18 fevereiro 2008

Política - Quem? O quê? Onde? - Por: José do Vale P. Feitosa.


As três perguntas que dão título a esta nota não podem ser feitas em ano de campanha eleitoral por qualquer candidato. Este tem de saber quem é a pessoa que lhe fala ou para quem fala, do quê se fala e onde acontece o motivo da fala. Alguém que se encontre neste estágio de perguntas, terá muitas dificuldades. Não sabe como, um dia resolverá e vai falar com alguém para ajudar a resolver, certamente fica fora da disputa. A disputa é grande, as demandas políticas maior e a realidade é mutável e enganadora.

A mutabilidade é maior pelo estímulo dos próprios adversários. Estes agudizam notícias, dão foco aos incidentes administrativos e de alguma forma estampam o quadro da realidade defectiva para que todos vejam. Um candidato a reeleição, não deveria jamais se esconder num passado de adversário remoto, dizer que não tem recursos para resolver o desastre pluvial e que só um sonho de milhões, impossíveis de estarem disponíveis no caixa da prefeituram, para resolver o problema. Um discurso dessa natureza é uma espécie de ato falho: estou fora. Os adversários logo percebem vêm para cima com tudo que podem.

Para se ter uma idéia, qualquer cidadão na internet que entre no site do datasus.gov.br e verá em informações financeira (SIOPS) o orçamento da sua cidade. Lá estão disponíveis o básico de um orçamento, a base orçada, empenhada e paga. O orçado para o Crato, por exemplo em 2006, foi de 32,9 milhões de receitas de impostos e transferências por lei e de 26,05 milhões de transferências SUS. Os mesmos números para Juazeiro do Norte foram respectivamente 77,7 milhões e 27,1 milhões e Para Barbalha 18,3 milhões e 23,9 milhões.

Observem a grande soma de transferências SUS para as três cidades: 77 milhões. Considerem que só Brejo do Santo recebeu 15 milhões, e somando-se mais Milagres e Missão Velha este montante atinge 18 milhões. Sobral, outro grande centro de atenção do SUS, recebeu 58,6 milhões.

Por último o assunto que o blog do crato levantou e repercutiu. A questão da construção do canal do granjeiro. Há um problema de materiais segundo se anuncia, há um problema de projeto (?), há malversação das verbas recebidas (?), tudo isso para responder ao canal que se destruiu em vários pontos durante fortes chuvas. Mas e a questão do lixo deixado no canal ? Se não me falha a memória, aqui mesmo vimos fotos de meses atrás em que o tema era tal. Lixo que represa, que provoca danos e modifica completamente o modo como a vazão ocorre diante de uma enorme massa de águas em curto intervalo de tempo ?

Tem um fato velho em política. Na disputa tentar escalar o adversário. Um adversário que se malha como a um Judas: velho, com doença grave, triste lembrança, a rua Miguel Lima Verde e suas contas sub judice. Isso é parte da política e por isso mesmo é que as disputas eleitorais são tão animadas.

O difícil é conter outras alternativas eleitorais. Elas estão ávidas por fatos políticos, por estratégias para enfrentar o outro lado e táticas para ganhar o voto do eleitor. A campanha eleitoral , como tudo no Brasil, começou tão logo o carnaval terminou. Estamos em plena corrida por corações e mentes. Que o povo do Crato, neste festejo, construa sua verdade para os próximos anos.

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André Barreto confirma sua Candidatura !



Olá, pessoal,

Em conversa com este editor, o Secretário André Barreto dissipa as antigas dúvidas se sairia ou não candidato à prefeito do Crato. Ele diz: "Serei candidato Sim !"
Diz André:

Olá Dihelson,
Prazer revê-lo. Realmente amigo andei sumido... VAMOS JUNTOS! Serei candidato sim, se Deus quiser, aliás já estamos trabalhando na construção dos nossos projetos.
Contamos com Você!

No seu Orkut encontra-se o que ele chama de um compromisso com as gerações futuras...

OS 12 VALORES BÁSICOS DO PARTIDO VERDE

A ECOLOGIA : A preservação do meio ambiente , o ecodesenvolvimento ( ou desenvolvimento sustentável ) , a reciclagem e a recuperação ambiental permanente .

A CIDADANIA : O respeito aos direitos humanos , o pluralismo , a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.

A DEMOCRACIA : O exercício da democracia representativa , através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalização, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta , sobretudo a nível local , através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.

A JUSTIÇA SOCIAL : Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos . O poder público como regulador de mercado, protegendo os mais fracos e necessitados , garantindo o acesso à terra e promovendo a redistribuição da renda , através de mecanismos tributários e do investimento público .

A LIBERDADE : A liberdade de expressão política e cultural , criação artística e informação ; o direito à privacidade ; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo e à iniciativa privada , no âmbito econômico.

O MUNICIPALISMO : O fortalecimento , cada vez maior , do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade . Para transformar globalmente é preciso agir localmente

A ESPIRITUALIDADE: A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação , ao livre arbítrio de cada um .

