17 janeiro 2008

Shows com bandas "Nova Rota" e "Overdrive" - SESC - Dia 18 de janeiro



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Show: Sexta-Feira dia 18, com Banda "Missão do Miranda" - Reggae


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SESC - Aulas de Dança - Ritmos de Salão

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BICENTENÁRIO DA CHEGADA DA FAMÍLIA REAL



Dom João VI e o Crato

Neste 2008, quando o Brasil inteiro festeja o bicentenário da chegada da Família Real Portuguesa, é bom lembrar uma iniciativa de Dom João VI que representou grande avanço para o progresso do Cariri. Há mais de 191 anos, em 27 de junho de 1816, por força de Alvará Del Rey, Dom João VI criou a Comarca da Vila Real do Crato, a segunda do Ceará.

Para os que se interessam pela história transcrevemos abaixo o item primeiro daquele alvará:

“Hei por bem dividir a comarca do Ceará - Grande, e criar outra com a denominação de comarca do Crato, servindo-lhe de cabeça a vila do Crato e compreendendo no seu distrito as vilas de São João do Príncipe, Campo Maior de Quixeramobim, Icó, Santo Antônio de Jardim e São Vicente de Lavras, que por este alvará sou servido elevar à qualidade de vila. Todas estas vilas ficam logo desmembradas da referida comarca do Ceará - Grande, e sujeitas a nova comarca do Crato do Ceará”

O primeiro juiz da nova comarca – aquele tempo chamado de Ouvidor – foi uma figura eminente: José Raimundo do Paço de Porbém Barbosa, o qual assumiu a nova função em 17 de dezembro de 1817. Foi de autoria do primeiro ouvidor de Crato o primeiro plano de transposição das águas do Rio São Francisco para o Ceará. No seu plano, o Ouvidor de Crato defendia a transposição dessas águas através de um canal pelo leito do Rio Salgado.

Fonte: Raimundo de Oliveira Borges, no livro “Memória Histórica da Comarca do Crato”, publicado pela Casa José de Alencar-UFC, Fortaleza (CE) 1997.

DEU FEBRE AMARELA NAS AUTORIDADES DE SAÚDE


Sobre a nota O MOSQUITO na coluna Panorama Político de Ilimar Franco no Globo de hoje (17/01/2007) lhe escrevi. "É no título da nota que se encontra o problema e não no relativo menor estrago da Febre Amarela em termos de mortes. O denominador comum é o Aedes aegyptti que foi reintroduzido no Brasil no início da década de 70 e por volta de 1984 estava queimando o governo Brizola com uma epidemia de Dengue. Aquela em que o mosquito não era federal, estadual ou municipal. As autoridades sanitárias brasileira, os cientistas e a sociedade estão inapetentes para enfrentar o tal mosquito. O Serra sofreu uma epidemia aqui no Rio que teve muita influência negativa na imagem de bom ministro que se tinha dele. O Garotinho teve problema igual e de uma forma entre direta e indireta o governo Lula enfrenta esta Febre Amarela que é o mesmo problema da epidemia de dengue que teve aumento em 2007. Não é que tenha ocorrido a reintrodução da Febre Amarela Urbana, é que o mosquito Aedes ficou e ninguém faz o suficiente para enfrentá-lo. Se você tiver a curiosidade vou chutar uma informação: o último ministro que efetivamente considerou a questão do Aedes foi o Jatene no primeiro governo FHC quando propôs na Organização Pan-americana de Saúde uma ação continental. Os outros transferiram o problema com o biombo de discursos corretos: municipaliza o combate. Nem hoje e nem nunca se enfrentará um mosquito de grandes habitats com ações locais. Tem que ser uma política nacional, comandada, disciplinada, com metas, avaliações e medidas de vigilância poderosas. O ministro Temporão ao invés de abrir a boca e denunciar esta derrota do Estado e da Sociedade e liderar uma campanha nacional fica tentado a desmentir o secundário que é a não existência da febre amarela. O principal é enfrentar o Aedes nas cidades. O Aedes é o fator sine qua non para que a febre amarela se urbanize. Eis um problema dos ministros da saúde brasileira, jogam muito para a propaganda e imagem pública e muito pouco no enfrentamento de problemas enormes e que mesmo em surdina, sem grandes alardes, poderá fazer uma grande diferença. Aliás, entre tantas besteiras que possa dizer, esta reconheço, o ministro que tiver porte para realmente enfrentar o problema do Aedes, será eleito até a papa e se isso não for a sua praia, ao menos um prêmio nas orações dos brasileiro ganharia."

PENSADORES, CIENTÍSTICAS E PALPITEIROS CORREI: É CHEGADA A HORA DO BUTIM.

