas despesas. Essas despesas são definidas todo ano em, igualmente, vultosos Orçamentos. Orçamentos deveriam ser ferramentas muito bem elaboradas, munidas de um preciso levantamento dos custos de cada item de despesa. O problema é que aqui os Governos arrecadam mais e se recebe, proporcionalmente, menos. Em países de primeiro mundo, ou em crescente e ordenado desenvolvimento, a carga é muito menor e a população desfruta de muito mais educação, saúde, transporte, segurança... essas coisas que os políticos “prometem como sem falta” e faltam como sem dúvida!
Pra falar num Cearês claro: Faz raiva! Se, a maioria da população, “acostumada” a tanta pobreza, vez por outra reclama, imagine para quem teve a oportunidade de presenciar a realidade de outros países da Europa ou até desta mesma América. No Brasil, uma educação gratuita de péssima qualidade, onde alunos de 3ª. série não sabem ler e nem escrever, um S.U.S. desacreditado, um sistema de transporte de péssima qualidade e mal definido, cidades sem infra-estrutura suficiente de saneamento, habitação e segurança, que aliás é resultado da falta de tudo isso. A situação só não é pior graças ao esforço diário dos bravos profissionais da educação, saúde, transporte, segurança, que lutam de todas as formas para atender a população, com os poucos recursos que dispõem. Lá fora, há escolas e universidades para quem quiser e oportunidades para quem buscar. Ninguém fica doente por muito tempo. Hospitais e recursos humanos em número suficiente, tratamento dentário, oftalmológico... Sim, óculos também são de graça! O transporte urbano é, na sua grande maioria, feito de trem, mais barato, rápido, melhor distribuído e menos poluente. Pode-se andar, despreocupadamente, pelas ruas das grandes cidades, reflexo de uma sociedade de mais oportunidades e menos desigualdades e conseqüentemente mais segura.
Por outro lado, somos um país privilegiado. É notória a quantidade e qualidade de recursos naturais do Brasil. Aqui também não há catástrofes naturais, nem atentados. Nenhum furacão ou terremoto, como o que abalou a China, que derruba prédios, matando pessoas. Não estamos sob ameaça de carros e homens-bomba. Não estamos em guerra com nenhum país. Nossos problemas são solúveis. Depende, apenas, de nós mesmo e não somente da interferência Divina. Se escolhermos melhor quem vai ter as “chaves dos cofres” há mais chances de mudarmos esta penosa realidade. A incompetência administrativa não é tolerada na iniciativa privada. Por que tolerá-la na administração pública, quando se trata de governantes, nossos “representantes” e “servidores”, eleitos pelo nosso valioso voto? Quem paga caro, em regra geral, é mais exigente. Sejamos mais exigentes, estamos podendo!

Dimas de Castro e Silva Neto, M.Sc.
Eng. Civil, Prof. do Departamento de Construção Civil da URCA
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Carta do Dep. Ely Aguiar ao Blog do Crato: "Não sou candidato a nada".

É sempre bom para a população que os seus atuais governantes apresentem periodicamente relatórios do que têm realizado pela cidade. E para essas pessoas, qualquer pessoa, estaremos sempre de portas abertas. Creio que isso faz parte do processo democrático, a prestação de contas de cada um, e a população sempre careceu de um veículo para ACOMPANHAR em quem votou, e FISCALIZAR o que seus representantes tem realizado de fato.

Desta feita, o Deputado Ely Aguiar enviou ontem ao Blog do Crato uma mensagem com fotos em anexo, em que ao mesmo tempo, presta contas à população do que tem feito nos últimos meses, e enfatiza que "não é candidato a qualquer cargo eletivo nas próximas eleições".

Carta de Ely Aguiar para o Blog do Crato:


Amigo Dihelson, tudo bem macho véio ?

