12 fevereiro 2008

"CIÇA DO BARRO CRU" DO JUAZEIRO E A "ROSA AZUL" DO JAPONÊS


Ciça do Barro Cru. Assim mesmo: prenome e sobrenome de gente. E era. Presença constante na segunda feira, sempre na rua em que estivesse a feira do barro. Eu quase que diria pioneira dos "bonecos" de barro. Não posso, pois não pesquisei se existiram anteriores a ela, mas no meu conhecimento de meio século, foi a primeira da minha memória. Ciça, falante, pequena, cabocla. Para sucesso dos meus mitos, deveria ser descendente dos Cariris, mas se não fosse, tinha certamente a etnia vaga dos tapuias. Morava em Juazeiro, terra do Padim Ciço, se pode concluir a origem feminina do seu prenome, mas o sobrenome era manifestação de forma e cor. Os personagens da vida.

O cabo de poliça levando o preso. O dentista extraindo dente. Um padre ouvindo no confessionário. A banda cabaçal. Um reisado ou um forró com todas as peças. Mas tinha as figuras míticas, pássaros em corpo de felino, rostos que eram verdadeiras máscaras de bumba meu boi. Sim e os animais? Muitos, galinhas, pintinhos, jacarés ou um capote (galinhaAngola) com aplicações de penas dos originais. Cores primárias, contrastantes, pontos de grande luminosidade, estreladas manchas, Ciça tinha a alma colorida. E muita alegria de viver. Deixou, em Juazeiro, uma tradição que ainda hoje repercute. Se alguém vai ao Centro de Artesanato do Mestre Nosa, estão os descendentes de Ciça do Barro Cru e também da Ciça do Barro Cosido. Esta última desenvolveu pela década de 60 e 70, máscaras de barro, planas, apenas com as saliências dos acidentes da face: olhos, nariz, boca e orelhas. Hoje, no Mestre Nosa, dezenas de artesãos fazem uma mistura das "máscaras" e dos "bonecos" das duas Ciças, numa explosão de criatividade, que ultrapassou os limites daquele mundo arcaico e chegou ao contemporâneo, arrastando na composição, como um véu de noiva, toda a mitologia que circula oralmente pelo nordeste deste a colonização e, até hoje, as mídias modernas não "desconstruíram".

Agora mesmo, olhando para esse monitor de computador e com o canto da visão enxergando a sombra das peças de barro de Ciça, lembrei-me das escalas de valor. Imagino um engenheiro, senhor das ferramentas, qual seria o olhar direto deles para aquelas frágeis peças de barro? Que utilidades teriam? Eu suspeito a resposta, mas é puro preconceito, o mais redundante erro, pois o ser humano é muito mais e muito mais que suas "personas" profissionais. Há uma forte ligação entre os códigos digitais e as peças de Ciça do Barro Cru. Não é por nada que os dois são domínio dos dedos. E não adianta meu reduzido senso racional dizer que o digital eletrônico é mera nomenclatura, pois na realidade não o é. A linguagem primária digital é o positivo e o negativo, que a expressão destas é conseqüência da nossa visão, da nossa mente, da nossa vontade através dos dedos, mesmo que brevemente seja esta gravada a partir da voz. E Ciça, como os engenheiros, analistas, os programadores, é tão importante que esta descoberta me dar vontade de chorar de alegria (isso existe) de pensar o quanto para mim tal conclusão tem a ver com a redenção humana. Ciça, que viveu e morreu no juazeiro, fazendo e vendendo "boneco" de barro na feira do Crato é tão grande quanto Bill Gates. A frase não ajuda a miséria, mas põe os valores econômicos no devido lugar.

Mas porque me lembrei, logo que o sol nasceu, de Ciça? Por que os Japoneses desenvolveram uma Rosa Azul. Ninguém foi à lua, sequer uma nova molécula foi descoberta, uma obra magistral foi concluída. Apenas o azul se imprimiu nas pétalas de uma rosa. Uma roseira toda azul se compondo com as cores naturais que de nascença têm as demais rosas, amarelas, vermelhas, cremes, rosas. Viu ? Agora, também, existem rosas azuis. Aonde? No Japão. Vou juntar dinheiro e buscar uma prá tu! E viva as criaturas que criam as rosas azuis.