O PACIFISMO: O desarmamento planetário e local , a busca da paz e o compromisso com a não - violência e a defesa da vida .

O MULTICULTURALISMO : A diversidade , a troca e a integração cultural , étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica . Preservação do patrimônio cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial , cultural , etária ou de orientação sexual .

O INTERNACIONALISMO : A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo , etnocentrismo , xenofobia , integralismo religioso , racismo e do neofacismo , a serem enfrentados em escala planetária , assim como as agressões ambientais de efeito global .

A CIDADANIA FEMININA : A questão masculino/feminino deve ser estendida de forma democrática , avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos nos diversos setores da sociedade , visando uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar , como integrantes do sistema social , mudanças e transformações internas , que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo . Maior o poder , maior participação e maior afirmação da mulher, dos valores e da sensibilidade feminina , além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica .

O SABER : O investimento no conhecimento , como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século . Erradicação do analfabetismo , educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida . Prioridade ao ensino básico , garantia de escola pública , gratuita e de qualidade , para todos .


André Barreto
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GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE ( Parte III)

A Viagem
No verão , em 14/03/1836, partiu de Glasgow e já no dia 20, Gardner embarcou de Liverpool (Foto 8) a bordo do barco “Memnon”.

Foto 8 – Liverpool na época de Gardner

Depois de uma travessia sem maiores atribulações, aportou no Rio de Janeiro em 23 de Julho do mesmo ano(Foto 9).


Foto 8 -Rio de Janeiro quando Gardner
desembarcou em gravura de Debret.


A beleza natural da cidade logo o cativou e escreveu para casa com termos ardorosos , descrevendo suas primeiras impressões. No meio de um cenário tão tentador para um naturalista, Gardner não ficou muito tempo inativo. Ele fez excursões freqüentes nos arredores do Rio e especialmente à Serra dos Órgãos. Nestes passeios, ele foi freqüentemente acompanhado pelo Dr. Miers, um cavalheiro residente no campo, de cuja bondade ele sempre falava nos melhores termos. Sua primeira coleção de plantas, sementes e espécies do herbário, foi extraída principalmente desta área. Esta coleção foi trazida para a Inglaterra em excelente condição e mostrou-se altamente interessante. Continha muitas orquídeas(Foto 10), (liliaceae?), palmeiras, etc.

Foto 10 - Catleya walkeria , orquídia descoberta por Gardner.

Subseqüentemente, ele foi ao interior e passou um tempo considerável explorando as regiões dos diamantes. Ele foi infatigável em sua missão, e suas longas e cansativas jornadas apresentavam freqüentemente aventura e perigo. Cinco anos – de 1836 a 1841 –foram passados no Brasil.
Antes de seu retorno em 1841, ele fez uma visita de despedida à serra dos Órgãos, cujo objetivo, conforme ele narrou em uma de suas cartas, foi para “fazer uma coleção de alguns arbustos finos e plantas herbáceas que eram encontradas nos níveis mais altos”, daquela escalada e levá-las vivas consigo. Depois de ir para o interior, ele encontrou dificuldades em enviar estas plantas sem sofrer algum tipo de danos. Mesmo assim, ele continuou a preservar grandes coleções para o herbário, que, com as sementes e plantas vivas podiam suportar a viagem pelo interior e seriam enviadas assim que houvesse uma oportunidade. Algumas das Melastomaceae, como a Pleroma benthamianum e a multiflora podem ser mencionadas entre o número das que ornamentam toda grande coleção de plantas que coletou.

Fósseis e Medicina
Apesar da botânica ser, naturalmente, sua busca principal, Gardner tinha sempre um olho no que seria de interesse a outros departamentos de história natural – portanto suas coleções foram acrescidas com minerais, conchas fossilizadas ou recentes, peles conservadas de pássaros, peixes, etc. ao mesmo tempo, ele não negligenciou as aquisições de espécies relativas à Medicina. Nas suas jornadas longas, ele sempre carregou seus instrumentos cirúrgicos e fez várias cirurgias importantes com pleno sucesso, as quais não somente melhoraram suas finanças, mas também lhe deram bons amigos – assim assegurando um grau de respeitabilidade, conforto e, em alguns casos, segurança entre as tribos nativas.Imaginem a importância de uma espécie rara como um médico no interior do Brasil, na maior parte das vilas, certamente, terá sido o primeiro esculápio a aportar por ali, até 1789 ( meio século antes da sua chegada ao Rio) o Brasil todo só possuía quatro médicos. Enquanto cuidava de seus trabalhos variados, ele mantinha sua correspondência com regularidade surpreendente, escrevendo freqüentemente para Sir William Hooker e Mr. Murray e ocasionalmente para os mais destacados botânicos estrangeiros da atualidade. Muitos dos seus trabalhos e cartas foram publicados por Sir William no “Jornal de Botânica”. Em um desses trabalhos, datado de 3 de setembro de 1840 e enviado da Província de Minas, ele refere-se à morte do seu generoso patrono, o Duque de Bedford, evidenciando a profunda gratidão pela qual ele foi movido. Nem negligenciou declarações elogiosas à conduta do benfeitor, em sua carta, como também demonstrou muito apreço em relação aos seus amigos de juventude tais como o Dr. Joseph Hooker e a família do Sr. Murray.