Depois de liberarmos, da minha emenda " pessoal " 300 mil reais para a reforma do Mercado Walter Peixoto, cujas obras estão em andamento, eu pessoalmente fui verificar o andamento dos serviços ( veja a foto ), isso na ùltima terça feira. Estamos liberando agora 100 mil reais, de outra " emenda pessoal minha " para a total reforma e modernização da Praça Siqueira Campos. O Projeto já estará concluido dentro de mais 8 dias, aproximadamente. Já com relação ao monumento à Nossa Senhora de Fátima, no Alto da Coruja, consegui adicionar mais 200 mil reais. Assim, ja dispomos de 800 mil reais. O Projeto de edificação já está concluído, faltando agora o projeto com calculista. A Caixa Econômica Federal, por sua fez, colocou à disposição do projeto, um técnico para assegurar toda a orientação possivel, para que tudo seja feito de acordo com as normas legais. É sabido que não sou candidato a nada. Sou sim, candidato a ajudar o Crato que tem sofrido muito. Já o desvio da Batateiras deverá ser inaugurado no período da Exposição. Outra luta nossa e do povo do Crato. Obrigado pela atenção. " O Político é para trabalhar para garantir melhores condições de vida para o povo, quem enriquece na política é ladrão ".

Ely Aguiar

Resposta:

Meu prezado Ely Aguiar, desculpe-me pela demora em publicar sua carta, mas aqui está. Creio que o povo da nossa cidade se sente feliz quando atitudes transparentes assim são realizadas e quando aqueles em que depositaram sua confiança nas eleições, vêm até o povo divulgar o que têm feito pela cidade. Seja sempre bem-vindo ao Blog do Crato!

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
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FESTIVAL CARIRI DA CANÇÃO
CENTRO CULTURAL DO ARARIPE - RFFSA
CRATO - CEARÁ


Carta da Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo para o Blog do Crato sobre o Festival da Canção.



Caro amigo Dihelson.Boa Tarde!

Li a matéria escrita por você, sobre o Festival Cariri da Canção. A boa vontade por parte do Prefeito Samuel Araripe existe sim, sempre existiu, pois desde que assumi a pasta da secretaria da Cultura Esporte e Juventude, sempre ouvi do prefeito, o pedido para que me empenhasse na promoção e no regate do Festival da Canção. Tive sempre o estímulo do nosso gestor e me senti com isso, segura para pensar, planejar e ter coragem, mesmo que talvez precipitadamente, de executar esse importante evento musical. Há mais de dois meses, discutimos, pensamos e repensamos o festival. Reuniões, pesquisas, conversas e muito empenho foi desprendido para se conseguir conquistar a concretização do festival, principalmente no que diz respeito ao mais difícil, o tal do dinheiro. Conseguimos graças a grandes parceiros que se encantaram e acreditaram no festival, tal como GRENDENE, SESC, COELCE, SEBRAE. Foi muito corrido sim, mas conseguimos transpor essa primeira barreira. uuufa! Convidamos para as nossas primeiras reuniões, os artistas locais da ára da música, e aqueles que fizeram e estiveram na produção de outros festivais. pessoas que acreditamos e respeitamos em seu real potencial . Divane Cabral, Cleivan, Jõao do crato, Alemberg, Lifanco, Leninha Linard, Cacá Araújo, Você, Maestro Bonifácio, pessoas que estavam na produção executiva, como a Rosana, enfim sabíamos que com o apoio de todos vocês, estaríamos cercados de bom senso, competência e responsabilidade. Não deu outra, muitos se entusiasmaram e se emocionaram ao sentir que a volta do Festival da Canção era um fato real, que logo estará sendo consumado. Acreditamos que a internet hoje é a máquina mais potente para a estensão da mídia, da propaganda e da transmissão de informação no mundo todo. O regulamento foi feito, o Edital foi lançado, e o Festival Cariri da Canção foi divulgado, tanto que, recebemos vários e-mails de artistas e compositores que eram do crato e estavam morando fora, no Rio, São Paulo, Recife, o que já participaram e presenciaram o festival, se lamentando por não poder participar,pois iniciamos com o pé no chão, o Festival hoje é regional. Todas as cidade envolvidas foram contactadas e informadas devidamente do evento.Mais de cinquenta inscrições chegaram á comissão de triagem, as músicas já foram selecionadas. Mais uma vez, nos emocioanamos, em poder saber que o festival voltou. Existem hoje vinte músicas, vinte compositores, vinte letras e vinte íntérpretes que foram escolhidos, para serem notados e incentivados na evolução de sua carreira. Esse é o maior desejo, oportunizar e incentivar nossos novos talentos e proporcionar um momento de interação entre os novos, os contemporâneos, as experiências e os talentos da nossa região que são tantos. Muitas dificuldades existem, mas buscamos sempre superá-las,mesmo os que dizem respeito ao tempo. Acreditamos no fazer, estamos trabalhando muuuito, dia e noite, para a realização deste festival, para que não tenham imprevistos ou constrangimentos. Contamos com o apoio de muitos dos nossos artistas nessa empreitada, unindo nossas forças em prol da música e do nosso valor artístico. Não sabemos como, mais está quase tudo preparado.Com uma pitada de compromisso e dedicação, pensamento otimista e crendo que a vida nos oferece desafios para que creçamos como homem produtivo. Estamos encarando tudo isso com muito cuidado e zelo. Contamos com a sua audiência, com o seu apoio, com o seu empenho também, nos auxiliando na divulgação, para que o Festival tenha ainda mais credibilidade. Precisamos do apoio de vocês artistas do nosso Crato Amado. Beijão! Danielle Esmeraldo.


