14 março 2008

Jornalista faz palestra no Cariri - Por Antonio Vicelmo

Ligações históricas

Clique para Ampliar

Jornalista da Rede Globo de Televisão, Francisco José (Foto: Antônio Vicelmo)

Francisco José volta à sua terra natal, Crato, para mostrar a relação entre Olinda, Recife e a região do Cariri

Crato. O convite do Rotary Club do Crato, o jornalista Francisco José de Brito, da Rede Globo de Televisão, fez palestra ontem sobre as ligações comerciais, culturais e históricas de Olinda e Recife com o Cariri. Um dos exemplos dessa ligação é o próprio jornalista que nasceu no Crato e, com 7 anos, foi obrigado a se deslocar para a capital pernambucana, a fim de estudar.

Este foi o caminho trilhado por muitos jovens da região nas décadas de 50 e 60, quando o Cariri mantinha um intenso intercâmbio com Recife. Antes, a heroína cratense Bárbara de Alencar, ao lado dos seus filhos Tristão Gonçalves e José Martiniano de Alencar, liderou a Confederação do Equador, um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista e republicano, ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I (1822-1831), esboçadas na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do País.

Em entrevista na Rádio Educadora do Cariri, o jornalista lembrou sua infância no Crato. Nasceu e cresceu na bagaceira do engenho do seu pai, coronel Francisco José de Brito, que foi prefeito do Crato. A vida sertaneja, com uma rápida passagem pelo Seminário São José do Crato, fortaleceu sua personalidade, reconhece ele.

Na passagem pelo Cariri, o jornalista pautou duas reportagens sobre o Geopark Araripe e o Pólo Gesseiro de Araripina. A próxima matéria internacional, segundo Francisco José, será na África, sobre os últimos gorilas das montanhas da República Democrática do Congo que, conforme afirmou, estão ameaçados desde que recomeçaram os combates entre o Exército e soldados dissidentes na zona onde vivem esses animais, na região leste do país.

Comunicação

Segundo especialistas, os gorilas conseguem emitir 22 vocalizações diferentes, usam a mímica para se comunicar, e como nós, sentem cócegas, têm ataques de riso, sentem tristeza e alegria, cansaço e medo. Os estudos sobre os gorilas e seus primos chimpanzés talvez acabem por explicar como e porque a espécie humana escapou, um dia, do planeta dos macacos.


Fonte: Jornal Diário do Nordeste.
.

Lixo


O catador de lixo José Carlos Ferreira de Sousa, de 39 anos, morava no Jangurussu, um dos bairros mais pobres de Fortaleza. Adoeceu, no último dia cinco de março, e procurou o Frotinha de Messejana, onde foi medicado e liberado, à noitinha, mesmo sob os protestos da irmã que não o achava recuperado suficientemente. De volta à casa, foi encontrado morto, na madrugada do dia seguinte, possivelmente por complicações da Dengue. Até aqui o ouvinte, perplexo, há de dizer que não existe notícia. Pobre morrer sem assistência médica neste país não é exceção mas regra. Mas tão próximo da Semana Santa, a Via Crucis de José Carlos não podia parar por aí. A miséria não tem limites para o infortúnio. A família sem posses para contratar uma funerária, tentou retornar com o corpo para o Frotinha, no intuito de conseguir o Atestado de Óbito: em vão. Fortaleza, uma megalópode de mais de três milhões de habitantes , simplesmente não possui um Serviço Público para o traslado de pessoas falecidas de morte aparentemente natural. Uma líder comunitária local deu então a idéia de transportar o corpo do catador, na sua própria carrocinha. E lá saiu aquele cortejo sui generis pelas ruas da cidade, com o corpo de José exposto a um sol escaldante até o hospital, quando, impedidos de entrar, foram informados que teriam que se dirigir ao Serviço de Verificação de Óbitos , na distante BR 116. Mais uma vez o tenebroso cortejo pôs-se a cruzar ruas , sol a pino, diante dos olhos curiosos de transeuntes apressados e indiferentes. José Carlos passou a vida a catar as escórias que escorriam dos esgotos da nossa Sociedade e conseguiu arrancar de tão pouco a sua subsistência, mal percebia que para o mundo à sua volta ele tinha o mesmo valor nominal dos objetos que transportava. Talvez por isto mesmo tenha simbolicamente fechado as cortinas deste mundo na mesma carrocinha que usava para transportar os outros dejetos. Também na semana passada, divulgaram-se escutas telefônicas feitas em ligações de políticos de uma cidade da Grande São Paulo : Santa Isabel. A 54 Km da capital, ela vem sendo investigada por conta de um esquema gigantesco de corrupção envolvendo políticos locais. Na escuta, secretários municipais combinavam uma maneira sensacional de livrarem-se de mendigos e moradores de rua. Embebedá-los e transportá-los clandestinamente para cidades do Rio de Janeiro, a no mínimo quatrocentos quilômetros de Santa Isabel. Não muito diferente do que aqui no Cariri se tem feito com os jumentos.
Existe um fio condutor aparentemente invisível entre as duas histórias verdadeiras e tão simbólicas. Em ambas o assunto central é Lixo. A borra final da nossa modernidade.Lixo humano que se foi acumulando nas margens das grandes cidades e que de repente começa a poluir nossas mentes e nossos olhos e que precisa de alguma maneira ser incinerado. Igualzinho ao outro que se acumula nos grandes aterros sanitários e que fechamos o nariz ao passar por perto, com medo de contágio. A elite que se ruboriza ao falar do Holocausto, na Segunda Grande Guerra, não tem nenhum pejo em preparar uma Solução Final para aquilo que considera a ralé, a escória, o lixo último da nossa sociedade de consumo. Para mim a Paixão de Cristo este ano encenou-se prematuramente ali no Jangurussu. Os profissionais de saúde do Frotinha , como Judas, beijaram a fria face de José Carlos e o entregaram para o martírio. O Estado, com Pilatos, lavou as mãos , indiferentemente. Não bastasse isso, assumiu ainda o papel do centurião: martirizando nosso catador de lixo apondo-lhe a coroa de espinhos, cobrindo-o de chibatadas e atando-o à cruz derradeira. Maria José , a irmã do crucificado, se alternou nos papéis de José de Arimatéia e Verônica, trazendo um pouco de conforto no caminho ao Gólgota. O povo, como sempre, embriagado de pão e circo, escolheu o Barrabás da sua própria distante tranquilidade, da sua felicidade restrita e privatizada. José Carlos seguiu , resignadamente seu Calvário, junto com outros tantos condenados de Santa Isabel e de outros muitos lixões deste país afora. Um mundo que há mais de dois mil anos repete diariamente este tétrico ritual , tem alguma possibilidade de ressureição ?