O Itinerário

Foto 11- Itinerário de Gardner

Gardner desembarcou no Rio de Janeiro e explorou a Serra dos Órgãos, embarcando depois para Salvador, Recife, Alagoas e para a desembocadura do Rio São Francisco. Partiu então para o Ceará onde desembarcou em Aracati, seguindo em lombo de burro para Icó , Lavras da Mangabeira, chegando no Crato em setembro de 1938 e tendo permanecido explorando a região até janeiro de 1939.Seguiu então para o Piauí, percorrendo parte do Maranhão, de Goiás, Tocantins, Minas Gerais ( Diamantina e Ouro Preto) e finalmente chegando ao Rio de Janeiro. Em março de 1841 procedeu ainda à outra excursão à Serra dos Órgãos que durou mais de um mês. Em maio de 1841 retomou o percurso de volta à Inglaterra com uma escala exploratória em São Luiz do Maranhão. Gardner percorrera , no Brasil, cerca de 10.000 Km, visitando regiões inóspitas, sujeito a moléstias tropicais, ataques de índios, aos rigores climáticos , à total falta de infra-estrutura de estradas, trilhas, mantimentos, víveres.

De Volta à Inglaterra
Gardner embarcou a bordo do navio “Gipsey” em 06/05/1841, tendo ainda parado no Maranhão, para carregamento da embarcação, só prosseguindo viagem em 08 de Junho. Chegando por fim à Inglaterra em 18/07/1941, após quase cinco anos de viagem. Em 1842, não muito depois do seu regresso, Gardner foi eleito professor de botânica na Universidade Andersoniana.(Foto 12)


Foto 12- Herbário de Kew , onde Gardner trabalhou após sua volta

Trouxe um rico herbário de mais de 6000 espécies. Enquanto isso, ele se ocupou preparando material para o seu diário sobre o Brasil, com intenção de logo vê-lo publicado. Porém o trabalho ainda estava incompleto, quando, em 1843, ele foi indicado pelo governo colonial do Ceilão( hoje Sri Lanka) como botânico e superintendente do jardim botânico existente ali. Esta indicação deveu-se à influência de seu infalível amigo Sir William Hooker, que havia sido anteriormente promovido ao posto de diretor geral dos Jardins Reais em Kew (um bairro de Richmond upon Thames, no sudoeste de Londres). É famoso por ser a sede dos Jardins Botânicos Reais de Kew, do Palácio Kew e dos Arquivos Nacionais do Reino Unido). Ainda em Londres, recebendo instruções antes do embarque, ele foi tratado com muita bondade por Lord Stanley, agora Conde de Derby. De 1842 a 1848 ele publicou no London Journal of Botany, dirigido por Hooker, sua “Contributions towards a Flora of Brazil”. Gardner ,tendo visitado regiões não exploradas por Karl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) , em muito contribuiu com material e observações para a publicação do clássico definitivo, considerado uma das maiores obras de Botânica de todos os tempos: “Flora Brasiliensis” de Martius ( publicada paulatinamente de 1840 a 1906).


Foto 13 – Von Martins (1794-1868)

J. Flávio Vieira

GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE (Parte II)

George Gardner - Uma Breve Biografia

GEORGE GARDNER, nasceu em maio de 1809 em Ardentinny(Foto 4), na Escócia, onde seu pai , nativo de Aberdeen, atuava como jardineiro para o conde de Dunmore.


Foto 4- Ardenttiny

Quem sabe o sobrenome Gardner não tenha se somado ao da família por conta da atividade profissional do seu genitor? Ele era o segundo filho de uma família humilde. Em 1816 seu pai tornou-se jardineiro em Ardrossan ( a 36 Km de Glasgow e 45 Km de Ardentinny) e lá Gardner freqüentou a escola paroquial até o ano de 1822, quando seus pais mudaram-se para Glasgow( Foto5).