Resposta do Blog do Crato:

Prezada amiga Danielle Esmeraldo.

Acompanhei todo o seu empenho em tentar realizar este Festival por cima de tantas dificuldades, eu diria até que "contra o tempo"... daí a minha crítica construtiva de que não seria melhor adiar o mesmo até Agosto e trabalhar melhor a questão da divulgação... enfim, por exemplo, o Jornalista George Macário veio a saber HOJE, agora há pouco que no Crato vai haver um festival. Ficou perplexo com a proximidade do evento ante o que precisamos fazer para divulgar isso propriamente.

O primeiro festival é sempre o mais difícil, e acredito que vocês podem encontrar uma série de dificuldades. Eu mesmo já fui o Diretor Musical de todos os Festivais "CHAMA" - Chapada Musical do Araripe de MPB que aconteceram nos anos 90 aqui em Crato e posso lhe assegurar que isso não é tarefa fácil, mas com sólido planejamento é realizável. Desejo a todos vocês realizadores, e ao idealizador Samuel Araripe, toda a sorte do mundo de que esse I Festival da Canção possa se transcorrer dentro das melhores condições, com jurados qualificados, boa divulgação, excelente som, palco e iluminação, justiça para todos os participantes, enfim, sucesso pleno. Eu recebi seu convite sim, como vc bem sabe, minhas atribuições diversas e tempos contrários me impossibilitaram de participar das reuniões, mas isso não será motivo que venha a diminuir qualquer coisa na qualidade do Festival, pois acredito que nele, devem haver pessoas igualmente qualificadas. Sinto-me, entretanto, honrado pelo convite.

Afinal, já não há mais tempo, pois que estamos há 10 dias do mesmo, só nos resta desejar sucesso, e ajudar em alguma coisa que possamos fazer por vocês para tornar o festival o melhor possível. Não era bem o que eu imaginava, pois creio muito no tempo e na divulgação, mas fazer o quê ? Sucesso na realização, e parabéns pelo esforço e pela equipe empenhada.

