11 maio 2008

1968: ADEUS AO CRATO

Debates se multiplicam a respeito do revolucionário ano de 1968. São muitas as visões daquele ano, pois intercontinental foi a sua tsunami política, social e cultural. Na América Latina aprofundaram-se as ditaduras; no bloco soviético uma contradição revisionista do leninismo e a repressão na periferia; na Europa muitos foram os caminhos alguns descambando em violência terrorista e outros em mudanças profundas; nos EUA, o centro do império Ocidental, lutas pelos direitos civis, a revolução dos costumes, a consciência ecológica nascia e a rebeldia tomando a guerra do Vietnã como referência. Na China a radicalização da revolução cultural; no Japão lutas da juventude e os grupos armados. O mundo todo se moveu. E nele viajava eu.

Nos três anos que o antecederam a paisagem do Crato mudara. Eis que a velha guarda do vozeirão, do samba canção e do regionalismo a moda Gonzagão se eclipsa. Os cabelos compridos dos homens invadem profundamente a paisagem, em poucos meses se vêm cabeludos até nos recantos mais distantes dos sertões. Conjuntos e vozes solo dedicados às versões de canções americanas, italianas e francesas. Os Beatles surgem como um fenômeno mundial, invadindo as conversas das tradicionais famílias. O samba muda de tom, um violão e um banquinho, uma voz de de ouvido, uma batida diferente, um linguajar outro. O cinema desce profundo na alma da nação e seus conflitos mais internos em fase de decomposição. Lentamente o universo rural, que sobrevivera além da industrialização, aquele clima geral bucólico, que parecia eterno, torna-se passadiço.

As lutas estudantis. Nos anos 65 a 67 a vida da minha família reverteu-se. Ou melhor, numa mistura entre nada mais é ou será igual ao mesmo tempo em que seremos nós. 1965 foi um ano muito duro logo no início, em janeiro. Minha mãe aos 38 anos de idade, morre de parto do sexto filho. A criança sobrevive e a cidade choca-se com aquele drama. no final daquele ano uma outra turma de crianças, quase que duplamente órfãs entra para o nosso convívio. São os filhos de Miguel Arraes: Gusto, Guel, Maurício, Marcos, Lula, Nena e Mariana. Entre tantos a adolescência faz seu rito de passagem.

1966: as lutas estudantis. Deixo o Colégio Diocesano, nela aprendera o bê-a-bá e viera até o que corresponde à oitava série atual. Vou para o Estadual Wilson Gonçalves. Grande ano. Turma mista, grêmio cultural, jornal mural e uma peça de teatro: Calabar. A questão da traição. E do amor também. Era conseqüência natural: Ângela Brito, magrinha, conversa complexa, um limiar entre o cotidiano e as alterosas de segredos femininos. Paixão arrasadora. Pensei que iria morrer quando ela não me quis. Mas eu me quis como ser entre a perda e o achado, um ser como outros. Foi bom me saber igual aos samba canções, as dores de cotovelo. E a Toinha Lacerda da qual me perdi e nunca mais soube o seu futuro, que agora espero seja presente, ao que suponho em algo como Brasília. E a Leni, Iracilda, Cori, Gordo Leonel, Marcondes, José Vagner, Alberto Teles. E a outra turma. Grande ano estudantil aquele.

1967: ano militar. Quando a ditadura reduzia seu ritmo, as reivindicações se ampliavam. No Crato ainda se dançava dois a dois, mas se entremeava com a separação dos casais no ritmo da juventude. Enquanto fazia o Tiro de Guerra, provocava os sargentos, rastejava e éramos presos, ainda fomos treinados em guerra de guerrilha. A ingenuidade militar, o próprio exército treinava prováveis guerrilheiros nas táticas dela mesmo. Brinquei de guerra, como guerrilheiro, com um fuzil FAL, em plena floresta da Chapada do Araripe atirando com festim na coluna militar que vinha do Maranhão. Nisso criamos um Jornal de estilo tablóide, fizemos a encenação do Auto da Compadecida em Crato, Juazeiro e Missão Velha. O ponto era o Haroldo Correa, a Nossa Senhora era a Aline, o Jesus Negro o Pelé, Gonçalves o palhaço, Cori o Sacristão, Vagner João Grilo, Almirzinho era Chicó, Dion o Padre, Leonel o Bispo e assim por diante. Foram meses de ensaio e a meta era uma única apresentação. Mas após tanto tempo juntos era impossível separar aqueles jovens e demos gás para motivar nossos encontros.