Foto 5 – Glasgow, High Street, Século XIX

Subseqüentemente, ele foi ao interior e passou um tempo considerável explorando as regiões dos diamantes. Ele foi infatigável em sua missão, e suas longas e cansativas jornadas apresentavam freqüentemente aventura e perigo. Cinco anos – de 1836 a 1841 – foram passados no Brasil.
Antes de seu retorno em 1841, ele fez uma visita de despedida à serra dos Órgãos, cujo objetivo, conforme ele narrou em uma de suas cartas, foi para “fazer uma coleção de alguns arbustos finos e plantas herbáceas que eram encontradas nos níveis mais altos”, daquela escalada e levá-las vivas consigo. Depois de ir para o interior, ele encontrou dificuldades em enviar estas plantas sem sofrer algum tipo de danos. Mesmo assim, ele continuou a preservar grandes coleções para o herbário, que, com as sementes e plantas vivas podiam suportar a viagem pelo interior e seriam enviadas assim que houvesse uma oportunidade. Algumas das Melastomaceae, como a Pleroma benthamianum e a multiflora podem ser mencionadas entre o número das que ornamentam toda grande coleção de plantas que coletou.
Fósseis e Medicina
Apesar da botânica ser, naturalmente, sua busca principal, Gardner tinha sempre um olho no que seria de interesse a outros departamentos de história natural – portanto suas coleções foram acrescidas com minerais, conchas fossilizadas ou recentes, peles conservadas de pássaros, peixes, etc. ao mesmo tempo, ele não negligenciou as aquisições de espécies relativas à Medicina. Nas suas jornadas longas, ele sempre carregou seus instrumentos cirúrgicos e fez várias cirurgias importantes com pleno sucesso, as quais não somente melhoraram suas finanças, mas também lhe deram bons amigos – assim assegurando um grau de respeitabilidade, conforto e, em alguns casos, segurança entre as tribos nativas.Imaginem a importância de uma espécie rara como um médico no interior do Brasil, na maior parte das vilas, certamente, terá sido o primeiro esculápio a aportar por ali, até 1789 ( meio século antes da sua chegada ao Rio) o Brasil todo só possuía quatro médicos. Enquanto cuidava de seus trabalhos variados, ele mantinha sua correspondência com regularidade surpreendente, escrevendo freqüentemente para Sir William Hooker e Mr. Murray e ocasionalmente para os mais destacados botânicos estrangeiros da atualidade. Muitos dos seus trabalhos e cartas foram publicados por Sir William no “Jornal de Botânica”. Em um desses trabalhos, datado de 3 de setembro de 1840 e enviado da Província de Minas, ele refere-se à morte do seu generoso patrono, o Duque de Bedford, evidenciando a profunda gratidão pela qual ele foi movido. Nem negligenciou declarações elogiosas à conduta do benfeitor, em sua carta, como também demonstrou muito apreço em relação aos seus amigos de juventude tais como o Dr. Joseph Hooker e a família do Sr. Murray.

Na nova cidade ele foi matriculado na escola gramatical, e, no curso dos seus estudos, adquiriu um bom conhecimento do latim. Logo cedo, ele havia absorvido, provavelmente devido à ocupação do seu pai, um gosto pela botânica, mas foi talvez mais por acidente do que por desígnio que ele, subseqüentemente, devotou a sua vida a esta ciência.

A Medicina
Ele começou seus estudos em medicina na Universidade Andersoniana de Glasgow, e continuou, durante as aulas de verão e inverno de 1829 a 1832 dedicando-se aos seus estudos com zelo e grande perseverança. Terminou por auferir honras acadêmicas de alta distinção. Em 1830 ele entrou para a Sociedade Médica de Glasgow e, durante esse ano, e 1831-32, a sua presença na Real Enfermaria foi muito assídua.

A Botânica
Ainda no meio desses árduos estudos, ele encontrava prazer para entregar-se à sua inclinação primeira : a Botânica. Seus primeiros rudimentos de ciência foram obtidos do Dr. Rattray e continuou a melhorar fazendo passeios de estudos botânicos pelos campos e visitas freqüentes ao Jardim Botânico, junto com o curador deste, o Sr. Stewart Murray com o qual ele criou um elo de amizade que durou até o dia da sua morte. Através do Sr. Murray, descobriu em um dos seus passeios, a rara Nuphar minima ou pulima, no lago Mugdock e tornou-se conhecido de Sir William J. Hooker(Foto6), o eminente professor de botânica da Universidade de Glasgow.



Foto 6 – William Hooker

Então ele passou a freqüentar as aulas de botânica de Sir William que o teve em alta estima, percebendo seu caráter ímpar e seu talento. Como aluno, ele fez várias excursões botânicas às Terras Altas (Highlands) com o professor e sua turma; e a essa intimidade com o professor pode-se atribuir a mudança importante na sua carreira futura.

A Formatura
Gardner obteve seu diploma como cirurgião pela Faculdade de Médicos e Cirurgiões de Glasgow com alta distinção em 1835.



Foto 7 – Universidade de Glasgow
Enquanto isso ele havia se familiarizado, também, com as plantas e flores da Escócia e estudado botânica criptogâmica com tanto sucesso que, em 1836, ele editou um trabalho, intitulado “Musci Britannici ou Herbário de Bolso de Musgos Britanicos”, classificados e nomeados de acordo com a “British Flora” de Hooker. Este trabalho foi recebido com encômios e mostrou-se de grande valor para os estudiosos de musgos. As espécies são graciosamente classificadas e o trabalho alçou importância científica, já que Gardner não só teve acesso livre à esplendida biblioteca de Sir William Hooker, como também alcançou o benefício de sua assistência pessoal.