José do Vale Pinheiro Feitosa

Um matuto entusiasmado consigo mesmo e com os outros porque o sol nasceu.

Professor da URCA responsável por selecionar imagens para exposição em São Paulo

O Prof. Titus Riedel, da Universidade Regional do Cariri, foi o responsável, em Crato, pela seleção de imagens que constaram da exposição “Marilyn – o mito, e Telma Saraiva – a procura de um mito”, realizada na Galeria da Estação, em São Paulo. A exposição, que se prolongará até meados de março do corrente ano, mostra imagens do último ensaio fotográfico da atriz norte-americana Marilyn Monroe, feito pelo fotógrafo Bert Stern e, além disso, uma fotobiografia, com uma série de auto-retratos em fotopintura, da artista caririense Telma Saraiva. O evento foi organizado pelo curador de fotografia da Pinacoteca de São Paulo, Diógenes Moura, e a inclusão de Telma Saraiva baseou-se em pesquisas do Prof. Titus Riedl sobre fotografia popular.

A importância da diocese de Crato


Encontrei ontem com o jornalista Huberto Cabral, o maior memorialista de Crato. Ele me lembrou que este ano assinalará os 100 anos da primeira reunião com o objetivo de preparar a criação da diocese de Crato.Bem lembrado. O Crato deve praticamente tudo que é à Igreja Católica.

Em 8 de dezembro de 1908, o vigário Pe. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, convocou as autoridades e lideranças da cidade, com o objetivo de solicitar ao Bispo do Ceará encaminhar a Santa Sé o pedido de criação da diocese do Crato. Foi formada uma comissão com as lideranças e os notáveis da terra para os trabalhos preparatórios da nova diocese.

Em 20 de outubro de 1914, o Papa Bento XV, através da Bula “Catholicae Ecclesiae”, criou a diocese do Crato, a primeira do interior do Ceará. Em 10 de março de 1915, o vigário Quintino é preconizado primeiro bispo da nova igreja particular. A partir de então, diversas iniciativas da Diocese do Crato são responsáveis pelo surto de progresso sentido na cidade. Uma delas a criação, em 1921, da primeira instituição de crédito do Sul do Ceará, o Banco do Cariri, que presta grandes benefícios ao comércio e à lavoura da região.

Em 1922, Dom Quintino torna-se o pioneiro do ensino superior, no interior do Ceará, porquanto dota o Seminário São José de Curso Teológico. Este, sub-dividido em Curso de Filosofia, feito em dois anos, e Curso de Teologia, em quatro anos, proporciona ao novo presbítero receber no Crato a licenciatura plena. Dom Quintino planta, assim, a semente germinativa da Faculdade de Filosofia do Crato (criada em 1959) que foi, por sua vez, o embrião da atual Universidade Regional do Cariri (URCA), criada em 1986. Esta universidade leva a instrução superior in loco à vasta área do Estado do Ceará. E recebe no Crato alunos residentes nos Estados do Piauí, Paraíba e Pernambuco. Hoje, o Crato é um dos mais importantes pólos do ensino universitário, no Nordeste brasileiro.

Neste 2008, tendo como bispo Dom Fernando Panico, a diocese de Crato é a mais importante do interior do Estadodo Ceará. O Seminário São José abriga atualmente 55 seminaristas distribuídos entre os cursos Propedeutico,Filosofia e Teologia. Sua direção foi entregue aos Padres Sulpicionistas da Província de Quebec (Canadá). O diretor é o Padre Willian René Palacios, tendo como vice-diretor Padre Manoel Octávio Bautista, que são auxiliados pelos padres Jose Norbayro Londoño Buitagro e Diego Elias Arfuch.
Depois que chegou ao Cariri, Dom Fernando Panico já ordenou 27 padres e nos próximos meses ordenará mais 7. a diocese de Crato possui 49 paróquias e compreende os municípios de
: Abaiara, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Assaré, Aurora, Baixio, Barbalha, Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Granjeiro, Ipaumirim, Jadim, Jati, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Nova Olinda, Porteiras, Potengi, Penaforte, Salitre, Santana do Cariri, Tarrafas, Umari e Várzea Alegre.