1968: adeus ao Crato. Numa madrugada precoce. Três da manhã de trem até Fortaleza. Estudar para o vestibular de medicina no Colégio Castelo Branco. Fui arrancado do chão como se faz com um de verdura. Com raiz e tudo. A terra caririense ainda se espalhando das minhas conexões de alimento. Mas era um mundo acelerado. A música popular brasileira era de uma exuberância surpreendente: entre 65 e 67 surgiram Chico Buarque, Caetano, Gil, Gal, Betânia, Edu Lobo era nome, Jorge Ben, Nara e entra como chuva de meteoros a geração dos festivais. O teatro revolucionava, o texto do jornal também, a filosofia era referência, Freud racionalizava a mente humana, a ideologia política uma necessidade para a preparação do jovem. E tome estudo. Ainda com a areia caririense caindo das minhas raízes arrancadas.

Tudo passou a ter sentido. A avalancha de conhecimentos novos: ciências, cultura e artes, psicologia, antropologia, cinema, debate, discurso, biografias de revolucionários, filosofia. Isso não seria possível para quem deveria estudar para um concurso efetivamente difícil. Fortaleza tinha uma única faculdade de Medicina, era a única do Ceará. Mas o mundo girava a mil, na conversa, lia sem parar, discutia sem fim, ainda ia ao cinema, participava de algumas reuniões no Diretório Central dos Estudantes, organização das passeatas. Ali vi e conversei com José Genoino que era o presidente na época. Isso sem contar o banho de mar, as novas namoradas, as tertúlias de subúrbio. Numa época que não se tinha carro e a noitada virava até o horário em que os ônibus reiniciavam a circulação.

Entre setembro e agosto recebi a visita da minha turma que deixara no Crato: Joaquim, José Almino, Almirzinho e Alfredo. Rodamos pela madrugada de Fortaleza. Ainda tínhamos as nossas carteiras de "jornalistas" (do nosso tablóide) e no clube América numa festa, sem pagar ingresso, ainda fomos anunciado pela sociedade presente. Pura brincadeira de jovens. Lembro-me bem de uma madrugada na beira mar, deitados sobre um pequeno gramado, conversando a respeito do futuro com Almirzinho. Ele ocupava uma liderança no movimento estudantil do Crato. 1968 era o ano do movimento estudantil. Estava no Colégio Castelo, era noite, no cursinho, quando um parente trouxe um bilhete da minha tia, comunicando que Almizirnho tinha se suicidado.

Em pleno outubro de 1968, sentia no coração desesperado, a mesma sensação com a qual começara 1965. Almirzinho era um ou dois anos mais novo que eu, mas tínhamos sido criados juntos. Eu era o primo do sítio e ele o meu primo da cidade. Como eu não tinha irmão da mesma idade, tivemos uma relação de irmão, assim como ocorreu com outro primo chamado Nivaldo.

Em quatro anos passei por todos os mitos vividos nos contos de fada, na literatura de ficção, no mundo narrativo humano afinal: a perda precoce da mãe e o jovem que desistiu da vida. Pois 1968 foi o marco após o qual tudo o mais foi diferente. Como narrativa de um território abandonado, de rito de passagem da adolescência, do conflito político e social, dos eventos mítico entre Eros e Tânatos, da exuberância cultural brasileira e do ano que terminou com o AI 5 e o Decreto 477 que nos ameaçou na faculdade daí por diante.

Governador CID GOMES apoiará mesmo o homem do alumínio ?

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Governador CID GOMES apoiará mesmo o homem do alumínio ?

Conhecido como o Homem do Alumínio, o Dep. Sineval Roque é um grande industrial do ramo de artefatos de alumínio, e iniciou na vida política em 92, quando se elegeu prefeito da cidade de Antonina do Norte. Foi o primeiro Presidente da AMCOESTE (Associação dos Municípios do Cariri Oeste). Está em seu terceiro mandato de deputado estadual.

Segundo George Macário, jornalista do Blog "O Democrato",

"Após encerradas as atividades do último governo itinerante, no Município de Jardim, Sua Excelência se reuniu com os três: ROQUE, ANDRÉ BARRETO e WALTER PEIXOTO. Mais uma vez ficou comprovada a desunião entre as três forças políticas que formaram a sua base de apoio em Crato, sem esquecer do PT. Diante desta realidade, Cid apontou ROQUE, o que já dissemos noutras matérias, como o seu candidato a prefeito, nas próximas eleições. "

Fontes: "O Democrato" e "O Arauto do Cariri" - Beto Fernandes.
Gravura ilustrativa: "O Homem de Lata" - O Homem de Lata é um personagem da história O Mágico de Oz, escrita pelo norte-americano Lyman Frank Baum, obra mundialmente conhecida e aplaudida por causa da versão cinematográfica levada às telas vinte anos após a morte do seu autor.