A Expedição
Uma cópia do “Musci Britannici” havendo chegado às mãos do Duque de Bedford– muito conhecido pelo interesse que demonstrava pela ciência botânica – este se tornou um espécie de Mecenas e encorajou fortemente a sua ambição em proceder a uma missão exploradora no exterior. Após a morte do botânico Drummond, cujos trabalhos no Texas e em partes da América Central haviam enriquecido grandemente o Jardim Botânico Real, os diretores dessa instituição com fins de promover a ciência, se viram na necessidade de empreender acordos e arranjos para excursão de Gardner ao norte do Brasil, a fim de explorar a rica botânica daquele país. Como no caso de Drummond, Sir William Hooker responsabilizou-se em procurar interessados na empreitada, tanto para arcarem com os gastos da missão, como para a receptação das espécies que seriam coletadas. O curador, ao mesmo tempo, concordou em subdividir com equidade as sementes e plantas vivas que seriam enviadas para o país. Muitos jardins botânicos públicos, como também nobres e cavalheiros se fizeram patrocinadores, e assim, por uma quantia irrisória tiveram suas coleções imensamente enriquecidas. Dentre outros, o Duque de Bedford fez-se um contribuinte generoso. Tendo se cumprido todos os trabalhos preliminares para a partida de Gardner, Sua Graça não apenas ofereceu o seu filho, Lord Edward Russel, comandando a estação americana, em seu benefício, como lhe assegurou uma passagem grátis em um dos navios de Sua Majestade . Gardner, porém, educadamente declinou, preferindo a privacidade maior de um navio mercante, onde ele teria o prazer de estudar e, especialmente, melhorar os seus conhecimentos de espanhol e português. Longe de estar ofendido, o duque, magnânimo, enviou um cheque de 50 libras para cobrir a passagem.


J. Flávio Vieira

COLUNA CARIRI 17-02-2008 por Tarso Araujo

BOA NOVA

Repercutiu favoravelmente em Lavras da Mangabeira o anúncio do secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, sobre a provável reabertura da Escola Agrícola daquele município. No momento, em todo o Cariri, uma única escola agrícola encontra-se em funcionamento: a de Crato.

ANOTE: COM A AJUDA DO SANTO
Os católicos cratenses poderão ter, enfim, a sua "igreja-santuário": a de São Vicente Férrer, pretendida como santuário de adoração perpétua. O pedido foi apresentado, pelos fiéis, a dom Fernando Panico. No entanto, para elevar o templo a santuário, alguns melhoramentos teriam de ser feitos: novas portas, novo piso, nova iluminação e retirada dos feios azulejos colocados na fachada daquela igreja, há mais de 40 anos. Como tudo isso custa muito dinheiro, espera-se outro milagre de São Vicente Férrer...

BARRAGINHAS
Teve início no Cariri a execução de um projeto destinado a diminuir os efeitos da falta d'água na zona rural. Trata-se da construção de 500 barraginhas. Utilizando tecnologia com baixo custo, elas resultam em pequenos açudes - construídos em poucas horas de trabalho - para acumular água, elevar o lençol freático, controlar as erosões e possibilitar o ressurgimento da vegetação ciliar. O município de Jati partiu na frente, mas as barraginhas serão feitas em todo o Cariri.

MEDALHA
O lançamento da Medalha Mérito do Magistério Monsenhor Murilo de Sá Barreto se constituiu no ápice das comemorações alusivas aos 50 anos da chegada do "Vigário do Nordeste" a Juazeiro do Norte, fato ocorrido em 6 de fevereiro de 1958.

ALELUIA!
Confirmado: Crato vai ganhar uma filial das Lojas Americanas, no próximo mês de maio. O local já está escolhido: antiga Loja F.C.Pierre, na rua Santos Dumont. Outra boa notícia é que a Cidade de Frei Carlos poderá contar, em breve, uma filial do Banco Itaú. Enquanto isso, o BNB aprovou financiamento para construção de um shopping popular destinado aos comerciantes ambulantes do centro do Crato.

GEORGE GARDNER I
Há quase 170 anos, ao final da tarde do dia 9 de setembro de 1838, George Gardner chegava a Crato. Uma vida breve e rica! Assim poderia ser sintetizada a existência de George Gardner, naturalista, botânico memorialista, intelectual, pesquisador, escritor, ensaísta e cientista, nascido em Glasgow, Escócia, no dia 2 de maio de 1812. Após ter cavalgado sobre terra plana e arenosa, de ter contemplado grandes plantações de cana, onde sentiu o cheiro do mel vindo dos engenhos de rapadura, a invadir a atmosfera com seu aroma adocicado, George Gardner avistou o Crato.

GEORGE GARDNER II
Extasiado com a beleza da localidade, ele escreveu: "Impossível descrever o deleite que senti, ao entrar neste distrito, comparativamente rico e risonho, depois de marchar mais de trezentas milhas através de uma região que, naquela estação, era pouco melhor que um deserto.