Um efeito colateral do fim da era desenvolvimentista e início do liberalismo. Isso ocorreu nas instituições do Estado brasileiro. Deixaram de pensar a sociedade como uma cultura própria dos brasileiros e preparar caminhos para superação de suas necessidades. Esqueceram a sociedade real e se dedicaram à tecnicidade de dar potências extras aos líderes empresariais e aos homens de negócios de toda natureza. Aqui no Rio, instituições de ensino e pesquisa, com base na excelência dos projetos da COPPE e da COPPEAD, copiaram o modelo e hoje os pensadores se tornaram especialistas em disputa e concorrência de projetos muitas vindas do próprio Estado e de suas empresas. Entre estes ninguém pensa nos brasileiros e no Brasil. A maioria se tornou especialista em aumentar seus próprios ganhos, em arrumar laranjas para disfarçar o ganho extra e dirigir todo tipo de organização privada que funciona de casamata para defesa de interesses reservados. Enfim: o principal efeito foi a individualidade, a pobreza de sentimentos e espírito, a queda moral e ética e o isolamento destes pensadores do futuro de uma nação tão necessidade de grandes idéias.

Exposição Fotográfica - Um Outro Ceará

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A Crise de Identidade e o Conflito Existencial - Por: Bernardo Melgaço


Abençoado é aquele que entrou em crise de identidade e finalmente percebeu a origem do conflito existencial em si mesmo. Em toda a história humana o homem viveu em crise de identidade e projetou seu conflito existencial no mundo por onde passou, habitou e se adaptou. Hoje, não é diferente dos tempos memoráveis dos grandes conflitos entre povos e raças da antiguidade (romana, grega etc). Nada mudou – nada mesmo! A única coisa que “mudou” foi a tecnologia empregada e o processo sutil de dominação ideológica. Mas, em essência agimos com o mesmo ímpeto e motivação: vencer o outro! O outro (imanente) é o inimigo, o obstáculo, o mal, a besta, a fera, o bárbaro, o ignorante, o adversário e o demônio que deve ser exorcizado. O ser humano detesta e tem medo da solidão cósmica por isso ele precisa de um ponto ou centro externo à sua consciência como referência para a concepção do Eu na relação e revelação com o Outro (transcendente). E se por hipótese o outro deixasse de ser esse ponto ou centro de referência vital de aprendizado objetivo, entraríamos numa crise de identidade existencial. E nesse processo de crise teríamos que criar ou descobrir um outro ponto ou centro interno que substituísse aquela referência que era externa à nossa consciência. Foi o que aconteceu comigo em 1988 – crise de identidade e conflito existencial!

Hoje, sinto-me seguro em afirmar que todas as crises começam devido à necessidade que temos de conceber o outro como referência identitária na construção das identidades culturais e existenciais que criamos ao longo da vida. Em outras palavras, a identidade tem duas dimensões: a cultural-social e a existencial-ontológica. Enquanto vivenciamos as experiências objetivas das relações do mundo social criamos identidades sociais em função das culturas que nos influenciam e nos garantem a afirmação da existência do Eu social. Mas, por outro lado enquanto vivenciamos os fenômenos subjetivos do mundo pessoal criamos identidades em função do nível de experiência da realidade em que conseguimos penetrar e nos conectar a seus princípios ou energias sutis criadoras. Esta última decorre de um caminho conhecido como AUTOCONHECIMENTO, diferente e complementar do primeiro que é o caminho do CONHECIMENTO.

A palavra crise, no ideograma chinês, significa: risco e oportunidade. O risco porque podemos “perder” ou negar, durante o processo complexo e difícil, a faculdade racional do Eu social – isso nos levaria a loucura! E a oportunidade porque podemos ter um encontro com o Outro (transcendente) em si mesmo. E esse encontro pode ser a coisa mais agradável e feliz de ocorrer a um ser humano, e ao mesmo tempo poder ser a coisa mais terrível também. E nesse estado de consciência teríamos a grande oportunidade de nos confrontarmos e descobrirmos finalmente quem somos nós: seres espirituais habitando corpos materiais. E nesse processo descobrirmos ou revelarmos a nossa identidade cósmica existencial. E assim, o mistério se extinguiria na luz da consciência expandida: iluminação!

Hoje, as crises aumentam os conflitos sociais e existenciais e colocam egos contra egos – e muita gente no hospício também!: soldados contra soldados, professores contra professores, religiosos contra religiosos, políticos contra políticos etc. A cada dia tanques de guerra e ideologias do ego se alinham para o confronto direto no grande conflito humano em decorrência da perda de identidade fundamental do ser: a consciência de si. Marx, percebeu sutilmente e por isso mesmo afirmou: “ Não é a religião que faz o homem, é o homem quem faz a religião. A religião é a consciência de si que o homem perdeu ou não adquiriu ainda...a falta da verdadeira religião é o ópio do povo”. Albert Einstein afirmou também: “...COMO JULGAR UM HOMEM? De acordo com uma única regra determino o autêntico valor de um homem: em que grau e com que finalidade o homem se libertou do seu Eu?”. E Sócrates finalizou apontando o caminho de construção da identidade existencial-ontológica: “Conhece-te a ti mesmo”. O Amor Divino (transcendente) é o reconhecimento da identidade do Eu na sua experiência cósmica consigo mesmo (na linguagem buberiana: Eu-Tu (ou Philo-Sophia)). Infelizmente, a humanidade caminha numa trajetória muito distante dessa façanha: “Amai-vos uns aos outros” – Jesus Cristo.