Fonte: Site "O Democrato" - George Macário - Advogado

http://odemocrato.blogspot.com/

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Crato Esporte Clube estréia com empate


O Crato Esporte Clube estreou com empate sem gol, jogando em casa, contra o time do Maracanã, no campeonato da segunda divisão do futebol cearense.

Com presença satisfatória da torcida, apesar da renda oficial não ter passado dos três mil reais e o público divulgado ter sido de duas mil pessoas, - o Crato fez sua estréia demonstrando ainda o natural desentrosamento de uma equipe que teve pouco tempo de treinamento. No elenco cratense, os destaques foram o volante Maxssuel e o goleiro Romero.

Outro destaque foi o estádio do Mirandão, muito bem cuidado, o que lhe confere o status de melhor equipamento esportivo do interior do Estado. De parabéns, pois, a municipalidade cratense por este desvelo.

Na entrada do estádio foi distribuída a cópia do hino oficial do Crato Esporte Clube, uma composição de Jorge Pinheiro (letra) e Chicão da Portela (Música):


Oh, querido Crato Esporte Clube
Time do meu coração
Que representa com glória
O nosso esporte bretão
Seus torcedores se espalham
Por todos nossos rincões
Torcendo com muita garra
Com força de campeões

As suas cores traduzem
Seu bravo povo gentil
Queremos novas vitórias
Forte esquadrão alvianil

Não há quem não tenha fé
Na força desta equipe
Que luta como um guerreiro
Da Serra do Araripe

Dep. Ely Aguiar informa suas últimas realizações para o município do Crato.


O Deputado Ely Aguiar ( que não é pré-candidato ), entrou em contato com o Blog do Crato para informar sobre as suas últimas conquistas para o município de Crato. Ely comunica que liberou recentemente 300 mil reais para a reforma e ampliação do Mercado Walter Peixoto, onde feirantes estão no meio da rua. A Prefeitura do Crato já recebeu o dinheiro. Agora, Ely está liberando mais 100 mil reais para a reforma da Praça Siqueira Campos, cujo projeto está sendo feito em Fortaleza. E uma notícia com relação ao monumento de Fátima: O projeto esta em andamento, e os recursos já estão totalmente assegurados.

Informa: Deputado. Ely Aguiar


Nota do Blog do Crato:

O Blog do Crato atuando de forma isonômica e democrática, está sempre disponível a qualquer parlamentar ou político de qualquer partido que deseje comunicar algum benefício conseguido para a cidade do Crato. Que esse espaço sirva também para a divulgação do que tem feito de bom para a cidade. Quanto mais forem vistos por aqui comunicando realizações, mais sinal de que estarão realizando algo pelo Crato. Esperamos que outros enviem também suas recentes realizações e apareçam também.

Dihelson Mendonça


TEM RAPARIGA AÍ? - O Império das Bandas de Forró. - Por Dr. José Flávio Vieira

Por: José Flavio Vieira


Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!". A maioria, as moças, levanta a mão.

Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são "gaia", "cabaré", e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de "forró", e Ariano exclamou: "Eita que é pior do que eu pensava". Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta "desculhambação" não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de "forró", parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina "forró estilizado" continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem "rapariga na platéia", alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é "É vou dá-lhe de cano de ferro/e
toma cano de ferro!", alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Por: José Teles
JC online, 07 de maio de 2008
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Nota do Blog do crato:
Tenho feito da minha vida uma luta contra essa esculhambação, que é formada por um triângulo do mal, onde numa ponta, os proprietários de bandas de forró, na outra, a mídia, e na terceira, os promotores de eventos. Poderíamos adicionar uma quarta ponta e formar um quadrilátero, onde a quarta seria o descaso dos governantes ante essa escuhambação. O povo não tem culpa por consumir essa porcaria, porque a ele só é dado a conhecer isso. Eles não tem acesso a outra informação. Os homens do Cartel tem espaços nas estações de rádio. Locutores recebem grana para divulgar as porcarias que o cartel joga pra eles. Toneladas de CDs grátis chegam às estações de Rádio todo mês. A Rádio não precisa comprar CDs. Porque ela iria investir 25 reais num CD de Gilberto Gil, se recebe o último lançamento do Forró de graça ???