Bjus,

Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com

SAÚDE BRASILEIRA

A classe média revoltada tem mais um decibel de ruído. O Congresso Nacional, no interesse do Governo Federal, pretende criar mais um imposto com a finalidade de financiar a atenção de saúde através das políticas do Ministério da Saúde. Como no primeiro governo do presidente Fernando Henrique Cardoso a opção é pela arrecadação da movimentação das contas bancárias. E aí começa um drama nacional. A ruidosa queixa de quem tem movimentação bancária seja esta queixa de pessoa jurídica ou física. Aliás, contrariando a materialidade do mundo, as queixas das pessoas "jurídicas" são sempre mais retumbantes do que as físicas.

Agora se atenha ao quê se discute. A discussão é política, essencialmente política. E não tem aquele papo de política do pê maísculo ou pê minúsculo, isso é não existe, esta diferença é fruto da própria ignorância social e individual quanto a ser e funcionar na civilização humana. É política a questão da saúde desde o século XIX. Principalmente a partir da revolução industrial, ainda no século XVIIII, quando a miséria da mão-de-obra de reserva expôs os intestinos da nova civilização. Quando se expôs a questão da desigualdade social que relação alguma tinha com a desigualdade natural. Na verdade não apenas se expôs a questão da doença como um elemento da desigualdade social como se demonstrou, à exaustão, a insalubridade do "meio ambiente" urbano conseqüente da urbanidade desenfreada e da industrialização. A miséria dos expulsos dos campos e a maquinaria infernal de matar gente empregada nas tarefas industriais. Um símbolo definitivo: os Tempos Modernos do Chaplin.

É na mesma linha que a questão da saúde se apresenta neste ano de 2008, especialmente no Brasil. O Brasil, ao contrário dos reacionários de sempre, é um país capitalista, segue o modelo de sociedade e economia americana, tem suas instituições assemelhadas com a americana e, no entanto, na questão da saúde aqui é muito mais desigual a que deles. Além do mais, isso tem enorme relevância a cada pulso vital do cidadão, a saúde é hoje uma mercadoria internacional e a atenção de saúde inteiramente dependente do comércio mundial. A demonstração de que somos mais desiguais que eles: a) o per capita brasileiro com saúde é muito inferior ao americano (30 vezes menos); b) a diferença do per capita entre a classe média e o sistema em geral é enorme no Brasil (3 vezes); c) enquanto o sistema americano é financiado essencialmente pelo governo e por um sistema mutualista, no Brasil o desembolso das famílias representa mais de 30% das despesas globais.

A questão da saúde, em qualquer local do mundo e em qualquer estágio de desenvolvimento do capitalismo é matéria política. Apenas com a vontade de maiorias, com a solidariedade econômica e social e com a firme vontade expressa em políticas públicas de saúde, se podem incorporar coletivamente as vantagens dos avanços da tecnologia de base científica, das boas práticas decorrentes do conhecimento e da educação e da proteção daquelas em situação de risco. Neste ponto é que no mais avançado país do capitalismo mundial, os EUA, o governo, através dos impostos, financia mais da metade dos gastos com atenção de saúde. Do mesmo modo lá, o governo, por incentivos, por regulação e através de bases sociais de troca de conhecimento também se coloca no centro das políticas empresariais e dos trabalhadores nos chamados planos de saúde.

O Brasil não pode se resumir aos decibéis de uma classe média revoltada com impostos, aos gritos justos e necessários da oposição. È preciso ir além deste parco horizonte. O dever do Estado para com a saúde brasileira é constitucional e se fará, democraticamente, com fundos públicos, de modo hierarquizado (o que implica em racionalidade); descentralizado (significa justiça territorial); com equidade (redução das desigualdades sociais) e integral (promove, previne e recupera). Até hoje o Congresso Nacional não regulamentou em toda a sua extensão a Seguridade Social e não definiu as fontes que a financiarão de modo permanente e para o futuro, sem lesão dos direitos constitucionais das novas gerações.