Superfície total da diocese: 17.648,4 km2.
População: cerca de 1 milhão de habitantes.

Como se vê, mais parece uma arquidiocese...

Filmes: O Blog do Crato Recomenda - A Queda - As Últimas Horas de Hitler.


SINOPSE:

Os últimos dias do ditador nazista Adolf Hitler sob a perspectiva de sua secretária particular.

Há pouco tempo foi exibido no Brasil o documentário "Eu Fui a Secretária de Hitler" (2002), que consistia basicamente em uma série de entrevistas com a recém-descoberta Traudl Junge, uma mulher da Bavária que serviu como secretária do ditador Adolph Hitler nos últimos tempos de seu governo, já na decadência e fim da Segunda Guerra. O filme não era mais do que uma sucessão de depoimentos (um deles encerra este "A Queda"), mas, por ser árido, foi muito pouco assistido.

Foi esse filme que deu origem a "A Queda", adaptação em superprodução que foi grande sucesso de bilheteria na Alemanha e indicado ao Oscar de filme estrangeiro. Não há duvida de que se trata de uma história importante, já que pela primeira vez temos detalhes dos últimos dias de Hitler e do nazismo porque Trauld estava no bunker e foi testemunha de tudo. Por outro lado, é visível que ela faz tudo para não se comprometer, dizendo que era ingênua e confusa (o que soa altamente inconvincente) e provavelmente inventando detalhes que "não lhe sujassem as mãos".
Além disso, temos que acreditar piamente no que ela conta, já que não há outras testemunhas. Também faz pensar na incompetência dos pesquisadores que levaram 50 anos para encontrá-la pouco antes de sua morte, em 2002. O lado ruim do projeto é que ele foi entregue a um diretor medíocre, que não sabe escolher ou dirigir atores (alguns deles estão péssimos, a maioria compromete, e somente o veterano Bruno Ganz, como Hitler, é que faz o papel com dignidade, sem cair em caricaturas).

O diretor Oliver Hirschbiegel fez um filme com estética de telefilme de TV européia. De qualquer forma, o filme é banal como cinema, até mesmo como narrativa, já que prossegue por quase meia hora depois da morte de Hitler, mas nem sempre se preocupa em mostrar apenas o que a secretária viu e ouviu.

Apesar disso, "A Queda" é muito interessante _e importante_ como reprodução da história. Não há qualquer lógica em boatos de que o filme daria uma visão humana de Hitler, portanto amenizando seus crimes. Ao contrário, ele é mostrado como um velho de 50 e poucos anos, decadente, com mal de Parkinson, completamente cruel e sem piedade, com delírios e incapaz de enfrentar os fatos e a derrota. E principalmente insiste em se matar e mandar todos os seus auxiliares próximos a fazer o mesmo, sob pena de serem considerados traidores.

Basicamente o filme é um estudo sobre o fanatismo, principalmente na figura da Srª Goebbels (feita por péssima atriz), que mata friamente todos seus filhos, mas tem uma ataque histérico e pede para o ditador fugir. Fanatismo que reflete nos cidadãos que estavam na rua matando a esmo os que consideravam traidores e desertores, mesmo quando o exército russo estava a poucos metros da cidade.

Um dos momentos mais fortes do filme, além do orgulho que Hitler sente em ter matado tantos judeus, é o fato de que os nazistas chegaram ao poder eleito pelo povo, e não por um golpe de Estado. Ou seja, já que o povo alemão escolheu esse tipo de governo, agora teria de pagar por isso.

No filme, Hitler é um sujeito patético, louco (mas não histérico), iludido e amado fanaticamente por seus asseclas, que aceitam tudo sem discussão. Talvez seja isso o que mais impressione: ninguém ousa questioná-lo, enfrentá-lo, desmascará-lo. É uma ilusão coletiva que nos deixa pensando em outros fanatismos atuais, como os mulçumanos fundamentalistas.