É todo um esquema muito bem preparado, e que Eu, e mais uma turma, estamos preparando um documentário em vídeo, invadindo os porões mais nefastos das estações de rádio e levando a conhecimento público a podridão que existe nesse esquema todo, em que um grupo se apoderou das estações de rádio e manipula o povo.

A palavra de ordem é: Democratizar a Mídia.
Banda de Forró é o Câncer da Música!

Dihelson mendonça
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Artigo postado por Dr. José Flávio Vieira.
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Os Pavôs e seus Filhetos

Zé Ramalho, em uma música famosa, criou uma denominação no mínimo curiosa: “Avohai”. Segundo ele um misto de pai e avô. A canção brotou de uma “viagem” do artista, numa das ruas de Olinda, aí pelos anos 70. Há certamente um quê de visionário neste delírio psicodélico do Zé. A partir daí , como por encanto, multiplicaram-se os Avohai´s. É que a revolução sexual, desencadeada mundialmente nos libertários e fulgurantes anos 60 , só aportou em terras brasileiras nas décadas subseqüentes. Aí começaram a se multiplicar os filhos desta liberdade, nascidos de pais adolescentes, em meio aos dourados sonhos juvenis e que acabaram por ser criados e educados pelos avós. Claro que , de alguma maneira , o aparecimento imprevisto destes bebês sobrecarregou toda uma geração que já imaginava ter cumprido o seu dever com os próprios rebentos, mas por outro lado encantaram e deram vida estes guris a pessoas que muitas vezes se consideravam inúteis e incapazes . De repente viram suas vidas florescerem com a chegada buliçosa dos netos.
Nos dias atuais, esta geração, que poderíamos chamar de “filhetos” ( uma mistura de filhos e netos), já cresceu o suficiente para ter a certeza absoluta de que o mundo lhe pertence, no que não está em absoluto errada.. O problema talvez diga respeito à porqueira de mundo que herdaram. A violência campeia por todo o país; as drogas anteriormente utilizadas com uma certa aura ritualística hoje se banalizaram e atapetam os noticiários de tragédias; o suicídio entre adolescentes aumentou para proporções inimagináveis; o aproveitamento escolar parece uma lástima. Talvez hoje se devesse mudar a denominação de “Avohai” para “Pavô” , tamanho o medo que vem assolando os pais e avós com o destino de seus descendentes. Os meninos nos parecem hoje totalmente perdidos : estudam pouco; suas festinhas começam depois da meia noite; quase não lêem um livro qualquer que seja; têm iniciação sexual geralmente com os primeiros namorados; parecem-nos extremamente irresponsáveis e inseguros; quase na sua maioria fazem-se muito pouco espiritualizados e a droga lhes é uma palavra bastante corriqueira e pouco tenebrosa. Além de tudo muitas vezes mostram poucas perspectivas de crescimento intelectual e profissional. Até mesmo o sonho de independência das gerações anteriores, eles não mais os têm: se pudessem jamais sairiam de casa. No casamento já não juram até que a morte os separe, mas até que a primeira briga os aparte. Separados retornam para “casa paterna , seu primeiro e virginal abrigo” , geralmente com os filhos a tiracolo.
O primeiro ímpeto dos “Pavôs” leva à conclusão mais óbvia: as velhas gerações foram mais bem educadas e seus guris aparentavam bem mais resolução e desenvoltura e bem menos vícios acachapantes. Diz-se, também, à boca miúda : estudávamos mais e tínhamos mais gana de mudar o planeta. Esta postura, no final das contas, não traz embutida nenhuma novidade, ela se repete em moto-contínuo de geração a geração. Os novos hábitos vêem-se com reserva, os novos costumes interpretam-se de forma bastante crítica. Com a mesma intensidade que os adolescentes confrontam as antigas verdades, os mais velhos torcem o nariz para as novas formas de pensar e ver o mundo. Mas afinal as deformidades tão facilmente apontadas nos “filhetos” têm ou não fundamento ?
Vamos por partes. Em primeiro lugar eles herdaram um mundo construído pelas gerações que lhes antecederam e tiveram que rapidamente se adaptar à triste herança que lhes legamos. A violência generalizada os tornou inseguros bem além da insegurança normal da idade e os prende mais fortemente ao ninho dos pais. Lêem e estudam menos na visão tradicional destes dois verbos, pois hoje têm uma infinidade de meios de obterem o conhecimento fora das páginas dos livros : a TV, o computador, a Internet, o telefone, o vide-cassete. Com o bombardeio incessante dos meios de comunicação ligam-se mais à imagem do que à palavra. O mundo que lhes legamos, por outro lado, lhes tolhe as perspectivas de um crescimento interior : a todo momento a geração dos “Avohai´s” lhes prega a verdade material : a felicidade está no consumo, é mais importante calçar um tênis Nike do que degustar Sêneca. A religiosidade dos novos foi em muito tolhida pelos “Pavôs”, cientes de que uma das formas de liberdade era a da escolha de credo e de que ninguém tinha o direito de impingir isto às crianças. A liberdade sexual também herdaram do grito libertário dos hippies dos anos 60 , o “Fica” faz-se apenas uma remasterização do antigo “sarro” ou “Casquinha”. O embevecimento no uso de drogas alucinógenas veio, certamente, da mesma fonte dos hippies e beats. Foram, também os “Avohai´s” que lhes deram aulas sobre a dissolubilidade do casamento que acaba sendo uma busca de felicidade comum( mesmo que efêmera) e não uma condenação às galés perpétuas. Talvez muitos deles não lutem por um crescimento profissional por vias mais retas porque a todo instante têm exemplo de que para chegar no éden do consumo existem veredas mais curtas: os pistolões, as maracutaias , a corrupção, a sonegação, o baba-ovismo. Estas aulas todas lhes ministraram as gerações anteriores, através da concreta arma do exemplo.
Antes de criticá-los e tecer previsões sombrias sobre seu destino é imprescindível lembrar que eles apenas estão inseridos num outro mundo cheio de avanços fenomenais e deformidades terríveis e esta ordem de coisas eles a herdaram . Talvez, apenas, se encontrem atônitos e embasbacados sem saber bem o que farão com tamanha batata quente nas mãos. Tomara que , com a força transformadora da juventude, consigam corrigir os rumos da humanidade e fazer deste planeta um lugar mais justo, mais solidário e mais respirável. Se não conseguirem este intento, ao menos terão o direito de pôr a culpa na próxima geração, exatamente como têm feito os seus “Pavôs” .





