17 dezembro 2008

PACHELLY, WILLIAM E O CORDEL DA FLORESTA

Conheci o William Brito nas militâncias junto a Violeta Arraes. Nenhum dos três em incenso a qualque um de nós, mas todos em razão da APA do Araripe. Lembro quando Fernando Henrique, na companhia de Tasso Jereissati, assinou o ato num destes clubes da serra. Era até um contra-senso, mas pelo menos, simbolicamente, dizíamos até este limites a gente estraga a mata, daí em diante é desenvolvimento sustentável.

Mas lembro e isso é o mais importante: uns burocratas do Governo do Ceará por pressão de políticos e homens de negócio de Juazeiro e Crato pressionaram para o decreto não ser publicado. Levou tempo para que se tornasse lei. Aí ao nosso querido Armando Rafael, historiador da terra. Armando temos que mostrar aqueles responsáveis pelos grandes atos em favor, assim como os que foram contra. Especialmente quando o a favor ou o contra tem desgaste popular.

Por onde andará o William? Ele não poderia fazer uma notas daquele momento? Quem foi quem e no quê foi?

Agora o motivo pelo qual mostro tanta intimidade com o William Brito. Tem tudo a ver com A introdução. O Pachelly Jamacaru, o qual conheço na sua dimensão real, embora nada da dimensão física, e o William fizeram uma música que se tornou a música desta quarta feira aqui no sopé do Corcovado. Chama-se Cordel da Floresta.

Eis o acerto do Dihelson com esta parte da rádio chapada do Araripe no que se refere à música do cariri. Como sabemos o prazer, o gosto é um súbito que logo nos domina, mas é, também, um Aprática repetida que nos vai tomando lentamente.

Ô DIHELSON: entrevista o William e o Pachaelly numa locação dentro da chapada, com teu teclado e embaixo de um pé de piqui (nada melhor para se falar em desenvolvimento sustentável). Façam uma performance eco-cultural e nos presenteiem de natal.

Olha seu Dihelson abusado. Nem venha com este papo de que estou no meu bem bom aqui do Rio mandando tarefa para quem já tem tantas. Se me xingar de volta, envio outra tarefa.

2 comentários:

  1. Na verdade, Zé do Vale, eu já tinha tido essa idéia de fazer uns programas televisivos lá da Chapada do Araripe. Transmitir ao vivo pela internet, levando uma antena de microondas pela AraujoSat. E pensei começar pelos irmãos anicetos. Só que a dificuldade de se chegar no "picoto", que é um dos lugares lindos da serra e que pega internet ( talvez ), pela visada direta das antenas me dificultou ainda a realização disso. Outro problema é a falta de outras pessoas para ajudar. Eu deveria ter uns 4 irmãos. Sou filho único, e até pra arrumar uma gravata, é preciso pedir a um vizinho. Moro só, vivo só. Se tiver um enfarto, não dá pra chegar ao hospital. Então é problema convocar pessoas, pois todo mundo é sempre ocupado, mas vou ter de "Contratar" os Buanas pra subir a serra nessa missão africana, levando os baús de missangas, ou melhor, as câmeras...

    Foi muito bom vc ter faladi no Cordel para uma Floresta, de Pachelly e William Brito, porque é uma das músicas lindas, que bem representam a nossa região. Aquele arranjo, teclados, cordas sou eu tocando. Gravamos em 1994 em Fortaleza.

    Um grande abraço,

    Dihelson Mendonça

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  2. Ô Dihelson e tu toca? Teclado? Onde é que posso ouvir uma faixa instrumental tua? A rádio Chapada toca todo mundo, menos o Dihelson.

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