14 dezembro 2008

O Sentido da Vida


Quando eu tinha 13 anos, me entendi de gente
Achava que compreendia a vida...
Até que para meu espanto, cheguei aos 18 anos e pensei:
Agora sim, eu sei o que é a vida. Quão tolo fui aos 13 !

Passou-se o tempo.
Cheguei aos 30 anos e após muito sofrer, pensei:
"Agora sim, compreendo o que é viver. Eu fui um tolo aos 18..."

Passaram-se alguns anos, e meu pai, aos 60 anos me disse:
"Filho, você não saberá o que é a vida, até ter minha idade!"

Outro dia, encontrei meu avô de 80 anos, que ouviu a conversa e disse:
"Não vá pela cabeça de seu pai, ele é uma criança! não se sabe o que é a vida mesmo até se chegar aos 80"


Minha bisavó de 98 anos chama meu avô e diz: "Antonio, meu filho, tu já tens 80 anos. Quando irás entender o que é a vida ? vais passar a vida inteira sem aprender ?"

Hoje, tenho 42 anos, e de todas as idades, aquela em que mais senti o verdadeiro sentido e o perfume da vida foi aos 13 anos.
O resto...é loucura !


Dihelson Mendonça
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4 comentários:

  1. Prezado Dihelson
    Parabéns por esse texto tão belo e profundo, apesar da singeleza. Realmente é na criança que existe sinceridade e a percepção natural das coisas. Sou um velho que gosto de ver o mundo com o meu olhar de criança que nunca perdi.

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  2. Excelente texto. Feito um verso popular. Das idades que cobram a inteireza. A inteireza que já acontecera bem no princípio. E tudo o mais é apenas reparo desnecessário, pois o arranjo do mundo há muito se completara.

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  3. É MUITO BOM TER UNS TEXTOS ASSIM PARA LER.DE VEZ EM QUANDO É PRECISO COLOCAR OUTROS TIPOS DE EMOÇÕES NA NOSSA VIDA!

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  4. Prezados amigos...Escritores de alto nível como José do Vale...

    Agradeço bastante os comentários elogiosos, tecidos acerca dessas palavras simples, sem qualquer pretensão literária.

    E gostaria de complementar com uma frase que faltou, e que não encontrei forma de dizer, sem desmanchar a simplicidade do que foi escrito:

    "Começamos a ficar velhos realmente quando FINGIMOS aceitar os mais jovens e suas criações apenas por cortesia, negando-lhes a capacidade, negando-lhes o poder de reconstrução do mundo pelas novas gerações, e achando que "Nossa" geração é a única possível, acima dos valores das outras. Não é! Fingir que aceita o novo é mais perigoso à alma, do que negar o novo. É a prova definitiva de que estamos nos enganando, novos por fora, e corroídos como um violão cheio de cupins, por dentro. Pois como disse alguém:

    "Os velhos ruminam os erros do passado. Os novos, devoram seu próprio futuro."

    ...
    A Vida reside no equilíbrio e na renovação !

    Muito obrigado,

    Dihelson Mendonça

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