J. Flávio Vieira


10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea


KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) elaborou um levantamento que aponta as desigualdades no Brasil. Um dos dados mostra que os 10% mais ricos concentram 75,4% da riqueza do país.

Os dados, obtidos pela Folha Online, serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária.

A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.

Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.

Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro --único dado disponível.

"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", afirma.

A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.

Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social.

"Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.

A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.

Marina sofreu bombardeio desde o 1º mandato de Lula

MARCELO LEITE
COLUNISTA DA FOLHA

AO FINAL do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, já estava claro para quem quisesse ver que seu governo não merecia Marina Silva. A voz ao mesmo tempo frágil e firme da ex-doméstica que chegou a senadora permanecia solitária na Esplanada. Era a única a defender que o desenvolvimento econômico não pode ser obtido a qualquer preço, porque não seria de fato desenvolvimento.
Lula repetiu a estratégia Fernando Collor com José Lutzenberger. Pôs Marina Silva na vitrine do MMA (Ministério do Meio Ambiente) para neutralizar pressões internacionais contra o país pela destruição da Amazônia. Funcionou por algum tempo. Tempo demais.
Era fácil deixar a ministra falando sozinha sobre "transversalidade". Soava como (e era de fato) uma abstração insistir na necessidade de injetar a questão ambiental em todas as esferas de decisão e planejamento do governo. O desenvolvimentismo lulista seguiu em frente.
Foram muitas as batalhas perdidas. Primeiro, perante o Ministério da Ciência e Tecnologia, a dos transgênicos. Depois de anos de omissão do governo FHC quanto ao plantio de soja geneticamente modificada contrabandeada da Argentina, Lula capitulou diante do agronegócio e do lobby dos biotecnólogos, permitindo a comercialização do grão ilegal.
Em seguida vieram várias concessões, fracassos e derrotas do MMA: explosão do desmatamento (que chegou a 27 mil km2 em 2004, segunda maior marca de todos os tempos); licenciamento ambiental da transposição do São Francisco e das grandes hidrelétricas na Amazônia; a decisão de construir Angra 3 e outras quatro usinas nucleares...
Apesar disso, Marina Silva continuava como um conveniente bode expiatório. A certa altura, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) parecia ser o maior entrave ao desenvolvimento nacional. Pior que a taxa de juros mais alta do planeta, a julgar pelo bombardeio dos jornalistas de negócios e dos ministérios interessados em camuflar a própria inoperância.

