17 dezembro 2008

Homenagem ao Rei do Baião

No sábado passado, 13 de dezembro, transcorreram 96 anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Lamentavelmente, não tomei conhecimento do registro de qualquer homenagem aí na Terra de Bárbara de Alencar, ao genial artista nordestino, muito identificado com a cidade do Crato, que visitava com freqüência. Durante muito tempo, Gonzaga foi atração da famosa Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados, hoje, simplesmente, ExpoCrato.

Em meados de 1974, como integrante do Coral da Faculdade de Filosofia do Crato, participei de recital em homenagem a Gonzaga, na memorável noite em que ele recebeu das mãos do então prefeito Pedro Felício, o pergaminho da cidadania cratense. Foi a primeira vez que vi o Rei do Baião de paletó e gravata. O coral, regido pela musicista Divani Cabral, cantou Asa Branca, o hino do Nordeste, levou Gonzaga às lágrimas e foi entusiasticamente aplaudido pelo público que lotava o auditório do Sesi, naquela memorável noite. Em Campina Grande, onde um abnegado fundou e mantém o Museu Fonográfico de Luiz Gonzaga, foi inaugurada em granito, sábado passado, uma estátua do inesquecível e insubstituível bardo sertanejo.

Natural de Exu, Gonzaga tinha tanta identificação com o Ceará, que chegou a dizer num de seus discos, que tinha uma banda (metade) pernambucana e outra cearense. Serviu ao Exército em Fortaleza e mesmo depois de famoso, morando no Rio de Janeiro, quando estava em Exu, era visto de vez em quando na feira livre do Crato. Gravou músicas que falam da Princesa do Cariri. Uma delas tem por título “Vou pro Crato”, em cuja letra se refere ao ex-prefeito Pedro Felício. Noutra, fala do médico e cirurgião Humberto Macário (também ex-prefeito).

FRANCISCO JOSÉ
Repórter do jornal Correio da Paraíba

Assessor de Imprensa da Universidade Estadual da Paraíba

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