17 dezembro 2008

Um Poeta Dihelzepínico


UM POETA DIAZEPÍNICO

( Dedicado a José do Vale )


Sou o poeta mais diazepínico que conheço
Meu lexotan vem antes do muro de berlim
e todo mês em fila eterna eu permaneço
buscando um papel azul a prorrogar meu fim

Já nem sei mais quem mais escreve,
se eu mesmo ou o Bromazepam na veia
na calma dos eucaliptos uma semibreve
é a mais rápida aranha a tecer sua teia

Mas sei que não sou ainda um viciado
decerto, do mal liberto-me preciso
em que assim o desejar, hei declarado

Em correntes infernais, como a um louco
prenderam-me a um arcabouço de um sorriso
Para que em pequenas doses, morra pouco a pouco!


Dihelson Mendonça
.

3 comentários:

  1. Se tivesses 40 anos diria que és um poeta dihelupínico !

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  2. Ô Dihelson atende os telefonemas sem identificação! Vai! Atende! Afinal somos todos a favor dos pobres e desvalidos. Dos que não têm. Principalmente por aquele espírito cristão: faço o bem sem olhar a quem. E como sabes Noel é coisa de cristo e aí presente: bau bau.

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