Mãe do PAC, mãe do PAS
O MME (Ministério de Minas e Energia), onde começou a ser gestada a mãe do PAC e também o embrião de um apagão, capitaneava o canhoneio. Entre um mandato e outro, a artilharia quase derrubou Marina Silva. Havia até candidato preferido do MME, segundo se especulava na época: Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A proverbial raposa no galinheiro.
Marina Silva resistiu e ficou para um segundo mandato. Disse na época que o fez a pedido do próprio Lula. Afinal, o desmatamento na Amazônia vinha caindo, tendência que se confirmou ao longo do primeiro ano do segundo mandato. As cifras traumatizantes despencaram quase 60% em três anos. A ministra continuava bem na fita, pelo roteiro de Lula.
Aí começaram a surgir os primeiros sinais de que o desmatamento na Amazônia voltava a crescer. Era inevitável, diante da alta retomada no preço de commodities agrícolas, como soja, carne bovina e algodão. Enquanto isso, o frenesi dos biocombustíveis tomava conta do Palácio do Planalto.
Só os incautos acreditam que a expansão da produção será obtida apenas com aumento da produtividade e ocupação de áreas degradadas de pastagem. O empreendedor rural se dirige para onde encontrar a melhor combinação de terra e mão-de-obra baratas, solos férteis, topografia favorável e infra-estrutura logística. Soja e cana não desmatam a Amazônia, mas a pecuária, sim -e como.
Diante do trator pilotado pelo Ministério da Agricultura e teleguiado da Casa Civil, o espaço de manobra de Marina Silva se restringiu ainda mais. Nem ela fala mais em transversalidade, embora não deixe de apontar os riscos do excessos de entusiasmo com a expansão do agronegócio.
Os sensores de satélites, capazes de discernir florestas de verdade das áreas em processo de degradação, não se enganam a respeito. O desmatamento está em alta. É indiferente para eles que Lula, Dilma Rousseff e Marina Silva tenham lançado há poucos dias o enésimo programa desenvolvimentista, mais uma compilação de ações anteriormente providenciadas, e o batizem como PAS (Plano Amazônia Sustentável).
Lula tentou fazer blague na cerimônia, afagando a "mãe do PAS". Ao mesmo tempo, designou o ministro Roberto Mangabeira Unger (aquele do aqueduto ligando a Amazônia ao Nordeste) para coordená-lo.
O presidente ainda jactou-se de estar "criando uma nova China aqui". A infeliz frase presidencial -mais uma, apenas- não deve ter sido a causa do pedido de demissão da ministra. Mas nunca esteve nos planos de Marina Silva ajudar a armar a segunda maior bomba-relógio ambiental do planeta.

Marina sofreu bombardeio desde o 1º mandato de Lula

Marina sofreu bombardeio desde o 1º mandato de Lula
Ministra fez várias concessões e teve de aceitar derrotas seguidas em 5 anos e 5 meses de governo, mas sai no instante em que desmatamento volta a aumentar

AO FINAL do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, já estava claro para quem quisesse ver que seu governo não merecia Marina Silva. A voz ao mesmo tempo frágil e firme da ex-doméstica que chegou a senadora permanecia solitária na Esplanada. Era a única a defender que o desenvolvimento econômico não pode ser obtido a qualquer preço, porque não seria de fato desenvolvimento.
Lula repetiu a estratégia Fernando Collor com José Lutzenberger. Pôs Marina Silva na vitrine do MMA (Ministério do Meio Ambiente) para neutralizar pressões internacionais contra o país pela destruição da Amazônia. Funcionou por algum tempo. Tempo demais.
Era fácil deixar a ministra falando sozinha sobre "transversalidade". Soava como (e era de fato) uma abstração insistir na necessidade de injetar a questão ambiental em todas as esferas de decisão e planejamento do governo. O desenvolvimentismo lulista seguiu em frente.
Foram muitas as batalhas perdidas. Primeiro, perante o Ministério da Ciência e Tecnologia, a dos transgênicos. Depois de anos de omissão do governo FHC quanto ao plantio de soja geneticamente modificada contrabandeada da Argentina, Lula capitulou diante do agronegócio e do lobby dos biotecnólogos, permitindo a comercialização do grão ilegal.
Em seguida vieram várias concessões, fracassos e derrotas do MMA: explosão do desmatamento (que chegou a 27 mil km2 em 2004, segunda maior marca de todos os tempos); licenciamento ambiental da transposição do São Francisco e das grandes hidrelétricas na Amazônia; a decisão de construir Angra 3 e outras quatro usinas nucleares...
Apesar disso, Marina Silva continuava como um conveniente bode expiatório. A certa altura, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) parecia ser o maior entrave ao desenvolvimento nacional. Pior que a taxa de juros mais alta do planeta, a julgar pelo bombardeio dos jornalistas de negócios e dos ministérios interessados em camuflar a própria inoperância.