Por isso não estamos tratando de uma simples taxa de acréscimo nas despesas de quem movimenta conta bancária. Não podemos perder de vista que estamos discutindo, com esta matéria, o próprio Sistema Nacional de Saúde e a paz social que decorre de sociedades mais iguais. Quando apresento o conceito de Sistema Nacional de Saúde é que hoje a sociedade, através do Estado, já oferece políticas nacionais de saúde em todos os sentidos, inclusive nos Planos de Saúde que já são regulados por lei. Por isso mesmo é que tudo se encontra no mesmo patamar, de onde se tira, ali se repõe. Quando até empresas de Planos de Saúde e prestadores de saúde sofrem a atração dos decibéis contra o imposto da movimentação bancária, não levam em conta que na outra ponta, a classe média que declara imposto de renda, tem renúncia fiscal por pagar tais despesas. Ora, de que adianta resistir aqui se na outra ponta isso poderá ser interrompido para fazer justiça com o sistema público?

A cautela mesmo é pensar a respeito das desigualdades atuais e na sua solução para o futuro. Não gostaria de acrescer mais nada, sei que me fiz entendido, mas acontece de alguém não ter percebido que a conta da saúde é social, que todos os agentes econômicos nacionais fazem parte desta conta, inclusive naquilo que a insensibilidade tecnocrática chama de custo Brasil. Pois bem, ser uma empresa nacional, fazer acúmulo de capital no país, tem deveres com a saúde e de modo geral com a sociedade brasileira. È preciso que as empresas, inclusive aquelas ligadas à vetusta FIESP, levem isso em conta na sua eficiência gerencial. Até é aceitável que façam o marketing de empresa preocupada com seu papel social, só não pode é perder a noção que pertencem a um ente que todos os brasileiros imaginam pertencer.

Futebol - Time do Crato empata por 3 X 3... mais uma...

Pois é...
O Time do Crato perde em Barbalha por 3 X 0 e ontem chegou a um empate de 3 X 3.
Resta analisar a que se deve essa maré baixa:

1 - Se foi Falta de investimento
2 - Falta de Dedicação de cada um
3 - Falta de Talento
4 - Falta de Sorte

Não sei. Uma dica eu dou aos jogadores do Time do Crato: Assistam ao filme:
PODER ALÉM DA VIDA, um filme muitíssimo interessante que trata do tema da superação de obstáculos na vida. Se o time do Crato tivesse 1/10 daquela motivação, creio que nós estaríamos bem...

Disponível na Vídeo-Shop Locadora ( do Walter ), na Rua Dr. Miguel limaverde.

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Hoje: Show de Moraes Moreira no Cariri - pelo Centro Cultural BNB



Moraes Moreira: A história dos Novos Baianos e outros versos (às 21h30)

Aos 60 anos, Moraes Moreira está longe de pensar em aposentadoria. Na abertura da 8ª EXPROAF, ele apresenta o show inspirado no livro que escreveu: "A história dos Novos Baianos e outros versos". Cantando e contando histórias, Moraes Moreira mergulha em seu passado e revela passagens de sua atuação no cenário musical nestes 40 anos de estrada, seja como participante dos Novos Baianos ou em carreira solo. Músicas como Preta Pretinha, Mistério do Planeta, Brasil Pandeiro e A Menina Dança, entre outras, que compõem o repertório dos Novos Baianos, estão na trilha sonora deste show, além de canções que marcaram a sua carreira-solo como Pombo Correio, Festa do Interior, Lá vem o Brasil Descendo a Ladeira, Meninas do Brasil, Sintonia e algumas inéditas.