A tarde era das mais belas que me lembra ter visto, com o sol a sumir-se em grande esplendor por trás da Serra do Araripe, longa cadeia de montanhas, a cerca de uma légua para Oeste da Vila, e o frescor da região parece tirar aos seus raios o ardor que pouco antes do poente é tão opressivo ao viajante, nas terras baixas.

A beleza da noite, a doçura revigorante da atmosfera, a riqueza da paisagem, tão diferente de quanto, havia pouco, houvera visto, tudo tendia a gerar uma exultação de espírito, que só experimenta o amante da natureza e que, em vão eu desejava fosse duradoura, porque me sentia não só em harmonia comigo mesmo, mas em paz com tudo em torno".


BATE-PAPO

VELHA SÉ
Prosseguem os trabalhos de assentamento do novo piso da catedral de Nossa Senhora da Penha, igreja-mãe da diocese de Crato. O novo piso é de cerâmica, da marca Portinari, fabricada no estado de Santa Catarina. O custo total das obras está estimado em mais de R$ 100 mil, bancado com doações dos fiéis cratenses.

DÁ PRÁ ENTENDER?
A pergunta é do jornalista Luiz José dos Santos: "Por que o curso de agronomia da UFC/Cariri não funciona na Escola Agrotécnica Federal do Crato, já que as duas instituições pertencem ao mesmo Ministério da Educação, do Governo Federal?". Ele ainda acrescenta: "Com o advento do campus da UFC/Cariri o óbvio e lógico é que o curso de agronomia (o único destinado a Crato) funcionasse na Escola Agrotécnica, que possui uma privilegiada infra-estrutura para tal fim, incluindo mais de 180 hectares de área, laboratórios e modernas salas de aulas". Tudo isso a 5 quilômetros do centro da cidade.

BARBALHA
Com idade avançada, Madre Edeltraut Lerch - a religiosa beneditina que construiu e deu dimensão ao Hospital São Vicente de Paulo - retornou a sua terra natal, a Alemanha, onde viverá seus últimos anos. Durante 40 anos ela viveu em Barbalha onde era considerada uma santa, graças aos atos de caridade que fez, minorando os sofrimentos humanos, principalmente dos mais pobres. O nome de Madre Edeltraut Lerch terá lugar de realce na história e no imaginário popular da Terra de Santo Antônio.



PRECARIEDADE DO TRANSPORTE ESCOLAR NO MUNICÍPIO DO CRATO - Por: Leopoldo Martins Filho


A idéia de debuxarmos sobre este tema surgiu após constatarmos a dificuldade de alguns gestores públicos em perceberem e tratarem o transporte escolar como instrumento fundamental para a garantia de uma educação de qualidade e após constatarmos a não aplicação da Lei que estabelece as condições do transporte escolar – seja por desconhecimento ou por falta de vontade política – o que podem resultar em inúmeras mortes que podem ser evitadas.

No que concerne ao Município do Crato o transporte escolar é ofertado pelo Poder Público, boa parte em caminhonetes abertas e ônibus precários e inadequados para a segurança, saúde e dignidade dos alunos, basta vermos os transportes que saem da praça defronte ao paço municipal, rumo aos distritos e lameiro.

Tal situação periclitante é agravada pela falta de política governamental de expansão de escolas rurais de boa qualidade, obrigando ao governo local transportar os alunos para a zona urbana diariamente. Por não existir escola perto de casa, por falta de vaga nas diminutas escolas localizadas na zona rural, bem como por falta de segurança nos precários transportes escolar, acaba ocorrendo a exclusão educacional a que estão sujeitos crianças e adolescentes de classes sociais mais baixas. Vimos, assim, que o transporte escolar figura como importante elemento para a garantia da educação concorrendo para a aplicação de dois dos princípios do ensino: o da igualdade de condições de acesso e permanência na escola e da gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, que não se reduz à não cobrança de taxas pelas escolas.

Não há como se falar em respeito ao direito à educação sem que se assegure o conjunto de seus elementos materiais constitutivos, dentre os quais destacamos a acessibilidade à escola.

Assim, o Poder Público tem como primeiro dever a oferta da escola perto da residência dos alunos, capaz de atender à demanda da comunidade onde está instalada. Inexistindo essa escola perto de casa, é dever do Poder Público ofertar transporte escolar gratuito e de qualidade para os alunos.


Por ser oportuno e conveniente, salientamos que a Lei 9.503/97 que normatiza e cuida do transporte escolar determina que os veículos devam ter um registrador de velocidade (tacógrafo), passar por duas vistorias especiais ao longo do ano, e possuir autorização especial expedida pelo Departamento Nacional de Trânsito – Detran, ou pela Circunscrição Regional de Transito – Ciretran, entre outras obrigações.
O direito de transporte escolar gratuito é assegurado pela Constituição Federal (Art. 208, VII), como também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (Art. 54) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB (Art 4°), estando o Estado obrigado a garantir, através de programas suplementares, o serviço de transporte escolar.