Mãe do PAC, mãe do PAS
O MME (Ministério de Minas e Energia), onde começou a ser gestada a mãe do PAC e também o embrião de um apagão, capitaneava o canhoneio. Entre um mandato e outro, a artilharia quase derrubou Marina Silva. Havia até candidato preferido do MME, segundo se especulava na época: Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A proverbial raposa no galinheiro.
Marina Silva resistiu e ficou para um segundo mandato. Disse na época que o fez a pedido do próprio Lula. Afinal, o desmatamento na Amazônia vinha caindo, tendência que se confirmou ao longo do primeiro ano do segundo mandato. As cifras traumatizantes despencaram quase 60% em três anos. A ministra continuava bem na fita, pelo roteiro de Lula.
Aí começaram a surgir os primeiros sinais de que o desmatamento na Amazônia voltava a crescer. Era inevitável, diante da alta retomada no preço de commodities agrícolas, como soja, carne bovina e algodão. Enquanto isso, o frenesi dos biocombustíveis tomava conta do Palácio do Planalto.
Só os incautos acreditam que a expansão da produção será obtida apenas com aumento da produtividade e ocupação de áreas degradadas de pastagem. O empreendedor rural se dirige para onde encontrar a melhor combinação de terra e mão-de-obra baratas, solos férteis, topografia favorável e infra-estrutura logística. Soja e cana não desmatam a Amazônia, mas a pecuária, sim -e como.
Diante do trator pilotado pelo Ministério da Agricultura e teleguiado da Casa Civil, o espaço de manobra de Marina Silva se restringiu ainda mais. Nem ela fala mais em transversalidade, embora não deixe de apontar os riscos do excessos de entusiasmo com a expansão do agronegócio.
Os sensores de satélites, capazes de discernir florestas de verdade das áreas em processo de degradação, não se enganam a respeito. O desmatamento está em alta. É indiferente para eles que Lula, Dilma Rousseff e Marina Silva tenham lançado há poucos dias o enésimo programa desenvolvimentista, mais uma compilação de ações anteriormente providenciadas, e o batizem como PAS (Plano Amazônia Sustentável).
Lula tentou fazer blague na cerimônia, afagando a "mãe do PAS". Ao mesmo tempo, designou o ministro Roberto Mangabeira Unger (aquele do aqueduto ligando a Amazônia ao Nordeste) para coordená-lo.
O presidente ainda jactou-se de estar "criando uma nova China aqui". A infeliz frase presidencial -mais uma, apenas- não deve ter sido a causa do pedido de demissão da ministra. Mas nunca esteve nos planos de Marina Silva ajudar a armar a segunda maior bomba-relógio ambiental do planeta.

MARCELO LEITE
COLUNISTA DA FOLHA DE SÃO PAULO

As Notícias da Semana - Coluna Tarso Araújo - Jornal "O povo"


SÓ NO CRATO

O jornalista José Jeser de Oliveira ao ser empossado no Instituto Cultural do Cariri - na cadeira José Colombo de Sousa - lamentou que os vereadores de Crato tivessem mudado o nome da rua que tinha o nome deste ilustre homem, considerado o "Pai da Eletrificação do Cariri". A nova denominação da antiga rua Colombo de Sousa homenageia, agora, uma vendedora de tapioca, que comercializava seus produtos em frente ao antigo mercado de Crato. Quando será que os vereadores cratenses vão acabar com esse feio costume de viver mudando os nomes das ruas?

NOVO GEOPARK

Minas Gerais resolveu seguir o exemplo do Ceará: vai criar um Geopark no quadrilátero ferrífero, que se estende por uma área aproximada de 7.000 km², na porção central daquele Estado. O futuro Geopark mineiro representa uma região geologicamente importante do período pré-cambriano brasileiro, devido a suas riquezas minerais, principalmente ouro, ferro e manganês. O professor da Urca, geólogo Alexandre Sales, (ex-diretor do Museu de Paleontologia em Santana do Cariri) foi convidado para orientar os passos iniciais de criação deste novo geopark. Conhecimento e talento, Alexandre tem de sobra para dar conta do recado.