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Quanto Custa fazer uma EXPOCRATO com Artistas Locais ? - Uma Crítica Construtiva

A Discriminação aos Artistas Locais na ExpoCrato


Pelo que eu sei, crítica construtiva é aquela em que se apontam os erros e oferece-se soluções. Eu evito ao máximo que se publiquem nesse site alguma crítica destrutiva, daquelas pessoas que sem qualquer fundamento, detonam as outras que trabalham em algo, sem oferecer soluções e falam apenas para aparecer, ou para fazer média. Pois bem, o caso que trataremos agora é de um assunto da máxima importância para a cidade, já que é uma das METAS de governo do Sr. prefeito atual, "resgatar a arte a cultura da nossa cidade".

O Tema de hoje é EXPOCRATO.
Exposição do Crato... a palavra vem de EXPOR, mostrar!

Mostrar o conteúdo que há na nossa região aos visitantes. Quando se convidam pessoas de outras regiões para vir à Exposição do Crato, não se faz para mostrar a cultura deles aqui, mas para mostrar o que se produz aqui na região aos que vêm de fora!

Desde muitos anos e inúmeras, repito inúmeras administrações que acontece todo ano esse problema grave de convidarem atrações de fora, enquanto os artistas locais ENTRAM PELO CANO literalmente. São deixados de lado, como um lixo Social ou cultural. Antigamente, artista local só era chamado pra subir em palanque de político às vésperas de eleição ( O PT que o diga, hein ? )... O fato é que na Expocrato, os artistas locais são um pêso nas costas aos elaboradores do evento, difícil de resolver. O problema maior surgiu com a "entrega" da expocrato ao Governo do Estado, e a Terceiração das atrações. O DONO do lugar lá, é um comerciante. O cara quer saber de ganhar dinheiro. Ele não está interessado em fazer divulgação cultural, não é a área dele. Então, apoiados por uma mídia "Filha da Mãe", para não dizer outro termo indecente aos olhos dos nossos leitores, ele consegue respaldo para trazer as maiores babaquices e entupir o povo daquilo que a mídia já preparou o terreno durante o ano todo. Ele não quer saber se é bom ou ruim, quer saber se o povo vai. Porque quem dá respaldo aos produtores de eventos é a mídia. O que a mídia veicular, o povo assume como verdade. Tanto isso é verdade, que quando se vê músicas de Tom Jobim na novela das 8 da Globo, no outro dia, até as empregadas domésticas sem qualquer formação cantam satisfeitas. Tudo é uma questão de mostrar ao povo e surge o Marketing. É uma questão de aculturação. Pois bem, enquanto a expocrato for conduzida por um comerciante, os artistas locais certamente não terão vêz no palco principal, a não ser, amparados por uma lei que o force a dividir um percentual com os locais.

Mas aí é que surgem outros caminhos que podemos trilhar:
O poder público PODE fazer, se QUISER, um palco paralelo de atrações locais, grande, lindo, cheio de luzes, cores, de igual proporção à mega-atração da parte nova da expocrato, e se não o fez até agora, não é por falta de artistas. É falta de outras coisas. Eu explico:

Digamos que a prefeitura queira realizar festa paralela só com atrações locais no Picadeiro da Expocrato como era antigamente, antes de existir a parte nova do local. O que a impede de fazê-lo? Faltariam parcerias ???????

01 - Sai caro ?
Não, não sai caro. Com 10.000 reais dá pra se pagar 21 shows a 500 reais, que é um valor razoável para certos artistas, que se banaliazam na cidade tocando a 50 reais por show. ganhando 10 vezes mais, quem não iria querer, providos de toda a infra-estrutura e apoio ?


02 - Os Artistas locais não atraem gente:
Não é verdade. Se fizer uma estrutura de palco, som e luz decente e uma escolha adequada dos shows a ser apresentados, e isso sou taxativo a excluir os principiantes que começaram ontem a tocar violão e se acham artistas do nível de gente que já batalha e possui uma CARREIRA nas artes, não faltará público. O público gosta de espetáculos belos. Antigamente, nem existia essa parte nova, assisti inúmeros shows ali pertinho do picadeiro. Quantas vezes não vi shows que o mestre Elói trazia? E isso sem falar só em folclore, falo em atrações de música popular mesmo, gente que faz música acessível ao povão. E mesmo assim, é DEVER do poder público fomentar os espetáculos culturais. A formação de platéia é um processo lento, mas importante e que nenhum governante de responsabilidade deve fugir.