Como o ser humano é frágil e pode cair em situações como essa? E com freqüência assustadora! "A Queda" é uma notável e imprescindível lição de história.

Edição de aluguel traz apenas trailers.

Título original: Der Untergang (Alemanha, 2004)
Diretor: Oliver Hirschbiegel
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich Matthes, Juliane Kohler
Extras: Trailers
Idioma: Alemão e Português
Legendas: Português, Inglês, Espanhol
Gênero: Drama
Duração: 155 min. Cor
Distribuidora: Europa

Fonte: UOL - www.uol.com.br
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Blog do Crato em Araçatuba - São Paulo

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Dihelson,

Foi com muito orgulho que descobri o portal ( Blog ) do Crato. Sou do Belmonte e toquei violoncello na orquestra do pe. Agio por muito tempo quando em 1990, vim aqui para o interior de São Paulo. Fiquei super emocionado ao vêr a cobertura dos 90 anos do meu padrinho pois também sou seu afilhado, e por morar tão longe não deu pra ir nos festejos. Agora todos os dias entro no portal pra vêr as novidades e matar um pouco da saudade do Cratinho de açucar, e vêr as entrevistas dessas grandes figuras como Pachelly, Abidoral, Dêde, o grande Rosemberg Cariry, e também eu não conhecia o lado bem humorado do grande Antonio Vicelmo. Um abraço para todos e mais um vez parabéns por esse belo portal.

Antonio Sirley (pra ficar mais fácil sou filho do Zé Pajé)
Araçatuba interior de São Paulo

Nota:
Nós é que ficamos felizes, Sirley! Avisa ao pessoal do Crato que mora por aí pra ficarem ligados, porque aqui, temos sempre as últimas novidades - Diga-se: Importantes - sobre o Crato. Essa turma de colaboradores daqui é muito boa mesmo.

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
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Hoje no DN - Trem do Cariri vai entrar na fase de testes


Transporte de passageiros

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O "layout" dos bancos individuais é o mesmo utilizado em veículos metrô (Foto: Elizângela Santos)

Idealizado em 2005, o Trem do Cariri resgata o transporte de passageiros entre os municípios do Crato e Juazeiro do Norte

Juazeiro do Norte. Está em fase de finalização, para testes a serem efetuados até meados deste mês, o Trem do Cariri. A via permanente deverá estar pronta apenas no mês de junho. Pelo menos é esta a previsão do diretor de Desenvolvimento e Tecnologia, Clóvis de Lima Picanço, responsável pelo trabalho que vem sendo executado no desenvolvimento de um tipo de transporte que fez história no Cariri, o trem de passageiros.

O Transporte Rápido Automotriz (Tram) é composto de dois veículos formados por dois carros cada. A capacidade é de 330 passageiros por veículo (100 passageiros sentados e 230 em pé). A tecnologia adotada nos novos transportes, tipo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é de média capacidade. A fabricação e montagem dos trens estão sendo feitas na cidade de Barbalha, pela empresa Bom Sinal. Serão duas composições de tração diesel hidráulica mecânica, formadas por dois carros, equipados com ar-condicionado.

Segundo o diretor, com relação às estações, o edital para licitação se encontra concluído aguardando apenas a data para lançamento. O prazo para construção das estações é de sete meses e poderá acontecer até outubro deste ano. Até novembro, a previsão é de que seja concluído o Projeto Básico para a construção das oficinas, centro administrativo e controle operacional do trem, no bairro do Muriti, no Crato.

Clóvis Picanço justifica a volta do Trem do Cariri por conta do crescente processo de urbanização, além dos significativos investimentos industriais, comerciais e turísticos da região, nos últimos anos. O projeto começou a ser desenvolvido no segundo semestre de 2005, ainda no governo de Lúcio Alcântara, com o objetivo de atender ao transporte de passageiros sobre trilhos, ligando os municípios de Crato e Juazeiro do Norte. “São importantes pólos geradores e atratores de viagens, fazendo com que seja intensa a movimentação de pessoas entre as sedes destes municípios”, ressalta o diretor.