PRATA DA CASA

E já por conta do seu trabalho no futuro Geopark do Quadrilátero Ferrífero, Alexandre Sales (que foi um dos implantadores do Geopark Araripe e é doutor em paleontologia) representará o Estado de Minas Gerais no 3º Encontro Mundial de Geoparks, a ser realizado em Osnabrück, na Alemanha, no próximo mês. É isso aí: quem tem valor sempre é reconhecido noutras instâncias.

MAIS UM

O jornalista Lira Neto - que reside em São Paulo ­- esteve em Juazeiro do Norte coletando subsídios para o livro que vai escrever sobre o padre Cícero. Lira Neto já biografou outras importantes personalidades brasileiras, a exemplo do presidente Castello Branco, escritor José de Alencar e a cantora Maysa, os quais alcançaram grande repercussão nos meios editoriais. Prevê-se que o livro sobre o Padre Cícero venha a superar os êxitos anteriores alcançados por Lira Neto.

REABILITAÇÃO

Dom Fernando Panico fez palestra para representantes das dioceses de Garanhuns e Pesqueira (ambas em Pernambuco) que vieram ao Cariri conhecer a ação pastoral da diocese de Crato. Quando perguntaram a dom Fernando com anda o processo de reabilitação do Padre Cícero, ele pacientemente respondeu: "Só Roma sabe. Deus não age em consonância com a ansiedade do homem. Tudo acontece no seu devido tempo".

SANTUÁRIO

Avança o projeto de transformação da igreja de São Vicente Férrer, em Crato, num Santuário de Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento. Buscam-se recursos objetivando adaptação de salas existentes vizinho ao templo para abrigar religiosas da fraternidade Toca de Assis, que vão ajudar na administração do futuro santuário.

CARIRIANAS

-A restauradora italiana Maria Grabriella Federico, que fixou residência em Crato, pretende criar uma espécie de Casa de Cultura em parceria com artistas da Cariri (...)
-O professor Océlio Teixeira de Sousa - possuidor de muitos amigos e figura das mais estimadas no Cariri - confirmando que participará do 11º Encontro Estadual de História a ser realizado em Quixadá, entre 30 de junho a 4 de julho próximo (...)
-O cura da Sé, padre Edmilson Neves, pretende editar um álbum histórico-fotográfico sobre a Catedral de Crato. O texto histórico ficará a cargo de Armando Lopes Rafael e as fotos/mapas serão do arquiteto Waldemar Farias.(...)

CURTAS:

TÊNIS MADE IN CARIRI

Deverá iniciar suas operações no próximo mês, a fábrica de tênis All Star filial de Juazeiro do Norte. Serão cinco mil pares mensais. A nova indústria ofertará 210 empregos diretos. A sede da All Star fica em São Paulo.

CORAÇÃO NOVO

O coração andou fazendo susto a duas personalidades da sociedade cratense. O professor da Urca, Jurandy Temóteo, e o chanceler da diocese de Crato, Policarpo Rodrigues Filho, estão se restabelecendo do pós-operatório para implantação de pontes de safena.

MARIA DE JUAZEIRO

Maria do Carmo Pagan Forti regressou ao Brasil no último dia 6. Depois de morar em Braga, Portugal, por quase três anos, cursando um doutorado, ela veio escrever em São Paulo a sua tese. Depois voltará fixar residência em Juazeiro do Norte, onde atua como estudiosa da religiosidade popular, com destaque para a Beata Maria de Araújo, que foi figura central de um livro escrito por Maria do Carmo.

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O valor de uma Mãe ! - Por: Mônica Araripe



O valor de uma Mãe !

MÃE! Pessoas que não têm guerra para desistir.Pessoas que não fogem de nenhum compromisso. Querem guerrear, levem uma mãe. Querem vencer, levem uma mãe. Coloquem sempre uma mãe na frente, Que não haverá nenhuma bala que o atingirá. Não tem nada que uma mãe não possa enfrentar.A mãe não desiste nunca, A mãe tem todas as forças do mundo a seu favor. A mãe usa o maior escudo já existente. O que você pensa ao falar de uma mãe, será muito pouco pelo que ela representa.

José Paulo Castro de Souza

Feliz Dia das Mães!!!