Prof. Bernardo Melgaço da Silva
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Hoje no DN - Música erudita e popular atrai público no sertão


Centro-Sul

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Público faz fila para entrar no Teatro da Ribeira dos Icós, onde acontece a programação (Foto: Arthur Andrade)

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Orquestra de sopros de Pindoretama apresentou um concerto didático para a platéia que mostrou bastante interesse

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No circo da música localizado no Largo do Theberge, participação da Banda de Música Municipal de Icó

Apresentações musicais, oficinas, concertos didáticos integram a programação do Janeiro da Música

Iguatu. O som dos instrumentos de sopro, corda, teclado e percussão em peças clássicas e populares invade o sertão da região Centro-Sul e Vale do Salgado até o próximo dia 20, numa programação especial da Secretaria de Cultura do Estado (Secult). O Janeiro da Música acontece nas cidades de Acopiara, Icó, Iguatu, Orós e Várzea Alegre e tem por objetivo contribuir para a formação musical nos municípios do Interior do Estado.

A programação do Janeiro da Música inclui o II Fórum Estadual de Bandas de Música do Ceará até o dia 19, em Icó, e o Seminário Rede de Formação e Desenvolvimento Estratégico da Música de amanhã a domingo, em Iguatu. Haverá ainda concertos com a participação de músicos da região e convidados, como forma de intercâmbio, e oficinas de instrumentos e técnicas musicais para alunos de escolas públicas nos cinco municípios.

Agenda de oficinas

O Janeiro da Música também oferece oficinas musicais de Violão Popular, em Acopiara; Técnica Vocal, em Orós; Percussão, em Várzea Alegre; Arte-Educação em Música, em Icó; e Acordeom e Cordas, em Iguatu – para alunos dos municípios da região Centro-Sul do Estado.

Ainda haverá concertos em Igrejas, no Teatro da Ribeira dos Icós, na Casa de Câmara e Cadeia, em Icó, e no anfiteatro do Serviço Social do Comércio (Sesc) e no abrigo metálico, município de Iguatu. Na cidade de Icó acontecem concertos no Theatro da Ribeira dos Icós da Orquestra de Sopros de Pindoretama; da Orquestra de Cabaças de Juazeiro do Norte; do Quarteto de Cordas da Solibel, do Crato; da Escola Maestro José Wilson Brasil, da cidade de Sobral; da Fundação Casa Grande, de Nova Olinda; e da Associação Ribuliço Ecoart, do município de Crateús.

No Largo do Theberge, ao lado da Igreja do Senhor do Bonfim, está instalado o Circo da Música, local que sedia apresentações de uma banda de música e três grupos da região Centro-Sul.

Em Iguatu, acontecem os Concertos Didáticos e os Diálogos Musicais, hoje e amanhã. Para esta quinta-feira, de 15h às 17h, no auditório do ABC Padrão, no Centro, está marcado um encontro com as Escolas de Músicas de Guaiúba e de Iguatu, além de apresentações, às 17h30, no mesmo local, da Camerata de Cordas Eleazar de Carvalho. Já para a programação de amanhã, às 20h, na Praça da Matriz, haverá concerto com a Orquestra de Sanfona de Guaiúba, com cinco sanfonas e três percussões. Na agenda para o domingo, no mesmo local e horário, apresentação de Ítalo e Reno dentro do Concerto Didático. As apresentações são abertas ao público.

Música de câmera

Nos últimos dois anos, sempre em janeiro, a Secult promoveu o Festival de Música de Câmera da região Centro-Sul e Vale do Salgado. Neste ano houve uma mudança. “O Festival foi transferido para uma data posterior porque houve dificuldades de captação de recursos em face na demora da aprovação do projeto”, explicou Pedro Domingues, coordenador de Ação Cultural da Secult.

Segundo ele, “o Janeiro da Música não substitui o Festival, mas surge como evento alternativo, mantendo o calendário e o foco na música”.

O Janeiro da Música é uma ação cultural da Secult, com promoção do Sistema Estadual de Bandas de Música (Sebam/CE) e da Associação Artística de Concertos do Ceará (AACC). A programação é feita a partir de uma parceria com as prefeituras municipais. Os recursos investidos são oriundos do Sistema Estadual de Incentivo à Cultura (Siec), via Fundo Estadual da Cultura (FEC), e do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop).

Honório Barbosa
Repórter


Mais informações:

Programação completa do Janeiro da Música, que acontece até domingo em municípios do Centro-Sul, pode ser conferida no www.secult.ce.gov.br

Fonte: Diário do Nordeste: www.diariodonordeste.com.br
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