02 maio 2008

Peça de Teatro - O pecado de Clara Menina

Uma floresta... Um casal em plena safadeza: assim a inocente princesa Clara, do distante Reino de Mont’Alverne, foi flagrada com Dom Carlos de Alencar. Seu pecado desencadeia toda uma onda de sedução, amor, traição, adultério, crueldade, ambição, prepotência e luxúria, envolvendo a família real, a nobreza e o clero. “O pecado da menina / Fez o reino revirar / E o povo todo pecou / Depois de Clara pecar”.

Dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Maio de 2008 – 20 horas

TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato - Ceará

ELENCO
Atores/Personagens
Andecieli Martins – Clara
Cacá Araújo – Rei de Mont’Alverne e Barão do Riacho Fundo
Carla Hemanuella – Baronesa Malaguêta
Charline Moura – Luana Malaguêta
Daniel Rodrigues – Dom Carlos de Alencar
Franciolli Luciano – Conde de Santa Fé
Jardas Araújo – Caçador e Frei Caneco
Joênio Alves – Bobo e Carrasco
Jonyzia Fernandes – Solana Malaguêta
Orleyna Moura – Rainha de Mont’Alverne
Paula Amorim – Prima Secundina

Produção: Sociedade de Cultura Artística do Crato e Sociedade Cariri das Artes

Apoio: Prefeitura Municipal do Crato / Secretaria Municipal de Cultura

Porquê a URCA não vingou - Artigo do Prof. Micaelson Lacerda

Em 1986, por meio da Lei no 11.191, de 09 de junho, o Governador Gonzaga Mota, cedendo as pressões locais, criou sob a forma de autarquia a Universidade Regional do Cariri - URCA. Em 1993, passados 7 anos, foi formulado o seu Plano Estratégico para o período 1993/2002. Este plano estabeleceu a missão institucional da Universidade Regional do Cariri – URCA, nos seguintes termos: “contribuir significativamente para a transformação da realidade regional, através de atividades de ensino, pesquisa e extensão, como agente ativo do processo de desenvolvimento da Região do Cariri, em sintonia com as aspirações da sociedade caririense.
Lá se vão 22 anos da criação da URCA, e 15 anos do seu primeiro, último e único plano elaborado com a participação de todos os setores da Universidade. Nenhuma iniciativa semelhante foi tomada pelas gestões seguintes. Tudo o que foi realizado foi no improviso, porque aquele planejamento somente serviu ao período de reitorado no qual foi formulado. Foi a única época em que a Universidade manteve um contato mais próximo com o setor produtivo através do Instituto Tecnológico do Cariri, por exemplo. Não se pode negar que houve ampliação das instalações físicas, da informatização, da ampliação do número de professores, nas reitorias seguintes. Mas, tais ações não foram realizadas dentro de um planejamento condizente a missão formulada anteriormente.
Nesses 22 anos, a URCA cumpriu o papel mais básico que pode cumprir uma Universidade: o ensino de graduação. Pelo menos formou uma parte do seu quadro de professores com egressos da própria casa. E ressalta-se esse fato com orgulho, pois estes profissionais se qualificaram em nível de mestrado e doutorado em importantes Universidades do país. No entanto, os outros três pilares que dão sustentação a uma Universidade ficaram atrofiados: a pesquisa, a extensão e as relações inter-institucionais. Afirmo isso, pois é como se a URCA hoje vivesse um tanto isolada das instituições locais, não por vontade própria. Na verdade, é como se a URCA não fosse reconhecida em seu papel, sendo tratada apenas como mais uma escola, que tem como objetivo principal preparar o estudante para o próximo nível de aprendizado. A Universidade tem também esse papel e vai mais além, qualifica recursos humanos para os diversos processos sociais que interagem entre si e que tem como resultado esperado o desenvolvimento social, político, econômico e institucional.
Os investimentos do governo estadual contribuíram de forma muito aquém do necessário para o cumprimento da missão da URCA. Hoje, para atender um conjunto de 5.000 estudantes, somente nos cursos regulares, existem cerca de 300 professores, dos quais somente 44 são doutores. Ou seja, apenas 14% dos professores da URCA são doutores. No entanto, além das atividades normais de sala de aula, esses professores precisam assumir papéis administrativos, realizar pesquisa, entre outras atribuições. Enfim, não existe um quadro de recursos humanos em quantidade suficiente para realizar todas as atividades que requer uma Universidade. Principalmente uma Universidade que tem como papel contribuir para “a transformação da realidade regional”. Ressalta-se, ainda, que nunca houve um concurso público para cargos administrativos na Universidade.