A LDB, com as modificações oriundas da Lei n° 10.709, de 31 de julho de 2003, passou a determinar a responsabilidade de Estados e Municípios quanto ao oferecimento de transporte escolar. O sentido dessa inovação legislativa é principalmente encerrar a discussão quanto à competência desse serviço e sua universalidade, ficando Estados e Municípios, respectivamente, responsáveis por assumir o transporte escolar dos alunos de sua rede.

O transporte escolar é serviço de utilidade pública e direito público subjetivo, ficando evidente que o Poder Público deve oferecê-lo gratuitamente para crianças e adolescentes que não tenham escola perto de casa. Esse serviço tem também que ser de qualidade aceitável, para tanto, o Código Trânsito Brasileiro – CTB traz os requisitos mínimos que este transporte deve ter.

Destarte, esperamos que os Órgãos constituídos, Ministério Público, Detran, Cedeca e OAB intentem Ação Civil Pública com o objetivo de compelir o Município a prestar o transporte escolar regular e adequado, em condições de segurança, conforto e dignidade, impedindo que se protraia no tempo a violação dos direitos das crianças e dos adolescentes pondo-os a riscos de vida.


Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais


Grangeiro de Rio a Canal - por: João Ludgero

O Crato é uma cidade diferente das circunvizinhas, graças as suas condições fisiográficas que permitem uma humanização maior na paisagem. Localizada na região meridional do Estado do Ceará, sendo a mesma encravada na Encosta da Chapada do Araripe, encosta esta de Barlavento. Por sua localização e vizinhança com o Barlavento da Chapada, ressalto como condições físicas favoráveis, as precipitações e o relevo tabular arenítico da Chapada do Araripe, que contribui de forma decisiva para perenidade de nossos rios, como é o caso do rio Grangeiro. A água é um elemento vital, a água é purificadora, e a cidade que nasce às margens de um rio perene e de águas cristalinas, tem que por obrigação cuidar deste rio, conservá-lo para as gerações futuras. O rio Grangeiro tem participado dos ciclos de energia física, química e biológica que deu origem as diferentes formas de vida nos ecossistemas do sopé da Chapada do Araripe ao Rio Jaguaribe.
No contexto antrópico o rio Grangeiro contribuiu para o assentamento dos primeiros habitantes, segundo George Gardner (viagens no Brasil), a Vila Real do Crato contava com dois mil habitantes, sendo na sua quase totalidade autóctones puros e mestiços, enquanto os intrusos (colonos) em número reduzido ocupavam os postos de mando, exerciam o comércio e eram os senhores da zona rural e do poder público. Sendo estes através dos seus mandos e desmandos os pioneiros no processo de ocupação desordenada e degradante dos elementos naturais de Crato, dentre estes a vegetação de encosta da Chapada e as matas ciliares do rio Grangeiro, iniciando assim impactos ambientais sem precedentes como a erosão e o assoreamento das nascentes e dos rios do Crato.

O quadro caótico, em que se apresenta o Rio Grangeiro para população cratense totalmente explorado de maneira irracional e irresponsável por parte de alguns agentes da sociedade, tem sua defesa na Lei Orgânica do Município de Crato, Promulgada em 03 de Abril de 1990.
Como se segue:

Art. 206 - O meio ambiente equilibrado e uma sadia qualidade de vida são direitos inalienáveis do povo, impondo-se ao Município e à comunidade o dever de preservá-los e defendê-Ios.

Parágrafo Único - Para assegurar a efetividade desses direitos, cabe ao poder público :

I- Exigir, para implantação de indústria ou realização de obras, estudo prévio de impacto ambiental;
II- Fiscalizar as usinas, engenhos, cerâmicas, fábricas e obras existentes, visando reprimir qualquer forma de degradação ambiental;
lII - Tratar as águas servidas a serem lançadas nos rios do município, sobretudo a dos canais e valas existentes na cidade;
IV - Estimular e promover o reflorestamento em áreas degradas, objetivando especialmente a proteção das encostas e dos recurso hídricos , bem como a concessão de índices mínimos de cobertura vegetal;
VII - Proibir o desmatamento de matas ciliares, vegetação próximas a encosta da Chapada do Araripe, que implique riscos de erosões, enchentes e assoreamento;
VIII - Zelar para que as áreas já desmatadas recebam tratamento adequado para sua recuperação, sob supervisão do poder público municipal, aberto, á participação de entidades ligadas á preservação do meio ambiente;
XI - Delimitar áreas, dentro do âmbito municipal, a serem protegidas, criando através de Leis, parques reservas e estações ecológicas, implantando-os com os serviços públicos indispensáveis às suas finalidades;
XIII - Desenvolver ações de proteção aos recursos hídricos do sopé da Chapada do Araripe, de modo especial das fontes que jorram no município, através de meios comuns, de tombamento e desapropriação;

Como deu pra perceber mais uma vez a natureza é agredida pela elite dominante pra fazer valer a lógica do capital, onde em primeiro lugar esta a satisfação do material supérfluo (carros, celulares, TVs etc), em detrimento do material essencial à vida do ser humano que é termos água potável, ar puro, solos férteis e temperaturas suportáveis pelos seres vivos.
Pois bem o desrespeito com o rio Grangeiro é antigo, más ele pode ser defendido juridicamente e os seus agressores (hospitais, industrias, escolas, ribeirinhos, prefeitura, etc.), podem ser punidos basta a sociedade agir pressionando o poder público, para fazer sua parte, ou seja trabalhar e fazer valer o direito de todos e não de meia dúzia.