AS SOLUÇÕES:

Olha, eu garanto que se o Sr. prefeito der um telefonema para 20 emprêsas, com o prestígio que ele tem, telefonar para seus camaradas apoiadores ou simpáticos, e pedir 500 reais de cada um, nós conseguiríamos 10.000 reais fácil fácil...Vai ter gente no comércio que é capaz de contribuir com mais do que 500 reais para a expocrato... Aliás, tem emprêsa que pode ser parceira que teria condições de arcar com muito mais. Parcerias podem ser feitas até com a URCA, com o Governo do Estado, com sabe Deus lá quem...Se eu mesmo telefonasse, ou mesmo a Secretária de Cultura Daniele Esmeraldo, nós talvez não conseguíssemos, mas se o Sr. Prefeito Samuel Araripe, com o pêso político que ele tem, muitos amigos, apoiadores, fizer esses telefonemas ele mesmo, ali no gabinete, durante uma tarde, eu duvido que haja alguém nessa cidade, logo nesse ano....( e repito, logo nesse ano ), que vai dizer NÃO a Samuel Araripe. Vai ?

Claro que não ! Não vai haver! E com esse gesto de boa vontade, com 10.000 reais que nem seria da prefeitura, seria do empresariado, e mais aí a infra-estrutura que a prefeitura pode perfeitamente oferecer, daria para pagar por 7 dias de exposição, os 21 shows cabíveis, veja os cálculos seguintes:

Shows todo dia, das 20:00 às 23:00 - 3 Shows por noite de 1 hora.
7 dias X 3 = 21 shows no total, a 500 reais cada, o que dá 10.500 reais de cachê.

O palco, sonorização, a a publicidade, a prefeitura pode arcar. Isso é o mínimo, pra dizer que tá ajudando a cultura. Diga-se um PALCO de VERGONHA, condizente com com grandes atrações, para não parecer mendicância aos artistas locais. E dá pra fazer.

Se o prefeito consegue levantar 7 milhões para o asfaltamento da cidade, como não consegue 10.000 reais para pagar os cachês dos artistas locais da expocrato, a festa maior da cidade? Dá pra pagar até antecipado, como todos os outros artistas nacionais recebem de lá do DONO, antecipado.

Outra Solução:

Uma outra solução possível, seria a prefeitura contratar uma empresa que realizasse a produção, terceirizar os shows locais, como a empresa do "Kaika", por exemplo, que tabalha com produção artística, faria os contatos com todos os artistas envolvidos. E a própria escolha dos artistas seria feita por uma comissão de especialistas em arte e cultura no Crato. Para isso não falta gente capacitada.

Aliás, o que falta para a ExpoCrato não dar mais uma vez as costas aos artistas locais após tantos anos, não é problema de artista. Eu não diria que seria de má-vontade, pois conheço o Samuel Araripe, e ele é simpático aos movimentos populares, e fala sempre em cultura local, mas eu diria que falta ele dar o primeiro passo no sentido de fincar pé em defêsa dos interesses dos Artistas Locais. Até porque se o Sr. prefeito não fincar pé agora em defêsa dos Artistas locais para a EXPOCRATO, algum aventureiro irá fazê-lo ( logo nesse ano, hein ? ) e poderá atropelar a parada. O momento de decidir é agora. A expocrato é em Julho. Dá tempo perfeitamente !

Outra coisa fora isso, é inadmissível à nossa cidade. Como é inadmisível que numa Exposição que leva o nome do Crato, seus artistas sejam os excluídos da festa que deveria ser para eles ?

Essa é uma luta que não abriremos mão!

Por: Dihelson Mendonça
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