Temos, então, reunidos três fatores ou atores que têm implicações sobre até onde pode contribuir a URCA efetivamente para o desenvolvimento regional: a própria URCA (gestores); o governo estadual; a sociedade civil (refletida em suas instituições públicas, organizações do terceiro setor, empresas, etc). A rede formada precisa de energia para funcionar: se a sociedade cobra apenas o ensino, apenas o ensino será fornecido, o que torna ineficiente a Universidade; se a URCA não se organiza, não se planeja, não pode cobrar do governo do estado recursos necessários para desempenhar o seu papel (mas como se planejar se as demandas diárias consomem toda energia do seu exíguo quadro de pessoal e de recursos?); se o governo estadual não é pressionado pela URCA e esta não é pressionada pela sociedade, o governo estadual que não participa diretamente da dinâmica e não conhece as demandas locais, como conhecem os que aqui vivem, dificilmente será alcançada a almejada transformação regional.
A URCA tem problemas de gestão? Tem! Esses problemas são desde a sua criação? São! O governo estadual, nas suas várias gestões, tem procurado minimizar isso? Em parte! Na verdade, já que a sociedade está sendo atendida pelas faculdades privadas, o governo está dando cada vez menos importância as Universidades públicas. Mas como afirmado antes, uma Universidade não é só ensino. O ensino não se faz sem a pesquisa e a pesquisa é a base da melhoria das condições humanas. Nenhum país hoje desenvolvido teria conseguido sem ter formado o que os economistas denominam de Sistema de Inovação Nacional, que funciona através de uma rede de instituições que pensam, catalisam e aplicam o conhecimento. Exploraremos esse tema em outra oportunidade.
Mesmo assim a URCA está conseguindo realizar o seu papel, porém não com a eficiência requerida. E a sociedade? A sociedade esperou pela URCA, mas como a URCA não se fez em plenitude, a sociedade deixou de acreditar no potencial da Instituição.
É chegado o momento de sair dessa encruzilhada. O que é necessário? A URCA mesmo com todas as suas deficiências tem de se organizar e chegar na sociedade. A sociedade tem de voltar a acreditar e ambas, URCA e sociedade, tem de mostrar ao governo estadual que a única forma de transformar uma realidade é fornecendo os meios fundamentais para tanto. Prefeituras e setor produtivo, por exemplo, vamos nos aproximar, vamos formar uma rede, trabalhar em conjunto, PLANEJAR o desenvolvimento. Trabalhar em parceria, precisamos urgentemente disso.
Já temos instituições e massa crítica suficiente para pensarmos e projetarmos o desenvolvimento a partir de nós mesmos. Precisamos descentralizar o planejamento que atualmente é realizado nos escritórios de Fortaleza pelo governo estadual. Precisamos que os órgãos do governo aqui estabelecidos não sejam somente executores, mas que pensem a Região a partir dela mesma: este seria o papel da URCA e de um conjunto de instituições que no momento se encontram cerceadas e isoladas. Então, mãos à obra! Nós do Departamento de Economia gostaríamos de estabelecer contato e firmar parcerias. Espero que esse seja um começo.
Em artigos futuros discutiremos o papel de cada ator aqui referido no processo de desenvolvimento da nossa Região. Em outras palavras, como a combinação desses atores é fundamental para que de forma planejada, consciente e antecipada, seja escolhido um conjunto de variáveis – econômicas, tecnológicas, políticas, institucionais, sociais, estruturais -, que permitam obter resultados efetivos e sustentáveis para o nosso Cariri.

Por: Micaelson Lacerda

O Trem do Cariri é uma Realidade - Passeio fotográfico

E aí vem ele...







Jornalista Antonio Vicelmo entrevista o prefeito municipal:



Dezenas de curiosos apreciam os vagões, e vêm que o novo veículo leve de superfície em nada se parece com os antigos monstros de ferro:



Nesta semana aconteceu o primeiro test-drive do Trem do Cariri.
Trazemos este verdadeiro passeio fotográfico, magnificamente registrado pelas lentes do fotógrafo Cesar Coelho, que gentilmente e com muito esforço nos enviou a completa coleção de fotos em alta resolução.

O Trem do Cariri, ( ou metrô de superfície ), irá ser mais um veículo na integração Crato-Juazeiro do Norte, e agora, mais do que nunca, é uma Realidade para os Caririenses.

Fotos: Cesar Coelho - para o BLOG DO CRATO.
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A origem do Dia do Trabalhador - Por Mônica Araripe



A origem do Dia do Trabalhador

Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalhador. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.