J. Flávio Vieira

Os 200 anos de corrupção no Brasil - para Armando Rafael

Jornal da Globo.
Armando Rafael, taí a matéria que vc nao viu no Jornal da Globo.
Abraços.
Dihelson Mendonça

O que é Espiritismo - Segundo Allan Kardec

Espiritismo doutrina dos que crêem que podem ser evocados os espíritos dos mortos.[1] Em outras acepções, nomeadamente segundo Rivail, dito Allan Kardec (1804-1869), é compreendido como uma doutrina de cunho filosófico-religioso voltada para o aperfeiçoamento moral do homem, que acredita na possibilidade de comunicação com os espíritos através de médiuns.[1][2]

Desse modo, o termo pode se referir a:

* Espiritualismo: uma doutrina filosófica que admite a existência do espírito como realidade substancial.[3]
* Doutrina espírita: como codificada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec).


História do espiritismo
História no Brasil · Cronologia
Obras básicas

O Livro dos Espíritos · O Livro dos Médiuns
O Evangelho segundo o Espiritismo
O Céu e o Inferno · A Gênese
Instituições
Centro espírita
Confederação Espírita Pan-Americana
Conselho Espírita Internacional
Federação Espírita Brasileira
Museu Nacional do Espiritismo

Ver artigo principal: Doutrina espírita

O espiritismo popularmente conhecido no Brasil como Doutrina Espírita ou Kardecismo, foi codificado na segunda metade do século XIX pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, que para fins de difusão desses trabalhos sobre o tema, adotou o pseudônimo de "Allan Kardec".

O termo "kardecista" não costuma ser o usado por parte dos adeptos, que reservam a palavra "espiritismo" apenas para a doutrina tal qual codificada por Kardec, afirmando não haver diferentes vertentes dentro do espiritismo, e denominando correntes diversas de "espiritualistas"[4]. Estes adeptos entendem que o espiritismo, como corpo doutrinário, é um só, o que tornaria redundante o uso do termo "espiritismo kardecista". Assim, ao seguirem os ensinamentos codificados por Allan Kardec nas obras básicas (ainda que com uma tolerância maior ou menor a conceitos que não são estritamente doutrinários, como a apometria), denominam-se simplesmente "espíritas", sem o complemento "kardecista".[4] A própria obra desaprova o emprego de outras expressões como "kardecista", definindo que os ensinamentos codificados, em sua essência, não se ligam à figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo ou o budismo, mas a uma coletividade de espíritos que se manifestaram através de diversos médiuns naquele momento histórico, e que se esperava continuassem a comunicar, fazendo com que aquele próprio corpo doutrinário se mantivesse em constante processo evolutivo.[5] Outra parcela dos adeptos, no entanto, considera o uso do termo "kardecismo" apropriado.[6] O uso deste termo é corroborado por fontes lexicográficas como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa[7], o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa[8], o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa[9] e o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa.[10]

José Lacerda de Azevedo, médico espírita brasileiro, compreendia o kardecismo como uma "prática ou tentativa de vivência da Doutrina Espírita" criado por brasileiros "permeada de religiosidade, com tendência a se transformar em crença ou seita".[11]

As expressões nasceram da necessidade de alguns em distinguir o "espiritismo" (como originalmente definido por Kardec) dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda. Estes últimos, discriminados e perseguidos em vários momentos da história recente do Brasil, passaram a se auto-intitular espíritas (em determinado momento com o apoio da Federação Espírita Brasileira[12]), num anseio por legitimar e consolidar este movimento religioso, devido à proximidade existente entre certos conceitos e práticas destas doutrinas. Seguidores mais ortodoxos de Kardec, entretanto, não gostaram de ver a sua prática associada aos cultos afro-brasileiros, surgindo assim o termo "espírita kardecista" para distingui-los dos que passaram a ser denominados como "espíritas umbandistas".

Fonte: Wikipedia