Saudações Geográficas!
João Ludgero
Geógrafo especialista em Geopolítica e Direito Ambiental

O Jogo Começou - Por: Jorge Emicles

O JOGO COMEÇOU

Segundo o Calendário Eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, somente a partir de julho terá início a propaganda eleitoral, época em que cada um dos milhares de candidatos a prefeito, vice e vereador apresentarão ao público suas plataformas de governo, o que facilitará a escolha pelo eleitorado dos novos chefes do executivo e ocupantes do legislativo municipal. A verdade, contudo, é que o jogo já começou e todo os interessados em ocupar um cargo eletivo já se organizam na disputa pelo voto.

No Cariri, por óbvio, a realidade não é diferente. Nos três principais Municípios da Região já é visível a movimentação de todos os candidatos com vista ao pleito que, na realidade, está bem mais próximo do que se imagina. Os três prefeitos atuais são todos candidatos à reeleição. E a história já demonstrou que, ao menos no Cariri, a tradição é a rejeição das candidaturas à reeleição. No Juazeiro do Norte, Mauro Sampaio e Carlos Cruz já passaram pelo dissabor de perderem suas respectivas candidaturas à reeleição. No Crato, foram Moacir Siqueira e Walter Peixoto que passaram pelo dissabor.

Em Juazeiro do Norte, o atual prefeito Raimundo Macedo terá de passar por duplo sufoco. Primeiro terá de convencer os convencionais de seu próprio partido, o PSDB, que o seu nome é o melhor na disputa, e não o do Deputado Federal Manoel Salviano, com quem disputará as chamadas prévias do Partido. Se passar no teste, terá então de convencer o eleitorado local de que o seu governo é pujante e popular e que os altos índices de rejeição apontados em pesquisas de opinião pública são conversa da oposição. São muitos os nomes de possíveis adversários ao prefeito de Juazeiro, sendo as mais pujantes as já pré-confirmadas candidaturas do ex-prefeito Carlos Cruz e do ex-vereador Manoel Santana. Em qualquer cenário dos que possa se apresentar, a disputa promete ser acirradíssima.

Barbalha, essencialmente, repetirá a eleição de quatro anos atrás, onde uma diferença menor que duzentos votos em favor de Rommel Feijó e sérias acusações de corrupção eleitoral e abuso de poder econômico e político em favor do vencedor daquela disputa deixaram muitas arestas, que de tão incômodas permeneceram vivas durante toda a gestão do atual prefeito de Barbalha, sendo resolvidas somente agora com o novo pleito. O desafiante é o mesmo, mas agora em nova conjuntura. Camilo Santana não é mais novidade eleitoral, mas sim uma liderança em plena consolidação e com forte prestígio político em nível estadual, como fica óbvio pela ocupação da Secretaria Estadual de Agricultura e o escancarado apoio do governo estadual.

A melhor situação, sem dúvidas, fica com o prefeito do Crato, Samuel Araripe, único favorito entre os candidatos à reeleição da região. Como adversários principais, provavelmente terá as figuras do ex-prefeito Walter Peixoto e do Deputado Estadual Sineval Roque. Muitos apostam que Walter não será candidato, seja por conta da idade, já avançada, por força de problemas de saúde que vem enfrentando, ou mesmo pelas ações civis por improbidade que responde junto à justiça estadual e reprovação de todas as quatro contas do seu último governo, o que o tornariam inelegível. Já a candidatura de Roque é certa. Não contudo o apoio do governo do Estado, que titubeia entre apoiar Roque, Walter Peixoto e André Barreto (Secretário do Meio Ambiente), todos aliados de primeira hora nas eleições estaduais de dois anos passados.

Só o tempo e o voto dos eleitores em outubro dirá com quem está a razão.

Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Advogado, professor e radialista.

Carta dos leitores: por Teresa Abath

OLA TENTEI DEIXAR UM COMENTARIO NO BLOG MAS NAO CONSEGUI ADOREI O ARTIGO DE JOSE DO VALE SOBRE A PRACA SIQUEIRA CAMPOS. EU SOU A TERESA ABATH E FIQUEI MUITO EMOCIONADA.
SEU BLOG ESTA MUITO INTERESSANTE CONTINUE ESSE TRABALHO....
DESCULPE MEU TECLADO E FRANCÊS E NAO TEM TODOS OS ACENTOS.
ATE BREVE.

Teresa Abath
Assessora do INEP/DACC/ENEM
Técnica em Assuntos Educacionais
Relações Públicas da ASSINEP
Membro do Comitê de Gestão do INEP
Suplente Fórum dos Servidores INEP
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