Chicago, maio de 1886

Baixos salários e jornadas de trabalho que se estendiam até 17 horas diárias eram comuns nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.
Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e sócio-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. Dia 1º de maio, os trabalhadores realizam uma grande manifestação – foi a última do período em que não houve violenta repressão policial. Nos dias seguintes, toda ação dos operários foi duramente reprimida pela polícia, com mortos, feridos e muitos presos. As conseqüências chocaram o mundo: depois de um julgamento sumário, várias lideranças foram condenados a prisão perpétua e oito deles, à morte na forca. Aos poucos, porém, vários Estados norte-americanos começaram a estabelecer jornadas de trabalho menores, de dez e até de oito horas.

As comemorações no Brasil

No Brasil, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, pic-nics, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.

Fonte: Lilian Caramel
Fotos: Site: ofelia.com.br

Contribuição de Mônica Araripe para o Blog do Crato por ocasião do Dia do Trabalhador.
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Caminhada reúne multidão de 10 mil trabalhadores

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Em clima de fraternidade, moradores do Crato e Juazeiro se uniram em mais uma edição da tradicional Caminhada da Fraternidade, por 12 quilômetros (Foto: Antônio Vicelmo)

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Ontem, cerca de 500 manifestantes participaram da caminhada do Dia do Trabalho em Icó (Foto: Honório Barbosa)

O Dia do Trabalho na região do Cariri serviu para refletir sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2008

Crato. Mesmo debaixo de uma chuva fina que caiu na madrugada de ontem, cerca de 10 mil pessoas, segundo a coordenação do evento, participaram da 18ª Caminhada da Fraternidade em comemoração ao Dia do Trabalho. Os manifestantes saíram da Igreja de São Francisco, no Crato, às 4 horas da manhã, e chegaram ao Santuário de São Francisco, em Juazeiro do Norte, às 7 horas, onde foram recebidos com um café comunitário.

No percurso de 12 quilômetros foram feitas reflexões sobre a Campanha da Fraternidade que, este ano, tematiza a “Valorização da Vida”. O padre Emanuel Marcondes de Souza criticou o que chamou de “liberalização e banalização das práticas abortivas e eutanásia”. Segundo afirmou, são “crimes considerados abomináveis”.

À frente de um carro de som que puxou a caminhada, o padre Marcondes disse que “a Campanha da Fraternidade convoca a todos a um discernimento sobre a vida, a pessoa humana, o avanço da ciência, a esterilidade conjugal, a gestação indesejada, a manipulação do embrião, a pobreza, o sofrimento e a morte”.

Quando o dia amanheceu, os caminhantes já estavam na divisa do Crato com Juazeiro. Os vaqueiros Antônio Laércio de Lima e Rodrigues Moreira Ferreira acompanharam a caminhada a cavalo. Laércio justificou que foi a cavalo porque precisa voltar ao trabalho antes da sete horas. Não dava para esperar, portanto, pelo término da manifestação.

Para o contador Luiziano Gomes, conhecido por “Guigui”, a caminhada é a continuidade de uma promessa do pai dele que durante 11 anos foi a pé do Crato para Canindé. Já o construtor Luiz Monteiro diz que a caminhada é uma oportunidade de confraternização entre antigos e novos amigos. “No caminho a gente se encontra com os amigos e vai trocando idéias”, afirmou Monteiro.

Café comunitário

Um dos momentos mais emocionantes foi o café comunitário, uma verdadeira confraternização entre cratenses e juazeirenses. De acordo com informação da secretária da Paróquia de São Francisco, Áurea Lucena, foram distribuídos cinco mil pães e consumidos 15 quilos de café, além de biscoitos e bolos. “Esses alimentos foram doados pelos paroquianos que todos os anos se empenham no sentido de proporcionar um bom acolhimento aos participantes da caminhada. Muita gente trás o seu próprio café de casa”, diz Áurea.

Além da caminhada, serão realizadas outras manifestações hoje no Cariri. Em Juazeiro do Norte, as comemorações serão concentradas na Praça Padre Cícero. No Crato, estão programados atos na Praça Siqueira Campos e agendados eventos no bairro Muriti.

Neste ano, a Caminhada da Fraternidade reuniu um número menor de participantes, em relação aos eventos de anos anteriores. No ano passado, por exemplo, o número de manifestantes chegou a 12 mil pessoas. Para este ano, os organizadores estimavam um público de 15 mil pessoas. Segundo a coordenação do evento, a chuva que caiu durante toda a noite no Crato e em Juazeiro do Norte pode ter contribuindo para a redução da estimativa.

Conforme destacou padre Marcondes, a Caminhada da Fraternidade foi idealizada pelo padre Raimundo Elias, que desde o ano passado se encontra na Espanha, onde participa de um curso sobre Parapsicologia. “A Caminhada foi inaugurada pelo então vigário da Paróquia de São Francisco, padre Raimundo Elias”, afirmou ele, durante a manifestação.

