18 novembro 2008

CANTILENA ABORRECIDA

Postado por A. Morais
Caetano Afonso, cidadão Cedrense de grande respeitabilidade era casado com uma parenta minha, que se chamava Beleza. A família morava numa rua central da cidade do Cedro por onde passavam todos os dias vendedores de frutas, padeiros, verdureiros, etc.
Um deles, o verdureiro, utilizava para transportar seus produtos uma carroça, que era puxada pela burrinha apelidada de “beleza” e todas as manhas a cantilena era a mesma oferecendo suas hortaliças: Tomate, coentro, pimentão, cebolinha, alface, tudo fresquinho! Vai beleza! “Vambora” beleza!!!
Caetano fica aborrecido ao ouvir o nome de sua esposa em um animal e tão desrespeitosamente pronunciado, até que certo dia resolveu botar um fim na melopéia.
Amigo, quanto você quer pela burrinha?
Não é para vender, Seu Caetano!
Foram a cima e foram a baixo, ate que o animal foi comprado e logo providenciada a sua transferência para o sitio, já rebatizada de “morena”.
Alguns dias de sossego, até que novamente o silencio matinal foi quebrado pela voz apregoeira já tão conhecida de todos:
Tomate, coentro, cebolinha, pimentão: Vai “beleza” Vai égua ruim!!!
Desta vez, João Verdureiro como era conhecido, tinha comprado uma égua e colocado também o nome de beleza, pensando ele ser do agrado de seu Caetano, porque se assim não fosse, ele não teria comprado a burrinha anterior por um preço tão elevado.
Coisa de matuto!
Aqui, Ali, Alem.
Cel. Jose Ronald Brito.

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