17 dezembro 2008

Histórias de Patativa do Assaré - Por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes



01 – Dr. Francisco Valdemiro Nascimento, odontólogo, irmão do conhecido jornalista Antº Vicelmo, “mancava” numa rua do Crato, com uma perna engessada em conseqüência de um jogo de futebol, parou para cumprimentar seu grande amigo Patativa do Assaré, perdeu o equilíbrio e, para não cair, apoiou-se no ombro do grande poeta. No mesmo momento ouviu a seguinte quadra: Nessa vida já caiporanesse mundo desgraçadoum aleijado se escorano ombro d'outro aleijado.


02 – Quando completou 80 anos, Patativa foi homenageado em Fortaleza. Dia de agenda cheia, terminou com sessão solene em auditório. Após o evento, o poeta cercado por admiradores, respondendo inúmeras perguntas, se deparou com um chato que disparou a fazer perguntas, sem deixar ninguém mais falar. O pior é que passou a provocá-lo com questões irrelevantes, fora do contexto, chegando ao cúmulo de perguntar se, aos 80 anos, ainda tinha tesão para fazer sexo. Em cima da bucha, como se diz, o poeta respondeu: “Tenho tesão sim, mas estou cansado, vá dar a outro.


”Obs: A primeira história foi contada pelo próprio Dr. Valdemiro. Quanto a 2º, ouvi de terceiros, e não consegui confirmá-la.

2 comentários:

  1. Bom ler textos bem humorados e tendo Patativa em foco fica realmente hilário.

    Patativa era o gênio da criatividade e da rapidez de raciocínio. (mas estou falando o óbvio)

    Abraço

    Claude

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  2. Dei uma carona ao Patativa e fui de Crato a Nova Olinda rabiscando um verso. Quando concluir perguntei:

    Amigo Patativa
    Responda-me se souber
    Quantos pés de capim
    Tem daqui pru Assaré.

    A resposta foi imediata:

    Se a seca não matou
    E o gado não comeu
    Tem o mesmo que nasceu.

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