Um fato a destacar na manifestação foi a forte presença das famílias. Muitas mães levaram crianças pequenas, nos braços ou em carrinhos de bebê. Muitos manifestantes também compareceram com suas bicicletas, como forma de garantir o transporte de volta para casa. Ambulantes aproveitaram o ato para vender lanche durante o percurso.

Enquete
Momento para confraternização

Luiz Monteiro
63 ANOS
Construtor
"A caminhada é uma oportunidade de confraternização. A gente se encontra com os amigos e vai trocando idéias"

Luiziano Gomes
58 ANOS
Contador
"Estou dando continuidade a uma promessa feita por meu pai que passou 11 anos indo do Crato para Canindé a pé"

Emanuel Marcondes
30 ANOS
Padre
"Nossa manifestação é também uma reflexão contra a liberalização e banalização das práticas abortivas e eutanásia"

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Mais informações:
Santuário São Francisco das Chagas, Rua D. Pedro II, 1.246, Franciscano, Juazeiro do Norte
(88) 3511.1332
Palácio Episcopal, Rua Teófilo Siqueira, 609, Centro, Crato
(88) 3521.1110

CENTRO-SUL

Ato pede apoio às vítimas das enchentes

Icó. Aos poucos, agricultores, funcionários públicos, comerciários, vendedores ambulantes e operários da construção civil chegam cedo à sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Icó para o tradicional café da manhã. O lanche reforçado à base de caldo de carne, leite, café e pão serve de preparação para a caminhada pelo Centro desta cidade. O ato marca tradicionalmente as comemorações do Dia do Trabalho.

Os trabalhadores reivindicaram a criação da região do Salgado, manutenção dos direitos trabalhistas, redução da jornada de trabalho e apoio aos agricultores que tiveram prejuízo por causa do excesso de chuva e da enchente que atingiu parte do município no mês passado, implantação de projetos no Perímetro Irrigado Icó-Lima Campos e prioridade para a agricultura familiar.

A manifestação é promovida há 28 anos pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais com a participação de sindicatos de servidores públicos, de professores, partidos políticos e de outras instituições sociais. Ontem, cerca de 500 manifestantes participaram do evento. O tema central foi “Em defesa da vida e da cidadania”.

O público foi bem menor em relação aos anos anteriores, quando mais de duas mil pessoas participavam da manifestação. Segundo lideranças sindicais, a cheia do Rio Salgado e as chuvas ocorridas nos últimos dias, que deixaram as estradas rurais esburacadas e cortadas, dificultaram a vinda dos moradores do campo. “Não tivemos condições de trazer os agricultores porque as estradas não dão passagem”, justificou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Icó, Lourival Teixeira. Apesar do feriado, algumas lojas funcionaram no período da manhã.

Antes da caminhada, violeiros improvisaram versos sobre as dificuldades enfrentadas pelos agricultores. A cheia do Rio Salgado foi a temática básica da cantoria. As dificuldades dos agricultores e a perda da lavoura por causa do excesso de chuva foram destacadas pelos poetas populares. Um grupo de música regional, com sanfoneiro, zabumba e triângulo, animou a comemoração.

Depois de percorrer algumas ruas, os trabalhadores realizaram uma concentração na conhecida Praça da Coluna da Hora. O sol forte afastou os manifestantes. Mais uma vez, as lideranças solicitaram a implantação de projetos de irrigação.

Teixeira falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos colonos do Perímetro Irrigado Icó-Lima Campos ante a paralisação de projetos. “Em 2007, os agricultores enfrentaram estiagem que provocou perda da lavoura de sequeiro de milho, feijão e arroz. Neste ano, ocorreu o contrário, pois os prejuízos foram em decorrência da cheia. Esperamos apoio do governo”.

Em Iguatu, 13 instituições sindicais e sociais promoveram, no Clube dos Comerciários, uma manifestação para reivindicar a redução da jornada de trabalho. O ato começou às 10 horas e depois do meio-dia teve uma programação cultural, com vários músicos locais.

SAIBA MAIS

Dia do Trabalho

O Dia do Trabalho é comemorado em quase todo o mundo. A data foi criada em 1889, em Paris, em homenagem à manifestação, feita em 1886, pelos trabalhadores americanos de Chicago por melhores condições nas fábricas e redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas diárias. Houve uma greve geral. O ato resultou em mortes, prisões e violência.

Brasil

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes. Um exemplo de fato importante relacionado ao 1º de maio no Brasil foi que, em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o Salário Mínimo.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.