25 fevereiro 2008

Não usar o meu nome em vão...



"Se as pessoas tratassem de ajudar-se uns aos outros,
precisariam menos recorrer à Cristo na hora das
necessidades. Usam Cristo como pretexto para sua própria fraqueza interior. Aquelas pessoas que se pedem favores
e falam "vou orar" são inúteis, porque poderiam
levantar a bunda da cadeira e ajudar o próximo.
Mas preferem comodamente sentar-se, orar, e
esperar que um milagre aconteça, por inércia
de não querer mover um músculo para ajudar
o semelhante!"


Dihelson Mendonça - 25/02/2008
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QUARESMA: TEMPO ROMEIRO por Dom Fernando Panico

Caríssimos diocesanos, não estranhem esta afirmação que encima a minha mensagem para a Quaresma 2008.
Já usei-a na homilia do 2º domingo do tempo quaresmal, dia 17/02 próximo passado, na Catedral de N. Sra. da Penha.Por que dizer que estamos num tempo romeiro? Não gostaria que fizessem exegeses apressadas.
Minha afirmação se coaduna com a mensagem do Santo Padre, Bento XVI, e com as leituras que este ano litúrgico nos propõe. No 2º Domingo, por exemplo, a 1º leitura é tirada do livro do Gênesis e nos relembra a vocação de Abraão. Deus o chama para deixar sua terra e ir para a terra que lhe será indicada, levando apenas a família e o estritamente necessário. Abraão não reluta e põe-se a caminho. Ora, tal atitude é bem característica de quem parte em romaria. Os 40 dias da Quaresma são bem esse caminho romeiro, esse itinerário cristão a ser seguido, rumo à Páscoa da Ressurreição.
Somos chamados ao novo, que se identifica com o Cristo ressurgido e vencedor. Somos convidados à conversão, portanto à correção de rumos. Isso implica atitudes de compromisso e de convicção da fé, assim como aconteceu com Abraão. Na medida, pois, em que nos chega o convite à oração, ao jejum e à esmola, e a Igreja nos acena para um tempo (40 dias) e uma meta (a Páscoa), estaremos todos como caminheiros em direção ao sagrado, à festa maior de nossa fé - o Domingo de Páscoa, a celebração da vitória da vida sobre a morte.
É com essa visão de romaria que intitulo esta mensagem. Que todos se sintam convidados à caminhada quaresmal, pela fé e na condição de batizados. Nossa Diocese vivencia as Santas Missões Populares e os nossos missionários foram interpelados no tempo denominado de "despertar" para repensar o seu compromisso cristão, a sua convicção de fé e, no último retiro diocesano, a experimentar um tempo de conversão.
O documento que resultou da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e Caribenho, em Aparecida do Norte - SP, é forte no apelo missionário e ao discipulado de Jesus Cristo. É preciso experimentar o sabor da missão em nosso Continente e testemunhar Aquele a quem dizemos seguir. Seguir Jesus é fazer romaria, é querer vê-Lo e com Ele estar. O Papa Bento XVI nos fala em sua mensagem que "...a Quaresma convida-nos a "treinar-nos" espiritualmente...", pela prática da esmola, "...para chegarem às celebrações das Festas Pascais renovados no espírito." (cf. Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2208 - último §) .
Enxergo nestas palavra do Santo Padre, sem muito esforço, o aceno ao que chamo de romaria quaresmal, uma vez que o "treinar-nos" a que alude o Sumo Pontífice exige um tempo, um esforço, uma prática, um itinerário espiritual. Ademais, chegar às Festas Pascais é a meta proposta. Tudo culmina no tempo forte da Páscoa do Senhor, fim que almejamos na mesma trajetória quaresmal. Treinar e chegar são ações de quem não fica parado, extasiado. É ser caminheiro. Proponho, portanto, que todos, pela prática da esmola, sem desprezar a oração e o jejum, façam o caminho romeiro quaresmal e cheguem, felizes e espiritualmente refeitos e renovados, à Páscoa.

+Dom Fernando Panico, MSC
Bispo Diocesano de Crato

POLÍTICA: SE ENTREGA CORISCO! EU NÃO ME ENTREGO NÃO. - por José do Vale Pinheiro Feitosa


O Blog do Crato passa para um novo patamar. Agora que os seus acessos atingiram a casa dos milhares, abre-se uma tremenda contradição a sua frente. Uma contradição de tal monta que o futuro irá qualificar como se cuidou desta, neste momento. A contradição ocorre entre o caráter democrático, solidário, voluntário e de qualidade de quem faz o blog e as possibilidades econômicas e políticas que o próprio sucesso do blog trás. Na visão mais crítica a opção pelas soluções comerciais e políticas eleitorais, derrubam pelo menos a três primeiras características do seu caráter primeiro: cai a democracia, o solidário e o voluntarismo.

Um blog comercial e político eleitoral trás uma contradição interna, a abertura comercial será maior em relação às empresas afinadas com o político que se apóia. Porém uma vez afinadas as duas posições o efeito de uma aliança comercial e política é que o blog terá grande influência de quem o financia e consolidará a posição solitária e mandatária do editor. Isso nada tem relação pessoal com o Dihelson ou outro editor específico, se refere a uma regra estrutural vivenciada pela imprensa de modo geral.

Agora mesmo estamos observando muitos movimentos no Blog do Crato. É inegável que ao postar uma matéria sobre a candidatura do André Barreto, o jogo tem viés democrático. Mas, também, é inegável que o Blog do Crato, até esta data e em ano eleitoral, é situacionista. Basta observar a profusão de artigos elogiosos, de postagens de pessoas ligadas, por suas manifestações, à administração do Prefeito Samuel, para se ter a franca tendência do seu editor. Não se pode negar a tendência ao insulto a Walter Peixoto e um certo viés provocativo: o meu candidato mostra a cara em entrevistas, por que o teu até agora não apareceu? Em ano eleitoral o embate é imediato e ninguém pretende sair inferiorizado em relação ao outro. O jogo das eleições ainda durará alguns meses e por isso ninguém na situação ou na oposição irá se calar diante dos instrumentos de comunicação do adversário. O mais eloqüente da postagem sobre o Orkut é exatamente isso. Pedir para o Dihelson ir para o corpo a corpo, nem é conveniente para ele e para o seu histórico de pessoa livre, artista talentoso e personagem marcante numa determinada geração da cidade.

Não poderemos esquecer quebem pouco tempo, aqui mesmo neste blog, clamávamos por uma política cultural mais agressiva para a cidade. Fizemos inúmeras postagens lembrando de lideranças culturais da cidade e que a administração as chamasse para uma conversa em benefício público. Isso ocorreu? A prefeitura do Crato evoluiu em sua velha posição? O partidarismo eleitoral se colocou abaixo dos interesses gerais da sociedade? A estas perguntas não posso responder vivo longe da minha cidade, mas os leitores mais antigos do blog do Crato podem refletir sobre tal.

Retornando ao princípio. O mais brilhante das experiências humanas nem sempre se encontra no início das mesmas. O mais brilhante é a capacidade de resposta que se tem diante das crises de crescimento, principalmente na tenra idade. quando o filhote chega à maturidade é que os seus pais podem concluir sobre o orgulho de seu nascimento.