Materiais plásticos

Para Clóvis, as composições do Trem do Cariri seguem modelos europeus de veículos leves sobre trilhos. Foi empregada de forma maciça a utilização de materiais plásticos reforçados e policarbonatos, propiciando uma maior vida útil das peças de revestimento. “São imunes à corrosão e mais resistentes a pedradas, já que não amassam”, garante ele.

Todos os bancos já foram montados. Conforme o diretor, foi dada prioridade na concepção ao conforto do passageiro. O “layout” dos bancos individuais é utilizado em veículos metrô. A climatização e as janelas amplas impedem o barulho de fora e o calor do semi-árido e dão ao viajante o presente de uma bela paisagem regional.

São mais de duas décadas de paralisação dos trens de passageiros da antiga Rffsa. O diretor destaca o trem como o primeiro a ser construído no Brasil, na fábrica Bom Sinal. Os municípios de Crato e Juazeiro estão sendo atendidos primeiro por terem uma malha ferroviária preservada. No caso de Barbalha, não há mais uma ligação ferroviária. O estudo para integrar a terra dos verdes canaviais, diz o diretor, fica para um estudo posterior. O tempo de viagem será de 28 minutos.

Mais informações:
Secretaria de Infra-estrutura do Estado
(85) 3101.3763

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
www.diariodonordeste.com.br

Moradores do bairro Santa Luzia se sentem isolados com o fechamento da principal rua

Juazeiro do Norte. O projeto de integração ferroviária de passageiros entre os municípios de Juazeiro e Crato, executado pela Secretaria da Infra-estrutura (Seinfra), por meio da Companhia de Transportes Metropolitanos (Metrofor), continua avançando na sua implantação. Serão nove estações e 13,6km de extensão. A via permanente, que vai da estação Fátima, em Juazeiro do Norte, à estação do Crato, está orçada em R$ 9.941.000,00 e deve ficar pronta em junho deste ano. Na terra do Padre Cícero estão sendo construídas as estações de Fátima, Juazeiro, São Pedro, Teatro e Padre Antônio Vieira. No Crato serão implantadas as estações São José, Muriti, Padre Cícero e Crato.

O investimento foi de R$ 3.796.000,00 acrescidos de mais R$ 700.000,00 referentes à manutenção dos carros por 24 meses. Os trens terão tração diesel hidráulica mecânica. A velocidade máxima operacional será de 60km/h.

O sistema contará ainda com uma oficina de manutenção e um Centro de Administração e Controle de Trens. Nas obras de vias e edificações, está prevista, além da remodelação da via permanente, a implantação de passagens de nível, de cruzamentos e pátio de manobras; implantação das paradas. Os investimentos nestes itens são de R$ 2.200.000,00.

Enquanto muitos moradores da região aguardam com expectativa o início da operação do Trem do Cariri, famílias residentes no bairro Santa Luzia se sentem isolados com o fechamento da principal rua de acesso ao Centro da cidade, com a inclusão dos trilhos.

Depois de alguns anos de abertura da rua e sem a perspectiva de reativação de um trem, os moradores nem se preocupavam com o fechamento da Rua Vicente Tavares Bezerra que dava acesso ao Centro da Cidade pela rua Almirante Alexandrino. Agora, com a instalação do trilho, as duas ruas estão separadas.

Há 40 anos morando na área, o proprietário de oficina mecânica, Francisco Inglês dos Santos, diz que sente desvalorizado, junto com os moradores de sua rua, por não ter sido ouvido nas reivindicações. “Agora, a única rua que nos oferece acesso ao Centro só tem espaço para a passagem de um veículo e atende às duas mãos”. No quarteirão seguinte é contramão, nas proximidades do Centro Cultural do Araripe, noutra saída, fica proibido o trânsito de veículos.

Seu Inglês, como é conhecido pelos moradores da área, afirma que já foi feito um abaixo-assinado solicitando a reabertura da rua. Os moradores estavam acostumados com o acesso. Ele também se preocupa com chuvas. “Se chover muito, o pessoal que mora mais em baixo vai sofrer com a inundação na área”, alerta.

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